Domingo, 23 de Julho de 2017

«Factual: três jogadores do Benfica expulsos em competições da UEFA e FIFA na última jornada, cá, passam incólumes; Renato Sanches: mais amarelos na Alemanha em poucos jogos do que em toda a Liga NOS 2015/16. Pelo menos dá que pensar...»

Leão de Queluz, neste meu texto


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O Sporting venceu e convenceu uma equipa semi-finalista da Champions, Podence foi titular, Bruno Fernandes marcou na estreia em Alvalade, voltámos ao esquema de dois centrais e este modesto escriba adivinhou (!) a equipa que Jesus escalou. Meu Deus, eu não quero acordar deste sonho!

 

Rui Patricio - Reflexo da fama granjeada aquando do Euro2016, um gaulês foi visto, durante o jogo, a tirar uma "selfie" com ele. Revelado a fotografia, o negativo para o jogador francês foi a anulação do golo. Fora de jogo! No resto, teve um momento altruísta em que permitiu a Coates reencontrar-se com...Coates e, finalmente, destacou-se por impedir que um argentino com nome de Djaló peruano (olá Pedro Correia) marcasse em Alvalade (mais tarde,Tobias emendaria a sua mão).

Nota: Sol

 

Piccini - No seu flanco, por vezes, apareceu um francês (Mbappé) que faz um Ferrari parecer um Anglia com mais de 50 anos de uso, mas deu conta do recado, aqui e ali com a preciosa ajuda de...Coates. No ataque, destacou-se por cruzamentos que não foram parar à bancada, algo a que os sócios não estavam habituados.

 Nota: Fá

 

Coates - O Ministro da Defesa voltou de prolongadas férias e, enquanto esteve em campo, não permitiu quaisquer devaneios aos avançados monegascos.

Nota: Lá

 

Mathieu - Mais apagado que o seu colega central, destacou-se pelos bons pés, em situações de aperto provoca das pela pressão do Mónaco. Parece comprometido com o projecto e isso é meio caminho andado para que apareça o jogador que já "secou" um atacante razoavelmente desconhecido, chamado...Cristiano Ronaldo.

Nota: Sol

 

Coentrão - Ou não fosse de Caxinas, pressentindo o mar encrespado, tomou as devidas precauções. Em primeiro lugar, não colocar a hipótese de chegar à Tapobrana, quando o motor actual do barco são...uns remos; em segundo lugar, usar todas as extensões do corpo, cabelo incluído, para não permitir avanços aos franceses. Objectivos superados!

 

Battaglia - o homem quase atingiu o sagrado, tal foi a sua omnipresença. Atacou, defendeu, como se fosse um guerreiro indomável, pela bravura candidato a um título nobiliárquico, o de cavaleiro de Alvalade.

Nota: Lá

 

Bruno Fernandes - Um golo e uma fonte de energia alternativa a Battaglia, com quem construiu uma Muralha da China, inacessível aos pobres gauleses.

Nota: Lá

 

Gelson - Não sabe jogar mal. Fica para o seu repertório mais um lençol a um adversário na grande área, tarefa em que começa a dar sinais de ser operário especializado. No mais, diversos truques de capoeira a fazer os franceses se arrependerem bastante da ancestral tradição de lançar o galo em campo.

 Nota: Sol

 

Acuña - Começou o jogo a todo o gás, como se a relva de Alvalade fosse para si tão natural quanto as Pampas natais. Assistiu, com precisão cirúrgica, Bas Dost, em jogada que terminou em golo.

Nota: Sol

 

Podence - A sua definição assemelha-se a uma renda de bilros reproduzida por uma artesã chinesa. A sua velocidade, finta e troca de direcção produz nos adversários o efeito combinado do gás pimenta... e da sarna. Nesta contradição, o pequeno Daniel vai, pouco a pouco, conquistando o seu lugar.

Nota: Fá

 

Bas Dost - O Bombardeiro está de volta. Desta vez, enviou um obus directamente para o ângulo superior do desamparado guardião monegasco, o qual ficou imóvel, extasiado perante a beleza do gesto.

Nota: Lá

 

Ia agora falar dos suplentes utilizados, mas, por um lado, não quis reviver a história do TOBIAS ou NÃO TOBIAS, por outro, teria de mencionar aquele rapaz do rabo-de-cavalo, "My Little Pony(tale)", e finalmente, numa terceira dimensão desta "sólida" apreciação, seria inevitável mencionar aquelas opções técnicas de fazer entrar e sair o(s) mesmo(s) jogador(es), pelo que decidi, visto que saímos vitoriosos, não manchar esta crónica com apreciações menos "melodiosas".

 

Termina aqui a pré-época de "Tudo ao molho e FÉ em Deus", que voltará para a apreciação da primeira jornada do campeonato. A todos os que nos seguem, o desejo de umas BOAS FÉRIAS!


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Gostei!
Edmundo Gonçalves

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Gostei da primeira parte, mais pelos golos e do início da segunda, com a entrada de WC e Adrien.

Já foram feitos os destaques pelo Pedro no post habitual, mas quero deixar apenas algumas notas, mais sobre os novos jogadores.

Mathieu começou a tremer, desacertou mais do que acertou, mas com o decorrer do tempo "atinou" e fez uma excelente segunda parte (também lá tinha WC à sua frente e o esquema táctico foi outro);

Piccini é "curto", mas se não vier mais ninguém, parece-me capaz para o lugar, tenha ele sempre a ajuda de Gelson, como teve hoje. Não esteve mal.

Coentrão esteve vários furos acima dos jogos na Suiça e França. Se não tiver lesões pode ser reforço.

Battaglia fez um excelente jogo. Será ele o sucessor de WC, quase de certeza.

Bruno Fernandes será o sucessor de Adrien, esteve bem, mas certamente ainda melhorará muito, precisamos disso.

Acuña. Parece-me que vai pegar de estaca.

Estes foram os que jogaram a primeira parte e parecem-se ser as primeiras opções de Jesus.

 

Gostei de ver aquele sistema de "quase" 3x5x2 de início. Vê-se que faltam rotinas, foi aí que Mathieu andou um pouco aos papeis, mas foi onde Battaglia esteve melhor. Vai ser o sistema que talvez vá ajudar a furar as defesas de equipas que jogam para o pontinho. Eu confesso que gosto, é um sistema que se bem jogado é empolgante. Vamos ver se Jesus opta por ele nas situações que referi.

 

Sábado há mais, com mais uma semana de trabalho, e um troféu para ganhar.

 

E agora vou de merecidas férias, se vossas excelências se não importarem.

 

 


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Sábado, 22 de Julho de 2017
Quatro em onze
Pedro Correia

 

Do onze que hoje entrou em campo em Alvalade, só quatro eram titulares na época anterior: Rui Patrício, Coates, Gelson Martins e Bas Dost.

 


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Fotografia no estádio.

Ovação para os jogadores.

Prova de que Bruno Fernandes é reforço.

Manifestação de contentamento de Bas Dost em Alvalade.

Grande defesa de Rui Patrício.

Bela vitória.

Enorme alegria.

Habitual enchente.

Imperial.

 

Espero e desejo que esta série de primeiras… seja a mesma de muitas.


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Estreia positiva da nova equipa leonina, apresentada a mais de 40 mil espectadores em Alvalade frente um adversário de grande categoria: o Mónaco, campeão francês, treinado por Leonardo Jardim neste regresso a um estádio onde já foi feliz.

Foi talvez o melhor jogo do Sporting nesta pré-temporada, culminado num merecido triunfo: 2-1. Com golos de Bruno Fernandes e Bas Dost. E bastou. Quem disse que vencer desafios na pré-época não conta? Conta, claro: é sempre um tónico psicológico para os jogadores. 

Merece destaque a boa exibição leonina na primeira parte, sem William nem Adrien no onze titular. A vitória foi alcançada nestes primeiros 45 minutos, após um fantástico golo de Rony Lopes que acabou anulado pelo vídeo-árbitro por fora-de-jogo posicional de Jemerson.

Após o intervalo, e com as substituições em catadupa que se seguiram, o jogo partiu-se, perdeu interesse e serviu apenas para dar mais uns minutos a certos jogadores, já a antever a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e a formação definitiva do plantel. Vários passaram no teste, mas Tobias chumbou ao oferecer o golo solitário da equipa de Jardim, num lamentável lapso defensivo, já ao cair do pano.

André Pinto e Petrovic não chegaram a calçar. Palhinha e Matheus Pereira também não.

Dos reforços, novamente destaque para Bruno Fernandes, capitão da selecção nacional sub-21. Bom no passe, na visão periférica, na forma como lê o jogo. Bom também a marcar, como se viu, aos 34'.

O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece igualmente elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada. Foi ele a marcar o pontapé de canto de que resultaria o nosso segundo golo, aos 43'.

Com um golo e uma assistência, Bas Dost merece a melhor nota. O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Primeira actuação do nosso guarda-redes titular após as férias. Pareceu fora de forma aos 8', ao largar duas vezes a bola. Mas fez grandes defesas aos 17' e aos 65'. Saiu aos 85', sob calorosa ovação.

Piccini (24 anos).

Pareceu mais entrosado com os colegas e com maior segurança a patrulhar a ala direita, que lhe está confiada. Também evidenciou boa condição física: só ele e Mathieu fizeram o jogo todo.

Coates (26 anos).

Voltou a ser o patrão da defesa. Dobrou Rui Patrício, salvando in extremis a nossa baliza aos 8'. Grande corte aos 68'. Saiu aos 85'.

Mathieu (33 anos).

Podia ter feito autogolo aos 49', quando fez um corte defeituoso que quase traiu o guarda-redes. Mas melhorou a actuação global, parecendo mais confiante e com maior precisão de passe.

Coentrão (29 anos).

Talvez o mais apagado do quarteto defensivo titular, ainda assim uns furos acima dos jogos anteriores. A sua melhor jogada foi logo aos 4', ao lançar um ataque em boa articulação com Gelson. Saiu aos 54'.

Battaglia (26 anos).

Colocado a médio defensivo, forçado a uma disciplina táctica que não parece ser o seu forte, transmite a ideia de funcionar melhor em posição mais adiantada. Tentou o golo aos 38', sem sucesso. Saiu aos 54'.

Bruno Fernandes (22 anos).

Actuando desta vez no eixo central, sua zona preferencial, foi um dos melhores em campo. Actuação premiada com o seu primeiro golo de verde e branco, culminando um belo lance de ataque. Saiu aos 54'.

Gelson Martins (22 anos).

Regresso de férias do internacional leonino, que logo acelerou o jogo. Foi ele a iniciar a jogada do primeiro golo, pelo corredor central, fazendo a bola chegar a Bas Dost. Saiu aos 64': missão cumprida.

Acuña (25 anos).

Deu óptimas indicações aos adeptos, deixando excelente impressão em Alvalade. Batalhador, veloz, esteve quase a marcar aos 4'. Marcou muito bem o canto que originou o golo da vitória. Saiu aos 64'.

Podence (21 anos).

Desta vez não lhe saíram tão bem as diagonais, mas jogou com a intensidade habitual, baralhando as marcações adversárias. Aos 30' conduziu um ataque que podia ter sido mais bem concluído por Dost. Saiu aos 64'.

Bas Dost (28 anos).

Sempre inconformado, detesta perder - até a feijões. É um verdadeiro Leão, como hoje voltou a demonstrar. Fez a assistência para o golo de Bruno e marcou ele próprio o segundo. Saiu aos 54'.

Jonathan Silva (23 anos).

Parece ir ganhando maturidade de jogo para jogo. Hoje entrou só aos 54'. Exibição positiva na ala esquerda, rendendo Fábio Coentrão. Desmarcou muito bem Doumbia aos 87'.

William Carvalho (25 anos).

Entrou aos 54'. Mostrou vir de férias em excelente forma, deixando claro que será muito difícil substituí-lo como titular se deixar o Sporting. Grandes desmarcações lançando o ataque com óptima leitura táctica.

Adrien (28 anos).

De volta a Alvalade após o contributo dado à selecção na Taça das Confederações, revelou a intensidade habitual na fase de construção do jogo leonino. Só não esteve tão bem nas bolas paradas.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 54'. Parece revelar ainda dificuldades posicionais, andando à procura do melhor lugar para ser mais útil ao ataque da equipa. Tentou o remate, que lhe saiu frouxo. Apanhado várias vezes em fora-de-jogo.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 64', saiu aos 85'. Pouco mais de vinte minutos em campo, em que apenas se destacou com um bom lance de articulação com Jonathan no flanco esquerdo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Também entrou aos 64' e saiu aos 85'. Muito pouco tempo para exibir os seus atributos em campo. Mas fez ainda um passe longo com grande precisão, confirmando que Jesus pode contar com ele.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 64'. Continua com vontade de marcar, mas continua lento e previsível, transmitindo sempre a ideia de dar um toque em excesso na bola antes de decidir um lance.

Beto (35 anos).

Último internacional a actuar na pré-temporada, em campo desde o minuto 85. Teve ainda tempo para fazer uma boa defesa. Sem culpa no golo sofrido.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 85'. Desconcentrado, fez uma "assistência" a Guido Carrillo para o golo monegasco, no tempo complementar, ao tentar um atraso ao guarda-redes. Pode custar-lhe um lugar no plantel.

Mattheus Oliveira (23 anos).

Entrou aos 85', mal tendo oportunidade de tocar na bola.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 85', praticamente sem tempo para intervir no jogo. Sabe-se já que será um dos elementos a dispensar do plantel leonino pelo treinador.


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Alguns colegas e amigos, integrando o temível "tribunal de Alvalade", extasiam-se com o "futebol bonito" que vêem das bancadas, celebrando o mérito deste ou daquele jogador capaz de fazer determinada revienga ou sempre pronto a baralhar um adversário com uma daquelas fintas dignas de provocar aplauso.

Eu também não fico indiferente ao tal futebol "rendilhado" que tanto empolga esses meus amigos. Mas para mim jogar bonito é metê-la lá dentro. Quanto mais vezes, melhor. E quanto mais cedo, muito melhor.

Espero que isso suceda logo, a partir das 19.30, no jogo da apresentação da equipa aos sócios e adeptos, frente ao Mónaco treinado por Leonardo Jardim.

Para ovacionar jogos florais, tenham paciência: não podem contar comigo.


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"IN MEMORIAM" do grande, do enorme, Vítor Damas, a quem dedico esta pequena estória que escrevi:

 

"O Leão Branco"

 

"Há um antes e um depois de Vítor Damas. Nas peladas de rua ou em terrenos baldios, nos relvados do futebol profissional.

Antes dele, quando um grupo de rapazes traquinas se juntavam para "jogar à bola", ninguém queria ir à baliza. Os garotos eram Figueiredo ou Eusébio, mais remotamente, Peyroteo ou Espírito Santo, nunca guarda-redes. Por isso, o engenho dos rapazolas criou a figura do guarda-redes avançado, limitando os danos de quem era incumbido de tão maçadora quão castradora missão. Mais tarde, nova engenhoca dos petizes, o "keeper" ia rodando entre todos os compinchas para não penalizar, por muito tempo, qualquer um deles.

Até que surgiu Damas. Como outrora dizia Comte, "tudo na vida é relativo, e isso é o único valor absoluto". Damas foi o maior porque maior era Eusébio e vice-versa, tal "yin" e "yang", dois seres que se complementavam e davam corpo à sua existência, em que o "yin" era Damas, com a sua elegância e sapiência na baliza que transmitiam grande tranquilidade à equipa e aos adeptos, e o "yang" era Eusébio, com a sua vigorosa acção criativa digna de um Rei. Se Eusébio era o Pantera Negra (cientificamente, mutação genética de uma Panthera, designada por "melanismo", Damas era o Leão Branco ("Panthera Leo", mutação genética oposta ao melanismo, designada por "leucismo").

Quando em 9 de Novembro de 1969, Damas realizou a "parada do campeonato", ajudando o Sporting a ser campeão, com uma defesa por instinto após cabeçada de Eusébio, não foi só o Pantera Negra que, já festejando de braços abertos, ficou incrédulo. O estádio inteiro "se levantou" para aplaudir, consciente de que tinha assistido a uma impossibilidade física, como se outra dimensão tivesse penetrado no nosso Sistema Planetário. Eusébio teve consciência desse momento e imediatamente, como grande desportista que era, correu a abraçá-lo, contribuindo para elevá-lo à imortalidade.

Este duelo perduraria até Eusébio "pendurar as botas", o que, acto contínuo, foi seguido por a saída de Damas do Sporting, rumo à Espanha, quiçá por falta de motivação, por sentir que o grandioso combate jamais se repetiria.

Assim acabariam 9 anos de expoente máximo, de fábula, de encantamento, embora Damas ainda tenha regressado, anos depois, para cumprir 5 boas épocas.

Outro momento de Ouro, viveu-o em Wembley, ao serviço da Selecção Nacional, em 20 de Novembro de 1974, aguentando estoicamente, com 6 grandes defesas, um empate a zero do Portugal "dos pequeninos" (Octávio, Alves, Osvaldinho,...) contra os super-favoritos ingleses. Uma dessas defesas ficou conhecida nos "media" britânicos como "a defesa do Século " e foi mais ou menos assim: perda de bola na esquerda da nossa defesa, por Osvaldinho, contra-ataque inglês, bola em Gerry Francis, isolado na área, pela direita, simulação de remate e cruzamento para trás onde apareceu David Thomas a encostar, a meia altura, para a baliza deserta (Damas ficara a tapar o primeiro poste e a hipótese de remate). Eis que surge então Damas, felino, o Leão Branco, em extensão inimaginável, a sacudir a bola na exacta projecção dos postes perante a descrença do jogador inglês.

Com a emergência de Damas, nas peladas, em balizas improvisadas com malas da escola, já todos queriam ser Damas e imitar o ídolo, o mito, a sua elegância, agilidade, elasticidade, diria até, plasticidade entre os "postes".

E nos relvados do futebol profissional, todos os guarda-redes se inspirariam nele, herdando o seu estilo proactivo em detrimento de uma doutrina antiga mais reactiva, passando a ser mais intuitivos, instintivos e antecipativos, tentando adivinhar o movimento do avançado adversário.

Que saudades de ver Vítor Damas, o Eusébio do Sporting nas sabias palavras de outro grande, Carlos Pinhão. Devido a ele, eu também FUI, SOU e SEREI DAMAS."

 

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A equipa que, prevejo, JJ poderá por a jogar, de início, com o Monaco:

Rui Patricio; Piccini, Coates, Mathieu, Coentrão; Gelson, Battaglia, Bruno Fernandes, Matheus Pereira (Acuña); Podence, Bas Dost.

Qual a vossa previsão e quem gostariam de ver alinhar de início?


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«Pessoalmente, lamento a vinda desse Coentrão. Várias razões. Vencimento forçosamente elevado, historial de lesões, um representante que acumula tudo o que detesto. Mas mais que tudo, a fragilidade em que deixa Jesus e Bruno se algo correr mal.»

Carlos Silva, neste texto do Francisco Chaveiro Reis


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Sexta-feira, 21 de Julho de 2017

 

Era inevitável: palavra puxa palavra, disparate puxa disparate, e eis instalado o folhetim. Na véspera do jogo de apresentação da equipa em Alvalade, quando faltam duas semanas para começar o campeonato.

Eis uma das modalidades mais praticadas no Sporting: o tiro no pé.


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Fiquei deliciado ao ler o texto inicial de Pedro Azevedo onde fala do seu ídolo, essa glória do Sporting que foi Yazalde. Não tenho memória de o ver jogar, as minhas memórias são posteriores, pelo que me socorro de outros olhos para imaginar o que teria sido:

 

« O cheiro, a adivinhação e o timing são o jogador. Yazalde estava de costas - e voltava-se para fazer o golo: o golo já ia quase feito na maneira de rodar o corpo, o pé e a bola tinham encontro marcado -, o futebol tem essa triunfante fatalidade.»

 

In: MACHADO, Dinis - A liberdade do drible : crónicas de futebol. 1ª ed. Lisboa : Quetzal, 2015. p. 32

(texto original no jornal A Bola Magazine de 16 de Outubro de 1993)


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O filósofo grego Platão criou a Alegoria da Caverna, texto filósofo - pedagógico, onde através de parábolas pretendia reflectir sobre a necessidade do Homem de se libertar da escuridão e procurar a luz, o conhecimento. Entretanto, recentemente surgiu uma imitação barata e de fraco sentido literário, sob a forma de uma "Cartilha de João de Deus...dos pobres de espírito", onde através de processos filósofo-pidescos, se conspirou, lançou considerandos e plantou inuendos e suspeiçòes destinados a diabolizar o presidente do Sporting clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Aqui, não é a procura da luz que orienta o escriba, mas sim ajudar o clube da Luz. Ontem, Bruno anunciou que Octávio tinha sido a terceira escolha de Jesus (?) para Director Desportivo (o pecado original, treinador a escolher Director, uma 'bizantinice'). Mais, sugeriu que a segunda escolha de Jesus teria sido Carlos Janela, o alegado autor desta grotesca Alegoria da Caserna, e que ele, Bruno, de pronto teria recusado. Fez bem o presidente. Não porque Janela não seja um profissional competente e altamente eficaz, mas porque a forma, a forma senhores, não está de acordo com a doutrina de moralização do futebol português, pela qual o Sporting tanto tem pugnado. Assim, urge a pergunta: o Sporting não perde argumentação ao ter nas suas fileiras quem tenha tentado contratar o alegado autor da Cartilha? É possível a coabitação entre duas personalidades com ideias diferentes ou, pelo menos, formas divergentes de alcançar o sucesso? Eu, não tenho dúvidas, escolho o presidente.

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 Cosme Damião à direita, na fila do meio, com o belo equipamento Stromp (Agosto de 1910)

 

Noto um traço em comum entre Cosme Damião e Eusébio da Silva Ferreira: ambos vestiram com orgulho a nobre camisola verde e branca.

Dois briosos Leões, portanto. Leão uma vez, Leão para sempre.

 

Cosme Damião jogou de verde e branco naquele histórico dia 27 de Agosto de 1910 em que o Sporting, em representação do futebol português, derrotou o Recreativo de Huelva naquele que foi o nosso primeiro desafio internacional.

Vencemos por 4-0, sem surpresa. Numa equipa que, além de Cosme Damião, integrou outras figuras míticas do universo leonino, como João Bentes e os irmãos António e Francisco Stromp (este marcador de dois dos golos).

 

Os benfiquistas contemporâneos devem seguir o exemplo de Cosme Damião, que treinou no Sporting, vestiu a camisola do Sporting, jogou pelo Sporting.
E gostou.

 

Daqui faço, portanto, um apelo ao presidente Bruno de Carvalho: é tempo de termos um espaço no museu do Sporting Clube de Portugal dedicado ao sportinguista Cosme Damião. Com imagens fotográficas, todos os recortes da imprensa da época e a camisola que esse denodado jogador envergou naquele desafio inesquecível. Ainda por cima com o nosso belo equipamento pioneiro - o equipamento Stromp, que bem merece tal destaque.

É mais que justo.

 

 

ADENDA: O Museu ficará também enriquecido com a camisola usada pelo Eusébio no Sporting Lourenço Marques e a reprodução do cartão de L. F. Vieira, sócio sportinguista.


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Num outro espaço onde o Pedro Correia escreve, publicou um texto onde fala sobre as declarações «arraçadas» de xenófobas de um candidato autárquico.

Nos comentários a esse breve texto, alguém lhe pergunta: «se o Sr. Ventura fosse do seu Sporting, mereceria a mesma crítica?»

A propósito desta confusão, entre política e desporto, é bom ter presente os ensinamentos de José de Alvalade:

 

«Caridade, sim! Política, não!

 

Os tempos andavam conturbados. Sabia-se que, no Sporting, havia uma facção monárquica assumida. José de Alvalade tratou, de entrada, de separar a política e o desporto.

 

Evangelismo ou caridade, sim. Política ou politiquice, não. Era preciso separar o trigo do joio. E evitar envolvimentos, numa época em que o Rei D. Carlos tinha já a cabeça a prémio, a Carbonária misturava o ódio à Monarquia com a luta de classes, todos os dias eram dia de espera de uma revolução que, enfim, restaurasse a República. Por isso, estrategicamente, apesar de alguns dos seus fundadores serem monárquicos de estirpe e assumirem-no, os fundadores do Sporting colocaram, nos seus estatutos, em jeito de ponto de honra preceituavam “as casas e terrenos do clube nunca, sob qualquer pretexto, poderão ser cedidos para comícios políticos ou de outras reuniões que não sejam a apresentação dos exercícios a que o clube se destina”. E mais se determinava que nas “salas e dependências do clube ou em qualquer parte onde os sócios como tais se apresentem, é dos mesmos rigoroso dever o respeito pelas instituições vigentes, sendo-lhes expressamente proibido quaisquer discussões ou manifestações acerca de política militante”.»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, pp. 10-11


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Tiros nos pés
Tiago Cabral

Início de época e conseguimos fazer manchetes de jornais com acusações e peixeiradas entre um antigo funcionário e o presidente.

Será que algum dia vamos aprender? Será que algum dia o presidente Bruno de Carvalho vai conseguir perceber que o mais importante é mesmo o clube, não as tricas laterais que só servem para os nossos adversários continuarem a fazer o que bem lhes apetece?

Esperava que fosse esta época que entrássemos definitivamente no caminho certo, mas a entrevista de ontem diz-me que não. Vai ser mais do mesmo, o Sporting a dar tiros nos pés e os adversários a sorrir, nem precisam de fazer nada, nós tratamos de tudo.

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Fechar a boca
Pedro Correia

Houve um treinador inglês do Benfica (mais tarde também do Sporting), três vezes campeão nacional na década de 70, que popularizou entre nós a expressão "No comments". Chamava-se Jimmy Hagan. Era homem de sorriso difícil e poucas falas. Só dizia aquilo que entendia ser indispensável. Com ele, o jornalismo especulativo - capaz de transformar um grão de ervilha nas cataratas do Iguaçu - tinha tarefa complicada.

"Não comento." Duas palavrinhas apenas. Com elas, é possível marcar pontos em matéria de comunicação. E sem necessidade de impor blackouts. Nada mais simples: basta manter a boca fechada. Para que haveremos de complicar o que é simples?


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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 BRUNA POLGA

"Em Alvalade damo-nos todas muito bem."

(Vidas, 12 de Setembro de 2009)

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Quinta-feira, 20 de Julho de 2017
No futebol nada é eterno
Edmundo Gonçalves

E se no futebol português há uma pessoa que sabe muito bem o que esta frase quer dizer, é precisamente Octávio Machado.

Confesso que nunca vi grande vantagem na sua contratação (o mesmo serve para outra qualquer pessoa com as mesmas tarefas, não tem nada de pessoal), mas admito que o seu trabalho fosse mais de bastidores, logo longe dos holofotes e do escrutínio de quem está deste lado.

O futebol vive de resultados e normalmente quebra pelo elo mais fraco. Octávio, que de parvo nada tem, percebeu há muito que era ele o elo mais fraco.

Saiu, como era expectável por muitos há algum tempo.

Sabendo do futebol o que sabe, esperava-se que se mantivesse calado, ainda que hipoteticamente cheio de razão.

Foi (é) mais forte do que ele e, qual escorpião, teve que abrir a boca. Está-lhe na natureza.

Vocês sabem do que eu estou a falar.


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«Aspirou a ser toureira, mas viria a consagrar-se no atletismo do Sporting Club de Portugal porque o Benfica lhe trocara o sexo, inscrevendo-a como Lídio...»

 

«Nasceu a 15 de Agosto de 1942, numa bucólica terreola das cercanias de Torres Vedras, chamada Dois Pontos. Aos dois anos ficou órfã de pai. Aos sete tinha fama de menina esgrouviada, sonhando ser... toureira. Manuel dos Santos era o seu ídolo e nas suas brincadeiras imaginava-se a matar touros. Menina e moça veio para Lisboa, para viver em casa da tia Belmira. Entrou para uma escola de música, para aprender a tocar acordeão. Passava as aulas que adorava a correr e saltar. O professor decidiu inscreve-la no Benfica(…). Até que um dia lhe surgiu pelo correio um cartão solicitando que se deslocasse ao Campo Grande para testes de atletismo. Eufórica, foi. Chegou e sentiu que causara espanto, sem sequer se perceber que fora convocada como... Lídio Faria. Disseram-lhe que, assim, não podia ser, que o Benfica não tinha atletismo feminino. Acabou por experimentar o Sporting. Tinha 17 anos. Entre 1959 e 1970, ano da sua despedida (com uma festa à futebolista, façanha de que nenhuma outra atleta se poderá ufanar), ganhou 30 títulos de campeã nacional em oito especialidades (100 metros, 200 metros, 400 metros, 80 metros barreiras, lançamentos do peso, lançamento do disco, 4x100 metros e pentatlo), sendo recordista nacional e ibérica em todas essas provas. Em 1964, durante um Portugal-Espanha, numa só tarde venceu cinco dessas provas e estabeleceu outros tantos «records» ibéricos. Um ano depois ganharia a prova do lançamento do peso nos Jogos Mundiais da Primavera, disputados no Rio de Janeiro.

(...) Receberia o Prémio Stromp para melhor atleta sportinguista de todos os tempos.»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 198

 

Ler mais sobre Lídia Faria no texto que João Paulo Palha lhe dedicou na rúbrica «Elas na história do Sporting»


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Vale tudo
José da Xã

Não imagino quem escreve as notícias num sítio dedicado a elas. Todavia creio que deveria haver mais rigor na transmissão da informação. Como não é caso infra…

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Percebem no texto supra alguma incorrecção?

 


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Ontem transcrevi um texto sobre Cosme Damião como atleta do Sporting. Este texto gerou algumas “borbulhas” para alguém que o vê como imagem imaculada de um outro clube qualquer. Resta-me somente dizer: paciência.

Segundo a lógica daqueles que padecem desta variante de urticária, o facto de Cosme Damião vestir a camisola do Sporting era sinónimo de representar Portugal.

Pois nós. sportinguistas, sabemos isso. Para os mais desatentos relembro que este clube se designa Sporting Clube de Portugal e não representa um qualquer bairro de uma qualquer cidade deste país. Repito: Sporting Clube de Portugal.

Sobre este clube, o nosso clube, hoje transcrevo um texto de uma das suas referências maiores: Francisco Stromp.

 

«Ao fim da tarde [Francisco Stromp] aparecia no Café Martinho, umas vezes à paisana outras vezes fardado. Como “capitão” de equipa, era responsável pelo envio de muitas dezenas de postais convocando os jogadores para os jogos e para os treinos. Muitas vezes a mesa do Café Martinho se transformou em secretária do Sporting...

Enquanto à volta brilhavam os escritores e políticos do tempo (Machado Santos, Rocha Martins, Brito Camacho, Fialho de Almeida, Gualdino Gomes e D. João da Câmara) no Café Martinho, Francisco Stromp apenas se preocupava com o expediente do futebol “leonino”. Como diziam os colegas: “Nem namoro em política - a sua amante é o Sporting”»...

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 29


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Esperança e fé
Pedro Correia

 

Entre nós reina a esperança e a fé.
Por isso dizemos em coro: "Este ano é que é."

 


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«Mesmo um William desinspirado continua a ser o nosso melhor médio defensivo, não havendo um que nos dê garantias para o seu lugar. Petrovic começou melhor esta pré-temporada do que no ano passado, mas não me convence. Palhinha como médio "destrutor" é bom, mas a parte da construção e passes teleguiados do William irão sempre "assombrar" as exibições do Palhinha e fazer muita falta no nosso miolo.»

Ângelo, neste meu texto


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O Sporting efectuou o último jogo do seu estágio suíço na cidade francesa (!) de Évian-les-Bains. Nada mais apropriado para terminar a sua preparação alpina do que realizar uma partida naquela que é considerada a capital europeia da água, algo que a equipa leonina se fartou de meter. Vai daí, escolheu-se um adversário com ancestrais raizes náuticas que permitisse à equipa, naufragando, chegar a um bom Porto (Marselha).

 

A equipa exibiu-se num 4-4-2, com dois alas interiores que lhe retiraram qualquer profundidade e um "mezzapunta ", Alan Ruiz, que foi um homem a menos. Tudo de acordo com "O Grande Plano das Coisas", de Jesus, que tudo fez para assegurar a derrota. Objectivo cumprido, portanto!

 

Pedro Silva - O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas leoninas. Imperial pelo chão, pelo ar, pelo mar. Sim, pelo mar, tanto a Defesa do Sporting meteu água. A merecer um lugar no plantel dada a bizantinice (a Eslovénia pertenceu ao Império Bizantino) que constituiu a contratação de Azbe Jug.

Nota: Sol. Uma luz radiosa que nos alimenta a expectativa que o grande Rui terá substituto à altura.

 

Piccini - Faz ter saudades de Schelotto e isso diz quase tudo. Jesus disse que esteve "soberbo", assim ao estilo do Padre Américo "não há rapazes maus". A sua zona do terreno foi um verdadeiro latifúndio, explorado até à exaustão pelos corsários marselheses.

Nota: Ré(u)

 

Coates - Onde anda o Ministro da Defesa? Ainda a banhos, de certeza. No estágio, tem evoluído este sósia.

Nota: Mi(stério)

 

Mathieu - A jogar entre compatriotas, pareceu entoar vezes sem conta A Marselhesa, em especial aquela parte inicial do "Avante, filhos da Pátria" ,com a qual, através de sucessivas perdas de bola em zonas proibidas, foi incentivando os franceses a subir no terreno.

Nota: Mi(séria)

 

Coentrão - Ouviu-se mais do que se viu, nomeadamente quando ameaçou lesionar-se, único momento em que esteve à altura das reais expectativas dos adeptos.

Nota: Ré(u)

 

Petrovic - Jogou de cadeirinha, naquele metro quadrado em que parece confinar-se, que isto de grandes bravatas não parece ser parte constituinte do ADN do sérvio.

Nota: Dó(cil)

 

Battaglia - De longe, o melhor do nosso meio campo. Protege a bola com a autoridade de um lutador de Sumo (fazendo lembrar William), tem progressão com bola e incorpora-se, com a propósito, no ataque. Bom reforço.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Deslocado da sua posição original, mostrou alguma prontidão no remate e criou desequilíbrios, mas esteve uns furos abaixo do que já mostrou neste estágio.

Nota: Fá, come si, comme çá...

 

Bruno César - Um paradoxo, ao contrário de Sansão, o crescimento do seu cabelo veio acompanhado de uma enigmática perda de força. Tem tudo para ser o melhor promotor de Marcus Acuña, o qual já lhe terá endereçado um pedido para que o represente. Cada vez que é chamado a correr, parece preso por uma corda. Desloca-se frequentemente à velocidade da luz... apagada.

Nota: meteu Dó

 

Alan Ruiz - Continua a jogar o seu futebol de saltos altos, agora que calça chuteiras Jimmy Choo (não confundir, de todo, com Golden Shoe, o prémio para o melhor marcador dos campeonatos europeus). Conseguiu a proeza de tomar sempre a decisão errada, prejudicando todos os ataques do Sporting na primeira parte.

Nota: 0 (zero)! Sem cordas vocais, por este andar vai acabar a tocar campainhas, fazendo soar o alarme sobre a sua contratação.

 

Bas Dost - A equipa não lhe deu uma única bola jogável e o holandês desgastou-se sem sentido à procura da ligação com Alan Ruiz, mas este tinha o "telefone" desligado.

Nota: Mi(nado)

 

Mattheus Oliveira - Uma nulidade! Especialista no "passe para o hospital", deixou os colegas à beira de um ataque de nervos. Tentou um "pontapé de moinho", mas foi demasiada farinha para o seu saco. Tem de nascer 10 vezes para tirar o lugar a Matheus com um "t" ou Geraldes.

Nota: 0 (zero)! A piar fininho...

 

Matheus Pereira - O melhor em campo! Semeou o pânico no estandarte tricolor, subindo no terreno em condução de bola e combinando, com acerto, com os seus companheiros. Estranhamente, Jesus não disse que esteve soberbo. Será soberba do treinador?

Nota: Força Sporting olé, Lá, lá, lá, lá, lá...

 

Tobias Figueiredo - Com o dom da elasticidade, dobrou Piccini inúmeras vezes. No papel, é o quarto defesa central na hierarquia de Jesus, no campo foi o primeiro. Tobias ou não Tobias parece ser questão respondida afirmativamente, ele que até trazia às costas o estigma de uma péssima época na Madeira. E ainda há quem diga que o que é Nacional é bom...

Nota: sol

 

Palhinha - À tona de água, "should I come or should I go", parece respirar por uma palhinha. Battaglia parece muito à frente, Petrovic parece atrás, mas ostenta um "ic", o que parece agradar ao treinador.

Nota: Fá(do), de ser português e da Academia.

 

Podence - Quase punha em causa o plano do treinador, ameaçando a inevitável derrota. "Às armas, cidadãos " gritavam, a plenos pulmões (não é para ti, Bruno César) os marselheses, quando o pequeno jogador começou a reduzir diferenças, desbaratinando a, até aí, boa organização defensiva francesa. Um Danoninho à solta em Évian.

Nota: sol

 

Doumbia - Perigoso, deixou sempre os franceses em sentido. Deixa água na boca, mas dado o local pode ser enganador.

 

TUdo ao molho e FÉ em Deus voltará numa próxima oportunidade...


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Quarta-feira, 19 de Julho de 2017
Bom ou mau sinal?
Cristina Torrão

Tenho acompanhado a pré-época do Sporting aqui no blogue bastante angustiada, esta série de derrotas não augura nada de bom. Será que vamos entrar numa nova época de desaires, que nos deixam como que anestesiados, de tanta impotência? Ou será que acontece o contrário, ou seja, quando for a sério, a equipa entra a matar?

O meu marido animou-me, dizendo algo do género: mais vale perder na pré-época e começar a ganhar depois, do que o contrário.

OK, vamos “acarditar”. E esperar que os responsáveis pela nossa equipa saibam o que andam a fazer (por vezes, dão mesmo a impressão de que não fazem ideia).

Se serve de consolação, diga-se que o Bayern, a participar num torneio na China, com o pomposo nome de “International Champions Cup”, também começou mal a sua pré-época, perdendo 3:2 com o Arsenal. Nos noventa minutos regulamentares, não foi além de um empate a uma bola, perdendo depois na marcação de grandes penalidades. E, se serve para aumentar a consolação, Renato Sanches falhou o seu penálti.

Acho que chega para um sorrisinho…


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«(...) E, abruptamente, os benfiquistas decidiram, a 16 de Setembro de 1914, suspender Artur José Pereira por seis meses (...). O Sporting recebeu-o no Lumiar. E, mais do que o gesto, ofereceu-lhe como retribuição certa 36$00 por mês, tornando-o assim no primeiro jogador não amador do futebol português - e com direito a outros privilégios, como por exemplo o de ser o preferido no uso de banho quente, luxo que só o Sporting tinha em Lisboa.

O episódio encarniçaria ânimos entre benfiquistas e sportinguistas, podendo dizer-se que dele nasceria mais fremente a rivalidade que pelo tempo fora (...)...

(...) Artur José Pereira, que Cândido de Oliveira, em 1945, considerou o melhor jogador português de todos os tempos (...)»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 20

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Diz Jesus, talvez para justificar a bosta de resultados, e não só no placard, que a "viagem" foi mal planeada.

Quem terão sido os incompetentes? Jesus não supervisiona isto? 

Eu não fui!


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Sem surpresa
Pedro Correia

A imprensa de hoje confirma, unânime: Daniel Podence foi o melhor jogador do Sporting na partida de ontem frente ao Marselha.

Se há candidato ao onze titular leonino na nova temporada, é ele. Tem feito por isso, procurando remar sempre contra a maré. Enquanto outros se mostram gatinhos, Podence é mesmo Leão.


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Do fundo da minha alma leonina, também eu proclamo: obrigado, Cosme Damião.

 


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Cosme Damião
AntónioF

«Cosme é convidado (juntamente com outros jogadores do Benfica) pelo Sporting para se deslocar a Huelva para um jogo contra esta equipa. (…) Por isso, [o Sporting] reforçou-se com alguns dos melhores futebolistas da capital. João Bentes, capitão do clube de Alvalade, convidou cinco jogadores das fileiras de outros clubes, incluindo Cosme Damião, jogador que se tinha vindo a destacar no panorama lisboeta, não só como futebolista, mas como desportista, capitão e organizador. (…). Foram convocados para essa aventura espanhola: Augusto Freitas; Henrique da Costa e Francisco Bellas; Cosme Damião (jogou a médio-direito), António do Couto e António B. da Costa; João Bentes (cap.), Luiz Vieira, Francisco Stromp, António Rosa Rodrigues e António Stromp.

O grupo português saiu do Barreiro no dia 25 de Agosto (sexta-feira), às 18:30, e chegou a Huelva, após uma longa viagem, no dia 26 (sábado), às 20:30. Equipados com o equipamento verde e branco leonino, o grupo (...) entra em campo no domingo, às 17 horas, vencendo com facilidade o conjunto espanhol por 4-0. A imprensa elogia a linha média dizendo que estes "ajudaram muito bem os forwards". E foi assim que Cosme Damião, provavelmente o maior símbolo do Benfica dos primeiros 50 anos da colectividade, vestiu a camisola do Sporting. Envergou-a com todo o respeito e dignidade, servindo o desporto e o país. Servindo, claro está, também o Sporting. Com integridade

 

Resta-nos a nós, sportinguistas, somente dizer: Obrigado!

 

In: SERRADO, Ricardo - Cosme Damião : o homem que sonhou o Benfica. 1ª ed. Lisboa : Zebra, 2010. p. 79

(nota: o sublinhado é meu)


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«Interessante ver que, a pouco e pouco, os lampiões deixam de se preocupar com a corrupção em si, e mais com o conseguirem safar-se com essa corrupção. Não está em causa o fair play, honestidade, mérito, honra... Isso não interessa para nada. O que interessa é ganhar. Se for preciso umas "ajudinhas", desde que não sejam apanhados, tudo bem. Para eles, o único mal da corrupção é o risco de serem apanhados, não é a questão da legalidade, ética ou moral.»

Ângelo, neste texto do Tiago Cabral


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Terceira derrota consecutiva do Sporting nesta pré-temporada, desta vez por 1-2. Ontem foi contra o Marselha, num desafio disputado em território francês (Evian). Um desafio que começou praticamente com o onze leonino a perder. À meia-hora de jogo, não tínhamos feito um só remate à baliza.

A perder por 0-2 a partir dos 52', Jorge Jesus viu enfim a sua apática equipa fazer o melhor período durante a meia-hora final da partida em que se destacaram Podence, Matheus Pereira e Doumbia na linha da frente. Foi com um penálti arrancado pelo primeiro que o avançado marfinense concretizou o nosso golo de honra. Os três jogadores só saltaram do banco já na segunda parte.

Mais dois golos sofridos, somando-se aos oito registados nas quatro partidas anteriores: isto desagrada seguramente aos adeptos e deve suscitar naturais apreensões na equipa técnica, tanto mais que alguns reforços teimam em não demonstrar em campo os predicados que terão levado à sua contratação. Mathieu, Piccini e Coentrão - sobretudo - cometeram erros que se pagam caros em alta competição.

Um dos reforços extra solicitados por Jesus, o extremo argentino Acuña, já se juntou aos colegas mas ainda não equipou de verde e branco. Isso talvez só aconteça no jogo de apresentação da equipa em Alvalade, no próximo sábado, frente ao Mónaco de Leonardo Jardim.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

Pedro Silva (20 anos).

Estreia do jovem guarda-redes como titular da equipa principal. Sem culpa nos golos, fez excelentes defesas aos 5' e aos 90', revelando grande elasticidade e bons reflexos.

Piccini (24 anos).

Ultrapassado em velocidade no seu flanco nas jogadas que conduziram aos dois golos do Marselha, aos 2' e aos 52'. Exibição muito aquém das necessidades deste Sporting 2017/18.

Coates (26 anos).

Muito discreto, sem o habitual perfil de líder no nosso sector mais recuado, o melhor que fez foi um bom alívio de bola, aos 54'. No minuto seguinte foi substituído.

Mathieu (33 anos).

Péssima exibição do francês, que entregou a bola aos adversários em duas ocasiões, aos 36' e aos 43': só por acaso os lances não deram golo. Falhou acção de cobertura no segundo do Marselha.

Coentrão (29 anos).

Apagadíssimo, sem rasgo, sem iniciativa, com dificuldades de progressão motivadas por aparentes limitações físicas, não fechou o seu corredor no primeiro golo francês. Saiu ao intervalo.

Petrovic (28 anos).

O sérvio foi titular, mas revelou claras limitações na fase de construção de jogo, incapaz de articular lances com Battaglia e Bruno Fernandes. Sem surpresa, saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Começou o jogo como interior esquerdo, mas foi derivando para alguma indefinição posicional que tentou compensar com muita mobilidade. Mostrou o seu melhor nos movimentos de pressão. Mas falhou a dobra no segundo golo sofrido.

Bruno Fernandes (22 anos).

Encostado à linha, como médio-ala direito, teve uma prestação aquém das suas possibilidades, sem grande influência na manobra colectiva da equipa. Melhorou na segunda parte, já no corredor central. Tentou até o remate de meia-distância, que não lhe saiu bem. Saiu aos 68'.

Bruno César (28 anos).

Continua sem mostrar o que vale nesta pré-temporada. Trapalhão, inconsequente como ala esquerdo, quase nada lhe saiu bem. Nem as bolas paradas: um livre que marcou aos 15' resultou num passe ao guarda-redes. Saiu ao intervalo.

Alan Ruiz (23 anos).

Foi dele o nosso primeiro remate à baliza (e único na primeira parte), estavam já decorridos 32'. Com notória dificuldade em encontrar linhas de passe, pareceu muito desligado dos companheiros. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Muito apagado, em grande parte porque a bola quase nunca chegou à sua zona de influência. Procurou buscá-la em linhas mais recuadas, também sem sucesso. Saiu aos 55'.

Podence (21 anos).

Entrou na segunda parte e logo sacudiu a partida, dando velocidade ao jogo leonino. Pressionou sempre a saída de bola do Marselha. Cruzou muito bem (49', 79'), isolou Doumbia (74'), arrancou o penálti que originaria o nosso golo solitário. Merece ser titular.

Matheus Pereira (21 anos).

Entrou na segunda parte. Combinou bem com Podence nas acções ofensivas jogando na ala direita. Foi buscar jogo atrás, funcionando com frequência como médio de construção. Numa jogada de insistência, aos 75', quase fez o nosso segundo golo, forçando o guarda-redes a uma grande defesa.

Matheus Oliveira (23 anos).

Entrou na segunda parte. Jogou a meio-gás, com pouca intensidade. Desta vez nem fez a diferença nas bolas paradas. Falhou um pontapé de moinho na área marselhesa (79'). Perdeu a bola no meio-campo, originando um rápido contra-ataque francês que quase deu golo (89').

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou na segunda parte, rendendo Fábio Coentrão. Arriscou poucas incursões no seu flanco, mas também não comprometeu, jogando pelo seguro.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 55'. Deu consistência à linha mais avançada da equipa, numa evidente busca pelo golo. Que acabou por concretizar-se de grande penalidade, aos 71'. Podia ter marcado também aos 74'.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 55'. Foi o nosso melhor central nesta partida, com boas acções de cobertura na metade direita do eixo defensivo, neutralizando os contra-ataques adversários com precisão no corte. Sempre atento às dobras a Piccini.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 68', o que fez Battaglia avançar no terreno. Como médio defensivo revelou concentração e acutilância, contribuindo para aumentar a consistência da nossa linha intermédia.


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Terça-feira, 18 de Julho de 2017
Ética - APAF
Pedro Azevedo

Esperar que o presidente da APAF, senhor Luciano Gonçalves, protagonize importantes reformas na arbitragem portuguesa é um pensamento extremamente ingénuo. Em primeiro lugar, porque o senhor é eleito pelos próprios arbitros, depende destes para a sua eleição e estes não parecem capazes de se despir de "modus-operandi" antigos e de um corporativismo vetusto (embora acredite que os mais categorizados não se revejam nesta situação), surgindo agora, alegadamente, a figura do empresário de arbitros, a meter cunhas. Assim, em vez de garantirem a sua independência, os arbitros criam as suas próprias dependências, num processo pouco claro e que levanta suspeição sobre a meritocracia das classificações (vidé declarações de Marco Ferreira). Em segundo lugar, porque o senhor já demonstrou não fazer bom juízo das situações e de não ter o mais elementar bom senso, quando julgou ser possível despir-se do seu cargo para, em nome de uma associação sem fins lucrativos, pedir "bilhetes baratos" a um clube de futebol. A alegada troca de correspondência interna nesse clube demonstra o pecado original da coisa, tipo "testemunha em processo do nosso interesse". Alguém imagina o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pedir uma benesse para a Associação de Banhistas da Praia da Conceição, a título individual, dissociando-se do seu cargo de mais alto magistrado da nação?

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Paulo Oliveira, agora transferido para o Eibar a troco de 3,5 milhões de euros por 70% do passe, tinha uma cláusula de rescisão de 45 milhões.

Realmente, há coisas que não entendo. Quem souber esclarecer-me, faça o favor.


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Nem bom vento?
Edmundo Gonçalves

Detido presidente da Federação Espanhola de Futebol por suspeitas de corrupção.

Ah, se por cá fosse assim, que belo ar se respiraria.


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Os impunes
Tiago Cabral

O blog “oficioso” do Benfica decretou ontem, depois de aturada “investigação” (hehehe, peço desculpa), que nada de nadinha vai acontecer ao Benfica, nem na justiça desportiva (hehehe, peço desculpa outra vez) nem na civil. O blog onde os adversários são insultados diariamente, com toda a espécie de adjectivos, onde todos os comentadores e autores são anónimos, é onde se pratica a forma mais ignóbil da cartilha: Lançam umas postas de pescada muito indignadas, para inglês ver, e com isso pretendem afirmar a sua independência em relação à actual direcção. Têm sempre muitos exclusivos, a piada que isto tem, usam e abusam de interjeições exclamativas, que de forma natural são muito bem aceites por quem os lê. A adoração de que são alvo nas imundas caixas de comentários, onde a boçalidade domina, revela a cepa da maioria dos adeptos daquele clube. Mas o mais curioso, ou não, ou não, é que um dos vários “anónimos” que escrevinha naquela imundice, que passa por ser um, senão o maior, analista técnico-desportivo, deste triste panorama em Portugal, escreve, orgulhoso, que nada vai acontecer ao Benfica porque… bem, porque a justiça desportiva acabou de decretar a absolvição do Porto e seus dirigentes, no famoso processo do Apito Dourado. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca, os que no passado tanto criticavam, e bem, a forma como o Porto conseguiu a maioria dos seus títulos, agora que pelos mesmos processos, senão piores, também ganham, servem-se de uma absolvição, um mero acto administrativo, depois da justiça civil já há muito ter decretado como ilegais as escutas onde se baseava toda a acusação, para justificar os seus próprios actos e poder afirmar que nada lhes acontecerá.

Dúvidas houvesse, que não há, este Benfica é de facto o herdeiro natural do Porto dos anos 90 e 00. Limpinho, limpinho.


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Porque ontem foi a apresentação oficial da Briosa, outra paixão, falo-vos do seu emblema.

 

«No losango quadrado do emblema da Académica, ergue-se, destacadamente, a Torre da Universidade, que se tornou o símbolo da Universidade de Coimbra.

Este emblema tem uma história, como conta Fernando Ferreira Pimentel, que o desenhou.

 

“Essas três letras e silhueta negras da Torre da Universidade, encaixilhadas num losango, esse conjunto tão singelo que nas lapelas, em bandeiras, alfinetes, automóveis, almofadas, azulejos e mil objectos variados se mostram por esse mundo além, representa a nossa Associação Académica, esse distintivo tão conhecido tem, afinal, uma história bem simples...

Até ao ano de 1926, o emblema que representava a Associação Académica nas festas ou cometimentos desportivos era uma capa de estudante erguida num pau ou num mastro de bandeira. Recordo-me, contudo, de ter existido, por essa época, um emblema de forma rectangular, encimado pela legenda “MENS SANA” e tendo como desenho um conjunto de figuras geométricas pretas e brancas, sem sentido, que alguns estudantes usavam na lapela, mas cujo significado, em relação à Associação Académica, nenhuma afinidade representava.

Na época de 1926/1927 - contou o Dr. Armando Sampaio - a ida do emblema começou a despontar e, num célebre desafio com o Sporting (...) o grupo da Briosa apresentou-se com emblemas na camisola “bordados por delicadas mãos de senhora”, emblemas esses em que figuravam apenas as letras AAC, mais ou menos, com a disposição e configuração aqui reproduzidas.

Como, porém, o resultado da pugna nos foi manifestamente desfavorável (só perdemos por 9 a 1) as culpas não caíram sobre o Armando Sampaio, o guarda-redes, mas sim sobre os estreados emblemas que, no regresso amaldiçoados, foram arrancados e votados ao ostracismo. (...)

Por essa altura eu desenhava, ou antes, rabiscava alguns bonecos e Armando Sampaio, conhecedor da minha mania do lápis, lembrou-se da minha pessoa para desenhar um emblema para a Associação Académica.

Animado pelo furor académico que sempre entusiasmava a rapaziada do meu tempo pus mão à obra e, com aquela inspiração que pelo menos uma vez na vida nos bate à porta e nos transforma em “génios”..., o distintivo surgiu num ápice. (...)

Depois, dando azar ou sorte, o emblema criou raízes, oficializou-se e ficou, com muita alegria minha (...)”»

 In: A Académica. 1ª ed : Lisboa, Edições Asa, 1995, p. 25

(excepto imagens)


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«A nossa direcção ou equipa técnica é que devem sofrer de uma verdadeira cegueira, quando acordam numa calendarização de jogos perfeitamente absurda! Como se compreende que uma equipa em pré-época dispute dois jogos no espaço de 24 horas com duas equipas fortes, sendo a segunda ainda mais forte que a primeira, e com um terceiro jogo a ser disputado também contra uma boa equipa, apenas menos de 48 horas após o segundo?»

Orlando, neste meu texto


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Segunda-feira, 17 de Julho de 2017
Coincidências.
Luís de Aguiar Fernandes

Esta semana descobrimos que as sentenças do Apito Dourado foram revertidas. O fcp celebrou, e pouco mais se ouviu falar sobre o assunto. 

Desde o primeiro momento que me pareceu tudo muito estranho. O sentido da decisão, os timings, tudo demasiado conveniente para alguns. Hoje, tenho a certeza. A imagem abaixo foi retirada de um post num blog lampião, e diz tudo (apesar de isto estar juridicamente errado, a ideia está lá):

 

lamps.jpeg

 

Agora, a questão é: como é que os dirigentes do fcp não percebem que esta decisão, neste momento, não é sobre eles? E estarão dispostos a guardar o champanhe, a bem da justiça desportiva?


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