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És a nossa Fé!

A ver o Europeu (6)

É uma péssima noite para os Velhos do Restelo, que já salivavam na perspectiva de um afastamento da selecção portuguesa do Europeu. Para azar deles, Portugal segue em frente. Com uma merecida vitória sobre a Holanda, equipa que é vice-campeã mundial mas que nada fez na Ucrânia para confirmar este estatuto. E com dois golos marcados pelo nosso melhor jogador: Cristiano Ronaldo surgiu finalmente nesta fase final do Euro 2012, em Carcóvia (Ucrânia), ao seu melhor nível. Bisou no marcador, rematou outras duas vezes ao poste e ainda deu mais alguns possíveis golos a marcar aos colegas, designadamente a Nani e Fábio Coentrão.

Muito melhor do que no jogo contra a Alemanha, ainda melhor do que no jogo contra a Dinamarca, Portugal fez aquilo se impunha a partir do primeiro quarto de hora. Pressionou os holandeses, revelou-se um conjunto muito mais coeso e eficaz, não se deixou fragilizar perante o golo inicial dos adversários e viu Cristiano Ronaldo - de longe o melhor jogador em campo - recuperar o estatuto que lhe cabe com todo o mérito: o de única vedeta com fama mundial a jogar neste Campeonato da Europa de futebol. Para frustração das cassandras cá do burgo, algumas das quais até foram exigindo ao longo da semana que Paulo Bento lhe retirasse a braçadeira de capitão.

Tiveram uma péssima noite, essas cassandras que torciam pela supremacia de jogadores como Van Persie e Sneidjer, totalmente vulgarizados pelos portugueses. Bem as vi, há pouco, na televisão: olhando para aqueles semblantes fechados, mais parecia que estavam num velório. Azar delas: enquanto fazem má cara, Portugal festeja.

 

Holanda, 1 - Portugal, 2

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Sofreu um grande golo de Van der Vaart logo aos 11'. Um golo indefensável mas que não teve sequência: o nosso guarda-redes voltou a ser sempre muito seguro. É, sem dúvida, um dos bastiões da equipa nacional.

 

João Pereira - Sem dúvida a sua melhor partida até agora. O seu passe exímio para o golo de Cristiano Ronaldo, aos 28', merece ser visto e revisto vezes sem conta nas academias de formação de jogadores. Por ser um exemplo de talento e classe. Muito determinado, avançou mais no terreno do que nos desafios contra a Alemanha e a Dinamarca. Recebeu um cartão amarelo já no período suplementar da segunda parte.

 

Bruno Alves - Parece crescer de jogo para jogo, tornando-se cada vez mais influente. Forma com Pepe uma parceria sólida na defesa portuguesa. Confere muita segurança à selecção. Ontem desarmou sucessivos lances da linha atacante holandesa. E não hesitou, ocasionalmente, em apoiar os colegas da linha da frente.

 

Pepe - O defesa do Real Madrid é um dos melhores jogadores na sua posição ao nível europeu, como esta competição tem confirmado. Um pouco mais contido do que nos jogos anteriores, nem por isso foi menos eficaz. Combinou muito bem os lances com Bruno Alves. E foi praticamente intransponível perante os vice-campeões do mundo.

 

Fábio Coentrão - Voltou ao excelente nível demonstrado na partida contra a Alemanha: sucessivas incursões em grande velocidade pelo corredor esquerdo, em apoio continuado aos avançados, ajudaram a sacudir a pressão holandesa. Robben, que fez grande parte do jogo neste seu flanco, foi neutralizado - numa espécie de vingança do recente encontro entre o Bayern de Munique e o Real Madrid, em que o holandês foi superior. Coentrão quase marcou, a passe de Cristiano Ronaldo, aos 65'. Teria merecido esse golo, evitado a custo pelo guardião Stekelenburg.

 

Miguel Veloso - O médio do Génova voltou a jogar muito concentrado, confirmando-se como um dos esteios da selecção. Excelente distribuidor de jogo, muito certeiro no passe. Marcou um grande livre aos 37'. Revela-se cada vez mais influente. É um titular indiscutível.

 

Raul Meireles - Voltou a ter um rendimento irregular, voltou a falhar mais passes do que é seu hábito. Dá a sensação de que se encontra em deficiente condição física. Foi substituído aos 71', visivelmente esgotado.

 

João Moutinho - Enorme no meio-campo português. Teve influência directa no segundo golo. Jogou e fez jogar em quase todo o terreno apesar da intensa placagem a que foi sujeito. É o melhor marcador de cantos da selecção. Quase todos os ataques mais perigosos de Portugal partiram dos pés dele.

 

Nani - Só lhe faltou um golo, que aliás merecia, para justificar nota máxima. Pena ter falhado aos 71', a passe de Cristiano, quando tinha apenas o guardião holandês à sua frente. Mas Nani soube retribuir dois minutos depois, com um soberbo passe de que resultou o segundo golo do número 7 da selecção. Incansável a percorrer o corredor direito, soube integrar-se também em missões defensivas. Dando aos holandeses - quem diria? - uma lição do que na década de 70 se chamava "futebol total". Saiu, cansado mas satisfeito, aos 86'.

 

Cristiano Ronaldo - Marcou dois golos, aos 28' e aos 73'. E rematou duas vezes ao poste, aos 15' e aos 89'. Estatísticas que servem para confirmar o que foi a prestação de Ronaldo neste jogo: excelente, em todo o campo e durante o tempo todo. Demonstrando ser indiferente às críticas que muitos treinadores de bancada - e alguns pretensos experts na matéria - lhe foram dirigindo ao longo da semana. Marca pela primeira vez no Euro 2012 depois de ter marcado nos Europeus de 2004 e 2008, além dos golos que também concretizou nos Mundiais de 2006 e 2010. Uma proeza inédita para um português. E rara mesmo a nível internacional. A propósito: alguém aí falou em Messi?

 

Helder Postiga - Movimentou-se bem na área holandesa, mas voltou a desperdiçar oportunidades que não devem ser perdidas em jogos de alta competição. Falhou um golo aos 17' em cima da baliza adversária. Saiu de campo aos 63', desta vez sem marcar.

 

Nélson Oliveira - O mais jovem elemento da selecção, único jogador de campo do Benfica no onze nacional, voltou a substituir Postiga ao minuto canónico, o 63. E, tal como ele, movimentou-se razoavelmente mas ficou em branco. O melhor que fez foi um remate para defesa fácil do guarda-redes aos 79'.

 

Custódio - Entrou aos 71' para o lugar de Raul Meireles numa fase em que a selecção nacional praticava um jogo de maior contenção, com prioridade total para a retenção de bola. Contribuiu na hora exacta para refrescar o meio-campo português, travando os ímpetos ofensivos holandeses.

 

Rolando - Substituiu Nani aos 86'. Mal teve tempo para revelar a sua utilidade no reforço da estrutura defensiva portuguesa.

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