01 Jul 12

Se ainda existiam alguns cínicos quanto à excelente campanha de Portugal neste Euro 2012, a incontornável distinta exibição contra a Espanha que merecia ter sido coroada com vitória - tanto em termos de planeamento, estratégia e desempenho - espero que a final da competição os tenha elucidado de uma vez por todas. Se, mesmo assim, recusarem reconhecer esta irrefutável realidade, merecem ser ignorados perpetuamente na sociedade portuguesa.


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19 comentários:
De CP a 1 de Julho de 2012 às 21:55
Caro Rui Gomes. penso que mistura duas questões distintas. de facto é de realçar a excelente campanha que a nossa selecção fez. penso que superou as expectativas da maioria das pessoas, eu incluido, e merece o devido realce e reconhecimento do mérito.
Outra questão é dizer que mereciamos vencer a Espanha e quiçá o europeu. na verdade a vitória da Espanha foi justa e merecida. foi um jogo equilibrado com a nossa equipa mas os espanhóis possuem mais fio de jogo e mais capacidade enquanto equipa. e se nos 90 minutos o jogo foi bastante equilibrado, no prolongamento a Espanha jogou mais e mereceu a sorte nos penaltis. não jogámos mais que os espanhois para dizer que justo justo seria a nossa vitória. podia de facto ter caido para o nosso lado mas não exite qualquer injustiça na vitória dos espanhóis.
Não confundir frustração, normal perante o jogo, com injustiça.


De Rui Gomes a 1 de Julho de 2012 às 22:33
É tudo uma questão de interpretação do jogo. Tem a sua e eu tenho a minha. Como o ESPN publicou na ocasião: «Portugal reduziu a Espanha a um nível muito mortal». Depois existem pequenos detalhes, incluindo a sorte, que acabam por fazer a diferença. Não menosprezo o valor da Espanha, mas também não vou inferiorizar o nosso, especialmente comparando talento por talento individual, com o miolo fulcral do Barcelona a conduzir as operações. Muito valor para o nosso desempenho colectivo.


De Pedro Oliveira a 1 de Julho de 2012 às 22:03
Ora nem mais, destacar, ainda, que Rui Patrício, foi o único guarda-redes, neste Europeu, que nos noventa minutos não sofreu nenhum golo marcado pela equipa que, merecidamente, renovou o título de campeã europeia.


De Rui Gomes a 1 de Julho de 2012 às 22:17
Sem dúvida Pedro. Para mim, mais uma indicação que este Euro, com a estrelinha do nosso lado, poderia ter sido de Portugal. Espero, agora, o seu usual post de análise detalhada, para finalizar uma obra de qualidade que desdobrou ao longo deste torneio.


De Rui Gomes a 1 de Julho de 2012 às 22:28
Subscrevo inteiramente o que disse Pedro. Na frase final do meu comentário, os meus «Pedros» não estiveram em sintonia. Peço desculpa.


De Pedro Correia a 1 de Julho de 2012 às 22:56
Mas eu estou em sintonia com o que escreveu, Rui. Senti isso mesmo há pouco, enquanto via a final. E esta irreconhecível Itália, que nem parecia a mesma selecção que inferiorizou a Alemanha, estaria perfeitamente ao nosso alcance.


De Rui Gomes a 1 de Julho de 2012 às 23:03
O enorme valor de Portugal não permitir à Espanga fazer o seu usual e até alterar a sua estratégia. Faltou o golo, claro. Isto, reitero que espero pela sua distinta obra de análise ao Europeu. Este meu breve post foi apenas um desabafo.


De A. Santos a 1 de Julho de 2012 às 22:59
O excelente Europeu que fizemos, dá-nos boas garantias para um bom Mundial 2014. Fico apreensivo é com as politicas que estão a ser seguidas na área da formação no futebol português, que poderão comprometer o desempenho da selecção após 2014. É imperioso acautelar esta situação, o que me parece já tardio.

S. L.


De Rui Gomes a 1 de Julho de 2012 às 23:49
A sua preocupação é legítima. Infelizmente o mercado e a inevitável lei laboral europeia supera a vertente desportiva, até surgir algum novo regulamento a obrigar os clubes a seguirem um outro curso. Pode não parecer, para já, mas as equipas B e a proíbição de empréstimos dentro do mesmo escalão já vai ter alguma influência positiva nesse sentido. Em última análise, não é por caso que estiveram 10 jogadores formados no Sporting na selecção. É perfeitamente indicativo da política desportiva do nosso clube e, no inverso da moeda, verifica-se o «outro» emblema com apenas um jogador, quase por favor. Nesta selecção, preocupou logo à partida a não existência de um #10 e, até certo ponto, um ponta-de-lança goleador. Isto dito, também é de reconhecer que há muito poucos no mundo e o Helder Postiga, apesar da crítica geral, é muito útil no sistema de jogo de Paulo Bento. Veremos o que o futuro nos vai proporcionar.


De A. Santos a 2 de Julho de 2012 às 00:05
É mesmo pelos regulamentos que se terá que seguir. Estou de acordo que as equipas Bs vão ajudar, mas os clubes terão de voltar a formar na sua maioria jogadores portugueses, senão teremos obrigatoriamente que recorrer no futuro ás nacionalizações de jogadores para manter uma selecção competitiva.

Cumprimentos


De ZéZé a 2 de Julho de 2012 às 01:26
O Senhor Rui Gomes é perito em falácias, neste caso, a falácia da afirmação do consequente:
Se a Espanha venceu a Itália, então é porque Portugal é que foi um grande adversário.
Espanha venceu a Itália.
Logo, Portugal é que foi um grande adversário.

Não misture as coisas, amigo! Não faça encadeamentos lógicos onde eles não existem.


De Rui Gomes a 2 de Julho de 2012 às 01:38
Para começar, devo informá-lo que os meus «encadeamentos lógicos» têm muitos anos de futebol a sustentá-los, e não apenas como mero espectador. Segundo, a sua ilação do meu comentário não corresponde à sua essência, nomeadamente que a exibição foi de grande qualidade, que a Itália não teve capacidade para contrariar o jogo da Espanha como Portugal fez e, por último, que com um pouco mais de sorte e também eficácia, claro, este Euro estava ao alcance de Portugal. Isto dito, pode preservar os seus encadeamentos de argumentos lógicos.


De ZéZé a 2 de Julho de 2012 às 02:33
Está certo então, convenceu-me. Fique lá com a vitória moral para a nossa selecção enquanto os espanhóis levantam mais uma vez o caneco.


De Rui Gomes a 2 de Julho de 2012 às 02:44
Caro Zézé, não pretendo convencer mas apenas analisar, e certo ou errado, fiz a análise à capacidade global de Portugal pelo que demonstrou. Não sinto vitória moral alguma, mera moderada satisfação por a nossa rapaziada ter dignificado a camisola. Talento por talento, 23 por 23, não nos comparamos à Espanha. Mais mérito pelo jogo que conseguimos realizar e que, com a estrelinha, poderia ter proporcionado a presença na final. Aí, num só jogo - como a Grécia fez em 2004 - tudo é possível.


De jpt a 2 de Julho de 2012 às 01:26
Concordo inteiramente. Ainda que não existam dois jogos iguais, como é costume dizer, a vassourada que a elogiada Itália sofreu na final sublinha a extrema actuação da nossa selecção. No euro e no jogo final. E surpreende-me o coro mediático de elogios relativos à selecção (como os dizeres da "besta negra" Rui Santos, para o qual a equipa venceu apenas as equipas médias [entre as quais a vice-campeão mundial] e "Baqueou" diante da Alemanha e da Espanha. Inacreditável)


De Pedro Correia a 2 de Julho de 2012 às 01:57
Sobre a 'bête noire' tenho já preparada uma série de quatro textos, a publicar em quatro dias consecutivos. Em que as coisas são chamadas pelos seus nomes, como eu gosto.


De Rui Gomes a 2 de Julho de 2012 às 02:25
Pedro, apenas lhe peço para não estragar o penteado ao homem. Obras daquelas não são baratas !!!


De Pedro Correia a 2 de Julho de 2012 às 13:55
Eheheh. Assim farei: o penteado permanecerá incólume.


De Rui Gomes a 2 de Julho de 2012 às 02:10
Caro José, escrevi uma longa responta e acidentalmente rasurei-a. Vou tentar reproduzir a essência do queria dizer. É pura verdade que não há dois jogos iguais, mas o que me leva a adiantar que este Euro poderia ter sido nosso, com a estrelinha do nosso lado, claro, é uma análise à demonstrada capacidade colectiva portuguesa. A meia-final demonstrou e a final confirmou, que na sua totalidade, sustentada por diversos factores, Portugal tinha a capacidade de resposta ao jogo espanhol que a Itália não exibiu. Mesmo sem um futebol deslumbrante - aliás, quais foram os jogos deslumbrantes da Espanha ? - poderiamos ter chegado lá. O nosso meio campo é superior ao italiano, mesmo sem um #10, e não dependia apenas de um Pilro, que hoje foi insuficiente. Quanto ao Rui Santos, penso que lhe damos importância a mais. Ele não é um comentador desportivo, mas sim um artista da media. Comenta sem nexo e sem conhecimentos, mas provoca, e isso atrai audiências e satisfaz os objectivos do seu empregador. Considerando muito da actual sociedade global, temos por hábito dizer - em inglês - «lixo vende». É precisamente isso que Rui Santos faz. Cumprimentos.


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