Terça-feira, 31 de Janeiro de 2017

O futebol são essencialmente golos. Muitos golos...

No passado sábado Bas Dost repetiu o par de golos que já nos habituou nos últimos jogos (creio ter sido o quinto bis), cimentando com eles uma belíssima vitória do Sporting.

Digam o que disserem, o gigante holandês parece estar como peixe na água nesta equipa, valendo-se dos seus méritos como goleador.

Neste pequeno campeonato que eu próprio inventei, Bas Dost leva já 16 golos marcados. A continuar assim poderá chegar à belíssima média de um golo por jogo. Algo que é de assinalar e que bateria Slimani com grande margem.

A próxima jornada leva-nos até à Invicta para defrontar o FCPorto. Espero que o nosso ponta de lança continue a fazer jus a um epiteto que ouvi recentemente em Alvalade: o Big Bas!


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Os jarretas (41)
Pedro Correia

 

- Tenho-te visto pouco pelo estádio... 

- Deixei de ir. Há meses que não vou.

- Então porquê?

- É uma forma de protesto.

- Protesto? Contra quem? Contra os lampiões?

- Deixa lá estar os lampiões que não chateiam ninguém. Muitos até são simpáticos e fofinhos. O protesto é contra o Bruno.

- O que fez ele agora?

- Então tu não sabes? Ele passou a contar cada espectador a dobrar, só para dar ideia de que há muito mais gente no estádio do que realmente há.

- A sério?!

- Juro. Sei isto de fonte limpa. Aliás, sei de duas fontes. Nunca digo nada sem antes me informar devidamente junto de duas fontes.

- Mas ao certo o que é que se passou?

- Olha, ainda agora na última jornada aconteceu. Ele mandou dizer que estavam 43.843 pessoas em Alvalade e estavam muito menos que isso. Trinta mil, não mais. Muitas clareiras, muito buraco - sem contar com o fosso. O gajo é um aldrabão.

- Mas olha lá: como sabes tu isso se há meses não pões os pés no estádio?

- Já te disse que sei! As minhas fontes garantem.

- E pode saber-se quem são as tuas fontes?

- A ti posso dizer, sem problema. Um delas é o Pedro Madeira Rodrigues. Homem sério, respeitável, incapaz de enganar. Assume sempre o que diz. Aprecio-o tanto que sou até capaz de voltar a pagar quotas só para poder votar nele no dia 4 de Março.

- Tenho as minhas dúvidas. Dizem que ele nem contribuiu para a Missão Pavilhão...

- E que mal há nisso?! Mais um motivo para eu o admirar. Também não pus um tostão nesse elefante branco, nessa peça de propaganda do brunismo! Já viste como aquele mamarracho veio desfigurar a paisagem?

- Mas disseste que tinhas duas fontes. Quem é a segunda?

- É o outro Pedro.

- Qual Pedro?

- O Pedro Guerra. Ele também disse que o Bruno anda a martelar os números de espectadores. 

- Mas esse gajo é lampião!!

- E que tem isso? Deixa lá estar os lampiões que não chateiam ninguém. Muitos até são simpáticos e fofinhos.

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 «O maior erro que o Sporting pode cometer é continuar a agarrar-se à arbitragem. Continuam agarrados às questões do erro de arbitragem!»

Pedro Guerra, TVI 24 (23 de Janeiro)

 

 «Tem que se dizer basta! O Benfica tem sido sistematicamente prejudicado pela arbitragem! O que é que se passa?! Os árbitros têm medo de quê?»

Pedro Guerra, TVI 24 (30 de Janeiro)


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«Valeria a pena a Bruno de Carvalho nos próximos dias convidar um conjunto de homens do futebol para se aconselhar quanto ao que levar à equipa técnica e aos jogadores no sentido de lançar uma mobilização especial para a segunda volta? É uma ideia. Penso que agora é uma hora para o presidente.»

J. Ramos, neste meu texto


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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017

Comunicação do presidente do Sporting Clube de Portugal, no facebook:

 

"Neste momento, sinto a obrigação de me dirigir a toda a Nação Sportinguista pois, ao contrário do que foi pedido, estamos num período em que têm surgido ataques internos inadmissíveis num Clube da nossa dimensão.

Vivemos um período delicado em que o trabalho deve prevalecer sobre os interesses pessoais de cada um. Ainda não existe qualquer candidato formal à Presidência do Sporting CP, tão só e apenas protocandidatos, uma vez que ainda não houve a entrega de qualquer lista a ser sufragada. Mas tem havido ruido, muito ruido, e afirmações muito graves.

Existe um sócio do Clube que, tendo apelado a que este fosse um período de elevação, tem demonstrado fazer exactamente o contrário:

1. Acusa pessoas de estarem a ser pressionadas a fazer o que não querem e, confrontado, não concretiza;

2. Acusa o Clube de estar com problemas na formação do futebol, quando todos os escalões estão em 1º lugar ou a lutar pela liderança, ignorando inclusive que na última convocatória das selecções nacionais jovens fomos o Clube mais representado;

3. À porta de jogos fundamentais, para ainda podermos lutar por objectivos importantes, desestabiliza totalmente o balneário contabilizando de forma deprimente quantos jogos o actual treinador supostamente ainda irá dirigir. Para quem jogou à bola, a aprendizagem foi pouca e o respeito pelo Clube é nulo;

4. Acusa o Clube de estar a mentir nas assistências, prejudicando a reputação do mesmo junto dos actuais patrocinadores e parceiros e dos que estamos a negociar. Mentiras gratuitas que em nada contribuem para as eleições mas que mancham o Clube e a SAD com prejuízos que ainda terão que ser apurados;

5. Diz que tem investidores para comprar a Academia e jogadores (aumentando o passivo e revelando total desconhecimento da reestruturação que foi feita e das suas obrigações), mas diz que pagará como se de irmãos se tratassem. Sendo a Sporting SAD uma empresa cotada, afirmações destas levantam suspeição sobre a origem dos dinheiros e o interesse de investir “como irmãos”, colocando-nos sob um radar de suspeita de que não necessitamos e, muito menos, aceitamos. O Sporting CP não precisa de recorrer a este tipo de soluções para resolver o que já está resolvido: a Academia ou a aquisição de jogadores. Isso foi há 4 anos, e este tipo de afirmações só nos denigrem perante os rivais e o mercado;

6. Diz que os sportinguistas ladram, o que é ofender e humilhar toda a Nação Sportinguista que passou a ser alvo de chacota depois dessa afirmação;

7. Diz que o Sporting CP nunca investiu tanto nas modalidades e isso preocupa-o pois é voltar ao despesismo. Falta dizer que, ao mesmo tempo, foi sempre apresentado lucro, coisa que não acontecia há muitos anos;

8. Falam de prémios atribuídos ao Presidente, que em nada correspondem à verdade, lançando dúvidas e lama sobre o líder do Clube que querem servir e que, em momento algum, pode viver sem liderança, ou com esta a ser maldosa e caluniosamente fragilizada e minada.

Na vida não vale tudo e, por enquanto, não existem candidatos, apenas o Presidente. E, porque coloco o Clube acima de qualquer outra agenda, não abdico do meu mandato em toda a sua plenitude até ao dia que, por vontade dos Sócios, deixe de o ser. Sendo assim, e tendo esperado muito tempo para ver se estas intervenções caluniosas e prejudiciais paravam ou, no mínimo, diminuíam, fui estando calado.

Agora, não posso mais. O Sporting CP não pode ser prejudicado por este tipo de intervenções absurdas e sem respeito institucional, reveladoras de total falta de noção da realidade e que apenas têm servido para prejudicar, de forma factual, o Clube. E diminui-lo perante os nossos rivais e parceiros. Ser candidato deve significar um debate sério e elevado de ideias e projectos e não um ataque, vil e calunioso, que prejudica exclusivamente o Clube mostrando a falta de apego ao Sporting CP de quem o desfere, revelando apenas a sede do poder pelo poder.

Seja quem for que entregue as listas até ao dia 2 de Fevereiro, que saiba estar à altura desta enorme Instituição que merece o melhor de quem a serve ou de quem a quer servir.

Vamos todos focar-nos no que realmente interessa: todos ao Dragão a apoiar o nosso Clube, o Sporting Clube de Portugal! E também todos a apoiar nos pavilhões, recintos, ringues, pistas e piscinas em que estivermos a competir! Viva o Sporting Clube de Portugal!"

 

Agora venham p'ra cá com a treta do costume...


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Video-árbitro
Edmundo Gonçalves

Já tinha aflorado neste post esta questão. Passou despercebido e não foi sequer comentado, talvez por aparecer como nota de rodapé.

Hoje o Mister do Café, com mais profundidade e com exemplos concretos, volta ao assunto.

Para reflectir.


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Mais do mesmo
Pedro Correia

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O Moreirense, simpática equipa considerada menor do futebol português, conseguiu uma proeza digna de registo: conquistou a Taça CTT, após eliminar as equipas que seguem nas três primeiras posições no campeonato. Primeiro o FC Porto, depois o Benfica, enfim o Braga.

É o primeiro troféu nacional - inteiramente merecido - a viajar para Moreira de Cónegos. Motivo de notícia? Claro que sim. Para todos os desportivos? Claro que não. A Bola prefere dedicar 90% da sua capa de hoje ao clube do seu coração - aquele que vocês sabem.

"Mitroglou contra os fantasmas" é o título garrafal escolhido pelo matutino da Queimada nesta primeira página, que merece figurar na vasta antologia de bizarrias do jornal que já foi um dos mais prestigiados da imprensa portuguesa. Enquanto o grego mais tatuado do futebol português merece uma foto gigantesca, Augusto Inácio tem direito a uma imagem pequenina, com o troféu, ao lado do inócuo título "Cónegos para a história" que muitos nem sequer entenderão.

"Há que reagir à traumática derrota com o Moreirense", assinala ainda A Bola nesta primeira página. Fiel à sua linha editorial, como um grito de incentivo ao SLB. Destaque ainda para "Bernardo Silva brilha no empate com o PSG" e "Gonçalo Guedes estreou-se pelos parisienses" (entrou em campo aos 87...). O nome de qualquer destes meninos impresso em corpo tipográfico mais destacado do que o de Inácio.

Palavras para quê? É mais do mesmo.


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Parabéns, Leão!
Pedro Correia

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Augusto Inácio conquistou a Taça CTT como técnico do Moreirense, após ter derrotado o FC Porto na fase de grupos, eliminado o Benfica nas meias-finais e vencido o Braga há pouco na final, disputada no Algarve. Uma brilhante conquista deste Leão, que tem no seu currículo a conquista de campeonatos para o Sporting como jogador e como treinador.

Para esta proeza inédita do Moreirense - que leva enfim um troféu nacional para a sua sala de troféus - muito contribuíram os jovens sportinguistas Francisco Geraldes e Podence, que estão quase de regresso a Alvalade, e o nosso ex-jogador Dramé, cedido no último defeso ao clube de Moreira de Cónegos.

Parabéns a todos eles. E sobretudo ao Inácio, que continua a exibir a sua inconfundível garra leonina.


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«Em relação ao Presidente, espero que o erro do ano passado não se repita. Concordo que as posições demasiado agressivas e guerreiras perturbem e coloquem pressão na equipa. Ainda por cima uma equipa jovem. Deveria ponderar e adoptar novas medidas.»

GreenLeo, neste texto do José da Xã


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Domingo, 29 de Janeiro de 2017

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Bas Dost: 18

Alan Ruiz: 17

Rui Patrício: 17

William Carvalho: 17

Adrien: 16

Paulo Oliveira: 15

Schelotto: 15

Bryan Ruiz: 14

Bruno César: 13

Palhinha: 12

Rúben Semedo: 12

Marvin: 5

Matheus Pereira: 1

 

O Jogo  elegeu  Bas Dost  como figura do jogo. A Bola e o Record optaram por Gelson Martins.


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Porque é que nunca estou descansado quando o Sporting de Jorge Jesus está a ganhar por 3-0? Talvez venha a descobrir no dia em que deixar de estar descansado pelo facto de o Sporting de Jorge Jesus estar a ganhar por 4-0.


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Leitura recomendada
Pedro Correia

Os alertas de Vítor Serpa. Do Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia.


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Infantino 1 Sporting 0
Francisco Chaveiro Reis

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O Sporting voltou a ganhar e a convencer, Dost voltou a bisar e Gelson fez um golaço. Mas no dia seguinte, o destaque d'A Bola vai para Infantino. Com Eusébio na mão.

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«O tempo do amor à camisola já lá vai, ficou com Laranjeira, Carlos Xavier, Manuel Fernandes, Oceano e outros; pelo meio houve Futre, Figo e até Ronaldo. Hoje o "money" é tudo e até reconhecemos que a carreira é curta e os jogadores têm que acautelar o futuro. Deixar a pele em campo, comer a relva, são expressões do passado.»

Leão de Queluz, neste meu texto


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Sábado, 28 de Janeiro de 2017

Regresso às vitórias, que nos fugiam desde 8 de Janeiro, quando derrotámos por 2-1 o Feirense em casa. Esta noite recebemos e vencemos o Paços de Ferreira - a mesma equipa que nas duas épocas anteriores tinha vindo empatar a Alvalade.

Foi uma primeira parte brilhante, com três golos leoninos. O primeiro através de uma grande penalidade convertida por Adrien, o segundo conretizado pelo matador holandês que cada vez mais destaca na liderança dos goleadores deste campeonato e o terceiro coroando uma magnífica jogada individual de Gelson Martins, que voltou a ter outra noite mágica em Alvalade, logo após ter visto renovado o contrato que o liga ao clube.

O desafio prometia uma goleada que não chegou a suceder porque os jogadores se desconcentraram no segundo tempo, William Carvalho passou a jogar condicionado por ter recebido um amarelo aos 45' e Adrien também se mostrou mais retraído por recear ficar igualmente amarelado, o que o deixaria de fora da deslocação ao Dragão, a 4 de Fevereiro. Foi o pior período do Sporting, em que a nossa defesa voltou a tremer, concedendo dois golos da equipa visitante.

O cenário só não se agravou porque Bas Dost - sempre ele - voltou a acertar com a baliza, com um impressionante grau de eficácia. O quarto golo leonino sentenciava enfim o jogo, presenciado por uma entusiástica falange de apoio nas bancadas. Prova evidente de que, por mais crises que surjam, o 12.º jogador nunca vira a cara à luta. É bom sabermos que os nossos jogadores fazem o mesmo.

Deles não exigimos menos que isso.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Com duas grandes defesas, aos 45' e aos 58', demonstrou não ter ficado abalado pelos frangos consentidos frente ao Marítimo. Nos golos foi atraiçoado por uma defesa displicente.

SCHELOTTO (5). Teve o melhor momento com a assistência feita para o segundo golo - cruzamento perfeito para Bas Dost marcar. Correu imenso mas nem sempre com nexo. Demasiado passivo nos dois golos do Paços.

PAULO OLIVEIRA (5). Regular, mas sem rasgos. Pareceu intranquilo em diversas fases do jogo. O adiantamento de Schelotto forçou-o a acorrer com frequência às dobras na lateral direita, nem sempre com acerto.

RÚBEN SEMEDO (5). Dotado de técnica superior à do colega do eixo defensivo, voltou ao onze após castigo. Bom desarme aos 24'. No entanto, não está isento de culpa no segundo golo sofrido.

BRUNO CÉSAR (6). Dinâmico como lateral esquerdo, nunca se desconcentrou nas tarefas defensivas. E foi um poço de energia no apoio ao ataque, embora sem tentar os remates de meia-distância a que nos habituou. Saiu aos 89'.

WILLIAM CARVALHO (5). Sabia que não iria ao Dragão se visse um amarelo. Acabou por vê-lo antes do intervalo. Imprudência do subcapitão, que teve o melhor momento na assistência para o golo de Gelson num passe longo.

ADRIEN (6). Finalmente o Sporting marcou um golo de penálti neste campeonato. A proeza coube a Adrien, que não vacilou na marca dos onze metros abrindo caminho ao triunfo leonino. O capitão saiu aos 60' para evitar um amarelo.

GELSON MARTINS (9). Fabulosa exibição do jovem internacional, com um golo de bandeira (35') que se candidata a um dos melhores do campeonato. Único titular absoluto desta equipa, tornou-se imprescindível. O melhor em campo.

BRYAN RUIZ (6). Talvez a melhor exibição do costarriquenho na Liga 2016/17. Mais dinâmico e com bom sentido posicional. Deslumbrou com uma vistosa jogada individual aos 16'. Foi influente até quebrar fisicamente.

ALAN RUIZ (7).  Nota muito positiva para o argentino, com intervenção no lance de que resultou o penálti e protagonista da grande abertura para Schelotto de que resultou o segundo golo. Substituído aos 74'.

BAS DOST (8). Mais dois golos, à ponta de lança. O primeiro incutiu ainda mais energia ofensiva à equipa: foi um verdadeiro tónico. O segundo sossegou os ânimos, garantindo a vitória. Já soma 16 remates vitoriosos.

PALHINHA (5). Estreia em Alvalade como jogador da equipa principal. Começou nervoso, ao substituir Adrien aos 60', com alguma falta de sentido posicional. Foi melhorando. Bons apontamentos na fase final, ao reter bem a bola.

MARVIN (3). Entrou aos 74', rendendo Alan Ruiz e fazendo avançar Bruno César. Dois minutos depois destacou-se pela negativa, com responsabilidade no segundo golo da equipa visitante. Oscilou entre a mediana e a mediocridade.

MATHEUS PEREIRA (-). Substituiu Bruno César aos 89'. Estreia absoluta deste jovem da nossa formação no campeonato em curso. Um sinal do treinador de que pretende apostar mais nele? Esperemos que sim.


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Gostei

 

Do regresso às vitórias. Apos os empates em Chaves e no Funchal, regressámos hoje aos triunfos com uma vitória expressiva (4-2) sobre o Paços de Ferreira em Alvalade. A partir de agora não podemos voltar a perder pontos se queremos manter a esperança numa qualificação directa para a Liga dos Campeões.

 

De Bas Dost. O holandês voltou a bisar. Foram dele o segundo golo, aos 32', e o último, aos 78'. Marcou oito nos últimos cinco jogos. E vão 16 desde o início do campeonato - à média de um por cada partida disputada. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo, deslumbrou o público de Alvalade com apontamentos de grande requinte técnico - com destaque para o golo que marcou, aos 35'. Um belíssimo golo que fez levantar o estádio.

 

De Adrien. Fez a diferença, com serenidade e frieza, ao marcar muito bem o penálti de que resultou o nosso golo inaugural, logo aos 12'. Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão não vacilou. Ao nível do estatuto que granjeou como campeão europeu.

 

De Alan Ruiz. Fez a melhor partida pelo Sporting, confirmando que é um jogador de classe. Inicia a jogada de que resulta o penálti e inventou o lance que culminaria no nosso segundo golo. Esteve em grande evidência durante toda a primeira parte: os melhores passes partiram dele.

 

De Matheus Pereira. Jogou apenas os cinco minutos finais, mas Jorge Jesus deu um sinal ao plantel e aos adeptos de que conta com este jovem da nossa formação para o resto da temporada.

 

Da nossa primeira parte. Foram os melhores 45 minutos do Sporting desde o início deste campeonato. Com a equipa muito organizada, compacta, veloz, a trocar bem a bola e uma alegria que contagiou as bancadas. Chegámos ao intervalo a vencer 3-0: um resultado que prometia goleada.

 

Do apoio do público. Segundo números oficiais, esta noite Alvalade recebeu 43.843 espectadores. Prova inequívoca de que a equipa jamais poderá queixar-se de falta de incentivo por parte da mais fervorosa massa adepta do futebol nacional. 

 

De termos visto dois jogadores escapar ao amarelo. Adrien e Bruno César, já com quatro cartões acumulados, podiam falhar o clássico do próximo sábado no Dragão se fossem sancionados neste jogo. Mas escaparam, mesmo tendo sido a partida arbitrada por Fábio Veríssimo, o maior distribuidor de cartões no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a William Carvalho. Jorge Jesus arriscou muito ao fazer entrar o nosso médio defensivo titular, que se sujeitava a ficar fora da partida no Dragão se recebesse outro amarelo. Assim aconteceu, mesmo a acabar a primeira parte: não contaremos com William contra o FC Porto. Melhor teria feito o treinador em convocar João Palhinha desde o início para o lugar de William. Até porque já tinha feito o mesmo no jogo anterior, frente ao Marítimo - uma partida mais problemática do que a de hoje, em que enfrentámos o 14.º classificado da Liga.

 

Do risco acrescido que Jesus correu. Adrien, também quase "tapado" com cartões, permaneceu em campo até ao minuto 60. Num lance fortuito poderia receber um amarelo que o deixaria igualmente ausente do Dragão. Felizmente isso não aconteceu.

 

Dos golos sofridos. O Paços chegou a reduzir a desvantagem para 2-3 com dois golos que resultaram de claras desatenções da nossa defesa, apanhada desposicionada em lances que justificavam maior concentração. Durante alguns minutos, pairou a inquietação em Alvalade. Até Bas Dost desfazer as dúvidas ao marcar o quarto golo leonino.

 

Da goleada que vai tardando. Desde o início da época oficial, protagonizámos só uma: frente ao Praiense, por 5-1, para a Taça de Portugal, há mais de dois meses. É muito pouco, quase nada.


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Chamem o Sherlock
Pedro Correia

Rui Vitória para a equipa de arbitragem: "Depois não venham queixar-se!"

Declaração intrigante. Queixar-se de quê?


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«O ideal era o Presidente e o treinador sentarem-se e discutirem o que está a correr mal e porquê. E já agora, ouvirem o Adrien, o qual seria o porta-voz da equipa. Mais que nunca, o presidente precisa de sangue-frio, de ser presidente e não adepto.»

MB, neste meu texto


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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

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Por uma vez não houve divisões clubísticas. O meu livro Política de A a Z, que tem Rodrigo Gonçalves como co-autor, foi ontem apresentado no Corte Inglés, em Lisboa, numa das sessões literárias mais concorridas alguma vez ali registadas.

Sem clubites, tive o gosto de ver a obra apresentada por dois conhecidos benfiquistas: José Ribeiro e Castro, ex-presidente do CDS, e António Galamba, ex-deputado e ex-secretário nacional do PS. Na assistência, não faltaram ilustres sportinguistas, como os escritores Inês Pedrosa e Francisco Moita Flores, e o ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa António Carmona Rodrigues.

Sem falsas modéstias, confesso-vos que gostei de ver a sala cheia e a obra a escoar-se rapidamente das bancas ali instaladas, dando lugar a uma longa fila para recolha de autógrafos.

Também gostei muito de ver por lá alguns colegas de blogue, como o José da Xã e o Francisco Vasconcelos. E leitores do És a Nossa Fé, como o popularíssimo Carlos Silva, que só ontem tive ocasião de conhecer pessoalmente. Uma das fotografias que aqui publico ilustra aliás o momento em que deixo uma dedicatória no exemplar adquirido por este nosso amigo.

Eis um dos fascínios da blogosfera: a possibilidade de alargarmos os nossos conhecimentos, através da escrita, comunicando com pessoas que de outra forma nunca contactaríamos.

Espero que gostem desta Política de A a Z. Porque nem tudo na vida gira em volta do futebol.

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Realiza-se dia 11 de Fevereiro, um sábado, um grande almoço de confraternização verde e branco em Aljezur.

Todos os Sportinguistas que queiram participar têm à disposição o contacto que aqui partilho.

Um dos objectivos deste encontro é a fundação do Núcleo do Sporting em Aljezur.

Algarvios da zona, aproveitem e façam parte da história do nosso clube, ajudando a fundar mais um núcleo, o nono na zona do Algarve, engrandecendo desta forma o nosso clube.

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Um senhor e um burgesso
Edmundo Gonçalves

Francisco Geraldes, como pode ver-se no Sporting com Filtro, não é o segundo.


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Hoje, pelo fim da tarde
António Manuel Venda

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Uma montra na serra do Algarve. Livro com prefácio do treinador do Moreirense.

 

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Vamos lá ver se consigo explicar ao que venho.

Sempre que o Sporting tem maus resultados é notícia em letras garrafais em tudo o que é jornais e plataformas virtuais, como se não houvesse mais nenhuma notícia importante para dar.

Ao invés quando outras agremiações apresentam outrossim maus resultados, as notícias vêm quase em nota de rodapé, tentando não dar realce aos desaires.

Esta diferença de tratamento é tão mais visível quanto maior for a diferença de postura dos agentes desportivos. Todos sabemos que BdC e JJ são o alvo preferido da comunicação social, já que ambos se colocam muito a jeito…

Não quero, de todo, uma atitude de preferência para com o Sporting, por parte da comunicação social. Também não pretendo que branqueiem as situações menos correctas no clube. O jornalismo é a arte de informar e divulgar notícias, unicamente.

É certo que quando olhamos para uma garrafa meia, ela pode estar meio cheia ou meio vazia. E em ambas as situações a visão corresponde à realidade.

Todavia nesta mistura explosiva entre jornalismo e clubismo há (ainda) quem consiga ser equidistante e sério, o que é cada vez mais raro, e há aqueles que jamais percebem que, para se ser bom jornalista não é necessário estar mais próximo deste ou daquele clube.

Sinceramente, custa-me entender a filosofia destes novos tempos jornalísticos.


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É espantosa a impreparação de Pedro Madeira Rodrigues. Depois de ter referido vinte vezes em duas entrevistas o nome de Marco Silva, lamentando sem cessar que o actual técnico do Hull City tivesse sido empurrado do Sporting por Bruno de Carvalho, anuncia agora ele que empurra por sua vez Jorge Jesus caso vença a eleição de 4 de Março. Sem ao menos ter reparado que logo no dia seguinte disputamos um jogo crucial contra o V. Guimarães.

A imaturidade deste homem que durante três anos arrasou corajosamente Bruno de Carvalho sob pseudónimo num blogue fica bem evidente na forma como ficou prisioneiro da sua própria armadilha. Quis fazer peito, utilizando o treinador como arma de arremesso contra o actual presidente, e acabou por receber de ricochete o tiro que ele próprio disparou.

Jorge Jesus é o Marco Silva de Madeira Rodrigues, como ficou patente na mais recente entrevista televisiva concedida pelo candidato.

 

Durante duas longas horas, à CMTV, o autoproclamado "Trump português" conseguiu uma vez mais chegar ao fim sem nada ter proferido de substancial.

Diz que tem investidores prontos a pôr dinheiro no Sporting. Não diz quem são.

Diz que tem uma solução financeira para o afastamento de Jesus. Ficou por explicar qual é.

Diz que tem uma lista de três treinadores alternativos ao actual. Mas não desvenda nenhum deles.

Diz que já escolheu um novo director desportivo. Mas guarda segredo: ninguém fica a saber de quem se trata.

Diz que tem "facilidade para trazer jogadores". Faltou dizer quem.

 

O candidato fala como quem sopra bolas cheias de espuma: anda há um mês na estrada e de concreto sabemos apenas que despediria o treinador mal chegasse à presidência sem lhe pagar a justa indemnização que a lei prevê. Vinte módicos milhõezitos, quantia que daria para construir dois pavilhões para as modalidades, montante superior à dívida assumida pelo Sporting à Doyen.

Mandato iniciado a rasgar um contrato, assegura o homem que acusa Bruno de fazer o mesmo.

Vá lá a gente entendê-lo. E vá lá ele entender-se a si próprio. Nesta altura do campeonato já percebeu certamente que é muito mais fácil escrevinhar sob pseudónimo num blogue do que concorrer à presidência do Sporting.


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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Amanhã em Alvalade, 20.30 horas, com um frio que convida à lareira, mas que nos obriga a que, todos, façamos o esforço de não ficar em casa.

Adversário o FC Paços de Ferreira.

Aventem lá as vossas apostas para o onze inicial e já agora expliquem as vossas opções, se acharem relevante.

Na última jornada, nos Barreiros, Jesus não esteve pelos ajustes dos prognósticos, de modo que não acertou com nenhuma aposta dos nossos leitores e colegas de blogue.


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Ganhar bom dinheirinho sem fazer nenhum dá sempre vontade de sorrir. Mesmo que a equipa perca. Os totós que lhe pagam o salário devem estar eufóricos: conseguiram "roubar" este inútil ao Sporting.

Que lhes faça muito bom proveito.

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Dois enormes Leões
Pedro Correia

Daniel Podence e Francisco Geraldes, formados na Academia leonina, estão  de regresso a Alvalade, como reforços de Inverno, após terem sido cruciais na categórica vitória do Moreirense - treinado por Augusto Inácio - sobre o Benfica na meia-final da Taça da Liga, agora chamada Taça CTT.

Sejam bem-vindos, rapazes. Contamos convosco.

 

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 Francisco Geraldes

 

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Daniel Podence


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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 ISABEL SILVA

"Tenho um amor muito grande ao Sporting. Adoro ir ao estádio de cachecol, cantar as músicas e dar muita força à equipa cheia de garra e atitude."

(Record, 25 de Janeiro 2017)

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«Este ano, o primeiro em que deixaram o homem escolher os jogadores que queria, a coisa deu para o torto.
Moral da história: digam ao tipo que treine, aconselhe nas contratações, mas não o deixem sozinho a dirigir a gestão do futebol. Jorge Jesus não tem capacidades para manager

Pandil, neste meu texto


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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017
Bonito de ver
Francisco Chaveiro Reis

Ao contrário de Setúbal e Moreirense, o Belenenses não causou entraves ao Sporting no regresso de um emprestado. Bem vindo de volta, Spalvis! 


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«Não vamos ladrar tanto.»

Madeira Rodrigues, ontem, em entrevista à CMTV


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Palavra de benfiquista!
Edmundo Gonçalves
"O motivo principal disto é a arbitragem. Não tenho dúvidas nenhumas". Foi assim, em entrevista à Sporting TV, que Jorge Jesus justificou os sucessivos desaires da equipa de futebol que ele próprio treina. Pois bem, concordo com Jorge Jesus. Sem ironia, concordo mesmo.

 Não se trata de assentir com teorias de conspiração, nem de acusar polícias e ladrões, mas sendo certo que cada um vê de acordo com a sua opinião, a opinião do que vejo é que o Sporting tem sido prejudicado sucessivamente ao longo do campeonato. Não em todos os jogos, não nos jogos inteiros, mas sempre naquele lance decisivo que basta para mudar o rumo do resultado. E assim foi até o Sporting ficar derrotado e desmoralizado, a equipa em baixo com o presidente em cima, e já tudo ser mais ou menos irrecuperável.

 Agora, o Sporting já não conta para o Totobola, já não compete pela liderança do campeonato, agora já não são as arbitragens, são mesmo as más exibições, porque agora o leão já está de juba mansa. É opinião, não é facto, mas também não é tendência. Da mesma maneira que na época passada aqui escrevi que o Sporting teria sido um justo vencedor do campeonato, este ano acho que ninguém chega para o Benfica, que de uma forma ou de outra está a limpar a competição. O FC Porto ainda está na peugada, mas aquele futebol não enche a alma.

 Independentemente disso, e da boa organização desportiva, dos negócios milionários (como a venda de Guedes ao PSG) que resultam de uma estratégia acertada da administração com o treinador do Benfica, o Sporting foi arrumado por um punhado de decisões erradas de árbitros. Não a tem em muito mais mas, nisso, Jorge Jesus tem razão. O Sporting perdeu muitos pontos por erros de arbitragem. Pontos de mais


 

Pedro Santos Guerreiro, in Record


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Abre a partir de agora a ronda de prognósticos para o Sporting-Paços de Ferreira, que se joga este sábado, com início às 20.30. Com arbitragem de Fábio Veríssimo, o profissional do apito que detém um recorde nada invejável: é o campeão a mostrar cartões na Liga 2016/17.

Qual será o resultado deste jogo?


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Ter aumentado a massa salarial da equipa técnica do Sporting no final da época passada, em que só vencemos a Supertaça. Uma espécie de prémio real às vitórias morais.

 

Ter prolongado por um ano o contrato do treinador.

 

Ter dado luz verde à lista de contratações que Jorge Jesus lhe pôs à frente. Hoje sabemos bem o real valor dessa lista, que começou muito cedo a ser questionada.

 


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«O croquette, sempre contra os interesses do Sporting, decidiu colocar um fosso entre os adeptos e o relvado. Só lembra mesmo a uma besta. Um estádio sem pista de atletismo tinha que ter os adeptos bem mais perto do relvado.»

J Ramos, neste texto do Edmundo Gonçalves


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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Ou como a reunião do conselho de arbitragem serviu apenas e definitivamente para gozar com o Sporting.

O Vitória sofreu um penalti no Algarve por mão na bola de Venâncio.

Precisamento num lance em que o CA diz não ser penalti.

Recorda-se o boneco apresentado naquela reunião que se pode chamar da treta.

 

Situação na quarta hipótese.

 

ca.JPG

 

Entretanto soube, pelos "especialistas" em narração da RTP, que o video-árbitro "estava" lá, em regime experimental.

Adivinhem quem estava a tomar conta daquilo. Duarte Gomes, ele mesmo, o compadre do presidente da Liga e companheiro de passeios. Caso para dizer que entregaram o ouro ao bandido. Se for para ser assim, basta assim.

 


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Aqui fica o convite para a sessão de apresentação deste livro. Amanhã, às 18.30, no Corte Inglés (Lisboa).

Um convite dirigido aos meus colegas de blogue e a todos os nossos leitores.

Gostava de vos ver por lá.

 

CONVITE_Política de A a Z.JPG

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Como já era de esperar, ninguém acertou nos prognósticos do Marítimo-Sporting, que terminou 2-3 embora o golo da vitória leonina tivesse sido invalidado por um trio de arbitragem com notórios problemas de visão.


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mw-860[1].jpg

 

Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito há um ano Presidente da República.


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Perder ou empatar
Edmundo Gonçalves

Não é a primeira vez que trago o tema à baila, mas ele serve, mais uma vez,  para demonstrar que o fim pretendido aquando da aplicação da grelha pontual em vigor, não passa ainda de uma ilusão. A valorização da vitória com 3 pontos, se bem intencionada e justa como compensação do desejo de vitória versus o conformismo do empate, não atingiu os seus objectivos.

Os clubes ditos pequenos continuam, jogo após jogo, época após época, a jogar para o pontinho e isso em pouco se traduz na tabela classificativa.

Vejamos,tomando como exemplo o último classificado, o Tondela: Tem neste momento 10 pontos (2V, 4E, 12D); "bastar-lhe-ia" que tivesse lutado mais um pouco pela vitória e se tivesse convertido dois dos quatro empates em vitória, teria hoje 14 pontos (4V, 2E, 12D), não seria último.

Curiosamente o clube que está a meio da tabela, o Boavista, tem um registo sui generis: 6V, 6E, 6D, 22GM, 22GS, 24 pontos. Mais média que isto será talvez impossível. Mas facto demonstrativo de que os 3 pontos por vitória favorecem quem ganha, numa grelha pontual a 2 pontos por vitória e 1 por empate, o Boavista teria apenas 18 pontos, mais um que o Rio Ave, que teria 17, apesar de ter mais uma vitória (7V, 3E, 8D). Porque tem mais uma vitória que o Boavista e menos empates, apesar de mais duas derrotas, tem hoje o mesmo número de pontos.

Por isso é que eu defendo que sob pena de o campeonato estagnar neste particular, é necessário inventar uma nova fórmula de pontuar os resultados dos jogos. A FIFA está a estudar algumas alterações, entre elas a de impedir que os jogos terminem empatados. Não sei se o caminho terá que ser por aí, sei que, aliado à recusa da centralização dos direitos televisivos, que coartou aos chamados pequenos o acesso a maiores verbas do "bolo" das televisões, logo ao acesso a jogadores mais competitivos e à formação de equipas mais bem apetrechadas e com condições de acesso a melhores instalações de treino e de competição, a não ser feito nada para penalizar o anti-jogo, continuaremos a adormecer na bancada, ou no sofá, perante espectáculos de puro tédio em que se converteram a maior parte dos jogos da Liga Portugal.

Parece-me que, em conjunto com a arbitragem, é um problema a carecer de rápida resolução.

 

A título de curiosidade, num campeonato com uma grelha de V2, E1, D0, o Sporting teria 25 pontos, os mesmos que o Braga (que hoje tem mais 1) e menos 6 que o Benfica (que tem mais 10) que continuaria a ser primeiro com mais apenas 2 pontos que o Porto (que teria mais 4 e hoje tem mais 6) e estaria precisamente no mesmo lugar, fruto da derrota em casa com o mesmo Braga, apesar da igualdade pontual; Braga que apesar de ter mais uma derrota, tem também mais uma vitória, indo de encontro ao espírito da grelha em vigor.


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