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És a nossa Fé!

O tendão rotuliano de Cristiano

 

Sem Cristiano Ronaldo, a selecção nacional não ultrapassa a mediania, como ficou bem demonstrado no empate a zero contra a Grécia no Estádio Nacional. Dir-se-á que o jogo era a feijões. Mesmo assim, soube a muito pouco. E foi até uma partida penosa de ver: confesso que desisti aos 80 minutos.

Como nota positiva realço apenas a boa exibição de Nani, que parece recuperado das lesões que o mantiveram afastado dos relvados durante grande parte da temporada no campeonato inglês. Também Postiga - que jogou na primeira parte - teve bons apontamentos, dando igualmente a sensação de estar em boa forma física após as lesões que o relegaram para intermináveis sessões de fisioterapia, quase sem poder dar contributo à Lazio.

Tudo o resto foi monótono, desinspirado e previsível. E nem o nosso William Carvalho, titular neste encontro, jogou ao excelente nível a que nos habituou no Sporting.

Mas a pior notícia sobre a selecção foi hoje impressa em Espanha: o influente El País garante que a participação de Cristiano Ronaldo no Mundial está em risco devido a uma persistente inflamação no tendão rotuliano da perna esquerda do craque.

Esperemos que tudo não passe de falso alarme. Porque a nossa equipa nacional sem Ronaldo nem meia equipa é. A prova voltou a estar hoje à vista, para quem ainda tivesse dúvidas.

Balanço (19)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre VÍTOR:

 

- Duarte Fonseca: «[Na semana passada] dei por mim a pensar que Vítor seria uma excelente opção para o actual plantel do Sporting. Porque traria experiência, porque acrescentaria qualidade e porque tem um perfil que me parece completamente consentâneo com a actual política do Sporting. Além disso, não deverá ter problemas de integração.» (3 de Setembro)

- Francisco Melo: «O ex-Paços de Ferreira não acusou a pressão de jogar num Grande. Enturmou bem na equipa do Sporting, e parece querer aproveitar ao máximo a oportunidade que, na opinião de muitos, já merecia há mais tempo na sua carreira.» (21 de Outubro)

- Tiago Cabral: «A sua forma de jogar, que apenas a sua excelente técnica o permite, transforma o difícil em fácil e o complicado em simples. Joga de cabeça levantada, antes de receber a bola já sabe onde a vai colocar.» (25 de Novembro)

Faz hoje um ano

 

Vão certamente perdoar-me a autocitação, mas apetece-me reproduzir um texto que aqui publiquei em 31 de Maio de 2013, quando como agora se vivia já no período do defeso, entre duas temporadas do futebol:

 

«A diferença que um acentozinho faz. Imaginem só esta manchete sem acento na segunda palavra: não tinha o mesmo carácter épico, pois não? Foi comovedor ver o Record - que se orgulha de ter sido o primeiro jornal português a abraçar o "desacordo" ortográfico - romper com uma das mais absurdas regras do convénio assinado em 1990 por Santana Lopes em nome do Governo português, repondo o acento na terceira pessoa do presente do indicativo do verbo parar, desfazendo assim a homografia com a preposição para que tinha sido imposta pelas luminárias do acordortografiquês.

Tudo certo, portanto. Em termos ortográficos. O mesmo não se pode dizer em termos jornalísticos: no mínimo, esta manchete da edição de 5 de Abril peca por ter sido excessivamente apressadinha. Afinal houve quem parasse o Benfica. Eu contei pelo menos três equipas: Chelsea, FC Porto e V. Guimarães.

E afinal bastaria um ponto de interrogação para o erro não ser tão flagrante. Às vezes, no futebol como no jornalismo, convém jogar pelo seguro...»

Vieira, o Cupido da dívida

O Vieira, na sua entrevista à RTP, resolveu namorar o FCP e distanciar-se do SCP. Aos que não entenderam o porquê da setinha do Vieira/Cupido ao pintinho, desse xicoração lã_pião aos andrades, eu explico. O Benfica e o Porto têm um passivo descomunal não resolvido com a banca, ao contrário do nosso. Não lhes chega vender jogadores, para aliviar as coisas, têm de baixar os custos e pagar as dívidas. A banca, na conjuntura atual, já não é, nem pode ser, tão amiga. Mas SLB e FCP precisam da gentileza da banca, ou terão de seguir o caminho do SCP, diminuindo drasticamente os seus custos, nomeadamente com jogadores. Isso, para eles, é uma revolução - com eventuais consequências na competitividade interna e externa. Um perigo, o exemplo do Sporting esta temporada: mais com menos. Percebe-se, assim, porque o Vieira diz que lhe não caem os pêlos das manitas e falará com o Papa emérito (o em funções é o dito Vieira). Eles vão usar o argumento falso dos «favores da banca» ao SCP, para querer favores a sério. Sem contrapartidas de racionalidade de custos, que o SCP corajosamente adotou. Estão numa de pressão sobre a banca, junto desta e usando os adeptos, passando uma mentira como verdade. Acham que a pressão a dois será mais efetiva. São dois coxos que se apoiam, a ver se se equilibram. Dois coxos com a mesma ideia da verdade desportiva e da verdade financeira. Ou seja, sem verdade e sem vergonha nenhuma. Vão-se aliar para encher pneus rotos. Tentando usar o honrado SCP como «argumento». Sigamos os próximos capitulos. E o próximo campeonato.

Obrigado pá, mas foste um imbecil



Eu tenho uma dívida de gratidão para com António Oliveira. Como sportinguista, não esqueço os seus golos nas noites europeias no velhinho José de Alvalade e não esqueço o seu sportinguismo quando rugiu qualquer coisa como por cada leão que cair, outro se levantará. É gratidão eterna por este grito que muitos sportinguistas nunca foram capazes de dar. É por isso que estou irritado com isto que ele escreveu hoje no Record: "Ao longo da época, Bruno de Carvalho 'serviu' os interesses do Benfica". É uma frase triplamente imbecil. Primeiro: pela habilidade das aspas no "serviu". Segundo: por ser ressabiada pelo terceiro lugar do Porto com um orçamento pornograficamente superior. Terceiro: pela raiva de terem sido incapazes de contratar Leonardo Jardim para levarem um incompetente que os enterrou até ao pescoço. António Oliveira anda à caça de um lugar pela sucessão de Pinto da Costa e atacar o Sporting só pode querer dizer uma coisa: é do Sporting que eles têm medo. É evidente que a frase é mentirosa, mas uma mentira dita por uma pessoa inteligente pode ser perigosa. Como António Oliveira não é perigoso, só pode ter sido imbecil.

Balanço (18)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre ESGAIO:

 

- Pedro Oliveira: «Como futebolista compararia Ricardo Esgaio com Dani Alves. A mesma altura, 1,73 m, o mesmo signo força e terra (Dani nasceu a 6 de Maio), a mesma vontade de vencer. Tal como o brasileiro do Barcelona, Ricardo sente-se à vontade em todo o corredor direito.» (28 de Novembro)

- João Paulo Palha: «Se me perguntarem se o Sporting deve reforçar-se em Janeiro, tendo em vista o título, direi que sim, se tal for necessário, que vamos aos bês buscar Rúben Semedo ou João Mário ou Iúri Medeiros ou Betinho ou Ricardo Esgaio.» (12 de Dezembro)

- Edmundo Gonçalves: «Se alguma das pérolas sair, olhem, temos o João Mário e o Esgaio e outros miúdos, que defenderão o Leão tão bem quanto estes agora o fazem.» (24 de Março)

Não se passa nada

Ronda pela imprensa da especialidade, que a "estação parva" esta época chegou mais cedo, e constata-se que não se passa nada mesmo.

 

Na Borla, Jesus continua a dizer que a Champions é um sonho, o que não é uma novidade e parece que conta com Wolkswinkel para isso; continua sonhando Jorge!

Diz que o Sporting Clube de Portugal está disponível para vender Dier por seis milhões para inglaterra.

E no Porto não se passa nada.

Ah! o Jesus diz que anda é a aprender inglês e que de italiano não vê um boi e que o único que acreditou nele foi o orelhas. fosse lá porque fosse...

 

Já no Rascord, fiquei a saber que também já temos im Itch! e que Rinaudo é capaz de voltar às pampas e ainda que a cotação de Slimani dispara. A ver se não é para a bancada onde eu estou, chiça! um tiraço, mesmo de cabeça, do nosso artilheiro, é de causar mossa!

Quanto aos nossos vizinhos, parece que Cardozo está mesmo out, já que as "águias(estão) pressionadas para comprar avançado". Quanto à defesa, o orelhas já disse ao Jesus: "pá, vais ficar sem o Garay, ãhn!"

No Porto, estranhamente, continua a não passar-se nada...

 

E vamos ao Nojo, onde o saudoso detective Varatojo (só pode!) conseguiu descobrir Izmailov; faro de perdigueiro! fora esta notícia importante para o futuro do clube, do Porto, nada! estranho...

Entretanto ficamos a saber da nova ocupação de Jesus: parece que é pintor. Mestre! "os jogadores dão as pinceladas, mas a ideia foi minha", diz, em entrevista concedida no seu atelier, perdão, gabinete. Fica por saber se Mestre em belas artes, se na construção civil, mas isso o Nojo não esclarece.

O que afirma, convictamente, é que o nosso Itch não vem, porque abriu muito a boca. E a gente sabe que agora no Sporting Clube de Portugal, há só uma boca a falar! este Itch deve pensar que é o Cardozo...

Adiante! ficamos a saber que Martins renova até 2018 e que o Mónaco, o Liverpool, o PSG e o Barcelona andam atrás do Rojo. Pá, eu que pensava que o rapaz era certinho; alguém me sabe dizer o que é que ele fez de mal??

Parece que o Arsenal também anda na pista do Dier. Podem chamar o Varatojo, fáxavor???

Ah, e o Capel vai ter com o Leo ao Mónaco; não diz se o acordeon faz parte do negócio, mas com a queda dos franciús para a coisa, é capaz...

E finalmente o Carvalho tem apartamento alugado em Manchester, mas está prometida a vivenda que era do Ronaldo. Sem piscina! pelo menos o moço disse, cofiando aquele bigodinho à Errol Flynn que lhe dá um charme do camândrio, que não é feitio dele "amandar-se pá piscina"...e eu concordo!

 

Como vêem, não se passa nada...

Venha de lá o Mundial!

Faz hoje um ano

 

Finda a época, era também o momento de fazer um balanço do comportamento de alguns jornais especializados em futebol. Foi o que procurei fazer a 30 de Maio de 2013, analisando o tratamento editorial dispensado por dois destes periódicos ao Benfica: ambos trataram-no como o campeão que nunca chegou a ser nessa temporada 2012/13:

 

Primeiro caso:

«Deitar foguetes antes da festa, no futebol como no jornalismo, costuma dar mau resultado. Quando isso sucede, acontecem capas como esta do Record de 30 de Abril: olhando para ela, exactamente um mês decorrido, soa a um daqueles desejos de menino em véspera de Natal que não chega a concretizar-se no momento em que se desembrulham as prendas. "É tão bom, não foi?", rematava uma velha anedota de caserna. Devidamente transposto para a actualidade desportiva e jornalística, o antigo dichote pode agora ler-se assim: esteve quase a ser tão bom, não foi?

E é que não foi mesmo.»

 

 

Segundo caso:

«Nada como ler o jornal A Bola para deparar com notícias destinadas a tranquilizar o povo benfiquista. Como esta sobre Jorge Jesus, por exemplo, na página 2 da edição de terça-feira: "Quatro títulos em quatro anos".

     ******

Quatro títulos na atribulada era de Jesus?!

Intrigado, fui ler. A notícia começa em tom épico: "Melhor arranque era difícil." Pena, para os benfiquistas, estar totalmente desactualizada: esse brilhante "arranque" correspondia afinal ao campeonato 2009/10...

Sempre no mesmo tom, a prosa prossegue: "Jesus começou por empolgar com futebol de ataque, golos e muita emoção. Para aquecer os corações, foi ganhando uma Taça da Liga (a primeira de três conquistadas durante os quatro anos de mandato) e culminou em apoteose com a celebração da conquista do campeonato, em Maio, na praça Marquês de Pombal."

    ******

Conclusão: os "quatro títulos" a que o jornal favorito do SLB fez referência eram afinal... só um. Os restantes três - a Taça Lucílio Baptista - nem meios títulos são. Dará para "aquecer os corações"? A Bola jura que sim. Mas temos que dar o devido desconto ao periódico mais encarnado do País. Por lá, basta surgir uma pomba a esvoaçar do outro lado da janela para haver logo quem imagine tratar-se de uma águia imperial.

Mania das grandezas. Depois ninguém se admira por darem à luz prosas como esta.»

900 mil visitas

Acabamos de registar 900 mil visitas no És a nossa Fé, um blogue em crescendo de influência e de audiência no universo leonino. Aqui fica uma calorosa saudação a todos os leitores, incluindo aqueles que nos visitam regularmente mesmo sem partilharem as nossas cores.

Dos Mundiais para o Sporting (III) - Naybet

 

Após o Mundial de 1994, nos Estados Unidos, ingressou no Sporting, um defesa central marroquino de nome Noureddine Naybet. Veio transferido do Nantes onde jogara somente um ano.

 

Todavia em Alvalade foi durante duas épocas um dos pilares da defesa leonina, jogando 54 jogos e marcando 5 golos. Mas em 1996 é transferido para o Deportivo da Corunha de Espanha onde também se evidenciou.

 

Naybet era um daqueles jogadores que preferia quebrar que torcer. O que lhe originava com os treinadores e não só alguns dissabores. Enquanto atleta do Sporting ganhou uma taça de Portugal, contra o Marítimo – curiosamente a única final que vi do Sporting, no Jamor – e uma Supertaça conquistada frente ao FCPorto em Paris com um esclarecedor 3-0.

 

Dono de uma técnica apurada, Naybet era quase intransponível. E não fossem as consecutivas lesões que sofreu, este marroquino teria feito uma carreira fantástica.

 

Um jogador de altíssimo nível que gostei (muito) de lembrar.

 

 

 

 

Elementar

Corre por aí que a final da taça da AF Lisboa, retomada o ano passado e que vencemos, vai ter honras de transmissão no canal de carnide. A meia-final entre Belenenses e Sporting decidirá o opositor do benfica na final. Vai ser limpinho, limpinho. Até porque qual era a lógica do canal de carnide ter comprado o direito de transmissão desta final se o seu clube, que é o mesmo que detém o canal televisivo, não a jogasse? 

 

Marcos Rojo, o 6.

 

Há uns dias surgiu uma polémica com o treinador argentino, na qual este, supostamente, se tinha enganado na táctica do benfica e na posição de Rojo, que disse ter jogado o ano todo na posição 6. Serve este post para o defender Sabella, não quanto ao engano no sistema táctico, mas sim quanto à posição de Rojo. Na minha opinião, Sabella não se enganou. Eu passo a explicar.

 

 

Na imagem acima, retirada de um fantástico post do João André no Delito de Opinião, vemos que na Argentina a tradição coloca o nº 6 no central que joga pela esquerda. Devido às diferentes tradições, que são explicadas no mesmo post, na Argentina a posição 6 e a posição 5 surgem trocadas com aquilo que é costume na Europa. Assim, quando Sabella diz que Rojo fez a época toda na posição 6, refere-se ao facto de ter jogado como central pela esquerda (e não como lateral esquerdo, posição que ocupa na Argentina), o que é verdade. E se a tradição já não é o que era, na selecção sul-americana ainda tem o seu peso. É por isso que Otamendi vai ser o 6 e Gago, que na Europa é um 6 puro, será o 5. Também o outro central ficará com o 2 (Garay) e o lateral direito, contra o que é costume por cá, com o 4 (Zabaleta fica com o número que Zanetti também usou). O mesmo se verificou em 2010: Demichelis com o 2; Heinze com o 6; Bolatti com o 5. E, se quisermos pensar mais para trás, todos nos lembramos de Cambiasso ou Redondo com a 5 e, por exemplo, Sensini com a 6.

 

Posto isto, Sabella enganou-se? Pode ter acontecido. Se assim foi, correu bem. A outra hipótese é ter-se limitado a falar em termos de tradição de números na Argentina e os jornalistas nem terem posto essa hipótese. E entre uma coincidência e uma hipótese justificada com factos, eu tendo a preferir a segunda. Caso assim seja, a ignorância clamada por todos os jornalistas que sobre isto escreveram em Portugal acaba por passar para o lado deles.

 

 

 

Nota: Leiam o post referido, e percebam que há outras tradições em termos de numeração. Se lerem, vão perceber, por exemplo, porque é que vimos sempre Roberto Carlos com o 6 na selecção brasileira (ou Michel Bastos, em 2010) ou Gerrard com o 4 em Inglaterra.

Balanço (17)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre HELDON:

 

- Eu: «O avançado que acaba de vir do Marítimo - apesar de ainda não estar rotinado na equipa, naturalmente - revelou bons apontamentos neste seu jogo inicial com a camisola verde e branca. Destacou-se por exemplo num grande lance pelo corredor esquerdo aos 62', que merecia melhor finalização após ter fintado dois adversários. Parece um reforço de qualidade. E bem precisamos dele.» (11 de Fevereiro)

- Duarte Fonseca: «Patrício e Heldon foram os únicos que não acusaram inexperiência.» (12 de Fevereiro)

- Filipe Arede Nunes: «Creio ter sido uma grande contratação.» (27 de Fevereiro)

Faz hoje um ano

 

Vale a pena reler na íntegra, pela sua relevância e oportunidade, a seguinte reflexão que o Tiago Loureiro aqui deixou a 29 de Maio de 2013:

 

«Uma das ideias que o Presidente do Sporting fez passar na entrevista de ontem foi a existência de uma certa dificuldade nos processos de renovação de alguns dos jogadores mais jovens do clube (suponho que estivesse a falar, muito em particular, de Bruma e Ilori), devido às exageradas exigências colocadas em cima da mesa. É verdade que esses dossiers deviam ter sido resolvidos noutro tempo, por outras pessoas - mas essas já não moram no clube e o tempo não volta atrás. Também é certo que muita da dificuldade é imposta pela vontade dos agentes dos jogadores em obter dividendos com eles - mas esses, cada vez mais, encaram os seus representados como uma mercadoria da qual pretendem extrair o maior lucro possível e não como um atleta que devem ajudar a construir a melhor carreira desportiva. A mensagem principal deverá ser, então, transmitida e ensinada aos jogadores, pedagogia essa que deve começar e criar raízes no período da sua formação. Ensinar-lhes que a pressa é inimiga da perfeição, como diz sabiamente o povo. E contar-lhes as histórias do Alhandra e do Paulo Costa (que fugiram para o Inter e depois mergulharam numa carreira medíocre, da qual apenas Caneira, o companheiro de fuga, escapou), do Fábio Paim (que, com tudo para ser uma lenda, se afundou nas consequências da própria irresponsabilidade), do Fábio Ferreira e do Ricardo Fernandes (que, ainda juvenis, rumaram ao Chelsea em busca dos milhões e hoje, aos 24 anos, estão perdidos para o futebol) e de outros jogadores com casos semelhantes. Porque ter as fotos de Cristiano Ronaldo, Figo ou Nani a forrar as paredes da Academia e as suas histórias na ponta da língua para motivar os miúdos é fácil. Mas mostrar-lhes que o reverso da medalha também acontece, especialmente para quem tem mais olhos que barriga, poderá ser bem mais útil.»

 

Balanço (16)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre WILSON EDUARDO:

 

- José Navarro de Andrade: «Wilson Eduardo  comporta-se como um B-2, silencioso, furtivo e apto a despejar armas de destruição maciça por onde passa. Quando Wilson Eduardo acaba o jogo, hão-de reparar que o defesa direito adversário ficou reduzido a cinzas, o defesa central daquele lado mostra estragos morais irreparáveis e ainda se verificam graves danos no meio campo e no guarda-redes.» (26 de Agosto)

- Eu: «Gostei do grande golo de Wilson Eduardo. Um prodígio de técnica, num ângulo de execução muito difícil. A festa do futebol passa por isto.» (21 de Setembro)

- Francisco Melo: «Gosto muito de Wilson Eduardo. Para além de marcar, e dar a marcar, golos nota-se que tem mesmo imensa vontade e prazer em jogar de leão ao peito.» (12 de Novembro)

Faz hoje um ano

 

Tínhamos chegado ao defeso futebolístico. Os jornais começavam a especular sobre transferências de jogadores. O Sporting, saído da pior época de sempre, preparava a temporada seguinte.

A 28 de Maio de 2013 o Record publicava uma entrevista com o presidente leonino. Sem papas na língua, Bruno de Carvalho falava de tudo um pouco: "o comportamento dos agentes com o Sporting e sua influência sobre os jogadores, os salários e as despesas principescas praticadas no clube mesmo num cenário de caos financeiro, as dificuldades desportivas que se aproximam, os podres do futebol português e a vontade de fazer diferente, por muito que isso custe". Resumo feito pelo Tiago Loureiro, que não hesitava em considerar essa entrevista "de leitura obrigatória".

Também o Francisco Mota Ferreira ficou satisfeito. E justificou porquê: "Confesso que, no essencial, gostei do que li. O caminho é arriscado mas, se cumprir o que lá sugere, todos ganham: o futebol no geral, o Sporting no particular. E perdem todos os que fazem do negócio de futebol uma coisa muito pouco higiénica."

Balanço (15)

 

O que dissemos aqui, durante a temporada, sobre SLIMANI:

 

- Henrique Monteiro: «Eu gostava do Montero, mas agora tambem gosto do Slimani. É possível um sportinguista gostar de dois avançados que metem golos? O meu coração divide-se, ou como se diz em francês, que é mais fino, mon coeur balance. Valha-me Deus! Nunca pensei que depois da última época andasse nesta altura a discutir comigo que goleador é o mais eficaz no nosso ataque.» (24 de Novembro)

- Adelino Cunha: «Difícil é interpretar aquele jeito desajeitado de Slimani. É isso mesmo. Não me faz lembrar a elegância do Jordão, nem revejo o instinto assassino de Jardel, mas Slimani tem para ali um jeito sem jeito que tem dado golos e golos que libertam. O primeiro lugar em que estamos é também feito com os golos de Slimani.» (2 de Dezembro)

- Eu: «O argelino veio dar densidade, profundidade e perigo ao ataque leonino mal entrou, aos 53'. E resolveu a partida, marcando o golo decisivo, após excelente cruzamento de Jefferson. É cada vez mais legítimo questionarmo-nos se não merece ser titular.» (18 de Janeiro)

- Filipe Arede Nunes: «E as duas assistências de Slimani? Aqueles que tendem a desvalorizar um jogador apenas porque não é um prodígio da técnica terão ficado bem aborrecidos, em especial com o toque de calcanhar para o golo de Carvalho!» (7 de Abril)

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