Domingo, 31 de Agosto de 2014

Gostei

 

Do resultado. Foi um empate, mas em casa do nosso mais directo adversário, campeão em título. Soube a meia-vitória. Até porque forçámos o SLB a perder dois pontos.

 

Do nosso golo na Luz. Em jogos do campeonato, o Sporting já ali não marcava desde 29 de Abril de 2007, na segunda época sob o comando de Paulo Bento (resultado igual ao de hoje: 1-1). Má tradição recente, enfim desfeita sete anos depois.

 

De Slimani. Estreia auspiciosa nesta Liga 2014/15. Findo o castigo de que o argelino foi alvo, Marco Silva apostou nele como titular a ponta-de-lança, deixando Montero no banco. Fez bem. Bastaram 20 minutos para Slimani marcar, aproveitando um frango do guarda-redes Artur (com Júlio César sentado no banco!) Podia ter marcado mais duas vezes, uma das quais mesmo à beira do fim do encontro.

 

De Jefferson. Voltou a ser um elemento fundamental. Tanto a defender, em duelo permanente com Salvio, como a atacar, protagonizando um lance de grande perigo aos 60', a passe de Nani. Continua a marcar muito bem cantos e livres. Tem estofo de campeão.

 

De Adrien. Muito combativo, como de costume. Está sempre em jogo. Excelente na recuperação de bolas, em complemento à missão fundamental de William Carvalho no centro do terreno. Ajudou a "secar" Enzo Pérez, o que diz tudo sobre a sua actuação. Quer e merece marcar um golo.

 

De Rui Patrício. Atento, seguro, muito interventivo durante toda a partida. Em perfeito contraste com a falta de classe de Artur. Deu tranquilidade à equipa com várias defesas de grande nível. Foi o melhor sportinguista deste dérbi.

 

De Esgaio. Voltou a ser um excelente titular da lateral direita, substituindo o lesionado Cédric pelo segundo jogo consecutivo. E voltou a deixar uma boa impressão, não acusando qualquer pressão nesta estreia num clássico da equipa A. Marco Silva pode contar com ele em futuros desafios.

 

De Sarr. Novamente em bom plano. Revela mais maturidade do que os 21 anos recém-completados. É objectivo nos cortes, muito concentrado. Tem capacidade de choque, sabe impor o seu físico imponente. E não hesita em subir até à baliza adversária para tentar um golo em lances de bola parada.

 

Que tivéssemos actuado com sete jogadores oriundos da nossa academia, seis dos quais como titulares. Rui Patrício, Ricardo Esgaio, William Carvalho, Adrien Silva, André Martins, Nani e Carlos Mané: quem disse que o Sporting não aposta na formação?

 

Do apoio dos adeptos. Mais de três mil sportinguistas compareceram na Luz. Certamente não ficaram decepcionados com este jogo.

 

De ver contrariados os vaticínios de "marretas" e "jarretas" que anteviam a derrota do Sporting. Devem estar com um melão enorme.

 

 

Não gostei

 

De ver Adrien sair com problemas físicos. Esperemos que não tenha nada de grave.

 

Que tivéssemos perdido duas oportunidades de vencer o jogo.  Falta afinar melhor a pontaria à frente para não sermos tão perdulários no momento de marcar.

 

Da pressão psicológica sobre William Carvalho, tentando condicioná-lo. Só um diário, esta manhã, aludia em cinco páginas(!) à iminente saída para Inglaterra do nosso médio defensivo. Os dérbis, como ficou mais uma vez provado, também se "disputam" nas páginas dos jornais. 


comentar ver comentários (50)

"Esse jogo nefasto incita à violência porque é violento em si mesmo: joga-se com os pés e poucos movimentos há tão ferozes como os de dar pontapés".

A frase acima é de Guillermo Cabrero Infante um daqueles (auto-denominados) intelectuais que detesta futebol.

Já eu gosto muito de futebol, embora deteste a violência inerente, a dos adeptos e, principalmente, a que é incentivada pelos treinadores, "passa a bola ou passa o jogador mas nunca os dois na mesma jogada" era uma máxima que se aplicava ao futebol italiano e que temo seja posta em prática hoje, pelos donos do campo de futebol, que se costuma esboroar quando o Sporting os visita.

Uma defesa composta por Maxi (robocop) Pereira, Luisão, Jardel, Eliseu e André (quem?) Almeida parece-me mais fadada para carregar pianos que para interpretar Bach, enfim, esperemos que os únicos baques que se oiçam em campo, hoje, sejam os da bola a beijar as redes vermelhas; e que as pernas de Carrillo, de Capel, de Nani, de Montero, de Slimani, de Mané, (...) sejam poupadas às meiguices daquela defesa de porteiros de discoteca.

Vamos lá então, futebol bem jogado, «fair-play», uma boa arbitragem e vencermos o clube da freguesia de Carnide será "pinutes".

 


comentar ver comentários (8)
Para hoje e sempre!
Alexandre Poço
Rapaziada quer se possa 

Ou se não possa 
A vitória será nossa 
Viva ao Sporting! 


comentar

Revi, agora com mais calma e maior distanciamento, o Sporting-Arouca. Confirmei a impressão inicial: foi um jogo muito intenso por parte do Sporting, com pressão quase contínua da nossa equipa. O Arouca estacionou o autocarro no seu reduto: grande parte do desafio acabou por ser disputado apenas em metade do relvado.

Discordo profundamente de todos quantos disseram que o Sporting jogou a um ritmo pouco veloz e quase mais não fez do que despachar bolas para a grande área dos visitantes. Nada disso ocorreu: a iniciativa atacante coube sempre ao onze leonino, com constantes trocas de bola em busca de linhas de passe enquadradas com a baliza adversária. Faltou apenas capacidade concretizadora (sobretudo a Montero, que teve três excelentes oportunidades para marcar, mas também a Capel e Carrillo).

Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

Rui Patrício (6). Foi sobretudo um espectador. Mas sem nunca se desconcentrar. Duas grandes intervenções - uma em cada parte do jogo, correspondendo aos únicos ataques com um mínimo de perigo concretizados pelo Arouca.

Esgaio (7). Boa estreia como titular na equipa principal. Infatigável no seu corredor, revelando bom entrosamento com a linha avançada e vontade de se firmar como lateral direito. Capacidade de drible e cruzamentos com medida.

Maurício (6). Sólido na defesa, não complica no reduto que lhe está confiado. Falta-lhe por vezes maior precisão de passe no início do processo ofensivo.

Sarr (6). Impõe-se pela presença física. Também não complica: sabe fazer cortes cirúrgicos. Com um pouco mais de rodagem na equipa, à qual ainda está a habituar-se, poderá ser um dos esteios deste Sporting 2014-15.

Jefferson (8). Uma excelente exibição. Inesgotável, foram dos pés dele que nasceram os cruzamentos mais perigosos - um dos quais originou o golo solitário da nossa equipa a dois minutos do fim.

Rosell (4). Esteve algo desenquadrado das prioridades estratégicas da equipa, que exigiam mais acutilância no ataque face à inépcia ofensiva do Arouca. Pecou por excesso de retraimento: nestes jogos deve avançar mais no terreno.

Adrien (7). Voltou a ser o motor da equipa. Entrega-se por completo às missões que lhe são atribuídas, como estratego do meio-campo, e tem uma notável capacidade de leitura do jogo. Já anda a merecer um golo: esteve quase a consegui-lo com um disparo na primeira parte.

André Martins (5). Demasiado discreto, é capaz de render muito mais do que mostrou. Continua a revelar algum défice de capacidade física que exige treino específico durante a semana.

Carrillo (6). Intermitente. Oscila sempre entre ocasionais rasgos de génio, sobretudo em distâncias curtas, e alguma dispersão que lhe rouba discernimento em momentos cruciais. Envolvido na jogada do golo.

Nani (7). Muito aplaudido neste regresso a Alvalade, correspondeu com o seu talento. Foi o jogador mais marcado: raras vezes obteve a bola sem enfrentar de imediato dois competidores. Faltou-lhe concretizar o penálti, que o guarda-redes do Arouca defendeu, para sair em ombros. Bem substituído - por já ter um cartão amarelo e revelar fadiga.

Montero (5). Movimenta-se bem, participa na construção de jogadas perigosas, não desiste de procurar a bola. Mas falta-lhe o essencial num ponta-de-lança: marcar golos. Esteve quase, por duas vezes. Ainda não foi desta.

Carlos Mané (8). A arma secreta do treinador Marco Silva: entrou na segunda parte, substituindo Rosell, e tornou logo mais largo e acutilante o jogo do Sporting. Foi alvo de uma grande penalidade que o árbitro não assinalou. Nunca tirou os olhos da baliza adversária. E conseguiu o golo, numa recarga, graças à sua notável capacidade de desmarcação.

Capel (4). Rendeu André Martins, mas jogou sem brilho nem chama. Desperdiçou um excelente cruzamento de Esgaio, à beira do fim, com um remate frouxo de cabeça.

Tanaka (7). Um quarto de hora em campo, substituindo Nani - e foi o suficiente para levar duas vezes perigo à baliza adversária. Depois rematou ao poste na jogada que terminou com o golo de Carlos Mané. Deu boas indicações, confirmando o que já sucedera na pré-temporada.


comentar
Sábado, 30 de Agosto de 2014

...escreveu Sir Alex Ferguson na sua autobiografia, que acabei de ler:

 

"... O que me atraiu... foi o seu ritmo, força e jogo aéreo.Tinha dois belos pés. Todas as qualidades individuais estavam lá, o que me levava à velha questão: que tipo de rapaz é ele? Resposta: boa índole, sossegado, sabia falar inglês razoavelmente, nunca causou qualquer problema no Sporting, gostava de treinar. Mantinha-se em forma. Era bem ginasticado. Os seus níveis atléticos eram de primeira classe. Portanto, as bases estavam lá." Pág. 228-229

 

Mais à frente na página 230, afirma ainda o ex-treinador do MU:

 

"Com Nani comprámos puro material em bruto. Era imaturo, inconsistente, mas com um fantástico instinto para o futebol. Conseguirão só controlar a bola com qualquer doa pés, cabecear e era um poço de força física. Podia centrar, rematar."

 

Há também neste livro um capítulo dedicado exclusivamente a Cristiano Ronaldo. E deste jogador deixo apenas a frase com que o autor inicía este capítulo de 13 páginas:

 

"Cristiano Ronaldo foi o jogador mais dotado que treinei." Pág. 115.

 

Escreveu Sir Alex Ferguson! É lei!


comentar

comentar ver comentários (3)
O melhor do mundo
Pedro Correia

«O Sporting foi a equipa que me deu as bases para ser o que eu sou hoje.»

Cristiano Ronaldo, em entrevista a Judite Sousa na TVI (28 de Agosto)


comentar
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Entre os nomes convocados por Paulo Bento para a (ainda tímida) renovação da selecção nacional de futebol incluem-se alguns que foram oportunamente indicados no És a Nossa Fé: Bruma, Anthony Lopes, Luís Neto, Vitorino Antunes, Ivan Cavaleiro, Ricardo Horta, André Gomes e Ruben Vezo. Além de William Carvalho e Adrien, que já destaquei aqui.

Aos poucos, as coisas vão mudando. Só aos poucos.


comentar ver comentários (8)

O Sporting é o clube mais representado na lista dos jogadores chamados ao próximo desafio da selecção nacional, contra a Albânia, a 7 de Setembro, no início da campanha para o apuramento do Europeu de 2016. Com a convocação de Rui Patrício, William Carvalho, Adrien e Nani.

No caso de Adrien, Paulo Bento quererá pôr termo a uma clamorosa injustiça. Parece um bom começo.


comentar ver comentários (6)

Chegou o momento de conhecer os vossos prognósticos para o grande dérbi de domingo. Como vaticinam que terminará este Benfica-Sporting?


comentar ver comentários (76)
Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Janete Santos Vigia

Tags:

comentar
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014
Vou a Londres!
José da Xã

Já era tarde quando tomei conhecimento do sorteio da Liga dos Campeões para a época 2014/2015. É o que dá estar de férias!

 

Vi deste modo em diferido a sorte ou o azar que calhou ao Sporting. E uma coisa é certa. Vou a Londres!

 

Pois é, para além do Sporting, que é o meu clube de coração e paixão, e da Real Sociedad, equipa pela qual nutro uma estranha afeição, há um clube em Londres pelo qual sofro. É o Chelsea de José Mourinho. O tal treinador "Special One" que eu muito aprecio.

 

Já não tenho idade para ter ídolos ou venerar atletas, mas JM e o seu Chelsea caíram-me no goto! Manias de adepto.

Prometi ao meu filho mais velho: se o Chelsea calhasse ao Sporting ia a Alvalade. Mas faço mais: quero ir a Londres ver o jogo.

 

Sempre disse que um dos meus maiores desejos era um dia ir a Stamford Bridge ver um jogo de futebol. Aquele ambiente...

Ora nada melhor que aproveitar esta oportunidade e... zarpar!

 

Observado o sorteio e os restantes adversários que calharam em sorte direi que até que nem foi mau... Mas o futebol é uma caixinha de (boas e más) surpresas.

A seu tempo veremos...

 

Também aqui


comentar ver comentários (21)
Os dados estão lançados
Edmundo Gonçalves

 

Sporting Clube de Portugal (assim mesmo, pela primeira vez num sorteio da UEFA)

Chelsea

Shalke04

Maribor

 

Poderia ter sido bem pior, penso eu.

Digam de vossa justiça.


comentar ver comentários (14)
Traduzindo o sorteio
Francisco Melo

Não foi mau de todo.

O Chelsea não era, propriamente, o tubarão n.º 1 contra quem os sportinguistas desejariam jogar, mas a equipa londrina está repleta de excelentes jogadores e seguramente que irá proporcionar noite de casa cheia em Alvalade. Além de que será curioso ver Marco Silva, a nova coqueluche dos treinadores portugueses vs o monstro sagrado do banco técnico, José Mourinho.

Schalke 04 traz consigo as más memórias do Sporting contra equipas alemãs. Não é um Dortmund, mas não deixa de ser uma equipa complicada. Será o nosso rival directo para o 2.º lugar e, comparando com outros grupos, até que não é dos mais inacessíveis.

O Maribor é o adversário menos cotado do grupo. Os jogos contra a equipa eslovena são para ganhar, ponto. Haja humildade perante o adversário e poderemos conseguir pontos e € importantes nessa jornada dupla.

Agora é treinar bem, jogar melhor no campeonato, para quando começar a jornada europeia a equipa apresentar-se o melhor possível. Há qualidade para os oitavos, vamos a isso!


comentar
É oficial
Edmundo Gonçalves

PORTA-TE BEM, MEU QUERIDO!


comentar ver comentários (8)

 

Daqui a poucas horas o Sporting vai conhecer a sua sorte europeia. Naquela prova que verdadeiramente interessa a todos os amantes de futebol, acrescento.

A todos? Bom, talvez para alguns sportinguistas fosse melhor não estarmos na competição maior do futebol de equipas. Uma posição intrigante, é certo, mas, verdade seja dita, com a apetência destrutiva com que avaliam a equipa e o treinador outra conclusão não se poderia retirar daquelas cabecinhas pensadoras.

Ao olhar para a composição dos potes é natural que haja alguma preocupação perante a possibilidade de um grupo composto, por exemplo, por Real Madrid, Borussia Dortmund, Sporting e Roma. O grupo da morte, expressão de que a imprensa tanto gosta.

É um facto que atenta a qualidade da maior parte das equipas participantes na Champions, o Sporting se vá deparar com adversários de elevada dificuldade. Mas se esta é a prova onde todos os jogadores, treinadores e dirigentes querem estar, então não se pode querer ter sol na eira e chuva no nabal. O melhor, portanto, será aceitar sem receios o que o sorteio ditar e encarar com ambição os jogos que aí vêm.

Digo isto não por ilusão de adepto, mas por ter assistido a alguns bons exemplos de superação, quando todas as vozes apontavam para um desfecho catastrófico. Portugal no Euro 2000. Todos nos davam como eliminados na fase de grupos e foi o que se viu. Costa Rica no Mundial 2014. Ninguém colocava um euro pelos costa-riquenhos e fizeram a prova que se viu.

Também é verdade que abundam mais os exemplos em que a equipa mais fraca de um grupo (do Euro, Mundial ou Champions) confirmou esse menor estatuto sendo eliminada nessa fase. Mas na vida desportiva os exemplos a seguir são os bons e é nesses que o Sporting se deve inspirar.

Das equipas do pote 1, tenho duas preferências: Arsenal (a minha equipa inglesa preferida), no que seria uma belíssima oportunidade de Arséne Wenger se confrontar com a excelência da academia leonina e retirar bons apontamentos para futuros defesos. Real Madrid (a minha equipa espanhola preferida), cujos jogos contra nós foram sempre muito disputados e contribuíram para o mito das noites europeias em Alvalade, que o nosso estádio e os adeptos merecem ter de volta.

Do pote 2, a calhar um forte que fosse o Borussia. É certo que nunca temos sorte contra alemães, mas no caso seria o contacto directo com um clube que serve de paradigma para o novo Sporting. Um clube que esteve pelas ruas das amarguras e soube, com competência e qualidade, voltar à mó de cima. Outro bom exemplo a seguir.

Do pote 4, o Ludogorets. Adoraria ter o Sporting a treinar na Bulgária com o Iordanov e o Balakov a assistirem e a torcerem por nós.

Seja qual for a carruagem que parar em Alvalade, será sempre um combóio que nenhum jogador, treinador, dirigente e adepto do Sporting deixará de querer apanhar. 


comentar ver comentários (2)

comentar ver comentários (12)
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2014
Subscrição nacional...
Jose Manuel Barroso

... para pagar a multa ao Jazuz. 153 euros é obra! Depositem a vossa contribuição no banco mau.

Tags:

comentar ver comentários (6)
Visto de Maputo
Francisco Almeida Leite

 

Tenho estado por estes dias em Maputo, Moçambique, onde o derby do próximo domingo já mexe. Não há conversa de salão, taberna ou balcão onde não se fale de dois temas em matéria de futebol: o jogo da Luz e o regresso de Nani. Sim, o regresso de Nani. Por aqui o luso-cabo-verdiano é considerado uma estrela maior e não se dão ouvidos aos comentadores de bancada que o arrasaram e nos apoucaram só porque o camisola 77 falhou um penalty no seu regresso a Alvalade. Aqui o Nani é craque, dão-lhe muito valor e miúdos e graúdos não falam de outra coisa quando o tema é o futebol português.

 

Ilustro esta pequena nota de Maputo com uma fotografia de 1960 do Sporting de Lourenço Marques, onde alinhava na altura um jovem chamado Eusébio. Lembrei-me disto porque ontem, ao regressar de Marracuene, onde participei numa feira de atividades económicas, deparei-me com uma conversa típica de portugueses fora de casa. Os meus companheiros de viagem estavam todos divertidos a tentar convencer o nosso motorista, de seu nome Eusébio, a mudar do "outro clube" para o Sporting, em troca de uma camisola oficial verde e branca. Tentado, o jovem acabou por ceder e parece que, mesmo sendo maior e vacinado, vai mudar de clube. Nem que seja por uns dias, enquanto a comitiva cá está. A "estória" vale o que vale e não é sequer motivo para falar muito mais do passado. Só serve para termos a noção de que aqui, como em todo o lado, somos tão grandes ou maiores do que o "outro clube". Não precisamos de conquistar os fracos de espírito, precisamos de vitórias e de ter sempre em mente este lema: "Esforço, Devoção e Glória, eis o Sporting Clube de Portugal".


comentar
Saudação especial
Edmundo Gonçalves

Folgo em saber que o coiso "disciplinar" da Liga tomou uma decisão em tempo útil em relação a Jorge Jesus.

Nada mais justo e correcto! a justiça quere-se célere e "justa", passe a redundância, pelo que, da minha parte, levanto o cálice!

 

Vamos estar atentos?


comentar ver comentários (6)
Os jarretas (26)
Pedro Correia

 

- Estamos optimistas para o dérbi de domingo.

- Estamos, quem?!

- Nós, os sportinguistas.

- Fala por ti. Eu não estou nada optimista.

- Então?

- O Sporting vai ser goleado na Luz.

- Mas porque é que dizes isso?

- Por causa das decisões erradas do presidente, que estão a lançar o Sporting no descrédito. Uma delas foi ter vendido o Eric Dier.

- Mas o Dier saiu porque quis. E porque havia um contrato anterior a esta direcção que o deixava sair por apenas cinco milhões! Além disso não te lembras da péssima actuação dele no dérbi do ano passado?

- Isso agora não interessa nada. O que interessa é que ele já está a marcar golos no Tottenham. Mas não é só a questão do Eric. Há outros problemas. O André Martins, por exemplo.

- O que tem?

- Falta-lhe qualidade de passe, falta-lhe intensidade. Eu mandava-o já para a equipa B.

- E além do André?

- O Nani está muito longe da melhor forma. Não foi por acaso que o United se quis ver livre dele: nem para marcar penáltis serve. O Capel não sabe tirar os olhos do chão e faz cruzamentos à toa. Devia ter saído pela primeira oferta que fizessem: eu acho que ele nem vale dois milhões. Nunca teve qualidade de passe e só serve para fazer número. E o Jefferson não sabe defender. O Esgaio também não. O Maurício é tão lento que faz sono. O Sarr é bom para atirar bolas para o pinhal. O Mané marcou um golo fortuito mas não tem estado bem. O Montero é tão fraco que até custa a acreditar.

- Criticas praticamente os nossos jogadores todos. Não há mais ninguém de quem digas mal?

- Há. Digo mal do Bruno, que nunca devia ter assumido a candidatura ao título. E digo mal do treinador, que nunca devia ter ido na conversa fiada do presidente.

- Mas afinal que reforços é que tu gostavas de ver no Sporting?

- Gostava do Enzo. E do Gaitán. E do Salvio. E do Amorim. E do Maxi. E do Eliseu.

- E na baliza?

- O Júlio César, claro. Já reparaste que o Rui Patrício não sabe jogar com os pés?

- Só esses?

- Talvez também o Talisca. Pelo menos tem um nome mais giro do que o Rabia.

- Mais algum?

- O Pizzi, o Jara, o Ola John, o Shikabala...

- Mas o Shikabala é do Sporting!

- Ah, claro, tens razão. Péssimo jogador, esse que tal. Nem para futebol de praia o queria.

Tags:

comentar ver comentários (14)

 

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol quis resolver o fracasso do Mundial despedindo o médico (por sorte, o mordomo não estava em casa nesse dia: toda a gente sabe que a culpa é sempre do mordomo) e assumindo uma espécie de culpa filosófica colectiva falando em não fomos competentes. Importa-se de repetir? Não foram competentes ou foram incompetentes? Assim de repente, fiquei confuso. Eu explico a minha baralhação. O comandante do Costa Concórdia não foi competente por ter afundado o navio ou foi simplesmente incompetente por se ter desviado da rota? O maquinista que provocou o descarrilamento do comboio de alta velocidade na Galiza não foi competente por circular em manifesto excesso de velocidade ou foi simplesmente incompetente? Não vale a pena perder muito tempo com estes esquemas gramaticais: foram incompetentes e serão estúpidos se quiserem corrigir um erro com outro erro. Os líderes sabem-no ser quando ganham mas acima de tudo quando perdem. Uma espécie de honra romana. Isso seria pedir muito, eu sei: não peças a um soldado que pense como um general.

Tags:

comentar ver comentários (2)
Terça-feira, 26 de Agosto de 2014

comentar ver comentários (1)
Um excelente sinal
Pedro Correia

 

Nani chegou há uma semana ao Sporting. Em clima de compreensível euforia dos adeptos: foi a mais valiosa transferência feita desde sempre pelo Sporting e regressa à casa-mãe sete anos depois para ajudar o clube que o formou a conquistar o título de campeão.

Tudo óbvio, tudo claro, tudo transparente. Pela lógica inversa ao entusiasmo leonino, não tardou o disparo da artilharia pesada dos nossos adversários. É um comportamento que se entende bem, do ponto de vista estratégico: sendo Nani o nosso maior activo do momento, nada mais compreensível do que as críticas demolidoras de que tem vindo a ser alvo. Um comentador do esférico, com o ódio estampado na cara, chama-lhe "mau profissional". Outro ironiza com o "D. Sebastião" acabado de "aterrar na Portela". Um terceiro garante a quem o queira ouvir que o segundo melhor futebolista português da actualidade voltou "contrariado" para Alvalade.

Repito: tudo isto insere-se na lógica natural das coisas. Significa que o Sporting está a ser temido. Não sei o que vocês pensam, mas eu gosto. É um excelente sinal.

Tags:

comentar ver comentários (12)

 

 

Após uma breve incursão no ténis de mesa, na companhia de Madalena Gentil, regressemos ao atletismo e a um dos mais altissonantes nomes dos anais do Sporting Clube de Portugal e deste fabuloso desporto no nosso país:Teresa Machado. Não fora o esmagamento a que o futebol sujeita qualquer outra actividade desportiva em Portugal e escrever um texto sobre esta fantástica atleta seria bem mais exigente, já que obrigaria a um esforço suplementar de pesquisa e a um especial vigor da imaginação. Seria como escrever sobre Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Mário Coluna ou Eusébio, saber-se -ia  quase tudo sobre ela e eu seria forçado a procurar estes e aqueles detalhes mais incógnitos ou obscuros.

 

Assim, com a vida facilitada pelo desconhecimento geral de um nome que não está ligado ao futebol - não quero com isto dizer que o mal esteja radicado nos leitores com paciência para a leitura dos textos que tenho escrito para esta  série, ele está, antes, no clima criado, acima de tudo, pela imprensa desportiva, cujos critérios mercantilistas, muito mais do que quaisquer outros, se é que estes existem, trucidam implacavelmente tudo o que escape ao dia a dia em redor do sacrossanto e adorado esférico - basta-me fazer uma resenha dos triunfos e resultados obtidos por esta nossa inacreditável atleta para que qualquer interessado fique, como eu, imediatamente convencido da elementar justiça de a colocar entre as grandes figuras da história do Sporting Clube de Portugal.

 

Teresa Machado veio para o Sporting aos 17 anos de idade, em 1986, ano em que, representando o Galitos - centenário clube e relevantíssima instituição aveirense, em que vale a pena pôr os olhos - foi pela primeira vez campeã nacional de lançamento do disco. Até ao final da sua carreira, foi campeã nacional de peso e disco por cinquenta e três vezes (53!), dezasseis vezes no lançamento do disco, dezoito no do peso e dezanove no do peso em pista coberta. No decurso dos dezassete anos em que representou o Sporting, entre 1986 e 2003 - a excepção foi 1994, ano em que os muitos problemas financeiros que afectaram o clube a levaram a praticar o atletismo ao serviço da Junta de Freguesia de São Jacinto - Teresa Machado conquistou quarenta e quatro títulos nacionais. A lista  das suas vitórias, recordes nacionais e participações em competições internacionais não pode ser minimamente exaustiva num texto deste género. Aconselho, por isso, os mais interessados a recorrerem à WikiSporting, cuja involuntária ajuda muito agradeço, para se porem a par de um historial de tirar a respiração.

 

 

Sem, portanto, querer submeter-me e aos leitores a tarefa tão extenuante, recordo, apenas, que Teresa Machado, além da conquista dos campeonatos nacionais acima referidos, participou nos Jogos Olímpicos de Barcelona, Atlanta, Sidney e Atenas,  em sete Campeonatos do Mundo, em três Campeonatos da Europa, em cinco Campeonatos Ibero-Americanos, em cinco Challenges e Taças da Europa de Lançamentos, em dezoito Taças da Europa (em Peso e Disco), num Campeonato do Mundo de Juniores e num Campeonato da Europa de Juniores. Tudo isto,é claro, sem falar de uma grande série de importantes eventos desportivos internacionais que, no currículo de qualquer atleta, serão mencionados com justificadíssimo alarde.

 

Se nos campeonatos Ibero-Americanos Teresa Machado nos brindou com excelentes vitórias, tendo ganho a medalha de ouro do lançamento de disco em 1990, em Manaus, a medalha de ouro, também do lançamento do disco, em 1994, em Mar del Plata, a medalha de ouro, ainda do lançamento do disco, em 1998, em Lisboa, e a medalha de bronze do lançamento do peso, igualmente em 1998, em Lisboa, já nos Jogos Olímpicos e nos Campeonatos do Mundo pareceu, quase sempre, atingida por síndrome idêntica à que travou a, mesmo assim, extraordinária carreira internacional de outro dos maiores nomes da história do Sporting, o do inesquecível Fernando Mamede. Apesar desta limitação, Teresa Machado conseguiu um 10º lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta e um 11º nos de Sidney, um 6º no Mundial de Atenas e um 10º no de Paris e, ainda, um 7º e um 9º lugares nos Europeus de Munique e Budapeste, respectivamente. Repare-se que estamos a falar dos lançamentos do disco e peso, provas de enorme dificuldade técnica que, muito mais do que hoje, levantavam grandes problemas aos atletas nacionais.

 

 

Se nos propusermos falar de recordes nacionais, salientemos, não nos preocupando com os tantos e tantos que Teresa Machado bateu ao longo da sua carreira e já passaram à história, os que ainda estão em vigor: peso, 17,18 m, em 1996; peso em pista coberta, 17,26 m, em 1998; disco, 65,40, em 1998; peso, sub 23, 16,46, em 1991; peso, juniores, 15,54, em 1988; peso em pista coberta, sub 23, 16,41, em 1990 e peso em pista coberta, juniores, 15,69, em 1988. Repito, trata-se de recordes que ainda perduram, como os mais desconfiados ou incrédulos podem verificar no site da Federação Portuguesa de Atletismo. Sublinho, já que estou a falar em recordes nacionais, que Teresa Machado também chegou a ter o do lançamento do martelo. Quase me esquecia de o mencionar, por aqui se vendo a importância que mais um ou outro máximo vem a ter na avaliação final da carreira da atleta.

 

A vida de Teresa Machado dava um filme. Os interessados podem vê-lo no site Atletismo Estatística, em que Manuel Arons de Carvalho desenha com brevidade a história desportiva da nossa grande atleta. Como conta este jornalista, em toda a sua carreira, aqui se incluindo os dezassete anos no Sporting, Teresa Machado manteve-se sempre em Aveiro, onde, inicialmente trabalhava numa fábrica de confecções, sem nunca deixar de ser orientada pelo seu primeiro e único treinador, Júlio Cirino. Chegou a treinar-se num jardim público, a tomar cuidado com os seus utentes, treinou-se num parque de estacionamento, com Júlio Cirino a dar-lhe orientações pela janela do seu escritório, e conseguiu, finalmente, que lhe cedessem um areal vedado, ao pé da lota do peixe da Gafanha da Nazaré.

 

 

Por motivos que desconheço, Teresa Machado, ao fim de dezassete anos no Sporting, acabou por ir parar aos Açores, onde, durante quatro anos, representou o Clube Operário Desportivo. No final da carreira, ainda esteve um ano no F.C. Porto, ao serviço do qual, já com quarenta anos, ainda foi a terceira melhor portuguesa no lançamento do disco.

 

Não tenho quaisquer dúvidas sobre o que está reservado, na história do Sporting Clube de Portugal, para esta  excepcional desportista, que foi distinguida, entre outras honrarias, com dois Prémios Stromp, em 1988 e 1997. Um lugar dos mais altos, como é óbvio.


comentar ver comentários (10)

O Sporting venceu o jogo contra o Arouca é certo, mas ninguém acertou no resultado - uma vitória por números demasiado escassos para as nossas expectativas. Espero que os meus colegas de blogue e os nossos leitores revelem pontaria mais afinada ao fazerem as previsões dos próximos desafios.


comentar ver comentários (8)
Segunda-feira, 25 de Agosto de 2014
Levante-se no Reus
Leonardo Ralha
Parece-me muito interessante o empréstimo do Ruben Semedo ao Reus, embora tenha medo que ele aprenda a dar stickadas mais fortes com a formação de hóquei em patins do clube catalão.

Mais a sério: que o nosso defesa central aprenda qualquer coisa com este exílio no terceiro escalão do campeonato espanhol, pois o homem que admitiu torcer pelo Benfica, e que atirou a camisola verde e branca ao chão, começa a esgotar as oportunidades.

P.S. - Pelo contrário, considero bastante lamentável que um profissional sério e esforçado como Vítor Silva não seja encaminhado para um qualquer Paços de Ferreira onde possa ser patrão.


comentar ver comentários (2)
Nervoso, eu?!
Edmundo Gonçalves

Tinha intenção de escrever alguma coisa sobre a altercação entre António Simões e Rui Santos, ontem na SICNotícias; uma peixeirada assim tipo zanga de comadres, mas desisti.

Deve andar por aí na blogosfera já, certamente, e é muito pouco edificante para ser partilhado aqui neste sítio decente! apenas reproduzo uma frase de Rui Santos, que pode querer dizer alguma coisa: "você não está habituado a ouvir estas coisas"...

Será que depois de mais uma vitória oferecida, Simões está nervoso e a ver a coisa mal parada para o próximo jogo?

 

Para que conste, como já referi, não quero falar neste assunto e este post só foi publicado porque me esqueci de o apagar...


comentar ver comentários (13)
Vendo bem
Luciano Amaral

Vai um homem ganhar a vida lá fora durante uns dias e acontece de tudo. Saí na manhã do dia em que Nani voltou. Não consegui fazer o meu prognóstico aqui para o blog (acho que teria antecipado algo como 2-0 ou 3-0). Não vi um minuto do jogo, mas passei o jantar de sábado agarrado ao telemóvel, com os cámones sem perceberem muito bem o meu comportamento anti-social. A cinco minutos do fim do jogo, tive de abandonar o restaurante, ainda com o exasperante 0-0. Só meia hora depois, chegado ao hotel, pude ligar outra vez o telemóvel. Bem, que alívio...

Depois, li tudo o que se passou: o romance do penálti e o resto. Ontem, ainda consegui ver os resumos dos chamados "nossos rivais".

 

No final, pergunto-me se as coisas não acabaram por correr bem: ficámos com os três pontos; o Nani levou um banhito de humildade que é capaz de ser importante para o futuro; se tem marcado, estava agora provavelmente a ver-se como o homem providencial da equipa; assim, percebeu que pode falhar, que a equipa ganha sem ele e que não veio para cá jogar para um clube do Turquemenistão, onde não existe praticamente ninguém para além dele. Levou pequenas ripadas do Adrien e do treinador, o que é sempre bom para acalmar. Agora, que jogue para e com a equipa, humilde e concentrado.

 

A isto acresce que, segundo parece, teremos feito o melhor jogo de entre os "três grandes", sendo que ao Benfica até lhe foi oferecido o empate, com aquele golo roubado ao Boavista.

 

Acho que o balanço é capaz de não ter sido mau, apesar de só alcançado mesmo ao cair do pano. Para a semana, é para dar cabo dos fificas.

Tags: , , ,

comentar

Não me querendo imiscuir na rubrica do Pedro Correia, sugiro a inclusão deste jovem jogador, que desponta no Porto. Muito bom.

 

 

Rúben Neves

 

 


comentar ver comentários (5)
Jogo a rever
Duarte Fonseca

Só vi o jogo no estádio, mas ainda espero rever o jogo na televisão.

Este disclaimer inicial tem que ver com a divergência entre a análise que fiz do jogo e a opinião da maioria das pessoas com que falei após o jogo.

 

Para mim o Sporting fez uma exibição muito competente na 1a parte, principalmente os primeiros 15/20 minutos, em que tivemos pelo menos 2 oportunidades claras de golo. Depois entrou num período, normal para a fase da época em questão, de dúvidas existenciais e possivelmente alguma falta de crença no modelo e nos processos. No entanto, a organização da equipa foi evidente.

Ao intervalo, Marco Silva voltou a dar confiança à equipa e, sem demoras, fez uma substituição ofensiva. Ganhou acutilância nas zonas ofensivas e colocou em campo um dos melhores do plantel. Com efeito, os primeiros 25 minutos da 2a parte foram, na minha opinião, muito bons. Mesmo muito bons, simplesmente existiram momentos de decisão no último terço que não foram os melhores. Com melhor capacidade de decisão nas zonas mais avançadas, poderíamos ter criado uma dezena de oportunidades claras de golo. Estamos no bom caminho e é imprescindível que a equipa e Marco Silva não abdiquem da crença no que estão a fazer.

 

Adrien esteve muito bem do princípio ao fim, Esgaio fez uma grande exibição, quase sempre decidiu bem e em termos de posicionamento defensivo esteve exemplar (não me venham com o exemplo absurdo de que ele esteve mal posicionalmente só porque os dois lances de maior perigo do Arouca surgiram do seu lado, isso por si só não quer dizer nada).

Maurício foi o elo mais fraco da equipa. É gritante a sua falta de qualidade a sair com bola (demora uma eternidade a decidir) e a dar coberturas aos colegas. Pode não parecer, mas o processo ofensivo deste Sporting depende muito do primeiro momento de construção e a falta de qualidade nesse momento condiciona muita da dinâmica (velocidade) ofensiva.

 

Em termos gerais, gostei bastante da equipa, mantenho dúvidas na dupla de centrais, mas gosto e acredito muito no que Marco Silva está a fazer. Espero manter a mesma opinião após rever o jogo na televisão.


comentar ver comentários (5)

Tenho estado a ouvir desde sábado à noite, na TV, apreciações positivas ao dispositivo táctico do Arouca, o que me parece inconcebível. O "dispositivo táctico" foi trancar a porta com onze ferrolhos.
O Sporting exerceu pressão atacante durante todo o jogo, em fluxo contínuo. Rui Patrício fez duas defesas, não mais.

Pontos positivos:

- Carlos Mané

- Termos ganho sem William Carvalho

- Nani novamente entre nós

- Adrien cada vez maior

- Jefferson, um dos melhores laterais do campeonato português

- Aposta contínua na formação, como comprovou a estreia de Esgaio como titular

- A consolidação de Sarr como titular no eixo da defesa

- A entrada de Tanaka

- Boa ligação entre os sectores

- O público entusiasta

Pontos negativos:

- O prolongado jejum de Montero

- Capel cada vez mais carta fora do baralho

- O mistério Shikabala

- Adrien não ter marcado o penálti

- Excessiva previsibilidade do nosso processo ofensivo

Balanço positivo. E agora que venha o Benfica.


comentar ver comentários (6)

 

João Gobern - O Rui Patrício, na selecção, já conseguiu pôr a bola directamente nos pés de um avançado de Israel.

Rui Oliveira e Costa - Essa é verdade. Foi em Alvalade.

(há pouco, na RTP informação)

 

O homem é afastado de um lado mas logo arranja maneira de se encaixar noutro. "Defendendo" sempre o Sporting e os seus jogadores da forma que este breve diálogo bem ilustra.

Esta época livrámo-nos dele na SIC, mas ei-lo de regresso ao canal público, para gáudio dos nossos adversários. E lamento de todos nós.


comentar ver comentários (2)
Domingo, 24 de Agosto de 2014

1. "O Sporting iniciou a partida [Sporting-Arouca] com o 4x3x3 do costume, mas por duas vezes Marco Silva alterou o desenho táctico. Primeiro, ao intervalo, tirou Rosell e colocou em jogo Mané, passando a actuar em 4x2x3x1. Depois, aos 75 minutos, mudou para 4x1x3x2, com Adrien como trinco e Montero e Tanaka a pontas-de-lança, com Mané nas costas. E não é que resultou?"

N' A Bola de hoje

 

2. "[Marco Silva] viu a sua equipa sentir algumas dificuldades para romper a estratégia do Arouca e nem hesitou em mudar a estratégia ao intervalo, deixando Rosell no balneário e lançando Carlos Mané para apoiar Montero. Uma aposta ganha, uma vez que o internacional sub-21 deu mais dinâmica ao ataque e fez o golo da vitória. Apostou tudo com Tanaka e Capel e mereceu ser feliz."

No Record de hoje


comentar ver comentários (8)
Um péssimo começo...
Jose Manuel Barroso

... o do Nani. Não pela falta de qualidade, sabemos que isso não constitui problema. Não pela exibição esforçada, mas ainda sem grande influência na equipa. Mas pelo péssimo exemplo de vedetismo, de falta de respeito pelo Adrien, pelos colegas, pelo treinador (com o Jardim ter-se-ia passado assim? e pela hierarquia prédeterminada para a marcação de penaltis. Pela insensatez de puxar para si a super responsabilidade de faturar (ELE), naquele dia e naquele momento. Perdeu a oportunidade de colocar a equipa a vencer e pode ter perdido mais coisas - e pode ter estragado outras. Nani é bem vindo? É, sem dúvida. Mas um Nani que ajude a dar mais coesão e mais qualidade ao grupo. Não um Nani vedeta, antes do tempo, e muito menos um Nani-Bojinov. Um Nani que sai a passo, aos 75 minutos, quando o Arouca estava a queimar tempo e os seus jogadores saíam, apesar de tudo, fingindo correr... devagarinho.


comentar ver comentários (13)
Rescaldo do jogo
Paulo Gorjão

1. Não vale a pena chorar pelo leite derramado. Pouco importa se deveria ter sido Nani a marcar o penalty. Marcou, ponto. Falhou e nada pode alterar essa situação. Vejamos antes o que aconteceu pelo seu lado positivo. Nani estava - e está - entusiasmado com o seu regresso a Alvalade. Foi voluntarista e ao carinho com que foi recebido quis retribuir com um golo. Quem nos dera a nós ter um plantel inteiro com os actuais níveis de motivação de Nani. Esse é o ponto importante a destacar.

2. Gosto muito de Montero e considero que mesmo quando não marca é útil muitas vezes nas movimentações da equipa. Não tem sido tanto assim nos últimos jogos. Mais importante, começa a ser um pouco difícil a um treinador justificar a aposta em nome dos equilíbrios internos. Não está em causa o seu valor ou o seu profissionalismo, mas a condição de titular de Montero começa a ser difícil de justificar.

3. Slimani ou Tanaka? Pessoalmente acredito que Tanaka vai ser a revelação desta época, i.e. na relação entre as expectativas e os resultados será o jogador que se destacará. Ontem, Tanaka quase que marcou. Vai seguramente dar nas vistas.

4. Voltamos a um dos dilemas da época passada: Carlos Mané ou André Carrillo? 

O treinador, para já, deu preferência a Carrillo, mas ontem Mané disse presente da melhor forma possível.

5. Se alguém pensa que nesta fase - repito, nesta fase - Oriol Rosell é um substituto à altura de William Carvalho, bom, julgo que está feita a prova dos nove...

6. Indiscutivelmente, temos um plantel muito mais equilibrado, com mais soluções e com melhor qualidade individual global. Os dois primeiros jogos não foram particularmente entusiasmantes, mas a procissão ainda nem ao adro chegou.

7. Um dos grandes motivos da boa época passada foi a enorme sintonia entre o presidente do nosso clube, a direcção de futebol, a equipa técnica, os jogadores, os sócios e os adeptos. Uma espécie de um por todos e todos por um. Haja o bom senso de manter essa nossa mais-valia. Da minha parte é o que farei.

Allez, allez, Sporting allez!


comentar ver comentários (4)
Os do costume
Pedro Correia

Adoram transformar empates em derrotas e vitórias em empates, confundindo desejos com realidades. Nós sabemos que eles sabem que nós sabemos quem são.


comentar

«Atentas todas as circunstâncias e respectivo contexto que rodearam a vinda do Nani, quem poderá levar a mal que ele se tenha oferecido para marcar o penalty? Mas alguém no seu perfeito juízo poderia pensar que quer o Adrien (sabe-se que não se opôs) quer o Marco Silva se oporiam a que fosse o Nani a marcar o penalty quando toda a gente sabe que era ele que marcava livres e penalties quando jogava no Manchester United?»

Marco Lopes, neste meu post


comentar ver comentários (2)

 

«Hoje, sobretudo na primeira parte, o Sporting foi uma equipa completamente adinâmica.»

 

«Rosell é apenas um ladrão de bolas mas não tem nenhuma qualidade na saída para o ataque.»

 

«A ausência de William retira ao Sporting ciência posicional para recuperar a bola.»

 

«A exibição do Sporting foi um susto terrível.»

 

«Esgaio praticamente tinha uma parede na linha de meio-campo.»

 

«Nani foi um mau profissional.»

 

Há pouco, na SIC Notícias


comentar ver comentários (6)

Não me ocorre outra forma de descrever o jogo. Como o Pedro já referiu, só houve uma equipa em campo e a vitória é inteiramente merecida, ainda que para isso se tenha tido de esperar quase até ao apito final. A nossa equipa não deslumbrou, pelo contrário, embora tenham existido aqui e ali alguns bons apontamentos individuais. Adrien encheu o campo com a sua classe, como sempre. Mané, enfim, o que dizer? Introduziu valor acrescentado com a sua presença e marcou o golo que valeu os três pontos. Nani é um virtuoso que nos faz ir aos estádios ver futebol. É bom, muito bom, poder voltar a vê-lo jogar em Portugal e no nosso clube em particular. Teve azar na conversão do penalty e recebeu alguns assobios no momento da sua substituição que muito me irritaram. Rosell foi muito bem substituído, para mim a exibição menos conseguida da nossa equipa. Esgaio pareceu-me muito nervoso, mas fez uma boa exibição, aliás tal como Sarr.

O treinador tem ainda muito trabalho pela frente, mas a matéria-prima está lá e isso é fundamental. Quanto ao resto, o costume: allez, allez, Sporting allez!


comentar ver comentários (1)
Autores
Pesquisar
 
Posts recentes

A angústia do árbitro per...

Os nossos comentadores me...

Sub-21: Rúben Semedo marc...

Evidências

Cada vez mais encarnada

O desespero

Leoas às sextas

Os nossos comentadores me...

Afinal sempre há algo imp...

É só p'ra dizer presente!

Arquivo

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Tags

sporting

comentários

memória

bruno de carvalho

selecção

leoas

prognósticos

jorge jesus

vitórias

há um ano

balanço

campeonato

slb

arbitragem

benfica

jogadores

eleições

rescaldo

mundial 2014

taça de portugal

liga europa

godinho lopes

ler os outros

clássicos

árbitros

golos

nós

euro 2016

futebol

comentadores

crise

marco silva

scp

cristiano ronaldo

análise

humor

formação

chavões

liga dos campeões

slimani

todas as tags

Mais comentados
158 comentários
155 comentários
152 comentários
136 comentários
136 comentários
132 comentários
Ligações
Créditos
Layout: SAPO/Pedro Neves
Fotografias de cabeçalho: Flickr/blvesboy e Flickr/André
blogs SAPO
subscrever feeds