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És a nossa Fé!

O Europeu visto por Rui Santos (2)

 

«Há melhores equipas [do que a portuguesa]. Algumas já ficaram para trás.»

Rui Santos, SIC Notícias, 17 de Junho

 

Às vezes questiono-me: e se o Rui Santos fosse seleccionador nacional? Certamente a equipa portuguesa não se teria apresentado em campo «com uma boa táctica mas falhando a estratégia», como ele considera que ocorreu no nosso jogo inaugural do Euro 2012, contra a selecção alemã. Faríamos mais e muito melhor do que fizemos nos últimos 12 anos, em que "só" marcámos presença em três meias-finais dos quatro Campeonatos da Europa entretanto realizados - em 2000, com Humberto Coelho ao leme da equipa, em 2004, com Scolari, e agora com Paulo Bento - e chegámos à final "apenas" uma dessas vezes, em 2004.

 

Dizem que Santos da casa não fazem milagres. Mas com o Rui seria diferente. Em vez de uma selecção onde «não há uma qualidade excepcional» já teríamos ido mais longe. O título europeu seria nosso, talvez até o título mundial. Se os espanhóis alcançaram semelhante proeza porque não nós também?

Paulo Bento devia ter escutado os conselhos dele na SIC Notícias antes daquele jogo contra os alemães, em que os então vice-campeões da Europa nos derrotaram por uma marca impensável: 0-1. O problema foi rapidamente detectado pelo arguto comentador: «Tivemos uma selecção horizontal e o Fábio Coentrão foi o único que teve um futebol vertical.» Simplesmente genial.

 

No jogo seguinte, a selecção nacional precisaria de «um sistema alternativo» para levar os dinamarqueses de vencida. Nada do 4-3-3 posto em prática pelo «sargentinho» que comanda desde 2010 a equipa nacional.

«Eu apostaria no Miguel Lopes para lateral-direito, encostaria o Miguel Veloso na esquerda e adiantaria o Fábio Coentrão para a frente, o Custódio seria uma boa opção para ser o médio eminentemente defensivo, o Raul Meireles, o Fábio Coentrão e o Nani a jogarem atrás dos pontas-de-lança que deveriam ser o Ricardo Quaresma e o Cristiano Ronaldo.» Tudo diferente do que se passou. Ou quase: pois Santos, condescendente, manteria Rui Patrício na baliza, assim como a dupla de defesas centrais.

E João Moutinho, que se revelou um dos melhores portugueses neste Europeu? «Moutinho desapareceria», alivitrou o sábio comentador, na pele de treinador de bancada, antes do jogo contra a Dinamarca. Sabendo de antemão, conforme confessou, que o «conservador» Paulo Bento não lhe daria ouvidos, optando pelo onze que perdeu com a Alemanha. «Um erro», a seu ver.

Mas a realidade tem o condão de perturbar as teorias, por mais excelentes que pareçam. Afinal o jogo correu bem a Portugal: acabámos por derrotar (3-2) os dinamarqueses, que antes tinham ganho à Holanda.

 

Ainda hoje me interrogo como conseguimos esta e outras vitórias sem Miguel Lopes a lateral-direito, sem Miguel Veloso a lateral-esquerdo, sem Coentrão adiantado, sem Custódio no lugar de Moutinho e sem Quaresma no lugar de Postiga.

O «sargentinho» tem muita sorte...

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