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És a nossa Fé!

O papagaio especialista

Na azáfama da comunicação social desportiva cá do burgo, Rui Santos afigura-se como «especialista desportivo», uma insígnia de honra que faz supor que tem conhecimentos e habilitações à raiz, que lhe permitem analisar e dissecar o desporto, nomeadamente o futebol, com um grau de perícia que excede a do mero ser humano mediano.

Face à dificuldade em associar o adorno à pessoa, tentei consultar o mocho do Pedro Correia mas, pela sua indisponibilidade, acabei por recorrer ao dicionário da língua de Camões e na secção que explana ornitologia encontrei a seguinte definição que me parece relevante: «um género de ave trepadora, tipo dos psitacídeos, que imita muito bem a voz humana e outras, ou uma pessoa que repete insistemente e sem reflexão o que ouve ou que lê... o papagaio!!!

Confortado pelo sucesso da pesquisa que me permitiu melhor compreender a essência desta autopromovida sumidade moral e intelectual do futebol nacional, entreguei-me de corpo e alma à leitura do resumo do programa televisivo «Tempo Extra», local onde o supracitado é o papagaio fulcral. Entre o verbalismo histérico e o leque de insinuações injuriosas, diria até venenosas, já devidamente comentadas noutro post, foi-me possivel apurar que o escopo da malícia decorrente é denegrir a imagem do Sporting, a do seu presidente e executivo e, por natural sequência, a de tudo e todos associados ao Clube:

1. «o presidente do Sporting pode cair a curto prazo»;

2. «as pessoas no Sporting têm medo de tomar uma posição, em função de chantagem e ameaças»;

3. «se for verdade o que está na comunicação social, estamos a falar de assuntos que não têm a ver só com o caso Cardinal».

4. «a espionagem à vida dos jogadores é gravíssimo, um comportamento horroroso, absolutamente intolerável».

Contendo a minha generalizada indignação, limito-me comentar a questão nº 4: Os jogadores de futebol de alta competição têm ampla consciência de que operam num «milieu» especial e privilegiado que, por natureza, os expõe a lentes invulgares de escrutínio.

Este rigor faz parte integral das suas vidas profissionais e já existe desde que o futebol é jogado com a bola redonda. Não há clube nenhum no mundo que não diligencie qualquer tipo de vigilância - conotação diferente de espionagem - dentro de determinados parâmetros e com frequência em linha com os critérios internos do clube e as exigências do momento, no sentido de salvaguardar os interesses do clube, da equipa e do próprio atleta.

Entre tantas injúrias assentes na sua sobranceria menosprezadora, é de lamentar que o papagaio especialista venha manipular à conveniência ainda mais esta. Há muito que se reflecte que a comunicação social desportiva faz parte do problema e não da solução e os exemplos comprovativos não deixam de surgir diariamente.

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