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És a nossa Fé!

Imperador Polga

Não haverá sportinguista algum espalhado pelos quatros cantos da Terra que não tenha, pelo menos por uma vez, criticado (para não dizer insultado) Anderson Polga. É humanamente impossível. Se houver, entre em contacto comigo, pois tenho de lhe perguntar onde vai buscar tanta calma, ponderação e paciência. Porém, apesar de Polga ter um íman que o liga, invariavelmente, a golos adversários, ele suscita em nós sentimentos contraditórios. Em Alvalade, já o critiquei de pé e já o aplaudi de pé. Em casa, ainda bem que existe um ecrã que nos separa. E isto configura claramente uma característica tipicamente “polguiana” – estar no céu e no inferno, no melhor e no pior. E por vezes, no mesmo jogo.

 

Ora, faço este texto a propósito da sua provável saída do Sporting ao fim de 9 épocas de Leão ao peito. É muito tempo, muitos jogos, muitas vitórias, derrotas, alegrias e dissabores. E talvez também por isso, não o deixamos ir – falo por mim – de ânimo leve. Porque é característica dos adeptos deste grande clube não tratar mal quem opta por ficar tanto tempo para servir o Sporting. Quer se goste quer não, ele foi (e ainda é) o patrão da nossa defesa e é estranho, ao fim de tantos anos, pensar no sector ofensivo sem o número 4 lá atrás.

 

Quando chegou, vinha rotulado de campeão. O “1º campeão do mundo a jogar em Portugal”. As esperanças eram muitas e Polga, então de cabelo comprido, mais magro e obviamente, muito mais novo, prometia. Com o passar do tempo, passámos a habituar-nos a algo que o caracteriza e que já dei conta lá em cima: a irregularidade. Polga já fez épocas muito boas no Sporting: foi o caso dos dois primeiros anos de Paulo Bento, com Tonel ao lado, e épocas para esquecer, como a de 2009/2010. Quantas vezes já não vibrámos com um corte in extremis ou vociferámos por uma bola que passa por baixo do corpo de Polga e acaba no fundo da nossa baliza? É este o Polga que conheço, o irregular, um central que está sempre na corda-bamba, mas que acaba por ficar, ano após ano, treinador após treinador.

 

Sinceramente, admito que não ficava triste se o Sporting renovasse contrato com Polga, pois mesmo que deixe de ser opção para jogar sempre a titular, poderá ser um jogador importante para o balneário, para ensinar aos mais novos o que é jogar de verde de branco. Seria um novo Tiago, mas sem luvas. E os clubes também precisam de anciãos para ter sucesso.

 

Como disse há uns tempos, nos últimos meses passei a chamar-lhe de “Imperador Polga”. Sim, é forte, eu sei. Mas Polga merece pela entrega ao clube e por tudo o que já passou em Alvalade e acredito que não terão sido fáceis alguns momentos. Quer fique quer vá, não será esquecido tão brevemente. Como todos os imperadores, Polga cometeu os seus erros, mas também faz as suas proezas. E para mim, destaco uma: Anderson Polga nunca marcou um único golo numa competição oficial em Portugal e os únicos dois tentos que apontou ao serviço do Sporting foram na milionária Liga dos Campeões, em 2007-2008, das duas vezes em que defrontámos o Dínamo de Kiev. Um golo na Ucrânia e outro em Alvalade. Também por isto, Polga é especial. 

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