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És a nossa Fé!

Há males que vêm para bem

Tenho tudo em meu desfavor. Adoro ficção, escrita ou cinematográfica, especialmente na que assenta em premissa policial, espionagem, etc., durante cerca de uma década estive profissionalmente activo no foro associado a promotoria/segurança doméstica e internacional e, em paralelo, durante muitos anos, fui exposto ao «milieu» futebolístico, dentro e fora das quatro linhas, com ênfase no multidimensional aparato que enquadra a sua gestão. Muito por tudo isto, sou frequentemente acusado de ter uma imaginação algo fértil, que me induz a conceber conspirações por trás de cada porta. Indiferente da exactidão do conceito sobre as minhas faculdades, é indiscutível que não acredito na acidental simultaneidade de ocorrências com «timing» imaculado e com décor vulnerável à destreza obscura de interesses indefinidos, muito em especial no que concerne a existência do Sporting no futebol português, hoje e já há uns anos a esta parte.

A consideração vem a propósito da recém-polémica erupção no Clube, incidência sobre a qual não tenho conhecimento de causa e que abstenho-me de comentar, quanto à sua razão de ser. Conquanto seja justo admitir a plausibilidade de todos os cenários, a tal minha fértil imaginação não resistiu ao resumo dos acontecimentos desta época, a começar com a distinta malevolência da arbitragem logo no primeiro jogo e, daí, em diversos outros, o ainda por explanar insólito boicote, a constante denigração de tudo quanto é Sporting por parte de determinadas fracções da comunicação social desportiva, a disparidade de critérios e associados em relação ao clube da Luz e, finalmente, um processo que está em segredo de justiça, mas que surge na praça pública por intermédio da SIC, com subsequente desdobramento por muitos outros, seguido, de imediato, por acção policial, tudo uns escassos dias depois do Sporting afastar o Benfica da luta pelo título.

Coincidência?

Este meu exercício cerebral foi em muito instigado pelo escrito de ontem por autoria de um tal Sobral cá do sítio: «Os dirigentes do Sporting criticaram de forma evidente e agressiva, em diversas fases desta temporada, as equipas de arbitragem. Foi um procedimento errado, muitas vezes grosseiro, que prejudicou o futebol português e, acredito, o clube. Os responsáveis procuram reclamar para si o estatuto de mais prejudicados, vítimas não se apercebia exatamente do quê». Perante esta incrédula asserção, susceptível de afectar o equilíbrio de qualquer pessoa moderadamente sensata, cheguei à inevitável e pouco graciosa conclusão, sem inferir culpabilidade seja a quem for, que há males que vêm para bem. No contexto do perpétuo e insofrível estado das coisas, por que é que deverá ser o Sporting o único dos chamados grandes, e não só, a manter intacta a sua «inocência»?

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