29 Mai 12
Roma e Pavia
Alexandre Poço

A espaços, tem vindo a falar-se de eleições antecipadas no Sporting. O próprio Presidente, Godinho Lopes admitiu esse cenário, tendo porém, mais tarde, afirmado que não vai ocorrer. Ora, não tendo apoiado Godinho Lopes, estou à vontade para dizer que não percebo a razão de se querer, como alguns querem, eleições antecipadas. Apesar dos resultados insatisfatórios da equipa de futebol, do nunca bem explicado processo de despedimento de Domingos Paciência e da forma como se lidou com o “caso Pereira Cristóvão” - que considero as situações em que o Presidente não esteve bem – penso que houve igualmente situações positivas.

 

A saber, o maior número de pessoas nos jogos em Alvalade, o ressurgimento de algumas modalidades entretanto extintas, uma melhor política de comunicação (destaque para a comunicação 2.0) que aproximou os adeptos da equipa e sobretudo, um final de época onde foi possível ver o Sporting a “jogar à Sporting” com um dos "nossos" no lugar de treinador. No geral, não foi um bom ano se olharmos apenas para os resultados do futebol, mas não faz sentido ir para eleições após um ano de mandato, sem nenhum evento de extrema gravidade que o justifique.

 

O projecto de Godinho Lopes precisa de mais um ano e então aí, com a casa mais do que arrumada e moldada segundo as suas directrizes, será possível fazer uma análise séria, onde seja possível responder a uma pergunta simples – a actual direcção está a fazer um bom trabalho? Se sim, é para continuar. Se não, então talvez seja mais adequado ir para eleições. Nesta fase, além de prematuro, penso que a balança ainda não pende taxativamente para nenhum dos lados. Reafirmo o que já disse no passado, os projectos em futebol precisam precisam de tempo para se afirmar e dar fruto, o que contrasta com a sede de títulos que temos. Não podemos andar todos os anos em eleições, sob o risco do clube se tornar ingovernável.

 

É certo que chutar para a frente com a barriga é algo típico nos clubes de futebol (a tal história do “para o ano é que é”), falando em amanhãs que cantam, para menorizar as derrotas do presente. No futebol, querem-se as vitórias e os títulos para ontem. Não obstante, não esqueçamos que gerir uma organização como o Sporting, embora deva ser feita sempre com grande paixão, requer igualmente razão, onde a serenidade e a ponderação em cada escolha imperem para o melhor do nosso clube.

 

Lembremos a máxima popular que nos diz “Roma e Pavia, não se fizeram num dia" e apliquemo-la ao nosso Sporting!


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9 comentários:
De Rui Gomes a 29 de Maio de 2012 às 21:55
Concordo plenamente Alexandre. Aliás, já tive ocasião de sublinhar esse meu parecer. No entanto, sei em primeira mão, que o presidente gostaria de consolidar o seu grupo de trabalho, mas os meios e o timing é matéria muito delicada. Nós, sportinguistas, devemos deixar de ser levados na maré da frustação dos recentes anos e deixar alguém fazer um trabalho com profundidade, algo que não é viável realizar em dois dias.

P.S. Na foto que publiquei com o Eusébio, não joguei a guarda-redes mas sim a avançado.


De Alexandre Poço a 29 de Maio de 2012 às 23:29
Aahah sabe, no meu último ano a jogar futebol, por zanga com o clube que não me deixou sair para um clube melhor, também acabei a jogar à frente, porque me recusei a ir para a baliza. Um ano a jogar a trinco, ainda hoje guardo a minha camisola número 6, junto às de guarda-redes. Cumprimentos.


De Rui Gomes a 29 de Maio de 2012 às 23:37
Eu era um excelente avançado. Apenas os golos eram escassos. hehehe...


De A. Santos a 29 de Maio de 2012 às 22:13
Acima de tudo, acho que Godinho Lopes merece o beneficio da dúvida, por tudo aquilo que refere no post. Acredito que esteja de alma e coração para servir o SCP, pelo Sportinguismo que tem demonstrado. Só espero que os restantes colaboradores o sejam na acepção da palavra...

S.L.


De Pedro Correia a 29 de Maio de 2012 às 23:26
Muito bem, Alexandre. Subscrevo, em grande parte.


De Jose Manuel Barroso a 29 de Maio de 2012 às 23:35
Eu tambem não foi apoiante de Godinho Lopes- e hoje sou, pelo que ele se dedicou ao clube e pelo que a última entrevista deu nota: verdade e honestidade. Mas desejo fazer-lhe uma pergunta: p presidente não esteve bem na dispensa do Domingos pq? Será que isso não tem a ver com os maus resultados da equipa? Será que tudo corria bem entre Domingos e os jogadores e que isso se não refletiria na produção da equipa, vide os resultados? Pq é que a equipa subiu de produção depois disso? Não leu as declarações de jogadores à imprensa? Será que tudo o que se passa no interior tem de ser «explicado» para o exterior, no desrespeito à intimidade do grupo e aos tècnicos, nomeadamente o despedido? Será que nós todos somos inteligentes e sportinguistas e quem tem de tomar decisões o é menos? SL


De Alexandre Poço a 30 de Maio de 2012 às 23:14
Caro José Manuel Barroso, decerto que não faltariam para despedir o treinador quer por aquilo que se veio a saber depois, como refere, quer pelos resultados desportivos da equipa. O que eu quero dizer quando falo no "nunca bem explicado processo de despedimento de Domingos Paciência" refiro-me às declarações que o Presidente fez antes e imediatamente após o jogo com o Marítimo e a decisão que tomou no dia seguinte. Ou seja, nunca se percebeu efectivamente o que o fez mudar de ideias e isso, apesar de saber que nem tudo de ser explicado, é certo, deveria ter sido dito aos sócios e adeptos do Sporting. Falo a título pessoal, eu não consegui perceber aquela retirada de confiança repentina. Quanto ao despedimento em sim, tal como já disse, existiam razões suficientes para o fazer. Espero tê-lo esclarecido.

SL


De Rui Gomes a 30 de Maio de 2012 às 23:59
Pior que os resultados Alexandre, era aparente, nas entre linhas, que Domingos tinha perdido o balneário e não encontrava soluções para o recuperar.


De Luís de Aguiar Fernandes a 30 de Maio de 2012 às 03:07
Concordo plenamente. Não votei em Godinho Lopes, não gosto de muitas coisas que se estão a passar ou se passaram este ano, mas temos de reconhecer uma coisa: para muitos, o sportinguismo renasceu com Godinho Lopes.


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