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És a nossa Fé!

O que dizem eles

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Figueiredo: «Tenho reservas legais sobre a medida aprovada. Surpreendeu-me a forma como a votação decorreu, porque ouvi pessoas a criticar a medida, mas na altura votaram a favor. Compreendo que a medida de limitar empréstimos de jogadores entre clubes faça sentido. Não compreendo é que se passe da total liberdade para a total proibição. Passamos de um extremo a outro e receio que a proibição absoluta dos empréstimos possa pôr em causa a sustentabilidade do negócio futebol».

 

Fernando Gomes: «A decisão tomada pelos clubes significa uma inversão completa e abrupta do que vinha sendo prática comum, ainda por cima, numa altura crucial da construção dos plantéis e que poderá, desta forma, prejudicar o desenvolvimento do futebol nacional, atingindo principalmente atletas de nacionalidade portuguesa.»

 

Observação: A cada dia que passa, avisto que integridade, coerência e bom senso são qualidades alheias ao dirigismo superior do futebol português. Muito por esta consideração, com certeza, não consigo compreender o fundamento das considerações adiantadas pelos dois presidentes. Mário Figueiredo, que a bem dizer não passa de um mero empregado dos clubes, vem a público criticar uma decisão legitima dos seus empregadores. Insatisfeito com apenas isso, vai ao ponto de lançar suspeitas sobre a legalidade do regulamento aprovado democraticamente, através de voto legítimo em Assembleia Geral, de acordo com os requisitos vigentes. Ofende a consciência pública ao reiterar o desgastado mito da defesa dos interesses dos jogadores portugueses, quando todos os dados disponíveis comprovam exactamente o inverso. E, por fim, alega que a sustentabilidade do negócio futebol está a ser posto em causa. Um cínico diria que o precário estado financeiro de muitos dos clubes portugueses atingiu o bem conhecido ponto baixo, sem este regulamento. Fernando Gomes limita-se a dizer mais do mesmo, sem o mínimo de imaginação nem argumentação factual a sustentar as suas  contestações.

 

Na ausência de comprovação em contrário, a única explicação plausível para as posições assumidas por estas individualidades, é que estão muito mais preocupados com a defesa de interesses partidários do que os do futebol português. Os clubes que tradicionalmente dominam o mercado dos empréstimos são os chamados três grandes. À excepção notável do Sporting, que votou a favor do novo regulamento, os outros dois, que votaram contra, cedem, prioritariamente, jogadores estrangeiros. A União de Leiria, na época de 2011-12, entre os seus oito emprestados, teve seis do Benfica: dois brasileiros, um argentino, um sueco, um caboverdiano e um português. Face ao conhecido estado em que se encontra e além de sublinhar a falsidade da alegada defesa dos jogadores nacionais, ilude completamente como é que beneficiou pelos empréstimos. Em resumo, tudo indica que a relevante preocupação de alguns, nomeadamente do Benfica e do FC Porto, relaciona-se exclusivamente com o «armazenar» de activos, na tentativa de evitar o seu desvio para a concorrência e para aposta futura, que não inclui, na maioria dos casos, ingresso nos seus plantéis principais. Foi precisamente por circunstâncias semelhantes - pese a diferença do argumento jurídico - que a lei «Bosman» foi implementada no futebol por imposição da autoridade civil.  

 

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