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És a nossa Fé!

Os jarretas (26)

 

- Estamos optimistas para o dérbi de domingo.

- Estamos, quem?!

- Nós, os sportinguistas.

- Fala por ti. Eu não estou nada optimista.

- Então?

- O Sporting vai ser goleado na Luz.

- Mas porque é que dizes isso?

- Por causa das decisões erradas do presidente, que estão a lançar o Sporting no descrédito. Uma delas foi ter vendido o Eric Dier.

- Mas o Dier saiu porque quis. E porque havia um contrato anterior a esta direcção que o deixava sair por apenas cinco milhões! Além disso não te lembras da péssima actuação dele no dérbi do ano passado?

- Isso agora não interessa nada. O que interessa é que ele já está a marcar golos no Tottenham. Mas não é só a questão do Eric. Há outros problemas. O André Martins, por exemplo.

- O que tem?

- Falta-lhe qualidade de passe, falta-lhe intensidade. Eu mandava-o já para a equipa B.

- E além do André?

- O Nani está muito longe da melhor forma. Não foi por acaso que o United se quis ver livre dele: nem para marcar penáltis serve. O Capel não sabe tirar os olhos do chão e faz cruzamentos à toa. Devia ter saído pela primeira oferta que fizessem: eu acho que ele nem vale dois milhões. Nunca teve qualidade de passe e só serve para fazer número. E o Jefferson não sabe defender. O Esgaio também não. O Maurício é tão lento que faz sono. O Sarr é bom para atirar bolas para o pinhal. O Mané marcou um golo fortuito mas não tem estado bem. O Montero é tão fraco que até custa a acreditar.

- Criticas praticamente os nossos jogadores todos. Não há mais ninguém de quem digas mal?

- Há. Digo mal do Bruno, que nunca devia ter assumido a candidatura ao título. E digo mal do treinador, que nunca devia ter ido na conversa fiada do presidente.

- Mas afinal que reforços é que tu gostavas de ver no Sporting?

- Gostava do Enzo. E do Gaitán. E do Salvio. E do Amorim. E do Maxi. E do Eliseu.

- E na baliza?

- O Júlio César, claro. Já reparaste que o Rui Patrício não sabe jogar com os pés?

- Só esses?

- Talvez também o Talisca. Pelo menos tem um nome mais giro do que o Rabia.

- Mais algum?

- O Pizzi, o Jara, o Ola John, o Shikabala...

- Mas o Shikabala é do Sporting!

- Ah, claro, tens razão. Péssimo jogador, esse que tal. Nem para futebol de praia o queria.

A puta da gramática

 

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol quis resolver o fracasso do Mundial despedindo o médico (por sorte, o mordomo não estava em casa nesse dia: toda a gente sabe que a culpa é sempre do mordomo) e assumindo uma espécie de culpa filosófica colectiva falando em não fomos competentes. Importa-se de repetir? Não foram competentes ou foram incompetentes? Assim de repente, fiquei confuso. Eu explico a minha baralhação. O comandante do Costa Concórdia não foi competente por ter afundado o navio ou foi simplesmente incompetente por se ter desviado da rota? O maquinista que provocou o descarrilamento do comboio de alta velocidade na Galiza não foi competente por circular em manifesto excesso de velocidade ou foi simplesmente incompetente? Não vale a pena perder muito tempo com estes esquemas gramaticais: foram incompetentes e serão estúpidos se quiserem corrigir um erro com outro erro. Os líderes sabem-no ser quando ganham mas acima de tudo quando perdem. Uma espécie de honra romana. Isso seria pedir muito, eu sei: não peças a um soldado que pense como um general.

Um excelente sinal

 

Nani chegou há uma semana ao Sporting. Em clima de compreensível euforia dos adeptos: foi a mais valiosa transferência feita desde sempre pelo Sporting e regressa à casa-mãe sete anos depois para ajudar o clube que o formou a conquistar o título de campeão.

Tudo óbvio, tudo claro, tudo transparente. Pela lógica inversa ao entusiasmo leonino, não tardou o disparo da artilharia pesada dos nossos adversários. É um comportamento que se entende bem, do ponto de vista estratégico: sendo Nani o nosso maior activo do momento, nada mais compreensível do que as críticas demolidoras de que tem vindo a ser alvo. Um comentador do esférico, com o ódio estampado na cara, chama-lhe "mau profissional". Outro ironiza com o "D. Sebastião" acabado de "aterrar na Portela". Um terceiro garante a quem o queira ouvir que o segundo melhor futebolista português da actualidade voltou "contrariado" para Alvalade.

Repito: tudo isto insere-se na lógica natural das coisas. Significa que o Sporting está a ser temido. Não sei o que vocês pensam, mas eu gosto. É um excelente sinal.

Elas na história do Sporting (8): Teresa Machado

 

 

Após uma breve incursão no ténis de mesa, na companhia de Madalena Gentil, regressemos ao atletismo e a um dos mais altissonantes nomes dos anais do Sporting Clube de Portugal e deste fabuloso desporto no nosso país:Teresa Machado. Não fora o esmagamento a que o futebol sujeita qualquer outra actividade desportiva em Portugal e escrever um texto sobre esta fantástica atleta seria bem mais exigente, já que obrigaria a um esforço suplementar de pesquisa e a um especial vigor da imaginação. Seria como escrever sobre Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Mário Coluna ou Eusébio, saber-se -ia  quase tudo sobre ela e eu seria forçado a procurar estes e aqueles detalhes mais incógnitos ou obscuros.

 

Assim, com a vida facilitada pelo desconhecimento geral de um nome que não está ligado ao futebol - não quero com isto dizer que o mal esteja radicado nos leitores com paciência para a leitura dos textos que tenho escrito para esta  série, ele está, antes, no clima criado, acima de tudo, pela imprensa desportiva, cujos critérios mercantilistas, muito mais do que quaisquer outros, se é que estes existem, trucidam implacavelmente tudo o que escape ao dia a dia em redor do sacrossanto e adorado esférico - basta-me fazer uma resenha dos triunfos e resultados obtidos por esta nossa inacreditável atleta para que qualquer interessado fique, como eu, imediatamente convencido da elementar justiça de a colocar entre as grandes figuras da história do Sporting Clube de Portugal.

 

Teresa Machado veio para o Sporting aos 17 anos de idade, em 1986, ano em que, representando o Galitos - centenário clube e relevantíssima instituição aveirense, em que vale a pena pôr os olhos - foi pela primeira vez campeã nacional de lançamento do disco. Até ao final da sua carreira, foi campeã nacional de peso e disco por cinquenta e três vezes (53!), dezasseis vezes no lançamento do disco, dezoito no do peso e dezanove no do peso em pista coberta. No decurso dos dezassete anos em que representou o Sporting, entre 1986 e 2003 - a excepção foi 1994, ano em que os muitos problemas financeiros que afectaram o clube a levaram a praticar o atletismo ao serviço da Junta de Freguesia de São Jacinto - Teresa Machado conquistou quarenta e quatro títulos nacionais. A lista  das suas vitórias, recordes nacionais e participações em competições internacionais não pode ser minimamente exaustiva num texto deste género. Aconselho, por isso, os mais interessados a recorrerem à WikiSporting, cuja involuntária ajuda muito agradeço, para se porem a par de um historial de tirar a respiração.

 

 

Sem, portanto, querer submeter-me e aos leitores a tarefa tão extenuante, recordo, apenas, que Teresa Machado, além da conquista dos campeonatos nacionais acima referidos, participou nos Jogos Olímpicos de Barcelona, Atlanta, Sidney e Atenas,  em sete Campeonatos do Mundo, em três Campeonatos da Europa, em cinco Campeonatos Ibero-Americanos, em cinco Challenges e Taças da Europa de Lançamentos, em dezoito Taças da Europa (em Peso e Disco), num Campeonato do Mundo de Juniores e num Campeonato da Europa de Juniores. Tudo isto,é claro, sem falar de uma grande série de importantes eventos desportivos internacionais que, no currículo de qualquer atleta, serão mencionados com justificadíssimo alarde.

 

Se nos campeonatos Ibero-Americanos Teresa Machado nos brindou com excelentes vitórias, tendo ganho a medalha de ouro do lançamento de disco em 1990, em Manaus, a medalha de ouro, também do lançamento do disco, em 1994, em Mar del Plata, a medalha de ouro, ainda do lançamento do disco, em 1998, em Lisboa, e a medalha de bronze do lançamento do peso, igualmente em 1998, em Lisboa, já nos Jogos Olímpicos e nos Campeonatos do Mundo pareceu, quase sempre, atingida por síndrome idêntica à que travou a, mesmo assim, extraordinária carreira internacional de outro dos maiores nomes da história do Sporting, o do inesquecível Fernando Mamede. Apesar desta limitação, Teresa Machado conseguiu um 10º lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta e um 11º nos de Sidney, um 6º no Mundial de Atenas e um 10º no de Paris e, ainda, um 7º e um 9º lugares nos Europeus de Munique e Budapeste, respectivamente. Repare-se que estamos a falar dos lançamentos do disco e peso, provas de enorme dificuldade técnica que, muito mais do que hoje, levantavam grandes problemas aos atletas nacionais.

 

 

Se nos propusermos falar de recordes nacionais, salientemos, não nos preocupando com os tantos e tantos que Teresa Machado bateu ao longo da sua carreira e já passaram à história, os que ainda estão em vigor: peso, 17,18 m, em 1996; peso em pista coberta, 17,26 m, em 1998; disco, 65,40, em 1998; peso, sub 23, 16,46, em 1991; peso, juniores, 15,54, em 1988; peso em pista coberta, sub 23, 16,41, em 1990 e peso em pista coberta, juniores, 15,69, em 1988. Repito, trata-se de recordes que ainda perduram, como os mais desconfiados ou incrédulos podem verificar no site da Federação Portuguesa de Atletismo. Sublinho, já que estou a falar em recordes nacionais, que Teresa Machado também chegou a ter o do lançamento do martelo. Quase me esquecia de o mencionar, por aqui se vendo a importância que mais um ou outro máximo vem a ter na avaliação final da carreira da atleta.

 

A vida de Teresa Machado dava um filme. Os interessados podem vê-lo no site Atletismo Estatística, em que Manuel Arons de Carvalho desenha com brevidade a história desportiva da nossa grande atleta. Como conta este jornalista, em toda a sua carreira, aqui se incluindo os dezassete anos no Sporting, Teresa Machado manteve-se sempre em Aveiro, onde, inicialmente trabalhava numa fábrica de confecções, sem nunca deixar de ser orientada pelo seu primeiro e único treinador, Júlio Cirino. Chegou a treinar-se num jardim público, a tomar cuidado com os seus utentes, treinou-se num parque de estacionamento, com Júlio Cirino a dar-lhe orientações pela janela do seu escritório, e conseguiu, finalmente, que lhe cedessem um areal vedado, ao pé da lota do peixe da Gafanha da Nazaré.

 

 

Por motivos que desconheço, Teresa Machado, ao fim de dezassete anos no Sporting, acabou por ir parar aos Açores, onde, durante quatro anos, representou o Clube Operário Desportivo. No final da carreira, ainda esteve um ano no F.C. Porto, ao serviço do qual, já com quarenta anos, ainda foi a terceira melhor portuguesa no lançamento do disco.

 

Não tenho quaisquer dúvidas sobre o que está reservado, na história do Sporting Clube de Portugal, para esta  excepcional desportista, que foi distinguida, entre outras honrarias, com dois Prémios Stromp, em 1988 e 1997. Um lugar dos mais altos, como é óbvio.

Levante-se no Reus

Parece-me muito interessante o empréstimo do Ruben Semedo ao Reus, embora tenha medo que ele aprenda a dar stickadas mais fortes com a formação de hóquei em patins do clube catalão.

Mais a sério: que o nosso defesa central aprenda qualquer coisa com este exílio no terceiro escalão do campeonato espanhol, pois o homem que admitiu torcer pelo Benfica, e que atirou a camisola verde e branca ao chão, começa a esgotar as oportunidades.

P.S. - Pelo contrário, considero bastante lamentável que um profissional sério e esforçado como Vítor Silva não seja encaminhado para um qualquer Paços de Ferreira onde possa ser patrão.

Nervoso, eu?!

Tinha intenção de escrever alguma coisa sobre a altercação entre António Simões e Rui Santos, ontem na SICNotícias; uma peixeirada assim tipo zanga de comadres, mas desisti.

Deve andar por aí na blogosfera já, certamente, e é muito pouco edificante para ser partilhado aqui neste sítio decente! apenas reproduzo uma frase de Rui Santos, que pode querer dizer alguma coisa: "você não está habituado a ouvir estas coisas"...

Será que depois de mais uma vitória oferecida, Simões está nervoso e a ver a coisa mal parada para o próximo jogo?

 

Para que conste, como já referi, não quero falar neste assunto e este post só foi publicado porque me esqueci de o apagar...

Vendo bem

Vai um homem ganhar a vida lá fora durante uns dias e acontece de tudo. Saí na manhã do dia em que Nani voltou. Não consegui fazer o meu prognóstico aqui para o blog (acho que teria antecipado algo como 2-0 ou 3-0). Não vi um minuto do jogo, mas passei o jantar de sábado agarrado ao telemóvel, com os cámones sem perceberem muito bem o meu comportamento anti-social. A cinco minutos do fim do jogo, tive de abandonar o restaurante, ainda com o exasperante 0-0. Só meia hora depois, chegado ao hotel, pude ligar outra vez o telemóvel. Bem, que alívio...

Depois, li tudo o que se passou: o romance do penálti e o resto. Ontem, ainda consegui ver os resumos dos chamados "nossos rivais".

 

No final, pergunto-me se as coisas não acabaram por correr bem: ficámos com os três pontos; o Nani levou um banhito de humildade que é capaz de ser importante para o futuro; se tem marcado, estava agora provavelmente a ver-se como o homem providencial da equipa; assim, percebeu que pode falhar, que a equipa ganha sem ele e que não veio para cá jogar para um clube do Turquemenistão, onde não existe praticamente ninguém para além dele. Levou pequenas ripadas do Adrien e do treinador, o que é sempre bom para acalmar. Agora, que jogue para e com a equipa, humilde e concentrado.

 

A isto acresce que, segundo parece, teremos feito o melhor jogo de entre os "três grandes", sendo que ao Benfica até lhe foi oferecido o empate, com aquele golo roubado ao Boavista.

 

Acho que o balanço é capaz de não ter sido mau, apesar de só alcançado mesmo ao cair do pano. Para a semana, é para dar cabo dos fificas.

Jogo a rever

Só vi o jogo no estádio, mas ainda espero rever o jogo na televisão.

Este disclaimer inicial tem que ver com a divergência entre a análise que fiz do jogo e a opinião da maioria das pessoas com que falei após o jogo.

 

Para mim o Sporting fez uma exibição muito competente na 1a parte, principalmente os primeiros 15/20 minutos, em que tivemos pelo menos 2 oportunidades claras de golo. Depois entrou num período, normal para a fase da época em questão, de dúvidas existenciais e possivelmente alguma falta de crença no modelo e nos processos. No entanto, a organização da equipa foi evidente.

Ao intervalo, Marco Silva voltou a dar confiança à equipa e, sem demoras, fez uma substituição ofensiva. Ganhou acutilância nas zonas ofensivas e colocou em campo um dos melhores do plantel. Com efeito, os primeiros 25 minutos da 2a parte foram, na minha opinião, muito bons. Mesmo muito bons, simplesmente existiram momentos de decisão no último terço que não foram os melhores. Com melhor capacidade de decisão nas zonas mais avançadas, poderíamos ter criado uma dezena de oportunidades claras de golo. Estamos no bom caminho e é imprescindível que a equipa e Marco Silva não abdiquem da crença no que estão a fazer.

 

Adrien esteve muito bem do princípio ao fim, Esgaio fez uma grande exibição, quase sempre decidiu bem e em termos de posicionamento defensivo esteve exemplar (não me venham com o exemplo absurdo de que ele esteve mal posicionalmente só porque os dois lances de maior perigo do Arouca surgiram do seu lado, isso por si só não quer dizer nada).

Maurício foi o elo mais fraco da equipa. É gritante a sua falta de qualidade a sair com bola (demora uma eternidade a decidir) e a dar coberturas aos colegas. Pode não parecer, mas o processo ofensivo deste Sporting depende muito do primeiro momento de construção e a falta de qualidade nesse momento condiciona muita da dinâmica (velocidade) ofensiva.

 

Em termos gerais, gostei bastante da equipa, mantenho dúvidas na dupla de centrais, mas gosto e acredito muito no que Marco Silva está a fazer. Espero manter a mesma opinião após rever o jogo na televisão.

Ainda o Sporting-Arouca

Tenho estado a ouvir desde sábado à noite, na TV, apreciações positivas ao dispositivo táctico do Arouca, o que me parece inconcebível. O "dispositivo táctico" foi trancar a porta com onze ferrolhos.
O Sporting exerceu pressão atacante durante todo o jogo, em fluxo contínuo. Rui Patrício fez duas defesas, não mais.

Pontos positivos:

- Carlos Mané

- Termos ganho sem William Carvalho

- Nani novamente entre nós

- Adrien cada vez maior

- Jefferson, um dos melhores laterais do campeonato português

- Aposta contínua na formação, como comprovou a estreia de Esgaio como titular

- A consolidação de Sarr como titular no eixo da defesa

- A entrada de Tanaka

- Boa ligação entre os sectores

- O público entusiasta

Pontos negativos:

- O prolongado jejum de Montero

- Capel cada vez mais carta fora do baralho

- O mistério Shikabala

- Adrien não ter marcado o penálti

- Excessiva previsibilidade do nosso processo ofensivo

Balanço positivo. E agora que venha o Benfica.

Um leão que nunca ruge

 

João Gobern - O Rui Patrício, na selecção, já conseguiu pôr a bola directamente nos pés de um avançado de Israel.

Rui Oliveira e Costa - Essa é verdade. Foi em Alvalade.

(há pouco, na RTP informação)

 

O homem é afastado de um lado mas logo arranja maneira de se encaixar noutro. "Defendendo" sempre o Sporting e os seus jogadores da forma que este breve diálogo bem ilustra.

Esta época livrámo-nos dele na SIC, mas ei-lo de regresso ao canal público, para gáudio dos nossos adversários. E lamento de todos nós.

Elogios a Marco Silva

1. "O Sporting iniciou a partida [Sporting-Arouca] com o 4x3x3 do costume, mas por duas vezes Marco Silva alterou o desenho táctico. Primeiro, ao intervalo, tirou Rosell e colocou em jogo Mané, passando a actuar em 4x2x3x1. Depois, aos 75 minutos, mudou para 4x1x3x2, com Adrien como trinco e Montero e Tanaka a pontas-de-lança, com Mané nas costas. E não é que resultou?"

N' A Bola de hoje

 

2. "[Marco Silva] viu a sua equipa sentir algumas dificuldades para romper a estratégia do Arouca e nem hesitou em mudar a estratégia ao intervalo, deixando Rosell no balneário e lançando Carlos Mané para apoiar Montero. Uma aposta ganha, uma vez que o internacional sub-21 deu mais dinâmica ao ataque e fez o golo da vitória. Apostou tudo com Tanaka e Capel e mereceu ser feliz."

No Record de hoje

Um péssimo começo...

... o do Nani. Não pela falta de qualidade, sabemos que isso não constitui problema. Não pela exibição esforçada, mas ainda sem grande influência na equipa. Mas pelo péssimo exemplo de vedetismo, de falta de respeito pelo Adrien, pelos colegas, pelo treinador (com o Jardim ter-se-ia passado assim? e pela hierarquia prédeterminada para a marcação de penaltis. Pela insensatez de puxar para si a super responsabilidade de faturar (ELE), naquele dia e naquele momento. Perdeu a oportunidade de colocar a equipa a vencer e pode ter perdido mais coisas - e pode ter estragado outras. Nani é bem vindo? É, sem dúvida. Mas um Nani que ajude a dar mais coesão e mais qualidade ao grupo. Não um Nani vedeta, antes do tempo, e muito menos um Nani-Bojinov. Um Nani que sai a passo, aos 75 minutos, quando o Arouca estava a queimar tempo e os seus jogadores saíam, apesar de tudo, fingindo correr... devagarinho.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Atentas todas as circunstâncias e respectivo contexto que rodearam a vinda do Nani, quem poderá levar a mal que ele se tenha oferecido para marcar o penalty? Mas alguém no seu perfeito juízo poderia pensar que quer o Adrien (sabe-se que não se opôs) quer o Marco Silva se oporiam a que fosse o Nani a marcar o penalty quando toda a gente sabe que era ele que marcava livres e penalties quando jogava no Manchester United?»

Marco Lopes, neste meu post

Pérolas de Joaquim Rita (25)

 

«Hoje, sobretudo na primeira parte, o Sporting foi uma equipa completamente adinâmica.»

 

«Rosell é apenas um ladrão de bolas mas não tem nenhuma qualidade na saída para o ataque.»

 

«A ausência de William retira ao Sporting ciência posicional para recuperar a bola.»

 

«A exibição do Sporting foi um susto terrível.»

 

«Esgaio praticamente tinha uma parede na linha de meio-campo.»

 

«Nani foi um mau profissional.»

 

Há pouco, na SIC Notícias

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. A primeira neste campeonato, à segunda jornada. Uma vitória mais que merecida da única equipa que procurou o triunfo do primeiro ao último minuto de jogo.

 

De Carlos Mané. Mal Marco Silva o mandou entrar em campo, substituindo Rosell mas situando-se nas costas do ponta de lança, a equipa tornou-se ainda mais acutilante. O benjamim do Sporting hoje em Alvalade voltou a empolgar as bancadas com excelentes dribles, mudanças súbitas de velocidade pelos flancos e clara intenção atacante. Mostrou que também sabe ser um homem de área na recarga que deu origem ao nosso golo da vitória, já no segundo minuto de prolongamento final. É claramente o homem do jogo.

 

Do regresso de Nani. Respirou-se hoje um ambiente de euforia ainda maior do que é hábito nos jogos do nosso estádio com o regresso a casa de um dos melhores jogadores da Europa, formado em Alcochete. Nani fez tudo para corresponder aos calorosos aplausos que recebeu: foi dele que partiram os lances de ataque mais perigosos, numa evidente demonstração de que mantém intactas as qualidades que bem lhe conhecemos. Falta-lhe ainda um pouco mais de entrosamento: nada mais natural pois só teve tempo de fazer dois treinos com esta equipa. Merecia ter marcado o penálti que o guarda-redes do Arouca defendeu, aos 63', mas acabou por ser vítima de um certo deslumbramento ao fazer a "paradinha" em busca de nota artística. Fica-lhe a lição: nunca devemos complicar aquilo que pode ser resolvido de forma simples. Foi bem substituído, 13 minutos depois: já tinha um cartão amarelo e Marco Silva não podia arriscar a presença do Sporting na Luz sem Nani no onze.

 

De Adrien. Voltou a ser um dos melhores em campo. É o pulmão da equipa. E também o cérebro do onze leonino, capaz de inventar linhas de passe que ninguém mais vislumbra. Além disso tem uma entrega ao jogo digna de rasgado elogio.

 

De Jefferson. Novamente muito acutilante nas suas subidas pelo corredor esquerdo. E sempre inconformado. Montero desperdiçou no primeiro quarto de hora dois cruzamentos milimétricos que partiram dos seus pés. Voltou a partir dele o centro que deu origem ao golo do Sporting, tal como já tinha acontecido há uma semana em Coimbra. Um cruzamento perfeito, felizmente bem sucedido.

 

De Esgaio. Rendeu Cédric, lesionado, nesta estreia como titular na equipa principal. E mostrou que tem valor para jogar nela. Muito dinâmico, veloz e com precisão de passe, como ocorreu aos 86' com um cruzamento milimétrico que Capel desperdiçou com uma cabeçada tão frouxa que mais parecia um passe para o guarda-redes do Arouca, Goicoechea. Fica a sensação que chegou para ficar na equipa A.

 

De Sarr. Segundo jogo a titular, segunda exibição sólida e segura. Muito concentrado, eficaz no corte. É um defesa central de qualidade: parece-me ter o lugar garantido. E poderá fazer esquecer Rojo a curto prazo.

 

De Tanaka. Entrou em campo aos 76', substituindo Nani. Um quarto de hora depois, revelando sempre grande mobilidade dentro da área, rematou ao poste. Deste lance nasceu a recarga de Carlos Mané transformada em golo.

 

Da aposta na formação. O Sporting chegou hoje a jogar, em largos minutos do desafio, com seis jogadores formados na nossa academia (Rui Patrício, Esgaio, Adrien, André Martins, Nani e Carlos Mané). Um exemplo para outras equipas que desprezam os talentos portugueses.

 

Da pressão atacante. Tivemos dois terços de posse de bola. E nunca desistimos, nunca descremos da vitória. O Sporting é assim.

 

Do apoio do público. Foi constante, do princípio ao fim. Esta equipa merece os adeptos que tem. E os adeptos merecem a equipa que Marco Silva treina.

 

Da homenagem a Carlos Lopes. O nosso grande campeão, primeira medalha olímpica portuguesa, foi ovacionado em Alvalade. Nunca é em excesso o aplauso que tributamos ao Homem da Maratona, herói de Portugal.

 

 

Não gostei

 

Que a vitória fosse tão sofrida. É certo que Goicoechea fez uma excelente exibição, defendendo três remates que levavam carimbo de golo mais a grande penalidade (mal) marcada por Nani. Mas é excessivo esperar 92 minutos pelo golo que nos garantiu os três pontos neste jogo inaugural em casa da Liga 2014/15.

 

Que Montero tivesse ficado novamente em branco. E desta vez ninguém pode dizer que foi por falta de oportunidades. Após quase nove meses sem marcar é tempo de o colombiano fazer uma "cura de banco" e dar lugar a outro titular na frente do nosso ataque.

 

Que não tivesse sido Adrien a marcar o penálti. O nosso médio criativo não costuma falhar uma grande penalidade. Mas Nani insistiu em marcar. Fez mal.

 

Que não houvesse goleada. Há um ano, também em Alvalade, vencemos o Arouca por 5-1.

 

Da ausência de William Carvalho, por castigo. Faz sempre falta. Ainda por cima o substituto, Rosell, esteve hoje muito apagado, sem dinâmica atacante. Foi bem substituído ao intervalo.

 

Do "autocarro" do Arouca estacionado defronte da baliza. A equipa treinada por Pedro Emanuel, que só fez um remate na primeira parte, chegou a ter onze jogadores a defender. Assim é difícil garantir níveis mínimos de qualidade no campeonato português.

 

Do excesso de cartões amarelos. O árbitro Nuno Almeida exagerou, mostrando oito (quatro para jogadores do Sporting: Nani, Adrien, Jefferson e Carlos Mané). Não havia necessidade.

O regresso de Nani

 

«No passado, o Sporting não fez tudo o que podia para recuperar jogadores da sua própria formação, como Futre, Simão ou Quaresma. Desta vez, Bruno de Carvalho atravessou-se e batalhou pelo regresso de Nani, que acabou por conseguir. E quando o jogador financeiramente mais rentável da história centenária do Sporting diz que voltou para poder ser campeão vem colocar o dedo na ferida: é que a esmagadora maioria dos jovens craques formados pelo clube acabam por sair sem ter ganho um campeonato. E essa é a grande pecha da formação leonina.»

António Tadeia, hoje, no Record

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