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És a nossa Fé!

Os nossos jogadores, um a um

Jogo intenso, muito disputado, com muito contacto físico mas contenção disciplinar de parte a parte, o que não invalidou algumas situações difíceis de ajuizar pelo árbitro da partida, Tiago Martins, que em regra julgou bem. O Sporting deslocou-se a Guimarães, onde o ano passado deixou três pontos, e trouxe desta vez um ponto, em função de um empate sem golos.

Foi pena. O jogo merecia um desfecho diferente do zero-a-zero final. Tanto Jorge Jesus como Sérgio Conceição montaram as suas equipas com espírito vencedor num palco que já habituou os adeptos de futebol a confrontos com inegável qualidade. Apesar da boa réplica dos vimaranenses, o Sporting dominou a partida, faltando apenas pontaria mais afinada a vários dos nossos jogadores que dispuseram de boas oportunidades de rematar com êxito. Mas o maior obstáculo, para nós, foi a excelente actuação do jovem guarda-redes do Vitória, Miguel Silva, que por três ou quatro vezes nos travou o golo.

Neste confronto antes do dérbi de sábado em Alvalade, o Sporting não contou com Adrien, um dos nossos elementos mais influentes. Slimani esteve bastante apagado, acusando porventura algum receio perante um eventual cartão amarelo que o impedisse de defrontar o Benfica. Barcos voltou a ter alguns minutos de jogo, deixando uma imagem positiva. Teo não fugiu à mediocridade que tem evidenciado de há demasiadas jornadas para cá.

Para mim o melhor sportinguista foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Muito seguro entre os postes, arriscou algumas saídas da sua zona de acção sem recear ser desfeitado. Transmitiu confiança à equipa numa partida em que teve menos trabalho do que era de supor.

SCHELOTTO (6). Exibição irregular. Muita entrega ao jogo, muito empenho na manobra atacante, mas algum excesso de impetuosidade que lhe valeu um amarelo logo aos 26' e lhe podia ter causado mais dissabores. Bom passe a isolar Ruiz aos 60'.

RÚBEN SEMEDO (7). Exibição personalizada. Travou tudo quanto havia para travar no eixo defensivo, actuando com uma confiança digna de nota. Não merecia o cartão amarelo que o impedirá de integrar a equipa no dérbi de sábado.

COATES (7). Impôs a sua superior condição atlética para frustrar a manobra atacante dos vimaranenses. E ainda ousou várias incursões na linha da frente. Numa delas, aos 19', quase marcou a passe de Ruiz.

MARVIN (5). Continua sem deslumbrar. Concentrado e cumpridor da missão que lhe está incumbida na linha defensiva, raras vezes se atreveu a cruzar a linha do meio-campo para apoiar o ataque. Soube a pouco.

WILLIAM CARVALHO (7). Com Adrien ausente, foi desta vez o patrão do meio-campo. Recuperou bolas, passou-as com acerto e empurrou sempre a equipa para a frente. Protagonizou uma excelente jogada aos 83' que culminou com a bola a rasar o poste.

JOÃO MÁRIO (6). Mais retraído do que é costume, por estar no apoio permanente às missões defensivas. Melhorou quando Jesus fez entrar Aquilani e pôde enfim soltar-se mais à frente. Mas já era tarde.

GELSON MARTINS (5). Menos dinâmico do que já nos habituou noutros desafios, pareceu algo desconcentrado. O melhor que conseguiu foi um remate aos 40', bem defendido por Miguel Silva. Saiu aos 59'.

BRUNO CÉSAR (6). Começou muito bem, com passes de rotura. Um deles, aos 53', funcionou quase como meio-golo, acabando desperdiçado por Gelson. Foi perdendo fulgor, acabando substituído por Aquilani aos 69'.

BRYAN RUIZ (7). O maestro da equipa. Saiu dos pés dele a primeira ocasião de golo, aos 19'. Excelente combinação com William aos 83'. Podia ter marcado aos 60': isolado, atirou por cima da barra. Mesmo assim foi o melhor Leão em campo.

SLIMANI (6). Relativamente apagado, pareceu recear a possibilidade de lhe ser mostrado um amarelo que o excluiria do dérbi. Falhou o golo aos 20', a passe de Schelotto. Travado em falta quando se isolava aos 73'. Saiu aos 83', dando lugar a Barcos.

TEO GUTIÉRREZ (2). Uma nulidade. Jesus mandou-o entrar em campo para o lugar de Gelson Martins, mas o colombiano fez questão em não dar nas vistas. Continua a desperdiçar oportunidades.

AQUILANI (6). A sua entrada, aos 69', permitiu soltar João Mário, que passou a jogar nos terrenos em que melhor revela as suas potencialidades, na frente do ataque. Um grande passe longo para Slimani, aos 73', esteve na origem da expulsão de Josué.

BARCOS (6). Substituiu Slimani aos 83'. Ainda a tempo de protagonizar um dos melhores lances ofensivos do desafio, dominando muito bem a bola. Para não variar, o guardião vimaranense defendeu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De observar a entrega dos jogadores. O Sporting dominou toda esta partida em Guimarães, onde há mês e meio o FC Porto deixou três pontos. Ganhámos quase sempre as segundas bolas, tomámos conta do meio-campo e não deixámos a equipa adversária exibir os seus trunfos. Em jogo jogado estivemos sempre por cima. Faltou-nos a vitória.

 

De ver dissipado o fantasma da época anterior. Na Liga 2014/15 perdemos 0-3 em Guimarães e despedimo-nos logo nesse jogo da corrida ao título, quando ainda se disputava o primeiro terço do campeonato.

 

Da boa réplica do V. Guimarães. A equipa treinada por Sérgio Conceição tem valorizado o campeonato com boas actuações. Hoje não foi excepção, apesar da supremacia leonina no desenrolar da partida.

 

De Bryan Ruiz. Foi perdulário: isolado, podia ter marcado aos 60'. Mas foi também o elemento mais criativo da nossa equipa: procurou sempre a bola, tentando servir os companheiros. Aos 19' e 83' fez passes que foram quase assistências para golos. O melhor do Sporting hoje em campo.

 

De William Carvalho. Está a voltar à boa forma revelada nas duas épocas anteriores. Hoje foi um elemento fulcral para segurar o jogo no nosso meio-campo, recuperar bolas e lançá-las bem medidas para os colegas da frente. E ainda tentou o golo por duas vezes: numa delas, aos 83', esteve quase a marcar.

 

De Barcos. Entrou tarde, a dez minutos do fim, mas ainda a tempo de protagonizar uma das melhores jogadas do encontro com excelente trabalho técnico na grande área seguido de um remate só parado por uma grande intervenção do guarda-redes Miguel Silva, o melhor jogador desta partida de Guimarães.

 

Da nossa defesa. Voltou a ser intransponível.

 

Que Slimani tivesse sido poupado ao amarelo. Se visse um cartão, o argelino não disputaria o dérbi de sábado. Isto condicionou de algum modo a sua manobra atacante, mas do mal o menos: contaremos com ele frente ao Benfica.

 

Da arbitragem. Tiago Martins teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

 

Não gostei

 

Dos golos desperdiçados. Foram demasiados - por Slimani, Bryan Ruiz, Gelson Martins e William Carvalho.

 

Do empate. Queríamos ter saído de Guimarães com mais três pontos. Viemos de lá só com mais um. Sabe-nos a pouco. Mas continuamos em primeiro no campeonato e preparamo-nos para defrontar o Benfica, no próximo sábado, enquanto líderes do campeonato.

 

Do zero-a-zero. Um jogo tão intenso como este merecia ter registado golos.

 

Da ausência de Adrien. Fez-nos falta, sobretudo como elemento de ligação entre a defesa e o ataque. Um papel que acabou por ser confiado a João Mário, com prejuízo da consistência da equipa, que beneficia quando o nosso médio ofensivo actua em linhas mais avançadas.

 

Do amarelo exibido a Rúben Semedo. O nosso central não participará no dérbi por acumulação de cartões. É pena: prevejo que vai fazer-nos falta.

 

De Teo Gutiérrez. Com ele no lugar de Gelson Martins, a partir dos 58', passámos a jogar com dez. Não se viu em campo.

Desastrosas foram estas declarações

"Sem dúvida. Desde o início foi o objetivo declarado pelo comando técnico e pelo próprio presidente (sobre a conquista do campeonato nacional). É o foco principal e perfeitamente alcançável. Depois de estar arredado de todas as provas, que tinha condições para discutir, é absolutamente imprescindível vencer o campeonato para evitar uma época desastrosa, em que não se ganha nada." Declarações proferidas por Carlos Xavier ao jornal O Jogo.

O problema de que padece este ex-futebolista do Sporting é o mesmo que ex-dirigentes que se reúnem em jantares com o orelhas: Melancianite aguda (sem cura, infelizemente). 

Desmistificando a "época desastrosa":

1) Somos a actual equipa a deter os últimos dois troféus nacionais disputados (Taça de Portugal e Supertaça). Tendo a Supertaça sido conquistada na presente época. Um troféu já cá canta e ganho aos "amigos" dos jantares (será que o Dias da Cunha também recebeu uma camisola do Eusébio?)

2) (via Sporting Apoio)

"Época 2009/2010 : 28 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2010/2011: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2011/2012: 16 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2012/2013: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2013/2014: 7 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2014/2015: 9 pontos de distância para o campeão."

Sendo que esta época 2015/2016, estamos na frente com três pontos de avanço.

O trabalho está a ser desenvolvido, com menos temos feito mais do que se podia esperar. Talvez estes resultados sejam desastrosos... para as aspirações de certas pessoas ou facções.
Continuemos em primeiro e pode ser que em Maio deixem de chatear.

Os melhores golos do Sporting (30)

 

Golo de MANUEL FERNANDES

Sporting, 7 - Benfica, 1

14 de Dezembro de 1986, Estádio José Alvalade

 

Já passaram quase 30 anos mas os ecos deste jogo não se apagaram da memória leonina. Foi uma das partidas épicas do Sporting Clube de Portugal, que culminou na nossa maior goleada frente ao Benfica.

Vale a pena recordar quem alinhou neste clássico lisboeta. O Sporting entrou em campo com Damas, Gabriel, Pedro Venâncio, Virgílio, Fernando Mendes, Oceano, Zinho, Litos, Mário Jorge, Manuel Fernandes e Ralph Meade. Aos 78 minutos, Duílio substituiu Fernando Mendes e Litos deu lugar a Silvinho.

Do onze inicial do Benfica constavam Silvino Louro, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro Magalhães, Shéu Han, Carlos Manuel, Diamantino Miranda, Vando, Chiquinho e Rui Águas. Shéu e Diamantino seriam rendidos na segunda parte por Nunes e César Brito.

 

Parecia um dérbi igual a vários outros, com natural ascendente da nossa equipa, que jogava em casa. Vencíamos ao intervalo, mas por margem escassa: apenas 1-0, com golo de Mário Jorge.

Tudo mudou no segundo tempo - e de que maneira: mais seis golos do Sporting, quatro dos quais marcados pelo nosso capitão, Manuel Fernandes. Com uma exibição digna de antologia do colectivo leonino, que fez ajoelhar a turma encarnada. Quando o árbitro Vítor Correia apitou, dando o jogo por concluído, as reacções nas bancadas não podiam ser mais antagónicas: ondas de júbilo da nossa massa adepta e raiva incontida dos benfiquistas, que queimaram cartões de sócio e bandeiras encarnadas.

 

Eu vivia então longe do País: assisti ao desafio a 14 mil quilómetros de distância, pela televisão, com oito fusos horários de diferença, já na madrugada de 15 de Dezembro de 1986. Mas lembro-me como se fosse hoje da exibição portentosa daqueles jogadores, que se tornaram heróis do panteão leonino. Lembro-me sobretudo do nosso "Manel", que parecia apostado em rebentar a escala, superar todos os obstáculos, ver inscrito o seu nome em Alvalade com letras de ouro a título vitalício.

É um dos golos dele que quero aqui destacar. O nosso quinto - o mais belo do lote. Que começa com uma jogada de insistência desenhada por Litos no flanco esquerdo, levando ao tapete a ala encarnada e assistindo o capitão. Manuel Fernandes, com perfeita leitura de jogo, domina o corredor central e mergulha em direcção à bola, cabeceando-a com intensidade e colocação, bem enquadrado com a baliza de Silvino. Reparem bem nas imagens do resumo que aqui trago: vale a pena ver e rever toda a jogada.

Registou-se uma explosão de alegria na equipa comandada por Manuel José, com réplicas em todas as bancadas do saudoso estádio José Alvalade - excepto no sector confinado aos benfiquistas, que começaram a fazer uso imoderado dos isqueiros.

 

Volto ao resumo deste jogo, aqui com locução de Gabriel Alves e Rui Tovar, sempre que a equipa do Sporting atravessa ocasionais crises de inspiração. O vídeo integral da segunda parte devia aliás constar das sessões de treino motivacional em Alcochete: é quanto basta para recarregar baterias.

E lembro-me também sempre deste jogo quando vejo Diamantino dar largas ao seu imenso fel contra o Sporting em todas as intervenções que faz na pantalha, onde agora é comentador de futebol. Sou incapaz de dissociá-lo desta monumental derrota do SLB. E consigo entender a amarga penitência que ele continua a cumprir quase trinta anos depois.

Paixão clubística

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Lenços brancos nas bancadas, gritos contra Zinédine Zidane, o treinador contratado apenas há dois meses, e apelos insistentes à demissão do presidente do clube, Florentino Pérez. De tudo isto se viu e ouviu ontem nas bancadas do Santiago Bernabéu, no final do dérbi madrileno entre o Real e o Atlético - dérbi que os merengues perderam por 0-1.

Foi um jogo medíocre, marcado pela extrema contenção defensiva da turma treinada por Diego Simeone, que obteve aproveitamento máximo: o francês Griezmann marcou o disparo que fez a diferença na única oportunidade de golo real de que a equipa dispôs.

Do outro lado, com Isco e James exibindo-se a níveis abaixo do aceitável numa equipa de topo como o Real Madrid, apenas Danilo e  Cristiano Ronaldo teimaram em remar contra a apatia, destacando-se o português com dois cabeceamentos à baliza, travados pelo guardião Oblak.

A nove pontos do líder Barcelona e a quatro do Atlético, o Real despediu-se ontem do título perante quase 80 mil espectadores que não conseguiram disfarçar o desagrado e o enfado face a estes jogadores milionários que em grande parte não procuram sequer cumprir os mínimos. Daí os assobios, os lenços e as vaias.

O Real, sublinhe-se, mantém intactas as aspirações na Liga dos Campeões. Mas aquilo que os adeptos verdadeiramente querem é a supremacia nas competições internas - sobretudo na prova rainha de todas as provas, o campeonato.

Quem se espantar perante esta evidência percebe muito pouco de paixão clubística, fenómeno capaz de inflamar tantos milhões de adeptos nos estádios de futebol.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Neste momento já só estamos a competir no campeonato nacional, que no fundo sempre pareceu ser o objectivo estratégico primordial de Jorge Jesus e da própria direcção. Neste contexto, a partir de agora, a margem de erro é nula, já que as baterias estão apontadas para um só alvo - e o mais importante, diga-se de passagem. E, consequentemente, é natural que o nível de tolerância dos adeptos seja mínimo. Agora só há uma postura admissível: dar tudo em campo para ultrapassar os diversos obstáculos que vamos encontrar pela frente, rumo ao tão desejado título nacional que nos foge há quase 14 anos.»

Orlando, neste meu texto

Obrigado, João Mário

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Foste grande em Leverkusen. Marcaste um golo e exibiste a tua classe frente à equipa germânica na Liga Europa. És um dos melhores jogadores da Liga 2015/16, sportinguista de raiz e coração. Tens bilhete assegurado para o Europeu de França, onde vais certamente evidenciar todos os atributos técnicos que te distinguem nos relvados portugueses.

Cumpriste ontem a missão frente ao Bayer: não era possível exigir-te mais. Agora vais concentrar-te no essencial: a conquista do título de campeão nacional. Sabemos que darás o máximo. Todos contamos contigo.

Ir-res-pi-rá-vel

De repente, vejo tantas virgens denunciando o ambiente irrespirável (absolutamente ir-res-pi-rá-vel!) que se vive no futebol português. Pois: aparece o Sporting a ameaçar o duopoliozinho dos meninos e os meninos já não gostam. Recordam-se certamente dos tempos das lucíliadas, das capeladas, do apito dourado, das esperas em parques de estacionamento e na tasca do pai do árbitro (ah não, espera, isso foi anteontem...) e de como tudo era belo. Era um tempo de grandes senhores, de cavalheiros, um tempo de lindo desportivismo, de futebol pelo futebol.

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