Sábado, 31 de Dezembro de 2016

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TREINADOR DO ANO: FERNANDO SANTOS

Tem sido justamente reconhecido e premiado a nível internacional neste final de ano. É caso para isso: Fernando Santos conduziu a selecção nacional de futebol sénior à maior conquista da sua história, sagrando-se campeã da Europa. Um exemplo do que Portugal devia fazer noutros sectores mas que apenas alcança no desporto.

Santos foi o grande obreiro deste triunfo. Mais do que ninguém, ele acreditou sempre. Num país em que o derrotismo é moeda corrente e onde nenhum profeta da desgraça está desempregado, o mais célebre engenheiro do futebol português ministrou sucessivas injecções de optimismo nos adeptos nacionais, transmitindo-lhes toda a confiança do mundo. Uma atitude que ficou bem expressa nestas suas palavras, proferidas a 19 de Junho: “Já avisei a família que só volto no dia 11 [de Julho] e vou ser recebido em festa.”

Gozaram com ele, dedicaram-lhe piadas e anedotas, mas no fim quem mais sorriu foi Fernando Santos. Portugal conquistou um título que desde sempre ambicionava (e que lhe fugira em casa, 12 anos antes, na frustrante final frente à Grécia) e alcançou tal proeza com brilho, derrotando na final a própria selecção anfritrã da prova – a arrogante França, de Lloris, Griezmann, Payet e Dogba. A França que já nos afastara das meias-finais dos Europeus de 1984 e 2000. A França contra quem praticamente ninguém ousava apostar.

Mesmo com Cristiano Ronaldo lesionado logo aos 8’, por falta que o árbitro não sancionou, a selecção das quinas nunca baixou os braços no jogo decisivo. O nosso esquema táctico funcionou na perfeição. Rui Patrício brilhou entre os postes. E já no prolongamento a sorte sorriu-nos com aquele remate à meia-volta de um Éder que se estreou como vilão e terminou como herói no Euro-2016.

Nunca esqueceremos esta façanha – uma das maiores de sempre do futebol português. Sobretudo nós, sportinguistas, que tínhamos quatro jogadores no onze titular da selecção: Adrien, João Mário, Rui Patrício e William Carvalho. E outros seis seleccionados oriundos da formação leonina: Cédric, João Moutinho, José Fonte, Nani, Quaresma e Ronaldo – o melhor jogador do mundo.

O Sporting é uma fábrica de talentos. Como Fernando Santos se encarregou de evidenciar neste Europeu do nosso contentamento.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus


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«Finalmente temos um presidente lutador, que chama os bois pelos nomes e aparecem sportinguistas saudosos do tempo do beija-mão a criticar. Parafraseando uma corrente política, notabilizada pela resistência ao fascismo: "acordem homens que há amanhãs que sorriem".»

Leão de Queluz, neste texto do Tiago Cabral


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Foi o candidato à presidência mais metórico da história do Sporting. Paulo Paiva dos Santos, que a 18 de Dezembro anunciou que concorria contra Bruno de Carvalho, no rescaldo imediato da derrota do Sporting frente ao Braga, e logo no dia seguinte deu o dito por não dito, afinal apoia a recandidatura do actual presidente e aceitou até integrar a respectiva Comissão de Honra, onde figuram os nossos colegas de blogue Diogo Agostinho e Pedro Boucherie Mendes.

Como nos contos de fadas, também aqui pode dizer-se que tudo está bem quando acaba bem.


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Que futebolzinho tão pobre, deus meu.


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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial (1-0) sobre o Varzim num desafio para a Taça da Liga que praticamente nos coloca nas meias-finais desta mini-competição. Uma vitória que começou a ser construída cedo, logo aos 19'.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser a estrela da equipa - e o melhor em campo - ao protagonizar soberbas jogadas de futebol pela ala direita, uma das quais resultou no nosso golo. Criativo, desequilibrador, fez dois excelentes cruzamentos com selo de golo, desperdiçados por colegas, aos 29' e 56'. Ele próprio esteve quase a marcar o segundo, aos 86' e no último minuto do tempo extra. É um prazer vê-lo jogar.

 

De Campbell. Sem ser tão exuberante como Gelson, fez igualmente uma boa exibição. Ficou na retina de todos uma espectacular desmarcação aos 62', junto à linha esquerda, que resultou num centro milimétrico desperdiçado por Bas Dost, que hoje foi muito perdulário. Antes, aos 29', protagonizara um lance semelhante, a que os avançados (Dost e Castaignos) não conseguiram dar a melhor resposta. Desmarcou também muito bem Gelson aos 86' num lance que podia ter dado golo.

 

De Esgaio. Atento a defender, boa articulação com Gelson Martins à frente. Fez a assistência para o golo, que resultou de uma tabela entre ambos.

 

De Coates. Continua a exibir classe. É o patrão indiscutível da nossa defesa (hoje com Douglas como parceiro no eixo central). Tecnicamente muito evoluído, nunca dá uma bola como perdida. Sempre atento, assinou bons cortes aos 51' e aos 56'.

 

De ver pela primeira vez cinco reforços desta época no onze titular. Beto (que não fez uma defesa), Douglas, Campbell, Castaignos e Bas Dost alinharam de início. Sem deslumbrar nem comprometer.

 

Da boa réplica do Varzim. Sem ter feito um remate colocado à nossa baliza, armou bem a defesa e protagonizou lances interessantes de contra-ataque. Nem parece uma equipa que se encontra num modesto 9.º lugar da Liga de Honra.

 

 

Não gostei

 

Da hora do jogo. O apito inicial só soou às 21.15 desta noite, a penúltima do ano. Horário impróprio para assistir a uma partida de futebol em noite de Inverno. Mesmo assim havia quase 25 mil espectadores em Alvalade.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que Lima Pereira, do Varzim, podia ter visto o cartão vermelho, o nosso capitão ficou incapacitado para jogar, acabando por sair quatro minutos depois, aos 58', sob uma chuva de aplausos. Resta saber quanto tempo ficará inactivo.

 

Da falta de velocidade. Só Gelson Martins, remando contra a maré, transmite a ideia de pretender acelerar o jogo leonino. A grande maioria dos jogadores enrola-se numa sucessão de passes, em versão pobre do tiquitaca catalão, sem progressão no terreno, perdendo a noção da baliza. A incapacidade de decidir a partida num segundo remate vitorioso resultou também do ritmo demasiado pausado da nossa manobra ofensiva.

 

Dos assobios. Dobrados os 80 minutos, o Sporting logo começou a jogar a passo, a congelar a bola e a devolvê-la ao guarda-redes. Intenção óbvia: defender a magra vantagem frente ao Varzim. Os jogadores receberam uma monumental assobiadela, comportamento que sou incapaz de elogiar. Embora, de facto, não fizesse o menor sentido defender o resultado a dez minutos do fim frente a uma equipa do segundo escalão.

 

Dos golos desperdiçados. Bas Dost não pode queixar-se de falta de oportunidades. Muito bem assistido por Campbell, enviou uma bola a rasar o poste aos 62'. Desperdiçou um bom cruzamento (aos 29'). Falhou um remate à meia-volta defronte da baliza (no tempo extra da primeira parte). Tentou, sem sucesso, marcar de costas (71'). Não deu a melhor sequência a uma boa tabela com Bryan Ruiz (72'). Também Castaignos podia ter marcado, aos 29' e aos 33'.

 

Que Markovic não jogasse. Não fez falta nenhuma.


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Alguém tem visto Pedro Madeira Rodrigues? O candidato assumido à presidência do Sporting apresentou-se aos sócios na terça-feira e desde então eclipsou-se dos olhares públicos.

Emitiu um comunciado de protesto contra a marcação das eleições para 4 de Março, alegando ser um  "calendário curto", mas estranhamente parece apostado em encurtá-lo ainda mais. É o que se conclui da sua intenção de apenas divulgar o programa eleitoral e os nomes que propõe para os órgãos sociais leoninos no dia 19 de Janeiro - ou seja, daqui a três semanas.

Só aí a sua campanha começará verdadeiramente.

Não deixa de causar estranheza tanto tempo para formar listas por parte de um candidato que já confessou ter tomado a decisão da candidatar-se à presidência do Sporting a 2 de Dezembro: "Decidi candidatar-me após a derrota do Benfica contra o Marítimo". É caso para perguntar: o que fez de então para cá?


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«Os quatro anos de Bruno de Carvalho são incomparavelmente melhores que os quatro anteriores com Godinho Lopes e José Bettencourt. Não foi campeão? Quantos dos 25 presidentes leoninos o foram, no primeiro mandato, em 82 edições da prova? Nove. E nos últimos 50 anos apenas três em 11 (João Rocha, José Roquette e Dias da Cunha).»

José Ribeiro, hoje, no Record


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JOGADOR DO ANO: ADRIEN

Entre os obreiros do futebol-espectáculo proporcionado pelo Sporting em 2016, Adrien Silva figura em natural destaque. Desde logo por ser capitão de equipa - e não se limita a usar a braçadeira, pois assume-se como o maestro do onze leonino no eixo do terreno. Depois por nascer nos pés dele grande parte das nossas jogadas de ataque - sempre com a bola bem controlada, constante abertura de linhas de passe e uma superior visão do jogo. Adrien é um jogador cheio de intensidade e fulgor, ao nível dos melhores médios de sempre na história do Sporting Clube de Portugal. E no ano que agora acaba revelou maior destreza técnica que nunca, fruto já do seu trabalho com Jorge Jesus.

Idolatrado em Alvalade, invejado pelos emblemas rivais, o n.º 23 deu um enorme desgosto aos adeptos no final de Agosto, ao anunciar que trocaria o Sporting por uma equipa estrangeira (supostamente o Leicester). Mas acabou por dar o dito por não dito, permanecendo no seu clube do coração e procurando assim mais uma hipótese de se sagrar campeão nacional.

O título de campeão europeu já é dele: a 10 de Julho, na emocionante final de Paris frente à França, Portugal arrebatou o eurocampeonato à turma da casa - consumando assim a maior proeza de sempre do futebol pátrio.

Quem viu, não esquece. Quem não viu, que visse. Todo o país desportivo rendido à virtuosa magia da equipa das quinas, capitaneada pelo nosso Adrien. Ídolo do Sporting, elogiado até por adeptos de clubes rivais e reconhecido em toda a Europa do futebol.

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero

Jogador do ano em 2014: Nani

Jogador do ano em 2015: Slimani


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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 ANABELA RAMOS

"Tem sido um orgulho para nós, sportinguistas, ver o trabalho que o Jorge Jesus está a desenvolver. Com ele vamos longe."

(Record, 6 de Novembro 2016)

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«Não quero mudar de presidente. Mas quero um presidente que não dispare tiros para o ar, quero um presidente focado no SCP e não um "sniper com uma metralhadora".»

Pedro Wasari, neste texto do Edmundo Gonçalves


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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016
Os jarretas (40)
Pedro Correia

 

- Olá, tu por aqui!

- É verdade. Há quanto tempo...

- Então o que é que tens feito?

- Muita coisa. [Baixando o tom de voz] Tenho feito oposição activa ao presidente. Com críticas frontais.

- Ai sim? Muito me contas! Mas que "críticas frontais" são essas, que me passaram despercebidas?

- Eh pá, andas distraído! [Olhando rapidamente para os lados e levantando de súbito a gola da gabardina] Prometes que não contas a ninguém?

- Tu andas bem de saúde?! Estás afogueado, com as bochechas encarnadas... Queres que eu prometa o quê?

- Prometes guardar segredo?

- Prometo, prometo. Conta lá o teu segredo.

- Vou candidatar-me contra ele.

- Contra quem?

- Contra o Bruno, pá! Vê lá se tomas atenção.

- Então se vais candidatar-te para quê guardar segredo?

- Porque ainda estou à espera.

- De quê?

- Da vaga de fundo. Vai acabar por surgir.

- Mas olha: diz à vaga que se despache. As eleições no Sporting já foram marcadas para 4 de Março. E onde é que fizeste as tais "críticas frontais"? Garanto-te que não dei por elas.

- Pois, mas isso é porque tu andas sempre muito distraído. Nem percebeste que eu arrasei o gajo.

- Arrasaste?! Mas eu ainda ontem vi o Bruno na televisão e ele não parecia nada arrasado.

- Deixa-te de piadas parvas. O fulano comigo foi ao tapete. Durante três anos não o poupei. Levou pancada de criar bicho.

- Mas onde?

- No meu blogue, pá!

- Desde quando é que tens um blogue? Não fazia a menor ideia. Nunca associei o teu nome a um blogue...

- Achas que eu ia desgastar e conspurcar o meu extenso nome, que é aquilo que eu tenho de mais precioso, misturando-o com o do Bruno? Nem por sombras. Dei-lhe porrada com pseudónimo.

- Com pseudónimo? Mas isso é que são "críticas frontais"?! [Imita o Jorge Palma a cantarolar] "Deixa-me riiiir....."

- [Declama Shakespeare, com ar desdenhoso e entoação característica da upper class britânica] "By the pricking of my thumbs, something wicked this way comes.”

- Eheheh... Agora também falas a língua dos bifes?

- Oh yes. Tirei um curso intensivo por correspondência. Para condizer com o meu pseudónimo.

- Condizer como?

- [Volta a levantar a gola da gabardina, a olhar rapidamente em redor e a falar em sussurro] Não digas a ninguém: o meu pseudónimo é inglês. Foi um expediente que eu arranjei para contratar com mais facilidade o próximo treinador do Sporting. Vai ser o meu grande trunfo eleitoral.

- Mas olha lá...

- Não tenho tempo para mais conversa. Vou telefonar ao Mourinho para Old Trafford. Bye bye!

 

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"Muito há ainda por fazer. E, neste tempo de reflexão, fui capaz de identificar não apenas o que correu bem mas também aquilo que fizemos menos bem e que carece, naturalmente, de ser melhorado."

"Os próximos anos são fundamentais para consolidar tudo o que se fez nos últimos 4. Começar de novo seria um retrocesso fatal para o nosso Clube."

"Apelo, como candidato, à elevação e ao sentido de Clube por parte de todos. A dimensão e grandeza do Sporting CP faz com que os olhos do País inteiro estejam sobre nós. Façamos deste acto eleitoral um exemplo e uma festa da democracia de modo a não darmos aos nossos adversários pretextos desnecessários para nos denegrirem."


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Os imbecis
Pedro Correia

Passam horas e horas e horas na televisão a tentar convencer o País que o Sporting é irrelevante.

Basta esse interminável tempo de antena para desmentir, só por si, o que esses imbecis apregoam.


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Croquete & Batatinha
Pedro Oliveira

Batatinha no Chaves e nós, estaremos disponíveis para o regresso dos Croquetes?


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«Quero estar, nos bons e maus momentos, firmemente ao lado desta direcção. Não contem contudo que esse apoio seja cego. O insucesso destas contratações tem que ser debatido e explicado, em tempo oportuno. O véu do esquecimento não pode cobrir tudo.»

Carlos Silva, neste meu texto


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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2016

"Jesus será o nosso treinador". Apresentação da candidatura.

 

"No segundo ano, Jesus apoiado por um bom fim de época, apesar de termos ganho "bola", perdeu qualquer respeito que ainda tivesse pelo Carvalho e dispensou e contratou quem quis (a única excepção foi Castaignos) com comissões milionárias à mistura (o caso Alan Ruiz é especialmente escandaloso) e ainda exigiu que Bruno lhe fizesse o mesmo que tinha feito em benefício próprio: a duplicação do seu vencimento base."  Quando ainda escrevinhava de camarote.

 

Ora, na sua óptica, conviverá com um treinador corrupto e chantagista. Por palavras suas, claro está.

 

'Tá bem, abelha...


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«Não devíamos permitir que as legiões de estrangeiros (e quem não achava que isso ia ocorrer com Jorge Jesus no Sporting é porque não viu futebol nos últimos anos), e autênticos "pernas-de-pau" turistas da bola, ocultem aquilo que é de verdadeiro valor da cultura sportinguista: talento e futuro que temos dentro de portas.»

Liga dos Mancos, neste meu texto


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Confesso que nunca tinha ouvido falar em Pedro Madeira Rodrigues. Problema meu, assumo. Garantem-me vários sportinguistas que ele "interveio" nos últimos anos oculto num pseudónimo, disparando algures farpas a torto e a direito contra a direcção leonina. Se isso for verdade, faz sentido que eu seja incapaz de associar o recém-anunciado candidato à presidência do Sporting a qualquer posição pública emitida de 2013 para cá: pseudónimos, para mim, só valem na literatura. Num debate de ideias, seja político ou desportivo, só por manifesta cobardia haverá quem recorra a um expediente destes.

Seria portanto para sportinguistas tão ignorantes a seu respeito como eu que Madeira Rodrigues deu há poucas horas a cara, em duas ocasiões, para dizer quem é e ao que vem. Primeiro numa conferência de imprensa, depois numa entrevista ao principal serviço noticioso da CMTV.

Acompanhei as suas declarações com atenção. O que disse, lamento registar, foi muito pouco: emitiu uns lugares-comuns sobre a necessidade de alterar a gestão, garantiu que manteria o treinador e que não iria pronunciar-se sobre jogadores, e disparou algumas críticas a Bruno de Carvalho, acusando-o de copiar "o Pinto da Costa da década de 80". Sem reparar, aparentemente, que estas palavras constituíam um elogio implícito ao presidente do Sporting: naquela década, o FC Porto somou títulos e até se sagrou campeão europeu.

Sobre programa e metas e núcleo dirigente, nada. Sobre o que pretende alterar em concreto, além de propor um estilo mais dialogante, coisa nenhuma. Perdeu portanto a primeira oportunidade para fazer a diferença e mostrar aos sportinguistas o que realmente o faz correr. Aguardarei pelas próximas. Mas, como dizia o outro, não há segunda oportunidade para causar uma primeira impressão.


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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

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«Jorge Jesus  está numa situação difícil, numa situação complicada. O Sporting não está a ter resultados no futebol depois das promessas mirabolantes que foram feitas quando ele entrou para o Sporting. As coisas não correram muito bem no primeiro ano. É verdade que o Sporting ganhou a Supertaça, é verdade que o Sporting terminou o campeonato com a melhor pontuação de sempre, mas é verdade também que o Sporting ficou em segundo lugar 

SIC Notícias, ao fim da tarde de hoje


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Para 2017, é isto!
Gabriel Santos

"É Pé à Frente e à cabeçada se for preciso, a gente tem que rebentar com eles"

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Eleições no Sporting
Diogo Agostinho

Começou a festa. Até se ouve por aí que um líder é fraco quando existe oposição ou vontade de alguém assumir candidaturas contrárias. Falo, obviamente, do momento em que o Sporting Clube de Portugal vai entrar. Mas que ideia é esta de qualificar líderes conforme existe oposição? Mas a Democracia não reside na existência de alternativa? Mas há algum sistema de monarquia em clubes de futebol? Pode existir, mas felizmente no Sporting não. E no Sporting quem se quiser apresentar será bem-vindo. Eu como sócio e adepto não tenho dúvidas do caminho a seguir. Cansei de grandes gestores e estrelas. Quero gente normal. Gente que sente o clube, que arrisca, que se dedica e que luta todos os dias contra máquinas de manipulação.


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Orgulho
Pedro Correia

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Fernando Santos eleito melhor seleccionador do mundo. Por ter conduzido a selecção nacional à conquista do Campeonato da Europa, a 10 de Julho, frente à turma francesa, anfitriã do certame, após várias rondas muito emotivas. Com dez jogadores formados na Academia leonina e quatro titulares do Sporting, entre outros excelentes profissionais.

Quando muito poucos acreditavam no título, ele soube sempre remar contra a maré da descrença. Ficou na memória colectiva aquela sua frase, proferida a 19 de Junho: "Já avisei a família que só volto no dia 11 [de Julho] e vou ser recebido em festa."

Parabéns, Fernando Santos. Esta votação é motivo de orgulho para todos os desportistas portugueses.


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"Aproveitei o feriado para dar uma vista de olhos por alguns blogues assumidamente pró-Bruno Carvalho (ainda esta semana uma pessoa que trabalhou directamente para um tal de João Duarte confirmou-me aquilo que eu já sabia: que existem nesses e noutros blogues, como o nosso, vários assalariados indirectos do Carvalho a comentar) e 90% estão a fazer aquilo que já se previa depois do escândalo de Varsóvia: culpar Jesus e desculpar Bruno Carvalho. Não tenho qualquer dúvida que esta falta de solidariedade virá ao de cima caso a situação desportiva piore."

 

Irei dando nota de algumas pérolas de quem quer "elevação na campanha". Leiam o post até final lá no camarote, sem link, que por mim não há cá pão para malucos. 

E que apareçam muitas candidaturas, que a gente precisa é de debater ideias.

Já agora espero que na apresentação deste lion, se esclareça o relacionamento com, por exemplo, Jorge Mendes e os outros vampiros, medidas a tomar contra a roubalheira semanal, o que fazer a Jorge Jesus (se fica, se sai e o relacionamento com o técnico, se ficar), política para as modalidades é para manter? Política de contratações e política económica e financeira, a maioria na SAD é para manter? etc, etc. Aguardemos.

 

*E também se critica o que há que criticar, como é bem visível em vários posts.


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Democracia leonina
Pedro Correia

Nos clubes democráticos é assim: há sempre mais que um candidato a disputar eleições.

Nos outros, surge apenas um.


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«Este ano fui apenas a Alvalade uma vez, ver o Dortmund, e não me lembro de ver uma equipa fazer tanto antijogo na segunda parte como a alemã. Curiosamente nessa altura não ouvi qualquer "paineleiro" falar nisso.»

Plínio, neste meu texto


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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2016
Deus, Pátria e Família
Edmundo Gonçalves

“É um homem sério, honesto, com uma vida familiar exemplar e faz isto por amor à camisola, porque só traz inconvenientes para a vida dele.”

Diz que vem de Harvard onde tem um camarote.

 

Começa bem este, também.


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Com o Sporting prematuramente afastado das competições europeias, temos jogadores a mais e uma folha salarial demasiado pesada.

Quem devemos dispensar já em Janeiro?


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«Ontem o segundo golo do Braga resulta dum livre magnificamente marcado pelo Wilson Eduardo. O homem marca golos, faz assistências, ninguém - incluindo Gelson - assiste e marca golos como ele no Sporting. Não serve para o Sporting?»

SportingSempre, neste meu texto


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Domingo, 25 de Dezembro de 2016

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«Os meus parabéns a Rui Patrício, por um merecido 12.º lugar, e pelo glorioso Europeu que ajudou a conquistar com muitas e difíceis defesas ao longo do torneio. Um prémio merecido a um jogador que é o símbolo da baliza nacional e que tem ainda largos anos pela frente.»

Infiltrado, neste meu texto


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Para 2017!
José da Xã

Sinceramente querem saber o que quero para 2017? Mesmo verdade, verdadinha? Querem mesmo saber?

Pronto aqui vai...

... Quero o Sporting campeão!

É isso mesmo! Nada mais peço!

Nem saúde, nem dinheiro, nem emagrecer 20 quilos, nem reformar-me... nada disso.

Em 2017 ficava felicíssimo se o Sporting fosse campeão!

Pronto já disse... e escrevi!

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Sábado, 24 de Dezembro de 2016

Os dois prognósticos mais tardios, aqui registados pouco antes do início do jogo, foram os mais certeiros. Mas um deles foi ainda mais do que o outro: refiro-me ao do José da Xã, que reincidiu na vitória ao vaticinar não apenas o resultado do Belenenses-Sporting (0-1) mas também o marcador do golo, Bas Dost.

Parabéns a este nosso colega. E também ao nosso leitor SportingSempre, que acertou igualmente no resultado mas se esqueceu de apontar o marcador do golo.


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«Vamos acreditar que é possível, vai ser difícil mas é possível. Se não o campeonato, ao menos a Taça de Portugal. Vamos pedir bons reforços e boas vendas para o Natal.»

MB, neste meu texto


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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016

Lá terminou da melhor maneira possível o ciclo terrível iniciado em Varsóvia: cinco jogos difíceis em mais ou menos duas semanas. Até ontem, correu quase tudo mal. Sim, já sei: o Jorge Sousa, mais os dois penáltis contra o Braga e um contra o Belenenses... Mas continuo a achar que todo este ciclo foi muito mal gerido: sempre com os mesmos jogadores, entrou-se a poupar em Varsóvia para se acabar arrasado no Restelo. Ah, não havia outros. Pois não. Então não foi só este ciclo a ser mal gerido, foi todo o início da época. Não interessa. Agora já passou. Agora há tempo para concentrar nas competições nacionais, sem distracções e com um calendário razoável. Dá para pôr a equipa a jogar aquilo que já mostrou saber jogar e, passo a passo, chegar lá acima. Mas para isso é preciso muita frieza, abandonando os delírios a que o nosso treinador e o nosso presidente, por excelentes que sejam, por vezes se entregam.


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Por acaso não escutaram o meu grito de golo na noite passada?

Pois foi... O Bas Dost voltou a ser um guerreiro e mesmo ao cair do pano lá fez o golito da ordem.

E que golo, pleno de oportunidade e de raça. À leão!
Quando (quase) toda a gente já avaliava a má prestação do Sporting num eventual empate, eis que surge o holandês e deu cor e justiça ao resultado.

Contas feitas Bas Dost tem 9 golos marcados na primeira liga e aproxima-se do topo da classificação dos melhores marcadores.

Agora é tempo de desfrutar desta suadíssima vitória.

Feliz Natal Bas Dost!

 


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Aceitam-se apostas
Tiago Cabral

Qual o dia da grande entrevista exclusiva ao jornal A Bola de Luís Filipe Vieira?

Eu aposto no dia 2 de Janeiro, mas os dias 30 ou 31 de Dezembro também são hipóteses a considerar.

 


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Comentando ontem à noite o Belenenses-Sporting na SIC N, o sportinguista Ribeiro Cristóvão vergastou Beto porque no último minuto do jogo o nosso guarda-redes se atirou para o chão, pedindo assistência. Isto num jogo em que a meia hora do fim, com o resultado empatado a zero, já os jogadores da equipa anfitriã caíam a todo o momento, contorcendo-se com dores, reais ou imaginárias.

"Beto esteve em destaque pela negativa e pela positiva. Guardou bem a baliza do Sporting, mas aquela lesão já no período de descontos, quando o Sporting vencia 1-0, cheira um pouco a esturro. Há aqui o tal antijogo que Jorge Jesus tanto condena", disse Cristóvão.

É extraordinário o nível de autoflagelação que certos "leões" do comentário exibem nas pantalhas televisivas. Nenhum tão destacado como Ribeiro Cristóvão, o homem que em Março de 2012 chegou a antever uma eliminatória capaz de "envergonhar o futebol português" nos quartos de final da Liga Europa em que  eliminámos o Manchester City.

Com "leões" como estes não precisamos de lampiões.


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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Belenenses-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bas Dost: 18

Beto: 18

Campbell: 17

Gelson Martins: 16

Coates: 15

Jefferson: 15

Adrien: 14

Douglas: 14

Esgaio: 14

Alan Ruiz: 13

Castaignos: 12

Bryan Ruiz: 11

William Carvalho: 11

Bruno César: 5

 

O Jogo  elegeu  Campbell  como figura do jogo. A Bola e o Record optaram por Bas Dost.


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«Wilson Eduardo faz falta ao Sporting, tal como fazem falta muitos dos dispensados e esquecidos de Jesus. Carlos Mané, André Martins, Palhinha, Geraldes, Iuri Medeiros, Podence, Esgaio e Matheus, por exemplo. Quem não faz falta são a maior parte dos que Jesus contratou para os substituir

Pandil, neste meu texto


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