Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

Jogo intenso, muito disputado, com muito contacto físico mas contenção disciplinar de parte a parte, o que não invalidou algumas situações difíceis de ajuizar pelo árbitro da partida, Tiago Martins, que em regra julgou bem. O Sporting deslocou-se a Guimarães, onde o ano passado deixou três pontos, e trouxe desta vez um ponto, em função de um empate sem golos.

Foi pena. O jogo merecia um desfecho diferente do zero-a-zero final. Tanto Jorge Jesus como Sérgio Conceição montaram as suas equipas com espírito vencedor num palco que já habituou os adeptos de futebol a confrontos com inegável qualidade. Apesar da boa réplica dos vimaranenses, o Sporting dominou a partida, faltando apenas pontaria mais afinada a vários dos nossos jogadores que dispuseram de boas oportunidades de rematar com êxito. Mas o maior obstáculo, para nós, foi a excelente actuação do jovem guarda-redes do Vitória, Miguel Silva, que por três ou quatro vezes nos travou o golo.

Neste confronto antes do dérbi de sábado em Alvalade, o Sporting não contou com Adrien, um dos nossos elementos mais influentes. Slimani esteve bastante apagado, acusando porventura algum receio perante um eventual cartão amarelo que o impedisse de defrontar o Benfica. Barcos voltou a ter alguns minutos de jogo, deixando uma imagem positiva. Teo não fugiu à mediocridade que tem evidenciado de há demasiadas jornadas para cá.

Para mim o melhor sportinguista foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Muito seguro entre os postes, arriscou algumas saídas da sua zona de acção sem recear ser desfeitado. Transmitiu confiança à equipa numa partida em que teve menos trabalho do que era de supor.

SCHELOTTO (6). Exibição irregular. Muita entrega ao jogo, muito empenho na manobra atacante, mas algum excesso de impetuosidade que lhe valeu um amarelo logo aos 26' e lhe podia ter causado mais dissabores. Bom passe a isolar Ruiz aos 60'.

RÚBEN SEMEDO (7). Exibição personalizada. Travou tudo quanto havia para travar no eixo defensivo, actuando com uma confiança digna de nota. Não merecia o cartão amarelo que o impedirá de integrar a equipa no dérbi de sábado.

COATES (7). Impôs a sua superior condição atlética para frustrar a manobra atacante dos vimaranenses. E ainda ousou várias incursões na linha da frente. Numa delas, aos 19', quase marcou a passe de Ruiz.

MARVIN (5). Continua sem deslumbrar. Concentrado e cumpridor da missão que lhe está incumbida na linha defensiva, raras vezes se atreveu a cruzar a linha do meio-campo para apoiar o ataque. Soube a pouco.

WILLIAM CARVALHO (7). Com Adrien ausente, foi desta vez o patrão do meio-campo. Recuperou bolas, passou-as com acerto e empurrou sempre a equipa para a frente. Protagonizou uma excelente jogada aos 83' que culminou com a bola a rasar o poste.

JOÃO MÁRIO (6). Mais retraído do que é costume, por estar no apoio permanente às missões defensivas. Melhorou quando Jesus fez entrar Aquilani e pôde enfim soltar-se mais à frente. Mas já era tarde.

GELSON MARTINS (5). Menos dinâmico do que já nos habituou noutros desafios, pareceu algo desconcentrado. O melhor que conseguiu foi um remate aos 40', bem defendido por Miguel Silva. Saiu aos 59'.

BRUNO CÉSAR (6). Começou muito bem, com passes de rotura. Um deles, aos 53', funcionou quase como meio-golo, acabando desperdiçado por Gelson. Foi perdendo fulgor, acabando substituído por Aquilani aos 69'.

BRYAN RUIZ (7). O maestro da equipa. Saiu dos pés dele a primeira ocasião de golo, aos 19'. Excelente combinação com William aos 83'. Podia ter marcado aos 60': isolado, atirou por cima da barra. Mesmo assim foi o melhor Leão em campo.

SLIMANI (6). Relativamente apagado, pareceu recear a possibilidade de lhe ser mostrado um amarelo que o excluiria do dérbi. Falhou o golo aos 20', a passe de Schelotto. Travado em falta quando se isolava aos 73'. Saiu aos 83', dando lugar a Barcos.

TEO GUTIÉRREZ (2). Uma nulidade. Jesus mandou-o entrar em campo para o lugar de Gelson Martins, mas o colombiano fez questão em não dar nas vistas. Continua a desperdiçar oportunidades.

AQUILANI (6). A sua entrada, aos 69', permitiu soltar João Mário, que passou a jogar nos terrenos em que melhor revela as suas potencialidades, na frente do ataque. Um grande passe longo para Slimani, aos 73', esteve na origem da expulsão de Josué.

BARCOS (6). Substituiu Slimani aos 83'. Ainda a tempo de protagonizar um dos melhores lances ofensivos do desafio, dominando muito bem a bola. Para não variar, o guardião vimaranense defendeu.


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Gostei

 

De observar a entrega dos jogadores. O Sporting dominou toda esta partida em Guimarães, onde há mês e meio o FC Porto deixou três pontos. Ganhámos quase sempre as segundas bolas, tomámos conta do meio-campo e não deixámos a equipa adversária exibir os seus trunfos. Em jogo jogado estivemos sempre por cima. Faltou-nos a vitória.

 

De ver dissipado o fantasma da época anterior. Na Liga 2014/15 perdemos 0-3 em Guimarães e despedimo-nos logo nesse jogo da corrida ao título, quando ainda se disputava o primeiro terço do campeonato.

 

Da boa réplica do V. Guimarães. A equipa treinada por Sérgio Conceição tem valorizado o campeonato com boas actuações. Hoje não foi excepção, apesar da supremacia leonina no desenrolar da partida.

 

De Bryan Ruiz. Foi perdulário: isolado, podia ter marcado aos 60'. Mas foi também o elemento mais criativo da nossa equipa: procurou sempre a bola, tentando servir os companheiros. Aos 19' e 83' fez passes que foram quase assistências para golos. O melhor do Sporting hoje em campo.

 

De William Carvalho. Está a voltar à boa forma revelada nas duas épocas anteriores. Hoje foi um elemento fulcral para segurar o jogo no nosso meio-campo, recuperar bolas e lançá-las bem medidas para os colegas da frente. E ainda tentou o golo por duas vezes: numa delas, aos 83', esteve quase a marcar.

 

De Barcos. Entrou tarde, a dez minutos do fim, mas ainda a tempo de protagonizar uma das melhores jogadas do encontro com excelente trabalho técnico na grande área seguido de um remate só parado por uma grande intervenção do guarda-redes Miguel Silva, o melhor jogador desta partida de Guimarães.

 

Da nossa defesa. Voltou a ser intransponível.

 

Que Slimani tivesse sido poupado ao amarelo. Se visse um cartão, o argelino não disputaria o dérbi de sábado. Isto condicionou de algum modo a sua manobra atacante, mas do mal o menos: contaremos com ele frente ao Benfica.

 

Da arbitragem. Tiago Martins teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

 

Não gostei

 

Dos golos desperdiçados. Foram demasiados - por Slimani, Bryan Ruiz, Gelson Martins e William Carvalho.

 

Do empate. Queríamos ter saído de Guimarães com mais três pontos. Viemos de lá só com mais um. Sabe-nos a pouco. Mas continuamos em primeiro no campeonato e preparamo-nos para defrontar o Benfica, no próximo sábado, enquanto líderes do campeonato.

 

Do zero-a-zero. Um jogo tão intenso como este merecia ter registado golos.

 

Da ausência de Adrien. Fez-nos falta, sobretudo como elemento de ligação entre a defesa e o ataque. Um papel que acabou por ser confiado a João Mário, com prejuízo da consistência da equipa, que beneficia quando o nosso médio ofensivo actua em linhas mais avançadas.

 

Do amarelo exibido a Rúben Semedo. O nosso central não participará no dérbi por acumulação de cartões. É pena: prevejo que vai fazer-nos falta.

 

De Teo Gutiérrez. Com ele no lugar de Gelson Martins, a partir dos 58', passámos a jogar com dez. Não se viu em campo.


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Confesso que não percebi
Edmundo Gonçalves

Bom, se o objectivo era ficar dez contra dez, está explicado.


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"Sem dúvida. Desde o início foi o objetivo declarado pelo comando técnico e pelo próprio presidente (sobre a conquista do campeonato nacional). É o foco principal e perfeitamente alcançável. Depois de estar arredado de todas as provas, que tinha condições para discutir, é absolutamente imprescindível vencer o campeonato para evitar uma época desastrosa, em que não se ganha nada." Declarações proferidas por Carlos Xavier ao jornal O Jogo.

O problema de que padece este ex-futebolista do Sporting é o mesmo que ex-dirigentes que se reúnem em jantares com o orelhas: Melancianite aguda (sem cura, infelizemente). 

Desmistificando a "época desastrosa":

1) Somos a actual equipa a deter os últimos dois troféus nacionais disputados (Taça de Portugal e Supertaça). Tendo a Supertaça sido conquistada na presente época. Um troféu já cá canta e ganho aos "amigos" dos jantares (será que o Dias da Cunha também recebeu uma camisola do Eusébio?)

2) (via Sporting Apoio)

"Época 2009/2010 : 28 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2010/2011: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2011/2012: 16 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2012/2013: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2013/2014: 7 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2014/2015: 9 pontos de distância para o campeão."

Sendo que esta época 2015/2016, estamos na frente com três pontos de avanço.

O trabalho está a ser desenvolvido, com menos temos feito mais do que se podia esperar. Talvez estes resultados sejam desastrosos... para as aspirações de certas pessoas ou facções.
Continuemos em primeiro e pode ser que em Maio deixem de chatear.


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Golo de MANUEL FERNANDES

Sporting, 7 - Benfica, 1

14 de Dezembro de 1986, Estádio José Alvalade

 

Já passaram quase 30 anos mas os ecos deste jogo não se apagaram da memória leonina. Foi uma das partidas épicas do Sporting Clube de Portugal, que culminou na nossa maior goleada frente ao Benfica.

Vale a pena recordar quem alinhou neste clássico lisboeta. O Sporting entrou em campo com Damas, Gabriel, Pedro Venâncio, Virgílio, Fernando Mendes, Oceano, Zinho, Litos, Mário Jorge, Manuel Fernandes e Ralph Meade. Aos 78 minutos, Duílio substituiu Fernando Mendes e Litos deu lugar a Silvinho.

Do onze inicial do Benfica constavam Silvino Louro, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro Magalhães, Shéu Han, Carlos Manuel, Diamantino Miranda, Vando, Chiquinho e Rui Águas. Shéu e Diamantino seriam rendidos na segunda parte por Nunes e César Brito.

 

Parecia um dérbi igual a vários outros, com natural ascendente da nossa equipa, que jogava em casa. Vencíamos ao intervalo, mas por margem escassa: apenas 1-0, com golo de Mário Jorge.

Tudo mudou no segundo tempo - e de que maneira: mais seis golos do Sporting, quatro dos quais marcados pelo nosso capitão, Manuel Fernandes. Com uma exibição digna de antologia do colectivo leonino, que fez ajoelhar a turma encarnada. Quando o árbitro Vítor Correia apitou, dando o jogo por concluído, as reacções nas bancadas não podiam ser mais antagónicas: ondas de júbilo da nossa massa adepta e raiva incontida dos benfiquistas, que queimaram cartões de sócio e bandeiras encarnadas.

 

Eu vivia então longe do País: assisti ao desafio a 14 mil quilómetros de distância, pela televisão, com oito fusos horários de diferença, já na madrugada de 15 de Dezembro de 1986. Mas lembro-me como se fosse hoje da exibição portentosa daqueles jogadores, que se tornaram heróis do panteão leonino. Lembro-me sobretudo do nosso "Manel", que parecia apostado em rebentar a escala, superar todos os obstáculos, ver inscrito o seu nome em Alvalade com letras de ouro a título vitalício.

É um dos golos dele que quero aqui destacar. O nosso quinto - o mais belo do lote. Que começa com uma jogada de insistência desenhada por Litos no flanco esquerdo, levando ao tapete a ala encarnada e assistindo o capitão. Manuel Fernandes, com perfeita leitura de jogo, domina o corredor central e mergulha em direcção à bola, cabeceando-a com intensidade e colocação, bem enquadrado com a baliza de Silvino. Reparem bem nas imagens do resumo que aqui trago: vale a pena ver e rever toda a jogada.

Registou-se uma explosão de alegria na equipa comandada por Manuel José, com réplicas em todas as bancadas do saudoso estádio José Alvalade - excepto no sector confinado aos benfiquistas, que começaram a fazer uso imoderado dos isqueiros.

 

Volto ao resumo deste jogo, aqui com locução de Gabriel Alves e Rui Tovar, sempre que a equipa do Sporting atravessa ocasionais crises de inspiração. O vídeo integral da segunda parte devia aliás constar das sessões de treino motivacional em Alcochete: é quanto basta para recarregar baterias.

E lembro-me também sempre deste jogo quando vejo Diamantino dar largas ao seu imenso fel contra o Sporting em todas as intervenções que faz na pantalha, onde agora é comentador de futebol. Sou incapaz de dissociá-lo desta monumental derrota do SLB. E consigo entender a amarga penitência que ele continua a cumprir quase trinta anos depois.


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A minha costela JotaJota
Edmundo Gonçalves

Uma vez mais, JotaJota não acertou com nenhum dos palpites que os nossos leitores aventaram para o jogo de quinta-feira passada.

Aceitam-se apostas para mais logo, em Guimarães.


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Domingo, 28 de Fevereiro de 2016

 

«O Jorge Jesus será o próximo treinador do FC Porto, a não ser que o José Peseiro vença o campeonato.»

SIC Notícias, 22 de Fevereiro


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Paixão clubística
Pedro Correia

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Lenços brancos nas bancadas, gritos contra Zinédine Zidane, o treinador contratado apenas há dois meses, e apelos insistentes à demissão do presidente do clube, Florentino Pérez. De tudo isto se viu e ouviu ontem nas bancadas do Santiago Bernabéu, no final do dérbi madrileno entre o Real e o Atlético - dérbi que os merengues perderam por 0-1.

Foi um jogo medíocre, marcado pela extrema contenção defensiva da turma treinada por Diego Simeone, que obteve aproveitamento máximo: o francês Griezmann marcou o disparo que fez a diferença na única oportunidade de golo real de que a equipa dispôs.

Do outro lado, com Isco e James exibindo-se a níveis abaixo do aceitável numa equipa de topo como o Real Madrid, apenas Danilo e  Cristiano Ronaldo teimaram em remar contra a apatia, destacando-se o português com dois cabeceamentos à baliza, travados pelo guardião Oblak.

A nove pontos do líder Barcelona e a quatro do Atlético, o Real despediu-se ontem do título perante quase 80 mil espectadores que não conseguiram disfarçar o desagrado e o enfado face a estes jogadores milionários que em grande parte não procuram sequer cumprir os mínimos. Daí os assobios, os lenços e as vaias.

O Real, sublinhe-se, mantém intactas as aspirações na Liga dos Campeões. Mas aquilo que os adeptos verdadeiramente querem é a supremacia nas competições internas - sobretudo na prova rainha de todas as provas, o campeonato.

Quem se espantar perante esta evidência percebe muito pouco de paixão clubística, fenómeno capaz de inflamar tantos milhões de adeptos nos estádios de futebol.


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Sábado, 27 de Fevereiro de 2016

"ESTACIONAR O AUTOCARRO"

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«Neste momento já só estamos a competir no campeonato nacional, que no fundo sempre pareceu ser o objectivo estratégico primordial de Jorge Jesus e da própria direcção. Neste contexto, a partir de agora, a margem de erro é nula, já que as baterias estão apontadas para um só alvo - e o mais importante, diga-se de passagem. E, consequentemente, é natural que o nível de tolerância dos adeptos seja mínimo. Agora só há uma postura admissível: dar tudo em campo para ultrapassar os diversos obstáculos que vamos encontrar pela frente, rumo ao tão desejado título nacional que nos foge há quase 14 anos.»

Orlando, neste meu texto


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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

O Sporting defronta o V. Guimarães na segunda-feira, a partir das 20 horas. O jogo, a disputar no estádio D. Afonso Henriques, será apitado por Tiago Martins.

Quais são os vossos prognósticos?


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Foste grande em Leverkusen. Marcaste um golo e exibiste a tua classe frente à equipa germânica na Liga Europa. És um dos melhores jogadores da Liga 2015/16, sportinguista de raiz e coração. Tens bilhete assegurado para o Europeu de França, onde vais certamente evidenciar todos os atributos técnicos que te distinguem nos relvados portugueses.

Cumpriste ontem a missão frente ao Bayer: não era possível exigir-te mais. Agora vais concentrar-te no essencial: a conquista do título de campeão nacional. Sabemos que darás o máximo. Todos contamos contigo.


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Leoas às sextas
Pedro Correia

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MARGARIDA VILA-NOVA

"Gosto de futebol, sou sportinguista."

(Jornal de Notícias, 25 de Novembro 2007)

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016
Na prática
Gabriel Santos

O Jorge Jesus teve a mesma prestação na Europa que Marco Silva. No final do campeonato, veremos quem faz mais pontos.


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Ficou a sensação de que em circunstâncias normais, até comíamos os alemães de cebolada.


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Ir-res-pi-rá-vel
Luciano Amaral

De repente, vejo tantas virgens denunciando o ambiente irrespirável (absolutamente ir-res-pi-rá-vel!) que se vive no futebol português. Pois: aparece o Sporting a ameaçar o duopoliozinho dos meninos e os meninos já não gostam. Recordam-se certamente dos tempos das lucíliadas, das capeladas, do apito dourado, das esperas em parques de estacionamento e na tasca do pai do árbitro (ah não, espera, isso foi anteontem...) e de como tudo era belo. Era um tempo de grandes senhores, de cavalheiros, um tempo de lindo desportivismo, de futebol pelo futebol.

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Conquistámos a Supertaça. Somos campeões de Inverno. E já vencemos o campeonato da Segunda Circular.

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Palavras dos outros
Edmundo Gonçalves

"Com a catadupa de opiniões emitidas nos últimos dias e horas por alguns dos mais insignes nomes do futebol português, não consigo deixar, modestamente, de também tecer algumas considerações sobre o tema que domina o País - eventualmente até mais do que o nosso futuro em resultado da aprovação do Orçamento do Estado). Falo da arbitragem e seus derivados, lamentando o que se passou em Fafe – tenha lá acontecido o que aconteceu – pois os justos não devem pagar pelas diatribes, ou más interpretações, de quem lhes é próximo.

Começo por Bruno de Carvalho. Na maior parte das vezes – no que ao plano desportivo diz respeito, porque em relação ao resto, o que tem feito pela revitalização e modernização do Sporting é notável – não comungo das opiniões do líder leonino, nem de alguns dos seus escritos. Mas, no que ao tema arbitragem diz respeito, reconhecendo eu que os leões têm sido prejudicados e beneficiados, pode um candidato ao título ficar impassível com o que se passou em três jogos do fim de semana? E, como ando há mais tempo no jornalismo do que BdC enquanto presidente, numa coisa, pelo menos numa, estamos de acordo: Vítor Pereira já devia ter deixado o cargo.

Mesmo não estando eles, como se sabe, do mesmo lado da barricada, se dúvidas houvesse quanto à justeza de algumas posições de BdC basta ver, ou ler, o que disse o decano dos presidentes, Pinto da Costa, sobre o que se passou com a arbitragem - ele que até tinha motivos para falar depois da derrota do FC Porto frente ao Arouca, mas preferiu fazê-lo agora. Em dois nomes estou de acordo com o presidente portista: Vítor Pereira e Jorge Ferreira. Pinto da Costa deixou implícita a sua opinião sobre este árbitro: é muito mau. Portanto, o principal responsável é o «patrão» do CA, pois se não há melhores juízes é porque não fez em tempo oportuno o trabalho de casa, tratando da recomposição do quadro após tantas e tantas saídas.

Prosseguindo no tema, caio para o lado de espanto ao saber que o observador do jogo Paços de Ferreira-Benfica achou que houve mesmo penalti sobre Jonas e que devia ter sido marcado um outro sobre Bruno Moreira, cometido por Samaris. Ora bem: confirma-se em absoluto que anda gente no futebol, com grande poder de decisão, que sabe tanto do assunto como eu de medicina, astrofísica ou engenharia do ambiente. Mas nem é isso que me preocupa. O que me preocupa verdadeiramente é que o poder só vai acabar por intervir quando (espero que não) acontecer uma tragédia. Não é com segurança à porta de casa que se resolvem os problemas de fundo.

Assim sendo, voltando à apreciação do observador, imagine-se que Jorge Ferreira tinha marcado grande penalidade contra o Benfica, que os pacenses passavam o resultado para 2-1 e o jogo terminava assim. Ficaria o Benfica calado como o tem feito até agora, assobiando para o lado? Há séculos que ninguém marca - e já houve motivos para isso - um castigo máximo contra os encarnados. Não teria havido mosquitos por cordas se acontecesse aquilo que o douto observador defendeu?

Postas as coisas como elas são, só falta mesmo o Benfica protestar e também o devia fazer. Isolado ou em conjunto, porque um dia o mundo vai cair-lhe em cima da cabeça e depois veremos o que acontecerá. Ainda que se saiba que o seu entendimento com Vítor Pereira é cordial…

Finalizo o incómodo tema com uma situação que, feitas as contas, só é boa para Sporting e Benfica: aproxima-se o dérbi e, pelas contas, tudo aponta no sentido de que o comando do jogo pertença a Artur Soares Dias. Mal seria se assim não fosse, pois é o melhor árbitro da atualidade, como ficou provado no recente Benfica-FC Porto. A propósito: continua por se conhecer o castigo a Sliman; só espero, para que isto não fique ainda mais incendiado, que a penalização não caia em cima da visita dos benfiquistas a Alvalade."

 

José Manuel Freitas, in "Mais Futebol". Os sublinhados são meus.


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Chegou ao fim a primeira volta da nossa série colectiva Os melhores golos do Sporting. Eis o balanço:

 

1. Diego Capel: golo no Sporting-Athletic Bilbao (Abril de 2012)

Escolha de Alexandre Poço

 

2. Iordanov: golo no Sporting-Marítimo (Junho de 1995)

Escolha de Bernardo Pires de Lima

 

3. Jordão: golo no Sporting-FC Porto (Janeiro de 1983)

Escolha de Cristina Torrão

 

4. André Cruz: golo no Salgueiros-Sporting (Maio de 2000)

Escolha de Duarte Fonseca

 

5. Mário: golo no FC Porto-Sporting (Maio de 1987)

Escolha de Edmundo Gonçalves

 

6. Miguel Garcia: golo no Alkmaar-Sporting (Maio de 2005)

Escolha de Eduardo Hilário

 

7. Balakov: golo no Sporting-Benfica (Outubro de 1992)

Escolha de Filipe Arede Nunes

 

8. Montero: golo no Sporting-Marítimo (Outubro de 2014)

Escolha de Filipe Moura

 

9. Jardel: golo no Benfica-Sporting (Dezembro de 2001)

Escolha de Gabriel Santos

 

10. Matías Fernández: golo no Manchester City-Sporting (Março de 2012)

Escolha de Francisco Almeida Leite

 

11. Niculae: golo no Sporting-FC Porto (Agosto de 2001)

Escolha de Francisco Melo

 

12. Pedro Barbosa: golo no FC Porto-Sporting (Janeiro de 2002)

Escolha de João António

 

13. Slimani: golo no Sporting-Braga (Maio de 2015)

Escolha de Frederico Dias de Jesus

 

14. Liedson: golo no Benfica-Sporting (Janeiro de 2006)

Escolha de João Caetano Dias

 

15. Yazalde: golo no Sporting-Benfica (Março de 1974)

Escolha de João Távora

 

16. Xandão: golo no Sporting-Manchester City (Março de 2012)

Escolha de José da Xã

 

17. Mário Jorge: golo no Sporting-FC Porto (Janeiro de 1982)

Escolha de José Navarro de Andrade

 

18. Acosta: golo no Sporting-FC Porto (Março de 2000)

Escolha de Luciano Amaral

 

19. Tiuí: golo no Sporting-FC Porto (Maio de 2008)

Escolha de Luís de Aguiar Fernandes

 

20. Juskowiak: golo no Sporting-Boavista (Abril de 1994)

Escolha de Marta Spínola

 

21. Pedro Barbosa: golo no Sporting-União de Leiria (Novembro de 2000)

Escolha de Francisco Chaveiro Reis

 

22. João Morais: golo no Sporting-MTK (Maio de 1964)

Escolha minha

 

23. Matías Fernández: golo no Sporting-Everton (Fevereiro de 2010)

Escolha de Pedro Oliveira

 

24. Cherbakov: golo no Sporting-Beira-Mar (Maio de 1993)

Escolha de Rui Cerdeira Branco

 

25. Niculae: golo no Sporting-Milan (Dezembro de 2001)

Escolha de Pedro Almeida Cabral

 

26. Figo: golo no Benfica-Sporting (Dezembro de 1993)

Escolha de Tiago Cabral

 

27. Montero: golo no Sporting-Académica (Janeiro de 2016)

Escolha de Zélia Parreira

 

28. Liedson: golo no Benfica-Sporting (Janeiro de 2006)

Escolha de António Manuel Venda

 

29. Peyroteo: golos no Sporting-Leça (Fevereiro de 1942)

Escolha de Alda Telles

 

 

Vamos iniciar a segunda volta - com o pontapé de saída a ser dado novamente pelo Alexandre Poço, autor da ideia. Fica a promessa: no final elegeremos o melhor golo de sempre, contando com o contributo de todos vós.


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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016

Desta vez houve quem acertasse. Os nossos leitores JMFS e GAG anteciparam aqui o prognóstico correcto do desafio Sporting-Boavista, disputado segunda-feira.

Palpites que justificam destaque. Já era tempo de a pontaria voltar a mostrar-se afinada.


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A minha costela JotaJota
Edmundo Gonçalves

Apenas três "apostadores" se habilitaram para o jogo de segunda-feira com o Boavista e nenhum deles acertou na mosca.

Melhor pontaria para o próximo, já amanhã, na Alemanha.

Venham de lá esses palpites!


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Campeonato
Pedro Correia

Só faltam onze jogos.


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«Há os que enchem de propaganda as capas dos jornais e há os que enchem de magia os estádios deste país. Bryan Ruiz é para mim, com um avanço infindável, o melhor jogador a actuar em Portugal. E como se não bastasse é também um cavalheiro, espécie rara neste cada vez mais violento desporto.»

Francisco Gonçalves, neste meu texto


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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

 

«Eu não vi o jogo! Eu não vi o jogo! Eu não vi o jogo!»

SIC Notícias, ontem à noite, enquanto comentava o Sporting-Boavista


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Chamada de capa do jornal O Jogo, 23-02-2016 

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Casa de apostas
Tiago Cabral

Vamos lá apostar:

1 -  Quando sai o castigo a Slimani?

2 - Para qual dos dois próximos jogos do Sporting o árbitro João Capela é nomeado? Para Guimarães ou contra o benfas?

As minhas apostas:

1 - O castigo a Slimani sai dia 3 de Março e vão ser dois jogos de suspensão.

2 - João Capela vai ser o árbitro do Sporting-benfica.


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Fez muito bem
Pedro Correia

Jorge Jesus fez muito bem em não pedir aos jogadores em risco de acumulação de cartões para não forçarem o amarelo no desafio de ontem. O jogo da próxima segunda-feira em Guimarães exigirá um Sporting na máxima força. 


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O ódio ao Sporting aumenta na exacta proporção em que diminuem as jornadas para o final do campeonato.

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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Boavista pelos três jornais desportivos:

 

Bryan Ruiz: 18

Ewerton: 18

Adrien: 17

Rui Patrício: 17

João Mário: 16

Gelson Martins 15

Rúben Semedo: 15

Slimani: 14

Carlos Mané: 13

Schelotto: 13

Marvin: 13

Aquilani: 11

Teo Gutiérrez: 10

Matheus Pereira: 1

 

Os três jornais elegeram Bryan Ruiz como melhor sportinguista em campo.


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Justiça de Fafe?
Edmundo Gonçalves

Ou o meu árbitro foi melhor que o teu?


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Back to basics
Pedro Correia

Sporting, 58 pontos

Benfica, 55 pontos

FC Porto, 52 pontos


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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

Esta noite ficaram desfeitos alguns fantasmas que começavam a instalar-se nesta caminhada do Sporting rumo ao título. Que fantasmas eram esses? Que o Sporting tinha tendência para sofrer golos e perder pontos em Alvalade.

Nada disso sucedeu hoje. Vencemos com relativa tranquilidade o Boavista num jogo quase sem casos e sem brindes da arbitragem. Os golos surgiram naturalmente, ainda na primeira parte, na sequência de lances de bola parada, marcados por Ewerton (37') e Bryan Ruiz (45').

É certo que o Boavista entrou bem em campo, exercendo pressão alta e mal deixando o Sporting assumir o controlo do jogo. Foi uma espécie de teia montada pelos axadrezados no meio-campo. Mas aos 20 minutos a nossa equipa libertou-se da pressão e mostrou-se em grande nível. Nesse período surgiram os dois golos, ficando o resultado final selado logo ao intervalo.

No segundo tempo voltou a haver períodos de equilíbrio e o Boavista podia até ter marcado com um remate indefensável que esbarrou na baliza à guarda de Rui Patrício. Mas João Mário (76'), Slimani (81') e Carlos Mané (81') quase ampliaram a nossa vantagem, forçando Mika, guarda-redes do Boavista, a duas grandes defesas.

Para mim o melhor em campo foi o regressado Ewerton.

 

............................................................................

 

 

RUI PATRÍCIO (7). Sempre muito interventivo, mostrou-se seguro durante toda a partida. Lançou muito bem o nosso ataque aos 19'. Boas defesas aos 59' e 78'.

SCHELOTTO (6). Vai ganhando ritmo e entrosamento com os colegas. Foi uma unidade móvel quase sempre em destaque. Faltou-lhe centrar com mais acerto.

RÚBEN SEMEDO (6). Jesus reiterou-lhe a confiança apesar da exibição menos conseguida frente ao Bayer. Começou intranquilo mas ganhou consistência ao longo do desafio.

EWERTON (8). Regressou à titularidade e fez tudo bem. Audaz, foi à frente procurando o golo. E marcou mesmo, de cabeça, aos 37'. Cortes defensivos impecáveis (77' e 84').

MARVIN (5). Esforça-se mas tarda em demonstrar a mesma utillidade que o ausente Jefferson. Falta-lhe mais intenção atacante e maior pontaria nos cruzamentos.

ADRIEN (6). Jogou na posição habitual de William, hoje ausente por acumulação de cartões. Voltou a evidenciar-se na dinâmica da equipa, embora sem a influência revelada noutros jogos.

JOÃO MÁRIO (7). Qualidade de passe, admirável domínio de bola nos espaços curtos, grande capacidade de desmarcação. Podia ter marcado aos 76'. Merecia esse golo.

GELSON MARTINS (7). Muito dinâmico, foi travado em falta várias vezes pelos axadrezados. Numa dessas faltas, aos 40', o árbitro poupou o cartão vermelho directo ao defesa agressor. Mereceu a titularidade.

BRYAN RUIZ (7). Começou a dar nas vistas aos 18' com um cruzamento soberbo que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o canto de que resultou o primeiro golo. E marcou o segundo, de livre.

TEO GUTIÉRREZ (4). Jesus voltou a apostar nele como titular, mas foi mais uma oportunidade desperdiçada: o colombiano limitou-se a rematar uma vez para fora. Saiu aos 62', desta vez sem assobios.

SLIMANI (6). Muito marcado, desta vez ficou em branco. Andou demasiado tempo longe da zona de tiro. Rematou forte e bem colocado aos 81', forçando Mika a uma excelente defesa.

CARLOS MANÉ (6). Substituiu Teo aos 62', com melhor desempenho do que o colombiano. Quase marcou o terceiro golo numa recarga, acabando por rematar ao poste.

AQUILANI (5). Entrou aos 78', rendendo Gelson Martins. Nessa fase da partida, o treinador pedia contenção à equipa. Missão que o italiano cumpriu.

MATHEUS PEREIRA (4). Substituiu um fatigado João Mário aos 85'. Quase não chegou a ter tempo para mostrar os dotes que já evidenciou nesta temporada.


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Gostei

 

Da vitória. Consolidamos o comando do campeonato com o tranquilo triunfo obtido hoje em casa frente ao Boavista, por 2-0. Sem deslumbrar mas cumprindo o objectivo essencial: amealhar mais três pontos.

 

De ganhar sem sofrer golos. A defesa leonina cada vez mais se confirma como a melhor deste campeonato.

 

Da nossa boa organização ofensiva entre os 20' e os 45'. Foi o período em que acelerámos o jogo e conseguimos bons frutos. Os dois golos surgiram aí.

 

Do bom aproveitamento dos lances de bola parada. Ao contrário do que tem vindo a ser costume, os dois golos nasceram de jogadas de laboratório: um canto aos 37' e um livre aos 45'.

 

De Ewerton. Muito dinâmico, foi duas vezes à frente com vontade de marcar. À terceira resultou: grande desmarcação do nosso central, elevando-se ao primeiro poste e dando a melhor direcção ao canto marcado por Bryan Ruiz. Foi o primeiro golo do Sporting nesta partida e também o primeiro golo de Ewerton neste campeonato. Além disso teve um desempenho impecável na defesa, onde esteve sempre muito atento. Grandes cortes aos 77' e 84'. O melhor jogador em campo.

 

De Bryan Ruiz. Esteve um pouco abaixo da qualidade que já demonstrou noutros jogos, mas não lhe faltaram apontamentos bem reveladores do grande jogador que manifestamente é. Marcou de livre o segundo golo do Sporting.

 

De João Mário. Voltou a ser essencial na movimentação colectiva do Sporting. Poucos dominam a bola tão bem como ele. Quase marcou o terceiro golo, aos 76', forçando o guardião do Boavista a uma excelente defesa.

 

Da nossa estrelinha da sorte. Funcionou - e de que maneira - quando um remate indefensável do Boavista esbarrou aos 53' no poste da baliza leonina.

 

Do apoio das bancadas. Hoje acorreram a Alvalade 37.083 espectadores.

 

De vencer sem penáltis-fantasma. Não precisamos dos brindes de árbitros incompetentes.

 

De ver reforçada a nossa liderança. Continuamos em primeiro. Com mais três pontos do que o Benfica e seis pontos acima do FC Porto.

 

 

Não gostei

 

De ver o Boavista dominar no quarto de hora inicial do desafio. Há muito que não me lembro de um jogo do Sporting com tantos atrasos para Rui Patrício. Só ao minuto 7 conseguimos aproximar-nos pela primeira vez da baliza adversária.

 

Da agressão a Gelson Martins à cotovelada que passou impune. Aos 40' o nosso extremo foi alvo de uma falta que merecia cartão vermelho. O agressor axadrezado, Philipe Sampaio, nem amarelo viu.

 

Do estado do relvado. Os jogadores escorregaram inúmeras vezes, o que prejudicou a qualidade do espectáculo.

 

Da lesão de Coates. Titular nos últimos jogos, o internacional uruguaio desta vez nem chegou a ser convocado. É mais um defesa do Sporting com problemas físicos.

 

De Teo Gutiérrez. Voltou a ser o mais discreto jogador leonino. Mal se deu por ele em campo.


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«Jesus. Um dos heróis do único triunfo do... Boavista sobre o Sporting. Proeza aconteceu há 40 anos e o actual técnico dos 'verde e brancos' entrou nos minutos finais para ajudar a garantir triunfo pela margem mínima.»

 

Leia o resto da "notícia" aqui. Só lendo é possível acreditar que coisas como esta sejam postas a circular na Rede.


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Golos de PEYROTEO

Sporting, 14 - Leça, 0

22 de Fevereiro de 1942

 

Esta série não podia ignorar o maior goleador português de todos os tempos.

Aproveitando a efeméride, fica aqui o registo do memorável Sporting-Leça de 22 de Fevereiro de 1942.

O Sporting venceu por um incrível 14-0, em que 9 desses golos são do nosso Stradivarius, quatro marcados na primeira parte, cinco na segunda.

Um festival de bola, a maior goleada de sempre no campeonato português, um feito único que nunca mais se repetiu em Portugal.

E tantas, tantas outras goleadas de Peyroteo se poderiam incluir nesta série. Por exemplo, o 4-1 do Sporting-Benfica de 25 de Abril de 1948, todos golos do nosso génio que nos deram, in extremis, o campeonato nesse ano.

 

peyroteo.JPG

 


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Unânimes
Pedro Correia

O árbitro Luís Ferreira (da associação de futebol de Braga) mandou marcar um penálti que não existiu aos 40' do FCP-Moreirense quando os portistas perdiam 0-2.

Opinião unânime do Tribunal do diário O Jogo: esta grande penalidade nunca devia ter sido assinalada.

 

Jorge Coroado: «André Micael jogou a bola, endossando-a para canto. Maxi, com toda a sua experiência, enganou dois em um: árbitro e assistente. Não houve motivo para ser assinalada grande penalidade.»

Pedro Henriques: «Um lance difícil em movimento rápido. André Micael, com o pé direito, toca apenas na bola, sendo que Maxi Pereira se deixa cair antes de qualquer contacto. Não houve, portanto, motivo para assinalar grande penalidade.»

José Leirós: «André Micael esticou a perna deliberadamente para jogar a bola e foi o que fez: jogou-a com o pé direito. O contacto com Maxi é posterior e inevitável e já com o defesa portista em desequilíbrio. Errou o juiz ao assinalar grande penalidade.»

 

Acrescento a opinião do jornal Record, expressa pela pena do seu director, António Magalhães:

«André Micael vai ao duelo com Maxi, estica a perna direita e faz o corte sem falta, apesar do contacto posterior. O árbitro assinala (mal) penálti.»


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