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És a nossa Fé!

Foice em seara alheia

Em regra não convém a sapateiros tocar rabecão.

Ainda assim, vou aventurar-me por um metier que não domino, a comunicação, a propósito da nomeação de um novo director, Nuno Saraiva de seu nome.

Confesso que não conheço a pessoa, mas a relevância do facto é secundária. Sei é que tenho sentido falta de uma atitude proactiva por parte do Clube nos media e que tenho visto um desgaste da imagem de pessoas que deveriam preocupar-se com outros assuntos e têm canalizado parte do seu esforço para colmatar a falta a que me refiro. Neste lote estão o presidente e o treinador, sem sombra de dúvida.

Como leigo na matéria, espero, desejo, que desta vez se acerte, salvo seja, no cavalo certo.

Balanço (11)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JEFFERSON:

 

- Edmundo Gonçalves: «Vencedor do prémio "acertar com o guarda-redes contrário". Cada tiro, cada melro, cada centro, cada "acertadela" no guarda-redes russo. Foi obra! E continuo com a minha de que é culpa dele o primeiro golo: ficou nas covas.» (18 de Setembro)

- Duarte Fonseca: «Já estava na hora de Jefferson acordar para esta época. Bem sei que assimilar princípios defensivos aos 27 anos não é fácil, sobretudo para quem tinha muito pouca noção de posicionamento, mas a verdade é que tem que render muito mais.» (22 de Setembro)

- Eu: «Quatro assistências para golo em nove jogos da Liga 2015/16. Isto diz tudo sobre o valor do nosso lateral esquerdo, a primeira contratação da era Bruno de Carvalho.» (4 de Novembro)

Balanço (10)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre TOBIAS FIGUEIREDO:

 

- Edmundo Gonçalves: «Demonstrou claramente que não é (ainda?) deste campeonato. Demonstrou contudo uma enorme visão "ao longe". Marcou sempre os adversários "à vista", o que lhe rendeu dois golos consentidos infantilmente. Da única vez que marcou em cima, entrou a pés juntos sobre um adversário. Amarelo alaranjado. Sem querer ser duro ou injusto na apreciação, depois de ter visto a equipa B na quarta-feira, sugiro um empréstimo em Janeiro (a equipa B está bem servida e Tobias está já noutro patamar).» (18 de Setembro)

- Eu: «Esforçado. Não fez esquecer o lesionado Paulo Oliveira, mas assumiu uma parceria equilibrada com Naldo. Saltou mal no lance do golo minhoto.» (4 de Outubro)

O momento decisivo

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Outros dirão, naquele jargão cultivado com tanto esmero pelos especialistas da bola, que Ronaldo "passou ao lado de uma grande partida" e "estava lá mas era como se não estivesse".

Não acreditem.

Ontem à noite, na final da Liga dos Campeões disputada em Milão entre as duas potências futebolísticas de Madrid seguida com calor e paixão nos recantos mais recônditos do planeta, o português guardou-se para o momento decisivo - aquele em que tudo se desenrola em fracções de segundos, aquele em que se comprova com inequívoco rigor quem tem fibra de campeão, aquele em que mais se exige perícia técnica servida por nervos de aço. O momento do penálti que decide um destino, que traça a linha separadora da exígua fronteira entre o sucesso e o fracasso: quem não a transpõe é humilhado na praça pública por multidões de adeptos inconformados, quem a ultrapassa ascende mais um patamar no panteão reservado aos escassos heróis contemporâneos com dimensão global.

Nesse momento decisivo ele estava lá.

Fixou a baliza adversária como se nada mais houvesse para mirar no mundo, tomou balanço, trotou resoluto para a bola e desferiu o golpe fatal com toda a convicção da sua força mental comandando a arte incomparável do seu pé direito. 

Ainda antes de centenas de milhões de gargantas gritarem a mágica palavra golo, já ela se havia tornado realidade na mente daquele homem que foi um pobre menino das ladeiras do Funchal e soube torcer as voltas à vida, construindo uma carreira milionária a pulso. A inevitável inveja alheia só lhe confere motivação acrescida. Porque ele parte sempre à conquista de um novo troféu como se fosse o primeiro que ganha.

É isto que conta: nunca falhar no momento decisivo. Quem ignora que o futebol é uma metáfora do percurso humano tem muito a aprender com Cristiano Ronaldo.

 

Também aqui

Balanço (9)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre RÚBEN SEMEDO:

 

- José Navarro de Andrade: «O jogo de apresentação é o mais leve e esperançoso do ano. Por uma vez, não subimos ao estádio para sofrer o resultado, mas para apreciar as promessas reservadas pelos jogadores que trazem um número novo nas costas da camisola – quem é aquele espigado com o nº 20 do Quaresma? É o Bryan Ruiz; e aquele de rabo-de-cavalo cheio de peitaça? Ruben Semedo.» (4 de Agosto) 

- Eu: «Intransponível. Seguro nos cortes, colocando a bola sempre bem direccionada no início do processo ofensivo, actuou de modo irrepreensivel no lugar do lesionado Paulo Oliveira.» (13 de Fevereiro)

- José da Xã: «Sei que vieram Bruno César, Coates e Zeegelaar, tendo também regressado Rúben Semedo. Mas todos eles insuficientes para as reais aspirações do Sporting.» (16 de Maio)

De Milão para o mundo

 

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Que português conseguirá inscrever o seu nome na galeria de vencedores da Liga dos Campeões 2015/16? Cristiano Ronaldo ou Tiago?

Logo, a partir das 19.45, o planeta futebol tem capital em Milão: vai lá disputar-se a final da Champions, com 80 mil pessoas nas bancadas de  San Siro e centenas de milhões a acompanhar em casa este novo embate entre os gigantes madrilenos Atlético e Real, que se defrontam desde 1929.

Por quem torcem vocês?

Os nossos comentadores merecem ser citados

«O Soares Dias é mais um da mesma linha. O Sporting-Benfica foi a demonstração disso mesmo: permitiu todo o anti-jogo benfiquista, especialmente do R. Sanches e do Eliseu, deixando o primeiro em campo com uma série de faltas violentas no cadastro e o Ruiz por pouco com uma perna partida. No Porto-Sporting foi comido pelo quarto árbitro no pseudo-penálti e compensou com o fecho de olhos à falta do Coates.»

SportingSempre, neste meu texto

Balanço (8)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre COATES:

 

- Francisco Chaveiro Reis: «Agastado com o uso prolongado de vermelho no Liverpool e com o facto de jogar em casa num Stadium of Light, Coates deve estrear-se hoje com a camisola 13 (número do azar aqui é o 7, nada temam!) do Sporting. Com claro sucesso com o branco do Nacional e com o celeste do Uruguai, está visto que foi o tom avermelhado das indumentárias inglesas que lhe toldou a sorte. Alto, forte, experiente mas com muito a provar na Europa, quer parecer-me que temos ali homem para acabar com as vias… verdes da nossa defesa.» (8 de Fevereiro) 

- Eu: «Parece sentir-se muito à-vontade como patrão da defesa leonina. Atento, concentrado, fazendo bom uso da sua elevada estatura (1,96m). Foi decisivo ao cabecear no lance do primeiro golo, dando até a sensação de ter sido ele a marcar.» (19 de Março)

- José da Xã: «Sei que vieram Bruno César, Coates e Zeegelaar, tendo também regressado Rúben Semedo. Mas todos eles insuficientes para as reais aspirações do Sporting.» (16 de Maio)

Grande Rúben Semedo

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«O nosso trabalho foi reconhecido por toda a gente. Fomos a melhor equipa. Praticámos o melhor futebol. Viu-se nos confrontos directos com os nossos adversários. Nem sempre ganha a melhor equipa e este ano foi isso o que aconteceu: não ganhou a melhor equipa.»

 

«Nesta fase não há como ficar mais fraco. Só temos de pensar em ficar mais fortes. A meta é evoluir e evoluir para sermos cada vez melhores e conseguirmos os nossos objectivos. Ser campeão é o principal.»

 

«Fiquei a saber do interesse do Sporting e desliguei-me do Benfica. O Sporting tem a melhor escola. Era o que toda a gente dizia, agora prova-se e eu sei.»

 

Excertos da entrevista dada por Rúben Semedo à edição de hoje do Record.

O crime não compensa

Defendemos aqui claramente que a posição enquanto sportinguistas ( e cidadãos ) não passa por vencer a qualquer preço.

Condenamos aqui todas as tramóias de que vamos tendo conhecimento, tendentes a falsear a verdade desportiva em concreto e a justiça, de um modo geral.

Seguindo esse princípio, estive sempre do lado dos que condenaram a acção, agora provada em tribunal, de Paulo Pereira Cristóvão, que o levou a uma condenação pesada e a pagar uma indemnização considerável aos ofendidos.

O sentimento dos verdadeiros sportinguistas não passa por actos deste tipo. Se é verdade que por vezes, perante enormes injustiças de que temos sido alvo, o que nos apetece, num repente, é utilizar as mesmas armas que o "inimigo" (adversário, obviamente), o bom senso e o sentido do decoro, da justiça e do cumprimento da Lei, devem nortear sempre a nossa forma de estar no desporto: De cabeça levantada.

Não vale tudo.

Acosta 15 anos depois

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Beto Acosta chegou ao Sporting em dezembro de 1998. Jogava com a camisola 27 e só fez 3 golos em meia época. Não convenceu mas ficou. Já com a camisola 11 e completamente adaptado, tornou-se no goleador da equipa (era ver Schmeichel a procura-lo com os seus lançamento longos). Foi campeão em 1999-2000 e marcou 48 golos de verde e branco. A 27 de maio de 2001 (1-0 ao Marítimo) fez o seu último jogo pelo Sporting. Faz hoje 15 anos. De quando em vez vem a Lisboa onde nunca foi esquecido. Obrigado, Matador!

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