Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014
Leitura obrigatória
Edmundo Gonçalves

Por "Férenc Meszaros", n'"A Tasca do Cherba", para alguns que têm, também aqui, criticado as contratações e outra comichões.

 


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Será que?...
Edmundo Gonçalves

Será que toda esta "crise" tem a ver com a tal de auditoria?...

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A gente não quer, mas...
Edmundo Gonçalves

É conhecida a minha opinião, ou melhor, o meu desejo para o desenlace desta "crise".

No entanto, as comichões incomodam-me cada vez mais.

Será possível deixarmos quem deve decidir, fazê-lo no tempo que achar oportuno?

É que me parece que no Sporting não se verifica a figura de co-gestão, apenas isso!

 

Nem que para isso, também eu, tenha que fazer um desenho!

 

Muito bom ano para todos.

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Este assunto está longe de estar esquecido. Como sportinguista, entristece-me o silêncio de Bruno de Carvalho. Um silêncio ensurcedor, como refere Jorge Maia no Jogo. Bem sei que José Eduardo não integra os órgãos sociais do Sporting, mas não sejamos ingénuos, trata-se de alguém muito próximo do presidente que, aliás, com o seu silêncio alimenta as piores suspeições.

Quero acreditar que Bruno de Carvalho nada teve que ver com aquele texto. Dou-lhe esse benefício da dúvida, até porque não vale tudo no futebol. Isto dito, por mais degradada que esteja a sua relação com Marco Silva, do presidente do Sporting espero sempre uma conduta irrepreensível. Incomoda-me por isso o seu silêncio. Quero acreditar que, na primeira oportunidade, Bruno de Carvalho refutará as graves acusações proferidas por José Eduardo. Primeira oportunidade que infelizmente tarda...

[Agora estou também aqui.]


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TREINADOR DO ANO: MARCO SILVA

Rei morto, rei posto. Mal Leonardo Jardim optou por rumar ao Mónaco, um ano mais cedo do que o previsto no termo do contrato, numa transferência que rendeu cerca de três milhões de euros aos cofres leoninos, Bruno de Carvalho apresentou aos sócios o sucessor. Era Marco Silva, uma escolha aplaudida por unanimidade.

O jovem técnico que no dia 21 de Maio de 2014 surgiu ao lado do presidente de cachecol verde e branco, com apenas 36 anos, o cartão de sócio nº 108.079 e um contrato vinculando-o ao clube por quatro épocas, fora uma figura em destaque na Liga 2013/14 ao conduzir com sucesso o Estoril - que tirara dois anos antes da segunda divisão - ao quarto lugar, com 54 pontos e acesso directo à Liga Europa. O Estoril foi, aliás, a única equipa a derrotar o Sporting em casa, na última jornada do campeonato.

Apesar das contingências financeiras no clube, resultado das desastrosas gestões anteriores, e de orientar um plantel que não escolhera, Marco não tardou a mostrar resultados. Recuperou Carrillo, um jogador que parecia perdido havia três épocas em Alvalade e se tornou um dos mais valorizados da nova temporada. Trouxe Montero de regresso aos golos. Apostou em João Mário como pedra nuclear no meio-campo. E conferiu um cunho mais ofensivo à equipa, reeditando o padrão clássico do Sporting no relvado.

Conquistou a Taça de Honra em Julho, derrotando o Benfica na final. Enfrentou com êxito os encarnados na Luz, já para o campeonato, trazendo de lá um empate quase com sabor a vitória. Empatou com o reforçadíssimo FCP em Alvalade. E, na Taça de Portugal, impôs uma derrota aos portistas no Dragão, estádio onde o Sporting não vencia desde Março de 2007 e não marcava três golos desde Outubro de 1975.

Conduziu a equipa numa campanha digna na Liga dos Campeões, de onde só fomos afastados por escandalosa intervenção do quarteto de arbitragem, capaz de transformar um empate frente ao Schalke 0-4, na Alemanha, em derrota tangencial. Mas o Sporting prossegue o percurso internacional, desta vez na Liga Europa. Singra na Taça da Liga. É favorito à conquista da Taça de Portugal, que não vence desde 2008. E mantém intactas as aspirações de revalidar o bom segundo lugar alcançado no campeonato da época passada.

Nos últimos dias do ano, Marco Silva superou com sucesso o verdadeiro teste à sua popularidade que tem sido o até agora incompreensível conflito com Bruno de Carvalho. Os adeptos confiam nele para se manter ao leme da equipa. E esperam que o presidente que nele apostou há sete meses saiba entender estes sinais.

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim


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"Ao que rascord apurou, o episódio da panne do autocarro em Guimarães, teve tão só a ver com o facto de Bruno de  Carvalho não falar há meses com o motorista!"

"E não foi um furo, porque no contrato está que se forem quinjeee, sou despedido", terá desabafado o motorista ao tipo do ACP, que, podemos dizê-lo sem risco de sermos desmentidos, era nada mais que o Carlos "os nossos adversários agora são o Barcelona e o Real Madrid e o presidente tem que se portar como um homenzinho" Barbosa.

 

*Esta já me deu p'ra pagar o marisco e o alvarinho para logo à noite! Embrulha, Bruno!


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Subitamente, os jornais desportivos passaram a conhecer cláusulas do contrato de Marco Silva. A intenção é óbvia e a fonte também não é difícil de advinhar. O Sporting parece uma orquestra maioritariamente composta por instrumentos de sopro. Logo, muita gente a soprar o que não devia cá para fora. E isto com um blackout em vigor...

[Agora estou também aqui.]


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Oxalá se enganem
Pedro Correia

Catorze jovens jogadores que nunca tinham alinhado juntos fora de uma sessão de treinos. Vários deles em estreia como titulares de uma competição oficial pelo Sporting. Sem rotinas de jogo, portanto. Sem ritmo competitivo.

Apesar disto, estes jogadores - na maioria oriundos do Sporting B - vencem aquela que os especialistas da futebolândia tuga elegeram como equipa sensação desta temporada. A mesma que por sinal havia derrotado semanas antes o Sporting A.

Vencem e convencem. Batendo-se com fúria leonina. Marcando dois golos. E não sofrendo nenhum.

Triunfam, contra todos os vaticínios, num dos mais exigentes palcos do futebol nacional.

Horas antes, uma pena sábia escrevera isto: «O Guimarães, a jogar perante os seus entusiastas adeptos, vai querer mostrar que o quarto lugar da Liga não é obra do acaso. A paz intranquila que se vive em Alvalade pode ajudar o resto.»

Outro expert antecipara: «É lícito dizer-se que são mesmo os homens da casa a reunir maior dose de favoritismo para a partida desta noite.»

Já para não falar do vice-presidente do Guimarães, forçado a meter a viola no saco.

 

Os tais especialistas da futebolândia tuga soltam então frases pesarosas, como dobre a finados. Falam do sorriso do presidente, da expressão do treinador, do abraço do Paulinho, do autocarro que arranca ou não arranca. Falam de tudo menos da vitória do Sporting em Guimarães.

E quando finalmente se pronunciam sobre o jogo é para dizer que nenhum daqueles 14 jovens tem lugar na equipa principal. Nem Tobias, apesar de tanto criticarem o Maurício. Nem Esgaio. Nem Geraldes, que secou Hernani. Nem Gauld. Nem Wallyson. Nem Tanaka, o do livre quase imparável. Nem Podence. Nem Dramé, o do pé-canhão.

Benefício da dúvida no rescaldo deste triunfo? Nem pensar, clamam os tais em uníssono.

Como se estes jovens tivessem rotinas de jogo, como se tivessem ritmo competitivo, como se jogassem juntos há meses. Como se não merecessem oportunidades.

 

Oxalá se enganem. Como se enganaram no prognóstico do jogo de Guimarães.


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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2014

 

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JOGADOR DO ANO: NANI

Foi dia de festa em Alvalade. O estádio vibrava de emoção. Eu fui um dos largos milhares de sportinguistas ali presentes, aplaudindo sem reservas o campeão europeu formado na nossa academia que como filho pródigo voltava a pisar um relvado onde já fora feliz.

Não esquecerei esse dia 23 de Agosto de 2014 em que Luís Carlos Almeida da Cunha, o nosso Nani, voltou a equipar de verde e branco, jogando em casa contra o Arouca, na segunda jornada do campeonato. Vinha para ajudar o Sporting a ser campeão, como confessou na altura. E a emoção foi tão grande, nesse jogo do regresso, que até falhou um penálti que fizera questão de marcar.

Houve quem resmungasse só por isso: nunca faltam resmungos nas bancadas de Alvalade. Mas à medida que as jornadas se sucediam, não só a nível nacional como nas competições europeias, o segundo melhor jogador português do momento demonstra ter regressado em plena forma. De tal modo que os adeptos do Manchester United já criticam o treinador Van Gaal por ter dado luz verde ao empréstimo, reclamando o jogador de volta.

Em Manchester, Nani não jogava. No Sporting tem sido titular indiscutível. Chegou a título de empréstimo por uma temporada, sem encargos para o Sporting, naquela que foi uma das medidas mais aplaudidas da gestão do presidente leonino. Como na altura salientou Aurélio Pereira, o maior garimpeiro de jovens talentos da nossa academia, «o seu regresso só foi possível graças a Bruno de Carvalho, que se bateu como um leão para o trazer de volta».

Nani correspondeu aos aplausos e às expectativas com o seu futebol de excepção, mostrando que sabe ser operário e sabe ser artista conforme as circunstâncias exigem dele. Registo: sete golos em 17 jogos, além de cinco assistências. Um dos golos - magnífico, contra o Maribor em Alvalade - foi visto e admirado um pouco por toda a Europa.

Teve influência decisiva na eliminação do FC Porto da Taça de Portugal, num desafio disputado no Dragão, onde o Sporting não vencia há mais de sete anos. E foi o melhor em campo em diversas outras partidas.

Em Dezembro, recebia uma justíssima distinção ao ser eleito o melhor jogador da Liga portuguesa nos meses de Outubro e Novembro. Prelúdio de novas vitórias e novos troféus? Ninguém duvida. E nós, adeptos, menos que ninguém. Perde o United, ganha o Sporting. 

 

Jogador do ano em 2012: Rui Patrício

Jogador do ano em 2013: Montero


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"E é estranho que Bruno [de Carvalho], que afinal é um deles, não tenha percebido que não existe adepto mais independente e por isso menos fiel e alinhado do que o sportinguista. Não gosta menos do seu clube, não o vive menos intensamente, mas não é seguidista, tem uma certa liberdade de espírito e uma ampla liberdade de pensamento. Essa é a matriz do clube -- a verdadeira matriz." Nuno Santos (Record, 30.12.2014: 11).


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Bruno de Carvalho, pá, mostra que és um homem inteligente. Limita os prejuízos. Resolve as questões pendentes com o treinador. Engole o orgulho. Porventura reconhece perante os sportinguistas que meteste água. Em suma, arruma a casa antes que a onda crítica te escape ao controlo. Os sportinguistas ainda estão maioritariamente contigo, mas se não te mostrares merecedor do seu apoio, se não mostrares maturidade e pragmatismo, parte importante desse apoio desaparecerá num abrir e fechar de olhos. Atina, caramba. Não deites tudo a perder de forma perfeitamente estúpida!


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Há e tal ...
João António

... se fosse o Bruno de Carvalho a prometer, não faltariam ai virgens ofendidas ...

... se não fosse deles não faltaria a gritaria ...

... se não estamos a defrontar cara a cara o Milan, Real Madrid ou Barcelona eu digo estamos vivos, ao contrário "daqueles homens pequenos" que fugiram ...

... enquanto este e este estão de férias, o outro trabalha  ... 

... são só umas lembranças desportivas ! 


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O Sporting é Nosso!
Frederico Dias de Jesus

Assumo, desde já, que a leitura que faço sobre toda a situação do meu Sporting possa, naturalmente, ter erros.

Mas, como em tudo, sinto-me na liberdade de o fazer.

 

Os últimos dias, e como foi muito bem escrito nesta casa, tiveram a proeza de criar uma guerra entre Sportinguistas. Faz recordar um certo episódio histórico em Portugal, um género de Liberais contra Miguelistas, do qual o país, ainda hoje, não recuperou. O Sporting, ironia do destino (no berço da nação) lá mostrou à escória jornalista que "os cães ladram e a caravana passa". Contudo, os pró-Brunistas (anti-Marco) e os pró-Marco (anti-Brunistas) continuam em trincheiras a guerrear. Qualquer dia temos pelas ruas de Alvalade adeptos fervorosos destes blocos a perguntarem com quem estamos.

Isto não abona a favor dos dois, e muito menos a favor do Sporting. Perdemos meses, anos, a falar em estabilidade. Na primeira situação em que necessitamos dela, a casa treme durante mais de uma semana. O Presidente esteve mal? Esteve. O Treinador esteve mal? Esteve. A equipa esteve mal (em alguns jogos)? Esteve. Por isso é que se fala em reconstruir, reerguer, reencontrar o caminho dos títulos. Porque o trabalho tem de ser feito de raíz. Assimilar novos processos. Adaptar a novas realidades de gestão. Mas também os Sportinguistas têm de mudar o "chip". Embora tenhamos imenso mérito, temos de criar novas posturas. Exigentes, sim. Críticos, sem dúvida. Mas confiantes que quem toma decisões enfrenta realidades que desconhecemos. Principalmente no que toca a poderes e interesses instalados no mundo do futebol português.

 

Agora vem a parte que eu acho mais relevante, porém a mais abstracta. (É apenas uma suposição):

Acham que os "barões" do Sporting (aqueles que nos afundaram durante anos, com a esquizofrenia de uma aristocracia de notáveis) por algum momento desistiram de recuperar o clube? Acham que esses mesmos senhores que se aliavam aos andrades e aos demais cônjuges, deixaram de o fazer? Acham que esses interesses deixaram de existir? Acham que por um momento estes senhores deixam de pôr em prática taticismos de bastidores para levar a deles avante?

Mais importante, querem arrepiar caminho àquilo que tem sido feito?

O Sporting está a construir-se, devagar, mas mais forte. Com estabilidade, e isso envolve o Presidente ser, por vezes, mais comedido, como também não sermos um verdadeiro cemitério de treinadores. E o próprio Marco Silva olhar mais para as soluções da equipa B. Isto não é um projecto de dois anos, é de muitos, muitos mais.

Aqui só pode haver um lado, é o do Sporting Clube de Portugal. 

Senhoras e Senhores, pede-se clarividência na escolha desse lado, não deixemos os nossos olhos tapados com poeiras escuras.

Viva o Sporting!

 


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Top 30
Pedro Correia

Com cerca de três mil visualizações diárias, És a Nossa Fé entrou já no top 30 dos blogues portugueses auditados pelo Blogómetro, como se comprova aqui.

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Leio por aí que a noite de ontem correu bem a Marco Silva, por oposição a Bruno Carvalho que assim tinha que engolir o treinador por mais tempo. São contas pequeninas, de vistas curtas e sem sentido. É uma lógica que não tem o menor sentido, ainda por cima com contradições. É que se a noite correu bem a Marco Silva, nessa lógica, a verdade é que também correu bem a Bruno de Carvalho, na medida em que o resultado alcançado pressiona o treinador no sentido de utilizar mais os jogadores da equipa B, tal como quer o presidente. Ambos ganharam. Ambos perderam. O Sporting é que não ganha nada com o prolongar desta situação. Repito-me: entendam-se urgentemente!


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Do jogo de ontem...
Paulo Gorjão

...não retiro grandes leituras sobre os jogadores e sobre as oportunidades que deveriam merecer ou não na equipa principal. Há ali muita matéria-prima, sem dúvida, mas como se costuma dizer, uma andorinha não faz a Primavera. São precisos mais jogos para avaliar a regularidade e eu não costumo seguir os jogos da equipa B para saber se foi um jogo isolado bem conseguido por alguns jogadores, ou se foi mais do que isso. Há um jogador, no entanto, que claramente me chamou a atenção: Tobias Figueiredo. Que grande jogo. Que grande exibição.


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Quem vê caras...
Pedro Correia

Raras vezes me lembro de uma noite mais insólita em termos de cobertura futebolística como a noite televisiva de ontem. Cada jornalista em estúdio, cada repórter no terreno, cada comentador com lugar cativo no respectivo painel analisava não a prestação das equipas no terreno mas a expressão facial de quem se sentava no banco do Sporting ou permanecesse nas imediações. Não faltaram catedráticos de Fisionomia Aplicada divagando sobre o sorriso de Bruno de Carvalho ou a sisudez de Marco Silva. Alguém, com ar de quem acabava de descobrir a pólvora, observou: «Marco não ficou um só minuto sentado no banco.» Como se o treinador do Guimarães, Rui Vitória, não tivesse estado também sempre de pé durante o jogo.

Mas a frase mais original foi proferida por Manuel Queiroz, que comentava com voz lúgubre a transmissão do jogo em directo feita pela TVI. Quando faltavam dois minutos para o apito final, saiu-se com isto: «Houve pouca interacção entre o treinador e o presidente do Sporting no banco leonino, mas aparentemente o Sporting vai ganhar.» Aquela adversativa retirava qualquer indício de lógica ao isentíssimo comentador nortenho, que parecia tolhido pelo frio.

Percebia-se: era um momento de tristeza para alguém como ele, incapaz de esconder a sua decepção pela vitória leonina. Azar: mal acabara de proferir aquela arguta observação, Dramé enfiava o segundo golo do Sporting na baliza do Guimarães.

A voz de Queiroz embargou-se de vez. Pena não lhe ter visto a cara, para saber o grau de "interacção" que manteve com os restantes elementos da equipa de reportagem da TVI.


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«Fiquei muito satisfeito com esta vitória. Gostei da postura da equipa, apostando na boa organização colectiva com uma disciplina táctica irrepreensível. E foi bonito ver a alegria imensa destes jovens jogadores no final do jogo, pela vitória conseguida jogando na equipa principal.
Não gostei dos amuos entre direcção e treinador. Vamos lá a desdramatizar e acabar com esse clima! Está na hora!!!»

Orlando, neste meu texto


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Ficou claro, ontem, que temos alguns jogadores com qualidade na equipa b. E estes, são superiores a muitos dos reforços desta época.

 

Tobias superior a Sarr e Rabia (ainda há o Nuno Reis e o Domingos Duarte que também o são), Wallyson superior a Slavchev, Podence superior a Sacko, Esgaio superior a Geraldes entre outros. Faltando ainda apostar claramente em Iuri Medeiros e Filipe Chaby que têm uma qualidade extraordinária e espero que o percebamos a tempo.

 

É este tipo de decisões de quem gere o futebol e as contratações que venho criticando desde o início da época.

 

Encontrando-se as contratações feitas, resta-nos esperar que em Janeiro se façam alguns empréstimos para equipas com outro nível de exigência e competição (primeira liga) que beneficiem alguns destes jogadores e possam prepará-los para a próxima época. Nomeadamente: Esgaio, Wallyson, Chaby e Medeiros.


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Caiu mais um mito
Pedro Correia

Refiro-me ao mito de que o Sporting, nesta época, é incapaz de ganhar a equipas que se encontrem à sua frente no campeonato. Bastou jogarmos com as "reservas" para isso ter acontecido esta noite, frente ao Guimarães, em casa do adversário.

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Todos a Alvalade
Paulo Gorjão

Marco Silva pediu a presença dos sócios e adeptos no próximo jogo em Alvalade, contra o Estoril, dia 3 de Janeiro às 18 horas. Na verdade quase que nem precisava de pedir. Os sócios e adeptos há duas épocas que vão a Alvalade em grande número. Provavelmente contam-se pelos dedos de uma mão os jogos que tiveram uma assistência inferior a 30 mil espectadores, independentemente do dia ou da hora.

Marco Silva, ou Bruno de Carvalho, não têm de nos pedir que estejamos presentes. Nós temos estado presentes, aliás como sabem muito bem. Isto dito, nós, sócios e adeptos, é que temos legitimidade e autoridade para fazer um pedido: entendam-se urgentemente!


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O que se viu
António Manuel Venda

A seguir a cada golo do Sporting, Marco Silva parecia que era o treinador do Guimarães.

 


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1. Entrando em campo sem a menor perspectiva de vitória, a avaliar pelo que diziam os comentadores apostados em incensar a turma anfitriã como a "equipa sensação" do campeonato, o onze leonino - sem nenhum dos habituais titulares - bateu-se com garra e venceu a partida contra o V. Guimarães para a Taça da Liga por dois golos sem resposta, confirmando que temos mais alternativas de qualidade do que os tais comentadores admitiam até agora.

 

2. Esta foi a vitória da competência de uma equipa onde se registaram quatro estreias absolutas em competições oficiais no nosso onze titular: Geraldes, Gauld, Slavchev e Tobias Figueiredo. A vitória de uma equipa muito disciplinada tacticamente, muito bem posicionada no terreno, com linhas compactas, e que revelou um notável espírito de entreajuda do primeiro ao último minuto. Pôr o factor colectivo acima de qualquer individualismo foi a palavra de ordem. Que resultou.

 

3. Esta característica ficou patente logo no primeiro golo, aos 5', com Heldon a rematar cruzado à entrada da área, culminando uma jogada colectiva que também teve Daniel Podence e Ricardo Esgaio como protagonistas. O passe de Esgaio, que desenhou uma linha diagonal a lançar Heldon com sucesso, revela muito mais do que inspiração: é também resultado de muita transpiração nos treinos.

 

4. Não é possível iludir a questão: há mesmo potenciais reforços na equipa B. Esta partida da Taça da Liga tornou isso ainda mais evidente. Desde logo no bloco defensivo, com óptimas exibições de Tobias Figueiredo, no lugar habitualmente ocupado por Maurício, e do surpreendente André Geraldes, para mim o melhor sportinguista neste jogo. Sabemos que sofreu um apagão na pré-temporada mas esta noite fez uma partida de alto nível em Guimarães, na posição onde têm alternado Jefferson e Jonathan Silva, batendo-se como um leão contra Hernâni, o mais perigoso elemento da equipa adversária. André e Tobias têm potencial para voos mais altos.

 

5. Também merecem destaque outras exibições: Ryan Gauld (com muito trabalho defensivo e três excelentes assistências - uma delas de 40 metros - aos 35', 57' e 61'); Podence (dotado de boa técnica e capacidade de se superiorizar nos confrontos individuais) e Wallyson (que dinamizou o nosso meio-campo com os seus passes longos, um dos quais originou o segundo golo, marcado pelo recém-entrado Dramé aos 90'+4). Apetece apostar neles como mais-valias do Sporting num futuro próximo.

 

6. Realço ainda as exibições de Marcelo Boeck, desta vez muito seguro (ao contrário do que sucedera contra o Vizela na Taça de Portugal), Esgaio (mesmo arriscando muito menos incursões ofensivas pelo seu flanco do que é costume) e Tanaka (com um disparo aos 63', na marcação de um livre directo, proporcionando ao guardião vimaranense Douglas a defesa da noite). Conclusão: todos eles merecem mais oportunidades. Outra conclusão: ao contrário do que muitos parlapatões juravam, vários reforços leoninos são isso mesmo - reforços.

Com este jogo, de alguma forma, o Sporting cresceu.


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Confirma-se
Pedro Correia

O desaire da equipa há oito semanas, no estádio Afonso Henriques, foi um mero percalço. Como bem comprova a saborosa vitória esta noite conquistada, no mesmíssimo local, pela nossa equipa B.

 

Temos um banco de qualidade. E jogadores ainda não utilizados na equipa principal que podem ser considerados verdadeiros reforços. Com a vantagem acrescida de alguns serem fruto da nossa formação.

 

O Sporting é o único clube português que se conserva em todas as frentes. Até na Taça Lucílio Baptista.


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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2014

A diferença entre Bruno de Carvalho e Marco Silva nunca foi tão clara: personalidade. É isso que os separa. Vamos assim perder um bom treinador por ter aquilo que falta ao presidente. Isto dói. Mas é verdade.


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Vitória. Parabéns ao presidente e ao treinador. Aos dois.

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Afinal temos reforços
Edmundo Gonçalves

Sem qualquer tipo de ironia e sem ataque ou defesa de ninguém.

Não são onze reforços, isso era uma utopia, mas gostei do jogo de alguns: Gauld, Tobias, Podence, Wallyson, Esgaio, Geraldes...

Era expectável a superioridade do Guimarães, mas desta vez o azar do auto-golo não se verificou e Boeck, ao contrário do último jogo, esteve irrepreensível e o ataque quase 100% eficaz!

Deixem-me ser um pouco irónico: hoje justificava-se o equipamento amarelo...

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Um lapso
Paulo Gorjão

"Marco Silva aposta nos reforços de Bruno de Carvalho", refere em título o jornal A Bola. O jornal está enganado: há muito que Marco Silva apostou nos reforços de Bruno de Carvalho: Nani, Paulo Oliveira e João Mário têm sido titulares, jornada após jornada. Rosell, Sarr e Tanaka também têm jogado, embora seja verdade que muito menos e de forma mais irregular. Enfim, isto já para não falar dos reforços de Bruno de Carvalho que são todos os outros a quem o presidente renovou e prolongou no tempo os contratos.

Em suma, um lapso do jornal que não sei fundamentar porque a única explicação que encontro -- filha da putice e jornalismo de merda -- não quero acreditar que seja verdade. A Bola não é um jornal de porteiras e de intriguistas, pelo que só pode ser um lapso. Um reles lapso ou um lapso reles, seguramente cometido de boa fé...


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Os anti-Bruno querem Marco Silva. Os anti-Marco querem Bruno de Carvalho. No meio, há o resto dos sportinguistas, que querem Bruno de Carvalho e Marco Silva. Os anti-Bruno ficarão contentes com as vitórias de Marco Silva. Os anti-Marco ficarão contentes com as vitórias de Bruno de Carvalho. Já os restantes, ficaremos contentes com as vitórias do Sporting (e do Bruno de Carvalho e do Marco Silva). É uma excelente plataforma para a pacificação. Um clube grande é como um país: não se faz de consensos, faz-se de compromissos. É só querer ser crescidinho.


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Quando Bobby Robson faleceu, José Eduardo Bettencourt, à época presidente do Sporting, disse uma frase que viria a ficar imortalizada: a demissão de Bobby Robson (quando ia à frente do campeonato) tratou-se de uma "precipitação à Sporting".

Ninguém sabe o que teria acontecido ao Sporting caso Bobby Robson concluísse o trabalho que, até então, estava a desenvolver de forma muito competente. Sabe-se, isso sim, que nas duas épocas seguintes Robson sagrou-se campeão nacional com…as cores do Porto.

Outra precipitação à Sporting foi o despedimento do treinador campeão nacional em título Augusto Inácio, seguida de nova precipitação que foi dar por sem efeito a contratação de José Mourinho como novo técnico. Ninguém sabe o que teria acontecido ao Sporting caso José Mourinho pegasse naquela equipa que não era nada de se deitar fora (Pedro Barbosa, Schmeichel, João Vieira Pinto, Acosta, etc) e que, no ano seguinte, seria ainda melhor reforçada (Quaresma, Hugo Viana e Jardel). Sabe-se, isso sim, o que José Mourinho fez nas duas épocas em que treinou o Porto.

Nestes últimos dias, assistimos, incrédulos, à novela mais surreal desta temporada e que fez pairar no ar a sombra de algumas das nossas piores memórias como aquelas de que acima dei conta.

Sem que se percebesse muito bem por quê, um jovem técnico que, à data, e de forma global, tem realizado uma época competente, de um momento para o outro, iria ser apeado do seu lugar. Valeu a indignação construtiva generalizada dos sportinguistas (de que muitos posts no És a Nossa Fé foram, a esse título, bom exemplo) para que uma decisão que se preparava para ser uma monumental precipitação, afinal, não se tivesse materializado.

Infelizmente, Bruno de Carvalho não deu o passo atrás que se impunha para dar os 50 à frente que se desejam. Em vez de responder que “Marco Silva orientará a equipa em Guimarães, Alvalade, Braga, Wolfsburgo e para onde o calendário determinar até ao termo do seu contrato”, colocando assim uma gigantesca pedra sobre a polémica, o presidente do Sporting disse, antes, de forma abreviada, que "Marco Silva orientará a equipa em Guimarães”, continuando a deixar aberto o flanco para a especulação e boataria.

Esta novela faz lembrar, com as devidas distâncias, o famigerado episódio da TSU, uma medida que surgiu sem que ninguém estivesse à espera, nem visse a bondade da mesma, e que teve as reacções que se conhecem, abalando, bastante, a confiança em Passos Coelho por parte de muitos dos seus apoiantes. Com a tentativa de demissão de Marco Silva, para a qual ninguém conta, nem vê a sua utilidade, muitos sportinguistas ficaram, legitimamente, decepcionados com a abordagem do seu Presidente ao assunto, gerando uma desconfiança sobre a gestão do futebol por parte de Bruno de Carvalho e que demorará bastante tempo a desaparecer.

Nos próximos dias, preferencialmente ainda esta semana, Bruno de Carvalho tem de dar por sem efeito a ridícula assembleia geral extraordinária que solicitou e para a qual ninguém vê qualquer utilidade, e confirmar, de forma mais clara e peremptória, que Marco Silva continuará a ser o timoneiro da equipa. Só assim é que o Presidente do Sporting conseguirá salvar a face neste desastroso processo de que é, em larga parte, responsável. A Marco Silva competirá prosseguir a senda de bons resultados para que, daqui a pouco tempo, mais ninguém se lembre desta triste novela e se volte a focar naquilo que mais importa: a equipa.


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E de repente, no meio da turbulência, ouvimos palavras de enorme sensatez. Que deitam água na fervura em vez de lançarem gasolina na fogueira. Palavras proferidas por Leonardo Jardim, que é também sportinguista do coração, numa boa entrevista conduzida por António Bernardino e hoje publicada no Record - fazendo uma enorme diferença em relação à mediocridade das peças jornalísticas dominantes.

 

O que diz o antecessor de Marco Silva, confrontado com a pergunta «Bruno de Carvalho é um presidente difícil de trabalhar»?

Vale a pena transcrever parte da longa resposta do nosso ex-treinador, actual responsável técnico do Mónaco:

«Tenho uma boa relação com ele. Trata-se de alguém que vive o Sporting com intensidade, foi necessário no processo de mudança do clube. É um facto que tem uma personalidade diferente da minha. Ele tinha as opiniões dele publicamente e em termos de futebol eu dava a estabilidade que eu entendia que o grupo necessitava. A sua forma de ser por vezes é difícil, realmente, se não estiver em consonância com aquilo que estamos a fazer, mas entre nós houve sempre respeito. Ao longo da época eu e Bruno de Carvalho tivemos algumas opiniões diferentes, mas as nossas decisões foram sempre em prol do êxito do Sporting. As opiniões entre um treinador e um presidente nem sempre convergem, pois um presidente defende o clube e o treinador o grupo, mas há que levar sempre em consideração a estrutura. A sua presença no banco? Quando estou no jogo nem sinto a presença do presidente ou de qualquer outro factor extra-jogo. A mim não me cria qualquer problema uma realidade dessas. Nunca senti que o presidente tentasse interferir no que quer que seja. Aliás, nem me lembro de conversar com as pessoas durante o jogo.»

E sobre a hipotética saída de Marco Silva?

«Os projectos devem ser sempre do clube e não dos treinadores. Contudo, também não acho nada positiva a alteração de um técnico que eventualmente poderia estar melhor na Liga, mas que nas outras provas está a fazer um bom trajecto. Não vejo motivo ou razão para existir uma ruptura, para despedir Marco Silva, mas estou só a falar em termos desportivos.»

 

(Os sublinhados a negro, naturalmente, são meus.)


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Após dez dias de absurda turbulência no Sporting, na sequência imediata da nossa vitória frente ao Nacional, apenas José Eduardo defende o despedimento de Marco Silva.

Valeu a pena tanto barulho?


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Domingo, 28 de Dezembro de 2014
Comichões, parte II
Edmundo Gonçalves

Há uma frase que me causa a mim próprio comichões e que é recorrente num sem número de posts e até de comentários por aí abaixo:

"o presidente, que até me surpreendeu pela positiva..."

E a comichão que me causa é precisamente esta: destes meus digníssimos confrades de blogue, poucos deles acreditavam no sucesso de Bruno de Carvalho. Ora, o homem colocou o Clube nos eixos, desportiva e financeiramente, convém não esquecer... Aliás, é reconhecido pela grande maioria dos autores.

Não deixa de levar no entanto a alfinetada de ter contratado uma camioneta de jogadores. Até parece que não sabemos todos que dinheiro é coisa que continua a ser escassa e comprar barato é uma obrigação e uma necessidade (ainda para mais fugindo aos fundos), logo corre-se o risco de comprar não tão bom, e que, fruto dum desinvestimento na prospecção nos últimos cinco, seis anos, as nossas equipas de juniores e B estavam muito abaixo do patamar a que habituaram sócios e adeptos.

Eu, como tantos, sou adepto do futebol de Marco Silva e defendo que está bem como treinador do Sporting. No entanto, é minha opinião desde sempre, não deve haver vacas sagradas no Clube! Esta opinião é transversal, sendo que há uns que têm mais legitimidade, porque eleitos, que outros, porque contratados, logo hierarquicamente dependentes dos outros. Obviamente que aos primeiros, os eleitos, impende uma maior responsabilidade, já que ali estão em representação dos sócios e até dos adeptos.

Ora, deixem-me lá coçar um bocadinho. Bruno de Carvalho até "surpreendeu pela positiva", o Clube vive uma situação que não vivia há largos anos, o homem terá cometido um erro (eu escrevi terá, porque não tenho informação que não a das cofinas e afins), no entanto parece ter "ouvido a nação" sportinguista e terá (mais uma vez no condicional) emendado a mão.

Aqui chegados,

1- Não batam mais no ceguinho!

2- Não alimentemos nós próprios a novela.

3- O homem já nos disse a todos quem é o treinador.

4- É-me indiferente o resultado com o Guimarães, isso não altera em nada a minha opinião em relação a Marco Silva.

 

Correndo o risco de levar "paulada" de muitos, não posso deixar de dizer que:

Cheira-me que há gente que diz que defende tanto o treinador como o presidente que está desejosa duma derrota na segunda feira. Custa-me é a perceber porquê! ou talvez não...


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Tenho apoiado sem reservas o actual presidente, como documentam diversos textos (este, por exemplo, publicado no És a Nossa Fé há pouco mais de um ano), e fui muito crítico da gestão anterior, que conduziu o Sporting à beira do abismo.
Apoiei também Marco Silva desde o primeiro minuto. Aliás se houve matéria em que Bruno de Carvalho conseguiu ser largamente consensual foi na contratação dos treinadores - primeiro Leonardo Jardim, agora Marco Silva.
Continuarei a apoiar um e outro - até que factos muito concretos possam dar-me motivos para pensar de outra forma.
Assim, penso não haver qualquer motivo para a dicotomia Bruno/Marco que agora começa a desenhar-se em certos meios: ou se está com o presidente ou se está com o treinador.
Não podia haver pior notícia para o Sporting do que esta dicotomia.
Considero, aliás, que o destino de um está ligado ao destino do outro. Ou seja, o fracasso de Marco Silva representaria também o fracasso de quem o contratou e o vinculou contratualmente ao Sporting durante quatro anos.
Não perceber isto é não perceber o essencial.


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Isto dito, procurando centrar a atenção na solução e não meramente no problema: assumindo que ainda há esperança, como ultrapassar a actual situação? Em nome da estabilidade, apelo ao bom senso de presidente e de treinador. Apelo à continuidade dos dois, no mínimo, até ao final da época. É preciso dar início a um manifesto público nesse sentido? É preciso um apelo dos notáveis, nomeadamente dos sócios com dezenas de anos de casa? O que podemos fazer para, em nome dos superiores interesses do Sporting, colocar urgentemente um ponto final nesta trapalhada sem que ninguém perca a face?


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Na sua entrevista de anteontem, Bruno de Carvalho dizia que esperava um bocadinho mais dos sportinguistas. Só se pode estar a referir a um cheque em branco, algo que manifestamente não se pede a ninguém. No resto, os sportinguistas não lhe têm dado motivos de queixa: a missão pavilhão tem sido um sucesso, o número de sócios tem vindo a aumentar significativamente, o número de espectadores nos jogos tem sido quase sempre acima dos 30 mil. Era razoável esperar mais do que isto?

Não creio. Na verdade, Bruno de Carvalho não se pode queixar dos sportinguistas que, a verdade seja dita, lhe têm dado todas as condições para levar o barco a bom porto.

Em sentido contrário, até agora, os sportinguistas também não se podiam queixar de Bruno de Carvalho. O saneamento financeiro tinha vindo a ser feito de forma eficaz, o Sporting readquiriu parte importante dos passes dos seus jogadores, e o clube teve sucesso no braço de ferro com a banca e os fundos. No plano desportivo, esta direcção conseguiu que o Sporting fosse directamente à Champions depois de, no ano passado, ter garantido um suado e esforçado segundo lugar na Liga. Na transição de uma época para a outra, o clube conseguiu manter os seus principais activos, a única excepção foi Rojo, devidamente compensada com o empréstimo de Nani. Sem muito dinheiro, ninguém pedia que se fizessem omeletas divinais sem os ovos adequados.

Nem tudo foram rosas, é certo, mas os sportinguistas -- precisamente em sinal de reconhecimento pelo trabalho e empenho de Bruno de Carvalho -- mantiveram-se unidos ao lado da direcção, todos a remar para o mesmo lado.

Subitamente, tudo se começou a desmoronar, por iniciativa e total responsabilidade de Bruno de Carvalho. O nosso presidente não percebeu que um dos seus activos -- talvez o mais importante -- era a estabilidade. Em nome da estabilidade, os sportinguistas refrearam o seu sentido crítico e, por exemplo, fecharam os olhos a contratações completamente fracassadas. Em nome da estabilidade e da unidade, os sportinguistas aceitaram e defenderam o estilo do presidente, mesmo quando não concordaram com ele e com algumas das suas intervenções.

Bruno de Carvalho decidiu romper unilateralmente o contrato não escrito celebrado entre as partes. Ainda estou para perceber se mediu mal o passo, ou se, pura e simplesmente, não tem a noção do buraco em que se meteu. Uma coisa é certa: a sua gestão desastrada desta última semana tem todos os ingredientes para marcar um ponto de viragem. No mínimo, uma vez rasgado o contrato não escrito, a relação de confiança ruirá como um castelo de cartas.

No meio desta trapalhada, os sportinguistas interrogam-se com inteira legitimidade: quem beneficia com isto, o Sporting ou terceiros?

Como disse o Luciano Amaral, se isto não é digno do clube mais estúpido do mundo então não sei o que seja...


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Aprender
Luciano Amaral

Normalmente, este género de triste episódio sportinguista era causado pela exigência de um grande número de adeptos para que o clube despedisse o treinador na sequência de "maus resultados" (nem que fossem apenas cinco pontos de atraso). Eram os lenços brancos, era a gritaria das claques...

 

Agora foi a própria direcção a agitar o lenço branco. E foram os adeptos (uma boa parte deles, pelo menos) a apelar à calma, à aposta de longo-prazo numa equipa técnica. Ao contrário do que se diz das instituições e das massas (que são aquelas que domesticam os instintos mais desbragados destas), agora foram os adeptos a domesticar a instituição. Ou seja, os adeptos aprenderam mais depressa do que a instituição (pelo menos a sua actual direcção). Sobretudo, aprenderam que a política do cemitério de teinadores (sim, porque no caso do Sporting se trata de uma verdadeira política, já que é a única grande constante através da história recente) é uma das raízes do mal do nosso clube.

 

A direcção que aprenda com os adeptos, que lhe ofereceram nos últimos dias uma lição exemplar. Que aprenda e procure remediar da melhor maneira possível um episódio que ninguém, a não ser ela própria, quis.


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Apesar do seu carisma eminentemente populista, factor a que o meu feitio mais reflexivo adere com dificuldade, desde que foi eleito sempre concedi o meu apoio ao presidente do Sporting Bruno de Carvalho, cujo mandato em algumas ocasiões e em muitos aspectos me veio a surpreender pela positiva. Quanto à novela com o treinador Marco Silva que ele provocou há dias, (ele conhecerá como poucos as "regras de funcionamento" do jornalismo desportivo que temos) o desastre comunicacional extravasa quanto a mim tudo o que seria possível imaginar. Se me parece legítimo que um presidente dum clube coloque publicamente pressão no seu treinador, o modo como o fez definitivamente não terá sido o melhor. Se é um facto que conseguiu colocar a marca Sporting no top of Mind durante a época natalícia - em que não há jogos - não se vislumbra qualquer ganho efectivo com isso, em face a um discurso que claramente descontrolado se descredibilizou. É um facto que Bruno de Carvalho é mestre numa retórica bombástica, que apesar de transparecer um perigoso improviso, muitas vezes teve o mérito de unir as hostes em volta do emblema. Ora acontece que este modelo contém muitos riscos, se não submetido a uma disciplinada gestão dos tempos de silêncio que bem administrados valorizam as intervenções do presidente. Dá ideia que Bruno de Carvalho não tem (ou não permite) que alguém o aconselhe friamente na gestão da sua imagem e discurso que, para gáudio dos nossos adversários, se tornou por estes dias apenas num confrangedor ruído. Além disso, deste modo o presidente do Sporting coloca a cabeça no cepo, pois a sua narrativa atrevida e continuamente ribombante só é sustentável com vitórias. Que paradoxalmente exigem serenidade no balneário e estabilidade para o projecto. 


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A Bola da vergonha
Duarte Fonseca

A agenda deste jornal é tão assumida que já não têm qualquer filtro intelectual no lançamento de notícias.

Esta parvoíce do Azenha é mesmo de baixo nível.

Sinceramente tenho pena de todas as pessoas que, directa ou indirectamente, tenham necessidade de se manter ligadas a projectos como o deste jornal.

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Jogar como um grande
Duarte Fonseca

Quem quer comparar o futebol que joga o Sporting de Marco Silva com o de Leonardo Jardim, tem que perceber que está a comparar uma equipa que joga como um grande com uma equipa que joga para o resultado.

 

Com todos os problemas e virtudes que as duas posturas têm e mesmo com um plantel que não assegura qualidade em posições chave, eu prefiro jogar como um grande e ter menos 6 pontos, porque estruturalmente é muito mais importante.


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