Quinta-feira, 30 de Junho de 2016
...
Edmundo Gonçalves

RUI!!!!!


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A ver o Europeu (7)
Pedro Correia

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Tudo está bem quando acaba bem. Num jogo que começou da pior maneira para nós, com a Polónia a marcar logo aos 2', e a equipa das quinas mergulhada numa confrangedora confusão táctica durante a meia-hora inicial, o sofrimento manteve-se apesar do golo do empate, iam decorridos 33'. E não parou até ao fim do tempo regulamentar nem durante o prolongamento. A selecção comandada por Fernando Santos concedia espaço excessivo ao adversário na fase de construção, abdicava de atacar a bola no meio-campo polaco, errava passes e perdia sucessivos ressaltos.

Cristiano Ronaldo, muito apagado durante a partida disputada em Marselha, só pode queixar-se dele próprio: desta vez até foi servido em duas ocasiões - primeiro por João Moutinho, talvez no melhor lance individual do jogo, depois por Eliseu. Mas estava em dia não: nada lhe saía bem. Valha a verdade que foi carregado em falta aos 30' na grande área da Polónia: um penálti flagrante ao qual o árbitro fez vista grossa.

 

Portugal podia ter resolvido o jogo na segunda parte, sem se sujeitar ao desgaste físico provocado por meia-hora suplementar nem ao desgaste emocional que a marcação de penáltis finais sempre suscita. Mas faltou intensidade e ousadia. Faltou também frescura muscular: era notório que alguns jogadores já actuavam em esforço. O mesmo sucedia aos polacos, o que afectou a qualidade do espectáculo.

Vale a pena fazer destaques individuais. Desde logo Pepe, que voltou a ser o melhor em campo: defendeu tudo quanto havia para defender de modo irrepreensível e lançou sempre a equipa com qualidade na fase inicial de construção. Depois William, incansável a recuperar bolas no meio-campo defensivo e a distribuí-las com a qualidade de passe a que já nos habituou. Finalmente Renato Sanches, pela primeira vez titular no Europeu e também pela primeira vez a marcar na fase final de uma grande competição: foi dele o golo do empate, com um pontapé muito bem colocado, desferido com o pé esquerdo, correspondendo da melhor maneira a uma vistosa assistência de calcanhar feita por Nani.

 

O melhor estava para vir. E veio no fim. Os nossos cinco jogadores chamados a converter as grandes penalidades cumpriram a missão com brilhantismo. Primeiro o capitão, Cristiano Ronaldo. Depois Renato. Seguiram-se Moutinho, Nani e Quaresma. É fundamental assinalar também a extraordinária defesa de Rui Patrício, que evitou a conversão do quarto penálti polaco, a cargo de Kuba, num voo rasante só ao nível dos guarda-redes de inegável categoria.

Missão comprida, missão cumprida. Estamos nas meias-finais do Campeonato da Europa, o que nos acontece pela quinta vez. Vamos defrontar a Bélgica ou o País de Gales, falta saber qual destas selecções teremos pela frente no próximo desafio, marcado para quarta-feira às 20 horas.

Mas isso pode esperar. Vamos agora festejar a ultrapassagem deste obstáculo chamado Polónia. Devagar se vai ao longe.

 

Portugal, 1 - Polónia, 1 (5-3,no desempate por penáltis)

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Atento, sempre seguro entre os postes. Acabou por não ter tanto trabalho como se antevia, mas correspondeu quando necessário. Boa defesa aos 69'. Sem hipótese no golo. O seu melhor momento foi a defesa do penálti marcado por Kuba. Totalmente decisivo.

 

Cédric - Cometeu um erro infantil logo no segundo minuto de jogo ao falhar o tempo de salto em zona proibida, o que permitiu que a Polónia se adiantasse no marcador, com golo de Lewandowski. Redimiu-se ao longo da partida, ganhando quase todos os duelos individuais no seu flanco.

 

Pepe - Voltou a ser o melhor português pelo segundo jogo consecutivo. Agigantou-se em todos os lances que disputou, desviando o que havia para desviar sem necessidade de recorrer a faltas. Recuperou uma bola aos 81' e lançou um contra-ataque rapidíssimo, pondo os polacos em sentido. Exibição de luxo. 

 

José Fonte - Completou bem as tarefas defensivas de Pepe: até parece que jogam juntos há anos. Acorreu à dobra quando Eliseu era ultrapassado, revelando segurança e maturidade. Bom cabeceamento aos 78', mas a bola saiu à figura do guardião polaco.

 

Eliseu - Voluntarioso e combativo, sobra-lhe em força anímica o que já lhe val faltando em pernas. O seu melhor momento foi um cruzamento milimétrico aos 92' que Ronaldo desperdiçou: esse lance podia ter arrumado o encontro. Mas vários outros passes não lhe saíram bem.

 

William Carvalho - Um poço de energia enquanto esteve em campo. Não lhe bastou ser o maior tampão contra as investidas polacas, recuperando inúmeras bolas: sabia sempre recolocá-las em jogo, desmarcando os colegas. Saiu aos 96', já esgotado de tanto correr e um cartão amarelo que o exclui da meia-final.

 

Adrien - Combinou da melhor maneira com William, aproveitando as rotinas que ambos já criaram no Sporting, destacando-se igualmente na recuperação de bolas. Aos 66' fez um dos melhores passes para Ronaldo, infelizmente desaproveitado. Saiu aos 74', já "amarelado".

 

Renato Sanches - Entrou finalmente como titular e demonstrou ao seleccionador que valeu a pena apostar nele. Marcou o nosso golo solitário e imprimiu dinâmica de vitória à equipa. No final, voltou a ser decisivo ao marcar o penálti que lhe competia. Falta-lhe só mais rigor no processo defensivo.

 

João Mário - Fez talvez o seu jogo mais apagado deste Europeu, em parte por parecer sempre deslocado da sua posição ideal: Fernando Santos mandou-o encostar à linha esquerda, auxiliando Eliseu na tentativa de impedir a progressão polaca. Nem sempre se entendeu com Ronaldo. Saiu aos 80'.

 

Nani - Teve dois momentos altos durante a partida. O primeiro aos 28', ao servir muito bem Ronaldo num lance em que o capitão é carregado em falta, o segundo aos 33', com uma soberba assistência de calcanhar para o golo de Renato. Voltou a destacar-se ao marcar um dos penáltis finais. 

 

Cristiano Ronaldo - Devia ser ele a fazer a diferença para uma grande exibição portuguesa, mas ainda não foi desta que isso sucedeu. Sem contornar as marcações, falhando por sistema o tempo de intervenção, perdendo até vários confrontos individuais, quase passou ao lado do jogo. Valeu o penálti marcado no fim: a ronda vitoriosa começou nele.

 

João Moutinho - Rendeu Adrien aos 74'. Parece ter-lhe feito bem o descanso no jogo anterior, por acaso o único que conseguimos vencer até agora nesta fase final do Europeu. Aos 86', foi dele o melhor lance individual da partida ao picar a bola que sobrevoou toda a defesa polaca e foi anichar-se nos pés de Ronaldo, que a dominou mal.  

 

Quaresma - Substituiu João Mário aos 80' para dar frescura e dinamismo à equipa, numa fase em que os polacos pareciam já ter desistido de chegar à nossa grande área. Tentou servir Ronaldo, desta vez sem sucesso. Mas voltou a ser o talismã da selecção: o golo de penálti que nos pôs nas meias-finais foi dele.

 

Danilo - Entrou aos 96', substituindo William Carvalho, voltando a demonstrar que continua a faltar-lhe a qualildade de passe do colega. Com ele em campo a selecção recua 20 metros. Mas era mesmo essa, pelos vistos, a missão que Fernando Santos lhe pedia.


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Por enquanto, não digo mais nada.

Vou "desligar-me" e assistir ao jogo.


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Piada do dia
Edmundo Gonçalves

Eu juro, à fé de quem sou, que nada me move contra o rapaz e que até lhe reconheço potencial para vir a ser um excelente jogador de futebol, mas daí até isto, vai um grande exagero. Certo, a gente entende, há que valorizar o "nosso" produto, mas ó Carlo, menos, sim?


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Polacos em Portugal
Francisco Chaveiro Reis

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Em dia de jogo contra a Polónia, lembremos o grande Andrzej Juskowiak que fez 74 jogos pelo Sporting e marcou 25 golos, como este. Em termos de polacos em Portugal, lembremos ainda Jozef Mlynarczyk, antigo guarda-redes do FCP e provavelmente o polaco que maior sucesso alcançou na nossa liga. Pelos azuis e brancos jogaram, nos anos 90, o avançado Grzegorz Mielcarski e o guarda-redes Andrzej Wozniak. Sem grande sucessoo. Mais recentemente, o Boavista de 2006, contou com Przemyslaw Kazmierczak (chegaria ao FCP e passaria por Setúbal) e Rafał Grzelak. Em Guimarães, morou Marek Saganowski, deixando 16 golos e muitas saudades. Rumou ao Troyes antes de rumar a Inglaterra. Da equipa B do Benfica, joga o jovem Paweł Dawidowicz. Esqueci-me de alguém?


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Que resultado vaticinam para o Portugal-Polónia?


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Quarta-feira, 29 de Junho de 2016
Todos a Alvalade!
Paula Caeiro Varela

Eu sei, eu sei que ainda é tempo de seleção, mas o que é que querem? Estou cheia de saudades de casa.

 

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Um plantel
Francisco Chaveiro Reis

O Sporting já regressou aos trabalhos tendo em vista a preparação para a época de 2016/2017, que se deseja plena de êxitos. Ainda é muito cedo mas deixo aqui a composição possível de um plantel que, creio, assentará na continuidade dos seus principais elementos.

 

Guarda-redes – Rui Patrício será o dono da baliza e Stojkovic, a terceira opção. Acredito que Jug será emprestado e que Eduardo, várias vezes falado, será o suplente. O jogador quererá regressar a Portugal para junto do filho e da companheira, atleta do Sporting.

Defesa-direito – Schelotto é o titular, sem espinhas. Para já, ainda há João Pereira mas creio que chegará um outro homem para completar a posição. Miguel Lopes até poderia ser esse homem mas já se sabe que vai jogar na Turquia. Riquicho lesionou-se e perdeu grande parte da época e seria arriscado apostar nele já. Deverá rodar, deixando espaço a Mama Baldé para evoluir na B. Mayke (Cruzeiro) já foi apontado mas penso que a opção será mais barata, já que o brasileiro não custaria menos de cinco milhões.

Defesa-esquerdo – Bruno César e Marvin Zeegelaar parecem estar na frente da corrida. Jefferson é para negociar se alguém oferecer seis milhões por ele, se não, fica. Acredito que estes três ficarão por cá a lutar pelo lugar, sendo que César jogará no meio-campo, sempre que necessário.

Defesa-central – Coates e Ruben Semedo são a dupla da confiança de Jesus. A terceira opção será Naldo e a quarta, provavelmente, Paulo Oliveira. Tobias já foi emprestado e Domingos deve seguir o mesmo caminho. Ewerton é para vender e Douglas, amor antigo, não deve mesmo vir, devido ao seu salário. Parece-me que os quatro que ficarão dão todas as garantias, não sendo de descurar a saída de Naldo ou Oliveira por uma boa quantia e a chegada de um substitudo.

Médio defensivo – Bruno Paulista e Rado Petrovic somam quase seis milhões de investimento e terão que ficar no plantel. Ou seja, Palhinha deverá ser de novo emprestado. William é para já o titular, caso não seja transferido. Se for, creio que o Sporting se terá que virar para uma opção de grande qualidade, logo…cara.

Médio ofensivo – Adrien é o dono e senhor do lugar e parece aguentar uma época em alta rotação. Ainda assim, terá duas alternativas. Uma será um jovem: Esgaio (aposto no empréstimo), Bakic (a chegar) ou Wallyson (a recuperar de lesão) serão esse homem. Outra, será um homem mais experiente que não Aquilani, de saída. Não há nomes falados, se não o colombiano Lerma, caro e jovem que até pode ser opção para a posição seis.

Médio direito – Partindo do princípio que Slimani e William estão em melhores condições de sair, João Mário mantem-se. Gelson é a alternativa. Contas fáceis e posto muito bem entregue.

Médio esquerdo – Sem contar com César, teremos dois homens: Bryan (um dos melhores da época passada) e Iuri, desequilibrador-nato que no Moreirense foi também goleador. A Matheus, jovem de grande qualidade, restará um empréstimo par poder jogar com regularidade.

Segundo avançado – Duvido que mais uma birra de Téo acabe bem. Mesmo que não seja vendido, será encostado. Não queremos quem não queira cá estar ou só esteja a meio gás. Faltará um craque para a posição. Se fizermos uns milhões, sonhemos com Bou (Racing), Vargas (Hoffenheim) ou Campbell (Arsenal). Se não, teremos que ser mais modestos. Alan Ruiz será a alternativa ou, quem sabe, revela-se logo um craque. Podence deve ser emprestado para jogar regularmente na primeira divisão.

Ponta-de-lança – Acredito em Barcos e Spalvis mas faz falta mais um. Slimani será vendido e o Sporting precisará de mais um nove. Com os 30 milhões do argelino, não me importava de ter, por exemplo, Blandi (San Lorenzo)

 

Para emprestar – Jug, Riquicho, Domingos, Rafael Barbosa, Ryan Gauld, João Palhinha, Slavchev, Wallyson Mallmann, Podence, Matheus e Ponde;

Para deixar sair a custo zero, com percentagem numa venda futura – Kikas, Zezinho, Betinho e Cissé;

Para vender à melhor oferta – João Pereira, Ewerton, Rosell, Aquilani e Mané.


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«Nós ainda não entrámos no campeonato da Europa! Nós ainda não entrámos no campeonato da Europa!»

SIC Notícias, 26 de Junho


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Acreditam que Messi não voltará à selecção argentina?


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Terça-feira, 28 de Junho de 2016

Relembro a minha análise do quinto jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Donetsk (Ucrânia), frente à Espanha, campeã europeia em 2008 e mundial em 2010, em desafio das meias-finais da competição. Uma partida só resolvida, após prolongamento, através de pontapés da marca de grande penalidade. Ficávamos assim pelo caminho mas saíamos de cabeça erguida, figurando entre as quatro melhores selecções europeias, numa competição que voltaria a ser ganha pelos espanhóis.

Cento e vinte minutos de jogo não bastaram para haver golos: o empate a zero prevaleceu. Nos penáltis, saímos derrotados por 2-4. Fez ontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: atento.

João Pereira: voluntarioso.

Bruno Alves: duro.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: perigoso.

Miguel Veloso: eficaz.

Raul Meireles: pressionante.

João Moutinho: influente.

Nani: talentoso.

Cristiano Ronaldo: perdulário.

Hugo Almeida: apagado.

Nélson Oliveira: inócuo.

Custódio: disciplinado.

Varela: tardio.

 

O melhor: João Moutinho.

 

Conclusão

«Pela quarta vez, Portugal atingiu as meias-finais de um Campeonato da Europa. E pela terceira vez ficamos pelo caminho. Mas desta vez com uma satisfação suplementar em comparação com o que ocorreu em 1984 e 2000: não fomos derrotados em campo, apenas a lotaria dos penáltis nos impediu de ir à final em Kiev.»

 

Notas adicionais

«A selecção tem um problema de raiz, por ausência de um ponta-de-lança clássico. Curiosamente, os espanhóis qualificaram-se para a final também sem um jogador nessa posição enquanto titular.»

«Nelson Oliveira não devia ter entrado. Está demasiado "verde" (sem ironia...) para o efeito. Não por acaso, Jorge Jesus nunca o colocou a titular ao longo do campeonato, onde - salvo erro - entrou apenas em três jogos incompletos.»

«Gostei muito da prestação da equipa portuguesa neste Euro 2012 desde logo por ter sabido fazer das fraquezas forças, contrariando todos os comentadores encartados. Nenhum deles - sublinho: nenhum - anteviu que a selecção fosse tão longe.»


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Comparações
José Navarro de Andrade

Com o Mané a jogar disfarçado de Sterling e Danny Rose a imitar Eliseu, como poderia a Inglaterra ter ganho?


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O vinagre e as moscas
Edmundo Gonçalves

Será?

Sabendo do histórico das relações conturbadas entre ambos os emblemas, terá isto a ver com uma nova política de relações?

Se sim, completamente de acordo. E se sim, vem contrariar aqueles que vêm defendendo que o presidente apenas vai ateando fogos.

Assim, à primeira impressão, chapeaux!

 

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Olha o Burns!
Edmundo Gonçalves

Vai dar de frosques.

Qués ver que ao contrário de João Rocha, quem ganhou uma úlcera foi ele?


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Capitão em Grande!
Francisco Vasconcelos

Já que por cá se endeusam uns em detrimento de outros, importa assinalar o que publicou uma das principais publicações desportivas europeias. O jornal espanhol "A Marca" dedicou, hoje, um artigo ao nosso grande capitão Adrien Silva.  

Vindo do país com o melhor campeonato do mundo, vale o que vale.

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Quem vai vencer este Europeu?


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«O Patrício faz uma defesa enorme na bola que vai ao poste. Só o Ricardo na Sport Tv se referiu a isso. Os outros ficaram mudos. Enquanto a comunicação social estrangeira reconhece o mérito da formação do SCP (oito em 11 na equipa titular não é para todos), por cá, nem uma palavra de reconhecimento. A ingratidão é um sentimento muito feio.»

Romão, neste meu texto


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Este, que andava a gozar com Cristiano Ronaldo, teve de meter a viola no saco. Ao menos a selecção portuguesa empatou com a Islândia. A selecção dele foi corrida do Europeu pela mesmíssima Islândia, facto que está a ser encarado pelos ingleses como uma tragédia nacional.  

Agora, ao que parece, tem menos vontade de gozar os outros. Confesso que me dá imenso gozo.


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Segunda-feira, 27 de Junho de 2016
A ver o Europeu (6)
Pedro Correia

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Quando Wayne Rooney marcou o golo de penálti, logo aos 4', os adeptos da selecção inglesa terão pensado que eram favas contadas. Enganaram-se redondamente. Antes dos vinte minutos já a Islândia tinha virado o resultado e trocava por completo as voltas ao onze comandado por Roy Hodgson. Daí até ao fim da partida os ingleses viram-se incapazes de anular a desvantagem. Os corredores de acesso à baliza islandesa permaneceram bloqueados, a equipa desorganizou-se, Rooney andava a desgastar-se em terrenos recuados e nenhum talento individual emergiu ali para anular o claro predomínio físico dos jogadores da Islândia - país com pouco mais de 300 mil habitantes que está a tornar-se no caso mais sério deste Campeonato da Europa em futebol.

Vi o jogo com muito interesse. Foi uma partida disputada sempre em ritmo acelerado, com grande intensidade, em que nunca se perdeu de vista a baliza contrária. Uma espécie de antítese do Portugal-Croácia, onde ambas as equipas pecaram por excesso de temor reverencial em relação aos adversários. Aqueles que já peroravam por aí contra a falta de interesse competitivo e emotivo deste Euro 2016 falaram cedo de mais.

 

A Islândia mereceu a vitória? Claro que sim. Formou um colectivo coeso, compacto, solidário, com uma intensidade física que só surpreendeu aqueles que hoje a viram actuar pela primeira vez. Ganhou quase todos os lances aéreos aos ingleses e nunca descurou o contra-ataque. A tal ponto que esteve mais perto de marcar o terceiro - evitado por grandes defesas de Joe Hart, aos 55' e aos 84' - do que os ingleses estiveram de marcar o segundo.

Sem Lallana mas não acusando falta de estrelas na equipa - Rooney, Kane, Sterling, Sturridge, Vardy, Cahill, Rashford e o "nosso" Eric Dier, hoje muito apagado e cedo substituído - Hodgson foi incapaz de desatar o nó cego armado pela selecção nórdica onde brilhou o central Sigurdsson, que travou tudo quanto havia a travar no eixo defensivo, marcou o primeiro golo e quase ia marcando outro num vistoso pontapé de bicicleta.

 

Altos são, mas toscos nem pensar. Se o fossem não teriam eliminado os ingleses, que muitos anteviam como sérios candidatos à conquista da competição. Afinal já estão a fazer as malas, imitando os espanhóis, esta tarde afastados pela Itália.

"Fim de ciclo", titula o jornal Marca num síntese certeira do confronto latino que a Espanha perdeu. A equipa que hoje se arrastou em campo frente aos italianos é uma caricatura da que nos empolgou no Mundial de 2010 e nos Europeus de 2008 e 2012. É o momento adequado para mudá-la de alto a baixo.

É também o momento certo para rebobinarmos o filme do Portugal-Islândia. Afinal esse nosso empate, bem vistas as coisas, acaba por ser um resultado muito menos negativo do que à primeira vista parecia. Escrevia há pouco o Guardian"A Islândia submeteu a Inglaterra a uma das maiores humilhações da sua história." Portugal foi poupado a isso. 

Agora os franceses que se cuidem: vão levar com eles nos quartos-de-final. Outro jogo que não vou perder.

 

Inglaterra, 1 - Islândia, 2

Espanha, 0 - Itália, 2


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De Portugal
Pedro Correia

Vejo vários dos meus amigos sportinguistas desinteressados da selecção, bocejando de tédio cada vez que alguém menciona o Euro 2016. Custa-me entender tal posição. A verdade é que, neste período do defeso que atravessamos em matéria de competições internas, o futebol disputa-se em França. E não é a brincar: é futebol a sério. Não por acaso, quatro jogadores cruciais da nossa equipa estão envolvidos no Europeu.

Não seria necessário mais para eu manter todo o interesse nesta campanha: Adrien, João Mário, Rui Patrício e William Carvalho merecem-me o maior respeito, quer vistam a camisola do Sporting quer vistam a camisola da selecção. Bastaria isso para eu querer - como quero - que a selecção chegue o mais longe possível no Campeonato da Europa.

Porque não basta dizermos que o Sporting é de Portugal: para sermos consequentes com esta afirmação, devemos também proclamar com orgulho que estamos com a selecção portuguesa.


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Quartos
Francisco Chaveiro Reis

Sem vitórias nos noventa minutos e sem um futebol bonito, Portugal está nos quartos-de-final e joga quinta-feira em Marselha (no estádio mais bonito do Euro 2016), contra a Polónia, pior do que a Suíça mas vencedora do confronto de sábado passado. Olhemos para o plantel polaco. Na baliza, mora Fabianski que, após anos a marcar passo no Arsenal, brilha no Swansea. Na defesa, Piszczek (Dortmund) é craque e faz o lado direito. Jedrzejczyk (Légia Varsóvia) é mais lento e limitado e joga pela esquerda. É um lado a explorar. No centro, tal como na Croácia, há dois pilares: Pazdan (Légia Varsóivia) e Glik (Torino). São fortes fisicamente e jogam simples mas de forma lenta. Outro ponto a explorar. No meio campo, quatro homens. Na direita há Kuba, a jogar em Itália (Fioretina) após uma vida no Dortmund. Parece ter perdido algum gás nos últimos anos mas continua cheio de garra. No centro, joga o operário Maczynski (Wisla Cracóvia) e o criativo Krychowiak, em trânsito do Sevilha para o PSG por cerca de quarenta milhões de euros. Não fosse a presença de Lewandowski e seria a estrela da companhia. Na esquerda, fecha Grosicki (Rennes) extremo à antiga, rápido mas algo limitado. Será facilmente anulado por um Cédric em forma. Na frente, o perigo maior. Milik (Ajax) fez grande época na Holanda (24 golos) e Lewandowski (Bayern) é um dos melhores avançados do mundo. Não acredito nos rumores da sua lesão. O onze não deve fugir disto, nem há grande matéria para mais. Nota apenas para Linetty (Lech Poznan), médio centro de futuro; Zielinski, titular do Empoli e médio de futuro e para Kapustka (Cracovia Krakow), médio ofensivo que é a grande esperança do futebol polaco.

 

Do nosso lado, nada de baixar os braços. A Croácia era, em teoria, melhor do que a Polónia mas nada de confianças exacerbadas. Só uma seleção altamente combativa e concentrada pode eliminar a Polónia. Na baliza, continua Patrício. Nas alas, Raphael, um dos melhores da equipa na competição, mantém-se e espero que Cédric também. O lateral ex-Sporting ataca e defende melhor, podendo segurar Grosicki e embaraçar Jedrzejczyk. No centro, não me espantaria que continuassem Pepe (imperial na última partida) e Fonte (simples e seguro). Carvalho, aos 38 anos, precisa de descanso e se tudo correr bem, ainda pode fazer dois jogos. No meio-campo, o alinhamento é óbvio: Mário, Wiliam, Adrien e Sanches. O trio do Sporting respondeu à chamada e Sanches mexeu com o jogo. Gostava depois de ver Rafa na esquerda a aproveitar com a sua velocidade (Quaresma também pode descansar, e o bracarense tem rotina de 4-4-2) o cansaço polaco. Esperemos que não dê um ataque de teimosia a Santos e que Gomes e Moutinho fiquem pelo banco. Nani e Ronaldo são a dupla esperada para chegar ao golo. Éder, fetiche de Santos, poderia também ser utilizado para arrastar os centrais. Todos sabemos que não é um matador mas que é trabalhador, é. E, sem um minuto jogado, está fresco. O futebol bonito nunca nos trouxe resultados mas se for possível jogar um pouco mais "à bola", agradecemos. Como é lembrado bastas vezes, não somos a Grécia.

 


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A época 2016/2017 do Sporting começou hoje.

Esperemos que com muitos êxitos.

Cá estaremos todos a remar para o mesmo lado.


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 Foto: David Fernández/EFE

 

Não sei se você viram. Eu dei-me ao incómodo de ficar acordado madrugada adiante para assistir à final da Copa América, disputada entre a Argentina e o Chile, apitada por um ridículo árbitro brasileiro que fez tudo para ser protagonista do encontro. Um jogo vibrante, de luta acesa, com as duas equipas a querer ganhá-lo - tanto que dois jogadores foram expulsos, um de cada lado (o argentino foi o nosso bem conhecido Rojo, galardoado com o cartão vermelho aos 41').

Apesar da intensidade e da velocidade, o nulo manteve-se no tempo regulamentar, forçando o prolongamento. Aqui uma defesa do outro mundo do guardião Claudio Bravo - uma das melhores que já vi até hoje em muitos anos como espectador de futebol - voando aos 99' para desviar um cabeceamento de Aguero manteve intactas as aspirações do Chile, com Arturo Vidal, Eduardo Vargas e Alexis Sánchez igualmente em grande nível.

 

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 Minuto 99: Bravo salva o Chile

 

Vieram então os penáltis. Vidal, primeiro chamado a converter, atira com insuficiente pontaria, permitindo a defesa de Romero. Segue-se Messi, com toda a Argentina suspensa do seu pé esquerdo. E o que sucedeu então? O astro do Barcelona dispara... por cima da baliza. Na hora da verdade, falhou.

O Chile conquistou assim com mérito o seu segundo troféu consecutivo. O mesmo troféu que escapa desde 1993 à selecção argentina, campeã desde então das finais perdidas. Já lá vão sete: quatro vezes na Copa América (2004, 2007, 2015, 2016), duas na Taça das Confederações (1995 e 2005) e uma no Campeonato do Mundo (2014).

Há quem lhe chame maldição. O facto é que Messi, o incomparável Messi, o "melhor do mundo" na opinião de muitos portugueses, falhou. E apressou-se a declarar que não voltará a vestir a camisola da equipa argentina: "A selecção acabou para mim."

Mero amuo momentâneo ou promessa para cumprir? O tempo dirá.

Enquanto a questão não se esclarece, aqui ficam os merecidos parabéns ao Chile. E fica também esta final como registo para todos os nossos compatriotas - e são demasiados, na minha perspectiva - que adoram menosprezar Cristiano Ronaldo, empolando cada pequeno falhanço do melhor jogador português de sempre enquanto se derramam em elogios a Messi, como se 'La Pulga' fosse infalível.

Mas não é.


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O nosso onze titular contra a Polónia deve ser alterado?


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«Adrien entra muito bem [no jogo dos oitavos-de-final], mas tem 20/25minutos onde não consegue acrescentar qualidade, num período em que a Croácia impõe a sua posse de bola. Na segunda parte entra Renato e aí sim, ele volta a render e a travar cirurgicamente alguns ataques croatas (em falta, mas é o estilo dele, Renato também é um pouco assim),»

Infiltrado, neste meu postal


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Domingo, 26 de Junho de 2016

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Isto não tem nada que saber, é colocar os mesmos contra a Polónia.

Já agora, se possível, numa toada mais ofensiva, que aquele meio campo está talhado para isso.

Sabemos que será difícil sair daquele registo que mete nervos, mas quem sabe, um dia o engenheiro pode passar-se da "marmita."

Estive a assistir ao Hungria - Bélgica, que terminou com uma goleada dos segundos por quatro golos sem resposta. Duas questões me vieram de repente à cabeça: Como é que esta Hungria nos meteu três golos, e como, vencendo a Polónia e vencendo a Bélgica o seu jogo dos quartos, enfrentará Portugal esta máquina de jogar à bola, nas meias.

Bom, mas nada de meter o carro à frente dos bois. Vamos lá enfrentar a Polónia na Quinta-feira e fazer por ganhar. De preferência jogando bem.


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… para Portugal.

Assim, os três jogos anteriores foram uma espécie de “warm-up”, como se diz em automobilismo, para a selecção nacional.

Primeiro havia que experimentar através da fórmula tentativa-e-erro o que a equipa das quinas conseguiria (não) fazer.

Após um trio de empates foi então a altura de FS deixar-se de experimentalismos e passar à lógica futebolística. E se Portugal não jogou muito bem é também verdade que não jogou como os jogos anteriores, conseguindo travar uma Croácia preparada para assaltar os castelos lusos.

Ao fim de quatro jogos desconfio que tudo isto já estava previamente pensado. Até a vitória da Islândia… Um engenheiro que se preze é assim… pensa em tudo.

Portanto nada do que aconteceu até agora a Portugal em França é obra do acaso ou da sorte. Tudo foi meticulosamente estudado e preparado ao pormenor. E daí FS só se ter valido do meio campo do Sporting quando realmente necessitou de parar alguns jogadores adversários de maior valia.

Nas mãos lusas o futebol deixou de ser somente um jogo de futebol para se tornar numa ciência quase exacta.

E só ontem consegui perceber isso…

 

 

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Acho que foi o Buda que disse: "o que tem de ser, tem de ser". Se não foi o Buda, foi Chalana, ou outro sábio assim do género. Pouco importa. O que importa é que é bem verdadeiro, sobretudo quando se trata do mister Fernando Santos. Santos tinha de experimentar todas as asneiras. Aquelas que toda a gente viu desde o início. Tinha de pôr Moutinho e Vieirinha durante três jogos, tinha de pôr Eliseu a jogar e tinha de não aproveitar o entendimento chave-na-mão que o trio William-João Mário-Adrien lhe garantia. Não vale a pena brincar: Santos é um empirista. Teve de experimentar para saber se era verdadeiro. É como aquela história do tipo que vê uma poia de cão no passeio, põe lá o dedo e depois... Bem, sabem o resto. E um empirista bem meticuloso: por exemplo, no caso de André Gomes, teve de experimentar quatro vezes.

 

E não se diga que o nosso homem não dá um toque pessoal a tudo. Finalmente, lá usou o famigerado meio-campo do Sporting. Mas em vez de aproveitar as suas capacidades ofensivas (de que ainda se viram uns vislumbres), aproveitou a suas capacidades destrutivas: pôs Adrien a secar Modric e William a secar Rakitic. E a verdade é que resultou. Resultou naquilo que Santos queria: um não-jogo de futebol, um catenaccio estratosférico. Modric e Rakitic não podiam fazer nada e o nosso meio-campo tinha ordens para não fazer nada. Foi assim que chegámos ao fim da primeira parte, altura em que Renato Sanches ainda não tinha entrado em campo mas já liderava a votação dos utilizadores do site da UEFA para melhor jogador em campo. Sim, os mesmos que há dois jogos elegeram Moutinho.

 

Na segunda parte, Santos lá meteu, finalmente, aquele que já então era o homem do jogo. Por mim, estava arrematada a equipa daqui para a frente. Enfim, talvez preferisse experimentar o Rafa em vez do Sanches, mas nem o Mendes nem o nacional-lampionismo o permitiriam. Fiquemos assim. E foi assim que o jogo ficou mais ou menos na mesma, até ao momento em que Santos fez a sua mudança de assinatura, certamente já em pânico pela vertigem que observava em campo: tirou um jogador ofensivo e pôs dois trincos. Mal visto: deixou de haver Adrien a marcar Modric e a Croácia quase marcou por duas vezes. Até que, com a Croácia toda na grande área portuguesa, Quaresma rouba a bola, mete em Ronaldo, que mete em Sanches, etc.

 

Na conferência de imprensa, Santos disse que "o João" (i.e. Moutinho) só não jogou por "problemas físicos". Fiquei em pânico. É isso, minha gente, isto ainda não acabou.


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Nestes torneios é invariável haver uma equipa que vai aborrecendo todos os jogos até se dar com ela na final. O papel de calisto costuma, pelas leis consuetudinárias do futebol, ser entregue à Itália - com apogeu no Mundial de 94 - mas não há quem recorde, apesar de ninguém se ter esquecido, que foi o da Grécia no Euro 2004. Há 2 anos, surpreendentemente, coube à Argentina ir ao pé coxinho pelo sertão fora até ao Maracanã, onde se empenhou em reavivar o fantasma do Uruguai de 50.

Após anos de experimentação com a selecção grega, que no Brasil assemelhava-se a uma brigada de estivadores do Pireu no aspecto e na delicadeza do futebol praticado, Fernando Santos é bem capaz de ocupar gloriosamente esse trono do tacticista mais chato do Euro, agora que tem jogadores à altura de um Pepe para blindar a área e espezinhar os joanetes adversários, de um William que rouba a bola como quem tira ovos do ninho, ou de um pianista em versão carregador como Adrien. E quando o opositor estiver devidamente opiado, é dar-lhe com o rectilíneo torpedo do Sanches ao som dos UHF - "agora, agora, agora *gemido esganiçado*" - e alguns acordes desse baixista heavy metal do Quaresma. Se calhar para horror da Europa civilizada, e até das Ilhas Britânicas, somos mesmo capazes de ir lá ter.

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«Só espero que não estejamos aqui no fim a dizer que jogámos como nunca e perdemos como sempre 

Ontem, às 19.45, na antevisão do Portugal-Croácia (SIC Notícias)


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Humildade lusa
Cristina Torrão

"Mind game" humilde, é a minha sugestão.

 

Valerá a pena continuar a apelar à humildade lusa? Domigos Amaral criticou a «bazófia» de Fernando Santos, por ele ter dito, depois do empate com a Áustria, "já avisei a família de que só volto para casa no dia 11 de Julho". O selecionador seria com certeza duramente castigado, pois, o futebol, todos o sabemos, costuma ser muito cruel com os cagões e os bazófias

 

Enfim, eu não sei se Fernando Santos só vai regressar no dia 11, mas regressa seguramente mais tarde do que muitos pensavam!

 

Se somos cagões? Por vezes, sim; desta vez, não me parece. Em três, (Portugal) não conseguiu ganhar um único jogo - mas também não perdeu nenhum. A Croácia só perdeu um: o essencial. E o primeiro jogo que Portugal ganhou, pô-lo nos quartos de final. É preciso mais eficácia?

 

Quanto a «bazófia», a seleção alemã tem para dar e vender; deve ser por isso que é tão frequentemente castigada...

 

Ao colocar a fasquia tão alta, Fernando Santos atirou uma pressão insuportável para cima dos jogadores, que não lidaram bem com a situação. Pressão insuportável? Não se trata de meninos de coro, mas de futebolistas de alto nível, todos eles com contratos milionários! A que altura se deve colocar a fasquia, se nos achamos capazes de vencer o torneio? Com a típica atitude lusa: ah, a gente só veio aqui ver como param as modas, não queremos chatear ninguém, longe de nós pretender estragar a festa dos outros, coisa & tal, não se vai a lado nenhum!

 

Chega de humildades lusas! É preciso provocar, desafiar, ousar, enfrentar, acreditar!

Acreditar, sempre!
Força Portugal!


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Portugal ganhou à Croácia com sorte?


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Sábado, 25 de Junho de 2016
A ver o Europeu (5)
Pedro Correia

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Fernando Santos deve ler o És a Nossa Fé. A equipa que hoje escalou, para o confronto com a Croácia em Lens, corresponde àquilo que vários de nós vínhamos reivindicando aqui desde o primeiro dia e satisfaz o desejo que exprimi neste bilhete que lhe enderecei há 48 horas.

Finalmente, com Raphael Guerreiro e Cédric nas alas e Adrien no miolo, Portugal fez o seu melhor jogo do ponto de vista táctico, mostrando-se uma equipa compacta e solidária, sabendo fechar as linhas e onde nunca faltavam jogadores a fazer dobras e ganhar segundas bolas. Com um bloco defensivo coeso, onde José Fonte ocupou o lugar antes confiado ao desgastado Ricardo Carvalho, e um meio-campo quase sem falhas, valorizado pela ausência de João Moutinho.

Valeu a pena? Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Vencemos pela primeira vez uma partida no Campeonato da Europa que se disputa em França, derrubando a selecção que no jogo anterior vencera a favorita Espanha e dispôs de mais dois dias de descanso do que os portugueses. Ninguém diria, vendo os nossos jogadores actuar em tão boa forma física. Com um superlativo Pepe, que destaco como o melhor em campo.

Cristiano Ronaldo, muito marcado, pareceu ausente durante grande parte do encontro. Mas na hora decisiva lá estava ele, aproveitando bem uma diagonal aberta por Nani e rematando por instinto, com força suficiente para o guarda-redes croata largar a bola, o que permitiu a recarga vitóriosa de Quaresma, estreante a marcar em fases finais de Europeus. Já os 90 minutos regulamentares se tinham escoado e muitos pensavam na roleta dos penáltis. Iam decorridos 117 minutos: milhões de portugueses soltaram em uníssono um grito eufórico, festejando um golo surgido um minuto após uma bola da Croácia ter embatido no poste direito da nossa baliza. Era caso para isso: nunca até hoje Portugal tinha vencido num prolongamento de uma grande competição de futebol.

Muitos comentadores cá desta banda não confiavam num resultado desses, apressando-se a vaticinar o regresso da equipa das quinas a casa. Enganaram-se, felizmente. Na próxima quinta-feira, pelas 20 horas, vamos disputar os quartos-de-final com a Polónia em Marselha. De cabeça levantada, pois claro. Há que continuar a olhar em frente.

 

Portugal, 1 - Croácia, 0

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Na hora da verdade, quando foi necessário, ele esteve lá - atento, concentrado, muito seguro. Tomando bem conta da baliza portuguesa, que desta vez manteve as redes invioláveis. Com alguma sorte e muito mérito.

 

Cédric - Ao nosso quarto jogo, entrou enfim para ocupar a lateral direita. Com vantagem óbvia para a equipa, tanto na segurança do processo defensivo, em que travou Perisic, como na qualidade da movimentação atacante. Com um pulmão inesgotável.

 

Pepe - Fez o único remate português da primeira parte, cabeceando sobre a barra. Anulou o ímpeto ofensivo croata, cortou tudo quanto havia a cortar na sua área de intervenção. Num desses lances, aos 111', galgou dezenas de metros com a bola controlada, conduzindo o contra-ataque. O melhor em campo.

 

José Fonte - Outra estreia nesta fase final do Euro. Cumpriu a missão que lhe estava destinada, com menos qualidade técnica que Pepe na reposição da bola. Prático e descomplexado, não se preocupou em jogar bonito mas em ser eficaz.

 

Raphael Guerreiro - Regressou em boa hora ao onze titular após ter superado os problemas musculares, com uma das melhores exibições da selecção. Impecável na cobertura e no desarme. Venceu todos os confrontos individuais.

 

William Carvalho - Evidenciou novamente as qualidades que o tornaram imprescindível no Sporting: precisão de passe e capacidade de recuperação da bola. Anulou Rakitic, um dos craques croatas. Memorável, o lançamento longo para Ronaldo, de 50 metros, aos 67'.

 

Adrien - Se Motric mal se viu no jogo, isto deve-se em boa parte ao médio leonino, que lhe deu luta com êxito, equilibrando o meio-campo a nosso favor. No melhor passe do jogo, aos 63', lançou Nani, que viria a ser carregado na grande área. Saiu aos 108'.

 

André Gomes - Voltou a revelar má forma física. Ainda assim, Fernando Santos insistiu em mantê-lo em campo até aos 50'. De pouco valeu. Viria a dar lugar a Renato Sanches, com vantagem óbvia para a equipa.

 

João Mário - Muito mais discreto do que na actuação frente à Áustria, prisioneiro da estratégia de contenção da equipa frente à Croácia, que fez aumentar a distância entre o meio-campo e o sector mais avançado. Foi rendido por Quaresma aos 87'.

 

Nani - Sem a influência revelada noutros desafios, interveio nos nossos dois lances mais perigosos. Primeiro, a passe de Adrien, foi carregado em falta na grande área croata sem o árbitro assinalar penálti. Depois, na jogada do golo, fez uma semi-assistência para Ronaldo.

 

Cristiano Ronaldo - Muito isolado, muito marcado, sem ser bem servido, encostado em excesso à linha no primeiro tempo. Mas apareceu quando era preciso, no lance decisivo do encontro, com uma rápida desmarcação e um remate forte. Parecia meio golo. E foi.

 

Renato Sanches - Rendeu André Gomes e foi superior enquanto transportador de jogo - veloz, imaginativo e com passes verticais que colocaram a Croácia em sentido. Interveio bem no lance do golo, temporizando e soltando a bola para Nani.

 

Quaresma - Continua a ser o talismã da selecção. Substituiu João Mário aos 87' e logo fez a diferença com os seus desequillíbrios junto à lateral e a qualidade da sua posse de bola. Num jogo em que só fizemos dois remates à baliza, o segundo foi dele. O do golo.

 

Danilo - Substituiu Adrien aos 108', quando o seleccionador parecia temer mais que nunca um golo croata. Soube reter a bola, introduzindo alguma frescura e tranquilidade à equipa.

 


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Oitavos
Francisco Chaveiro Reis

Apanhar a Croácia nos oitavos de final do Euro é um tremendo azar mas a eliminação na primeira fase seria ainda mais chato. Os croatas evoluíram muito desde 1996, quando se estrearam num Euro (e já tinham Suker, Boban ou Prosinecki) e foram derrotados 3-0 por Portugal e têm um plantel de grande qualidade, uma equipa com fino recorte técnicos e jogadores espalhados por equipas como Real Madrid, Barcelona ou Inter.

Na baliza mora Subasic do Mónaco. É um keeper de grande classe e dá segurança. Na defesa, os guerreiros Corluka (Lokomotiv) e Vida (Dinamo Kiev)  são fisicamente fortes e metem respeito. São lentos e é disso mesmo que Nani se tentará aproveitar.

Nas alas, dois senhores. A caminhar para o fim da carreira, Srna, eterno capitão do Shaktar e atual capitão da sua seleção, atua na direita e é exímio marcador de bolas paradas. Na esquerda, joga Vrsaljko, que se prepara para trocar o Sassuolo pelo Atlético de Madrid e é um dos mais interessantes laterais da Europa. Como segundas opções há Jevdaj (Leverkusen), Strinic ou Schildenfeld (Dinamo Zabreg).

No meio campo, um elenco do luxo. Badelj (Fiorentina) é o homem mais recuado e a garantia de músculo. Ao lado tem Brozovic (Inter), mais técnico. Rakitic (Barcelona), Modric (Real Madrid) e Perisic (Inter) formam o trio dourado, a partir do qual todo o jogo ofensivo se desenrola.

Na frente, Mandzukic (Juventus) é o avançado. As alternativas ofensivas são a jovem estrela Pjaca (Dinamo Zabreg, associado a Milan e Benfica), Kramaric (Hoffenheim) ou Kalinic (Fiorentina), autor de um golo de calcanhar ante de Espanha e de umas bocas a Portugal que darão muito gozo rebater. Com golos.

 

Só uma equipa portuguesa muito segura na defesa (especial atenção às alas que estiveram desastradas no último jogo); com um meio campo de alta rotação (Moutinho e Gomes, nas suas atuais versões não cabem aqui) e um ataque assertivo podem passar a Croácia, que tem contra si o menor traquejo quando comparada contra equipas como Alemanha, Itália ou Espanha. Portugal deverá continuar no seu 4-4-2, apostando na versão “diamante” ou “losango” que resulta menos mal do que o 4-4-2 mais tradicional.

Na baliza, teremos Patrício. Nas alas, Raphael regressa e na direita seria bom ter Cédric, bem mais rotinado na posição e fisicamente fresco. No centro, Pepe tem estado relativamente bem e era bom que Fonte jogasse, permitindo a Carvalho descansar. O central do Mónaco tem 38 anos e fazer 4 jogos em tão pouco tempo poderá ser de mais (com a Hungria acusou cansaço e lentidão). Para o meio, William deve manter-se na posição seis. A médios interiores, João Mário é a opção para a direita. Na esquerda, seria desejável deixar Gomes de fora. O médio do Valência está mal fisicamente e pouco tem rendido na esquerda. A solução ideal seria apostar num homem mais ofensivo como Rafa ou Quaresma. Sanches poderá ser uma boa opção também, uma vez que mexeu com o jogo na quarta-feira.

Atrás dos avançados, Moutinho tem sido quase nulo. Adrien, com zero minutos na competição, seria a melhor opção. Tem experiência e qualidade mais do que suficientes. Para além de um bom remate que daria jeito. No ataque, é certo que a aposta será Ronaldo acompanhado por Nani. Face às características dos centrais e mesmo de Badelj, Nani será um homem essencial.

A certeza é só uma: só um Portugal muito diferente do da primeira fase pode sonhar com a vitória sobre os croatas, uma das equipas que melhor futebol praticam nesta competição.


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Quais os vossos prognósticos para o Portugal-Croácia?


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«Espero que os árbitros portugueses vejam os jogos [do Euro 2016] e vejam a distância a que se encontram da elite europeia, por demérito próprio ou pela interpretação distorcida das regras que lhes andam a impor. Basta ouvir e ler o ex-árbitro agora comentador na Bola que nos afundava em campo, e vê-lo torcer-se todo a comentar o "critério largo", a "grande experiência" e "as orientações superiores" dos árbitros do europeu a proteger o jogo e o espectáculo.»

SportingSempre, neste meu postal


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Sexta-feira, 24 de Junho de 2016

Relembro a minha análise do quarto jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Varsóvia, frente à República Checa, já nos quartos-de-final da competição. Uma partida bem disputada, em que dominámos e saímos como justos vencedores.

Cristiano Ronaldo esteve novamente em foco, apontando o golo solitário da nossa vitória, que Petr Cech não conseguiu travar. Fez anteontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: seguro.

João Pereira: resistente.

Bruno Alves: sólido.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: veloz.

Miguel Veloso: discreto.

Raul Meireles: eficaz.

João Moutinho: incansável.

Nani: influente.

Cristiano Ronaldo: combativo.

Helder Postiga: lesionado.

Hugo Almeida: cumpridor.

Custódio: disciplinado.

Rolando: nada a dizer.

 

O melhor: Cristiano Ronaldo.

 

Conclusão

«Os checos, apesar de terem descansado mais 24 horas dos que os portugueses, mostraram condição física muito inferior. E nunca revelaram soluções tácticas para romper a muralha defensiva portuguesa. À medida que a selecção de Paulo Bento ia progredindo no terreno, tornava-se evidente qual era a selecção que passaria às meias-finais. Só faltava afinar a pontaria à frente: Cristiano Ronaldo, repetindo o que já sucedera contra a Holanda, voltou a rematar duas vezes ao poste.»

 

Notas adicionais

«Foi claríssimo o domínio da selecção portuguesa. A segunda metade do jogo resume-se praticamente a isto: Portugal a construir jogadas de ataque e os checos a procurar evitar o golo. Evidente superioridade portuguesa, que peca apenas por não se traduzir em mais golos.»

«Esta selecção tem vindo a demonstrar que, em termos colectivos, é uma das nossas melhores de sempre

«Hugo Almeida é muito superior a Nélson Oliveira, único jogador a quem o comentador Rui Santos tem dispensado rasgados elogios. Paulo Bento fez bem em não lhe dar ouvidos, deixando-o desta vez no banco.»


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Que consigamos chegar ao intervalo a perder só por 1:

a) só neste cenário é que Fernando Santos tira o Moutinho; e

b) só retirando o Moutinho é que podemos conseguir jogar alguma coisa.


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Qual a melhor táctica amanhã contra os croatas?


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