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És a nossa Fé!

A ver o Europeu (7)

Dois jogos pouco inspirados esta noite, com arbitragens de péssima qualidade. Itália e Espanha qualificaram-se para os quartos-de-final do Europeu derrotando respectivamente a frágil Irlanda (2-0) e a infeliz Croácia (1-0). A manchete da Marca, na sua versão digital, diz quase tudo, naquele exagerado tom nacionalista tipicamente castelhano: «Sofremos como nunca, ganhámos como sempre».

Os espanhóis sofreram, sim. Apesar de contarem com o inesperado beneplácito do presidente da UEFA, Michel Platini, que abdicou do seu elementar dever de isenção para exprimir o desejo de uma final Alemanha-Espanha e lamentar que os portugueses tenham eliminado a selecção holandesa. Apesar de terem aquele que é provavelmente o melhor conjunto nesta fase final do Euro-2012. Ambas as partidas de hoje comprovam duas coisas: a partir de agora qualquer adversário estará ao alcance da nossa selecção; o Portugal-Holanda de ontem foi um jogo de grande qualidade, digno de uma competição desportiva de alto nível e muito superior aos que acabaram de ser disputados.

No fundo, algo que deveria fazer meditar todos aqueles que têm estado na primeira linha das críticas à selecção nacional. Comentadores como Rui Santos, que na SIC Notícias continua a destacar-se na utilização dos chavões que já trazia preparados antes do pontapé de saída do Euro 2012. Com frases como estas: "Nós não temos uma grande selecção" (10 de Junho); "Nós não temos uma dimensão de grande equipa"; "Nós já tivemos melhores selecções nos últimos anos"; "Sobretudo ao nível do meio-campo, há muito tempo que não tínhamos tanta falta de bons jogadores" (13 de Junho); "O grupo não é muito homogéneo do ponto de vista qualitativo"; "Esta selecção não tem o potencial que outras selecções já tiveram"; Temos uma boa selecção, não temos uma extraordinária selecção" (17 de Junho).

Uma coisa há que reconhecer: ele é coerente. Critica a selecção quando perde, mas também quando ganha e quando volta a ganhar. Criticou Paulo Bento contra a Alemanha (0-1): "Portugal tinha boa táctica, mas errou na estratégia". E contra a Dinamarca (3-2): "Neste jogo com a Dinamarca estivemos à beira do colapso". E até contra a Holanda (2-1): "Há um certo deslumbramento do Paulo Bento nos momentos em que ganha." Esquecendo já os desbragados elogios que tributou a Carlos Queiroz antes, durante e depois do Mundial de 2010.

Azar do Paulo. Por não se chamar Queiroz.

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