31 Dez 16

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TREINADOR DO ANO: FERNANDO SANTOS

Tem sido justamente reconhecido e premiado a nível internacional neste final de ano. É caso para isso: Fernando Santos conduziu a selecção nacional de futebol sénior à maior conquista da sua história, sagrando-se campeã da Europa. Um exemplo do que Portugal devia fazer noutros sectores mas que apenas alcança no desporto.

Santos foi o grande obreiro deste triunfo. Mais do que ninguém, ele acreditou sempre. Num país em que o derrotismo é moeda corrente e onde nenhum profeta da desgraça está desempregado, o mais célebre engenheiro do futebol português ministrou sucessivas injecções de optimismo nos adeptos nacionais, transmitindo-lhes toda a confiança do mundo. Uma atitude que ficou bem expressa nestas suas palavras, proferidas a 19 de Junho: “Já avisei a família que só volto no dia 11 [de Julho] e vou ser recebido em festa.”

Gozaram com ele, dedicaram-lhe piadas e anedotas, mas no fim quem mais sorriu foi Fernando Santos. Portugal conquistou um título que desde sempre ambicionava (e que lhe fugira em casa, 12 anos antes, na frustrante final frente à Grécia) e alcançou tal proeza com brilho, derrotando na final a própria selecção anfritrã da prova – a arrogante França, de Lloris, Griezmann, Payet e Dogba. A França que já nos afastara das meias-finais dos Europeus de 1984 e 2000. A França contra quem praticamente ninguém ousava apostar.

Mesmo com Cristiano Ronaldo lesionado logo aos 8’, por falta que o árbitro não sancionou, a selecção das quinas nunca baixou os braços no jogo decisivo. O nosso esquema táctico funcionou na perfeição. Rui Patrício brilhou entre os postes. E já no prolongamento a sorte sorriu-nos com aquele remate à meia-volta de um Éder que se estreou como vilão e terminou como herói no Euro-2016.

Nunca esqueceremos esta façanha – uma das maiores de sempre do futebol português. Sobretudo nós, sportinguistas, que tínhamos quatro jogadores no onze titular da selecção: Adrien, João Mário, Rui Patrício e William Carvalho. E outros seis seleccionados oriundos da formação leonina: Cédric, João Moutinho, José Fonte, Nani, Quaresma e Ronaldo – o melhor jogador do mundo.

O Sporting é uma fábrica de talentos. Como Fernando Santos se encarregou de evidenciar neste Europeu do nosso contentamento.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus


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32 comentários:
De VideoVasco a 31 de Dezembro de 2016 às 11:29
Esses treinadores do ano foram escolhidos por quem?

Fernando Santos foi campeão europeu, Jorge Jesus foi campeão em 2015 no Benfica, ok. Mas os outros ganharam o quê?


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 20:09
Os treinadores do ano foram escolhidos por mim. Com a imparcialidade que me caracteriza.
Marco Silva, como todo o País sabe excepto você, conquistou a Taça de Portugal.
Leonardo Jardim foi vice-campeão e conquistou o acesso automático à Champions com o mais baixo orçamento de sempre do futebol do Sporting, quase um terço dos principais rivais.


De Leão de Queluz a 31 de Dezembro de 2016 às 12:11
Premio merecido, como demonstra o post. Pouco há acrescentar; Fernando Santos, com a sua forte personalidade, mostrou-se imune às pressões da CS e dos presidentes de alguns clubes e, na hora da verdade, chamou os melhores à seleção; não importa que 10 jogadores sejam oriundos da Academia e que 4 fossem titulares do Sporting, eram os melhores.



De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 14:10
Os melhores, sim, Leão de Queluz. Como os resultados amplamente demonstraram.
O Sporting abriu caminho, investindo numa formação de excelência. Outros copiaram este bom exemplo.
Mas quem soube colher, para já, foi o nosso clube. E muito bem, como ficou comprovado pela transferência milionária do João Mário. E este ano se verá com pelo menos dois destes quatro jogadores: Adrien, Gelson, Rui Patrício e William Carvalho.
Espero que esta dinâmica não se perca.
Bom ano!


De Rudolfo Dias a 31 de Dezembro de 2016 às 12:53
O engenhocas mereceu por completo o prémio.
A nível nacional só é ultrapassado pelo Professor Rui Vitória, aquele que um cérebro nem considerava treinador mas que lhe deu uma lição sobre como orientar uma equipa e conquistar títulos. E com um décimo do seu vencimento actual.


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 20:17
Vitória encontrou a papa toda feita: plantel escolhido, modelo táctico definido, automatismos treinados e testados. Só teve de não estragar. Jesus já tinha feito toda a parte difícil.
Na selecção foi ao contrário. Fernando Santos encontrou uma equipa desmotivada, que se estreou na campanha para o Euro 2016 com uma derrota caseira na fase de apuramento, havia vários jogadores excluídos sem que ninguém percebesse porquê, etc.
Com ele tudo mudou. Para melhor. Fez o mais difícil.


De rudolfodias a 1 de Janeiro de 2017 às 22:27
A análise não é de todo descabida, tenho que concordar.
Só acrescentaria que o Rui potenciou talentos internos emergentes que o Jorge desprezou e que pelos vistos continua a desprezar.


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 23:28
Isso é verdade, admito.


De rudolfodias a 1 de Janeiro de 2017 às 23:39
Ó diabo, começar 2017 com esta concordância toda não augura nada de bom. Deve ser da quadra que apregoa à paz e à concórdia.


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 23:44
Ainda acaba o ano com 'gamebox' em Alvalade...


De Cristina Torrão a 31 de Dezembro de 2016 às 13:52
Excelente texto, Pedro, assino por baixo.

Aproveito para lhe desejar Feliz Ano Novo, assim como ao nosso Sporting!

"Acarditemos!"



De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 14:12
Obrigado, Cristina. Muito bom ano também para si e todos os seus familiares.
Esperemos que 2017 nos traga alegrias no plano desportivo. Pelo menos tão grandes como as de 2016.


De rudolfodias a 31 de Dezembro de 2016 às 15:10
"Esperemos que 2017 nos traga alegrias no plano desportivo. Pelo menos tão grandes como as de 2016."
Os sportinguistas ou se orgulham dos feitos da selecção os dos títulos do Ronaldo. Não têm mais nada onde se agarrar. Eheheh


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 20:13
Somos campeões europeus, algo de que nos podemos orgulhar. Vocês não.


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 22:18
É espantoso como os lampiões passam o ano (incluindo a passagem de ano) a visitar e comentar blogues do Sporting.
Só eles sabem porque não ficam em casa...


De Carlos Silva a 31 de Dezembro de 2016 às 16:11
Sigamos o fado. Abramos as janelas da tristeza. Deixemos de ter prazer no infortúnio e acreditemos em nós próprios. Ponhamos de lado a faca e o alguidar e com a Moura, cantemos o desfado. Dêmos um dia de folga à descrença e atiramo-nos com garra ao campeonato.


De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 17:51
"Cantemos o desfado." Grande mote para 2017, Carlos. Bom ano!


De Carlos Silva a 31 de Dezembro de 2016 às 17:57
Bom Ano igualmente para si e para todas as pessoas de bem, que frequentam este blogue.


De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 19:16


De VideoVasco a 31 de Dezembro de 2016 às 16:42
Alegrias desportivas? Só se forem da Seleção. Do Sporting não estou a ver quais. lol


De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 19:16
Aconselho ida urgente à Multiópticas. Bom ano!


De Edmundo Gonçalves a 31 de Dezembro de 2016 às 15:06
Eu já escrevi várias vezes aqui no blog que não gosto do treinador, mas admiro o homem, que em privado deve ser "um gajo porreiro" e que em público demonstra ter um enorme carácter e determinação. Rendo-me à evidência e se tivermos que jogar sempre como em França para ganhar torneios, subscrevo de imediato.

Um bom ano para ti, caro Pedro e para os teus.
Grande abraço.


De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 16:53
Obrigado, Edmundo. Que seja um excelente ano para ti e todos os teus, também. E que em 2017 possamos saborear o doce gosto da vitória em tudo quanto for possível e vejamos os nossos afirmarem-se cada vez mais como campeões. Nacionais europeus, intercontinentais.
O Sporting é tão grande como os maiores da Europa. Desde logo na formação. Como demonstrou a inesquecível saga do Euro 2016, bem documentada - passo a passo, dia a dia - no És a Nossa Fé.
Abraço.


De Corvo a 31 de Dezembro de 2016 às 16:08
Um Feliz Ano Novo para si e para os seus.
Que ele lhe traga toda a felicidade desejada...menos uma.


De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 17:52
Retribuo com todo o gosto, caro Corvo. Bom 2017!


De Anónimo a 31 de Dezembro de 2016 às 17:18
Dou razão ao Edmundo Gonçalves: o Fernando Santos não é grande treinador. Muitíssimo melhor do que ele é o Jorge Jesus. Basta olhar para os currículos. Só que o Fernando Santos tem uma coisa na qual JJ não se lhe pode comparar: é como homem. Aí o seleccionador deixa JJ a perder de vista.


De Carlos Silva a 31 de Dezembro de 2016 às 18:03
É a primeira queixa do JJ que oiço nesse sentido. Nem da mulher !
Hahaha


De Pedro Correia a 31 de Dezembro de 2016 às 19:17


De LEOA MARIA a 31 de Dezembro de 2016 às 19:43
Subscrevo na íntegra Pedro, aproveito para lhe desejar um feliz ano de 2017, assim como à restante equipa do "És a nossa fé" e demais Sportinguistas que por aqui vão passando...

SL


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 20:10
Obrigado, amiga Leoa. O mesmo para si: tenha um excelente ano de 2017.


De Pedro Oliveira a 31 de Dezembro de 2016 às 21:11
Em primeiro lugar uma palavra para todos (os seres humanos) os que escrevem no e para todos os que lêem e comentam (ou não) o "Es a nossa fé". Um excelente 2017 para todos a nível pessoal e profissional e a nível desportivo que seja o ano do Leão.
Em segundo lugar (e menos importante) não deixa de ser curioso que num "post" sobre balanço venha logo um lampião queixar-se que Jesus tem pouco, é pouco homem.
Saudações leoninas para os nossos e desportivas para todos.


De Pedro Correia a 1 de Janeiro de 2017 às 20:12
O ódio deles ao Jesus deriva de um amor frustrado, de uma paixão não correspondida, do desejo inconfessável de serem do Sporting.
Bom ano para ti, Pedro.


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