Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017
Pum! Um tiro na candidatura
Edmundo Gonçalves

O homem vem mesmo cheio de dinheiro. Ou não.

Já tem 20 milhões de lado. Ou não.

 

Eu digo que é Lebre, o apelido...


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Quatro anos volvidos, o Sporting Clube de Portugal está mais saudável em termos financeiros, está mais vibrante em termos de força vital, está mais exigente e ambicioso quanto aos objetivos históricos que continua a perseguir enquanto coletividade centrada nos ideias do desporto. É impossível negar com um mínimo de credibilidade que o Sporting está hoje positivamente distante de um dos momentos mais negros da sua longa história, vividos no mandato do anterior presidente.

Vemos o Sporting a fazer um caminho que revela planificação, empenho e realização ao nível de várias modalidades mas também ao nível da otimização dos recursos físicos existentes e da supressão de lacunas e barreiras ao desenvolvimento do clube - como vem sendo a ausência de um pavilhão multidesportivo para a realização de provas da várias modalidades. Uma limitação e barreira que estará a poucas semanas de ser finalmente suprimida.

O Sporting tem hoje mais modalidades, mais praticantes, mais adeptos e sócios dedicados, empenhados e orgulhosos do seu clube e, como disse, mais ambiciosos e crentes de que é possível atingir mais vezes a glória desportiva nas mais variadas modalidades, a nível nacional e internacional.

Não se trata sequer de ver um copo meio cheio, é mesmo um absurdo estar neste momento da nossa história a procurar equiparar os prós e os contras como se, volvidos quatro anos de ultrapassagem do abismo houvesse alguma semelhança com a eminência de catástrofe em que estivemos.

Dito isto, nada do que escrevi até aqui deve ser lido como indulgência acrítica e contentinha. É contudo, o ponto prévio em cima do qual acho honesto assentar o resto, nomeadamente a avaliação que falta e as ilações que creio ser o momento oportuno retirar.

 

Futebol

No futebol profissional masculino, a modalidade mais amada do clube, nos últimos quatro anos, regressámos à Champions de forma direta, tivemos aquela que foi a melhor época de sempre da nossa equipa em muitos parâmetros (pontos, vitórias), vencemos uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Fornecemos a coluna dorsal à seleção nacional que foi campeã europeia; realizámos as vendas mais rentáveis da história do clube; respeitámos a regras de fair play financeiro da UEFA; valorizámos o plantel no mercado internacional e continuámos a ver nascer estrelas com futuro no futebol profissional oriundas da nossa academia.

Elegemos um presidente singular, que emprestou o que de melhor e pior pode oferecer um presidente-adepto, num balanço que, à luz do ponto de partida, do caminho percorrido e do ponto de chegada, avalio como positivo.

Bruno de Carvalho tem um conjunto de características pessoais que se revelaram cruciais para ajudar o Sporting numa das suas horas mais negras. Teve o engenho e a arte suficientes para ser o protagonista de um movimento que conseguiu o mais importante e provavelmente difícil objetivo da história do clube, sobreviver e passar a viver regressando à condição de par entre os maiores do futebol português quanto à competitividade no futebol.

Depois de um ano de arrumações várias com alguma tentativa e erro e de afirmação pública das prioridades do Sporting para o futebol nacional, começou a reconstruir com mais ambição e melhores condições a equipa de futebol profissional tendo o Sporting conseguido contratar um dos melhores treinadores nacionais da atualidade e conseguido ainda conservar o que de melhor havia sido alcançado em termos de valores no plantel para a época 2015/2016. Como não acontecia há muitos anos, o Sporting esteve na luta pelo título até ao fim, foi a melhor equipa do campeonato e habituou-se a ganhar de forma consistente, conseguindo galvanizar os adeptos, atraindo para o nosso estado a maior média de assistência de sempre.

A última época do presente mandato iniciou-se com um sabor agri-doce, com uma parte importante do plantel a ser sujeita ao desgaste adicional de prolongar a época até à final do Europeu, culminando com a partida de dois dos nossos melhores jogadores no maior encaixe financeiro da história do clube numa única época. A equipa sofreu as inevitáveis alterações em áreas chave, tendo-se recorrido essencialmente a contratações fora do quadros do clube. A fasquia foi justamente colocada no ponto mais elevado em termos de objetivos desportivos, ainda que talvez com demasiada arrogância e ingenuidade, por parte de estrutura do clube e dos adeptos.

No papel parecia haver condições para que o Sporting se mantivesse competitivo e para que tais objetivos fossem encarados como alcançáveis ainda que muitos dos jogadores contratados fossem ilustres desconhecidos no campeonato português. Pelo caminho o treinador renovou o contrato e ganhou maior poder e responsabilidade na gestão do futebol profissional.

Quanto ao presidente manteve também o seu foco público nas batalhas fora do relvado, muitas delas muito dignas e justificadas (e que espero continue a protagonizar) - mas nem todas. A sua presença pública tem aliás pecado por vários episódios menos eifcazes. Faço-lhe esta crítica com pouca esperança de que venha a conseguir alterar a prática que creio lhe vir de um traço de personalidade, mas ainda assim é justo assinalar que há um lado negativo e por vezes deslocado na forma sempre reativa e acossada com que habitualmente reage às mais diversas interpelações.

Hoje mesmo na entrevista à TSF achei incompreensível a entrada a matar. Leia menos jornais desportivos e acredite que estes têm muito menos impacto junto dos sportinguistas do que pensa. E nem todos os jornalistas são iguais, já agora. Quando fala para um jornalista, está a falar para os adeptos, sempre. Não está a mandar bocas para pessoas desqualificadas que o tentam chingar por aqui e por ali.

O arsenal a utilizar nas prestações públicas deveria ser mais vasto e diversificado. A hostilização permanente perante qualquer questão ou comentário em que cai demasiadas vezes tem eficácia limitada e deveria ser reservado para situações excecionais. Ainda assim, até ver, este desconforto que sinto, tem sido positivamente compensado. 

 

O momento atual

Este momento em que nos vemos reduzidos a um objetivo desportivo reconhecidamente muito dificilmente alcançável (pelo menos assim o diz a estatística histórica) e em que será imperativo reduzir as despesas e ao mesmo tempo começar a estruturar a equipa de modo a minimizar os danos e a potenciar a próxima época, será completamente novo em vários sentidos para o atual presidente.

A época de futebol está comprometida tendo por base decisões suas, sejam elas diretas ou por via da delegação de poder, algo que não era inteiramente justo fazer há três ou há dois anos. Do mesmo modo não me esqueço que tal imputação também lhe deve ser assacada ao desempenho do futebol na época de 2015/2016. Dito isto, e feita a justiça de que este mau momento vem depois de um bom momento, é agora importante perceber o que de positivo e estruturante se extrairá para o futuro.

E o futuro é hoje e passará muito pelas próximas semanas.

O atual presidente já avançou que o plantel sofrerá uma redução de efetivos, contará com a entrada de um jogador dos quadros do Sporting que estava emprestado e, de modo geral, manterá a organização atual do futebol profissional.

A falha principal este ano esteve no recrutamento mas creio que terá estado também em alguma inflexibilidade tática do treinador e em alguns episódios lamentáveis de má gestão de homens. Depois destes dias, o presidente tendo tido o seu mandato renovado, como espero, juntará esta a outras experiências  importantes para aprender a gerir um pouco melhor, uma capacidade (de aprendizagem) que, desde o primeiro momento, lhe tenho reconhecido. A verdade é que em vários níveis, a capacidade de gestão do presidente e da sua equipa tem sido francamente superior ao presidente-adepto quando este entra em modo chocarreiro. 

Da minha parte, procurarei participar mais no espaço público, sendo justo e exultante com os sucessos e um pouco menos condescendente com os erros, um luxo a que creio agora me poder dedicar, precisamente porque percebo o Sporting suficientemente sólido para ir melhorando também por essa via.  

Mais serenidade, mais discernimento na exposição pública, a mesma capacidade de procurar novas e melhores soluções, o mesmo esforço, dedicação e devoção é o que desejo para a atual e futura direção do meu clube.

E viva o Sporting Clube de Portugal.


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Pedro Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting, revelou ter tomado esta decisão no dia 2 de Dezembro, quando o Benfica foi perder à Madeira.

Declaração inexplicável: em que é que um jogo disputado entre o Marítimo e o SLB pode relacionar-se com a liderança leonina?

 

Começou mal, a 27 de Dezembro, ao anunciar a candidatura. Sem divulgar as linhas gerais do programa que pretendia apresentar aos sportinguistas nem nenhum dos nomes que o acompanhariam nesta corrida.

No Ano Novo, tempo festivo, lançou uma mensagem aos sócios em que trocou o espírito positivo dessa quadra por uma ferroada sem sentido a Bruno de Carvalho.

Depois protestou contra a marcação da data da eleição para 4 de Março alegando que lhe retirava tempo de campanha. Enquanto adiava para 19 de Janeiro a apresentação do programa e da equipa, como se afinal tivesse todo o tempo do mundo.

A 4 de Janeiro deu uma longa entrevista ao Record em que continuou sem divulgar nada, refugiando-se em declarações vazias. Esta, por exemplo: "Quero apostar em contratações círúrgicas." Ou esta: "O trabalho de um presidente nunca pode ser um trabalho isolado."

Bruno de Carvalho só pode ter agradecido: com "rivais" assim pode ele bem.

 

16 de Janeiro procurou mostrar músculo da pior forma possível: replicando lugares-comuns que nos habituámos a ouvir a benfiquistas nos últimos meses.

Bruno continuou a agradecer, certamente.

 

Ontem, enfim, apresentou nomes e rostos e metas programáticas. Mas sobre a matéria que mais interessa aos sócios, o futebol, foi vago e parco em palavras. Enredou-se em contradições e deu ênfase a  temas que nem deviam constar de um programa eleitoral, como este: "Impor a utilização do nosso equipamento principal tradicional e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevantes."

Entretanto não hesitou em utilizar os jogadores como arma de arremesso contra o actual presidente, quebrando uma regra essencial nestas campanhas.

Eu, se estivesse no lugar de Bruno de Carvalho, ficaria irritado com esta pérola de mau-gosto. Mas, enquanto recandidato à presidência, voltaria a agradecer.

 

Hoje, superando-se em total falta de senso, o gestor que ambiciona a cadeira do poder leonino veio declarar alto e bom som: "Jorge Jesus não será o meu treinador." Desmentindo tudo quanto dissera antes e sem esclarecer como conseguirá munir-se de mais de vinte milhões de euros (o equivalente a dois pavilhões João Rocha) para pagar indemnizações ao treinador e restante equipa técnica. Pior: omitindo o nome daquele que gostaria de ver no lugar de Jesus, como se os sócios não tivessem o direito de saber quais são as suas escolhas.

"Agora não queria também perturbar mais... Quando tiver a escolha, vocês saberão", balbuciou perante os jornalistas, reconhecendo ter perturbado o futebol leonino, na véspera de um encontro decisivo no Funchal, e confessando assim total impreparação para assumir o cargo que tanto ambiciona.

Era difícil fazer pior em tão pouco tempo.

 

Em resumo: Pedro Madeira Rodrigues é um candidato tão fraco que começo a convencer-me que não será o único nem muito menos o principal concorrente do actual líder leonino.

Por outras palavras: a verdadeira campanha eleitoral ainda não começou.


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Leitura recomendada
Pedro Correia

Basta! O Sporting precisa de uma reflexão urgente. De João Branco, no Aventar.


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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Será, ao que parece, com Jesus que teremos que trilhar o caminho. Por mim, subscrevo.

Vamos apostar num onze para o jogo nos Barreiros, amanhã à tarde?

E já agora com melhores resultados que os da última contenda, em Chaves, de tão má memória.


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Prometer e gastar
Pedro Correia

Pedro Madeira Rodrigues, como acentuou ontem na tardia apresentação do seu programa eleitoral e dos nomes de quem o acompanha na candidatura aos órgãos sociais do Sporting, mostra-se preocupado com as finanças leoninas, argumentando que "a actual Direcção está numa perigosa deriva despesista".

É uma acusação que não cola com o rol das suas promessas eleitorais. Madeira Rodrigues propõe-se construir um velódromo, um clube naval, um centro de estágio no norte do País e uma "residência sénior" para antigos atletas. Como se o clube não estivesse afinal numa "perigosa deriva despesista".

Aguardarei pelo próximo encontro do candidato com os jornalistas. Talvez então consiga perceber como consegue ele meter no mesmo saco aquela acusação e as promessas agora feitas. Até demonstração em contrário, uma coisa não joga com a outra.


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Arranca a segunda volta da Liga 2016/17 com um jogo muito importante para nós: o Marítimo-Sporting, com início previsto para as 18.15 de amanhã. O árbitro será João Pinheiro.

Quais são os vossos prognósticos para esta partida?


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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 SÍLVIA SAIOTE

"Tenho tido um enorme apoio por parte da estrutura directiva do Sporting e tem corrido mesmo muito bem."

(Sporting TV, 8 de Janeiro 2016)

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«A BenficaTV não passa de um meio para controlar, adulterar e beneficiar o clube do colinho... aliás, creio ser caso único na Europa as transmissões serem dadas em exclusivo pelo próprio clube à parte dos restantes... o que é demonstrativo da forma como o Benfica encara o resto dos clubes portugueses.»

Schmeichel, neste meu texto


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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017
Programa eleitoral, II
Edmundo Gonçalves

Para que não seja muito fastidioso, aqui ficam os links para o que apresentam Bruno de CarvalhoPedro Madeira  Rodrigues às eleições de Março próximo.

Cada um que retire as suas conclusões.

O meu apoio está definido, contudo é de elementar "serviço" colocar à disposição dos leitores as, por agora, duas opções possíveis.

 


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Programa eleitoral
Edmundo Gonçalves

Sairam hoje as primeiras linhas do programa da candidatura de Bruno de Carvalho.

Deste documento constam 17 medidas para o futebol, 15 para a área comercial/marketing e 22 medidas para as modalidades.

Há ainda "outras medidas", como comunicação "a uma só voz", "aumento de capitais próprios e maioria na SAD" e "mais privilégios para quem é associado".

Para desenvolver noutro post, já com o programa da candidatura de PMR, para uma fácil comparação e percepção das diferenças e coincidências, a existirem, entre as candidaturas até agora conhecidas.


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Aqui estamos de novo
Francisco Chaveiro Reis

Já estamos habituados - Aqui estamos de novo. Em crise. Nos meus 32 anos de vida só duas vezes fiz a festa do campeonato. E a medida do sucesso de um clube grande português é a conquista do campeonato. A Taça não chega e as competições internacionais são excepções. Ou seja, nos outros 30 anos da minha vida, o Sporting esteve em crise;

Há 17 jogos por disputar - O facto de estarmos numa só prova não é igual a desistirmos. Os profissionais de verde e branco devem esforçar-se ao máximo vencer todos os jogos. Motivação? O salário e nós, deste lado. Nada garante que nos leve a algum lado mas tem que se jogar pela honra do clube. Além disso, ganhando os 17 jogos, poderemos ter motivo de festa em maio;

Milhões por cepos - É claro que estou desiludido com a época e aponto o dedo à ruinosa política de contratações. Gastamos de mais em jogadores que jogam de menos. Douglas, Meli, Petrovic, Paulista, Elias, Castaignos, Markovic ou André têm as portas de saída escancaradas. Alan só fica porque custou 8 milhões;

Reagrupar - É tempo de mudar o grupo. Manter o núcleo duro, despachar alguns dos atrás referidos (ou todos) e chamar caras novas. Caras novas que sejam velhos conhecidos como Iuri, Podence, Geraldes ou Jonathan e tentar juntar uns cobres para ter um ou dois laterais decentes e um segundo avançado que apoie Dost e marque alguns golos;

Vender é bom - Estou farto do argumento de não termos sobrevivido às saídas de João Mário e Slimani. Um clube português que faça uma boa época terá sempre tubarões à porta. Fizemos bons negócios, mantivemos três campeões da Europa e tínhamos dinheiro para contratar bem. Só não o fizemos;

Jesus – O nosso treinador é arrogante e fala de mais e mal desde a última época. As suas bocas para a Luz deram motivação ao rival. Mas é um grande treinador que colocou, de facto, a equipa a jogar mais. Não terá desaprendido e em breve voltará ao normal;

Bruno – Sempre disse que fazia bem mas falava mal. Já fez obra mas por vezes e, sobretudo sem títulos, parece um Dom Quixote, mesmo que muitos dos moinhos existam mesmo. Mas combatemos o exterior, assumindo os males interiores. No seu texto no Facebook mostrou mais maturidade e capacidade de olhar para dentro. Pode ser que a desilusão lhe traga maturidade;

Em resumo – Já aqui estivemos muitas vezes e nunca ganhamos nada em ser precipitados em mudar de treinadores ou presidentes. Para já, é fazer uma boa campanha no mercado e apontar a 17 vitórias. O resto, apoiar uma equipa que não nos dá grandes alegrias, já é habitual.


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Boas notícias
Pedro Correia

Da imprensa de hoje:

 

Iuri Medeiros pode voltar já (Record)
 
Saída de Matheus Pereira foi travada (O Jogo)

 

Marvin a caminho de Inglaterra (A Bola)

 

Regresso de Jonathan na calha (O Jogo)

 

Riquicho, recuperado de lesão, volta aos treinos (A Bola)

 

Spalvis emprestado ao Belenenses até Junho (O Jogo)

 

Wallyson regressa da Bélgica e vai rodar na Liga (A Bola)
 
Gauld e André Geraldes voltam a partir de sábado (Record)


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Serenidade
Cristina Torrão

Aproveito esta palavra utilizada pela Marta Spínola, a fim de responder ao repto lançado pelo Pedro Correia. Serenidade não resolveria todos os problemas do Sporting, mas penso que daria uma grande ajuda. E a serenidade teria de vir do Presidente!

 

Confesso que estou desiludida, acima de tudo, com Bruno de Carvalho. Digo isto, não para o desanimar, muito menos para o ver pelas costas. Nunca fui de opinião de que os problemas se resolvem substituindo pessoas, acredito mais no diálogo e na reflexão (mais uma palavra “roubada” à Marta Spínola). Claro que isso pressupõe que as pessoas estejam dispostas a dialogar e a refletir.

 

Bruno de Carvalho começou muito bem, não podia mesmo começar melhor. Ele foi o novo Presidente certo na altura certa. Porém, não sei se foi pela euforia criada na excelente época passada, se foi por problemas pessoais (não pretendo especular, apenas procurar razões) tem causado muita agitação no clube.

 

Que esta época tenha começado com alguns solavancos, é natural, depois dos talentos que nos deixaram. E também não é segredo nenhum que os árbitros tomam decisões, no mínimo, polémicas. Mas, por isso mesmo, é que o mote deveria ser a serenidade. Reclamar também é legítimo, mas é preciso saber reclamar, o que é bem diferente de insultar, ou mesmo provocar rixas!

 

Desde o episódio com o Presidente do Arouca, em Alvalade, a situação do clube piorou, foi mesmo a partir daí que o Sporting começou a descarrilar sem controlo. E culminou com a ida de Bruno de Carvalho aos balneários, em Chaves. Pelo meio, tivemos publicações, no mínimo, desaconselháveis, nas redes sociais. Haverá outros problemas, nomeadamente técnicos, cuja complexidade não sei avaliar e acredito na opinião dos meus colegas, quando dizem que Jorge Jesus tem vindo a cometer erros. Entendo, no entanto, que é dever do Presidente cuidar para que haja sossego e harmonia, independentemente da eficácia do treinador. Bruno de Carvalho tem feito o contrário!

 

Os jogadores estão revoltados. Jogam mal e/ou desinteressadamente. Penso que é a sua maneira de protestar, de fazer greve. Os jogadores do Sporting estão em greve! Eu sei que eles ganham muito bem, mas há sempre um limite para aquilo que estamos dispostos a aceitar. E, pelos vistos, eles pensam que esse limite foi ultrapassado… Há que procurar as razões! Espero que os responsáveis do clube saibam encontrar um novo caminho e dar novo alento à equipa. Apesar de todas as desilusões, nas últimas semanas, e parafraseando Luís Aguiar Fernandes, tudo isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.


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«Há que fazer a aposta em Jorge Jesus resultar. Mudando algumas coisas, nomeadamente algumas manias do treinador quanto ao aproveitamente da formação do Sporting e a instituição de um departamento de futebol do clube - e não do treinador - com gente competente as coisas podem melhorar. Acho também que para o ano Bruno de Carvalho deveria sair do banco.»

J. Ramos, neste meu texto


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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017
Debater o Sporting.
Luís de Aguiar Fernandes

Respondendo ao repto lançado pelo Pedro, aqui fica, apelando ao debate, a minha opinião.

 

Ontem acabou a época de futebol sénior para nós, como a pensámos no início da mesma. Porque os objectivos passavam, e bem, por ganhar títulos, e porque acho que a partir de ontem isso tornou-se inatingível. Mas isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.

 

A imprensa quer culpados, eu dou-lhos: todos são culpados. Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, os jogadores. Vamos por partes.

 

Bruno de Carvalho tem culpa. Não enquanto Presidente do Sporting (aí, há muito mais em jogo), mas enquanto responsável pelo futebol sénior. A época foi mal planeada, com vendas muito tarde e reforços em cima do fecho de mercado, sem tempo para adaptações como elas devem ser feitas, e sem reforços para posições onde eles eram necessários.

 

Jorge Jesus tem culpa. Enquanto responsável da equipa técnica, tem culpa no futebol praticado. Não percebeu que Bas Dost não dá o mesmo ao jogo que Slimani nem Gelson dá o mesmo que João Mário, e não soube adaptar-se a isso. Procurou manter o seu modelo (não o culpo por isso, tem tido sucesso há muitos anos), e não funcionou. E quando precisa de mudar algo, não o consegue fazer.


Os jogadores. Porque quem está lá dentro são eles, eles têm culpa. Da falta de garra, do baixar de braços que tantas vezes vemos em campo. Das desconcentrações que nos fizeram perder tantos jogos perto do fim. Da pouca vontade que parecem ter de ultrapassar isto. 

 

E o que tem de se mudar? Um bocadinho de tudo. Bruno de Carvalho, enquanto responsável, terá de fazer uma limpeza do plantel, afastando muito do peso morto e repescando miúdos que por aí andam a mostrar qualidade. Jorge Jesus (e nem pensar em sair: já demonstrou ser um grande treinador, e tem toda a capacidade para voltar a mostrá-lo) tem de parar para reflectir, e adaptar o modelo aos jogadores (ou trabalhar melhor os jogadores para encaixarem no modelo), já pensando em lançar jovens que podem ser importantes para o ano. O que nos leva aos jogadores. Os jogadores terão de mostrar mais, de ter vontade de vencer, de personificar o que é o Sporting. Porque no fim do dia, são eles que as têm de meter lá dentro.

 

(amanhã, este post ficará também disponível no blog Manifestação Espontânea)


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Corremos o sério risco de estarmos hoje aqui a discutir sobre caroços de azeitona.

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Alinhamo-nos agora?
Marta Spínola

Queriamos estar todos alinhados, estamos agora? Estamos unidos num "Ok, alguma coisa tem de mudar nestes jogos"? Espero que sim, é essa sintonia que faz um clube.

 

Escrevi isto aquando do empate na Madeira, por Outubro. Estávamos, mas ainda fomos todos dar uma grande volta a razões, argumentos, guerras e guerrinhas. Desta vez, talvez estejamos. Perdemos dois meses inteiros entretanto. 

Serenidade e reflexão precisam-se. Gostar do Sporting ajuda. 


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Ainda estou em choque!

O meu fraco coração (ainda hoje tive de aumentar a dose do comprimido da TA!) já quase não aguenta.

Sofro pelo Sporting vai para muitos, muitos anos.

Sou sócio há perto de 40 anos e desde esse ano em que me tornei sócio contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que o Sporting foi campeão. Realmente impensável!

Entretanto vejo passar dirigentes, treinadores, atletas, todos com discursos diferentes sempre com a ideia de que este ano é que é.

Todavia nunca é! Repito… nunca é!

Há uns anos falava-se da “belenenização” do Sporting. No entanto com a chegada de BdC pensei que as coisas mudariam.

Erro de cálculo deveras precipitado.

Regressaram então os fantasmas de antigamente? Ou será que eles nunca partiram?

Quando acordo após os desaires, espero sempre ter sonhado. Porém a realidade é madrasta e acorda-me para uma evidência triste.

Descobrir culpados numa altura destas até pode parecer fácil, mas não é! Porque a culpa não é só de agora... vem de muito longe. Perde-se infelizmente no tempo.

Pensar em soluções para amanhã, é como colocar trancas numa casa já roubada.

Por isso, os actuais dirigentes do Sporting (ou os próximos) deverão, em prol da verdade nua e crua e custe a quem custar, divulgar contas, despesas, contratos assumidos… tudo, mas tudo mesmo até ao cêntimo. Não me preocupa que os jornais saibam, porque mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado.

Só desta forma, com os dados financeiros reais, poderemos pensar em eventuais soluções credíveis.

De outra forma o Sporting está condenado a viver unicamente da sombra dos troféus de museu.

Decididamente, não é isso que eu quero!

 

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Chego ao blogue e verifico que está em pousio, como se nada se passasse. Acontece que este não é momento para silêncios.

Apetece-me portanto lançar o repto aos meus colegas e aos leitores do És a Nossa Fé: falem agora ou calem-se para sempre.

 

Digam aqui quais devem ser agora as prioridades leoninas perante a grave crise em que o clube mergulhou após Bruno de Carvalho ter elevado as expectativas para um patamar sem precedentes, prometendo conquistar tudo e arriscando-se a não ganhar nada - ao nível do futebol profissional, incluindo a equipa B, e das modalidades ditas amadoras. Apesar do fortíssimo investimento efectuado.

O que deve ser feito sem mais demora?

Quais são as prioridades absolutas?

Que cenários devemos recusar?

 

Enfim vamos debater as medidas que têm de ser tomadas sob pena de o Sporting retroceder quatro anos. Ao início do mandato do actual presidente, quando atingimos a pior classificação de sempre no campeonato, comprávamos jogadores que comprovaram ser autênticas nulidades, vendíamos outros para pagar despesas correntes, despedíamos treinadores como quem muda de camisa e éramos alvo de chacota generalizada.

 

Acrescento o óbvio: este é um repto que apenas se destina a sportinguistas. Da nossa casa tratamos nós.


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Afinal temos casório
Edmundo Gonçalves

Numa tomada de posição quase inédita, o presidente veio assumir a sua responsabilidade pela época desastrosa (o adjectivo é meu), ao mesmo tempo que pede apoio para o que ainda resta jogar, não perdendo de vista o título. Uma possível contradição, uma vez que afirma também que se iniciará já a preparação da próxima época. A nota mais importante desta comunicação é o facto de não se colocar em causa Jorge Jesus e o reconhecimento do falhanço de algumas contratações. Ainda a nota de que o plantel irá emagrecer, coisa esperada dada a ausência de objectivos.

Importante também o reconhecimento implícito da falta de alguém que trabalhe a nível psicológico, o plantel.

Por uma vez, a culpa não morreu solteira. É um enorme avanço.

 

Eu assumo sempre o que escrevo e defendi aqui no início da época (no início de Setembro, para ser mais correcto) que estava entusiamado com os nomes que tinham chegado ao Sporting. À partida eram opções experientes, com condições de nos darem garantias de alternativa a quem já estava e que construiriam um bom plantel. Recordo-me de ter feito uma ressalva a Markovic e de que precisávamos de um lateral esquerdo; Confesso que o primeiro, mais porque entendi que a sua contratação era uma resposta ao "affair" Carrillo e não tanto pela sua suposta qualidade. Veio-se a verificar que os péssimos desempenhos em Inglaterra e na Turquia não foram episódicos, infelizmente.

Retomando. Eu e muitos sportinguistas ficámos entusiasmados com um plantel que no papel tinha todas as condições para lutar pelo título, principalmente depois de uma pré-época fraquinha, para ser simpático, com alguns dos jogadores que agora todos queremos que regressem (eu incluído!), convém não esquecer.

Isto como os jogadores são como os melões, infelizmente só deu certo com Bas Dost.

A juntar ao pesadelo, os motores da equipa teimam em não carburar, Adrien a espaços e William quase sempre, são uma sombra dos jogadores da época passada. Reflexos do Euro, ou de uma gorada saída, é isso que eu gostaria de entender. Falta de força, ou falta de vontade/empenho?

A defesa, que tão bom desempenho teve o ano passado, é hoje um passador e muito por culpa da falta de um defesa esquerdo de qualidade e nalguns jogos da falta, mesmo, de um defesa esquerdo. Elogiei aqui a astúcia de Jesus na primeira vez que utilizou Bruno César a DE e penso que muito bem, mas as surpresas são isso mesmo, surpresas e só o são por uma vez; A partir daí todo o treinador que nos defronta sabe que é por ali que deve ir. E aqui está a explicação não só para o buraco da defesa, mas para os cartões de Rúben Semedo, Coates e Paulo Oliveira: O que por acidente esteja do lado esquerdo, tem que fazer inúmeras vezes de pronto-socorro e a fava calha quase sempre a Semedo, daí as entradas à queima e os cartões.

Eu entendo a simpatia para com João Pereira, mas terá sido avisado deixá-lo sair sem qualquer alternativa, com Schelotto lesionado numa fase crucial da época?

 

Num grupo de alta competição, diariamente escrutinado, sujeito a enorme pressão, é imprescindível apoio na área da "cabecinha". O Sporting contratou um profissional para o efeito e a ver pelos resultados do ano passado, terá cumprido bem a sua função. Saiu e não se sabe bem porquê, ainda que isso seja irrelevante para o caso, o que teria sido avisado era a contratação, de imediato, de alguém que continuasse o seu trabalho. Não, deixou-se essa tarefa a Jesus, que sabe tão bem motivar um grupo, como eu sei enfrentar uma manada de búfalos e o resultado está à vista.

Parece-me que o que há que recuperar é a confiança dos jogadores no treinador, que andará pelas ruas da amargura e aqui o papel principal cabe ao presidente. Jesus, que é um bom treinador, talvez o único neste momento capaz de tirar a equipa do atoleiro onde se encontra, deve ser resumido à sua profissão.

Espero que o comunicado do presidente, ao assumir responsabilidades, aponte para uma mudança radical nos comandos do futebol.

É que há coisas para as quais Jesus não foi talhado e o presidente não percebeu. Ou foi condicionado, o que é ainda mais grave.


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Acho que o Bruno de Carvalho esteve bem até certa altura, mas desculpar todas as sucessivas eliminações (de todas as competições no ano passado e as deste ano) com ataques ao Benfica e às arbitragens não esconde nem justifica que não olhemos para dentro antes de olhar para fora.»

Bruno, neste meu texto


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Demasiado mau
Pedro Correia

Vimos de tudo um pouco neste Chaves-Sporting de que resultou a nossa eliminação da Taça de Portugal.

Vimos um treinador castigado sem confiança no seu adjunto, dando-lhe ordens o tempo todo por telemóvel.

Vimos um adjunto à rasca, incapaz de tomar decisões sem ouvir a voz do "além".

Vimos um presidente no banco dando instruções ao Bruno César como se fosse treinador.

E vimos sobretudo uma equipa sem a menor vontade de ganhar que aos 15 minutos já podia estar a perder 0-2 se não fosse a grande exibição de Beto.

 

Tudo mau. Demasiado mau.


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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017
Pensar em grande
Luciano Amaral

Este ano lutamos para ficar em 7º.


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Justiça
Edmundo Gonçalves

Hoje o Chaves venceu o Sporting por 1-0, nos quartos de final da taça de Portugal. Resultado mais que justo e que peca por escasso, tal o domínio da equipa da casa.

O "Peter", a melhor aquisição do Sporting, esteve mais uma vez em grande. Tudo o que podia correr mal, correu. Desde  as lesões dos que entraram e que até nem estavam mal, até a Ruíz, que o ano passado nos lixou o campeonato e este ano nos lixa a taça. Como pior não podia acontecer, André, que com este resultado terá que ir a andar, provavelmente ficará por aqui, dependendo da gravidade da lesão.

Jogámos mal, muito mal mais uma vez e temo que com esta dinâmica uma entrada gloriosa na liga Europa seja o nosso destino, se o Guimarães escorregar num jogo ou noutro.

 

Salvaram-se Gelson e Beto, benza-os Deus.

 

Comprometimento? Bahhhhh...

 

Ah! e que se arranje para aí um casamento para a culpa e se perca a vergonha de dar nomes aos bois.


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Fim da linha
Pedro Correia

17 de Janeiro: o Chaves acaba de dar um pontapé no Sporting - o segundo em três dias, atirando-nos para fora da Taça de Portugal com um golo solitário aos 87', confirmando-se a tendência registada em várias outras partidas de perdermos ao cair do pano. Desta vez com uma bola oferecida pelo inenarrável Bryan Ruiz. Mas podia ter sido no minuto anterior, com outra bola oferecida por Coates na marcação de um simples pontapé de baliza.

Dissemos adeus à última competição em que alimentávamos ainda hipóteses reais de conseguir um troféu. Depois de termos sido eliminados da Liga dos Campeões, de termos falhado a qualificação para a Liga Europa, de termos sido afastados da Taça CTT e de termos perdido mais pontos na primeira metade do campeonato do que perdemos em toda a Liga anterior - de tal maneira que estamos agora a oito do Benfica, quatro do FC Porto e dois do Braga. Com menos dez do que tínhamos há um ano.

Hoje o Sporting voltou a praticar um jogo medíocre, lateralizado, sem velocidade, sem intensidade. Com cinco novos titulares em relação ao desafio anterior, demonstrando que Jorge Jesus é incapaz de fixar uma equipa-base. Um jogo em que não fizemos um só remate nos primeiros 27 minutos, um jogo em que não criámos uma verdadeira situação de perigo, um jogo em que o nosso melhor elemento foi de longe o guarda-redes Beto, com três grandes defesas (9'+12+86').

Fim da linha, portanto. A partir de agora tentaremos apenas não fazer tão mal como fizemos na nossa pior época de sempre, a de 2012/13.

Por mim, entro em contagem decrescente. A pensar na pré-época de 2017/18. O problema é que ainda faltam seis meses: parece-me quase uma eternidade.


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Este será o texto, de todos os que já aqui escrevi, que mais me vai doer. Porque detesto injustiças. E sobretudo ingratidões.

Bas Dost é, comprovadamente, um caso sério a marcar golos. Vai no quarto bis e já leva treze golos marcados. Uma verdadeira máquina goleadora.

Obrigado, é só o que tenho a dizer ao jogador!

Mas custa-me que um homem que marca tantos golos, que se esforça e luta, como outros não o fazem, não veja o prémio dos seus remates certeiros plasmado em vitórias.

Esta é a injustiça de que falei acima.

A ingratidão encontra-se nas declarações de  Jorge Jesus ao dizer que o Sporting não pode depender de Bas Dost. Será que o actual treinador do Sporting tem consciência do que afirmou?

Qualquer boa equipa está dependente de um jogador: o Real Madrid depende de CR7, Mourinho está dependente de um sueco com nome eslavo e Leonardo Jardim de um colombiano com nome de ave de rapina.

Só Jesus quer ser diferente... Mas porquê?

Senhor Bas Dost... não ligue ao treinador. Continue a marcar os seus golos...

Pode ser que um destes dias a nossa equipa ainda ganhe um jogo sem sofrer golos.


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O tudo ou nada
João Távora

Taça.jpg

Com o passar dos anos às vezes cansa ser do Sporting, um fado ao qual uma pessoa de carácter não vira costas, faça sol ou faça chuva. E eu, para ser sincero, já não penso tanto no meu interesse, mas, como refere em baixo o Pedro Correia, penso nas novas gerações (nos meus filhos) que nos últimos anos encheram-se de expectativas perante a aparência daquilo que parecia ser um processo consistente de crescimento da equipa e do clube. Sem resultados não é possível manter-se essa ilusão, que urge materializar-se em vitórias. E logo à noite joga-se um dos mais prestigiados troféus de Portugal, a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. Para ultrapassarmos este desafio exige-se que o Sporting coma a relva e dê um espectáculo de futebol como já fez este ano por exemplo com o Real Madrid e… ganhe o jogo.

Se isso não acontecer, temo que os danos sejam muito mais graves que a eliminação da Taça propriamente dita. Por tudo isto logo mais exige-se um Leão com muita raça e com as unhas de fora.


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Bombeiro voluntário?
Edmundo Gonçalves

Não sei se a grande maioria dos leitores do blog sabem como funciona grande parte das corporações de bombeiros, nomeadamente os voluntários; É mais ou menos assim: Há uma direcção, eleita pelos sócios das associações e um corpo de bombeiros, com uma cadeia de comando perfeitamente definida e hierarquizada. As direcções têm um presidente e em regra vários vices e vogais e a sua missão é fazer funcionar ambas as vertentes das associações, digamos que a parte "civil" e a parte "militar", sendo que civil está para tudo o que não tenha a ver com o corpo de bombeiros. Às direcções das associações compete propôr a nomeação do comandante e as várias promoções e nomeações dentro do corpo de bombeiros (segundo comandante, adjuntos de comando, chefes, etc.). Há no entanto nesta engrenagem uma relação que desde sempre me causou muita confusão e que é a de que numa associação de bombeiros voluntários, os bombeiros, desde o comandante ao mascote, não têm qualquer relação de hierarquia com a direcção das associações a que pertencem. Ou seja, uma associação de bombeiros voluntários é um corpo bicéfalo, mas onde apenas uma cabeça se preocupa com as contas, a direcção e por maioria de razão, os associados. Os bombeiros respondem apenas ao comandante e este ao comando distrital. Ou seja, a direcção não mete "prego nem estopa" no assunto. Haverá outras realidades, mas as que conheço funcionam mais ou menos nestes moldes (havendo até "guerras" entre corpo e direcção).

Vai longo o intróito que poderia ser desnecessário, mas vem a propósito de uma visita ao "quartel" do "presidente da associação" Sporting Clube de Portugal, ao que parece, para dar uma reprimenda ao "corpo de bombeiros". Com queixas várias sobre o desempenho dos operacionais, o presidente entendeu falar com o grupo, a quem todos sabemos são dadas todas as condições para o exercício da sua função; Carros de incêndio de último modelo, ambulâncias topo de gama, agulhetas do último grito, fardamento de excelência e até a nomeação de um comandante conhecedor da técnica do contra-fogo.

Ao que consta, o comandante não terá estado nessa reunião, onde se diz que o presidente levantou a voz (há quem diga que foi apenas quando a sirene tocou o meio-dia e para se fazer ouvir).

Esta ausência do comandante causa-me algum espanto. É que ao contrário das associações de bombeiros voluntários, aqui o comandante é hierarquicamente dependente do presidente e o primeiro responsável pela má prestação do grupo. Deveria ter lá estado!

Se querem que vos diga, fez muito bem o presidente. Não tendo conhecimento de outras ocasiões em que tivesse esta atitude, até acho que pecou por tardia. Descontando o exagero normal dos jornais que têm a sua agenda perfeitamente definida, uns berros na altura certa serão muito mais eficazes que palmadinhas nas costas e "vamos continuar a trabalhar e lavantar a cabeça".

Hoje os jogadores têm capacidade de entender que são parte da engrenagem e que se lhes obriga que criem riqueza, porque os seus ordenados dependem disso; Até uma possível transferência ou aumento de vencimento, está dependente do seu desempenho. O mesmo vale para os treinadores. E ao que temos assistido nos últimos meses, é a uma atitude de perfeito desleixo por parte da equipa. Meias partes de avanço são já incontáveis e situações de termos que correr atrás do prejuízo são recorrentes. Praticamos um tiki-taka ranhoso de "para trás e para o lado" que pensávamos já eliminado do clube, comprámos muito e mau e pior, o que temos usamos mal e nos lugares errados. Somos previsíveis e como diz uma amigo do peito e mais doente que eu, "uns passarinhos", qualquer treinador de média qualidade sabe ler e contrariar o nosso "sistema" de jogo.

Fez muito bem o presidente em chamar os jogadores à razão e exigir-lhes empenho, sim senhor! O futebol não é uma ciência exacta, há sempre três resultados possíveis, mas se lá dentro houver querer, empenho, entrega, profissionalismo, estaremos sempre mais perto de vencer. Gostem as virgens ofendidas ou não da atitude. Presidente castrado, não!

 

Por isso é que, com todo o respeito que me merecem todos os "bombeiros", aqui quem manda é o presidente da direcção. É que para além de ter que arranjar o dinheiro para a máquina funcionar, ainda tem que correr a apagar fogos.


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«Dizem-me que os jogadores já não respeitam nem ouvem o presidente.»

Pedro Madeira Rodrigues, ontem, na Rádio Renascença

 

«Neste momento o presidente perdeu o balneário, não tenho dúvida nenhuma.»

Pedro Guerra, ontem, na TVI 24

 


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Nota 10!
Edmundo Gonçalves

Se o segundo melhor levou 8,6 e fez a porcaria que fez, este que é o melhor e já este ano em Guimarães ofereceu dois golos ao Vitória, terá certamente nota máxima.

E entretanto o gozo continua, o que me leva a perguntar o que foi um representante do Sporting fazer ao beija mão à reunião da semana passada.

Sem desprimor para os autênticos... Palhaçada!


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«Não quero idas ao balneário nem explicações aos adeptos, com direito a transmissão televisiva. Não quero declarações públicas dos nossos capitães, logo extraviadas por um qualquer desvairado. Quero ver uma equipa com raça, a jogar e a rematar à baliza. A marcar golos e a vencer. Quero um Sporting ganhador, uma equipa fantástica, que por ela “irei onde o coração me levar”.»

José Vieira, neste meu texto


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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

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Está quase!

 

 

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É sempre assim. Rui Patrício coloca a bola num dos centrais, que a remete para um lateral. Este ou progride uns metros com ela ou apressa-se a devolvê-la ao central, que por sua vez a transfere para o médio defensivo. William, o primeiro pensador da equipa, deixa a bola bem colocada nos pés de Adrien, outro pensador e um transportador de luxo no eixo do terreno. Não tarda muito, a bola está com Gelson Martins, que faz dela o que quer na ponta direita, terminando no entanto quase sempre com um centro desfeito pela defensiva adversária.

O Sporting constrói o seu jogo quase sempre da mesma maneira - a que descrevi no parágrafo anterior. Com exagerada tranquilidade nas situações de posse de bola e uma tremideira inexplicável quando a perdemos. Com um número excessivo de passes curtos que conduzem a situações de bloqueio a meio-campo, forçando atrasos ao guarda-redes e o recomeço da construção ofensiva exactamente nos mesmos moldes.

 

Ao manter a linha defensiva muito avançada e os laterais actuando como extremos na tentativa reiterada de bombear a bola na área após o fracassado cruzamento inicial de Gelson, a nossa equipa torna-se demasiado previsível e presa fácil até para adversários medíocres, que se apresentam em campo com a lição bem estudada. Qualquer contra-ataque rápido leva o pânico ao nosso reduto defensivo, apanhado vezes sem conta desposicionado.

Adaptar este modelo, tornando-o mais versátil e sinuoso, menos previsível e ajustado às características dos intérpretes, é missão prioritária do treinador, que deve conferir-lhe dinâmica. Porque a posse de bola dissociada da linha de baliza, sem velocidade nem convicção ofensiva, pode deslumbrar os amantes domésticos do tiquitaca mas só por mero acaso nos conduz à conquista de troféus.

 

E é isso que nós queremos: troféus. Chega de basófia para alimentar manchetes, chega de refregas verbais com terceiros, chega de alusões aos violinos do passado. São já demasiados anos sem inscrevermos o nome do Sporting na galeria dos campeões nacionais em futebol. Há milhares de adeptos muito jovens, de inquebrantável espírito leonino, que aguardam isso, que exigem isso, que merecem isso.

Em nome destes adeptos que nunca festejaram um título de campeão, este Sporting de Bruno de Carvalho e Jorge Jesus tem a obrigação de tudo fazer para não lhes defraudar o grande sonho, tantas vezes adiado.


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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Não é hábito lançar este post em jogos que não sejam do campeonato.

No entanto, sendo por agora este o jogo mais importante da época, na minha modesta opinião, e tendo havido alguns erros de casting no último com o mesmo adversário e no mesmo palco e estando ainda um dos titulares impedido (acho), quem gostariam de ver entrar de início no jogo da taça de Portugal, amanhã?

Curiosamente ou talvez não, reflexo do que pensam os sócios e adeptos, raramente o onze inicial corresponde ao escolhido por Jesus. Não quererá dizer grande coisa, provavelmente, nem traria resultados diferentes, mas que Jesus tem andado em contra-mão com a maioria dos nossos "treinadores", é um facto.


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«Equipa a entrar amorfa e apática, não se sentindo minimamente motivada com o empate do carnide; posse de bola inconsequente e sem criar perigo; bloco defensivo altíssimo e equipa apanhada em contragolpe vê-se a perder logo aos 4 minutos (perdemos desta forma com Rio Ave, Legia, Carnide, Braga, mas o JJ não aprende). (...) A equipa não tem atitude competitiva, é incapaz de segurar um resultado e treme com qualquer adversário. Não há uma goleada, um resultado convincente, nada! Zero! Bola!»

Wond3rboy, neste meu texto


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Domingo, 15 de Janeiro de 2017

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Chaves-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 18

Gelson Martins: 14

André: 13

Adrien: 13

Alan Ruiz: 12

Esgaio: 12

Coates: 12

William Carvalho: 12

Paulo Oliveira: 11

Bryan Ruiz: 11

Bruno César: 11

Campbell: 10

Rui Patrício: 10

Rúben Semedo: 7

 

Os três jornais elegeram Bas Dost como melhor sportinguista.


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O ponto
Edmundo Gonçalves

Já se percebeu que despedir Jesus não é viável, não que não fosse solução.

O ponto é este: Estará Jesus disponível para prescindir da choruda indemnização a que tem direito se o despedirem, considerando que a cada mês que passa o seu valor como treinador se desvaloriza?

Em resumo, estará Jesus interessado em relançar a sua carreira noutro lado, ou está acomodado no Sporting, acolchoado por um ordenado que dificilmente lhe pagarão em qualquer outro clube?

 

Sim, porque a esta altura do campeonato, nem ele próprio "acarditará" em si e na equipa e pela espiral de desânimo e de falta de crença a que assistimos, a desgraça não acabará por aqui.

 

Depois há a desvalorização dos activos, que com o que vai acontecendo, é um facto concreto e terrível para as contas do clube.

 

Em resumo, está nas mãos de Jesus reverter a situação. Depende dele e isso é muito delicado para o Sporting.


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1) Não há como o lampião para ser ridículo: quando ganham com óbvio gamanço, são uns gandas machos e mandam os outros "jogar é à bola". Quando perdem ou empatam jogos, mesmo que as arbitragens não tenham qualquer influência no resultado, choram ao gamanço que nem madalenas. Graças a Deus não nasci lampião.

 

2) O Sporting apresenta um futebol preocupantemente ridículo. Já acreditei mais do que agora que, algures durante esta época, as coisas mudariam. Repare-se: empatámos e não andamos a queixar-nos dos árbitros.

 

3) Ridícula a relação de Jorge Jesus com Bas Dost. Bas Dost é a única coisa muito boa deste Sporting, juntamente com Gelson. Por isso, vai em primeiro no que lhe compete: é o melhor marcador do campeonato. Pudesse a equipa dizer o mesmo. Mandar o bitaite numa conferência de imprensa de que o Sporting não pode depender de Bas Dost é assim a modos que convidá-lo a não marcar golos. Como ele teve o desplante de marcar dois ontem, Jesus foi obrigado a impedi-lo fisicamente, tirando-o do campo (e mantendo André, que voltou a ter um falhanço ridículo, sozinho em frente ao guarda-redes). Quando precisou dele para tentar marcar o terceiro golo, já lá não estava. Ridículo.


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