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És a nossa Fé!

«Mea culpa; enough is enough»

O que a frase do título significa, apenas, e tão só, é que já chega de penitência, de autopunição, de reduzir a tão pouco o uso da razão. Já foi amplamente admitido pelo universo sportinguista que o Sporting não esteve ao seu melhor na final da Taça de Portugal, aliás, nem isso necessitava para derrotar esta medíocre Académica. Nas finais não existem vencedores antecipados e apenas ocasionalmente as melhores equipas vencem. O caso quase milagroso do Chelsea, na Liga dos Campeões, serve de exemplo. Não jogámos o nosso melhor futebol, é verdade. Não tivemos a felicidade do jogo, também é verdade. Sobretudo não houve a indispensável «estrelinha» sem a qual não há campeões. Um golo teria sido suficiente para desmantelar este adversário, não surgiu, por múltiplos factores, e o resultado está à vista. Não deixa de ser curioso, contudo, que criámos mais oportunidades flagrantes para golo do que em muitos jogos que vencemos. Isto deve-se, indubitavelmente à falta de eficácia, no momento, mas também à tal ausente estrelinha».

Verificando agora os diversos destaques noticiosos, o expectável confirma-se, tudo em função do resultado, e uma equipa que passou dezasseis jogos consecutivos sem vencer na Liga, que marcou uma média de 0,9 golos por jogo e que se manteve à beira do abismo da despromoção até ao último dia, é agora elevada à estratosfera dos deuses do futebol, simplesmente porque marcou um golo aos três minutos de jogo e salvo as duas subsequentes oportunidades por Edinho, a primeira em flagrante fora de jogo, limitou-se a estacionar o autocarro do provérbio e a fazer antijogo, atrás de antijogo, indigno de quem disputa uma final nacional. A maior ironia, é que é precisamente esta equipa que vai agora representar Portugal na fase de grupos da Liga Europa, relegando o Sporting para o «play-off». O jornal Correio da Manhã até foi ao incrédulo extremo de comparar esta Académica àquela que muitos de nós tivemos a oportunidade de acompanhar em tempos de outrora: «Coimbra com mais encanto numa lição briosa, como nos velhos tempos». Chama-se isto sublinhar o ridículo, quando este futebol «estudantil» nem tem lugar na sombra do que foi praticado durante muitos anos pela antiga Briosa.

Como já tive ocasião de adiantar, queríamos esta Taça de Portugal, não conseguimos, ponto final. Em última análise, o evento ocorreu num ambiente festivo e salutar, sem violência nem distúrbios de maior gravidade. Dar realce a um ou dois incidentes isolados de comportamento impróprio não faz justiça ao noventa e nove por cento do desportivismo espelhado pelos espectadores presentes, nomeadamente pelos sportinguistas, mesmo em derrota. Devemos perder o mau hábito de querer preservar a inocência virgem, quando ela é apenas virtual. Pretensões em contrário só servem para municiar o «inimigo» que, em abono da verdade, até não se deixa perturbar pela ausência de factos para tentar abalar o telhado do «leão». Há que olhar em frente, corrigir o mais necessitado e encarar o futuro de cabeça erguida. VIVA O SPORTING... hoje e sempre !

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