Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Fica a minha pontuação aos jogadores do Sporting que actuaram esta noite no jogo contra o Chelsea:

 

Rui Patrício (9). Salvou cinco possíveis golos com intervenções que confirmam o seu estatuto de melhor guarda-redes português. Sem se atemorizar perante estrelas do calibre de Diego Costa, Óscar e Schürrle. Mereceu o cumprimento que Mourinho lhe dirigiu no fim do jogo.

Cédric (7). Muito combativo, do princípio ao fim. Nunca se rende num confronto individual. Voltou a revelar estas características na partida de hoje, apesar de ter pela frente Hazard, um dos astros da milionária equipa inglesa.

Maurício (7). Hoje funcionou como muralha, lutando até ao limite das suas forças e da sua capacidade técnica. Muito boa a cobertura que fez, por exemplo, numa perigosa arrancada de Diego Costa aos 52'. Saiu de campo pouco depois, num embate com o mesmo jogador, sangrando abundantemente mas sob calorosos e merecidos aplausos.

Sarr (5). Foi o elo mais fraco da defesa. Percebe-se que está inferiorizado, sobretudo em termos psicológicos. Cada vez que tem de fazer um passe lateral provoca calafrios nas bancadas. Mas cumpriu no essencial: cauteloso, sem se desconcentrar.

Jonathan  Silva (6). Saiu dos pés dele o primeiro remate bem enquadrado com a baliza de Courtois, logo aos 7'. O argentino está moralizado e parece ter agarrado a titularidade, remetendo Jefferson para o banco. Deu no entanto demasiada liberdade a Matic no lance do golo do Chelsea.

William Carvalho (4). Intermitente. Teve uma primeira parte muito fraca, em que foi batido sucessivas vezes por excesso de lentidão e revelou uma precisão de passe inferior àquilo a que nos habituou. Melhorou na segunda parte embora longe dos níveis revelados na época passada.

Adrien (7). Um poço de energia. Muito eficaz na zona central do terreno, onde exibiu os dotes técnicos que só Paulo Bento parece não ter enxergado. Recuperou bolas, indo à dobra de William. Fez um soberbo passe em velocidade que isolou Carrillo aos 28'. Só precisa de afinar a pontaria quando está enquadrado com a baliza.

João Mário (8). Novamente em grande nível. Já ninguém discute a sua titularidade como médio ofensivo neste Sporting 2014/15. Tem capacidade física e destreza técnica. Combina muito bem com Carrilo e Nani. E nunca descura o processo defensivo. Foi um dos pilares da equipa neste jogo.

Carrillo (7). Voltou a ter uma exibição muito positiva, embora as características tácticas deste desafio não ajudassem a potenciar o seu talento. A sólida linha defensiva inglesa forçou-o a procurar jogo em sectores mais recuados. Mas nunca baixou os braços. Fortíssimo nos lances individuais. E com Marco Silva passou a defender também com eficácia: mérito indiscutível do treinador.

Nani (7). Um desequilibrador nato. E, de longe, o nosso jogador com mais experiência na Champions, que aliás venceu em 2008 ao serviço do Manchester United. Voltou a ser o patrão do nosso ataque, infiltrando-se entre os adversários à procura de linhas de passe. Fez um remate de meia-distância aos 47' que passou ligeiramente ao lado da baliza e rematou às malhas laterais ao 55'. Fez a cabeça em água a Filipe Luís, que aliás o derrubou à margem das leis: o árbitro nada assinalou. Pecou apenas por algum excesso de individualismo.

Slimani (6). Fixa os centrais adversários, sempre atentos às suas movimentações contínuas. Mas hoje esteve uns furos abaixo daquilo que já exibiu noutros encontros: um remate frouxo de cabeça aos 19', defendido por Courtois, foi o maior perigo que levou às redes do Chelsea.

Paulo Oliveira (6). Entrou aos 63', substituindo um lesionado Maurício, e cumpriu com zelo a missão que lhe estava atribuída. Muito concentrado, sem nunca complicar. Fez um excelente corte aos 86', ganhando o duelo a Diego Costa.

Capel (4). Substituiu Carrillo aos 80', não chegando a ter tempo para se evidenciar.

Montero (5). Continua divorciado dos golos. A verdade, porém, é que tem jogado cada vez menos. Hoje entrou só aos 80', quando Marco Silva decidiu alargar a frente de ataque fazendo sair Adrien e mantendo Slimani em campo. O colombiano teve ainda tempo para um bom cabeceamento, aos 89'. A bola, no entanto, teima em fugir-lhe do sítio certo.


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Rescaldo do jogo de hoje
Edmundo Gonçalves

Não justifica, pois não, mas o treinador "amigo" do José da Xã, hoje foi levado ao colo!*

 

(sim, eu sei que eles tiveram cinco oportunidades de golo, mas o Patrício é jogador do Sporting e está lá para isso e por alguma coisa não saiu no defeso).

 

 

*Desculpa a "ferroada", meu amigo...


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No final de um jogo em que o Sporting defrontou uma equipa muito mais experiente (o capitão John Terry, por exemplo, cumpriu esta noite a sua centésima partida na Champions), o treinador adversário, José Mourinho, atravessou o relvado para cumprimentar Rui Patrício. Percebe-se o gesto: o guardião fez uma partida excelente, creditando-se hoje como o melhor jogador em campo. O Sporting perdeu tangencialmente contra o Chelsea neste regresso à Liga dos Campeões em Alvalade seis anos depois, mas nunca virou a cara à luta - começando pela grande exibição do nosso guarda-redes, que salvou cinco golos quase feitos: aos 2' (Diego Costa), 15' (Schürrle), 54' (Óscar), 83' (Diego Costa) e 90' 2 (Salah).

Mas não foi o único a revelar grande atitude em campo e um notável combativismo contra a equipa inglesa, que fez alinhar dois campeões do mundo (Fábregas e Schürrle) e dois semifinalistas do Mundial-2014 (Óscar e Willian). Destaco, entre outros, Nani, Carrillo, Adrien e João Mário. E destaco também o facto de termos seis jogadores da nossa formação no onze titular, onde não faltam estreantes na Champions.

Perante 40.734 espectadores, o Sporting deu quase sempre boa réplica à equipa de Mourinho - sobretudo na segunda parte, em que equilibrou a posse de bola e exerceu pressão contínua no meio-campo adversário. Como já tinha feito há dias contra o FC Porto. Nani (duas vezes), Slimani e Montero remataram sem complexos de inferioridade frente à milionária turma londrina.

Esta atitude combativa começou, aliás, no treinador: Marco Silva terminou a partida com dois pontas-de-lança em jogo. Ambicionava o empate, pelo menos.

A saída de Maurício em maca, aos 63 minutos, ensanguentado após um violento embate com Diego Costa, sob uma chuva de aplausos dos adeptos que por sua vez também mereceram as suas palmas doloridas, foi um quadro emblemático e exemplar. Um símbolo vivo de Leões que se entregam ao combate e não se rendem. Podem até perder, mas deixam a pele em campo.


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Na altura também ninguém acreditava...



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A formação...
Jose Manuel Barroso

Um resultado não faz a história, nem um jogo traduz, em absoluto, uma equipa e um trabalho de formação. O que me interessa, neste jogo de juniores (Sporting 0 - Chelsea 5, na primeira parte ainda!), não é tanto os golos sofridos, acontece, mas a diferença impressionante de intensidade e de maturidade do futebol dos dois conjuntos (como frisou o José Lima). A revelar,  uma vez mais, quanto o nosso 'scouting' e a nossa formação estão - há um par de anos - a perder terreno e, cada vez mais, também, a viver das luzes do passado. Os resultados internos, de resto, vão-no mostrando. Conheço um português, sportinguista de gema, que trabalha há alguns anos no futebol alemão e tem tentado, desesperadamente, sem contrapartidas que não as do seu amor ao nosso clube, guiar quem estiver interessado em relação aos métodos, ideias e exemplos do futebol da revolução alemã. Guiar mesmo e apenas, conversa inicial, predisposição para visitas aos centros de formação, clubes e métodos e ideias e etc. Em vão, ao que me dizem. Qualquer dia vai lá o benfas, sorrateiramente, ou outro assim, e lá corremos nós atrás do prejuízo (como já estamos, de resto). Sermos «os maiores», num tempo, não significa sermo-lo sempre. A nossa formação continua a ser de qualidade, mas já não é o que era, vai perdendo gás. Daí a importância de estarmos atentos ao que de melhor fazem outros futebóis!


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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014
Já imagino "as cobras e lagartos" que por aí hão-de vir. Nada que me tire o sono!

Li hoje no Record a primeira de duas partes da entrevista de José Mourinho, em véspras da visita do Chelsea a Alvalade, para a Champios League. E percebi um JM muito diferente daquilo que foi, vai para uns anos.

Falou do Sporting sempre com elevação e respeito, o que é sempre de louvar. Até porque não o tinha que fazer. Não me esqueço dos acontecimentos em Alvalade quando o setubalense esteve para ingressar no Sporting. Ainda assim, o actual treinador do Chelsea, respondeu às questões formuladas pelos jornalistas sem quaisquer receios deixando sempre a ideia de que o Sporting algures na sua vida também o havia influenciado.

Falou da actual equipa leonina, do treinador, do Presidente Bruno de Carvalho demonstrando conhecimento, desportivo e financeiro, da realidade sportinguista.

Chega ao ponto de dizer que não se importava de não ganhar em Alvalade desde que tivesse a certeza que seguia para os oitavos-de-final. Fala também de Nani e William Carvalho de forma muito elogiosa.

Tenho a certeza que o José Mourinho, que em tempos rasgou a camisola a Rui Jorge, não é mais o mesmo!


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Grande Carrillo
Pedro Correia

 

Uma jogada para ver e rever. Iam decorridos 39 minutos do Sporting-Porto.

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Não deixo de me espantar com a profusão de comentadores de futebol que alastram como cogumelos nas pantalhas cá do burgo. Muitos deles aterram num ecrã televisivo sem fazer a menor declaração de interesses: só a partir daquilo que debitam começamos a reconstituir as peças desses puzzles.

Pensei nisto ao ouvir, sábado à noite, alguém chamado Diogo Matos pronunciar-se de cátedra sobre o Sporting-Porto da véspera como se a nossa equipa tivesse sofrido uma goleada.

Disse coisas como estas:

«Parece-me óbvia a falta de confiança que os jogadores [do Sporting] que devem fazer a primeira fase de construção de jogo têm na saída da bola.»

«O Sporting teve umas 19 saídas de bola à toa. Quinze foram pontapés para a frente.»

«O Sporting tem este problema [defesa]. E não sei se o vai resolver pois isto tem a ver com a qualidade da matéria-prima, não só com trabalho.»

«Nos últimos três/quatro anos o Sporting contratou mais de 50 jogadores mas os que lá estão a fazer a diferença são sempre os mesmos.»

 

Não garanto ter reproduzido tudo com extremo rigor pois o "especialista" em causa tem um notório defeito de dicção que o leva a comer metade das sílabas.

Mas quem quiser pode escutá-lo aqui (via A Tasca do Cherba):

 

 

Valeu, para contrastar, a intervenção isenta, serena e firme de David Borges - ele sim, um grande senhor do comentário futebolístico português. Que desmantelou, com paciência mas sem rodeios, a lógica do colega de painel que queria crucificar Sarr pelo autogolo.

«Todos nós estamos fartos de ver autogolos», disse David Borges. Pondo fim à questão.

 

E disse ainda mais isto:

«Estou em boa parte em desacordo com as opiniões aqui emitidas em relação à equipa do Sporting. É uma visão muito severa sobre um Sporting que acabou de realizar uma partida limpa, com uma excelente primeira parte, uma segunda parte não tão excelente mas condicionada pela própria reacção do FCP. Como disse o treinador do Sporting, o adversário conta e conta muito. O adversário do Sporting foi o FCP e depois duma primeira parte tão intensa e de tão alta qualidade em determinados momentos o Sporting teria sempre de se ressentir... Mas a primeira parte do Sporting foi claramente superior à segunda parte do FCP.» 

«A equipa do Sporting merece mais elogios do que críticas.»

 

Lembrei-me, enfim: este Diogo Matos, agora promovido a comentador do canal televisivo que trata o Sporting com maior desprezo, jogou um ano na equipa principal do nosso clube. No tempo de Godinho Lopes surgiu como responsável máximo da Academia, onde antes já desempenhava funções de director comercial. E nessa condição participou activamente na campanha eleitoral do ano passado no Sporting, integrando a lista opositora a Bruno de Carvalho, tendo mesmo sido apresentado como braço direito do candidato derrotado, José Couceiro, para a área da formação no futebol.

Quando o actual presidente tomou posse, e dada a necessidade imperiosa de reduzir drasticamente as despesas do clube por imposição do acordo firmado com a banca, Matos figurou na lista dos dispensados.

 

Ser opositor a Bruno de Carvalho é quanto basta para conseguir agora assento na SIC Notícias e comentar o nosso empate com o FC Porto como se tivéssemos saído derrotados deste clássico.

Espero que alguém ao menos ensine o novo recruta de Carnaxide a falar em televisão. Ou que o passem com legendas. Caso contrário será sempre mais fácil perceber o que o faz falar contra o Sporting do que entender muito do que ele diz.


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Domingo, 28 de Setembro de 2014

 

Quando o dragão vira draguinho, logo as hostes portistas começam a chorar copiosamente, imitando o pato Calimero. Não tardámos a escutá-las este fim de semana, capitaneadas pelo treinador basco e pelo próprio presidente do clube. Sinal de que o pânico começa a apossar-se da agremiação azul.

Depois de terem sofrido em Alvalade o terceiro empate consecutivo (após o Porto-Boavista e o Guimarães-Porto) engrossaram o caudal da lamúria apontando o dedo a Olegário Benquerença. Como se pudessem ter razão de queixa contra este árbitro, que os deixou ir tomar duche com apenas um cartão amarelo.

 

Ora rebobinemos o filme de oito lances deste jogo para se perceber melhor como os calimeros azulinhos não têm razão para lamúrias:

2' - No lance do nosso golo começa por haver uma grande penalidade clara, cometida por Danilo. Como não existe lei da vantagem nestes lances, o árbitro deveria ter marcado penálti e mandado o portista para a rua.

10' - Jackson atira-se, por trás, às pernas de William Carvalho, ameaçando a integridade física do nosso médio defensivo, que progredia no meio-campo. Não recebeu cartão amarelo, como merecia.

19' - O lance mais violento da partida: Nani é ceifado por Quaresma, que pretenderia enviá-lo para a unidade de cuidados intensivos do Santa Maria. Benquerença, amiguinho, mostra-lhe apenas o cartão amarelo.

34' - Martins Indi joga a bola com a mão quando Slimani conduzia uma jogada de ataque no meio-campo do FCP. Sem qualquer admoestação do árbitro da partida.

69' - Indi derruba Slimani, empurrando-o dentro da grande área portista. Benquerença decide... mostrar o cartão amarelo a Nani por protestar na sequência deste lance.

82' - Falta evidente sobre William Carvalho que o árbitro deixou por marcar no lance que culminou no remate de Herrera que Rui Patrício defendeu com brilho, bem ao seu estilo.

83' - Martins Indi - sempre ele - levanta os pitons a Rui Patrício, na nossa pequena área. As leis do jogo determinam que lances como este recebam sanção disciplinar. Mas o cartão amarelo voltou a ficar no bolso do árbitro.

90'+2 - Tello arranca para a baliza leonina, quase no fim do encontro, em posição claramente irregular. O árbitro, no entanto, deixa este fora-de-jogo por assinalar.

 

E agora podem prosseguir com a lamúria nos jornais, nos painéis da TV e no Porto Canal. Percebo-vos bem: são lágrimas de saudade. Do tempo em que eram levados ao colo pelos árbitros - jogo após jogo, campeonato após campeonato.

Antes de o País inteiro ter escutado o que escutou. 

  Texto actualizado


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Ainda não foi esta semana que a pontaria andou afinada cá por estas bandas. Autores e comentadores do És a Nossa Fé remataram bastante mas acertaram ao lado nos prognósticos para o Sporting-Porto. Estou convicto de que para a semana isto andará melhor.


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Sábado, 27 de Setembro de 2014

Jesus continua a passear a sua genialidade pelos relvados portugueses, como hoje se comprovou. Numa situação difícil, puxou da sua principal arma táctica: jogar contra 10. Correu tão bem que nem sequer foi preciso o plano B: o penálti inventado.

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O futebol é um jogo em que o Benfica acaba o jogo contra dez e dá a volta ao resultado depois de um adversário ser expulso.

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Puxando a brasa à sua dama, em dia de Sporting-Porto, O Jogo procurava ontem induzir nos leitores a ideia de que o clube formador por excelência em Portugal não é o nosso mas o deles. Por sinal com um título nada feliz: "Duelo de academias a cair para o Olival".

Deve estar, de facto, "a cair". Caso contrário os portistas não teriam terminado a partida de ontem sem um só jogador português em campo enquanto o Sporting tinha seis, todos oriundos da nossa formação: Rui Patrício, Cédric, William, João Mário, Nani e Carlos Mané.

No clássico de ontem jogou ainda Adrien, outro talento que resultou da nossa formação. Nas hostes portistas, antes das substituições, alinharam Ruben Neves (único da estufa do Olival) e Quaresma, também formado... em Alcochete.

Oito de uma escola, só um de outra. Talvez dê notícia numa das próximas edições d' O Jogo.

 

Leitura complementar: A gargalhada do dia: mito abalado, n' O Artista do Dia.


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Mundos e fundos
Tiago Cabral

Se de facto esta proibição avançar, vai ser um deleite ver as artimanhas financeiras e contabilísticas que vão surgir na recompra de passes aos fundos.

Mas o melhor vai ser mesmo descobrir que, por mera coincidência, alguns dos donos dos fundos serem ao mesmo tempo dirigentes de clubes, "empresários" que são ao mesmo tempo representantes de jogadores propriedade desses fundos, accionistas de algumas sad´s, donos escondidos de outras. Às tantas nem eles sabem com toda a certeza, tal o imbróglio de empresas em off shores e cadeias de controle accionista, quais os fundos que lhes pertencem e que jogadores de facto controlam.

Mas acredito que no próximo programa desportivo da Sic-not o assunto será abordado. Seremos  esclarecidos pelo "manel, não te enerves" ou pelo "ouça"e ficaremos a saber que no fundo, o mundo dos fundos é afinal o éden feito à medida das necessidades do transparente mundo da bola. E quem estragou tudo foi o Bruno. Esse puto, acabado de chegar ao mundo da bola, anda com a mania que é mais esperto que os outros, aqueles que fazem pela vidinha neste mundo há décadas. O puto, armado ao pingarelho, pelintra, merece é uns bons tabefes, manel não te enerves, a ver se amocha e dobra a espinha. Isso é que era, ouça, tudo de espinha dobrada e chapéu na mão. Sonhar não custa, para alguns nem os fundos custam.


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Notícias
Pedro Correia

Uma óptima notícia para o Sporting:

Comissão Arbitral dá-nos razão na venda de Moutinho

 

Uma excelente notícia para o futebol:

FIFA vai proibir passes partilhados entre fundos e clubes


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Foi pena
Luciano Amaral

Eu resumiria o jogo assim: foi pena não ter despachado a coisa na 1ª parte. Depois, foi preciso começar a pensar no Chelsea.


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A SIC Notícias acaba de apresentar o resumo mais enviesado de um jogo de futebol que me recordo de ver na TV portuguesa.

Da 1ª parte destacam o golo, o amarelo a Slimani, uma espécie de remate do Porto aos 24 minutos e uma jogada ilegal onde Jackson mete a bola dentro da baliza. Ponto.

Da 2ª parte, o golo do Porto, a defesa da noite de Patrício, uma jogada na área do Sporting onde o jogador do Porto faz um remate de calcanhar e manda a bola contra o corpo de um do Sporting à queima roupa e ainda um remate do Porto a terminar o jogo.

Resumo: ataques do Sporting, um, o do golo (era capaz de ser estranho não darem imagens do golo, né?) e tudo o resto destaques para o Porto ou para o Sporting pela negativa (mostraram um dos vários amarelos...) ou à rasca.  

E mais nada, nem a bola mandada à trave e a recarga perigosa de Capel/William na 2ª parte, nem as melhores jogadas do desafio do Sporting na 1ª parte (uma dela absolutamente incrível com Carrilho a limpar 4 adversários e centrar com muito perigo),  nem as outras duas jogadas de golo feito que o Sporting conseguiu na 1ª parte, nem as boas defesas de Fabiano, nada. E assim se faz história e se regista a qualidade da SIC Notícias.  

Felizmente, em 2014 não temos só órgãos de comunicação social para estarmos informados, não é?

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Chegado a casa, passo vagamente pelo programa Trio d'Ataque e ouço o comentador portista Miguel Guedes com o seu número habitual, que passo a citar (citando ao mesmo tempo o cronista Miguel Sousa Tavares daqui a uns dias):


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No carro, a regressar do estádio, ouço o treinador do Porto na rádio a repetir o seu número favorito, que passo a citar:


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Marco, continua!

Estás quase lá.

E eu estou a começar a gostar!

Estiveste tacticamente muito bem, hoje.

Fizeste quase o pleno, nas substituições (aquela do Capel ao ferro era a cereja).

 

Mourinho, põe-te a pau, o 'gande' Sporting está a aparecer!


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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

 

Gostei

 

Que o FC Porto voltasse a tropeçar em Alvalade. Há seis anos que a turma azul e branca não consegue vir a Lisboa vencer o Sporting.

 

Da exibição do Sporting. Raça, atitude, consistência, verdadeiro espírito de equipa. Uma primeira parte de domínio total da nossa equipa, que vulgarizou o FC Porto: oito remates, contra apenas dois da equipa visitante. Uma segunda parte mais disputada, com períodos de domínio portista. Um verdadeiro clássico, esta noite.

 

Da organização da equipa. Onde estão aqueles que há poucas semanas diziam aos quatro ventos que o Sporting era Nani+10? Já ninguém tem este discurso. É nestes pormenores que se detecta a qualidade do treinador: Marco Silva soube integrar Nani no colectivo, onde é uma evidente mais-valia mas sem roubar protagonismo aos companheiros.

 

Do nosso meio-campo. Foi um prazer vê-lo actuar em grande parte do encontro, sobretudo na primeira metade, em que susteve quase todos os lances de carácter ofensivo do FCP. William Carvalho (recuperador de jogo), Adrien (construtor de jogo) e João Mário (distribuidor de jogo) trocaram os olhos e as pernas aos portistas. Exercendo pressão alta sobre os adversários e ganhando quase sempre as segundas bolas.

 

Do golo. Logo aos dois minutos, um disparo de Jonathan Silva fez levantar em euforia as bancadas de Alvalade coroando uma magnífica jogada iniciada num slalom de Nani e prosseguida por Carrillo até culminar nos pés do argentino.

 

De Carrillo. Provavelmente o melhor jogador em campo. Fez a assistência para o golo, logo aos 2'. E teve uma jogada de sonho aos 39', em que dribla sucessivamente quatro adversários e consegue manter a bola dominada, centrando-a num passe milimétrico a que Nani não deu a melhor sequência. Já antes, aos 15', havia isolado João Mário num lance que também podia ter originado o nosso segundo golo. Carrilo - um desequilibrador nato, no confronto um para um - merecia-o sem qualquer dúvida.

 

De Nani. Tem categoria de estrela. Mas é também um dos maiores obreiros da equipa, como hoje se viu: infatigável na busca de linhas de passe, pondo sempre a defesa adversária em sentido, integrando-se em missões defensivas. Terminou o jogo quase esgotado, como vários dos seus colegas, tanta foi a entrega à camisola verde e branca.

 

De Jonathan. Tinha missões difíceis: enfrentar alternadamente Quaresma e Brahimi. Foi bem sucedido na maior parte das vezes e ainda se estreou a marcar apenas ao segundo jogo como titular do Sporting. Merece nota positiva, aliás como quase todos os seus colegas.

 

De Rui Patrício. Uma exibição impecável. Fez três grandes defesas - uma das quais, com Jackson isolado à sua frente, evitando um golo que parecia inevitável. Foi traído no lance que originou o autogolo de Sarr: nada podia fazer. Está em grande forma, o que constitui um bom auspício para o jogo de terça-feira contra o Chelsea para a Liga dos Campeões.

 

De Cédric. Absolutamente infatigável. Percorreu vezes sem conta o corredor direito, em grande ritmo, com uma capacidade de luta notável, sem nunca baixar os braços ou dar um lance por perdido. Um verdadeiro Leão.

 

Daquele petardo ao ferro de Capel aos 78' que quase deu golo. A barra da baliza do Porto até tremeu com este disparo, que merecia melhor desfecho.

 

Da atmosfera nas bancadas. Éramos 37.999 espectadores no estádio. Alvalade voltou a ser um palco privilegiado para a grande festa do futebol.

 

 

Não gostei

 

Deste FCP, a equipa milionária do campeonato 2014/15. Sem organização de jogo, sem um colectivo eficaz, quase sem conseguir fazer sair uma bola em condições do seu meio-campo durante toda a primeira parte da partida. Apesar da atitude histriónica de Lopetegui, que não parou de esbracejar um momento durante  o jogo. Ou por causa disso mesmo.

 

Do autogolo de Sarr. O jovem central francês anda em maré de pouca sorte. Só assim o FCP conseguiu marcar, já na segunda parte.

 

De ver Montero no lugar de Slimani. O argelino não marcou mas fez uma grande partida, com boas desmarcações e notória capacidade de luta: com ele em campo a defesa portista nunca pôde relaxar. O colombiano, que o substituiu aos 78', foi presa muito mais fácil, revelando-se inofensivo. Uma sombra do que era há um ano. E vai em quase dez meses sem marcar golos.

 

De ver Carlos Mané no lugar de Adrien. Entrou em campo algo desplicente, rendendo o colega aos 78', e acusando uma estranha lentidão. Se fosse mais dinâmico teria dado a melhor sequência a um passe que talvez proporcionasse a vitória ao Sporting no último lance da partida.

 

Que já tenhamos perdido oito pontos neste campeonato. A melhor notícia é que ainda não perdemos jogo algum.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade


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Acontece aos melhores...
Edmundo Gonçalves

Convém não esquecer que Ivkovic defendeu um penalti, marcado pelo talvez maior génio de futebol de todos os tempos, Diego Maradona.

 

E todos sabemos do que é que estou a falar!


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Leão à sexta
Pedro Oliveira

Parece-me ou parece a mim que hoje tivemos Leão.

Um Leão sério e a sério.

Não durou noventa minutos mas esteve lá.

Melhor, esteve cá, na nossa casa.

"És a nossa fé" gritava-nos a "tarja" antes de começar o jogo.

São a nossa fé... e o Chelsea que pague as favas, pois o Leão tem fome.


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Leoas às sextas
Pedro Correia

  

Patrícia Marques

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Continuo a ouvir alguns sportinguistas barafustar contra a hipotética "desmotivação" dos jovens que jogam no Sporting B causada pela suposta "falta de perspectivas" de acabarem por alinhar na equipa principal.

Tudo isto, registe-se, quando o onze titular do Sporting inclui, pela segunda época consecutiva, seis jogadores oriundos da formação. Nada comparável ao que sucede nos nossos mais destacados adversários, incluindo aquele que nos visitará daqui a umas horas.

Há pessoas que, não tendo nada mais para contestar, dizem não importa o quê em tom de crítica. Mesmo que os factos se encarreguem de as desmentir em toda a linha.


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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

«Na selecção, se os resultados o permitirem e Fernando Santos se afirmar, só posso desejar que ao longo da qualificação tenha capacidade para lançar vários jogadores e consiga encontrar um modelo de jogo atractivo, tirando partido dos jogadores em melhor forma em cada momento. Se for para manter o modelo grego, onde jogava fechado, fechadinho, com uma mão cheia de carregadores de piano que esperavam marcar nas duas oportunidades criadas por jogo, e passar a eliminatória nos penáltis, até prefiro o Peseiro.»

João Soares, neste texto do José da Xã


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Obrigado, Adrien
Pedro Correia

 

É tempo de lembrar aqui o minuto 10 do jogo Gil Vicente-Sporting. Foi nesse momento que Adrien Silva, a passe de Slimani, disparou de fora da grande área um fortíssimo pontapé que abriu a goleada leonina nessa partida mas foi muito mais importante que isso: pôs fim ao desencontro entre remates e golos que vinha afectando a nossa equipa.

Sustentei aqui, durante a semana, que este era o problema principal a resolver enquanto vários leitores insistiam nas caixas de comentários na urgência de alterar e reforçar a linha defensiva. Aquele golo de Adrien que abriu caminho à nossa mais expressiva vitória até à data neste campeonato demonstrou o contrário: atravessávamos uma crise de golos que foi enfim ultrapassada.

Este era o problema essencial. Daí a importância do que sucedeu naquele minuto 10, que funcionou como um saca-rolhas. Havemos de nos lembrar dele com frequência lá mais para diante. Por ter sido um momento-chave para o Sporting neste campeonato.

Obrigado, Adrien.

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Percebi bem? Ilído Vale é o novo seleccionador nacional, devidamente treinado a partir da bancada por Fernando Santos? Boa sorte.


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Gosto de ouvir isto
Pedro Correia

Fernando Santos ao ser apresentado como seleccionador nacional: «Ganhar, ganhar, ganhar e o resto é conversa.»


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Nada me move contra o Engenheiro Fernando Santos. E gostei do tempo que ele passou no Sporting. Só que não me parece ser a pessoa certa para aquele lugar.

 

Com a entrada do ex-seleccionador da Grécia vai ser mais do mesmo, isto é, não vamos observar enormes modificações no que respeita a jogadores selecionáveis. Torna-se deveras difícil a alguém alterar o actual “status quo” da FPF.

 

Como já referi em anteriores textos, este organismo vive demasiado refém de gente a quem não interessa o futebol como desporto apenas como (bom) negócio.

 

Depois… depois há os clubes, as competições, os dirigentes, que podem não só limitar fisicamente os jogadores mas inibi-los psicologicamente de fazerem as exibições de que são capazes.

 

Será com tudo isto que Fernando Santos terá de lidar. E das duas uma: ou impõe a sua vontade criando por isso enormes inimizades, com consequências ainda imprevisíveis ou acata o que lhe forem propondo, originando que Portugal comece já a pensar na fase de apuramento para o próximo Mundial.

 

Prefiro estar muito enganado. E se assim for regressarei aqui para assumir o meu erro! Até lá deixem-me ser céptico, descrente e desconfiado... pelo menos até ao próximo jogo da selecção!

 

 

Também aqui


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Vem aí um clássico: sexta-feira, às 20.30, com arbitragem de Olegário Benquerença (será prémio ou castigo?). Vamos lá então saber os vossos palpites para o Sporting-FC Porto.


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Alguns andaram perto. Mas ninguém por cá foi capaz de antecipar a goleada do Sporting em casa do Gil Vicente. Aposto que os prognósticos serão mais certeiros para o clássico de sexta-feira.


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«Teria o maior prazer em ver o Manuel Fernandes como comentador na nossa Sporting TV, que é o lugar onde ele deve estar em vez de estar em outro canal. A Sporting TV é a casa do Manuel Fernandes e a de todos os sportinguistas.»

Jorge Ferreira, neste texto do Edmundo Gonçalves


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Duplo critério
Pedro Correia

             

 

Reparem no tratamento editorial destas duas primeiras páginas.

 

Na primeira, a 17 de Setembro, noticia-se uma derrota do Benfica para a Liga dos Campeões, mas o tom é triunfal: a manchete, impressa em letras garrafais (acrescidas de ponto de exclamação), resume-se à palavra "incrível" ilustrada com o treinador Jorge Jesus a bater palmas. Tudo aqui sugere a vitória encarnada contra o Zenit. "Luz aplaudiu de pé o esforço das águias", reza a frase que antecede o título principal, logo seguida de outra, com citação de Jesus embevecido com "manifestação dos adeptos".

O Benfica perdeu 0-2 em casa. Mas ninguém diria.

 

Na segunda, a 18 de Setembro, noticia-se um empate do Sporting fora de casa, também para a Liga dos Campeões, mas o tom é fúnebre: a manchete, impressa em letras garrafais, grita ao leitor: "Dupla traição". Vemos três jogadores leoninos em atitude de desânimo. Tudo aqui sugere a derrota do nosso clube contra o Maribor. "Erro inacreditável dos centrais tira vitória ao leão", proclama a frase que acompanha o título principal.

O Sporting empatou 1-1 fora de casa. Mas ninguém diria.

 

Estas duas edições surgiram nas bancas com um intervalo de 24 horas. São de um jornal que muitos agora dizem "conotado com o Sporting". Não é verdade, como aqui se comprova. Se há coisa que nós, sportinguistas, não precisamos é desta imprensa "amiga". Bastar-nos-ia uma imprensa com critério editorial uniforme. Como nos bastaria uma arbitragem com critério técnico e disciplinar uniforme, que não beneficiasse nem prejudicasse ninguém.

São talvez aspirações utópicas. Por mim, não me cansarei de continuar a lutar por elas.


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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014
Leitura recomendada
Pedro Correia

O trio maravilha e as coisas nos devidos lugares. De Cherba, n' A Tasca do Cherba.

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Para alguns sportinguistas, melhor treinador é sempre quem não está e melhor jogador é sempre quem já foi. Tenho pensado nisto a propósto de alguns nostálgicos de Dier e Rojo andarem por estes dias a suspirar por eles, reivindicando-os para o eixo da nossa defesa. Esquecidos já porventura do Sporting-Benfica, no campeonato 2012/13, quando o Benfica veio humilhar-nos a Alvalade num jogo em que o argentino fez autogolo (e Boulahrouz, seu colega na defesa, foi expulso). Esquecidos já porventura do Benfica-Sporting, no campeonato 2013/14, em que Eric Dier falhou por completo a aposta que nele fez Leonardo Jardim, por ausência de William Carvalho.

Tudo isto a propósito de quê?

Do Tottenham-Liverpool de há três semanas, em que Dier provocou uma grande penalidade, logo convertida por Gerrard, no segundo golo da copiosa derrota em casa (0-3) contra os reds (Tottenham que voltou este fim de semana a perder em casa, desta vez contra o West Bromwich, o que não sucedia desde 1984).

Do Leicester-Manchester United desta jornada, em que Rojo fez uma péssima exibição, falhando marcações e oferecendo um dos cinco golos sofridos pela sua equipa, que continua a somar desaires.

Conclusão?

A de sempre: é preciso ter calma.


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Eu gosto deste Manuel Fernandes, que não sendo muito mais velho que eu, foi um ídolo e deu-me imensas alegrias; um exemplo da raça leonina:

 

 

Eu não gosto deste Manuel Fernandes que, apesar de ser pouco mais velho que eu, deveria ter muito mais cuidado do que eu quando fala no Sporting Clube de Portugal, a sua casa durante 17 anos, porque como ídolo que foi, como grande capitão, tem que ter a noção que tudo o que diz chega ao balneário e pode causar mossa.

E sobretudo não pode esquecer-se que, mesmo não representando oficialmente o Sporting, está num programa de televisão por que é do Sporting, logo tem a obrigação moral de o defender. Ele que olhe para os colegas de programa, talvez aprenda alguma coisa, ainda vai a tempo:

 

No entanto, e para reposição da verdade, convém esclarecer que:

1 - Manuel Fernandes auferia no Sporting a módica quantia de 10 000,00€ (dez mil euros, dois mil contos na moeda antiga) "neto", como disse (líquido, depois de retirados impostos, para se entender bem). Um vencimento acima do auferido pelo Presidente da República;

2 - Bruno de Carvalho disse mais ou menos isto: "Dizer que o Maribor é o mais fraco da champions é mais ou menos que dizer que o Manuel Fernandes foi o pior funcionário do clube. É uma imbecilidade".

 

Eu percebo que tal como eu, Manuel Fernandes precise de ganhar o seu sustento; já que o ganha porque foi e é um ídolo do Sporting, ficava-lhe bem, não como agradecimento, mas como sportinguista, que não se deixasse manipular pelos colegas e pela produção do programa (de forma propositada ou ingénua, ainda estou para saber) e fizesse por defender os superiores interesses do Clube, que até conhece muito bem, por dentro.

Mas o que faz, sistematicamente? Apouca a direcção, a equipa e o Clube.

Terá o presidente que responder a isto? Ou seja, segundo alguns, terá o presidente que "descer" ao nível de Manuel Fernandes?

Pois eu penso que sim! Manuel Fernandes não é propriamente o ROC...

É rever os programas onde participou Manuel Fernandes e o que foi dizendo, e a conclusão a que se chega é que Bruno de Carvalho tem tido uma paciência de Jó com Manuel Fernandes.


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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

O programa Play Off, na SIC Notícias, transformou-se ontem numa sessão de linchamento público do presidente do Sporting. Durante 28 minutos - entre as 22.18 e as 22.46 - Bruno de Carvalho foi o tema dominante e quase exclusivo das intervenções dos quatro membros do painel. Sem contraditório, todos remaram na mesma direcção praticando um original passatempo que poderíamos denominar "Tiro ao Bruno".

 

Ao longo desses 28 minutos - cerca de um quarto do total do tempo de emissão do programa - proferiram-se ali declarações como estas:

«O presidente do Sporting fez aquilo que fez Vale e Azevedo: rasgou contratos. Quem vier atrás que feche a porta.»

«Bruno de Carvalho vai prejudicar o Sporting.»

«O Sporting é um clube difícil para qualquer treinador.»

«O exercício de liderança do presidente do Sporting às vezes traz problemas.»

«Ele vai ter que sair, porque os resultados não surgem.»

«O presidente que entrar vai levá-lo a tribunal por causa daquilo que ele tem feito.»

«Ele (Bruno de Carvalho) não merece consideração absolutamente nenhuma.»

«O Sporting em cinco jogos perdeu quatro!» [sic, declaração debitada às 22.41]

 

Como é fácil perceber, todas estas frases - e várias outras - são claramente desabonatórias ou mesmo ofensivas para o Sporting e o seu presidente.

 

Haveria falta de assunto? Nem por sombras. 

Isto sucedeu, pasme-se, na própria noite em que o nosso clube venceu o Gil Vicente em Barcelos por 4-0, registando a primeira goleada da presente época, o FCP cedeu um empate em casa frente ao modestíssimo Boavista e o Benfica esteve a perder na Luz até aos 69' perante o Moreirense.

Temas, como é óbvio, não faltavam.

Mas prevaleceu o Tiro ao Bruno. O que diz muito sobre a linha editorial deste programa em que escutámos farpas de todo o género sobre o nosso clube sem que ninguém o defendesse.

 

Repito: foi possível até escutar ali esta inenarrável bacorada, que ninguém à volta daquela mesa procurou corrigir: «O Sporting em cinco jogos perdeu quatro!»

Nem sei como qualificar isto. Aldrabice, claro. Ditada pela má-fé. Pior: ditada pela expressão do ódio mais primário ao Sporting.

Sem exercício de contraditório. Sem o necessário contraponto, indispensável a qualquer debate plural.

 

Registei. E milhares de sportinguistas certamente registaram como eu.


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Apitos
João António

Primeiro eram os conselhos matrimoniais... agora pelos vistos os jantares estão a ter os mesmo efeitos.

No Dragão Maicon é expulso e bem expulso, na Luz é o que se vê:

 

 

Depois alguém põe a boca no trombone ! Será que isto não merece uma análise ?

"Não estou a falar de árbitros experientes e com estatuto, mas há árbitros jovens que vão jantar a casa de dirigentes de clubes da Madeira. São situações que nada abonam à verdade desportiva e à transparência que se deseja para o futebol", atira o dirigente, em entrevista a Bola Branca, considerando que a "verdade desportiva foi negada e existiu uma completa adulteração do futebol"


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Da elevação
João Távora

Por outras palavras volto ao tema aqui em baixo aflorado pelo Francisco Almeida Leite. Seria sinal de grandeza e sabedoria se o presidente Bruno Carvalho invertesse o rumo da desavença estabelecida com Manuel Fernandes, um dos maiores símbolos vivos do nosso clube. Acontece que os alicerces do clube são precisamente estes vultos que tanto deram para nos fizeram vibrar em torno do nosso grande amor. Por isso guerrear a nossa história e afrontar os nossos heróis resulta inevitavelmente na derrota de todos nós. A um grande presidente, ou para que um dia assim seja recordado, exige-se que seja magnânimo e que assuma ele próprio a dimensão do clube que representa. Nada menos que isso. 


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