24 Abr 12

Ver para acreditar, a meia-final da Liga dos Campeões entre o Chelsea e o Barcelona  com os ingleses a saírem vencedores. Um segundo jogo sob enorme tensão mas com um futebol que merecia ser mais bem tratado, especialmente considerando o nível da competição. Uma equipa que não jogou mais porque não tem capacidade para tal, e a outra, que a tem, que pecou fatalmente pela falta de eficácia e pela recusa de ajustar o seu estilo de jogo perante um adversário de vincada inferioridade técnica e ainda numérica, durante dois terços do embate. John Terry errou pela negligência da sua desprovida acção mas, sobretudo, por ter esquecido onde estava a jogar e contra quem. Uma eliminatória incrível, levada a cabo por uma equipa que nem sequer devia ter passado dos oitavos-de-final. Havendo qualquer lógica, onde lógica existe, é extremamente difícil prever mais uma vitória inglesa na final, considerando o desgastado estado do plantel e ainda sem os serviços de Terry, Ramires e Raul Meireles. Isto dito, está provado que impossível é nada!... É o nosso desejo que o Sporting consiga revalidar esta proposição na quinta-feira.


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12 comentários:
De pp a 24 de Abril de 2012 às 22:23
"John Terry errou pela negligência da sua desprovida acção mas, sobretudo, por ter esquecido onde estava a jogar e contra quem."

Isto.

Resta esperar uma vitória do Real amanhã, e na final para que o Mourinho consiga ganhar a Liga e a LC e voar para longe dos espanhóis, que tirando os galegos são um povo que não interessa a nenhum português.


De Rui Gomes a 24 de Abril de 2012 às 22:36
Recorrendo novamente à falível lógica, é de prever um jogo muito disputado amanhã. Será uma ironia marcante, se Mourinho conseguir enfrentar o seu antigo clube na final.


De pedro oliveira a 24 de Abril de 2012 às 23:05
Caro Rui,

Na minha opinião, a análise pertinente que importa fazer é que apesar de todo o investimento que Mourinho obrigou o Chelsea a fazer, com ele o clube nunca chegou a uma final da Champions; depois do "Special" ter sido despedido, já são duas, a primeira com o israelita Grant e a segunda com o italiano Di Mateo.

Quanto ao tema do "post" julgo que são realidades não comparáveis. Não imagino o meu Sporting a jogar em Bilbao como o Chelsea jogou em Barcelona, mais como sportinguista ficaria envergonhado se visse o meu clube a jogar com todos os jogadores a defenderem em cima da área e sem chegarem sequer a 30% de posse de bola.
Passei muitas tardes a falar com Osvaldo Silva sobre o nosso Sporting, e é esse Sporting que me interessa, um clube que perde ou ganha mas que procura sempre vencer sem ter medo de ter a bola nos pés.


De Rui Gomes a 24 de Abril de 2012 às 23:46
Caro Pedro,

Essa é uma análise injusta de todo, por várias razões. Em primeiro lugar, as provas europeias têm características muito especiais e quem as vence nem sempre são as melhores equipas, a exemplo do Chelsea que está em 6.º lugar na «Premier», 25 pontos atrás do Manchester United. Para corroborar esta proposição, na época de 2004-05 o Liverpool venceu a Champions, eliminando nas meias-finais o Chelsea de Mourinho que foi campeão da «Premier» com uma diferença de 37 pontos, repito 37, do clube da terra dos Beatles. O Grant chegou à final com a equipa feita por Mourinho e sem vencer na Premier. Logo de seguida foi despedido. Quem quiser menosprezar Mourinho tem que apresentar argumentos para contrariar o palmarés dele. O título do «post» não se refere ao estilo de jogo mas sim à capacidade de uma equipa, neste caso o Sporting, conseguir contrariar as adversidades e vencer. Já o fez com o Manchester City e esperamos que o faça com o Athletic Bilbao. Seria uma enorme surpresa Sá Pinto não jogar dentro do mesmo sistema tático que tem sido vitorioso até ágora. Cumprimentos.


De Jose Manuel Barroso a 25 de Abril de 2012 às 01:27
Na 'mouche', Rui, na 'mouche' uma vez mais.


De Rui Gomes a 25 de Abril de 2012 às 02:02
Faz-se o possível com o que se tem Zé Manel. Ab


De MM a 25 de Abril de 2012 às 15:23
Rui Gomes,

O Sporting não ultrapassou o MC da mesma forma que o Chelsea ultrapassou o Barcelona; nem o Sporting precisa ou deve fazer em Bilbao o que o Chelsea fez ontem em Camp Nou.
Se o fizer será eliminado, creia.

Compreendo que sinta o Sporting inferior ao Athletic mas não deve, porque não é.

Sobre o jogo de ontem avança duas ideas e ambas equivocadas:

O Chelsea tem capacidade para mais (do que fez ontem) e o Barcelona não foi eliminado "pela recusa de ajustar o seu estilo de jogo perante um adversário de vincada inferioridade técnica e ainda numérica, durante dois terços do embate".

O Barcelona fez tudo bem, creia também. Não precisava de ter reajustado nada nem você deve achá-lo só porque foi eliminado.

Cumprimentos.


De Rui Gomes a 25 de Abril de 2012 às 16:22
1. Não inferi qualquer comparação ao modo como o Sporting jogou e vai jogar.
2. Não sinto nem nunca senti o Sporting inferior ao Athetic. Fala-se de missões difíceis não de adversários superiores, salvo o Man City que, teoricamente era.
3. O Chelsea é uma equipa desgastada e no fim da linha com os veteranos a surgirem na última fase da época a dar o tudo por tudo. Se o treinador do Nápoles fosse competente, com a vitória em casa por 3-1 e com o ataque potente que possui, o Chelsea nunca teria passado dos oitavos-de-final.
4. Penso que se limita a repetir o discurso do Guardiola, que disse que fizeram tudo bem. Se é esse o caso, com se explica a ineficácia perante um adversário inferior e a jogar com 10 homens durante uma hora ? O tic-tac do Barcelona está a ficar desgastado e só funciona em pleno quando o Xavi e o Iniesta estão no seu melhor. O Barça defrontou uma equipa de menor capacidade, jogou contra 10 durante uma hora e falhou uma grande penalidade e isso, diz vc. é «fazer tudo bem». Então não sei o que é fazer mal.


De MM a 25 de Abril de 2012 às 16:50
1 e 2) Fê-lo dando exemplo de uma equipa objectivamente inferior que ultrapassou em dado momento o seu adversário. Chelsea VS Liverpool; fê-lo também no «post» dando o exemplo do jogo de ontem. Seja como for, sei bem que não era esse o objectivo do post.

3. O Chelsea tem os problemas que tem mas não deveu as dificuldades sentidas com o Nápoles à "incompetência" do treinador dos Italianos; mais não fosse foi a mesma incompetência que fê-los vencer 3-1 em casa. O Chelsea não é uma equipa cansada. É uma equipa desgastada por (alguns) problemas que Villas-Boas infelizmente (porque é um excelente treinador e tinha mais do que capacidade para fazer melhor do que Di Matteo) decidiu inventar, afastando 2 ou 3 jogadores nucleares daquela equipa. O «cansaço» é apenas uma imagem que passa: se amanhã deslocar-se ao campo de treinos dos Londrinos verá mais de 20 excelentes futebolistas no pleno das suas capacidades. A treinar.

4. Pensa mal porque aquilo que o Guardiola diz não substitui o que vejo. Nem o que diz nem os seus resultados. Os dele, e os de outros. A ineficácia explica-se por ser futebol, e sendo futebol o Guardiola tem pouco controlo sobre a conclusão dos lances, e também nessa medida não é correcto dizer-se que devia ter feito qualquer coisa de diferente.

Só o diz porque foi eliminado, nada mais.

"O Barça defrontou uma equipa de menor capacidade, jogou contra 10 durante uma hora e falhou uma grande penalidade e isso, diz vc é «fazer tudo bem». Então não sei o que é fazer mal."

É exactamente isso que digo caro Rui Gomes, mas compreendo que não seja claro para si o que é fazer bem ou fazer mal.


De Rui Gomes a 25 de Abril de 2012 às 17:21
Bem...comentário final sobre este assunto. Aceito perfeitamente que tenhamos visões diferentes do mesmo evento. A minha análise é assente numa vida de envolvimento no futebol a diversos níveis e em diversas funções que, não presumo ser melhor ou pior do que outros, simplesmente a minha baseada na experiência in loco. Qualquer bom treinador faz ajustamentos mediante as circunstâncias do jogo e nem sempre o mesmo sistema resulta, por muito sucesso que tenha tido no passado. Reparei ontem, especificamente, que os jogadores, por instinto, queriam tentar lances mais rasgados e Guardiola a gritar do banco para insistirem apenas no tic-tac. Cada um pode dizer o que quiser, mas a realidade nua e crua, e sempre foi essa a minha expectativa pessoal, que numa eliminatória a dois jogos o Barça demoliria o Chelsea e tinha a obrigação de o fazer. Quanto ao Nápoles, digo-lhe o seguinte: tem uma equipa que já marcou 60 golos na liga italiana e Cavanie é o seu melhor marcador com 21, o 2.º da liga. Venceu o primeiro jogo em casa por 3-1 por dar asas à sua potência ofensiva e não tinha necessidade de condicionar tanto esse potencência no segundo jogo, quando o Chelsea estava a jogar aberto na tentativa de marcar os golos que necessitava. Deixo-o com a sua «clareza» de que o Barça fez tudo bem, não obstante a evidência em contrário.


De MM a 25 de Abril de 2012 às 17:51
O problema é exactamente trocar a evidência do que viu por aquilo que o resultado lhe diz. Ou não, deduzindo pela insistência que só olha para o resultado e imagina que em futebol os placards espelham sempre o que as equipas fizeram em campo.

Não é uma forma de ver futebol porque não olhou sequer para ele.

"Numa eliminatória a dois jogos o Barça demoliria o Chelsea e tinha a obrigação de o fazer."

Foi o que fez caro Rui Gomes. É tão simples quanto isto e o mais são falsas evidências ou sugestões sem razão de ser; sugestões como a que diz ser o FCB protegido pelas arbitragens.

Mas sim tal qual a Adidas fica o conceito suspenso na intenção do autor, com ou sem mouches.

Que o Sporting amanhã vença e seja feliz, porque merece-o. Cumprimentos e SL's.


De Rui Gomes a 25 de Abril de 2012 às 16:55
Apenas para esclarecer ainda mais: «Impossível é nada» é um termo simbólico que a Adidas originalmente adaptou a uma campanha publicitária associada a Muhammad Ali e, daí, em diversas outras ocasiões. Não tem, necessáriamente, um significado literal, uma vez pode ser aplicado mediante a intenção do autor. No contexto desportivo do «post», a intenção é de inferir que obstáculos ou adversários podem ser ultrapassados.
Foi isso que o Chelsea fez ontem, contrário a todas as expectativas e é o que pretendemos que o Sporting faça amanhã, mas contrário ao Chelsea,a expectativa é bem diferente. Com tudo isto dito, teremos que esperar pelo resultado final.


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