Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Emotion Picture by BdC

Ontem um amigo leão fez-me estremecer com três palavras "Ecografia Morfológica Live".

Não tendo a saúde permitido ir a Alvalade para o jogo com o Marítimo, ia-me passando ao lado o bónus oferecido aos adeptos que marcaram presença. Mas o absurdo era tamanho que acabei por apanhar com ele, apesar de me ter recusado a ver o emotion picture.

Deste então, estou-me a preparar psicologicamente para o próximo jogo em Alvalade. Aliás, para os próximos.

Uma ecografia morfológica já para a semana, no jogo contra o barça? Pode ser que o Messi se comova e a bota lhe trema?

Lá para diante, quando recebermos o Benfica, adivinho uma feliz coincidência natalícia no calendário? O primeiro parto em direto para 50.001? O Jonas marejado de lágrimas não encontrará a sua piscina?

E algures no meio desta patetice egocentrica e despropositada que parece estar a ficar descontrolada, temos o Sporting Clube de Portugal a tentar ser campeão.

Por mim ficava só mesmo com o caneco e com uma brutal festa para celebrar o jejum lá para finais de maio. Nesse dia não faltarão voluntários para mudar as fraldas ao petiz se o casal emotion picture quiser desbundar à vontade, não seja por isso. Mas até lá... É assim tão difícil só oferecer futebol de primeira com o bilhete?

Hoje giro eu - A doutrina de Jesus

Jorge Jesus pode ter alguns defeitos, mas a verdade é que doutrina entre os treinadores portugueses. Andava Rui Vitória desesperado - na indefinição entre o 4-3-3, modelo táctico que lhe tinha dado bons resultados em Guimarães, e o 4-4-2 com alas bem abertos, legado e fórmula de sucesso de JJ nos dois anos anteriores - quando decidiu adoptar (chamemos-lhe assim) a inovação que, entretanto, Jorge Jesus introduzira no Sporting: João Mário na ala, partindo daí para movimentos interiores, criando superioridade numérica no meio-campo. Estávamos em 2015 e o recurso a Pizzi, jogando no corredor direito, viria a valer um campeonato. Antes, colocara Guedes e Gaitán nas alas, na Luz contra o Sporting (Pizzi a "8"), e o resultado tinha sido desastroso...

Ontem, em jogo da Taça da Liga frente ao Braga, Rui Vitória experimentou pela primeira vez este ano o 4-3-3 (os entendidos dirão que é um 4-2-3-1), com Krovinovic a fazer de Bruno Fernandes, mais uma vez replicando tardiamente (em 15/16 ainda foi a tempo) o que JJ vem fazendo desde o início da época. Este detalhe é importante porque RV tinha Gabigol disponível para fazer de Jonas e preferiu metê-lo numa ala. Não será tão fácil, no entanto, este modelo vingar e por uma simples razão: Jonas, o segundo avançado no modelo 4-4-2, é só o melhor jogador do Benfica e por uma larga margem. Assim sendo, como coabitar Jonas neste sistema? A única solução seria abdicar do ponta-de-lança puro (Seferovic ou Jimenez) e deixar Jonas solto na frente, jogando com um meio-campo a 3 formado por Fejsa, Pizzi e Krovinovic, apoiados nas alas por Sálvio e Cervi (ou Zivkovic). Esta solução tem prós e contras. A favor, a idade de Jonas e a necessidade de poupá-lo a uma excessiva deriva por caminhos extenuantes longe da baliza; contra, o facto bem provável de o brasileiro render mais quando não é uma referência fixa na frente. Apesar de tudo, não me admirava nada que Rui Vitória testásse este modelo em Basileia.

Uma coisa é certa: com melhores ou piores resultados, Jesus doutrina. Que continue, mas desta vez de olhos bem abertos, sem soberbas e a dar o devido mérito aos seus jogadores (algo que tem sido uma realidade este ano).

 

image[1].jpg

A voz do leitor

«Alan Ruiz, é verdade, é desesperante: não falta muito para fazer dois anos no Sporting, e ainda não fez click. A bem da verdade, ontem [anteontem] grande parte das jogadas de perigo do Sporting passaram por ele. Mas claramente não tem estofo para ser titular.»

 

Ricardo Silva, neste meu texto

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ristovski, o único de faca na liga

Ontem em Alvalade, em partida a contar para a faca na liga, perdão, Taça da Liga, Jorge Jesus rodou a equipa toda. Dir-se-ia que foi um suicídio. Nesse sentido, a equipa ter entrado em campo vestindo o equipamento Stromp foi premonitório. 

Este jogo serviu essencialmente três propósitos:

1) Primeiro enigma resolvido: ficámos todos a saber que na Taça da Liga não há VAR. Os adeptos do Benfica é que ficam sem desculpas: se a coisa der para o torto, já não podem dizer que a culpa foi do VARela...

2) Foi desfeito o enigma do que une Bruno de Carvalho ao sócio 100.000 (Cristiano Ronaldo), e não, uma certa oposição que meta a "viola no saco", não é a conta bancária. Aguarda-se com expectativa novo quebra-cabeças aquando do próximo jogo com o União da Madeira, temendo-se que seja o sócio 150.000 (Eric Cantona), o escolhido, desconhecendo-se neste momento se o presidente possui algum expertise em artes marciais (a alternativa pode ser comunicarem por sinais de fumo). 

3) O enigma da contratação de Ristovski: apesar de até ter aprendido a gostar de Piccini, ganhámos cabalmente um jogador para alternativa ao actual titular. Trata-se de Ristovski e ameaça rapidamente conquistar Alvalade. Para os mais cépticos, quero dizer que se aos 25 anos já Alexandre Magno dominava o mundo, não há razão para o nosso macedónio não dominar, pelo menos, o flanco direito.

Não haverá muito mais a dizer. Jogo sensaborão, agitado com os já costumeiros remates aos ferros. Quase no fim, em dia de tanto ENIGMA ainda entrou o BATMAN (BATtaglia), mas o dia não era para super-heróis. Com o calendário carregado, deixámos a decisão do nosso futuro nesta competição para as calendas gregas. Para já, lideramos (e bem) o campeonato. Spooooooooooorting !!!!

 

 

Não comprometeram nem prometeram…

Quando andei na escola primária tive sempre a mesma professora, excepto num curto período em que esteve doente e foi substituída por um professor.

Quase quarenta anos depois, olhando para esse período vejo a Prof.ª Lurdes como uma óptima professora e uma excelente senhora. Apesar de nesse tempo os professores ainda poderem bater nos alunos, por algum disparate feito, ela nunca o fez, contudo, já o professor, "o filho-da-mãe" do professor, que nesse longo curto período a substituiu, por qualquer razão de somenos importância deu a conhecer a dureza da régua a todos nós. Rai's o partam!!!

Nos vários exercícios que tinhamos que fazer um era quase sempre obrigatório - o ditado. Depois, de acordo com os erros que tivéssemos dado, levámos como «trabalho de casa» (a sigla TPC é para mim posterior) as palavras difíceis – aquelas palavras que tínhamos errado - as quais deviamos repetidamente escrever.

 

Olhando para o jogo de ontem, encontro algum paralelismo com o que descrevo.

Um grupo de alunos, ou melhor – jogadores -, que fizeram um ditado, isto é – um jogo -, e que deram erros.

Assim, nada melhor do que terem que fazer as «palavras difíceis».

E que «palavras difíceis» seriam essas?

Não sei, não sou a Prof.ª Lurdes (isto é – o Jorge Jesus) para o dizer!

Aquilo que eu vi foi pouco discernimento nos nossos jogadores e a baliza adversária desviar-se e baixar-se a qualquer remate por nós efectuado.

 

Posso estar a ser injusto, por certo estou, afinal de contas esta equipa não comprometeu.

Sim, não comprometeu, mas também... não prometeu.

Isso preocupa-me!

Hoje giro eu - Ranking GAP

Decorridas 6 jornadas do Campeonato Nacional, 3 da Champions (incluindo "play-off") e 1 jogo da Taça da Liga, o Sporting regista 8 vitórias (80%) e 2 empates (20%), 23 golos marcados (2,3 golos/jogo) e 6 sofridos (0,6 golos/jogo).

 

1) O líder do Ranking GAP continua a ser Bruno Fernandes, seguido por Gelson e Bas Dost;

2) O jogador mais influente continua a ser Bruno Fernandes (contribuiu com 13 golos, 56,5% do total), seguido por Gelson (8) e Bas Dost (7);

3) O jogador com mais assistências é Marcus Acuña (5), seguido por Gelson e Bas Dost (2);

4) Ao fim de 10 jogos, contribuiram, para os golos, 13 jogadores.

 

 

Aqui fica a tabela actualizada do Ranking GAP, que considera golos (G), assistências (A) e participação importante nos lances dos golos (P):

 

  G A P
Bruno Fernandes 6 2 5
Gelson Martins 5 2 1
Bas Dost 5 0 2
Doumbia 2 1 0
Marcus Acuña 1 5 0
Sebastian Coates 1 1 1
Rodrigo Battaglia 1 0 2
Jeremy Mathieu 1 0 1
Adrien Silva 1 0 0
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 1
Cristiano Piccini 0 0 1
William Carvalho 0 0 1

A voz do leitor

«Temos que encarar os jogos contra equipas pequenas como muito importantes; mesmo que não vencêssemos nenhum jogo grande (4 jogos - Benfica e Porto) e se ganhássemos todos os outros, teríamos enormes possibilidades de sermos campeões visto que faríamos 90 pontos (30 jogos).»

 

J. Melo, neste meu texto

O jogo terminou como começou

Jogo monótono, sem chama, do Sporting que esta noite recebeu o Marítimo em Alvalade para a Taça da Liga. O estádio estava meio vazio. Apenas dois jogadores que tinham sido titulares contra o Tondela no sábado actuaram hoje: Alan Ruiz e Iuri Medeiros.

Jorge Jesus aproveitou para lançar vários jogadores que ainda não tinham sido vistos neste campeonato. Estreia absoluta do guarda-redes Salin com a camisola verde e branca. Estreia do lateral direito macedónio Ristovski  como titular. Outras estreias nesta época oficial 2017/2018 enquanto titulares do nosso onze: André Pinto, Tobias Figueiredo, Petrovic e Mattheus Oliveira. Mais de meia equipa, portanto.

Poucos jogadores aproveitaram devidamente esta oportunidade. O desafio terminou como começou: empatado a zero. Ao nível da Taça da Liga, afinal.

Tobias ostentou a braçadeira de capitão, mas faltou-nos um comandante em campo. Faltou também intensidade. Faltou velocidade. Faltou vontade de vencer um Marítimo muito fraco, que foi incapaz de levar verdadeiro perigo à baliza leonina. E faltaram os golos, o que não admira: Bruno Fernandes, Bas Dost e Gelson Martins - os nossos melhores goleadores - não chegaram a calçar.

 

grüne-ampel-587274_original_R_K_B_by_Dominik-Pöp

 

SINAL VERDE

SALIN. O guarda-redes suplente de Rui Patrício deu boa conta do recado, mostrando-se seguro e atento nas raras vezes em que foi chamado a intervir. Duas vezes a punho (32', 52'), outra agarrando a bola com firmeza (66'). Transmitiu segurança e personalidade.

RISTOVSKI. Primeiro jogo a sério do lateral macedónio pelo Sporting. Prestação muito positiva. Pela velocidade e pela capacidade técnica. Bons cruzamentos, boa cobertura defensiva. Ganhou duelos e esticou bem o jogo. É mesmo alternativa a Piccini.

JONATHAN SILVA. Teve a melhor exibição até ao momento nesta época. Infatigável a percorrer o seu corredor, fez várias incursões na área e diversos cruzamentos com perigo. Pena que os colegas não tivessem dado a melhor sequências aos seus passes.

PETROVIC. Coube-lhe a missão de médio defensivo, que cumpriu sem brilhantismo mas com eficácia. Teve precisão no passe, embora lhe falte um pouco mais de ousadia para tentar o passe longo. Protagonizou o melhor momento ofensivo com um grande cabeceamento à barra (20').

DOUMBIA. Foi talvez o elemento mais desequilibrador do Sporting. Jogador de área, muito móvel, buscou a bola e rematou sem grandes cerimónias. Aos 20', atirou ao lado. Aos 30', o pontapé saiu-lhe a rasar a barra. Aos 49', quase marcou. Nunca deu um lance por perdido. Nunca desistiu.

 

sinal[1].jpg

 

SINAL AMARELO

TOBIAS FIGUEIREDO. Perde na comparação com os centrais titulares, mas desempenhou com regularidade o essencial da sua missão. Colocando bem a bola na frente e não hesitando ele próprio em progredir no terreno. Perda de bola comprometedora aos 44'. Tem de ganhar mais calo.

ANDRÉ PINTO. Ainda não se tinha dado por ele neste campeonato. Continuou sem causar grande impressão. É verdade que ajudou a tapar os caminhos para a nossa baliza, que ficou invicta, mas denotou alguma incapacidade de iniciativa na fase de construção.

PODENCE. Jesus lançou-o em jogo aos 56'. Vindo de uma lesão, após mais de um mês de paragem, não podia estar na melhor forma. Mas imprimiu velocidade à equipa e fez passes com qualidade. Bom lance pela ala esquerda aos 75'. Tentou o golo com um remate rasteiro aos 61'.

ACUÑA. Parecia destinado a descansar desta vez, mas o treinador acabou por chamá-lo aos 56', rendendo um ineficiente Iuri. Acelerou o jogo e trouxe qualidade técnica ao nosso ataque, faltando-lhe no entanto aquela intensidade a que já nos vem habituando.

BATTAGLIA. Último suplente a ser chamado, para a posição 8, entrou aos 73', rendendo Alan Ruiz. Jesus apostou nele como trunfo para dar a volta à partida. Mas o argentino, apesar de todo o seu voluntarismo, não chegou para sacudir o marasmo dominante.

 

semaforo[1].jpg

 

SINAL VERMELHO

MATTHEUS OLIVEIRA. Falta de ritmo, falta de velocidade, uma inexplicável apatia. Vê-se que tem alguma técnica, mas falta-lhe intensidade e vibração. Incapaz de fazer a diferença no meio-campo leonino. Aos 35', falhou o remate, limitando-se a passar ao guarda-redes. Deu lugar a Podence aos 56'.

BRUNO CÉSAR. Trapalhão, sem conseguir simplificar processos nem encontrar o caminho mais curto para a baliza do Marítimo. Fez uma primeira parte regular, marcando bem um canto aos 20', mas foi-se apagando e acabou sem fulgor, com um remate muito torto aos 90'. Cadê o "chuta-chuta"?

IURI MEDEIROS. Segundo jogo seguido como titular, segunda oportunidade perdida para o extremo da formação leonina. Demasiado encostado à linha, demasiado previsível, cedendo à marcação, destacou-se apenas num lance aos 52'. Insuficiente. Dois minutos depois deu lugar a Acuña.

ALAN RUIZ. Jesus voltou a apostar nele, mas o argentino teima em não corresponder. Médio mais avançado no terreno, tentou o remate de meia-distância aos 58', mas a bola sobrevoou a barra. Errático, lento, com pouca cultura táctica. Ninguém se surpreendeu que saísse, aos 73'.

Parabéns Jardel

Num negócio fantástico que levou Mbo Mpenza, Robert Spehar e Pavel Horvath para Istambul acompanhados de 5 milhões de euros, Mário Jardel deixou o Galatasary e chegou ao Sporting, um ano depois de deixar o Porto. Já sabe o que por cá fez. Em 2001/2002 fez 41 jogos e marcou 55 golos. Com a ajuda de João Pinto, Marius Niculae, Ricardo Sá Pinto ou Hugo Viana, foi campeão nacional. A época seguinte não correu bem. Ainda marcou 12 vezes, somando 67 tentos em 62 partidas mas entre vícios e o suposto interesse de clubes de ligas mais fortes, acabou por deixar o Sporting. Arrastou-se por Bolton, Ancona, N.O. Boys, Goiás, Beira-Mar, Criciúma e outros clubes mais mas nunca voltou a ser goleador. Na memória ficará para sempre a sua temporada perfeita pelo Sporting, a melhor da sua carreira, onde até teve tempo para ser um sucesso também no marketing com a campanha “Será do Guaraná?”. Hoje ainda luta com os seus demónios mas está no bom caminho. Completa 44 anos. Parabéns Super-Mário!

Já só lhes falta queimar cachecóis

1[1].jpg

 

Bastaram duas derrotas seguidas para bolçarem cobras e lagartos dos jogadores, do treinador e da estrutura directiva, cheios de indisfarçáveis indirectas ao presidente. É vê-los e ouvi-los nas diversas televisões que lhes dão guarida durante horas intermináveis e nas colunas dos jornais onde se acoitam: falam como se o abismo estivesse a um passo de distância e rasgam as vestes entoando sofridas odes ao penta que lhes acena cada vez mais à distância.

Dizem-se adeptos. Mas ao menor desaire, à menor sopradela de vento adverso, tratam de dar à sola, esvoaçando para longe, como se nunca tivessem entoado hossanas aos mesmos que agora criticam com azedume. Se vier uma terceira derrota, alguns são capazes de rasgar cartões de sócio - admitindo que o sejam - e de queimar cachecóis, como tantos fizeram, nas bancadas de Alvalade, naquele inesquecível dia em que o Sporting os goleou por 7-1 e o Manuel Fernandes se elevou à galeria dos heróis eternos a quem prestamos tributo.

Adeptos somos nós. Que ano após ano continuamos a apoiar sem desfalecimentos a nossa equipa - jogue com quem jogar, tenha os resultados que tiver. Que nunca apagamos as palavras "dedicação" e "devoção" do nosso lema. Que adoramos vencer mas jamais a qualquer preço. Porque sabemos que mais vale perder com honra do que ganhar com batota.

Ao contrário deles.

O dia seguinte

 

Hugo Forte, A Bola: «William Carvalho viu fugir-lhe a possibilidade de ser transferido gorar-se, mas dentro de campo não se nota a mínima frustração - depois do jogo com o Olympiacos, mais uma exibição moluscular ontem, pois parece ter tentáculos e com capacidade para estar em todo o lado. Entretanto, Bruno Fernandes continuava a demonstrar que está no patamar dos craques - tem uma característica distintiva, pensa muito mais rápido em jogo do que o normal e aos 73 minutos soltou-se. Em (mais um) passe de magia, num pontapé soberbo, colocou a bola e o fantasma-Tondela na gaveta.»

 

Rui Dias, Record: «O leão matou o borrego a tiro, num jogo pouco interessante, que valeu pela excelência dos golos e pela réplica do adversário que, aqui e ali, equilibrou as operações e até ao segundo tento verde e branco alimentou dúvidas quanto ao resultado. O líder do campeonato não teve arte para se empolgar com lances de envolvimento mas resolveu a contenda com remates magistrais de Mathieu (livre directo perfeito) e Bruno Fernandes (de bola corrida). À terceira foi de vez e o Tondela saiu de Alvalade vergado a uma derrota.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «O Sporting consolidou a liderança, conseguindo o pleno de vitórias nas seis jornadas disputadas - o que não acontecia há 24 anos, então com Bobby Robson -, colocando pressão sobre o FC Porto e ainda acena com a mão, quiçá um ténue adeus, pelo menos por enquanto, ao rival Benfica, cavando uma distância de cinco pontos na tabela.»

 

Dos jornais de ontem

Umas notas sobre a jornada

1. Salvo erro, o Sporting já marcou em seis jornadas tantos golos de livre directo quanto em todo o anterior campeonato. E mais dois ou três e ultrapassará os números de, para aí, três campeonatos juntos. Já estava com saudades. Não só estava com saudades, como é fundamental, coisa que o jogo de sábado bem revelou. O jogo de sábado era um daqueles em que andava tudo a arrastar-se em campo, incluindo o Alan Ruiz, esse poço de vigor. Não fosse a bomba de Mathieu e, muito provavelmente, ainda lá estavam agora a ver se metiam uma lá dentro. Ninguém pede um novo André Cruz, mas convém ter uma ameaça suficientemente credível nos livres directos. Resolve muitos jogos.

 

2. Tirando os sportinguistas, ninguém torce pelo William Carvalho. Os portistas, compreensivelmente, porque defendem o seu Danilo. Os benfiquistas também, só porque é mais forte do que eles detestar tudo o que mexa no Sporting. Não quero dizer mal do Danilo, que é um óptimo jogador, mas qualquer comparação é um exercício de futilidade. O William Carvalho voltou a fazer uma exibição ao alcance de poucos. Ele é, há vários anos, um dos melhores jogadores do campeonato português, cujo azar é ser do Sporting: para ele, não há cá "maradonas de Loures" e "bulos da Musgueira", tem de provar todas as semanas - e mesmo assim não prova nada, porque sobre ele se continuam a debitar as mesmas cretinices de sempre.

 

3. Engano-me ou há uma campanha para descredibilizar o vídeo-árbitro? Os erros sucedem-se a tal velocidade e cada vez mais grosseiros (como o do golo fantasma do Paços de Ferreira) que, um dia destes, o vídeo-árbitro tem a mesma credibilidade que os restantes. Nesse dia, regressaremos à boa velha missa dos últimos anos. Amen.

Ainda o Ronaldo - não aconselhável a não fãs

Uma nota muito breve, para guardar o momento em que - apesar de quase toda a gente já ter recebido mensagens ou ter visto na net - o estádio ouviu que Cristiano Ronaldo estava em Alvalade no sábado.

"Esta noite, em Alvalade: 42,400 espectadores... e Cristiano Ronaldo". Foi assim que o speaker o anunciou. Logo se fizeram ouvir aplausos pelo estádio inteiro, e um "SIIIIIIII!" colectivo, vindo do topo Sul. Cantou-se e aplaudiu-se ainda por breves instantes. 

São momentos destes, o reconhecimento do "SIIII!" dele por quem acompanha futebol, a manifestação num estádio que será também sempre seu, numa altura em que tanto lixo circula, que me fazem não deixar de gostar de futebol. As referências conseguem de facto, ser uma parte muito importante de tudo isto. 

Isso, livres bem marcados, e golos Bruno Fernandescos, claro está!

Pág. 1/9

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D