Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016
Bafo-de-Onça
Edmundo Gonçalves

Eu confesso que fui a Alvalade sem qualquer expectativa que não fosse ver o bafo do cigarro electrónico de Bruno de Carvalho.

E os jogadores que hoje Jesus colocou em campo fizeram que eu passasse a maior parte do tempo a tentar descortinar se o presidente exalava fumo ou vapor de água.

Eu compreendo e apoio a decisão de Jesus em colocar as segundas linhas; É aqui, nesta competição sem qualquer importância, que têm que tentar ganhar ritmo. Mas que diabo, custava-lhes muito corresponder à confiança do treinador?

Há por ali gente que está manifestamente fora dela e que, senhores, veio como reforço! Repito, como re-for-ço!

Digam-me lá que tem Petrovic que não tem Palhinha, se fazem o favor. Ou o que anda um Alan Ruiz a fazer passeando-se a passo, passe a redundância, durante o tempo em que esteve (está) no campo? Ou que veio acrescentar Castaignos? O Markovic, alguém deu por ele? O Iuri Medeiros não tinha lugar nesta equipa?

Mau, muito mau, quando num jogo de reservas, contra o Arouca que apresentou também ele uma segunda equipa, o futebol praticado foi confrangedor, duma pobreza franciscana.

Apesar de eu achar que se algum dia calhar ganharmos esta competição devemos entregar a taça à Liga, não invalida que eu ache que quem entra em campo com aquela camisola vestida, não deva entregar-se a fundo.

Foi tão mau, que os nossos melhores foram Paulo Oliveira e Beto, os únicos, com Campbell se quiserem, que estiveram mesmo em campo.

Ah, Jefferson, dizem-me que jogou. Confesso que não o vi. Provavelmente o presidente bafou mesmo e eu no meio de tanto vapor, nem o vi.

Lá terão que ser gastos em Janeiro alguns dos 63 milhões de lucro do 3.º trimestre desta época.

E por favor, tratem da guia de marcha desta malta, 'tá bem?

Ah, uma última questão: Posso pedir os meus 5,01€ de volta?

 


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Para o fanatismo lampiónico, o facto de Portugal ter conquistado o Campeonato da Europa e qualificar-se para a Taça das Confederações - tudo pela primeira vez na história mais que centenária do nosso futebol - é uma "novela". Basta consultar as caixas de comentários deste blogue para se confirmar isso.
Estes lampiões mal conseguem esconder a azia, que aliás se compreende: viram a selecção nacional subir ao pódio europeu, a 10 de Julho, sem um só jogador encarnado no onze titular...
Por aqui se vê o "portuguesismo" desta gente. Cega pela clubite, põe a agremiação à frente do País. Entre o Barbas e o Presidente da República, representante máximo dos portugueses, eles preferem abraçar o Barbas.


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«O Sporting tem conseguido captar talentos, fazê-los ganhar experiência em equipas menos cotadas, para então os repescar para a sua equipa principal, sem nunca esquecer a educação. O pico terá sido este Europeu, onde realmente Alcochete 'deu cartas'.»

Infiltrado, neste meu postal


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Clubes solidários
Pedro Correia

A receita do próximo jogo Barcelona-Real Madrid reverterá por inteiro para os cofres do malogrado clube Chapecoense, que perdeu quase toda a equipa de futebol num trágico acidente aéreo na Colômbia, onde iria disputar a final da Taça Sul-Americana, o seu primeiro troféu internacional.

É reconfortante percebermos que a solidariedade ainda não se tornou mera flor de retórica no desporto. O Chapecoense merece todo o nosso apoio, merengues e culés merecem o nosso aplauso.


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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016
Tragédia
Edmundo Gonçalves

A morte de qualquer ser, de forma trágica e violenta, é sempre uma ocasião arrepiante.

Os acidentes acontecem diariamente, pelas mais variadas causas, humanas ou mecânicas.

A queda de um avião, sendo um acontecimento raro face aos milhares de voos que cruzam os céus diariamente, é sempre causa de um número considerável de mortes, pela capacidade cada vez maior que tem este meio de transporte.

Esta madrugada houve mais uma tragédia com um avião, que se despenhou na Colômbia. A bordo seguia uma equipa de futebol brasileira, o Chapecoense, para além de outras pessoas, entre as quais também 22 jornalistas. 

Estas coisas têm mais impacto quando a bordo seguem pessoas um pouco distintas do comum dos mortais, no caso futebolistas, o que já aconteceu, que me lembre, por três vezes na história da aviação.

Resta-me acompanhar o Sporting na manifestação de pesar, nesta hora violenta.

Que repousem em paz os que pereceram e que se recomponham rapidamente os sobreviventes.

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«A Academia Sporting, se tivermos em linha de conta que foi a única que formou dois FIFA World Player e que foi a única que teve nove jogadores por si formados campeões europeus, eu diria que é a primeira, a melhor do mundo.

JM, neste meu postal


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O dia seguinte
Pedro Correia

Bernardo Ribeiro, Record: «O talento de Gelson parece ser, nesta altura, infindável. O naipe de soluções que o jovem dá ao ataque é invejável. Mas a verdade é que na primeira parte houve mais do que isso. William e Adrien dominaram a zona central sem problemas, tendo até a ajuda de Bruno César, que deixava as correrias na esquerda para Zeegelaar - bom jogo do lateral - e ajudava no jogo interior, onde o Sporting dominava a seu bel-prazer.»

 

Filipe Alexandre Dias, O Jogo: «O Sporting arrancou um triunfo que sempre lhe é saboroso no Bessa, num desafio em larga parte por si dominado, mas no qual o Boavista sempre esteve vivo, dando prova disso no final, com os leões reduzidos a dez e a queimarem tempo para saírem vivos. (...) O leão ganhou bem, mas com futebol para não sofrer tanto.»

 

Nuno Raposo, A Bola: «Ciente da sua superioridade, ciente das limitações adversárias, também, o Sporting, ainda com ritmo Champions, lançou-se no ataque, que durante a primeira parte chegou a ser um assombro de qualidade. Expoente máximo disso foram três minutos, o 23, o 24 e o 25, com Gelson e Adrien a ensaiarem primeiro o que Bas Dost concretizou depois no golo que, solitário, daria a vitória aos leões - antes já atirara uma bola ao poste.»

 

Dos jornais de anteontem


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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

Boa sorte, Augusto. Só foi pena não teres chegado uma semana mais cedo a Moreira de Cónegos.


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Prognósticos houve muitos, mas certeiros apenas dois: só o nosso colega José da Xã e o nosso leitor SportingSempre acertaram no resultado do Boavista-Sporting (0-1).

Aplicado o critério do desempate, a vitória nesta ronda de vaticínios cabe ao José da Xã, que acertou também no nome do marcador: Bas Dost.

O que lhe dá ainda mais responsabilidade para as próximas duas rondas - incluindo a do dérbi da capital. Faltam 13 dias para esse confronto.


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Tive oportunidade de assistir à vitória do Sporting, no sábado, no Bessa. Num lugar privilegiado, com boa vista, percebi como a pressão dos jogadores e espetadores da casa sobre o árbitro, constante do primeiro ao último minuto, deu resultado. Por exemplo, na expulsão do Rúben Semedo. Mas também nas muitas faltas marcadas contra o Sporting, ao mais leve contacto. Valeu a categoria de Gelson na jogada do golo, com o acerto de Bas Dost, mas a nota dominante foram os golos falhados. Tanto desperdício poderia ter-nos custado caro, apesar do Boavista não ter tido, praticamente, remates certeiros à baliza de Rui Patrício. Melhor que o empate do ano anterior, mas ainda assim uma vitória pouco expressiva face à nossa superioridade. Eficácia precisa-se!

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«O ambiente em Alvalade está bem melhor do que noutros tempos, com muita gente, muitas senhoras e crianças, as claques bem melhor comportadas, hinos cantados a plenos pulmões. Quem vai gosta, volta e traz mais alguém.»

SportingSempre, neste meu texto


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Domingo, 27 de Novembro de 2016
Lá, tal como cá!
José da Xã

Era já noite quando vi a Real Sociedad jogar contra o Barcelona treinado por Luiz Enrique. Um jogo empolgante que terminou com um (injusto) empate a uma bola.

Porém deste clássico retenho duas coisas importantes:

a primeira foi a forma acutilante e corajosa como a equipa de S. Sebastian se bateu em campo contra o campeão em título;

a segunda tem a ver com o árbitro do encontro que prejudicou, e de que maneira, a equipa que jogava melhor futebol.

Ora sempre pensei que a característica de maus árbitros fosse coisa bem lusa. Porém, perante o que me foi dado observar, lá tal como cá, também têm árbitros... fraquinhos, fraquinhos!


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Aguenta, coração
Edmundo Gonçalves

Um empate a três foi quanto bastou ao Sporting para superar o FC Dynamo, nesta ronda de elite da UEFA Futsal Cup, conquistando justamente um lugar na Final-Four a realizar lá para a Primavera, em Abril.

Pode parecer ter sido fácil, mas convém lembrar que o FC Dynamo está acima do Sporting no ranking, era cabeça de série e foi o único (cabeça de série) a ser eliminado. Pelo Sporting, que se junta a Kairat, Ugra e Inter.

Estão de parabéns os nossos futsalistas e a equipa técnica comandada por Nuno Dias.

E os mais de dois mil leões e leoas que encheram "até ao telhado" o multiusos de Odivelas e que foram parte importante, também, deste feito.

Spooooorrrtiiiiiiiiinnggggggggggg.


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Às segundas ao serão (excepção feita a semana passada, que foi na terça), há pelo twitter uma conversa simpática e informal com um twitter sportinguista, escolhido pelo João Castro. É uma alternativa agradável aos serões futebolísticos de segunda à noite, dos quais desisti há muito tempo. O João pergunta o que nos liga ao Sporting, dá espaço ao mais elementar, que nem sempre é falado e sabe bem relembrar: onde começou? E personaliza, tenta conhecer-nos previamente para que não seja uma coisa impessoal e em série.

Calhou-me ser a entrevistada a seguir ao jogo com o Real, mas correu tudo bem. Afinal é sobre a nossa ligação ao Sporting, e essa é inabalável.

As entrevistas são depois publicadas no blog Bancada de Leão, para se poderem ler fora do twitter. A minha está aqui, e copio parte:

21 - Como vês o clube com uma massa associativa tão jovem (M/F) apesar dos poucos títulos nos últimos anos? 
Revejo-me um pouco. O Sporting foi campeão em 82, eu tinha 5 anos, não me lembro. Só voltou a ser em 99/00 e eu cresci a ser do Sporting, quis ser sócia aos 15, estávamos em 92, naturalmente não foi por títulos. No fundo lembro-me de tantos títulos como alguns deles :) os mais pequeninos serão como eu fui, digo eu. É do Sporting quem gosta do Sporting. E quem resiste!

Para seguir estas entrevistas no twitter (não é preciso ter conta), basta seguir a hashtag #Sporting160, ou espreitar a conta do @castrojr76


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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Boavista-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 18

William Carvalho: 18

Bas Dost: 18

Coates: 17

Bruno César: 16

Adrien: 16

João Pereira: 15

Campbell: 15

Marvin: 15

Schelotto: 14

Rui Patrício: 13

Bryan Ruiz: 12

Rúben Semedo: 9

Paulo Oliveira: 2

 

O Jogo elegeu William Carvalho como figura do jogo. A Bola e o Record optaram por Gelson Martins.


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Cinco
Pedro Correia

Esta jornada do campeonato está a ser muito positiva. Trouxemos três pontos do Bessa e ganhámos mais dois pontos nesta jornada com o empate imposto ao FC Porto, nosso rival directo, no estádio do Restelo.

Tudo bem. Ainda antes de o fim de semana chegar ao fim.


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«André, nos poucos minutos que tem jogado, é o segundo melhor marcador do Sporting. Tem grande capacidade de antecipação, os golos parecem fáceis, mas quem anda lá dentro sabe que não é assim. Está melhor fisicamente e poderá, também, ser muito útil.»

Leão de Queluz, neste meu texto


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Sábado, 26 de Novembro de 2016

De forma lenta mas assertiva o ponta de lança holandês ao serviço do Sporting vai somando golos. Hoje marcou mais um. O sétimo da sua conta pessoal, neste campeonato.

Ainda por cima um golo que deu a vitória à nossa equipa. Como isso é importante... Para o próprio e acima de tudo para a equipa.

Bas Dost não tem a fogosidade de Slimani mas mesmo assim vi-o a tentar recuperar bolas e até a fazer de defesa quando viu que seria necesssário.

É por todos sabido e reconhecido que o futebol é um desporto total, de equipa. E o holandês mostrou uma vez mais que o importante é o resultado final, mostrando uma disponibilidade e entrega dignas de assinalar.

Aguardemos por mais... golos e vitórias!


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Segunda vitória consecutiva do Sporting, segundo jogo seguido sem sofrermos golos. Fomos ao Bessa, onde há um ano tínhamos empatado a zero, vencer o Boavista. Vitória pela marca mínima, 1-0, mas suficiente para nos garantir três pontos. Bom desfecho de uma exibição categórica do onze leonino num estádio tradicionalmente difícil para qualquer equipa.

O resultado foi construído na primeira parte, novamente por Bas Dost, completando exemplarmente uma jogada genial de Gelson Martins - de novo o melhor elemento em campo. O jovem extremo direito fintou três adversários e cruzou na perfeição para a cabeça do internacional holandês.

Já antes Dost tinha rematado ao poste, logo aos 8', muito bem servido por Joel Campbell, que repetiu a titularidade: Jorge Jesus preferiu deixar no banco outro costarriquenho, Bryan Ruiz, que só entraria aos 60'.

No segundo tempo, destaque para um tiraço de Bruno César à barra: iam decorridos 73' e apesar de a bola não ter entrado era um sinal evidente de que o Sporting, quatro dias após ter defrontado o Real Madrid em Alvalade, estava de boa saúde física e anímica. Deixando para trás o fantasma dos maus resultados após cada jornada europeia.

Continuamos a depender só de nós na Liga 2016/17. Apenas isso interessa.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Teve muito pouco trabalho mas cumpriu nas raras ocasiões em que foi chamado a intervir. Protagonizou um lance polémico ao entrar na baliza com a bola dominada, mas sem que esta cruzasse a linha de golo.

SCHELOTTO (5). Substituiu João Pereira como lateral direito titular. Não pareceu em boa condição física, como viria a confirmar-se logo a abrir a segunda parte, quando se lesionou por aparente má colocação do pé.

COATES (7). Impõe-se cada vez mais como um dos melhores centrais do campeonato. Outra exibição categórica, em que não se limitou a defender: também foi à frente, apoiando bem os seus colegas. Grandes cortes aos 44' e 80'.

RÚBEN SEMEDO (6). Ganhou muitos confrontos individuais, exibindo-se com a autoconfiança que todos lhe conhecemos. Abusou por vezes do contacto físico, mas não no lance em que foi muito mal expulso, aos 83'.

MARVIN (6). Com poucos rasgos, mas sem deslizes. O holandês desta vez mostrou-se mais maduro e tranquilo. Protagonizou uma grande jogada individual aos 64'. Soube queimar tempo, com inteligência, no período extra final.

WILLIAM CARVALHO (7). Fez rolar a bola sempre controlada e transformando o nosso meio-campo numa muralha defensiva. Excelente lance individual aos 52' na grande área. Quase toda a construção passou por ele.

ADRIEN (7). O complemento ideal de William: formam ambos a melhor parceria de médios do futebol português. Eficaz a recuperar bolas, arguto a dar sequência aos lances, com uma grande visão de jogo. Acabou quase esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  Começou como segundo avançado, depois descaiu para a ala. Em qualquer lugar jogou com garra e brio. A sua "bomba" à barra merecia ter sido golo. Sacrificado aos 85': teve de sair quando Rúben foi expulso.

GELSON MARTINS (8).  De novo o melhor em campo. Falhou o golo aos 22', a passe de Bas Dost. Mas fez tudo o resto muito bem: desequilibrou, assistiu para o golo do holandês (25'), serviu Bruno César na bomba à barra (73').

CAMPBELL (7). Merece ser titular e o treinador recompensa-o. Veloz e dinâmico, serviu Bas Dost, que atirou ao poste (8'). Grandes trocas posicionais com Gelson e Bruno César, baralhando o bloco defensivo rival. Substituído aos 60'.

BAS DOST (7). Foi contratado para marcar golos e tem vindo a cumprir: o cabeceamento certeiro aos 25' valeu três pontos à equipa. Ainda rematou ao poste e teve boas movimentações em várias áreas do terreno.

JOÃO PEREIRA (5).  Entrou aos 47', rendendo o lesionado Schelotto. Foi bastante mais contido do que noutros desafios, talvez lembrando o cartão vermelho recebido quatro dias antes frente ao Real Madrid em Alvalade.

BRYAN RUIZ (5).  Substituiu Campbell aos 60', numa altura em que o treinador pedia à equipa maior contenção de bola. Cumpriu a missão no ritmo pausado a que já nos habituou mas sempre com bom toque de bola.

PAULO OLIVEIRA (-).  Entrou aos 85', colmatando a súbita vaga de Rúben Semedo. Jogou o tempo suficiente para ajudar a conter a previsível investida final do Boavista, que não passou de breve fogacho.


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Três pontos
Edmundo Gonçalves

Depois do esforço de Terça-feira, mais uma jornada complicada, hoje, no Bessa.

Num jogo que começámos claramente por dominar e que poderíamos ter matado por quatro ou cinco vezes, acabámos a defender três pontos mais que justos, outra vez contra catorze.

Para aqueles que nos virão aqui chatear a moleirinha com aquilo a que irão chamar anti-jogo, a minha resposta em gargalhada é: Finalmente aprenderam a defender um resultado. Contra tudo e contra todos!

Para aqueles que ainda aqui aparecem com a estória do Slimani, serve aquela cotovelada do rapaz axadrezado na cara de Coates.

Muito Bom - Adrien, William, Coates, Gelson (melhor em campo mais uma vez) e Dost.

Bom - Bruno César.

Suficiente - Os restantes.

Rui fez uma defesa, em cima do risco. Aposto que a partir de hoje teremos aí um camião de defensores do vídeo-árbitro e da tecnologia da linha de baliza, vai uma aposta?

Bom - O domínio do jogo na primeira parte e algumas boas jogadas.

Mau - Os cruzamentos (o único que "entrou" foi o do golo) e (a falta dos) os remates.

Este já está, siga a banda.


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Gostei

 

Da vitória no Bessa. O Sporting trouxe hoje três pontos do confronto com o Boavista, num estádio tradicionalmente difícil. Missão cumprida.

 

Da nossa superioridade durante todo a partida. Noventa minutos com total domínio leonino, desde o minuto inicial. A primeira incursão dos axadrezados à nossa baliza só ocorreu quando já havia passado uma hora de jogo.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Boavista, criando sucessivos desequilíbrios na sua ala e à entrada da grande área axadrezada. Fez a assistência para o golo e esteve ele próprio muito perto de marcar. Tem um fôlego inesgotável: não acusa o menor indício de desgaste físico.

 

De Bas Dost. Fez o que lhe competia: voltou a marcar. Já soma sete golos na Liga 2016/17. Mas não se limita a esperar pela bola: vai muitas vezes buscá-la. Exerce pressão na frente e sabe também jogar atrás.

 

De Campbell. Segunda jornada consecutiva com o costarriquenho como titular. E voltou a demonstrar ao treinador que vale a pena apostar nele. Muito dinâmico, sobretudo na primeira parte, domina bem a bola e ganha consecutivos confrontos individuais. Deu nas vistas logo aos 8' ao servir Bas Dost, que rematou ao poste.

 

De Adrien. Um elemento fundamental para as ambições do Sporting na conquista do campeonato. Mesmo quando não brilha, como foi o caso, é sempre essencial na manobra ofensiva da equipa, abrindo linhas de passe e calibrando a velocidade do jogo. Esta vitória também se deveu muito a ele.

 

De ganhar após a Champions.  Quebrou-se de vez o mito da quebra leonina após os desafios das competições europeias. Quatro dias após o duro embate de Alvalade com o Real Madrid o Sporting não acusou o menor sinal de falta de frescura física nem de quebra psicológica.

 

Da maturidade da equipa. Ao contrário do que sucedeu noutros desafios, soubemos guardar bem a bola e pautar o ritmo do jogo de acordo com os nossos interesses quando passámos a jogar com um a menos, aos 83', na sequência da injusta expulsão de Rúben Semedo.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Das ausências de Elias e Markovic. Nenhum deles fez a menor falta.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Em Portugal expulsa-se duas vezes mais do que em Espanha ou Inglaterra e três vezes mais do que na Alemanha. Fábio Veríssimo, após uns instantes de hesitação, cedeu à pressão dos jogadores da casa mostrando o cartão vermelho a Rúben Semedo num lance em que não houve contacto físico. Péssima decisão do mesmo juiz da partida que já nos tinha prejudicado seriamente na época passada, no desafio frente ao Braga da Taça de Portugal que ditou a nossa eliminação da prova.

 

Da lesão de Schelotto. Perdemos o lateral direito logo a abrir a segunda parte, forçando Jorge Jesus a queimar uma substituição com uma troca directa, fazendo entrar João Pereira.

 

Da vitória escassa. Vencemos o Boavista por 1-0. Muito melhor do que há um ano, quando fomos ao Bessa empatar a zero. Mas soube a pouco atendendo às oportunidades criadas, sobretudo no primeiro tempo.

 

Das duas bolas aos ferros. A primeira logo aos 8', por Bas Dost, a passe de Campbell; a segunda com um disparo fortíssimo à barra de Bruno César, bem servido por Gelson Martins. Qualquer deles merecia ter feito golo.


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«Devo dizer que acho exagerado, sinceramente. Acho exagerado! Vejo aqui alguma dúvida. (...) Eh pá, tenham lá um bocadinho de cuidado! Há jogadores que fazem não sei quê e ficam dois meses... apanham dois joguitos ou três... e alguns lesionam seriamente colegas de profissão... e agora um dirigente passou-se um bocado... o Vieira... não gostou, barafustou como os outros! Viu o senhor da arbitragem e descarregou nele... mas isso é normal!»

RTP3, 20 de Novembro, referindo-se ao castigo aplicado pelo Conselho de Arbitragem ao presidente do SLB, que recebeu a pena mínima


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«Rui Patrício já conseguiu aquilo que todos os outros grandes-redes portugueses não conseguiram: ser campeão europeu e grande responsável por esse mesmo título

SportingSempre, neste texto do Edmundo Gonçalves


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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2016
Leitura esclarecedora
Edmundo Gonçalves

Isto está tão bem explicado, que até eu percebi.

Em mais um excelente trabalho do mister do café


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Ontem assinalei aqui as cinco maiores assistências registadas no nosso estádio - quatro das quais já com Jorge Jesus no comando técnico da equipa.

Hoje, em complemento, lembro qual foi o número mais baixo de espectadores em Alvalade: aconteceu no jogo Sporting-Varzim, na quarta jornada da Taça de Portugal, a 26 de Outubro de 2005, com apenas 6112 adeptos nas bancadas. Filipe Soares Franco liderava o clube e a equipa era treinada por Paulo Bento. Vitória leonina por 2-0, com golos de Miguel Garcia e Liedson.

Para o campeonato, o pior registo ocorreu a 5 de Janeiro de 2013, num Sporting-Paços de Ferreira: apenas 6157 resistentes acorreram ao estádio. Numa altura em que o presidente era Godinho Lopes e o comando técnico fora confiado ao belga Franky Vercauteren, aliás despedido na sequência desse encontro, que terminou em derrota (0-1).

Outros tempos, outros números. Por vezes convém avivar memórias.


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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ERCÍLIA MACHADO

"Tenho tido grande ajuda dos responsáveis do Sporting. Agradeço muito ao Carlos Lopes e Mário Aníbal, estão sempre a ligar-me para saber como estou."

(O Jogo, 3 de Maio 2015)

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«A direcção do Sporting Clube de Portugal deve por todos os meios ao seu alcance defender a honra e o bom nome do clube e accionar os meios para responsabilizar quem difamou e causou dano reputacional ao Sporting e ao seu presidente. E não deve ser pouco.»

JM, neste meu postal


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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016

Ficaria mal com a minha consciência se não transcrevesse aqui, ainda antes de acabar o dia, um trecho desta excelente crónica de Pedro Santos Guerreiro hoje publicada na última página do diário Record.

Muita gente tem o péssimo hábito de medir todos os jornalistas pela mesma bitola. Isto é tão injusto como aplicar o mesmo critério a qualquer outra profissão. Por isso faço questão, sempre que possível, de remar contra a maré.

O Pedro Guerreiro é um daqueles jornalistas que merecem ser apontados como exemplo.

Aqui fica um excerto da crónica assinada no Record pelo director do semanário Expresso:

«De cada vez que falamos do que supostamente se passa na casa de alguém, expomos esse alguém à indiscrição generalizada e ao julgamento ignorante. Não é por esse alguém ser figura pública que ganhamos o direito a ter as chaves da sua vida privada. Até porque não é só a sua privacidade que invadimos: expomos também a da sua família. Incluindo filhos menores que são gozados nas escolas, amigos e amigas que são xingados nos supermercados, cônjuges que são olhados de lado e pelas costas. Não é uma generalização: isto aconteceu. E nós, se comentamos, se partilhamos, se olhamos, estamos a participar no ataque ao ponto mais vulnerável que qualquer pessoa tem, seja um jogador ou um presidente.»

Transcrevo, aplaudo e subscrevo.


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A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

18.15 horas, Sábado, no Bessa com o Boavista.

Alvitrem lá o vosso onze inicial.


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Quatro das cinco maiores assistências de sempre no actual estádio José Alvalade, proporcionando as nossas melhores receitas de bilheteira, registaram-se já com Jorge Jesus no comando técnico do Sporting. As contas, hoje divulgadas pelo jornal A Bola, não deixam lugar a dúvidas: os 50.046 espectadores na recepção ao Real Madrid desta terça-feira estabeleceram um novo máximo, ultrapassando os 49.992 ingressos no dia da inauguração, a 6 de Agosto de 2003.

Neste top five incluem-se o Sporting-Benfica (49.699) do último campeonato e os dois mais recentes clássicos Sporting-FC Porto, ocorridos a 2 de Janeiro (49.382) e 28 de Agosto (49.399).


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Regressa enfim o campeonato nacional. O Sporting vai jogar ao Bessa, defrontando o Boavista a partir das 18.15 de sábado, com arbitragem de Fábio Veríssimo.

Quais os vossos prognósticos para este jogo?

 


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O mundo sabe que
Pedro Correia

«O Sporting é o único clube do mundo com dois canteranos eleitos com o FIFA World Player (Figo e Cristiano). A sua prolífica Academia é extraordinária.»

Marca, na edição de ontem


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«Eu também lá estive e foi lindo, lindo! Foi mágico, não tinha a noção de tamanha grandiosidade. Tendo sido a primeira vez que entrei num estádio, foi em memória de meu pai também ele um apaixonado pelo seu Sporting.
Já aqui escrevi que não entendo nada de futebol, mas ontem, e pela primeira vez, fui "à bola" com o meu filho mais velho e o meu neto com treze anos cheios de amor pelo seu clube que é o meu, o nosso, clube do coração.»

Ana, neste texto da Zélia Parreira


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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016
Ochienchia y sete
Luciano Amaral

Alguém me explica porque é que sofremos sempre o mesmo tipo de golos? Um clássico é: alguém centra para a área, salta de lá um tipo qualquer que nem sequer precisa de ser muito alto e a bola vai dentro. Ontem, foi aos oitenta e sete minutos, como em Madrid tinha sido aos 93. Noutros jogos foi noutras alturas, mas sempre da mesma maneira.


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Leitura recomendada
Pedro Correia

O Palerma e os disparates. No Mister do Café.


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O dia seguinte
Pedro Correia

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O Sporting fecha 180 minutos com o campeão da Europa sem que, globalmente, tenha sido inferior. A não ser, claro, no detalhe com que se ganham jogos: remates e golos. Só aí os fadistas portugueses foram inferiores aos tenores do Real Madrid. E volte a registar-se a intensa ousadia de o Sporting continuar a querer ganhar ao campeão da Europa mesmo após a expulsão de João Pereira.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «Um adeus feito de bravura e abnegação deram os comandados de Jorge Jesus à Liga dos Campeões, caindo em casa perante o actual campeão europeu, que, mesmo em superioridade numérica, consentiu o empate e viu-se em trabalhos para manter viva a pretensão de terminar no primeiro lugar do Grupo F.»

 


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Sou racional. Penso e repenso as coisas, as situações até ter certezas. Peso os prós e os contras. Penso a todos os passos do caminho: “e se estiver errada?”. Procuro um ponto de partida, a tal primeira certeza sobre a qual não restam dúvidas e a partir daí vou eliminando hipóteses, construindo raciocínios. Depois, quem me ouve falar, pensa que sou muito emotiva porque defendo a minha posição sem reservas, sem dúvidas, sem hesitações, com convicção, com garra e, confesso, com alguma impaciência.

Posto isto, a minha chegada ao Sportinguismo não podia ser irracional ou fruto do acaso. Era uma criança e nem tinha preferências. Mas na escola, os benfiquistas eram uns arrogantes, donos da verdade absoluta, que tinham prazer em humilhar todos os que não fossem do seu clube. Se ganhavam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a basófia. Se perdiam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a neura. Foi fácil chegar à primeira certeza, sobre a qual não havia qualquer dúvida: Nunca poderia ser benfiquista. Nunca poderia fazer parte “daquilo”. A partir daí foi fácil eliminar hipóteses e chegar à melhor escolha possível: o Sporting Clube de Portugal.

E depois há isto. Há o Estádio de Alvalade cheio. Estão lá dois dos meus filhos e mais 50044 leões a viver uma noite de festa. Eu vejo um vídeo filmado com um telemóvel, todo aos tremeliques e com má qualidade de imagem, e não consigo evitar que as lágrimas me cheguem aos olhos.

Já sei que os comentadores de plantão vão dizer que isto do “Mundo sabe que” é uma pirosice: Se calhar, até é. Também vão atacar com a contabilidade das vitórias e dos campeonatos. Com certeza, levem lá a bicicleta. Digam o que quiserem, toda a vossa conversa é inútil e até me diverte ver como se contorcem.

A minha certeza é inabalável. A minha fé é inquestionável. Eu sou Sporting Clube de Portugal.

 


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"Estou a jogar muito mal."

Fábio Coentrão, ontem à noite, após o Sporting-Real Madrid


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«Castaignos tem uns laivos de Slimani, e André tem uns laivos de Dost. Mas nenhum se compara com os originais. Castaignos também me lembra o Iordanov a ponta de lança, muito esforço para nada...»

SportingSempre, neste meu texto


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Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Prestação muito positiva do onze leonino, perante assistência recorde em Alvalade, frente ao Real Madrid, campeão europeu em título. A nossa equipa nunca se sentiu inferiorizada.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, o nosso melhor. Funcionou como saca-rolhas na ala direita, abrindo ali sucessivas linhas de passe e vulgarizando o brasileiro Marcelo, seu adversário mais directo. Fez levantar o estádio com uma magnífica jogada a abrir a segunda parte. Excelentes cruzamentos para a grande área aos 18', 51', 75' e 86'. Mas faltou sempre alguém para dar a melhor sequência a estes passes.

 

De William Carvalho. O campeão europeu voltou a ser um gigante em campo, dominando o eixo do terreno na ligação constante entre a defesa e o ataque. Recuperou bolas, fez passes de ruptura e ainda arriscou incursões em zonas mais ofensivas. Nunca baixou os braços.

 

De Adrien. Nos momentos decisivos, faz a diferença. Aconteceu numa fase crucial do jogo, aos 80', quando Campbell arrancou um penálti, cometido por Fábio Coentrão. Chamado a convertê-lo, o nosso capitão não vacilou. Empatando a partida com um remate muito forte e bem colocado.

 

De Bruno César. Sempre muito combativo. Marcou muito bem um livre logo aos 5'. Grande remate aos 32', desviado in extremis por Sergio Ramos. Outro livre a rasar o poste, iam decorridos 41'. Um dos melhores, sem dúvida. Substituído por Campbell aos 62', talvez devesse ter permanecido mais tempo em campo.

 

Da hipótese de reviravolta.  Durou apenas sete minutos a situação de empate nesta partida, desfeita aos 87'. Soube a pouco esse curto período que nos fez sonhar mais alto.

 

De termos jogado sem temor. Sem o brilhantismo da nossa exibição no Santiago Bernabéu, o onze leonino nunca mostrou receio por defrontar o campeoníssimo Real. É de sublinhar esta atitude aguerrida e descomplexada: nem em inferioridade numérica nos deixámos atemorizar.

 

Da assistência em número inédito. Nunca tinha estado tanta gente no nosso estádio desde que foi inagurado, há 13 anos: 50.046 espectadores. Prova evidente de que sócios e adeptos continuam a apoiar a equipa.

 

Dos fortes aplausos a Cristiano Ronaldo. Leão uma vez, Leão para sempre. O melhor jogador do mundo sentiu bem o carinho do público neste regresso a Alvalade 13 anos depois.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Apesar da boa réplica que demos à melhor equipa do mundo, e jogando com menos um durante a última meia hora, voltámos a sair derrotados na Champions (1-2). Falta agora o decisivo confronto com o Legia de Varsóvia, que ditará se transitamos para a Liga Europa.

 

Do golo inicial, sofrido aos 29'. Num lance de bola parada, beneficiando de uma das raras falhas defensivas do Sporting nesta partida, Varane marcou. Ao intervalo, o Real vencia 0-1. Mas a nossa equipa não se sentiu inferiorizada por isso.

 

Da expulsão de João Pereira. Ficámos reduzidos a dez a partir do minuto 64', quando o nosso lateral direito foi expulso por uma alegada agressão que ninguém viu a não ser o árbitro assistente. Um mistério.

 

De Fábio Coentrão. Substituto de Marcelo, mal entrou em campo logo cometeu um penálti infantil, prejudicando a sua equipa. Algo inaceitável em alta competição.

 

Da nossa incapacidade de concretização. É o problema de sempre: continuamos a falhar demasiados golos. Bas Dost, nos 76 minutos em que esteve em campo, andou desencontrado da bola: quando ela aparecia, ele não estava; quando esteve ele, faltava a bola. Campbell (aos 82') e André (aos 86') podiam ter marcado quase ao cair do pano, o que não aconteceu.

 

De mais um fatídico fim de jogo. Em Madrid, estávamos a ganhar aos 88' e acabámos por sofrer dois golos. Desta vez, com a partida empatada, vimos o Real chegar à vitória aos 87'.


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