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És a nossa Fé!

No fundo, a culpa é do Manchester City e do Braga?

Desenvolvendo um pouco a ideia de que este deprimente final de temporada só tem paralelo com o de 2005, com José Peseiro, vale a pena comparar as circunstâncias.

É verdade que Paulo Bento nunca falhou na hora H, como referi no meu texto anterior, mas também nesses finais de época o Sporting conseguira os objetivos a que, nessa altura, se havia proposto. Em 2007 não foi campeão por um ponto, mas ganhou o último jogo (não dependia de si). Em 2008, já afastado do título, conseguiu o segundo lugar e o acesso direto à Liga dos Campeões. As equipas que ganharam as duas últimas taças para o Sporting estavam profundamente moralizadas na final.

Por comparação, a equipa de Peseiro que perdeu tudo estava obviamente desmoralizada, pelo menos na final da Liga Europa.

A equipa de Sá Pinto há um mês atrás estava no auge da moralização (e a Académica era uma equipa em crise). Ninguém duvida que há um mês o resultado teria sido diferente. Mas nesse intervalo de tempo o Sporting foi eliminado da Liga Europa, e falhou o acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões, no qual só dependia de si, após ter perdido com o Porto. Tal como com Peseiro, o Sporting do fim de época era uma equipa desmoralizada e desmotivada (viu-se na final da Taça). E perdeu tudo.

O que poderia ter feito o treinador? É nestas alturas que se vê quem é um bom gestor de balneário. Peseiro falhou sempre; Sá Pinto, claramente, falhou neste jogo (embora tenha acertado noutros, durante a época). No futuro convém precaver estas situações, que não são assim tão imprevisíveis, principalmente numa equipa em grande parte jovem e pouco habituada a perder (e a ganhar) como é a do Sporting. Caso contrário, ainda acabamos por concluir que a culpa da derrota da taça é do Manchester City (por não nos ter eliminado na Liga Europa, e ter incutido um excesso de autoconfiança) e do Sporting de Braga, por ter fraquejado no fim da época, alentando-nos a esperança de irmos à Champions e mantendo-nos sobre pressão! Uma equipa como o Sporting deve sempre querer ganhar todas as competições, mas tal é muito difícil para uma equipa que não está habituada a ganhar (e é esse, hoje, o caso do Sporting). Neste caso, convém estabelecer prioridades e fazer ver aos jogadores que há fracassos que são mais aceitáveis que outros. A derrota no Dragão era um fracasso aceitável; a derrota no Jamor com a Académica não era. Era esta ideia que deveria ter sido incutida aos jogadores na semana passada.

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