Segunda-feira, 31 de Outubro de 2016

Podem dizer que não ganhamos há uns jogos.

Podem dizer que já não metemos medo a ninguém.

Podem dizer que estamos com uma falta de confiança que se sente do outro lado da televisão.

Podem dizer que o Marvin não sabe atacar.

Podem dizer que o Marvin não sabe defender.
Podem dizer que o Schelotto só sabe correr e não sabe fazer um passe.

Podem dizer que o William decidiu mostrar em má altura que é um comum mortal.

Podem dizer que o Bryan parece que envelheceu dez anos em dois meses.

Podem dizer que o Elias... Bom, podem dizer o que quiserem do Elias.

Podem dizer que o Markovic se esqueceu do que é jogar à bola.

Podem dizer que o Jesus é teimoso.

Podem dizer que o André, Campbell, Castaignos e afins são piores que o Matheus.

 

Podem dizer isso tudo, e provavelmente têm razão. Mas nós somos o Sporting Clube de Portugal, e desistir não nos está no sangue. É por isso que amanhã estarei a entrar num avião para na 4ª estar lá, a gritar pelos nossos.

 

Porque onde tu fores jogar, eu vou lá estar. E não é para assobiar ou vaiar. Onde tu fores jogar, eu vou lá estar para te apoiar.


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Outro empate com sabor a derrota. E mais uma série de prognósticos falhados. Não por nossa culpa, mas por culpa dos jogadores, que insistem em actuar muito aquém daquilo que deles exigimos.

Resta a esperança de que a próxima jornada seja melhor.


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Os adeptos na Madeira protestaram ruidosamente. E com toda a razão: não podemos compactuar com a falta de atitude revelada pelos jogadores frente ao Nacional.

Espero que os responsáveis leoninos - do presidente ao treinador - se deixem enfim de questões laterais e se concentrem na recuperação da equipa.

Não é tempo para desperdiçar energias com comunicados consecutivos, bravatas nas redes sociais, falatório em excesso, almanaques de mil novecentos e troca o passo, "vídeos motivacionais" da treta e alarido na praça pública a propósito de cem assuntos secundários enquanto se perde de vista o essencial.

É tempo de a direcção olhar mais para o Sporting e menos para os rivais. Venho escrevendo isto há semanas e sinto o imperativo de o reiterar aqui.

 

Leitura complementar:

Breves notas a propósito do jogo de sábado

Devemos imitar Gelson Martins

Contra a apologia das vitórias morais


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«Este é o momento em que eu percebo que sem colinho e sem vouchers o JJ é, dado o custo, um barrete. Dispensou Mané, Iuri, Podence, Palhinha, Francisco Geraldes, Gauld, a quem nem deu uma oportunidade no estágio, para depois ficar com o inenarrável Markovic.»

J. Ramos, neste texto do Francisco Vasconcelos


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Domingo, 30 de Outubro de 2016
Matheus Pereira
Pedro Correia

Com uma assistência para golo, voltou a ser o melhor em campo a actuar pelo Sporting B. Jorge Jesus está à espera de quê para o chamar enfim à equipa principal?


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A verdade é que já está toda a gente farta destas crises recorrentes do Sporting, que aparecem sabe-se lá porquê e vindas sabe-se lá de onde. Ainda mais fartos estão os adeptos que continuam a conseguir encher estádios mesmo com a carreira medíocre das últimas décadas. Não é de certeza por eles que as crises aparecem. O treinador e os jogadores estão com a neura? Estão deprimidos? Então é melhor tratarem-se. Quando passar, avisem.


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«Devemos ter orgulho nas carreiras que João Mário e Slimani estão a fazer nos seus actuais clubes. Não vendemos gato por lebre.»

Leão de Queluz, neste meu texto


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Sábado, 29 de Outubro de 2016

«Isto há três anos não acontecia. O Sporting empatava e ninguém ligava.»

Fernando Mendes, na CMTV


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Nada está perdido, não se trata disso. E quanto a esse tema, gostava de partilhar o que diz o Sportinguista.

Além de também eu não ter desistido, há três pontos que saliento deste post:

Exijo que saibam o que o Sporting representa para os adeptos e que carregam uma bandeira (...)

Exijo que sejam profissionais na mesma medida do nosso amor

Exijo que percebam a sorte que é ser do Sporting;

Não há muito mais a dizer a seguir aos dois últimos jogos. Ou quatro, vá, mas nos dois últimos foi mais evidente uma ineficácia que não deixa muitos argumentos. Com o Dormund houve atitude e em Guimarães três golos. Não é um caso em particular, e isto não quer dizer que está tudo mal na equipa. Temos bons centrais, um Schelotto que começa bem, descarrila pelo meio e corre para apanhar o fim, Um Bas Dost que não tem culpa que não lhe chegue sempre a bola. Não é uma culpa de alguém em particular, mas também não é mérito de nenhum. Vendo a cara do Ruben Semedo no final do jogo, percebe-se que não somos só nós a achar que aquele resultado soube a derrota. E não é saber a derrota por merecermos mais um golo - que até merecíamos -, ou erro do árbitro, ou anti-jogo - que também existiu, não discuto isso. É saber a derrota porque sabemos e podemos mais que isto.

Queriamos estar todos alinhados, estamos agora? Estamos unidos num "Ok, alguma coisa tem de mudar nestes jogos"? Espero que sim, é essa sintonia que faz um clube.

Isto passa-me, nem sequer está em causa quarta-feira estar em frente a uma TV às 19:45. Mas que mói, mói.


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Só por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Nacional-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Coates: 14

Gelson Martins: 14

Schelotto: 14

Bruno César: 13

Rúben Semedo: 13

Rui Patrício: 13

Campbell: 11

Bryan Ruiz: 11

Bas Dost: 11

Markovic: 10

William Carvalho: 10

Marvin: 9

Alan Ruiz: 8

Elias: 6

 

A Bola elegeu Gelson Martins como melhor sportinguista neste jogo. O Record optou por Coates. O Jogo não escolheu nenhum.

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Desde quando o William Carvalho é marcador de penáltis?

 

Que mais é preciso o Markovic (não) fazer para o deixares no banco?

 

Ainda não percebeste que o Marvin nem na equipa B deve jogar?

 

Quanto tempo vais demorar a apostar no Matheus Pereira?

 

O Podence, o Palhinha e o Francisco Geraldes voltam em Janeiro?

 

Porque continua o Castaignos sem calçar neste tempo de castanhas?

 

Mandaste vir o Meli para quê?

 


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«Ganhando está tudo bem. Perdendo está tudo mal, e obviamente os responsáveis têm de ser questionados. E quando parecem satisfeitos com a derrota porque tiveram boa imprensa e deram muitas entrevistas, mais ainda.»

SportingSempre, neste texto do Edmundo Gonçalves


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Esta semana foi-me dito que antes de o jogador sair, em Guimarães, o joelho de Adrien já vinha dando problemas, sendo uma questão de tempo até parar. Fui ainda informado de que Adrien em Guimarães não saiu por causa do joelho e que aproveitou a pausa forçada por outra lesão para ser operado ao joelho. Também me disseram que, além da diferença de valor que iria auferir caso saisse para Inglaterra, Adrien via essa como uma das suas últimas oportunidades de sair, quem sabe com medo de que os problemas físicos prejudicassem o seu rendimento e a possibilidade de ser transferido. Agora o que me faz confusão é como o Sporting não sabia isso, ou, sabendo, gastou milhões em jogadores cujo rendimento ainda está por provar, em vez de salvaguardar uma alternativa. E atenção que eu acho que já existiam no clube duas boas alternativas, Francisco Geraldes e Bruno Paulista, e que foi contratado um jogador que em forma pode ser uma boa alternativa, Marcelo Meli.

Esta discussão das alternativas e das contratações tem muito que se lhe diga, como por exemplo, a que se deve o eclipse de Matheus Pereira, ainda para mais com Bryan Ruiz visivelmente esgotado? Porque se empresta Palhinha e se contrata um jogador para o seu lugar que nunca é opção? Porque é que, gostando-se ou não, não foi contratado um jogador com as caracteristicas de Teo Gutierrez, para jogar ao lado de Bas Dost?

Para finalizar deixo-vos uma questão, tendo em conta as declarações de Jorge Jesus após a melhor exibição da época, em Madrid, e a postura de alguns jogadores, depois desse jogo. Não poderão existir questões mal resolvidas no seio do clube?

É verdade que a comunicação tenta desestabilizar muito, mas, normalmente, onde há fumo, há fogo e neste caso há muita coisa por explicar

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

Uma equipa à deriva, sem médio de construção, com a ala esquerda coxa, um segundo avançado ausente e erros primários que não se perdoam na alta competição - incluindo um penálti falhado por William Carvalho, como se não houvesse outros jogadores mais indicados para apontar o castigo máximo. Terceiro empate consecutivo do Sporting no campeonato - desta vez a zero, frente ao Nacional. Já com o líder do campeonato a sete pontos.

Hoje o descalabro colectivo contaminou alguns dos nossos melhores jogadores - de Rui Patrício a William, de Coates a Bruno César.

Markovic e Marvin foram as nulidades habituais, Elias só não os imitou porque apenas entrou ao minuto 87. E o argentino Alan Ruiz, também suplente utilizado, continua sem demonstrar porque foi um jogador adquirido por tão elevado preço.

Incapazes de marcar, sofremos ainda um enorme calafrio à beira do fim do encontro, quando o Nacional viu uma bola embater na trave. Podemos, portanto, ainda concluir que tivemos sorte.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Grandes reflexos aos 26', impedindo um golo. Mas pareceu quase sempre  intranquilo. Uma defesa atabalhoada quase originou autogolo (64'), uma saída em falso da baliza foi brinde que o Nacional desperdiçou (89').

SCHELOTTO (5). Vontade não lhe faltou. Mas faltou-lhe talento para centrar com ponderação. Desperdiçou demasiadas energias em lances inconsequentes. No seu melhor cruzamento, aos 72', a bola não encontrou ninguém.

COATES (4). Ganhou um penálti aos 7': de nada nos valeu. Corte primoroso aos 14'. Depois foi acumulando erros e falhando sucessivos passes. Ultrapassado aos 64' por Ricardo Gomes, que esteve a centímetros de marcar.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do Sporting. Desequilibrou diversas vezes, conduzindo a bola de trás para a frente. Tentou remar contra a maré, quase sempre sem sucesso. Podia ter marcado na sequência de um livre (87').

MARVIN (2). Incapaz de fazer um cruzamento enquanto se arrastou em campo, tornando inútil todo o nosso flanco esquerdo. Nunca fez a diferença em lance algum. Substituído - muito tardiamente - aos 87'.

WILLIAM CARVALHO (3). O jogador que parece mais perdido com a ausência de Adrien. A forma desleixada como apontou o penálti, deixando o guardião Rui Silva defender, foi um forte contributo para o desaire anímico da equipa.

BRUNO CÉSAR (4).  Entrou como médio de construção mas nunca foi eficaz, sem conseguir rasgar linhas de passe. Incapaz de fazer a diferença na marcação das bolas paradas: aos 81' marcou muito mal um livre. Acabou a lateral.

GELSON MARTINS (5).  Fez talvez o jogo mais apagado desta época. Ainda assim, esteve quase a marcar com um grande remate (21'). Tentou melhorar a mecânica colectiva da equipa nas transições ofensivas, mas foi um homem só.

BRYAN RUIZ (4).  Continua a ser uma sombra do que foi na época passada. Triste, apagado, pouco dinâmico, errante em campo, aparentando falta de pulmão. Bom cruzamento aos 29': Bas Dost desperdiçou. Substituído aos 64'.

MARKOVIC (2). Passou ao lado do jogo: começa a tornar-se um hábito. Revelou frequentes erros de posicionamento, perturbando o raio de acção de Gelson. Quando Jesus o mandou sair de campo, aos 59', já foi tarde..

BAS DOST (3). Fraco balanço do internacional holandês: fez dois remates enquadrados com a baliza, desperdiçando ambas as oportunidades, atirando a bola por cima e ao lado. Incompreensível não ter sido ele a marcar o penálti.

ALAN RUIZ (2). Reapareceu na equipa, entrando aos 59'. Aos 68', falhou ridiculamente um pontapé de meia distância - espelho perfeito do desnorte da equipa. Parece incapaz de abordar um lance sem fazer falta.

CAMPBELL (5). Entrou aos 64', rendendo Bryan Ruiz. Revelou mais vontade de domínio de bola e mais confiança do que o compatriota, patente num grande passe aos 75' para Bruno César, derrubado com penálti não assinalado.

ELIAS (4). Substituiu Marvin aos 87', com pouco tempo para dar a volta ao jogo. Mas o brasileiro ainda tentou, ao infiltrar-se na grande área do Nacional já no tempo extra, servindo Bas Dost, que concluiu mal o lance.


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Cardiologia
Luciano Amaral

Parece que o João Lobo Antunes não era apenas um excelente neurologista mas também um excelente cardiologista. Vi o jogo de hoje com a frase dele na cabeça, aquela que o Filipe Moura aqui pôs: "o Sporting só me dá alegrias; quando ganha é uma alegria, quando perde é um hábito". De facto, o coração sossega imenso quando se olha para os jogos assim. Só é pena que isso corresponda à irrelevância do Sporting.


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Não gostei

 

Do desempenho do Sporting. Foi um jogo lamentável - tão mau ou pior do que o anterior, frente ao Tondela. A equipa anda à deriva, apática, com uma gritante falta de atitude e uma clamorosa falta de empenho por parte de vários jogadores. Hoje não conseguiram melhor do que um empate a zero frente ao Nacional, na Choupana. No mesmo palco e perante o mesmo conjunto que há um ano tínhamos vencido 6-0.

 

De William Carvalho. Aos 7', Coates foi derrubado dentro da grande área. Penálti claro, desperdiçado pelo capitão da equipa com um remate frouxo e muito denunciado. Oportunidade perdida. Não voltámos a ter outra assim.

 

Do treinador. É incompreensível que Jorge Jesus tenha indicado William como marcador da grande penalidade, quando é sabido que esta não é uma especialidade do capitão, que já tinha falhado um penálti na final do Europeu sub-21 frente à Suécia. Bruno César não poderia ter assumido essa tarefa? Bas Dost não sabe marcar penáltis?

 

Do onze titular. Jesus parece aprender muito pouco com os sucessivos desaires da equipa. Tirou Elias, mas Bruno César não foi superior enquanto médio de construção. E voltou a dar oportunidades a jogadores que nada contribuem para um bom desempenho do onze leonino, como Marvin e Markovic. Continua a optar pelo apagadíssimo Bryan Ruiz, quase sem dar oportunidades a Campbell. E anda à deriva, tal como a equipa, sem conseguir fixar um titular na posição de segundo avançado.

 

De Bas Dost. Mal se deu por ele em campo. Fez-nos sentir saudades de Slimani. E até de Teo Gutiérrez.

 

De Alan Ruiz. Suplente utilizado, voltou a ser uma nulidade. Sem nunca ganhar um lance, sem visão de jogo, sem capacidade de abrir linhas de passe. Podia ter continuado no banco.

 

Do número de passes falhados. A partir de certa altura deixei de contá-los, tantos eram e tão disparatados. Em todas as zonas do terreno.

 

Do penálti perdoado ao Nacional aos 75'. Bruno César foi claramente derrubado em falta, sem que o árbitro Vacso Santos assinalasse o castigo máximo. Embora nada garantisse que, havendo penálti, desta vez a bola entrasse.

 

Da incapacidade de construirmos lances ofensivos. Processo de construção lento atrás, domínio de bola atabalhoado à frente. O lesionado Adrien nunca fez tanta falta como agora.

 

Do nosso terceiro empate consecutivo na Liga 2016/17. Depois de tropeçarmos frente ao Guimarães e em casa contra o Tondela. Não há duas sem três.

 

De mais dois pontos perdidos. Estamos já a sete do Benfica, que hoje somou mais três.

 

 

Gostei

 

De Rúben Semedo. Foi talvez o jogador do Sporting que errou menos nesta partida. Foi também um dos poucos que revelaram genuína atitude leonina, bem patente na forma como nos últimos minutos procurou empurrar a equipa para diante. Podia ter marcado, aos 87', com um bom cabeceamento na sequência de um canto, defendido pelo guarda-redes do Nacional. Voto nele como o melhor jogador da nossa equipa nesta partida. Ou o menos mau, para ser mais rigoroso.

 

De Gelson Martins. Inconformado com o marasmo dos colegas, tentou remar contra a maré fazendo valer a sua boa técnica individual. Desta vez os lances não lhe saíram tão bem e teve ainda por cima Markovic, mal posicionado, a estorvar-lhe o seu raio de acção. Mas merece nota positiva pelo empenho - ao menos isso.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Depois de termos levado três do Rio Ave, dois do Estoril, mais três do Guimarães e outro do Tondela, ao menos hoje mantivemos as nossas redes invictas.

 

Da sorte. Um inacreditável falhanço de Coates, incapaz de interceptar a bola na zona que lhe estava confiada, e uma defesa sem nexo de Rui Patrício quase geraram um autogolo do nosso guarda-redes. Felizmente a trave impediu esse mal maior.


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Leitura recomendada
Pedro Correia

Doidos à solta. No Mister do Café.


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Clube pequeno
Pedro Correia

Clube pequeno é aquele que põe o ódio a outros clubes à frente dos seus próprios interesses. O caso Carrillo - jogador que recebe salário milionário sem que o justifique minimamente - comprova bem isso. Estão a pagar-lhe no SLB não pelo que ele vale de concreto mas apenas por ter saído do Sporting. E não lhe pagam pouco: dois milhões e meio de "prémio de assinatura" e quatro milhões de salário anual, já sem falar do bónus de dois milhões de euros que passou para as mãos de um tal Canaletto, empresário do jogador.
Espero ver em breve, nos programas televisivos e nas páginas dos jornais, jornalistas e comentadores porem em contraste o salário do  Djaló peruano face às baixíssimas remunerações de outros elementos do plantel encarnado, nomeadamente dos jogadores da formação. A menos que gastem todas as energias a puxar o saco a Vieira, como faz este.

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Leoas às sextas
Pedro Correia

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PATRÍCIA MAMONA

"O Sporting está muito forte a nível feminino e agora acho que, finalmente, também está a nível masculino, para dar guerra ao Benfica."

(Lusa, 25 de Outubro 2016)

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«Isto começou com a forma como trabalhámos mal a derrota de Madrid, já que só perdemos esse jogo por falta de combatividade e de saber perder tempo. Ouvir o Jorge Jesus a criticar o Tondela por perder tempo só me fez recordar o que não fizemos e deveríamos ter feito também....»

Schmeichel, neste meu texto


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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

Só conhecia João Lobo Antunes de entrevistas. Pessoas haverá muito mais habilitadas do que eu para recordarem o ilustre e notável neurocirurgião. Mas eu gostaria de recordar justamente uma entrevista – não sei onde, não sei a quem (teria sido ao DNa, suplemento do Diário de Notícias?) –, a primeira que dele li, já lá vão mais de 20 anos. Vivia-se o prolongado jejum de títulos do Sporting, e uma das perguntas da entrevista dizia respeito justamente ao sportinguismo de João Lobo Antunes, nascido e criado em Benfica e numa família de benfiquistas, alguns deles ferrenhos. A pergunta era algo como “O seu Sporting não lhe tem dado muitas alegrias...”, e a resposta, que eu nunca esqueci: “A mim o Sporting só me dá alegrias. Quando ganha é uma alegria. Quando perde é um hábito.” Pode parecer pateta recordar João Lobo Antunes por isto, mas só um homem muito sábio encara o futebol desta maneira.


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O João Mário! Esse sim!

Mas não há muito a fazer, resta acelerar a adaptação dos reforços e... comprar 2 laterais em Janeiro!


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5 Out 2016 - Vieira: "Não falem dos outros clubes."

27 Out 2016 - Vieira: "Não descontámos nada do contrato dos direitos televisivos mas os outros clubes já."

 


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«Não quero voltar a ver um futebol de quase letargia como aquele que se viu no passado sábado em Alvalade.»

José Vieira, neste meu texto


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Puxa-saco lampião
Pedro Correia

 

«Luís Filipe Vieira é o melhor presidente da história do Sport Lisboa e Benfica.»

 

«Tirando Cosme Damião, acima de Luís Filipe Vieira em termos de dirigismo, neste momento, já não há ninguém.»

 

«A Benfica TV [foi] um projecto pioneiro que inclusive ajudou a salvar em termos financeiros os rivais Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto, que nunca teriam feito os negócios televisivos se o Benfica não tivesse desbravado caminho.»

 

«A academia do Seixal é um caso ímpar de sucesso em todo o mundo.»

 

«Lá fora já se encara a formação do Sport Lisboa e Benfica como um caso de sucesso ímpar por nomes como Bernardo Silva, Renato Sanches, André Gomes, João Cancelo e por aí fora.»

 

Rui Pedro Brás, que também assina Rui Pedro Braz, esta noite, na TVI 24

 


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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016
A minha costela Jota Jota
Edmundo Gonçalves

Mais uma vez ninguém bateu no ponto e ninguém acertou na equipa inicial, no jogo de Sábado passado com o Tondela.

Antes alguém o tivesse feito, que poderia ter ajudado a uma vitória que nos faz tanta falta.

Sexta, na Choupana, com o Nacional, quem acham que Jesus colocará de início?


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«O sortilégio do futebol é que não ganha o melhor.»

RTP3, 23 de Outubro


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Nona jornada: a nossa equipa desloca-se à Madeira. Se não houver nevoeiro, o Nacional-Sporting decorre a partir das 21 horas desta sexta-feira. Com arbitragem de Vasco Santos.

Quais são os vossos prognósticos?


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Nada, nada.
João Caetano Dias

Nada, nada. Uma caixinha sem valor. Nem chega a 50 euros. O que é que valem esses 100 euros? Estamos a discutir uns míseros 200 euros. São só 300, nada mais. Acha que alguém se deixa corromper por 400 euros?

(continua)


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Gostei de ver...
Francisco Chaveiro Reis

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...a bela exibição de Carlos Mané, pelo Estugarda, ontem na Taça da Alemanha, ante do Borussia M´gladbach. O extremo fez um jogo de sacrificio, correndo quilómetros, ajudando a defender e sendo dos melhores a atacar. Não chegou para seguir em frente, mas a atuação do camisola 15 ficou na retina. 


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Pedro Guerra, 3 Outubro, TVI 24:

«O Sporting tem um presidente que comunica com o treinador através do treinador-adjunto! (...) Eu não acho normal nem acho tolerável que um presidente, para falar com o treinador, tenha que recorrer ao treinador-adjunto!»

 

Pedro Guerra, 10 Outubro, TVI 24:

«Há pessoas que aparecem em programas de televisão que andavam em repastos contra a direcção dos clubes, depois foram chamados e passaram a alinhar. Há pessoas assim! Até eram pessoas que eram consideradas como muito eloquentes quando falavam, deixaram agora de aparecer tanto... Mas andaram aí também em jantares de conspiração... pelo menos... eram os ratos... os chamados ratos, que o actual presidente tratou logo de... ou está a tentar desmobilizar.»

 


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«O nosso Sporting sem Adrien corre o risco de nos proporcionar alguns dissabores. Não faz sentido nenhum uma equipa de um clube com a grandeza do SCP estar tão dependente da presença de um só jogador.»

Orlando, neste meu texto


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Vemos, ouvimos e lemos
Paula Caeiro Varela

Alguma alminha por aí capaz de explicar-me em que medida exactamente é que esta notícia do Record é relevante? porque é que no dia em que Rui Patrício é nomeado para a Bola de Ouro há um site de um jornal português que considera de absoluta pertinência e essencial essa informação de que "indianos dizem que Rui Patrício não merece estar nos nomeados"?

A sério? Isto é um site muito lido lá India, já percebi, e cá também? é daqueles sites que toooda a gente vai ler a correr quando quer saber notícias do futebol e ninguém me avisou?

É que se for isso prometo penitenciar-me e passar a ler o Sportskeeda ou lá o que é, com todo o afinco, todos os dias ao pequeno-almoço. Mas expliquem-me. De preferência em português, obrigada.

 

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016
O príncipe do nada
Pedro Oliveira

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Não é a primeira vez que me refiro neste "blog" ao desempenho de Renato Sanches, faço-o para desmontar uma máquina de propaganda que começou em Portugal mas que, neste momento, vai estendendo os seus tentáculos até à Alemanha. O Bayern tenta livrar-se do barrete que enfiou e este folclore, estes prémios fazem parte.

Antes de continuar, esclareço que o título do "post" está relacionado com um poema de Sérgio Godinho, chamado Maré Alta, concretamente, com o verso: "aprende a nadar, companheiro".

Vejamos então se Renato sabe nadar e para isso recuemos à época anterior.

Na época passada representou duas equipas: o Benfica B e o Benfica, o primeiro esteve quase a descer de divisão (só não desceu devido a mais uma golpada de secretaria, desta vez envolvendo o Farense. Desportivamente, com os resultados conseguidos dentro das quatro linhas, descia de divisão) o segundo venceu a Liga da forma como sabemos, sem praticar o melhor futebol, sem ser superior, nem ao Sporting, nem ao Porto, nos confrontos directos. A vitória nessa Liga está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

Na selecção nacional não participou em nenhum jogo da fase de apuramento mas foi passear a França, onde o seu grande momento é no jogo da final, foi substituído para entrar Éder.

Desde essa substituição não voltaria a calçar na selecção.

Vejamos, agora, qual tem sido o percurso de Renato Sanches no Bayern München (BM).

Parece claro que nos jogos mais complicados, Renato não joga, foi assim com o Werder Bremen, com o Hertha e com o Atlético de Madrid, nesses jogos o BM marcou dez golos e não sofreu nenhum.

Nos outros seis jogos do campeonato alemão e nos restantes dois da "Champions", Renato jogou mas sempre como titular substituído ou como suplente utilizado, Ancelotti não confia nele para os 90' e os números dão razão ao treinador.

Nestes oito jogos em que participou (exceptuando um que referirei mais à frente) o desempenho do BM foi sempre pior ou igual com Renato em campo. Há jogos, por exemplo, com o Hamburger SV que Sanches é substituído aos 61' com o resultado em 0-0, o futebol do BM melhora com a entrada de Vidal e vence o jogo.

Importa realçar que o melhor jogador europeu sub-21 da Europa em oito jogos (incompletos, é certo) não marcou nenhum golo, nem fez nenhuma assistência; o que nos leva ao tal jogo (o único) em que o futebol do BM melhorou com a entrada do "golden boy", foi no Allianz Arena, no dia 13 de Setembro, o BM recebia os russos do Rostov.

Renato entra aos 71', ainda a tempo de ver Juan Bernat ampliar a vantagem de 4 para 5-0.

Era o jogo ideal para Renato Sanches brilhar, mais uma vez ficou a ver os colegas brilharem, nesse dia foi o defesa esquerdo espanhol, um desconhecido para a maior parte de nós que saiu do banco para fazer uma assistência (para o 4-0 de Kimmich) e marcar o quinto a passe de Ribéry.

Conclusão, A Bola pode fazer as capas que desejar, chamar-lhe "Príncipe" na capa e "Menino de Ouro" na pág. 2, pode atirar pedras ao Record (pág. 3) Renato foi primeiro para 20 das 30 referidas publicações e só quatro deixaram-no de fora [sic]: Sport Foot Magazine (Bélgica), Komanda (Ucrânia), Fanatik (Turquia) e Record (Portugal)" que isso não vai mudar para melhor o desempenho do jogador.

Quanto a Renato Sanches desejo que consiga provar em campo as imerecidas honrarias que tem conquistado fora dele; aprende a nadar, companheiro.


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A limpeza das espingardas*
Edmundo Gonçalves

Está lançado aqui no blogue o mote para fazermos todos, sportinguistas, o balanço do que se vai passando na equipa de futebol e no Clube, que críticas ou reparos, ou propostas, ou sugestões temos para ajudar a ultrapassar esta fase menos boa.

Um dos visados nas críticas, para além do treinador, é o presidente e a sua atitude e forma de actuar/comunicar, considerando-se exagerada, desfasada, despropositada até, a sua forma de governar a comunicação do Sporting e inclusive o relacionamento para dentro.

Eu já não acho!

Em relação ao presidente, o que eu temo, sinceramente, é que ele comece a deixar-se vencer pelo status quo.
É que, concordando que aqui ou ali deu alguns tiros nos pés (ninguém é perfeito), há temas que, se estão na ordem do dia, a ele o devemos.
Quando dizemos que hoje o presidente está "muito melhor" e nunca deixamos de referir os episódios em que esteve mal (e que eu subscrevo), quer dizer que o "desgraçado" do presidente tem um sacana dum carimbo na testa do qual nunca se irá livrar e haveremos de, ad eternum, cobrar-lhe esses excessos fruto de uma clara imaturidade inicial, que todos lhe desculpámos em tempo.
O homem há-de ser sempre preso por ter cão e por não o ter; Se fala é porque fala, se se cala é porque deveria ter falado. É claro para mim que "diálogo" do presidente, só com outros presidentes, mas não será esse o objectivo dos outros presidentes, forçar um diálogo de surdos? Senão, porque anda calado que nem rato o tipo dos camiões e não se houve falar o azeiteiro dos chocolatinhos, se não for com o intuito óbvio de cortar o pio a quem os pode colocar em causa e às suas manigâncias?
Exagera? Por certo, mas creio que o tempo do verbo deverá ser conjugado no passado. Hoje por hoje, não me parece que as intervenções do presidente sejam factor de desestabilização e aquele comunicado após a derrota de Madrid, p.e.,  tem um claro objectivo que é o de dar um voto de confiança à equipa. Não creio que o facto de "valorizar uma derrota" tivesse sido prejudicial à equipa e aos jogadores.  Está claro para mim que o problema actual da falta de resultados é mais do foro psicológico que de outra coisa qualquer e aprecio a atitude do presidente dando um voto de confiança ao grupo. Se não gostei do episódio Guimarães (Marco Silva), não posso criticar a forma que foi encontrada para dizer aos jogadores que estava com eles, ainda que a forma talvez não tivesse sido a ideal. E conhecendo já um pouco de Bruno de Carvalho, estou em crer que uma parte do recado foi dada no recato do balneário e não terá sido tão simpática quanto a versão dada a público.

Tenho um reparo a fazer-lhe: Já é tempo de se virar para dentro e deixar para outras pessoas da estrutura o pesado fardo de guerrear com os adversários. Há ainda tanta coisa e tão importante a fazer dentro do Clube, que o presidente é valioso demais para perder o seu tempo com fait divers.

 

Há no entanto um tónico excelente para a resolução do problema porque ora passamos: Vitórias. Tenho certeza que começando a ganhar, ninguém prestará atenção às eventuais incontinências do presidente.

 

 

 * Sem nada ter a ver com guerra, antes com a lúdica actividade cinegética, é em tempo de descanso que se limpam as espingardas e se pensa na melhor forma de atacar a presa.


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O fascínio adolescente pelas redes sociais tem levado o Sporting na era de Bruno de Carvalho a multiplicar-se em copiosos textos no facebook que nunca deviam ter sido escritos. Desde a lamentável vergastada desferida publicamente contra jogadores e equipa técnica há dois anos, quando fomos perder 0-3 a Guimarães, à recente apologia das vitórias morais que se seguiu à nossa derrota tangencial no estádio Santiago Bernabéu.

Do oito para o oitenta. Mal, nos dois casos.

No último mês, têm-se sucedido os comunicados com a chancela leonina - num verdadeiro desperdício de energia anímica, como se a gritaria mediática forjasse equipas campeãs. A verdade é que, por coincidência ou talvez não, desde aquela mensagem presidencial a enaltecer a derrota alcançada em Madrid nunca mais a nossa equipa jogou nada de jeito.

Que sirva de meditação. Ao menos isso.


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Parabéns, Rui
Pedro Correia

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Rui Patrício integra a lista dos  30 nomeados para a Bola de Ouro 2016, ontem divulgada pela revista France Football. Mais: é o único jogador do campeonato português alvo desta distinção, que abrange também Cristiano Ronaldo e Pepe, seus parceiros na selecção nacional que se sagrou campeã da Europa.

Outro marco relevante na carreira do nosso n.º 1, que já foi considerado o melhor do Euro-2016 na sua posição. Rui Patrício - um grande profissional do futebol, formado na Academia de Alcochete - bem merece ser reconhecido  além-fronteiras após ter granjeado a justa reputação de melhor guardião português da sua geração.

Daqui lhe envio um abraço de parabéns, convicto de que o faço em nome de todo o plantel do És a Nossa Fé.


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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016

O resultado esteve longe de ser positivo. Mas houve dois leitores do És a Nossa Fé que acertaram no desfecho do Sporting-Tondela: David e Leão de Tondela. Merecem parabéns pelos palpites. Só espero que na próxima jornada haja mais apostas certas, não por um empate mas por uma vitória.


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Em jeito de balanço
Edmundo Gonçalves

 

A transposição de um comentário a este post do Pedro Correia, que veio à página principal por sua sugestão e que é a minha visão do momento actual do Sporting.

Vale o que vale.

 

Ponto prévio:
A ausência de Adrien por lesão, importante sem dúvida, não justifica o mau momento da equipa. É importante lembrar que em Vila do Conde, onde encaixámos três,  Adrien esteve presente.

O que se verifica, para além de uma clara falta de qualidade de alguns jogadores, é uma gritante falta de atitude competitiva que tira a paciência ao mais santo.


Posto isto, a minha análise, por sectores:
Laterais. Só um cego não vê que são fraquinhos, todos os quatro, sendo que na direita João Pereira ainda disfarça com a ratice própria da idade e não defende mal; Eu diria que era o único com que ficava, se tivesse o poder e o dinheiro para decidir. Convém no entanto fazer a ressalva de que se os laterais têm que ajudar no processo ofensivo, os médios e até os alas, têm o dever de compensar no processo defensivo e valha a verdade que isso não tem acontecido. Ora sendo eles fracotes, convinha haver um pouco mais de solidariedade entre sectores.
Médios. Como já se disse, Adrien faz muita falta,  mas William não está a conseguir disfarçar essa falta, coisa que o capitão fez com grande competência o ano passado, quando a situação se inverteu e enquanto William esteve em campo a fazer número, passe o exagero. Não quer isso dizer que William esteja mal, não tem é a bravura do capitão, nem as suas características e o seu jogo ressente-se disso e em consequência o jogo da equipa (se o motor do carrossel não funciona, a "bicharada" não anda à roda). Depois há Elias, que me parece completamente deslocado. Provavelmente renderia mais no apoio ao(s) ponta(s), a dez, ou "nove e meio", uma vez que até já demonstrou ter facilidade de remate na zona da meia lua. André não é definitivamente para aquela posição; Segundo avançado, tudo bem; Ali, nas costas de Bas Dost, não me parece que renda grande coisa, até porque perde na expontaneidade de remate para Elias. No último jogo teve algumas oportunidades de rematar e deu sempre mais aquele toque desnecessário que o levou a perder ou o tempo, ou a posição de remate.
Alas. Bryan Ruíz entre jogos europeus, selecção e campeonato, não pode com uma gata p'lo rabo; Vai disfarçando com a refinada técnica que tem, mas isso começa a ser insuficiente. Precisa de descanso urgentemente. Gelson está em grande forma e demonstra que é uma aposta ganha.
Ponta. Bas Dost pegou de estaca.

Esta tem sido, mais ou menos, a equipa base, sem qualquer preocupação de esquema táctico da minha parte.


Começando pelo princípio, Jesus será o meu treinador, sem reticências. Não há melhor em Portugal. Domar-lhe o ego será mister complicado, mas convinha tentar.
E como treinador de bancada eu faria mais ou menos isto:
Rui é intocável, mas finalmente tem alguém a fazer-lhe sombra, Beto.
Para as laterais apostava em J. Pereira para os jogos da Liga, na direita e em Esgaio na esquerda (fez um belo torneio olímpico naquela posição) até Dezembro e começava a pensar seriamente em ir às compras em Janeiro para ambas as posições, ou regressando Jonathan, apostar em Esgaio na direita.
De centrais estamos bem servidos, daí que não me custava nada fazer alinhar P. Oliveira ou Douglas a fazer parelha com Coates e avançar Semedo para trinco, deixando o processo de construção ofensiva a cargo de William, que faria simultâneamente o primeiro tampão ao jogo adversário, já que se viu que os nossos avançados não pressionam.
Ora com Semedo a seis, William a oito, resta a posição dez que entregaria, como disse atrás, a Elias.
As alas ficariam a cargo de Ruíz e Gelson e a ponta com Dost. Conviria então que as bolas lá chegassem, coisa que hoje raramente acontece.

Em alternativa ao Elias, entra de estaca Bruno César, que tem também remate fácil e poderoso e face à falta de força de Ruíz, pode fazer a compensação na lateral esquerda. Ruíz que, nesta fase, poderá muito bem ser trocado por Matheus, sendo que com um ou outro, Bruno César tem sempre que alinhar, uma vez que nenhum defende.

Comprou-se muito lá para a frente, para posições onde já havia gente a mais e comprou-se sobretudo para onde já havia prata da casa. Curiosamente, para onde todos os focos apontavam, todas as campaínhas tocavam e todas as luzes de perigo piscavam, as laterais, não veio ninguém. Continua a ser para mim um mistério ninguém ter dado pelo "chinfrim".

Parece-me que seria salutar fazer regressar alguns dos emprestados.  Jonathan Silva, claramente, que evitará uma aquisição, Palhinha, Geraldes...

É normal as equipas terem picos de forma, em alta e em baixa, mas parece-me que o que está a acontecer com o Sporting é como disse lá mais em cima, um grave problema de (falta de) atitude e isso é claramente do foro psicológico. Parece-me fulcral contratar alguém que levante a moral das tropas. As coisas hoje funcionam por compartimentos e a saúde psicológica dos jogadores é talvez, a seguir à sua capacidade técnica, o factor mais importante do todo.

A bem da cultura de exigência, tão propalada e bem pelo presidente, tenho a certeza que é necessário tomar medidas. Estas, ou outras. Como está é que não!
 


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Temos um problema de qualidade no onze-base do Sporting, como os três últimos jogos para o campeonato evidenciaram (derrota contra o Rio Ave, empates com o V. Guimarães e o Tondela).

É chegado o momento de questionar os leitores: que alterações devem ser feitas na nossa equipa titular?


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