Sábado, 31 de Outubro de 2015

Vitória indiscutível do Sporting no regresso aos jogos em Alvalade para o campeonato. Tendo uma boa réplica do Estoril, que nunca deixou de discutir a partida. Após duas goleadas (5-1 frente ao Guimarães e 3-0 no estádio da Luz), desta vez o triunfo tangencial, por 1-0, soube a pouco. Mas a nossa equipa teve boa prestação em campo: bem organizada, muito veloz, com intenção atacante e talentos individuais nos diversos sectores.

Teo Gutiérrez decidiu a partida, com a marcação de uma grande penalidade aos 54'. Mas também Gelson Martins, Bryan Ruiz e Jefferson podiam ter marcado. 

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RUI PATRÍCIO (7). Intransponível. Duas grandes defesas, aos 8' e aos 18', confirmaram que se mantém ao melhor nível. Segundo jogo consecutivo sem sofrer golos.

JOÃO PEREIRA (7). Veloz. Foi um quebra-cabeças permanente para a defesa do Estoril. Autor de excelentes centros (5', 30', 59') que podiam ter resultado em golos.

PAULO OLIVEIRA (7). Sólido. Joga sempre com simplicidade, sem complicar. E deste modo assegura o comando da defesa. Muito bom nas acções de cobertura.

EWERTON (7). Sereno. Regressou ao campeonato após longa lesão. Ninguém diria que esteve tanto tempo parado, a avaliar pela sua actuação de grande classe.

JEFFERSON (6). Discreto. Mais contido nas incursões ofensivas do que é habitual. Falhou por muito pouco o golo aos 66'. Livre muito bem marcado aos 84'

WILLIAM CARVALHO (8). Decisivo. Exibição cheia de categoria, ao melhor nível a que nos habituou. Exímio no passe. Precioso na recuperação de bolas.

JOÃO MÁRIO (7). Influente. Jogando na posição de Adrien, foi mais discreto do que contra o Benfica. Mas sempre muito inteligente nos passes e nas  desmarcações.

GELSON MARTINS (7). Criativo. Cada vez a jogar mais para a equipa. Foi titular com todo o mérito. Coube-lhe a melhor jogada do primeiro tempo: quase marcou aos 32'.

BRYAN RUIZ (8). Persistente. Talvez o mais tecnicista dos nossos jogadores, teve pormenores dignos de aplauso. Esteve a milímetros de marcar aos 50'.

TEO GUTIÉRREZ (7). Activo. Boa articulação com Slimani. Carregado em falta na grande área, aos 53', converteu o penálti que nos deu três pontos neste jogo. Saiu aos 60'.

SLIMANI (7). Inconformado. Muito marcado pela defensiva contrária, procurou outras zonas do terreno para ganhar a bola. Sem nunca desistir. Saiu já no tempo extra.

MONTERO (6). Dinâmico. Substituiu o compatriota Teo Gutiérrez aos 60'. Autor de um forte disparo aos 76', para defesa em esforço do guardião adversário.

MATHEUS PEREIRA (6). Estreante. Primeira oportunidade dada por Jesus no campeonato ao jovem de 19 anos, que entrou aos 70' para o lugar de Gelson. Cumpriu.

BRUNO PAULISTA (-). Caloiro. Outra estreia na Liga 2015/16. Mas entrou já nos minutos complementares, só para queimar tempo. Mal se deu por ele.


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Tivemos, claro. O Estoril não é o Benfica. Mas o mais importante foi ver confirmadas numa partida a sério as boas indicações deixadas no jogo-treino da semana passada.


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Gostei

 

De ganhar ao Estoril. Consolidámos o primeiro lugar no campeonato, isolados, pela segunda semana consecutiva. Já com o FCP a cinco pontos e o Braga a seis.

 

Do nosso caudal atacante. Sobretudo no segundo tempo, o Sporting jogou sempre em velocidade, com bolas ao primeiro toque, fazendo pressão permanente sobre a equipa adversária.

 

De William Carvalho. Desta vez sem Adrien a complementar o seu trabalho no meio-campo, voltou a ser um bastião da equipa. A recuperar bolas, a abrir linhas de passe e a organizar jogo. O melhor em campo.

 

De Bryan Ruiz.  O costarriquenho voltou a estar em alta. Teve uma actuação muito personalizada, de grande classe, denotando excelente visão de jogo.

 

De Teo Gutiérrez. Marcou o golo da vitória, de penálti, aos 54'. O terceiro golo em três jogos consecutivos. Já lá vão seis, desde o início da temporada oficial.

 

De Gelson Martins. Jorge Jesus apostou nele como titular. Aposta ganha: grande exibição do jovem formado em Alcochete. Foi um dos jogadores mais dinâmicos e criativos do nosso onze.

 

De João Pereira. Grande exibição do nosso lateral direito, muito veloz e combativo, autor de vários centros que ofereciam golo.

 

Do regresso de Ewerton. Estreou-se na Liga 2015/16 após longa lesão, cumprindo na perfeição a missão que lhe estava confiada. Parece jogar há anos com Paulo Oliveira, seu parceiro no eixo da defesa.

 

Das estreias de Matheus Pereira e Bruno Paulista. Mais dois jovens hoje lançados na equipa principal por Jesus, o treinador de quem diziam que não apostava em profissionais no início de carreira.

 

De ver o Sporting alinhar de início com seis portugueses. Rui Patrício, João Pereira, Paulo Oliveira, William Carvalho, João Mário e Gelson Martins.

 

Da boa réplica da equipa adversária. O Estoril manteve o jogo sempre em aberto, sem abdicar do ataque nem estacionar o autocarro na sua grande área.

 

Do equipamento. Pela segunda semana consecutiva, os nossos jogadores alinharam com calções pretos, recuperando uma tradição que já quase parecia esquecida.

 

Do apoio nas bancadas. Hoje compareceram 40.144 espectadores em Alvalade.

 

Da nossa média de dois golos por jogo. Temos o melhor diferencial de golos no campeonato: 18 marcados e apenas cinco sofridos.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adrien. Ficou de fora por acumulação de amarelos. E fez falta para complementar a actuação de William Carvalho na organização do nosso meio-campo.

 

Do zero a zero ao intervalo. Soube a pouco. Aquele remate em arco de Gelson Martins que passou a rasar a baliza do Estoril merecia ter sido golo.

 

Do cartão mostrado a Jefferson. O árbitro Jorge Ferreira, numa incompreensível demonstração de autoritarismo, exibiu-lhe o amarelo porque a bola estava alguns centímetros para fora do semicírculo do canto. Não dá para entender.


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«A grande vantagem de Jorge Jesus para Rui Vitória ou mesmo Marco Silva, é que JJ tem como premissa a ideia de que os suplentes têm de competir com os titulares pelo seu lugar, criando mais competitividade e mais soluções em caso de lesões ou castigos.»

Schmeichel, neste meu texto


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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015
Nunca mais aprende
Pedro Correia

Lá conseguiu ler umas penosas linhas que alguém lhe escreveu. Mas tarda em aprender: continua a ler muito mal, daquela forma trapalhona e titubeante a que habituou os sócios.


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Quatro vitórias (duas fora de casa) em três competições. Dezassete golos marcados e só dois sofridos.

Marcadores dos golos: Matheus Pereira (4), Slimani (4), Teo Gutiérrez (2), Adrien, Bruno Paulista, Gelson Martins, Aquilani, Montero, Tobias Figueiredo e Bryan Ruiz. Dez jogadores no total.


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Já foi tarde
Pedro Correia

Foi preciso o Carrillo ficar fora da equipa para o Sporting de Jorge Jesus mostrar enfim tudo quanto vale.

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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

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 CLÁUDIA BORGES

"Aposto num 2-1 a favor do Sporting. É o que quero que aconteça. O Sporting, agora com o Jorge Jesus, está melhor do que o Benfica."

(Record, 25 de Outubro de 2015)

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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015
Melão
Pedro Correia

As melancias estão desde domingo à noite com um enorme melão.

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O campeonato continua, agora na jornada nº 9. Quais são os vossos prognósticos para o Sporting-Estoril, que se joga sábado, a partir das 20.45, com arbitragem de Jorge Ferreira?


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Caminharei
Rui Cerdeira Branco

Dedicado ao Senhor Estrutura e ao simpático treinador do Atípico de Carnide:

 

Caminharei, caminharei...

 

Pela tua estrada, Estrutura.
Dá-me a tua mão, quero ficar
P'ra sempre junto de ti.

 

Senti-me só, só e cansado do mundo, 

Quando perdi o amor
Tantas pessoas vi, então, junto a mim;
Ouvi cantar assim:

 

Caminharei... 

 

Não entendia, mas fiquei a ouvir
Quando o Estrutura me falou,
Ele me chamava, precisava de mim
E eu respondi assim:

 

Caminharei... 

 

Não me importa se alguém ri de mim,
Ele certamente não sabe
Do grande dom recebido naquele dia
Quando eu disse ao Estrutura assim:

 

Caminharei... 

 

Às vezes estou triste, mas olho em redor
Descubro o mundo e o amor;
são estes dons que ele nos dá,
Volto feliz a cantar:

 

Caminharei...

 


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Jorge Jesus - o tal treinador que "não sabe aproveitar os talentos da formação" - conduziu o Sporting à segunda vitória sobre o SLB em dois meses, desta vez fazendo alinhar cinco jogadores oriundos da Academia de Alcochete: Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário e Gelson Martins.

É o momento apropriado para alguns comentadores que acusavam Jesus de detestar trabalhar com jogadores portugueses meterem a viola no saco. E é também o momento para alguns deles aprenderem finalmente a pronunciar correctamente o nome dos nossos jogadores. Deixando, por exemplo, de chamar Gerson ao Gelson.


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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

- Desde 1993 que o Sporting não liderava isolado o campeonato nacional de futebol à oitava jornada. Nesse ano, sob o comando do saudoso Bobby Robson, somámos sete vitórias e um empate.

 

- Nunca até domingo uma equipa portuguesa tinha estado a vencer o Benfica por 3-0, ao intervalo, no estádio da Luz. Igualamos assim o Ajax, com idêntica marca (e dois golos de Cruyff) alcançada a 19 de Fevereiro de 1969, em jogo da Taça dos Campeões.

 

- O Sporting (já sem contar com o contributo de Carrillo) marcou 17 golos nos últimos quatro jogos oficiais. Mais dois do que os 15 marcados (ainda com o peruano integrado na equipa) nos 11 jogos anteriores.

 

- Jorge Jesus utilizou, com manifesto êxito, 22 jogadores nas últimas duas partidas que o Sporting disputou (contra os albaneses do Skënderben, para a Liga Europa, e o Benfica, para o campeonato).


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No editorial da edição de hoje do diário A Bola, José Manuel Delgado - bem ao seu estilo - tenta defender o indefensável: salvar a face do Benfica enquanto procura amesquinhar o Sporting. Qualificando de "época positiva", assim quase em jeito de comiseração, este simples facto de estarmos a liderar o campeonato isolados à oitava jornada.

Escreve o inefável director-adjunto do jornal da Travessa da Queimada que "tirando os dois jogos com o Benfica desta época", os resultados desportivos do nosso clube "não são deslumbrantes". Até porque - salienta o plumitivo - o Sporting ainda não defrontou o FCP e o Braga.

 

Eu poderia escrever, na mesma lógica, que "tirando os editoriais de José Manuel Delgado", os editoriais d' A Bola quase parecem modelos de isenção. Mas não vou por aí. Limito-me a anotar, divertido, os esforços quase titânicos do ex-guarda-redes suplente do Benfica para dourar a pílula, exprimindo em jeito de interrogação o desejo de que o seu clube do coração consiga superar enfim de forma positiva a terceira prova em três meses frente às nossas cores: "Será à terceira, em Alvalade, para a Taça?"

No fundo é a mesma lógica que levou o mesmíssimo jornal a transformar em parangonas, a três dias do dérbi, uma derrota do SLB na Turquia quase numa vitória: "Magia de Gaitán a abrir não impediu que os três pontos ficassem em Istambul." Um requintado exemplo na arte de titular. Ou no dia seguinte, também na primeira página, a imprimir este título que era quase palavra de ordem: "Domingo é para ganhar!" Com exclamação e tudo. Ou ainda, na véspera do confronto entre os velhos rivais, a destacar isto igualmente na capa: "Técnico [Jorge Jesus] perdeu sempre na Luz como visitante."

 

Sem uma palavra a incomodar Vitória, sem um vocábulo a beliscar Vieira, Delgado conclui o editorial com esta pérola que soa a suspiro: "Em suma, quis o destino que Jesus fosse buscar aos jogos com o Benfica aquilo de que mais precisava..." Não é mérito, não é esforço, não é trabalho, não é determinação: foi o destino que assim quis.

Concluindo: eis o equivalente em texto àquela charutada de Mitroglu para a bancada na Supertaça que o Sporting conquistou ao Benfica. Espero sinceramente por novas "análises" deste género dadas à estampa na "Bíblia" da Queimada. Para que os nossos sorrisos se alarguem ainda mais.


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Escutado numa loja
José da Xã

 

Ontem estava a pagar umas compras quando surgiu um idoso conhecido do empregado da loja, segundo percebi pela forma como foi tratado. Escutei então este diálogo:

- Ora aqui está o homem que nos vai explicar aquele desastre do fim de semana...

Sem rodeios, o homem abriu o "livro":

- O Jesus sempre disse que tinha duas equipas: a primeira que treinara seis anos, a outra três meses. E no Domingo, na primeira parte ,o Benfica jogou à JJ. Já na segunda jogou à RV.

- Mas olhe lá, o Benfica jogou mal... e se entra aquela bola do Luisão... - acrescenta um dos empregados.

- O Sporting joga ainda à moda de Marco SIlva, é o que vos digo. Quando começar a jogar à JJ vais ver onde vai parar... Acontece-lhes o mesmo que a nós!

Percebi que não podia nem deveria fazer qualquer comentário. Há momentos em que o silêncio vale ouro. Paguei e saí.


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O optimismo era generalizado, mas só um acertou no resultado do Benfica-Sporting: o nosso colega de blogue João António, que anteviu o inédito triunfo leonino por 3-0 na Luz. Assim fica demonstrado que vale a pena haver alguma dose de ousadia nestes prognósticos.

Além do resultado, o João António acertou ainda no nome de Slimani como marcador de um dos golos. (Eu não faço prognósticos, só os anoto, mas abri uma excepção para prever que Teo Gutiérrez marcaria).


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Terça-feira, 27 de Outubro de 2015
The day after
Pedro Correia

«A grandiosidade do Benfica não tem a ver com os dirigentes nem com os atletas. A grandiosidade do Benfica tem a ver com os adeptos.»

R. Gomes da Silva, ontem, na SIC N, aproveitando a derrota de domingo para dar o pontapé de saída na corrida à sucessão de L. Filipe Vieira


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(eu pecador me confesso) Tenho por aqui escrito que a nossa "zaga" direita precisa de ser reforçada, que as duas opções não são tão interessantes como as da esquerda.

No entanto quero destacar aqui a excelente prestação de João Pereira no Domingo.

Terá tido a ver com as novas funções de João Mário?

 


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Os jarretas (37)
Pedro Correia

 

- Nunca se tinha visto coisa assim.

- Falas de quê?

- Da nossa vitória frente ao Benfica, claro. Por números que jamais tinham acontecido. Houve festa rija lá em casa. E na tua?

- Na minha não houve festa.

- Não me digas que não celebraste a vitória da nossa equipa...

- Festejei à minha maneira. Celebrei para dentro.

- E por fora?

- Mantive-me impassível. Aliás não queria incomodar os vizinhos.

- Eu estive-me nas tintas para isso. Até porque os meus vizinhos são todos do Sporting! E ao menos bebeste umas cervejolas?

- Não. Bebi meio copo de água com um comprimido de Alker Seltzer dissolvido. Estava sem sede e sentia alguma azia: devo ter abusado dos croquetes ao almoço. Já sabes que é o meu petisco favorito: ao menos nisto não mudei.

- Somos muito diferentes. As vitórias secam-me a garganta, preciso de umas geladinhas para acabar com a secura. Mas olha: nem te reconheço. Tu dantes festejavas tudo, até empates e derrotas!

- Tornei-me uma pessoa muito mais contida. Confesso-te que o meu sportinguismo arrefeceu. Este presidente conseguiu tirar-me o gosto de ver futebol em Portugal. Não vou ao estádio, deixei de usar cachecol, enjoei aqueles documentários sobre a natureza por estarem sempre a mostrar leões.

- A sério?!

- Sim. Vinho, só maduro. E até abdiquei de usar a via verde na auto-estrada.

- E Jesus?

- Nem me fales de religião. Perdi a fé. Tornei-me agnóstico.

- Muito me contas... Por esta é que eu não esperava. Olha lá: e nada mais te interessa?

- Interessa, sim. Este fim de semana, por exemplo, interessou-me derrotar o Atromitos.

- Atromitos?! Que é isso?

- O clube grego que perdeu com o Olympiacos. Fui logo pôr um like no facebook do Marco Silva. E já tenho cachecol com riscas verticais vermelhas e brancas. Havias de usar um também: é muito giro. No Natal, se quiseres, ofereço-te um.

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Sem estatuto
Pedro Correia

O Benfica não perdeu só em campo contra o Sporting. Perdeu também fora dele. As lamentáveis declarações prévias de Rui Vitória ao dizer que iria defrontar não uma equipa mas "onze jogadores" produziram efeito de ricochete: 24 horas depois viraram-se contra quem as proferiu.
Vitória não tem estatuto sequer para pensar frases destas. Muito menos para falar como falou.


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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2015

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Benfica-Sporting pelos três jornais desportivos:

 

Slimani: 20

Bryan Ruiz: 19

Adrien: 18

João Mário: 18

Jefferson: 18

Paulo Oliveira: 18

Teo Gutiérrez: 17

Naldo: 16

Rui Patrício: 16

William Carvalho: 15

João Pereira: 15

Aquilani: 6

Gelson Martins: 1

 

Os três jornais elegeram Slimani como figura do jogo.


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Spin do dia
Alexandre Poço

O minuto 70 mostrou a força do Benfica com todo o estádio a aplaudir os seus heróis. 


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6
Francisco Melo

Jesus sabe muito da poda e ontem disse algo que, acredito, não deixará de repetir até à exaustão esta semana junto dos jogadores: os 3 secos ao Benfica de nada valerão se no sábado não voltarmos a conquistar os 3 pontos junto do Estoril.

Digo mais, até ao jogo contra o Porto, o Sporting e os seus jogadores devem ambicionar levar de vencida todos os jogos do campeonato que terão pela frente, antes de receberem os tripeiros em casa.

 

Estoril Praia (casa)

FC Arouca (fora)

Belenenses (casa)

Marítimo (fora)

Moreirense (casa)

U. Madeira (fora)

FC Porto (casa)

 

Vamos a isso, leões! 


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Azia
Pedro Correia

«Tirando os três golos, o Sporting não teve oportunidades de golo.»

Diamantino Miranda, ontem, na TVI 24


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Parece que António Costa esteve ontem na Luz a ver o jogo.

No final LFV perguntou ao ex-autarca do PS como podia o Benfica ser outra vez líder do campeonato.

Não sabemos qual foi a resposta mas imaginamos que AC terá dito ao presidente do Benfica para juntar os seus pontos aos do Porto para assim ficarem à frente do Sporting.

Veremos o que diz a Liga de Futebol.


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Como estamos numa de rir
Edmundo Gonçalves

"Não sei se é verdade, mas garantem-me que Luís Filipe Vieira encarregou Pedro Guerra de entregar os vouchers aos árbitros, mas como ele comia os vouchers todos passaram a metê-los na caixa."

"Os árbitros passam fome e o Benfica está a ajudá-los."

"Em África, quando os macacos vão para cima das árvores estragar a fruta, a gente abana a árvore para os macacos caírem."

Carlos Dolbeth ao semanário "Sol"


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Creio que Rui Vitória não virá a cumprir o tempo necessário como treinador do Benfica para lhe agradecermos integralmente a forma desinteressada como nos ajudou a concretizar os nossos objectivos. Não é qualquer um que alinha de início com o Raul Jimenez, coloca o Gaitán na direita, põe em campo o Fejsa ao intervalo para segurar o resultado e espera pelos últimos 10 minutos do jogo para arriscar Mitroglu com um resultado desfavorável de três golos. A Rui Vitória um grande bem-haja.

 


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Teremos visto o mesmo jogo?

Leio na página 5 do Record a apreciação ao desempenho individual de William Carvalho no desafio de ontem. É um texto arrasador, que não me parece reflectir minimamente o que sucedeu em campo.

Reza assim: "Um jogo sem intensidade, lento a decidir, com falta de agressividade e muito longe dos momentos que se lhe conhecem. Era uma peça importante na estratégia de Jesus, mas teve momentos de levar o técnico ao desespero." Nota 2, em cinco. Negativa, portanto.

Belisquei-me: não foi, de todo, este o jogo que eu vi.

 

Confusão minha?

Para tirar teimas, consultei outros jornais de hoje. O que escreveram sobre William?

O Jogo: "Um gigante à frente da defesa, dando sempre preciosa ajuda aos centrais, nomeadamente ajudando na marcação a Jonas. Fez inúmeras recuperações de bola e desarmes, além de ter revelado o habitual acerto no passe. Decisivo no controlo de jogo absoluto dos leões."

A Bola: "O príncipe do meio-campo do Sporting precisou apenas de olhar para o seu reino de forma tranquila e sábia, como um verdadeiro candidato a rei. Bastou-lhe colocar-se bem, cortar pela raiz qualquer esboço de ideia que o adversário pudesse apresentar e passar bem a bola. Não encheu o campo, mas tornou o jogo da sua equipa muito mais geométrico e perfeito."

Correio da Manhã: "Eficiente, sobretudo na forma como adivinhava por onde a bola ia passar."

 

Enfim, jornais que me reconduziram de regresso à realidade. Porque aquilo que descrevem foi o mesmo que eu vi: um William fundamental na construção da fulgurante vitória leonina contra o Benfica.

Mais: esta é também a opinião expressa, na página 6 da edição de hoje do Record, por alguém que percebe muito de futebol: Paulo Futre. "Em termos individuais, destaco William, Slimani e João Pereira", assinala o ex-craque do Sporting, que também jogou no SLB. Contrariando o que ficara escrito na página anterior.

Conclusão: o "analista" do Record precisa mesmo de mudar de lentes.


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Saber da poda
Luciano Amaral

Agora a sério: como se pode achar que o falhanço do André Almeida no primeiro golo foi azar? O falhanço foi provocado. E numa zona do campo terrível. Depois digam-me que houve sorte no ressalto... Quais sorte: se não tocasse primeiro na mão do Júlio César, tocava primeiro no pé do Teo e, muito provavelmente, entrava lá dentro como aquela entrou.

 

Ainda a sério: como se pode achar que, no terceiro golo, foi azar o Slimani (esse tosco épico do drible) conseguir percorrer 1/4 do campo sem praticamente ser incomodado e ainda rematar à baliza para defesa difícil do Júlio César? O Slimani fez o que quis porque o Benfica não apresentou meio-campo e defesa que se vissem.

 

Não houve coisas a correr bem de um lado e mal do outro: houve saber da poda e não saber.


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Vitória inédita
Pedro Correia

Estamos em festa, claro. Foi a primeira vez que o Sporting venceu por 3-0 o Benfica, na Luz, num jogo do campeonato nacional de futebol. Um resultado semelhante, com triunfo leonino por três golos de diferença fora de casa, registara-se na era dos Cinco Violinos, na já remota época de 1947-48, ainda antes da inauguração do estádio da Luz.

Há quase dez anos que não vencíamos este adversário no seu reduto. Desde 28 de Janeiro de 2006.

 

Mérito de quem?

Dos jogadores, sem dúvida. E de Jorge Jesus, com certeza. Sem esquecer Bruno de Carvalho, naturalmente.

Contra todas as campanhas de ódio. Contra todas as pressões na imprensa pró-SLB. Contra o "fogo amigo" daqueles que - verdes por fora e encarnados por dentro - passaram toda a semana a virar baterias contra o presidente leonino e o treinador que já nos conduziu a duas vitórias em dois meses sobre o nosso mais antigo rival.


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Arte da guerra #36
Luciano Amaral

Aforismo #36 do Sun Tzu de Alverca do Ribatejo: "Quando tudo corre bem ao adversário e mal a ti é porque não há nada a fazer".


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Arte da guerra #21
Luciano Amaral

Aforismo #21 do Sun Tzu de Alverca do Ribatejo: "Considera atípico todo o jogo em que leves um banho de bola do adversário e desmoralizá-lo-ás, vergado ao peso da tua sabedoria".


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Arte da guerra #9
Luciano Amaral

Aforismo #9 do Sun Tzu de Alverca do Ribatejo: "Joga sempre com 11 jogadores contra uma equipa e sentirás o doce sabor da vitória"


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Ficou tudo em ordem?
Gabriel Santos

"No dia certo e à hora certa saberemos ajustar contas" Luís Filipe Vieira - Out 10, 2015


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8 minutos!
Duarte Fonseca

Sei de fonte segura que o Benfica, pela voz do vassalo Pedro Guerra, irá publicamente apresentar um projecto de revisão das regras do jogo.

Pretendem que passe a ter só 8 minutos!

Nunca tinha ouvido tanta gente a considerar que um jogo de futebol, que ainda tem 90 minutos, acabou aos 9 minutos.

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Uma espécie de dérbi interno está definitivamente instalado na equipa do Sporting. Ora marco eu, ora marcas tu.

E assim alternando os marcadores, o Sporting vai ganhando os seus jogos. Com justiça!

Este fim de semana foi Gutiérrez que aproveitou a ausência do jogo de Montero para lhe ganhar novamente vantagem.

Cinco a três é actualmente o resultado deste despique saudável entre colombianos, a favor de Teo.

Prevê-se, a este ritmo de golos, que esta rubrica vá ter muitas actualizações.

E eu estarei cá para dar conta delas.


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