Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

Adrien continua no Sporting. Como  aqui escrevi ontem, "se as saídas acontecessem a pedido, não haveria gestão possível em clube algum".

Reitero o que expressei  noutro texto deste blogue: alimentar folhetins sobre alegadas insatisfações de jogadores, com agentes e familiares a mandar bitaites a todo o momento, seria "incentivar comportamentos irresponsáveis, rasgar compromissos contratuais e dar asas a futuras pressões" num horizonte imediato.

O tempo em que o clube era um saco de gatos comandado do exterior terminou de vez.

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Atentos ao futuro
Pedro Correia

O Sporting assegurou a aquisição integral dos passes de dois jogadores da formação, Tobias Figueiredo e Filipe Chaby.

Só posso aplaudir. É um sinal - mais um - de que a direcção leonina não se preocupa apenas com o momento presente. Está igualmente apostada em cuidar do futuro.


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Só falta uma coisinha!
Francisco Vasconcelos

Esta conversa toda de entra Elias e sai Adrien e Slimani e há uma coisa que me preocupa. Vamos jogar a champions com que lateral esquerdo? É que não vejo nenhum a chegar.


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Dizem-me que um tal Elias está em Lisboa para "substituir Adrien".

Só pode ser anedota de mau gosto. Na melhor das hipóteses, vem reforçar a equipa B.

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Aniversário
André Fernandes Nobre

Faz hoje anos que um certo fax ficou a meio caminho entre Lisboa e Nice.

 

Feliz Dia do Fecho do Mercado a todos!


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"Sli-Sli-Slimani"
Pedro Correia

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Domingo passado fui um dos mais de quarenta e cinco mil sportinguistas que gritaram em uníssono "Sli-Sli-Slimani" em Alvalade enquanto o grande avançado argelino, marcador de 31 golos na época passada em competições oficiais pelo Sporting, se despedia emotivamente dos adeptos, abandonando o relvado entre lágrimas compulsivas.

Saía no momento certo e da melhor maneira: antes de se despedir com lágrimas despediu-se com um último golo, que contribuiu para a vitória da nossa equipa em mais um clássico. O sexto que marcou ao FC Porto em pouco mais de três épocas com a camisola verde e branca.

 

O percurso de Islam Slimani no Sporting chega hoje ao fim com a transferência - já confirmada com chancela oficial - para o Leicester, actual campeão inglês, em estreia absoluta na Liga dos Campeões.

Uma transferência que constitui o melhor negócio de sempre do futebol nacional: um jogador que custou aos cofres leoninos apenas cerca de 300 mil euros por 80% do seu passe ruma agora a Inglaterra a troco de 35 milhões de euros.

No Sporting, sob o comando sucessivo de Leonardo Jardim, Marco Silva e sobretudo Jorge Jesus, o técnico que mais soube potenciar as qualidades deste futebolista que trabalha como poucos e tem uma invulgar fome de golo, Slimani valorizou-se a níveis que ninguém suspeitaria ao vê-lo chegar, em Agosto de 2013.

Enuanto permaneceu connosco, o nosso número 9 - melhor marcador sub-30 da Liga 2015/16 e actual titular indiscutível da selecção da Argélia - viu a sua cotação multiplicar-se 116 vezes. O que só comprova a excelência do Sporting como fábrica de campeões. Agora não apenas no plano desportivo mas também no plano financeiro.

 

Esta partida do nosso ponta-de-lança para o Leicester constitui a vitória do mérito. E é também a vitória da persistência de Bruno de Carvalho, que soube resistir às investidas iniciais daqueles que pretendiam levar Slimani por quantias bastante inferiores ao seu valor real de mercado. Com o mais simples método negocial: sem apertos de tesouraria, o presidente do clube que a 10 de Julho viu Portugal sagrar-se campeão europeu com quatro dos seus jogadores em posições titulares deixou claro que só consentiria na saída dos principais activos leoninos pelo valor da cláusula de rescisão.

Trinta milhões, no caso de Slimani.

O Leicester não só cobriu a cláusula, que aliás caducara em Junho, como a superou: o argelino que tão bem demonstrou ter alma e fibra de Leão viaja para Inglaterra por valores que nem o mais optimista imaginava há pouco tempo. E sem necessidade de recorrer aos préstimos do mega-empresário Jorge Mendes, como aliás já sucedera dias antes, ao concretizar-se a saída de João Mário.

Prova inequívoca de que também no mundo dos comissionistas da bola ninguém é insubstituível.

 

É este, pois, um momento triste - aquele em que vemos partir o homem que tantas alegrias nos deu com os golos marcados de verde e branco. Mas é também um momento alegre ao confirmar-se que esta saída faz ascender a 80 milhões de euros (somando-a aos valores das transferências de João Mário e Naldo) o montante registado nas parcelas de crédito leonino neste mercado estival. Que para nós foi o mais proveitoso de sempre.

Orgulho-me de ter sido um dos muitos milhares que gritaram "Sli-Sli-Slimani" em Alvalade ao cair da noite de domingo. Islam Slimani bem mereceu esta homenagem que lhe fizemos em forma de grito emocionado.

 


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«A cereja no topo do bolo é ver lampiões a defender o Porto. É sinal que, dúvidas houvesse, estamos mesmo no bom caminho!»

Ricardo Silva, neste meu texto


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Terça-feira, 30 de Agosto de 2016
Ponto, parágrafo
Pedro Correia

Julgo que não passará pela cabeça de nenhum membro da estrutura dirigente leonina dispensar o capitão da equipa, peça fulcral do nosso projecto desportivo, na véspera do fecho do mercado de transferências, noutro cenário que não passe pelo pagamento da cláusula de rescisão.

Alimentar este folhetim é levar água ao moinho dos adversários do Sporting, incentivar comportamentos irresponsáveis, rasgar compromissos contratuais e dar asas a futuras pressões de familiares e agentes parasitários, cujo único fito é o lucro fácil e que se estão nas tintas para as carreiras dos futebolistas.

Sobre este assunto já se falou de mais. É tempo de lhe colocar um ponto final.

E mudar de parágrafo.

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Ôi?
Edmundo Gonçalves

Aguentar tudo calado não é fácil.

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Admirável mundo novo
Luciano Amaral

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 É espantosa a quantidade de teorias da conspiração que circulam por aí sobre o Sporting e a arbitragem. Mais espantosa ainda é a altura em que aparecem: passaram três jornadas apenas e dois jogos "controversos" (Benfica-Setúbal e Sporting-Porto), nos quais todos os clubes envolvidos (Benfica, Setúbal, Sporting e Porto) têm razões de queixa. Ou seja, houve erros de arbitragem, mas distribuídos com a mesma incompetente imparcialidade. Volto a perguntar: nós é que somos os calimeros? Nós é que somos os maluquinhos?


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É vê-los sair da toca...
Francisco Vasconcelos

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O que vale é que agora o circo está montado e os palhaços andam aí todos. É só ouvi-los falar. Este deve ter sido o último, mas não deve faltar muito para aparecer outro artista. Enquanto o mercado não fechar vale tudo.


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Mais uma vez houve vários vencedores neste nosso concurso de prognósticos para a época em curso. Eis os nomes de quem acertou no resultado do Sporting-FC Porto: Ceoma, Cristina Torrão, Francisco Vasconcelos, Gabriel Santos, Moisés Paiva e Leão de Queluz.

Aplicado o critério de desempate, fica excluído apenas o nosso amigo Leão de Queluz, pois os restantes mencionaram Slimani como marcador de um golo. Parabéns a todos eles.


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A época da fruta
Alexandre Poço

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O que interessa de momento sublinhar é isto: Adrien Silva mantém vínculo ao Sporting até 2020, conforme ficou estipulado em Fevereiro. Mais quatro anos de ligação contratual a Alvalade, portanto.
As saídas não acontecem à la carte, por vontade arbitrária e unilateral dos jogadores ou pressões de agentes e empresários, espezinhando os contratos em vigor: acontecem por vontade das partes com interesses legítimos e atendíveis, respeitando escrupulosamente os direitos dos clubes - neste caso o Sporting, enquanto entidade formadora e empregadora. Por mais entrevistas que alguns concedam dizendo que gostariam de mudar de ares.
Se as saídas acontecessem a pedido, não haveria gestão possível em clube algum.

Por outras palavras: Adrien só sairá antes do prazo definido contratualmente quando e se a direcção entender, calibrando os interesses financeiros com as ambições desportivas do Sporting. A menos que o clube que pretenda levá-lo cubra a cláusula de rescisão. Que neste caso ascende a 45 milhões de euros.
Como capitão leonino, ele tem a obrigação de saber isto melhor do que qualquer outro jogador.


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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016

"Em virtude de todas as notícias que temos tido ao longo do dia sobre as sucessivas intervenções dos representantes do jogador Adrien Silva na Comunicação Social, a Sporting SAD vê-se na obrigação de esclarecer o seguinte:

1 – Desde que o jogador renovou o seu contrato em Fevereiro de 2016 envolvendo avultadas somas de dinheiro, que ficou absolutamente claro que esta extensão da vinculação ao Sporting CP significava que Adrien Silva iria ficar no Clube até ao final da sua carreira. Isto mesmo foi dito expressa e claramente pelo Presidente do Sporting CP ao jogador, ao pai do atleta e aos seus representantes antes de se consumar a renovação do contrato.

2 – Para além disso o jogador Adrien Silva concedeu uma entrevista a 23 de maio em que dizia que não sairia do Sporting sem ser Campeão.

3 – Nunca, ao longo destes meses, foi transmitida ao Presidente do Sporting CP qualquer intenção ou proposta concreta para a saída de Adrien Silva do Clube nem o Presidente se encontrou com o pai do atleta ou seus representantes para o efeito, pelo que se alguém andou a enganar o jogador foram os seus representantes e não o Sporting CP.

4 – Adrien Silva é um jogador do Sporting CP, com contrato, profissional, que saberá sempre respeitar o Clube que o formou como homem e como atleta, bem como a todos os Sportinguistas que vêem nele um exemplo a seguir.

5 – O Sporting CP, e nomeadamente o seu Presidente, terá sempre a defesa dos interesses do Clube mas também a defesa dos seus activos como nota máxima da sua actuação.

6 – É compreensível que, nesta fase, os agentes e representantes dos atletas sejam factor de desestabilização e de pressão enorme sobre os jogadores, nunca devendo o Clube e os seus associados deixar de ter o carinho pelos mesmos por acções que apenas acontecem por influência de terceiros."

 

Por mim, mais que esclarecido!


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O dia seguinte
Pedro Correia

Bernardo Ribeiro, Record: «Longe de ter sido uma grande partida de futebol, o confronto de Alvalade mostrou duas equipas com ideias de jogo muito diferentes, casos bem decididos e o triunfo do melhor conjunto, ainda que para isso tenha tido de saber sofrer até ao fim. As lágrimas de Slimani, decisivo mesmo de saída, foram o bónus para os adeptos leoninos.»

 

João Sanches, O Jogo: «Antes desse tiro [de Gelson, a marcar o segundo golo] já os verdes e brancos tinham mão na partida, porque o "cérebro" William, atrás, com liberdades concedidas pelo miolo contrário, teve espaço e tempo para pôr a equipa a carburar, combinando rápido no meio e forçando pelos flancos. E assim prosseguiria o homem que virou o tabuleiro, juntando a isso inúmeras recuperações e até incursões na área azul e branca. Se o mercado estava a vê-lo, cuidado...»

 

José Manuel Delgado, A Bola: «O Sporting apresentou-se contra o FC Porto fortíssimo, mandou quase sempre na partida e promete a solidez que lhe faltou na época passada, comprometendo as ambições da equipa. E ainda deve ser trazida aqui à colação a fantástica dinâmica que existe em Alvalade entre a equipa e os adeptos. O estádio do Sporting está transformado num vulcão, onde os adversários sentem o calor da paixão leonina. Um caso muito sério.»


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Tudo normal.
Frederico Dias de Jesus

Depois da vitória do Sporting em Alvalade este domingo, o que fica:

- O Sporting comanda o campeonato

- O Sporting é a equipa que pratica o melhor futebol no campeonato.

 

(Pelo meio continuamos a ter uns Andrades vulgares, o Nuno a pedir fruta de reforço porque quer restaurar a "identidade Porto",  a "super estrutura" a facturar milhões com os Taliscas e o Taarabt's desta vida, pénaltis a favor do Benfica, o Rui Gomes da Silva com um melão, o Rui Vitória a ser comido de cebolada e o Pedro Guerra afogado em papel com o seu jingle "Oh Sousa Martins, Oh Sousa Martins").


Tudo normal, portanto.


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Concentrado e de poucas palavras todos o tratávamos por Sr. Júlio. Com Pedro de Almeida (que só voltaria de Angola depois do 25 de Abril), Manuel de Oliveira, Valentim Baptista e Lídia Faria eram pouco menos que semi-deuses entre nós, uns chavalitos.

Isto numa era mesosóica, anterior ao Fosbury flop.

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Os calimeros do norte andam desde ontem a rasgar as vestes, insurgindo-se contra a arbitragem do clássico disputado em Alvalade e atribuindo ao homem do apito a terceira derrota consecutiva frente ao Sporting de era Jorge Jesus.

Têm razão?

Claro que não.

Basta ler os periódicos desportivos de hoje. Todos os analistas da arbitragem - sem excepção - consideram absolutamente legais os dois golos leoninos que arrumaram o FCP em Alvalade.

 

Nada melhor do que conferir o que escrevem, um por um.

 

Lance do primeiro golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola vem do poste esquerdo para o peito de Gelson. Sem fora de jogo do leão e sem falta, pois a bola não vai ao braço. Slimani marcaria depois o golo. Legal.»

Jorge Coroado, O Jogo: «No momento da execução do livre e posterior recarga de Gelson, nunca houve fora de jogo ou outra irregularidade.»

José Leirós, O Jogo: «No momento em que a bola foi chutada, não há fora de jogo, nem Gelson tirou qualquer vantagem da sua posição.»

Marco Ferreira, Record: «Bruno César remata ao poste esquerdo da baliza de Casillas e a bola fica à mercê de Gelson Martins, que a domina com o peito e faz a recarga. O FC Porto reclama mão do jogador contrário, mas o árbitro decide bem, uma vez que Gelson domina a bola com o peito, não cometendo qualquer infracção. Slimani acaba por fazer golo na sequência do lance, espoletando protestos dos jogadores portistas. Boa decisão de Tiago Martins.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Golo legal. Gelson não está fora de jogo e, após a bola ressaltar do poste, dominou-a com a coxa e o peito, nunca lhe tocando com o braço.»

 

Lance do segundo golo:

Duarte Gomes, A Bola: «A bola cabeceada por Felipe vai ao braço de Ruiz (a curta distância) e não o inverso. O braço está ao longo do corpo e sem aumento da volumetria. Lance bem validado.»

Jorge Coroado, O Jogo: «O ressalto foi próximo e terá batido na anca; mesmo que fosse na mão, teria sido bola na mão. Portanto, não houve ilegalidade.»

José Leirós, O Jogo: «Não há movimento do braço [de Ruiz] nem da mão na direcção da bola. Não teve um acto delibrado no contacto com a bola, que foi ao braço.»

Marco Ferreira, Record: «Boa decisão de Tiago Martins, a validar o segundo golo do Sporting apesar de a bola ter tocado no braço esquerdo de Bryan Ruiz. Após um corte de um defesa do FC Porto, a bola embateu no braço de Ruiz, colocado em posição normal e a uma distância muito próxima. O avançado do Sporting não procedeu a qualquer movimento deliberado com a intenção de jogar a bola com a mão, pelo que a decisão do árbitro foi a melhor, apesar dos protestos portistas.»

Pedro Henriques, O Jogo: «Lance legal. A bola é cabeceada de perto e vai ao braço, que está ao longo do corpo e em posição natural. Não há acto deliberado e intencional.»


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O momento crucial do Sporting X FCP de ontem acabou por acontecer cerca dos 20’ da 3ª parte, já estávamos nós nas bifanas.
Antes assistíramos a dois episódios decisivos, em tudo contrários à tradição troiana do Sporting em que um qualquer cavalo de pau traz desagradáveis surpresas na barriga.
Nos primeiros 20’ viu-se Danilo a comer Ruiz com arroz, André André a entupir Adrien e o FCP a marcar um golo contra a nossa defesa de palas nos olhos, encadeado pelo sol. Um ou dois ajustes de fine tunning de Jesus e passámos a mandar no jogo.
Nos 15’ iniciais da 2ª parte o Sporting reduziu o meio campo do Porto a um bando de canários (que lindo amarelo traziam eles vestido, em vez do habitual padrão de barracas de praia); entra então em cena o canoro Tiago Martins, apitando faltas, faltinhas e faltolas, cada vez que os nossos recuperavam uma bola, até virar a corrente do jogo.
Em face destes dois contratempos deu-se um fenómeno extraordinária em Alvalade: a equipa recompôs-se com maturidade, tino e segurança e nunca nas bancadas estivemos com o coração nas mãos como era nossa antiga sina. Todos tinham a cabeça no lugar, todos sabiam o seu lugar no campo e até o hamletiano Zeegalaar, que hesita e procrastina cada vez que lhe calha a bola nos pés, dava mostrar de saber o que fazer. Os jogadores do Sporting ressudavam tranquilidade, determinados em serem campeões como se o final do campeonato fosse já amanhã.
Só na conferência de imprensa Jorge Jesus revelou a verdadeira provação que a equipa viveu durante a semana: sempre debaixo de fogo do mercado de transferências com cada um dos jogadores alvo dos agentes-snipers; um ambiente de deixar as cabeças à roda, os nervos em franja e descontrolar o ânimo do mais austero.
Os piadéticos que peroram sobre as “vicissitudes do jogo” e especulam sobre o que deveria ter acontecido depois de tudo ter acabado, já sabíamos que eram tolos graças ao aforismo: “os diletantes discutem táctica, os profissionais falam de logística.” Também já se sabia que o futebol tem a forma de um iceberg: o que se vê no jogo resulta da enorme massa de treino escondida dos olhares.
Por isso as declarações de Jesus converteram esta simpática vitória num épico insuspeito.


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Escolhia este
Francisco Chaveiro Reis

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A confirmar-se a saída do capitão, teremos que contratar um jogador de créditos firmados que entre "de caras" no onze. Um homem com cultura táctica, capacidade de organizar o jogo e bom remate. Até Wallyson estar no ponto, a minha aposta seria Hernanes, suplente na Juventus. O internacional brasileiro, que até já foi associado ao Sporting (tal como a Benfica e Valência)  este ano, quererá jogar mais e creio que não se importaria mesmo nada de vir lutar pelo título em Portugal. O seu ordenado será alto mas é um preço a pagar por um homem da sua qualidade e passado (São Paulo, Lázio e Inter).


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Virado do avesso
Pedro Correia

Oiço portistas, armados em calimeros, queixarem-se de arbitragens e da "inaceitável complacência com o mundo subterrâneo". E penso com os meus botões: este mundo parece virado do avesso.


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A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.


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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FCP pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Slimani: 19

Bruno César: 19

Rúben Semedo: 19

William Carvalho: 18

Adrien: 16

Rui Patrício: 15

Coates: 15

João Pereira: 15

Campbell: 14

Marvin: 14

Bruno Paulista: 13

Bryan Ruiz: 13

Carlos Mané: 1

 

A Bola elegeu Bruno César como melhor sportinguista em campo. O Record optou por Slimani. O Jogo escolheu Gelson Martins.


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Vitória de Pirro!
Filipe Arede Nunes

A ser verdade, a transferência de Adrien é a maior perda possível para a equipa do Sporting e aquela que eu mais temia. O capitão leonino podia não ser o melhor jogador da equipa mas era a sua alma em campo. A forma como abordava cada jogada e a intensidade que colocava em cada disputa faziam dele a voz de liderança e o exemplo a seguir. Não vejo como é que vamos conseguir encontrar dois bons médios-centro até quarta-feira. Para ser franco, nem me apetece festejar a vitória de ontem!

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Sempre a obrar
Pedro Correia

Este frustrado candidato a Zandinga, como é costume, voltou a falhar nas previsões. E falhou a dobrar de uma vez só. É obra.


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«Quem nunca vejo nervoso no momento de decidir é Jorge Jesus. Adrien pode inventar em quatro ou cinco lances sem criar danos. William Carvalho conseguiu evoluir no terreno várias vezes a passo. A super-reacção de Brian Ruiz no lance do golo permitiu evitar uma mão na bola. Não admira que apenas precise de três jogadores para fazer um quadrado. Obrigado aos vermelhos por nos "dispensarem" este extraordinário treinador.»

J. S. Ferreira, neste meu texto


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O verdadeiro lugar
António Manuel Venda

Slimani - 28.08.16 Foto de Paulo Calado, Record.jp

 

Não posso deixar de assinalar este domingo, o dia em que, alguns meses depois, o Sporting regressou à liderança do campeonato nacional de futebol. É o seu verdadeiro lugar, desde que há pouco mais de um ano se tornou a melhor equipa de Portugal. Foi o dia de mais um golo de Slimani, quem sabe o último com a camisola verde (pelo clube, não pela sua selecção, que também usa esta cor). Depois do surpreendente Acosta, do inesquecível Jardel e do grande, grande, grande, enorme Liedson, vivemos o tempo de Slimani. Quem marcará o nosso futuro próximo?

(foto: Paulo Calado, Record)

 


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Domingo, 28 de Agosto de 2016

Saímos de Alvalade com uma sensação de plenitude. Vimos um bom jogo, intenso e emotivo. E vimos a nossa equipa vencer mais um clássico - o sexto em sete partidas desde que Jorge Jesus foi contratado para treinador.

A vitória por 2-1 frente a um FCP mais sólido do que aquele que derrotámos a 2 de Janeiro para a Liga 2015/16 resultou de um exibição muito convicente - superior àquilo que indicia o resultado final, construído ainda na primeira parte após a turma portista ter estado a vencer.

Excelente organização colectiva da equipa leonina, com vários jogadores em excelente nível - quase a fazer esquecer já a ausência de João Mário, entretanto contratado pelo Inter. Não é fácil destacar um como melhor em campo, mas realço a presença combativa de Slimani, autor do nosso primeiro golo. Provavelmente o último que marcará pelo Sporting, pois despediu-se em lágrimas do público que o aplaudia sem reservas no fim da partida.

Aplausos bem merecidos para um dos maiores goleadores que vestiram a camisola verde e branca neste século. Ainda não partiu e já temos saudades dele.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Sofreu o primeiro golo deste campeonato, logo a abrir a partida, quando tinha o sol de frente e terá sido encadeado num lance de bola parada. Sem culpas neste lance, esteve em grande nível durante todo o jogo.

JOÃO PEREIRA (7). Não tem a energia de outros tempos, mas é um jogador cada vez mais racional. E combativo como sempre. Travou duelos constantes na sua ala e venceu a maioria deles. Com fibra leonina.

COATES (7). Outra exibição muito segura do central uruguaio com intervenções decisivas em diversos lances. Destaque para dois cortes consecutivos aos 54' e outro aos 71'. Dá solidez à equipa com a sua boa leitura de jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Impressiona como um jogador tão jovem tem já tanta maturidade competitiva. Todos os cortes lhe saíram bem e até pareciam fáceis - mesmo quando não eram. Grande qualidade na reposição de bola.

MARVIN (6). Foi o elemento mais apagado do nosso quarteto defensivo, sobretudo na primeira parte, em que por vezes se atrapalhou com a bola. Cresceu de rendimento no segundo tempo, saldando-se por uma exibição positiva.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi um gigante nos confrontos individuais no meio-campo. E desta vez ousou diversas incursões pelo sector mais ofensivo. Cabeceou muito bem na sequência de um canto, mas Casillas negou-lhe o golo.

ADRIEN (8). Parece desdobrar-se em múltiplas acções de comando nas zonas mais diversas do campo. É o maestro indiscutível do nosso onze, mesmo quando aparenta algum cansaço, como hoje sucedeu perto do fim do jogo.

BRUNO CÉSAR (7). Nunca dá um lance como perdido, o que faz dele um elemento muito valioso no nosso plantel. Bom executante de lances de bola parada. Num livre, atirou ao poste. Da recarga viria o segundo golo. Saiu aos 90'.

BRYAN RUIZ (6). Muito marcado por Danilo, que lhe tolheu os movimentos, teve pouca posse de bola e não foi o desequilibrador a que nos habituou. Redimiu-se na jogada do segundo golo, assistindo Gelson Martins. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (8). Pode ser o sucessor de João Mário e trabalha para isso: não se limita a brilhar na ala: já faz boas incursões para o eixo. Autor da recarga no primeiro golo e marcador do segundo, aos 26'. Substituído aos 69'.

SLIMANI (8). Marcou o primeiro golo (14') e teve excelente actuação no plano táctico, em pressão constante sobre a defesa, nunca deixando o FCP organizar-se a partir de trás. Alvalade tributou-lhe uma sentida e merecida homenagem.

CAMPBELL (7). Entrou aos 69' sob intensos aplausos de boas-vindas neste jogo de estreia com a camisola verde e branca. Correspondeu à expectativa com bons apontamentos, sobretudo no plano técnico. Temos reforço.

BRUNO PAULISTA (6). Entrou aos 69' com a missão de refrescar o meio-campo e desempenhou com brio a tarefa que lhe foi confiada. Vê-se no entanto que ainda lhe faltam rotinas que só virão quando tiver mais tempo de jogo.

CARLOS MANÉ (6). Jesus mandou-o entrar aos 90' para segurar a bola com a sua reconhecida mestria técnica. O jovem vice-campeão europeu sub-21 cumpriu, confirmando uma vez mais que o técnico pode confiar nele.


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Gostei

 

Da vitória. Triunfo indiscutível do Sporting no primeiro clássico da temporada. Vencemos e convencemos, com clara supremacia da nossa equipa frente ao FC Porto treinado por Nuno Espírito Santo.

 

Da reviravolta. Não é fácil virar o jogo perante uma equipa como o FCP estando a perder logo aos 8'. Mas o Sporting fez isso, com determinação e consistência, partindo para o intervalo já a vencer por 2-1, com dois golos marcados em doze minutos. O resultado manteve-se até ao apito final.

 

Da exibição. O Sporting apresentou em campo um onze maduro, sólido, seguro, confiante. Um onze construído à imagem e semelhança de Jorge Jesus.

 

Da intensidade do jogo. Partida emotiva, cheia de lances de ataque continuado e consistente. Um clássico que honrou os pergaminhos da modalidade.

 

De Slimani. Alguns imbecis especulavam antes deste desafio sobre o ânimo de Slimani, que já estaria "ausente" de Alvalade, considerando que já estaria com a cabeça noutro local, e que certamente iria "poupar-se" para preservar eventuais lesões. A exibição do avançado argelino provou o contrário: conquistou o livre que nos valeu o primeiro golo, marcado por ele (14'); foi sempre o primeiro jogador a perturbar o início da manobra ofensiva portista; forçou os defesas adversários a estar em alerta permanente. No final da partida despediu-se em lágrimas, sob fortíssima ovação, neste que terá sido o seu último jogo pelo Sporting. Despede-se com uma vitória. Sai pela porta grande: elejo-o como o melhor em campo num desafio em que quase todos os nossos jogadores estiveram muito bem.

 

De Rúben Semedo. Exibição de cinco estrelas do jovem formado na nossa Academia. Cortou tudo quanto havia para cortar no nosso reduto defensivo e repôs a bola em jogo sempre com qualidade e precisão. Exemplar o modo como travou uma investida perigosa de Herrera aos 16'. É já, sem a menor dúvida, um dos melhores centrais do futebol português.

 

De Adrien. Outra actuação de gala a pautar o jogo leonino e a incutir ânimo aos colegas do princípio ao fim. Podia ter marcado, com um grande remate aos 32': Casillas travou-o com uma defesa difícil.

 

De William Carvalho. Energia inesgotável do nosso maior recuperador de bolas, que se revelou um obstáculo intransponível à progressão dos jogadores portistas. Fez um cabeceamento letal a que Casillas correspondeu com a defesa da noite (56'). O nosso campeão europeu teria merecido este golo.

 

De Gelson Martins. Participou na construção do primeiro golo, com uma recarga quase vitoriosa a que Slimani deu o melhor desfecho, e marcou o segundo com um bom disparo. Progride de jogo para jogo. E ganha cada vez mais confiança à medida que Jesus vai apostando nele como titular.

 

Da estreia de Joel Campbell. O jogador costarriquenho, recém-contratado, estreou-se a meio da segunda parte e teve bons apontamentos encostado à ala direita, tanto a atacar como a defender. O público gostou e não lhe regateou aplausos.

 

De ver a nossa equipa invicta. Três jogos, três vitórias: estamos na liderança do campeonato com todo o mérito.

 

De ver as bancadas cheias. Hoje fomos 49.399 espectadores em Alvalade. Uma das maiores assistências de que há memória no nosso estádio.

 

Do estado do terreno. Temos enfim um relvado em bom nível. Já era tempo. E merece elogio especial.

 

 

 

Não gostei

 

Do golo portista. Ocorreu muito cedo e começou por gelar o estádio. Mas o gelo rapidamente derreteu perante a óptima réplica dos nossos jogadores.

 

Do resultado tangencial. Face à exibição da nossa equipa, acabou por saber a pouco.

 

Das expulsões. O árbitro Tiago Martins, muito nervoso nesta estreia a apitar um clássico, confundiu autoridade com autoritarismo ao expulsar o nosso treinador e o médico do Sporting, Frederico Varandas. Jorge Jesus já foi expulso mais vezes em apenas um ano no Sporting do que nos seis anos em que esteve no Benfica. Não há coincidências.

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu já não está no Sporting. Mas a equipa não se ressentiu desta lacuna, o que confirma a sua maturidade e constitui uma homenagem suplementar que devemos fazer a esta equipa comandada por Jorge Jesus.


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Quem diria...
José da Xã

… Que à terceira jornada o Sporting seria líder do campeonato?

Pois nem os adeptos Sportinguistas mais optismistas assim o pensariam. Mas o futebol é assim mesmo: hoje alegria para uns, tristeza para outros.

No entanto, e de forma a evitar o que se passou na época passada, é bom que Jorge Jesus comece já a moderar o seu discurso, assim como Bruno de Carvalho. O campeonato é longo e ainda agora começou, portanto seria fantástico que todos usassem de alguma parcimónia na hora de falarem da situação de sermos líderes.

O meu avô, homem sábio e conhecedor da natureza humana, usava da seguinte máxima: “Mais vale o que fica por dizer do que aquilo que se diz”.

 

Também aqui


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A NOS bem tenta
Edmundo Gonçalves

Primeiras impressões acerca do jogo de hoje, com o FCPorto:

Os primeiros quinze minutos dominados pelo Porto, em que marcou um golo.

Dos quinze aos sessenta minutos, jogo claramente dominado pelo Sporting, que começou com  o golo do empate e ainda marcaria outro antes da meia hora.

Dos sessenta até final, claramente dominado pelo árbitro, que quis ser protagonista num jogo em que claramente não é especialista. Muito mau nos campos técnico e disciplinar, ele apenas, conseguiu cortar o ascendente do Sporting a partir da hora de jogo. Incompetente, para não lhe chamar outra coisa.

De qualquer forma, não merece contestação o resultado e o vencedor é mais que justo.

Melhor em campo: Ruben Semedo.


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O que faltou ao adversário
Francisco Chaveiro Reis

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a pergunta que fica..
Gabriel Santos

Fernando Santos, estás à espera do quê para convocar o Ruben Semedo?


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«João Mário já não estava com o coração em Alvalade 

Ontem, na SIC Notícias


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Campbell
Francisco Chaveiro Reis

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Lembrou bem o Mister Pedro Correia que eu sugerira aqui a contratação de Joel Campbell. Era um jogador que eu, há anos, desejava ver de verde e branco. Tenho poucas dúvidas que será uma das nossas maiores estrelas esta época. Como extremo ou como segundo avançado fará a diferença. Eu já ali tenho a roupa escolhida para logo.


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Sábado, 27 de Agosto de 2016

Há algo que me custa observar num estádio de futebol e que se prende com aquele adepto que numa determinada partida achou por bem levar a sua excelsa a ver pela primeira vez um jogo de futebol.

Acreditem, não há pior. Ela nunca vai perceber em 90 minutos todas as nuances do Desporto-rei e ele não consegue ver o jogo com a atenção devida! Aquilo são perguntas atrás de perguntas e o pior é que o adepto fica completamente inibido de expressar-se com o calão que o adversário ou o árbitro merecem.

Deste modo, caros adeptos, aceitem este conselho: se a sua esposa, namorada, companheira ou simples amiga nunca foi à bola… também não a leve amanhã, pois a nossa equipa necessita do apoio de todos nós!


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Um azar nunca vem só...
Francisco Chaveiro Reis

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Esperemos que o autocarro do FCP tenha mais uns furos amanhã.


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...como eu aqui previ (e foi gozado). Foi por 40+5. Obrigado ao miúdo que passou de talentoso camisola 49 do Sporting B a camisola 10 da selecção campeã da Europa em poucos anos. Com a camisola listada, como sénior, fez 171 jogos. 


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Já confirmado oficialmente: João Mário vai ser jogador do Inter, com um contrato de cinco anos. Consuma-se assim a mais valiosa transferência de sempre de um jogador português a actuar no nosso campeonato. João Mário Eduardo, um dos indiscutíveis valores forjados na Academia leonina, campeão europeu de futebol, transfere-se aos 23 anos para o histórico clube italiano por 45 milhões de euros - incluindo cinco milhões por objectivos.

Deixando a grande distância aquela que era até agora a mais proveitosa venda do Sporting: a de Nani, em 2007, por 26,5 milhões.

 

Gostaria que João Mário - que permaneceu 14 anos de verde e branco, desde as nossas escolinhas infantis - tivesse continuado em Alvalade. Mas reconheço que esta transferência ocorre nas melhores circunstâncias para as duas partes - jogador e clube. Terminou o tempo em que a Academia leonina formava jogadores e via-os partir demasiado cedo, quase sempre por tuta e meia, sem lucrar com eles nem no plano financeiro nem no plano desportivo.

Enfim, um monumental golo marcado por Bruno de Carvalho, que continua a defender com profissionalismo e competência os interesses do Sporting Clube de Portugal. Ao invés da gestão de Godinho Lopes, que em 2012 vendeu irresponsavelmente 25% do passe de João Mário por 400 mil euros a um fundo de investimento. A troco de tão modesta quantia, e sem nada ter feito de relevante pelo jogador, esse fundo prepara-se agora para empochar 11,25 milhões - como se lhe saísse o totoloto e o euromilhões ao mesmo tempo, graças aos préstimos da anterior direcção, que tanto fez para afundar o Sporting.

 

Boa sorte, João Mário: bem a mereces. Continuarás a ser Leão de corpo e alma.


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