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És a nossa Fé!

A vitória e Paulo Bento

 

Em jeito de análise ao jogo de Portugal destaco dois pontos – a vitória relativamente fácil perante uma Holanda descaracterizada e a legitimidade que esta qualificação dá a Paulo Bento para continuar a ser o seleccionador nacional.

 

Ora vejamos, ao contrário dos últimos dois jogos contra a Holanda, desta vez, não houve lugar para sofrimento. Aliás, mal Van der Vaart enviou aquela bola para o interior da baliza de Rui Patrício, disse para quem me rodeava que não havia motivo de alarme e que o mais difícil seria conseguir marcar o primeiro golo. Depois disso, a vitória estaria garantida. Confesso que cheguei a pensar, ao longo do jogo, numa tareia à moda antiga. Não aconteceu, Ronaldo voltou a estar em grande e com os seus dois golos selou a nossa passagem aos quartos-de-final. Ao cair do pano, aquele remate holandês poderá ter sido um sinal de que a estrelinha da sorte está connosco (juntem isto ao golo do Varela e começa a ser muita coincidência!). Estive durante toda a tarde de ontem a preparar o coração e os nervos para mais um embate com a laranja que se diz ser mecânica, mas que neste Europeu não deve ter ido à revisão. A superioridade portuguesa nunca esteve em causa e esse facto agiganta-nos perante as outras selecções, o que psicologicamente poderá ser um trunfo para nós, visto que nunca tínhamos conseguido eliminar a Holanda de forma tão clarividente e fácil. Ronaldo tratou deles em duas jogadas e poderá ter sido o jogo em que arrancou para a sua grande prestação numa competição de selecções, algo que nunca conseguiu por completo até aqui. Desta vez, o bate-bate coração foi substituído por um jogo tranquilo e sempre controlado.

 

E por falar em tranquilidade, a outra palavra é para Paulo Bento. Um treinador que muito estimo, pese embora o vício que instalou em Alvalade de se festejarem vice-campeonatos, e que merece esta qualificação pelo trabalho desenvolvido desde que assumiu o lugar de seleccionador, apesar das críticas das cassandras do costume. É teimoso até dizer chega e por vezes arrisca muito pouco, é verdade. Porém, é preciso reconhecer que desde que “pegou” na equipa nacional o seu trabalho tem sido uma mais-valia para Portugal principalmente se tivermos em conta o marasmo em que o outro senhor, o ressabiado e manifestamente incompetente para este lugar, deixou a selecção. São compreensíveis as suas palavras após o jogo e a sua visível alegria, pois Paulo Bento sabe que esta vitória garante a legitimidade necessária, aconteça o que acontecer daqui para a frente no Euro, para manter o seu lugar até ao Mundial de 2014. Não obstante a renovação já ter sido tratada antes do Europeu. Depois de ter visto a vida a andar para trás quando soube do grupo de Portugal, Paulo Bento e já agora, todos nós, não podíamos pedir desfecho melhor.

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