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És a nossa Fé!

As lições da bancada

É de facto verdade que andamos uma vida inteira a aprender e que cada dia é uma lição. No que ao futebol concerne, quanda pensávamos que tínhamos absorvido  uma coisinha ou duas ao longo dos anos, eis que aparece logo um qualquer iluminado da bancada, nomeadamente de fonte pseudo-jornalística, a demolir prontamente essa premissa. Daí, que ficamos agradecidos pelas lições que provêm do primeiro jogo de Portugal com a Alemanha:

1.ª Silvestre Varela é o indiscutível novo ponta-de-lança português. Isso, ou então Portugal vai passar a entrar em campo com doze homens. O facto de ele nunca ter jogado nessa posição e nem sequer ter características para a mesma, parece irrelevante;

2.ª «O jogo foi desconchavado e aborrecido... e a culpa, como não podia deixar de ser, é dos portugueses». Esta notória «escrevedora» avermelhada cá do burgo ainda se apressou a sublinhar que «Portugal é uma selecção com matrizes fortes com cinco jogadores formados na escola do Sporting». Bem, até são dez, mas deve estar a referir-se aos cinco que estiveram em campo. É caso para a elucidar que a «matriz» seria ainda muito mais forte se os regulamentos fossem alterados e fosse permitido a Portugal alinhar com espanhois e sul americanos;

3.ª A próxima vez que Portugal defrontar uma das melhores selecções do mundo, não deve assumir tantas precauções defensivas e eliminar os «passes miudinhos» para evitar «adormecer o adversário»;

4.ª O quase golo de Pepe com o remate à trave «apenas serve para nos lembrar que nem sempre os que fazem pouco vencem». No entanto, o golo da Alemanha «foi merecido»;

5.ª João Pereira só será «um bom jogador» quando crescer mais uns 16 centímetros; a diferença entre o seu 1,72 m e o 1,89 m de Mario Gomez;

6.ª A disciplina e o rigor tático de Portugal pouco se relacionam com a insuficiência Alemã; foram estes, aparentemente, que de um dia para o outro desaprenderam a jogar futebol, deixaram de correr e limitaram-se «a jogar o único futebol que existe». É caso para consultar o «Dicionário Futebolês» quanto ao significado do termo «o único futebol que existe»;

7.ª A imprensa germânica salienta que a equipa alemã «teve sorte e felicidade e que jogou sem imaginação, falta de ritmo no ataque e sem coragem para correr riscos e que só um golo tardio de Mario Gomez trouxe a salvação». Para os nossos críticos da bancada, não lhes ocorre que o adversário não fez mais porque Portugal não permitiu. Aparentemente, apenas provocámos sono;

8.ª Aprendemos, igualmente, que muitas das apreciações que hoje são lidas por esse mundo fora estão redondamente erradas, seriamente humilhadas pelo superior intelecto desportivo cá do sítio, que nunca perde uma oportunidade para perder uma oportunidade. Diz o generalista espanhol «El País»: «Mario Gomez ressuscitou uma Alemanha cabisbaixa, sustentada por Hummels explêndido, mas subjugada por um Portugal homogéneo, superior tecnicamente, mas sem a estrelinha necessária para recuperar»;

9.ª Também «La Gazetta dello Sport» da Itália terá que ser severamente repreendida pelo seu escrito de menor perspicácia: «Paulo Bento apostou num Portugal de claro molde mourinhano: seguro, atento e pronto a responder, visto que nas faixas estão dois extremos-bomba como Cristiano Ronaldo e Nani, sempre postos a ser lançados pelos pés de Miguel Veloso»;

10.ª E a última lição; não há causa para desespero, porque ainda há muito mais do mesmo para vir, mesmo em vitória. É essa a «nossa» dimensão natural jornalística.

 

{ Blog fundado em 2012. }

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