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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - JJ a passar ao lado da carreira do 57

Jacinto Muondo Dala, Gelson Dala no mundo do futebol, é um jovem angolano proveniente do 1º de Agosto, onde se sagrou campeão nacional e melhor marcador do Girabola.

Tendo-se estreado pela equipa secundária dos Leões em Janeiro de 2017, Dala surpreendeu pela positiva ao marcar 13 golos em 17 jogos incompletos (1340 minutos), o que dá uma média de 1 golo a cada 103 minutos (dados TransferMarket).

Não é normal um jovem de 20 anos, proveniente de Angola, chegar a um país para si desconhecido, adquirir novos hábitos alimentares, enfrentar um clima diferente, deparar-se com uma intensidade de jogo muito superior à que estava habituado, defrontar-se com jogadores muito experientes e de boa capacidade técnica e, apesar disso tudo, integrar-se de forma rápida social e profissionalmente e conseguir ter um sucesso imediato.

Hoje Gelson Dala apontou 3 dos 4 golos com que o Sporting B bateu o líder da Ledman Pro, o Santa Clara (4-3). Já é altura de Jorge Jesus olhar para os números deste miúdo - ninguém em Portugal marca tanto em tão curto espaço de tempo - e dar-lhe uma oportunidade. Quem vence tantas condicionantes, num meio envolvente pouco favorável, merece-a certamente. Está aqui um diamante e quando subsistem dúvidas sobre a utilização de Doumbia para o jogo de amanhã e fica a sensação de que poderemos ir a jogo sem alternativa a Bas Dost, é impossível não pensar que, afinal, ela estava aqui em casa, à nossa vista, era o camisola 57.

 

gelsondala.jpg

 

Entre os mais comentados

Nos 21 destaques feitos pelo Sapo em Setembro para assinalar os dez blogues mais comentados nesta plataforma ao longo do mês, És a Nossa Fé recebeu 21 menções - atingindo, portanto, a quota máxima.

Mais: este foi o único blogue a fazer o pleno dos destaques. Sem falhar um. Recorde-se que os textos publicados ao fim de semana são agregados aos de sexta-feira para este efeito, o que leva o número de destaques a ser inferior ao número de dias.

Mais ainda: figurámos 10 vezes no pódio dos mais comentados - com três "medalhas de ouro", quatro de "prata" e três de "bronze".

 

Os 21 textos foram estes, por ordem cronológica:

 

Bestial (74 comentários, o segundo mais comentado do dia)

Os papagaios (50 comentários, o terceiro mais comentado do dia)

A interminável penitência do Diamantino (92 comentários, o segundo mais comentado)

Obrigado, mas nem pensar (42 comentários)

Correndo o risco de me repetir (108 comentários, o mais comentado do dia)

Inaceitáveis insultos a sportinguistas (68 comentários, terceiro mais comentado)

Rescaldo do jogo de hoje (34 comentários)

A Cornélia a pastar na Luz (42 comentários)

Rescaldo do jogo de hoje (44 comentários)

Tudo ao molho e Fé em Deus - A esmerada arte de perdoar (35 comentários)

Prognósticos antes do jogo (80 comentários, o mais comentado)

Hossanas do cartilheiro (44 comentários, terceiro mais comentado)

Onde é que eles estão? (45 comentários, segundo mais comentado)

Já só lhes falta queimar cachecóis (40 comentários)

A melhor (26 comentários)

Prognósticos antes do jogo (64 comentários)

Rescaldo do jogo de hoje (64 comentários)

De saída? (36 comentários)

Hoje giro eu - O estranho caso de Alan Ruiz (63 comentários, o mais comentado do dia)

À atenção do Sporting (44 comentários)

O mistério Bas Dost (48 comentários, segundo mais comentado)

 

Com um total de 1143 comentários nestes postais.

Fica o agradecimento a quem nos dá a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

A voz do leitor

«O Sporting [em 1969/70] tirou o tetra ao Benfica, sem espinhas, "sem arbitragens", com oito pontos de avanço (as vitórias valiam dois pontos). Tomem nota: o Sporting vai tirar o penta, de caras, aos encarnados; o que aconteceu em Moreira de Cónegos não se vai repetir.»

 

Leão de Queluz, neste meu texto

Hoje giro eu - Iuri, o anticiclone dos Açores

O anticiclone dos Açores é um centro de altas pressões (atmosféricas) situado junto ao arquipélago que é um território autónomo da República de Portugal.

Nascido na Horta, ilha do Faial, Iuri Medeiros está no Sporting desde os onze anos de idade. Estreou-se nos escalões profissionais na época 2012/13, representando o Sporting B. Nos últimos 3 anos foi sucessivamente emprestado ao Arouca, Moreirense e Boavista. Por estes três clubes marcou 21 golos, 18 na Primeira Liga (a que juntou 26 assistências para golo), destacando-se os 3 apontados ao Benfica (mais um para a Taça da Liga) e os 2 ao FC Porto.

Os números enunciados acima demonstram que Iuri é um jogador que se agiganta contra os grandes clubes. Embora a sua curta história futebolística deixe a impressão de ser um jogador de laivos de génio entrecortados por momentos de passividade, a sua performance desportiva este ano, ao serviço do Sporting, não deixa de surpreender pela negativa.

Uma coisa era termos dúvidas sobre se estaria à altura em termos da intensidade posta no jogo, outra é verificarmos nos jogos contra Maritimo e Moreirense deficiências técnicas, o que constitui um paradoxo face ao que lhe conhecêramos até agora.

O que leva um jogador, considerado por muitos como um virtuoso, a mostrar lacunas técnicas, a nível do passe e do controlo de bola, dignas de um jogador das distritais?

A resposta a esta questão passa pela falta de capacidade psicológica para aguentar a alta pressão de representar um grande clube. Simplificando, o jogador não está a aguentar o stress e a sofreguidão de mostrar o seu futebol está a retirar-lhe o discernimento.

Iuri não se pode queixar de falta de oportunidades. Este ano, Jesus tem apostado nele, geralmente partindo do banco, mas também jogando de início contra o Marítimo, para a Taça da Liga. 

O açoriano está a beira de passar ao lado de uma grande carreira. Nestes momentos é importante o papel do treinador. Jesus precisa retirar ansiedade a Iuri. Já tocámos neste tema em outros momentos: cada jogador tem uma personalidade própria. O objectivo para cada um é igual, a forma de o atingir tem necessariamente de ser diferente, atenta a idiossincrasia de cada um. Um ralhete a um jogador pode ser para ele um estimulante, para outro pode abrir-lhe o chão. Um treinador é um gestor de recursos humanos, estará Jesus à altura deste desafio? Iuri e o Sporting precisam disso. 

 

iurimedeiros.jpg

 

Entusiasmos

Acho que tenho de discordar do grande entusiasmo da nação sportinguista com a exibição frente ao Barcelona. Não que não tenha sido uma bela exibição, mas esse é o problema dos jogos contra o Barcelona ou o Real Madrid ou outra equipa do género: a exibição das nossas vidas quase nunca basta diante delas; elas têm recursos que nós não temos e, quase invariavelmente, conseguem arranjar maneira de ganhar (se não é pelos jogadores, que são melhores, é pelo complexo de inferioridade, que aparece sempre num ou noutro momento, ou então é pelos árbitros, que gostam de lhes estender o tapete). O jogo do Barcelona está dentro de um ciclo, que começou de maneira horrorosa contra o Moreirense e só termina no domingo, contra o Porto. Ora, por ter "batido o pé" ao Barcelona, por ter jogado "olhos nos olhos", a equipa vai chegar a domingo mais cansada (porque o jogo do Porto com o Mónaco não foi tão cansativo) e com menos um dia de descanso. Esse jogo é que era para tentar ganhar com todas as nossas forças, e não as vamos ter. Assim como era para ganhar mesmo contra o Moreirense. Até agora, isto está muito parecido com o ano passado, quando"batemos o pé" ao Real, jogámos "olhos nos olhos", e depois fomos perder escandalosamente com o Rio Ave por 3-1. A redenção deste ciclo está, portanto, no jogo com o Porto. Lembro-me bem quando, há três anos, "batemos o pé" ao Wolfsburgo (então uma das melhores equipas da Europa) e, no jogo imediatamente a seguir, fomos perder 3-0 às Antas, visivelmente por exaustão da equipa. Só espero que desta vez sobrem as forças. Felizmente para o meu coração, não vou poder ir ao estádio, por ter sido convocado para uma mesa de voto: durante o tempo em que decorre o jogo, devo estar a contar votos. Acho que vou ter uma boa surpresa no fim.

A minha costela Jota Jota

Domingo, um dia que não lembraria ao diabo, dado o acto cívico que se verificará nesse dia e que a mim e a tantos outros sportinguistas impedirá de assistir ao vivo, disputar-se-á a partida com o FCPorto.

Nos dois últimos confrontos, Sporting vs Tondela e Moreirense vs Sporting, nenhum dos nossos excelentes treinadores de bancada conseguiu prever os onzes iniciais colocados em campo por Jesus.

Vamos tentar de novo?

Domingo, 19.15 horas, com arbitragem de Carlos Xistra, ao vivo, para quem puder ir...

Ponto da situação

Levamos três jogos seguidos sem ganhar. É verdade que um desses jogos foi contra o Barcelona de Messi, Iniesta, Suárez, Paulinho e Busquets. É verdade que ocorreram em três competições diferentes, o que de algum modo dilui o problema. Mas também é um facto que nos outros dois desafios tivemos pela frente o modesto Marítimo e o frágil Moreirense - equipas que temos obrigação de vencer em qualquer circunstância. E não é menos verdade que nestes três jogos não marcámos golo algum: a única vez em que a bola chegou às redes da baliza adversária foi graças a um autogolo.

Alguns sportinguistas andam eufóricos com os desaires do Benfica. É preciso dizer-lhes que isso não traz nenhum ponto ao Sporting nem nos garante qualquer título.

É tempo de não cometermos o erro de sempre: olharmos mais para outros do que para nós.

É tempo de cair na real. Nada de sobrancerias, nada de pensarmos que são favas contadas, nada de facilitar seja com quem for.

 

A voz do leitor

«É um absurdo ter apenas dois avançados. Se Dost e Doumbia se lesionam quem é que vai lá para a posição 9? Gostava de ver o relatório que indicou Mattheus Oliveira. Caímos na real hoje [quarta-feira]. Não temos banco. Se tivéssemos vendido o William então teria sido o fim de qualquer hipótese de lutar pelo título.»

 

J. Ramos, neste texto do Edmundo Gonçalves

Acho que vou aprender a assobiar

A UEFA abriu um processo disciplinar ao Sporting por conduta imprópria.

Pensarão os caros leitores que por aquela vaia monumental dispensada ao árbitro pela assombrosa exibição do romeno no Vulcão de Alvalade. Nada mais longe da verdade. O processo foi instaurado por, imagine-se, a equipa ter visto seis cartões amarelos. E ainda há quem espere que da UEFA venha bom vento...

Hossanas do cartilheiro (3)

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«Todos os sinais mostram que há uma excelente relação entre o treinador Rui Vitória e o plantel.»

«O Benfica vive uma anormalidade. Anormal, neste momento, no Benfica é não ganhar.»

«Ninguém que seja imparcial pode acusar algum jogador do Benfica de não dar o máximo da sua capacidade em cada momento do jogo.»

«O Benfica vem de um período de grande sucesso em termos desportivos. Tem agora uma fase menos boa.»

«Não há clube nenhum no mundo que não tenha sido goleado numa época qualquer numa competição internacional.»

«Noventa por cento dos jogadores do Benfica, deste plantel, ou são campeões ou bicampeões ou tricampeões ou tetracampeões. No espaço de dois ou três meses ninguém perdeu valor.»

 

Carlos Janela, esta noite, em tempo de antena na CMTV

História

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O Futbol Club Barcelona foi fundado em 1899 por um grupo de suíços, ingleses e catalães liderados por Joan Gamper. Seis anos antes tinha nascido o Fussball Club Basel, do qual Gamper foi futebolista e capitão. Quando chegou a altura de criar um clube na Catalunha, Gamper escolheu para o Barcelona as cores do seu anterior clube. 

 

CR7 versus Messi

Estou cada vez mais convicto que a UEFA quer “à força toda” uma Final da Liga dos Campeões com clubes espanhóis de maior relevo. Isto é, um duelo europeu entre Cristiano e Messi. E esta intenção tem muuuuuuuuitos anos.

Os (poucos) interesses desportivos e os (muitos, demasiados) interesses financeiros estão obviamente na origem desta férrea vontade do órgão máximo do futebol europeu. Não calculo sequer os valores assombrosos que andariam à volta de um jogo destes. Mas não só...

Acredito que a UEFA deseja afincadamente esta final para finalmente colocar Messi num pedestal mais elevado que Cristiano.

Mas para tal aquele órgão necessita que ambos os clubes consigam chegar à dita final. Ora em anos anteriores tanto o Real como Barcelona têm chegado às semifinais e às finais mas curiosamente nunca ambos no mesmo ano.

Tudo isto para explicar o quê?

Ontem estive em Alvalade com mais 48.274 adeptos e vi um Sporting a ser massacrado por um árbitro que, enquanto a equipa blaugrana não marcou, não deixou de atemorizar os nossos jogadores. Mal tocava num jogador da cidade condal, qualquer atleta leonino era logo admoestado com a cartolina amarela. Um manual de como não se deve arbitrar.

Fiquei ainda com maior impressão quando após o golo do Barcelona o árbitro deixou de apitar tanto. Geralmente nunca perco a cabeça no estádio, todavia ontem perdi as estribeiras, pois jamais vi um juiz preceder desta forma. Comentei que, a ser daquela maneira, o Sporting não acabaria com os onze jogadores. Mas Coates teve aquele azar e a partir daí tudo acalmou.

Nem imagino sequer o que faria novamente o árbitro se Bas Dost ou Bruno Fernandes tivessem marcado o golo do empate.

Tudo isto para explicar que se ontem estivesse no campo um juiz competente, provavelmente não estaria a escrever este texto.

E o Barça poderia não estar em primeiro!

 

Também aqui

 

Quente & frio

 

Gostei muito do aplauso tributado nas bancadas de Alvalade ao grande Iniesta - bicampeão mundial e um dos melhores futebolistas que vi jogar desde sempre - no momento em que foi substituído. São instantes como este, em que mesmo a perder somos capazes de prestar tributo ao talento alheio, que me enchem ainda mais de orgulho por ser sportinguista.

 

Não gostei nada da sonora vaia de vários adeptos ao hino da Liga dos Campeões. Esta reacção quase pavloviana aos acordes musicais que confirmam o estádio José Alvalade como um dos palcos da prova máxima do futebol mundial continua a ser para mim incompreensível. Assobiamos o hino, mas guardamos o cheque: não é atitude à Sporting.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - BATman e SuperMAT

O "poeta" romeno Ovídio (Hategan), apitou com metamorfoses, sensível ao mito de "més que un club", lema do clube catalão. 

Com uma profusão de cartolinas amarelas distribuidas apenas à equipa leonina (6 até aos 58 minutos), O(v)ídio condicionou a possibilidade de o futebol do Sporting vingar, na medida em que, quebrando ramos importantes, retirou vigor à árvore germinada por Jorge Jesus.

Perdemos, é certo, mas em Alvalade apareceu um vigilante (a Messi), um agressivo e intenso argentino com ritmo de tango que num compasso binário, sempre acima e abaixo no relvado, criou a ilusão de que tudo ainda era possível, sempre sem cometer faltas (à atenção da cartilha), de forma a não se sujeitar ao apertado (para nós) critério do médico (é verdade!!!) romeno, evitando que este lhe "tratasse da saúde" . Chamam-lhe Batman, mas a sua verdadeira identidade é Battaglia. Rodrigo Battaglia. A seu lado não estava Robin, mas sim Supermat, ou melhor Mathieu, Jeremy Mathieu, um gaulês também habituado às danças de salão - não tivessem elas sido criadas na corte do rei Luis XIV, em França - que nas ausências de Battaglia soube dançar a par com Messi. Os nossos super-heróis dinamitaram o passe-repasse do Barça, o célebre tiki-taka, com uns últimos 15 minutos de vertigem que quase conduziram a equipa à igualdade. 

E foi quase, porque o nosso homem-golo da época passada, o holandês Bas Dost, é agora um homem dado às causas humanitárias: assiste aqui, assiste acoli, e acaba por não concluir a missão para a qual foi contratado. Espera-se que não acabe no "crescente" Vermelho. Lagarto, lagarto!!!

Além destes, aqui e ali emergiu o talento de Bruno Fernandes. Que grande jogador! E Ruuuuuuuui, Rui Patricio, que manteve inviolável a sua baliza às investidas culés, apenas traído por um desvio infeliz e imerecido de um companheiro, no caso Sebastián Coates.

 

Os nossos jogadores:

 

Rui Patricio - E quando todos falham, eis que aparece Rui Patricio. Foi assim já na parte final do jogo quando Paulinho lhe apareceu isolado pela frente e Rui o convidou a "arrumar as botas", característica que não espanta num Paulinho e que, aliás, é sobejamente conhecida, apreciada e estimada no nosso balneário e pelos adeptos.

Nota: Sol

 

Piccini - Os quadrinhos da Marvel são muitas vezes "dark" e preenchidos com motivos dramáticos. O italiano é o relâmpago que ilumina a noite escura e incrementa a tensão e o suspense. De facto, por vezes, tem lampejos de grande jogador. Ontem à noite, durante a primeira parte, teve mais um desses momentos quando irrompeu pela direita e, à falta de oposição à altura, flectiu para o centro e fez saír do seu pé esquerdo um trovão sob a forma de um remate que assustou Ter Stegen.

Nota: Sol

 

Coates - Ao melhor estilo de um outro sul-americano, Anderson Polga, teve a infelicidade de ser a carambola final de uma brilhante tacada bilharistica (versão snooker) que envolveu dois outros jogadores até atingir a rede. Mais tarde, iniciou um conjunto de fintas à saída da sua área que acabariam por isolar um jogador catalão, felizmente sem consequências. No restante tempo, assistiu com deleite à exibição do seu colega do centro de defesa e resolveu bem o (pouco) que sobrou.

Nota:

 

Mathieu - Um tirano, na maneira como "tirou o pão da boca" do franzino Messi. Não se faz! A verdade é que o francês tem aquela qualidade extra(sensorial) que lhe permite adivinhar o momento ideal para o "tackle", o timing certo de entrada na bola. Além disso, é um metrólogo, um cientista da medida do comprimento ou não tivesse  o sistema internacional de medidas sido criado em França, na época da Revolução Francesa. Ele bem avisou antes do jogo: dar 1 metro a Messi. E não lhe concedeu nem mais um centímetro.

Nota: Si

 

Fábio Coentrão - Começou nervoso, desperdiçando com uma ingenuidade juvenil algumas jogadas promissoras de ataque do Sporting. Assim continuaria pelo tempo fora, exceptuando o minuto que perdeu, com o jogo a decorrer, a apertar os atacadores, missão que cumpriria com uma calma olí­mpica e, lá está, mais uma vez com a eficiência de uma criança de 2 anos de idade. Salvou a sua prestação com um corte providencial a evitar um golo certo. Pareceu aliviado quando o árbitro o avisou de que para a próxima iria para a rua. Jesus antecipou-se e fez-lhe a vontade e ficámos a jogar com 10, melhor, com 9 porque simultaneamente saiu Acuña (outro amarelado). Entraram 2 placebos, figurantes de uma peça encenada para outros actores, que pelo menos criaram a ilusão no adversário de que a equipa estava completa em campo.

Nota:

 

William - Como sempre, muito agradável à vista, pormenores de grande técnica, mas roubar bolas aos catalães, "bola". Pareceu jogar ligeiramente adiantado em relação a Battaglia, ao estilo de Adrien, mas sem a intensidade do ex-capitão. Este, aliás, foi sempre o problema do jogo do Sporting: equipa bloqueada pelo medo, pelo mito culé, a jogar mais na expectativa, com pouca iniciativa. Na parte final do desafio ou trocou de posição com o argentino, ou este, dotado de uma mudança a mais na caixa de velocidades em relação aos restantes companheiros, o ultrapassou vertiginosamente nos movimentos atacantes. Ainda assim, apareceria a receber uma assistência de Bas Dost (quem mais...), concluida com um "drop" ao melhor estilo do rugby do País de Gales.

Nota:

 

Battaglia - A quem estava à espera de ver a Ópera de Barcelona, Battaglia respondeu com solos de Bombo Leguero, instrumento de percussão argentino de longo alcance (até 5 km) - produzido a partir de um tronco de árvore oco, a tal que o O(v)í­dio corroeu - que certamente foi ouvido do outro lado da 2ª Circular (pelo menos umas 5 vezes). A sua segunda parte tornou o jogo culé mais confuso e desordenado. A mess(i), como diriam os britânicos. É a alma, o coração e o pulmão da equipa, o que nunca se rende, nem se ajoelha, esta última talvez a única razão plausível para Jesus não o ter posto de início no sábado, no jogo disputado numa vila de cónegos.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - A variar flanco, a rematar de primeira, a rendilhar e pôr filigrana no jogo leonino, Bruno mostrou que esta é a sua casa. Refiro-me não só a Alvalade, mas também à Champions, pois claro. Um jogador de eleição! Parece muito fatigado, a viver mais da garra e da genica do que do pulmão. Pode ser que Battaglia lhe possa emprestar um dos vários que tem a mais...

Nota: Sol

 

Gelson - A sua velocidade de execução peca por ser maior do que a velocidade do seu pensamento. Isso gera alguma anarquia nos seus movimentos, por vezes precipitados, erráticos e inconsequentes. Mas, quando tudo se equilibra, vemos o melhor de Gelson: o desequilibrio, a esquiva, o estilo enganador, tudo qualidades que deixam dúvidas nos adversários. Está longe do seu melhor - ainda que a sua condição actual esteja anos luz acima da de qualquer pretendente ao lugar -, aparentando muito nervosismo, com menos poder de finta, pelo que se recomenda que passe a entrar em campo com dois Lexotan no "bucho", panaceia que certamente lhe retirará tanta sofreguidão.

Nota:

 

Doumbia - Durante a primeira parte foi a carraça nas pernas dos competentes defesas catalães, sempre seguros a passar a bola à saída da sua área. Aos 40 minutos, confundiu Umtiti com dois Titi e acertou num deles. Recebeu um amarelo. De seguida, sugestionado pela saga dos companheiros super-heróis, ensaiou um vôo que terminaria numa saída pela porta pequena, de maca, que isto de heroísmos não é para quem quer, é para quem pode.

Nota:

 

Acuña - Não se percebe, mas a existência de Coentrão talvez o explique, porque teve tão pouca bola na primeira parte, visto que quando a teve mostrou ser o único lá da frente a conseguir segurá-la e tirar centros. O Muro impôs a sua robustez física e bateu-se de igual para igual com qualquer defesa catalão. Saiu exausto, desgastado por muitas desmarcações vãs, pois a bola raramente lhe chegava.

Nota: Sol

 

Bas Dost - Perante tanta bondade, beneficiência, humanidade, magnanimidade, compaixão e altruísmo da sua parte, assiste-me dizer que ou começa a "dostar" ou vai provar da malvadez, ruindade, maldade, malevolência, maledicência e egoí­smo das bancadas de Alvalade. Anda uma pessoa a criar um verbo para isto...

Nota: Mi

 

Jonathan Silva - Jesus decidiu simultaneamente trocar todo o flanco esquerdo e a coisa não teve o efeito desejado: ofensivamente, nada a registar; defensivamente, deixou buracos sabiamente compensados pela destreza da dupla Bat&Mat.

Nota: Mi

 

Bruno César - Ao brasileiro aplica-se o mesmo que foi dito acima em relação a Jonathan, exceptuando ter dado a sensação de já ter entrado cansado e, por isso, ter passado mais tempo deitado na relva. Numa dessas "investidas" para o chão ainda ganhou um livre nas imediações da área, o que constituiu a última réstia de esperança dos adeptos leoninos.

Nota: Mi

 

Tenor "Tudo ao molho..." (melhor em campo): Rodrigo Battaglia, a.k.a, Batman.

 

sportingbarcelona1.jpg

 

Ficaram em estado de choque

«A exibição do Benfica não teve ponta por onde lhe pegar. O Benfica foi enxovalhado pelo Basileia.»

Joaquim Rita, SIC N

 

«Foi escrita, no estádio St. Jakob-Park, uma das páginas mais negras na história do Benfica.»

Nuno Farinha, Record

 

«É uma vergonha. O Benfica podia ter perdido por sete ou oito!»

Diamantino Miranda, TVI 24

 

«Foi uma humilhação. O Benfica teve erros defensivos primários.»

Álvaro Magalhães, CMTV

 

«O Benfica não tem meio-campo. O Fejsa é uma peça que não resolve os jogos, o Pizzi desapareceu de circulação.»

Fernando Guerra, SIC N

 

«Foi uma das mais humilhantes páginas da história europeia do Benfica.»

José Manuel Delgado, A Bola

 

«Noite negra para os encarnados na Suíça. Somaram a derrota mais pesada da história do clube na Champions.»

Mário Figueiredo, Correio da Manhã

 

«É um pesadelo. É uma das páginas mais negras da história europeia do Benfica.»

Rui Pedro Brás, TVI 24

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