Quarta-feira, 30 de Abril de 2014
Rumo ao Mundial (4)
Pedro Correia

 

 

PEPE

Chegou a jogar uns dias em Alvalade à experiência até alguém chegar à conclusão de que não servia para o Sporting, devolvendo-o ao Marítimo. Dali viera Képler Laveran Lima Ferreira (Pepe), nordestino nascido em Maceió - estado brasileiro de Alagoas - há 31 anos e naturalizado português desde 2007. Certos decisores no mundo do futebol padecem irremediavelmente de vistas curtas...

Enquanto uns não querem, estão outros à espera. Neste caso aproveitou o FC Porto, onde Pepe se sagrou duas vezes campeão e venceu uma Taça de Portugal e uma supertaça. E, desde 2007, aproveitou o Real Madrid. Também com bons resultados: este luso-brasileiro é titular indiscutível do plantel comandado por Ancelotti. Já foi médio defensivo, hoje actua no eixo da defesa, não só no clube madrileno (onde joga ao lado de Sergio Ramos) mas também na selecção portuguesa (onde vem formando uma eficaz parceria com Bruno Alves).

Pepe é um defesa veloz, atento, interventivo, que joga por antecipação cortando linhas de passe aos atacantes adversários e sabe colocar a bola na faixa intermédia do terreno, dando início ao processo ofensivo. Desempenha da melhor forma as missões que lhe são confiadas, como ficou bem patente na meia-final da Liga dos Campeões frente ao Bayern de Munique. É um baluarte no sector recuado, onde os desafios começam a ser ganhos. No jogo de ontem, em Munique, secou Thomas Müller, um dos mais temíveis atacantes germânicos. A defesa do Real revelou-se intransponível.

É duro em campo. Mas também vibrante a entoar A Portuguesa nos relvados, antes dos grandes confrontos da selecção, onde se estreou há sete anos (e também marca, como sucedeu nos Europeus de 2008 e 2012). Bem precisamos de um Pepe assim no Mundial, onde será titular indiscutível. Müller e os colegas já sabem o que os espera.


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«O grande drama do Sporting é que não tem activos para vender.»

SIC Notícias, 28 de Abril

 

«Quanto é que vale o Carlos Mané?»

Idem


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Olha que bela notícia!
Edmundo Gonçalves

Segundo o jornal oficial do clube da Luz, Leonardo Jardim vai prolongar o contrato com o Sporting até 2017.

Ora bem! com coisas sérias, não se brinca!


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O macaco Adriano está indignado. Não, esperem, está indignadíssimo! Isso sim: indignadíssimo. O macaco Adriano só pensa em saltar para o pescoço do Platini e estrafegá-lo. Parece que o ex-jogador da Juventus quer usar o seu poder na UEFA para tramar o Benfica na secretaria. Sim, eu também estou indignado. Eu prefiro que o Benfica seja roubado dentro de campo. À vista de todos.

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Ficou mais que demonstrado que Franck Ribéry nunca poderá ser considerado um sério candidato sério ao título de melhor do mundo. Se futebolisticamente continua a uma distância abrupta de Messi e Ronaldo (e de mais uns quantos), em termos de personalidade e carácter está a anos-luz de distância do que se espera de uma personalidade com essa visibilidade. Não passa de um bruta montes francês que sabe dar uns pontapés na bola.

 

Ficou também demonstrado que enquanto Guardiola continuar a ceder às pressões dos seus dirigentes e público o Bayern não vai chegar ao patamar que todos esperavam aquando da sua contratação para treinador. Enquanto jogar com Mandzukic quando a sua real intenção é jogar com Muller ou Pizarro nessa posição (por isso a contratação de Lewandowski), enquanto jogar com Schweinsteiger ou Kroos só porque são alemães (não que não tenham qualidade, mas no sistema e nas posições que Guardiola pretende deles, Martínez é muito mais útil, não falo de Thiago porque está lesionado), enquanto tiver uma dupla de centrais com Boateng e Dante (Martínez também é muito melhor central que qualquer um destes), enquanto Robben continuar a preferir ter um jogo próprio consubstanciado em puxar para dentro e rematar em arco em vez de jogar para a equipa, este Bayern não passará daquilo que tem sido até hoje: uma grande equipa, é certo, capaz de ganhar muitos jogos mas sem alcançar o deslumbre e a perfeição táctica das equipas de Guardiola. Até quando Guardiola aguentará não ser fiel às suas ideias?

 

P.s. É uma pena não poder ver Xabi Alonso a jogar na final...


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Continuávamos a fazer contas: ainda haveria possibilidade de atingirmos um lugar na classificação que nos permitisse aceder às competições europeias? Precisávamos, desde logo, de vencer os três jogos que ainda faltava disputar. Mas teríamos também de esperar que os nossos adversários directos tropeçassem. O Estoril, por exemplo, teria de perder contra o Benfica.

Bastaria tal hipótese para torcermos por uma vitória dos nossos mais velhos rivais?

Alguns sportinguistas não conseguiam chegar tão longe.

O Adelino Cunha, por exemplo, escreveu isto nesse dia 30 de Abril de 2013:

«Querer que os limpinhos ganhem para serem campeões? Não, não me podem pedir isso. Não me podem pedir que vá contra a minha natureza. O meu anti-benfiquismo tem décadas de solidez. É um processo de aprendizagem que demora o seu tempo. Não levem a mal, mas eu sou um orgulhoso anti-benfiquista. Isto dá trabalho, sabem. Não me peçam para desejar que estes gajos ganhem para darmos um passo em frente na classificação. Deus sabe que não me pode pedir mais isso e como Deus sabe que não me pode pedir isso: na próxima jornada não estou cá.»


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Muito à portuguesa, fala-se quase sempre do "génio" de Cristiano Ronaldo. Mas quase nunca se fala da sua exemplar entrega ao treino. E no entanto essa é a principal razão do seu sucesso. Porque podemos detectar vestígios de "génio" num Ricardo Quaresma, por exemplo. Mas sem muito treino diário, sem muito esforço, sem dedicação total a um objectivo, nenhum "génio" chega longe. Nem o melhor do mundo, como Cristiano Ronaldo é.

 

Texto reeditado, a propósito do Bayern de Munique-Real Madrid desta noite: vitória madridista por 4-0, com dois golos de Ronaldo, que estabeleceu novo recorde pessoal: é o maior artilheiro de sempre numa só edição da prova máxima do futebol europeu, com 16 golos já marcados em sete partidas desta Liga dos Campeões.


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Terça-feira, 29 de Abril de 2014
Há horas felizes
Luciano Amaral

Qualquer dia em que o futebol vença o tiki-taka deve ser celebrado.


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Rumo ao Mundial (3)
Pedro Correia

 

 

FÁBIO COENTRÃO

Vê-lo fazer aquela assistência perfeita para os pés de Benzema, no lance em alta rotação que originou o golo da vitória do Real Madrid no jogo da primeira mão da meia-final da Liga dos Campeões frente ao Bayern de Munique deu-nos a certeza de que não é preciso procurar nem inventar: o lateral esquerdo madridista que nesta terceira época ao serviço dos merengues roubou titularidade a Marcelo tem lugar cativo na selecção nacional. Paulo Bento pode contar com ele para o Mundial do Brasil.

Aos 26 anos, Fábio Coentrão está em plena forma: parece antecipar por sistema os lances adversários. Voltou a demonstrar isso mesmo esta noite, no épico desafio da segunda mão, em que o Real Madrid cilindrou a poderosa equipa bávara por quatro golos sem resposta. Fez marcação cerrada a Robben no seu flanco, inutilizando todo o engenho e toda a arte do holandês, forçado-o a deslocar-se para a faixa central do terreno.

MIssão cumprida sem nunca se desposicionar ou desconcentrar. E com uma qualidade técnica irrepreensível.

O ex-lateral do Benfica, há três épocas em Madrid, tem dois méritos acrescidos: faz bem todo o corredor esquerdo, podendo jogar a médio-ala, e combina de forma exemplar com Cristiano Ronaldo, como aliás ficou patente na jogada que antecedeu aquele golo de Benzema, toda construída pelo duo português.

Estreou-se na selecção nacional em Novembro de 2009. Meses depois brilhava na África do Sul, onde foi considerado o melhor na sua posição numa votação organizada pelo influente jornal francês L'Équipe. Uma proeza que é bem capaz de repetir no Brasil. Contamos com isso.


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Maniqueísmo
Alexandre Poço

A mente pequena dos de Carnide quando se aproxima um jogo em que potencialmente podem ser eliminados faz com que vejam, de imediato, um pequeno Belzebu francês a perder horas do seu dia na preparação de um maléfico plano que vise a eliminação das Papoilas Saltitantes. Um conselho amigo: Disfrutem o momento. O homem quer lá saber de vocês. 


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Cá estamos quase a entrar na pior fase da época. Acabam-se os jogos semanais e centram-se as atenções no que mais houver. Vão ser compras, vendas, empréstimos, enfim um ror de acções que apenas vão ser semi-interrompidas por uns quantos jogos da selecção em terras de Vera Cruz.

A crer nos nossos diários desportivos é bem possível que fiquemos apenas com um ou dois jogadores no plantel principal. Mais do mesmo afinal. Vamos ter ofertas mirabolantes dos novos tubarões financeiros que por acaso também são proprietários de clubes de futebol.  A UEFA irá mostrar espanto e repulsa por tão grandes cifras despendidas por alguns magnatas, mas no fim estende placidamente a mão e aguarda pelo seu imenso retorno financeiro.

Os clubes aferroam-se a fundos que lhes dão garantia de ilusão de grande liquidez e força negocial. Caminha assim o futebol, os clubes, para o ocaso. São empresas cotadas, que respondem não com resultados desportivos mas sim com balancetes positivos, cash-flow aceitável e mais uma quantidade de expressões, todas elas indecifráveis num campo da bola.

Ao mesmo tempo iremos assistir a golpadas, avanços e recuos em “negociações de passes”, recusas em aceitar condições impostas, declarações intempestivas nos jornais e rádios e por fim acordos selados com fotos de cortesia e desejos de tudo de bom, amigos para sempre. Os nossos diários desportivos encavalitam-se no tempo para serem os primeiros a dar a boa (ou má) nova. Vamos ouvir falar de negócios da china ou das arábias. E também da Rússia o novo-rico entretanto chegado.

Como sempre, este ano mais ainda, do outro lado da 2ª Circular irá nascer uma equipa que ofuscará a mais cintilante constelação. Lá para cima assistiremos a uma prolongada noite de facas longas, sem sabermos ainda quem será o novo capataz.

As ratazanas têm neste período o seu eldorado. Estarão a esfregar as mãos à espreita de qualquer sinal, ténue que seja. Aligeiram listas de entradas e saídas e agora alguns até já sabem trabalhar em excel, fazem as suas tabelas dinâmicas e mudando um campo ou outro, adequam o resultado às calinadas escritas.

Entretanto nos campos a bola irá correr, os balancetes para aqui não são chamados e pouco contam. São onze de um lado que correm, fintam, chutam, centram, cabeceiam e conseguindo, marcam golo. 


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Fazíamos contas, com algum nervosismo, aguardando os tropeções dos adversários mais directos do Sporting naquele campeonato: Rio Ave, Estoril e Marítimo. E sucediam coisas muito estranhas: vários de nós torcemos pela vitória benfiquista na Madeira que nos abria algumas perspectivas de atingirmos um lugar de acesso à Liga Europa.

Seguíamos em oitavo, empatados com o Rio Ave. Mas em desvantagem comparativa com o clube de Vila do Conde, que nos derrotara em dois confrontos. Sem dependermos de nós, restava-nos aguardar eventuais tropeções dos nossos principais antagonistas. À nossa frente seguiam Benfica, Porto, Braga, Paços de Ferreira, Estoril e V. Guimarães (este já com presença assegurada nas competições europeias por ser finalista da Taça de Portugal). Logo atrás, Marítimo e Nacional.

 

Festejava-se ainda, naquele dia 29 de Abril de 2013, o triunfo tangencial em casa contra o Nacional. Um dos mais satisfeitos era o João Távora. E tinha um motivo acrescido para isso: tratou-se do baptismo do seu filho mais novo num jogo ao vivo em Alvalade.

"Destaco a capacidade de reacção da equipa à contrariedade que desde que o árbitro não interfira demasiado vem sendo uma marca dos últimos jogos; e o jovem Bruma que com rapidez e técnica apurada parece confirmar tratar-se de mais uma revelação da academia de Alcochete. Espera-se que com o tempo e maturidade o rendimento deste jovem talento se revele mais constante ao longo do jogo. Assim como da equipa no seu todo, que carece de mais estabilidade emocional. Mas para já o importante é que voltámos a poder sorrir em Alvalade. Eu que o diga, um pai babado."

Palavras que ficaram registadas aqui. Para pai e filho um dia mais tarde recordarem.


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Segunda-feira, 28 de Abril de 2014
Rumo ao Mundial (2)
Pedro Correia

 

RUI PATRÍCIO

Se há posição em que existe um titular indiscutível na selecção portuguesa é a de guarda-redes. Uma aposta de Paulo Bento desde 2012 que repete a do actual seleccionador quando treinava o Sporting, lançando na equipa principal um miúdo com 18 anos e 1,88m de altura que cedo se revelou um valor seguro no plantel leonino. Corria o dia 19 de Novembro de 2006 e desde então Rui Patrício tem confirmado todas as expectativas. No plano técnico, na capacidade emocional e na maturidade competitiva.

Falta só saber quem serão os guarda-redes suplentes. Na nossa baliza, desde o primeiro minuto do Campeonato do Mundo, estará aquele que foi o segundo guardião mais jovem do Euro-2012. Que tivera uma estreia auspiciosa a defender a baliza portuguesa, entrando como suplente de Eduardo num embate que recordamos com imensa satisfação: a vitória contra a selecção espanhola recém-sagrada campeã mundial, a 17 de Novembro de 2010.

Hoje com 26 anos, está no seu apogeu de forma. Foi o melhor guarda-redes da Liga 2013/14: as suas actuações seguras valeram-nos a conquista de vários pontos. Esteve 758 minutos sem sofrer golos - correspondentes a dez jogos durante mais de dois meses, entre 9 de Novembro de 2013 e 18 de Janeiro de 2014.

São dados a reter. E que ajudam a explicar a confiança que o seleccionador continua a manifestar nele depois de ter remetido Eduardo à condição de suplente no Europeu de 2012, de tão boa memória para os portugueses.

Muitos de nós, nas bancadas de Alvalade, já lhe chamámos São Patrício. É um cognome que bem poderá ser partilhado por adeptos de todas as cores que certamente vibrarão com as suas actuações no Brasil. Não custa adivinhar.


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Nesta época, essencialmente na equipa do Sporting B, Rúben Semedo mostrou ter um enorme potencial e, em teoria, muita margem de progressão desportiva. Mas Rúben Semedo também mostrou um nível de descontrolo emocional e de falta de maturidade que não são compatíveis com o futebol profissional ao mais alto nível. Como Sportinguista espero que, para bem de todos, consiga crescer desportiva e humanamente o mais rápido possível. Costuma dizer-se que não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. Receio que Rúben Semedo ande próximo de ter esgotado o capital de boa vontade. Seria lastimável que, com o seu talento, por manifesta imaturidade e falta de tino, desperdiçasse a oportunidade que tem nas mãos e com a qual muitos outros apenas podem sonhar.


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O exemplo de Robson
Francisco Melo

Há muito, muito tempo atrás, o Sporting recebeu, em casa, o modesto Fátima (da então 2ª divisão B), em partida a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Esperava-se um jogo tranquilo, onde o maior poderio da equipa leonina, que se apresentava na sua máxima força, não deixaria de confirmar a larga diferença competitiva entre as duas equipas.

No entanto, os milhares de adeptos que se deslocaram a Alvalade naquela tarde de sábado, e se preparavam para assistir a uma partida de resolução fácil, acabaram por se deparar com um Sporting displicente e pouco aplicado, que venceu o jogo (3-2) mas não convenceu nada.

Bobby Robson, que treinava então o Sporting, não esteve de modas e no final da partida obrigou os jogadores a darem umas voltas ao campo. Não esperou pela conferência de imprensa para lamentar a exibição, ou pela palestra do treino seguinte para ralhar aos jogadores. No próprio estádio, e perante os seus adeptos, fez os jogadores suarem com umas corridas, já que os 90 minutos pareciam não ter sido suficientes.

Este raspanete de Robson, pela sua peculiaridade, marcou-me, e apesar de, para grande pena minha, nunca mais o ter visto ser replicado por outro treinador do Sporting, lembro-me amiúde dele quando o Sporting faz exibições que envergonham o seu nome.

Foi o caso de ontem, na partida que opôs as equipas B de Sporting e Porto. Estar a vencer por 3-0 na 2ª parte e permitir a recuperação do adversário não se admite. Bobby Robson não deixaria passar incólume um desfecho desses.


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Assim não!
Pedro Quartin Graça

Um jogador que atira a camisola do clube ao chão, ainda para mais a do Sporting, pode ficar sem punição? Foi o caso de Rúben Semedo. Já antes prevaricara e fora punido monetária e desportivamente. Depois, alegadamente, terá mudado de vida. Verdade ou não, a presente atitude parece ser mais do mesmo. Como também lamentável é o silêncio do treinador da B sobre este assunto.


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À moda do Sporting.
Luís de Aguiar Fernandes

 

O Sporting já foi a melhor equipa do mundo de hóquei em patins. Eu não me lembro, por causa da idade, mas a história assim nos guarda. Nos últimos anos, um projecto periférico soube montar outra vez uma equipa, equipa essa que foi fazendo, devagarinho, a sua marcha para recuperar esse estatuto. Não estamos lá, nem estamos perto, mas o grande mérito é dizer que cada ano estamos melhor do que o anterior, e de que em nenhum momento foram cometidas loucuras para lutar por voos mais altos. Passo a passo, mas com os pés bem assentes, vamos caminhando. Estamos na fase de consolidação da equipa na primeira divisão. Ganhar uns jogos, perder outros, andar na luta, fazer crescer jovens jogadores ao lado de outros mais experientes. 

 

Mas isso não quer dizer que o orgulho leonino não esteja lá. E estes rapazes mostraram que está lá, ontem, ao ganharem ao fcp, que comandava o campeonato. Eu apanhei o jogo n'A Bola TV, e vi os nossos rapazes a darem o tudo por tudo e a arrancarem uma vitória que ninguém imaginava ser possível. A eles, os meus parabéns!

 

Andebol, futebol, hóquei, a ideia é a mesma: orçamentos baixos, prata da casa, muita garra. E se ainda não estamos no ponto ideal, pelo menos o Sporting vai recuperando um bocadinho do orgulho que tem no lema.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

O Sporting regressava às vitórias, subindo ao sétimo lugar, à condição, a três jornadas do fim. Com a mesma pontuação do Rio Ave. Uma posição que ainda nos permitia sonhar longinquamente com um lugar de acesso à Liga Europa.

Foi um triunfo muito suado, em casa, contra o Nacional. Por 2-1. Com o golo da vitória a ser marcado por Rojo já nos minutos finais.

Jesualdo Ferreira fez alinhar de início Adrien no lugar de Schaars, por opção técnica, enquanto Joãozinho jogou no eixo defensivo por impedimento físico de Eric Dier. Miguel Lopes, como lateral direito, não fez esquecer Cédric. Labyad, suplente utilizado a meio da segunda parte, voltou a decepcionar os adeptos apesar de ser o segundo elemento mais caro do plantel. Ou talvez por isso mesmo: continuou sem justificar a titularidade ou sequer a entrada como suplente. Surgindo como a imagem personificada da apatia e da resignação.

Capel foi o melhor em campo, abrindo o marcador aos 5 minutos. E Bruma também se destacou, com duas assistências para golo. Embora tivesse responsabilidade no golo do Nacional.

Mas repetiu-se neste jogo um dos problemas básicos do Sporting na Liga 2012/13: o nosso meio-campo foi inoperante, com um festival de passes falhados.

Faltava-nos ainda jogar contra Paços de Ferreira (fora), Olhanense (em casa) e Beira-Mar (fora).

 

Nesse dia 28 de Abril de 2013, a Direcção do clube revelava que Cristiano Ronaldo receberia em breve o cartão de sócio número 100 mil do Sporting. Como expoente máximo da formação leonina projectada no universo do futebol.


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Domingo, 27 de Abril de 2014
Justiça divina
Antonio Figueira

Os deuses da bola, omnipresentes & omniscientes, recordaram esta noite uma verdade elementar: que não é com espertezas saloias, do género "deixa lá começar depois para ver quantos há no jogo deles", que se salvam épocas.


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Rumo ao Mundial (1)
Pedro Correia

 

CRISTIANO RONALDO

Passarei a fazer aqui, a um ritmo que pretendo regular, a análise dos jogadores que a meu ver merecem comparecer no Mundial do Brasil em representação de Portugal. E não poderia começar por outro: Cristiano Ronaldo, eleito há poucos meses melhor jogador do mundo, é o mais indiscutível dos titulares da selecção portuguesa. Aos 29 anos, prepara-se para jogar o seu terceiro Campeonato do Mundo. E todos esperamos que seja ainda mais influente do que foi na sua estreia no patamar máximo do desporto-rei mundial, em 2006, quando marcou apenas dois golos (ambos de penálti, contra o Irão e a Inglaterra) num certame de boa memória para nós: ficámos em quarto lugar, o melhor de sempre após a nossa subida ao pódio no inesquecível Mundial de 1966.

Esta poderá ser a grande oportunidade da carreira do madeirense ao nível da selecção: com um currículo impressionante nas competições de clubes, Cristiano Ronaldo precisa ainda de confirmar (ainda mais) o seu talento ao serviço das cores nacionais na fase final de um Campeonato do Mundo. Ele que, não esqueçamos, foi um elemento fundamental na fase de qualificação. Marcando três dos quatro golos da nossa vitória frente à Irlanda do Norte, em Belfast, e ao repetir a dose no decisivo embate do tira-teimas na Suécia, num dos jogos mais extraordinários alguma vez realizados pela selecção portuguesa de futebol.

Contamos com ele. Queremos ver mais golos de Ronaldo. Queremos ver mais lances magistrais de Ronaldo. Queremos vê-lo prolongar no Brasil as excelentes prestações que continuam a fazer dele um ídolo indiscutível do Real Madrid. Queremos que apareça aos olhos do mundo inteiro melhor que nunca. Queremos que nos faça ter mais orgulho de Portugal.


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Interessante trabalho o que foi publicado ontem no Record em que se detalha a percentagem dos passes dos nossos jogadores que é detida pela SAD do Sporting e por fundos financeiros. Percebe-se assim talvez um pouco melhor o que levou Bruno de Carvalho a estabelecer como uma das suas prioridades a recuperação de parte das percentagens de alguns desses passes. O trabalho do Record só falha numa vertente, i.e. por uma questão de transparência não identifica em concreto quais são os fundos - todos - e quem são os seus detentores. Nada contra a existência de fundos. Trata-se de uma opção financeira num universo de instrumentos disponíveis para uma gestão moderna. Os fundos não são um instrumento ilegal nem detêm, seja ela qual for, uma percentagem de um passe de um jogador à revelia do clube. Em última instância, foi sempre o nosso clube quem abriu a porta à sua entrada. Naturalmente, as prioridades e os interesses dos fundos poderão não coincidir com os da SAD, ainda que alguns dos seus detentores até possam ser Sportinguistas. Logo, é sempre a SAD que tem a responsabilidade de acautelar e defender os múltiplos interesses do Sporting. Isto dito, por mais difíceis que fossem as circunstâncias, custa-me a acreditar que por vezes tal tenha sucedido num passado não muito distante.


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Faltando ainda dois jogos para terminar esta época, com os dois primeiros lugares da liga decididos, podemos, e acima de tudo devemos, olhar para trás e analisar tudo o que foi feito por esta direcção até hoje.

 

Esta direcção pegou num clube falido, muito para lá do precipício para onde íamos gloriosamente já em queda livre.

Nas primeiras duas semanas de mandato, foi esta direcção confrontada com a não realização de promessas eleitorais. Havia quem exigisse nessas duas semanas que os problemas financeiros, primeiro, e desportivos, depois, ficassem resolvidos. O falhanço desta direcção, diziam, foi estrondoso. Os problemas financeiros não foram logo resolvidos, e era tão fácil resolvê-los em duas semanas, bastava que não tivesse sido eleito um garoto vindo das claques, que gostava de se sentar no banco durante os jogos, heresia suprema.

O caminho até aqui não se fez, como se costuma dizer, caminhando. Foi uma estrada cheia de obstáculos percorrida em passo muito apressado: os credores, outrora benevolentes, fizeram sentir o seu peso e o seu desgosto por nas urnas terem sido contrariados. Houve por parte de uma maioria de sócios o desplante de elevar a presidente alguém que os afrontou e desmascarou.

Ao mesmo tempo que defendia perante antigos parceiros os interesses reais do nosso Sporting, Bruno de Carvalho conseguiu, para lá da contratação de um excelente treinador e resolução de infindáveis tropelias deixadas por resolver, incutir algo há muito esquecido. A porta 10A , para quem ainda se lembra, era o local mítico por onde entravam e saiam os jogadores. Era onde os sócios e adeptos esperavam os seus ídolos. Era o local de cobrança, onde aqueles que eram aplaudidos no campo desciam à terra. Ali se via a grandeza do nosso clube. Durante anos foi-se tentando enraizar no Sporting a incapacidade natural de não almejar mais que lugares secundários, desde que se garantisse o retorno financeiro adequado. O espírito da porta 10A foi-se desvanecendo com a anuência de quem liderava o clube.

 

Um clube como o Sporting vive de vitórias, o nosso espírito tem obrigatoriamente de ser vencedor, nunca nos contentamos com um segundo lugar, o primeiro dos últimos.
Desportivamente não podemos considerar esta época como um sucesso. Não ganhámos nenhum dos troféus que disputámos. Mas foi nesta época, contra tudo o que alguns escreveram e disseram, que recuperámos o nosso lugar. Recuperámos o querer ganhar, a fome de vitórias, o respeito dos nossos rivais. Os sobas que ainda andam por aí olham para nós não com complacência e desprezo mas com receio: basta ver a forma caricata como tentam denegrir as propostas que vamos apresentando para alterar o estado do futebol em Portugal.
É uma luta que na próxima época se vai intensificar, vamos ser alvo de toda a espécie de condicionalismos por parte de quem ainda manda. Cá estaremos para a luta, é o nosso caminho.
Quem se quiser juntar que nos siga.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Novo dia de indignação aqui no blogue. Bem justificada pela nota 3,7, correspondente a bom mais, atribuída pelo "observador de árbitros" Luís Ferreira ao apitador escalado para o Benfica-Sporting que fez vista grossa a duas grandes penalidades cometidas pelos encarnados e poupou Maxi Pereira à mais que justificada expulsão.

Uma indignação que ecoava a de todos os adeptos leoninos. E que ficava bem expressa nestas palavras do treinador do Sporting, Jesualdo Ferreira proferidas a 27 de Abril de 2013: "Ninguém duvida do que vou dizer: só uma pessoa achou que foi uma boa arbitragem, o observador."

 

Escreveu o João Paulo Palha: «Paulo Paraty terá declarado, por outras palavras, que era avisado não nomear J. Capela para nenhum jogo deste fim-de -semana, para, espantemo-nos, proteger o árbitro. Extraordinário! Agora é este indivíduo que precisa de ser protegido e não o futebol que precisa de se defender dele.»

Escreveu o Tiago Cabral: «O Sporting infelizmente está nesta altura a servir de arma de arremesso entre o da fruta do norte e o do sul. É contra este estado do futebol português que temos que levantar a voz.»

Escrevi eu: «Nestas coisas convém não exagerar. Para que o escândalo não se torne demasiado evidente. E o referido "observador" exagerou - ao ponto de tornar legítimo que qualquer um questione se terá mesmo presenciado o jogo ou, em caso afirmativo, se terá assistido ao que se desenrolou no relvado da Luz em estado de meridiana lucidez. Pelo andar da carruagem, começo a interrogar-me se não valerá a pena instituir mecanismos de controlo antidopagem aos "observadores" presentes nos estádios...»

 

A Direcção do Sporting não ficou de braços cruzados: dirigiu uma reclamação à secção de classificações do Conselho de Arbitragem, o que forçava uma nova avaliação do desempenho de Capela, desta vez com base nas imagens televisivas, a cargo da Comissão de Análise e Recurso.


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Sábado, 26 de Abril de 2014
Aviso
Luciano Amaral

Eu acho que o campeonato ainda não acabou para o Sporting. É preciso ganhar pelo menos mais um jogo. Se a "justiça" federativa se lembra de tirar 3 pontos por causa da queixinha do dragão chorão contra o "Movimento Basta" e se o Sporting perde os dois jogos e o Porto ganha os dois, ficam eles em segundo.

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Monotonia
Luciano Amaral

Tanto Benfica-Porto (ou Porto-Benfica ou lá o que é) já chateia - e ainda temos mais um na última jornada do campeonato. Logo este ano, em que o Porto não joga nada. Quiseram pôr-nos fora das taças. O resultado foi este.

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Ainda antes de completar o primeiro mês de mandato, e no rescaldo imediato da derrota na Luz, Bruno de Carvalho voltava a ouvir críticas de ex-responsáveis do Sporting. Críticas que, no fundo, talvez contribuíssem para alargar a sua base de apoio.

Depois de Carlos Barbosa, chegava a vez de Paulo Pereira Cristóvão, outro ex-vice-presidente da equipa directiva comandada por Godinho Lopes.

"Aproximação ao Benfica enfraquece o Sporting. (...) Já que são tão apologistas das assembleias, deviam levar esta questão aos sócios e estes decidiriam se o Sporting poderia reatar as relações", declarou aos microfones da Rádio Renascença, a 26 de Abril de 2013, o antigo responsável do clube, entratanto constituído arguido, acusado da prática de sete crimes, pelo seu suposto envolvimento no chamado caso Cardinal.

 

Estas eram as notícias da frente interna. Na frente externa, Bruno de Carvalho tinha de enfrentar adversários mais poderosos. Como o "observador da arbitragem" Luís Ferreira, que entendeu atribuir nota 3,7, correspondente a "bom mais", à miserável actuação de João Capela no dérbi da Luz. Negando razão às reclamações leoninas e às duras críticas expressas nos dias imediatos ao jogo pelos mais credíveis especialistas na matéria.

Reagiu assim o João Paulo Palha: "Se o homenzito tivesse feito vista grossa a mais um ou dois penalties e a mais uma duas entradas à la Maxi é possível que tivesse rebentado a escala."

Reagiu assim o José Manuel Barroso: "O 'observador' - como denunciou o presidente Dias da Cunha - funciona na linha de favores-com-favores-se-paga. É protegido pelo sistema, classifica bem os árbitros que se 'portam bem', mantém-se na roda como recompensa, os apitadores sobem na escala, chegam a internacionais - e a roda continua."

 

Contrariando de algum modo esta nota escandalosa, que iria mercer recurso da parte do Sporting, o Conselho de Arbitragem anunciava que o árbitro Capela não apitaria nenhum jogo desse fim de semana. O que constituía sem dúvida uma boa notícia para o futebol.


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Sexta-feira, 25 de Abril de 2014
Inacreditável
Pedro Correia

A direcção que antecedeu a de Bruno de Carvalho vendeu 40% do passe de William Carvalho por 400 mil euros. Se isto não é gestão danosa, não sei como lhe hei-de chamar.


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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Vera Santos

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Permanecia muito fresca na memória de todos os sportinguistas a vergonhosa actuação do árbitro João Capela no dérbi da Luz. O que levou Bruno de Carvalho a declarar sem rodeios: "O erro grosseiro sistemático [dos árbitros] é como o hooligan ou como o dirigente corrupto: não faz falta ao futebol. Tem de ser banido."

O presidente do Sporting tinha toda a razão em surgir a público com estas palavras, proferidas a 25 de Abril de 2013. Dois dos maiores especialistas de arbitragem portugueses, na sequência de vários outros, tinham acabado de confirmar o ponto de vista leonino.

"Ficaram por assinalar, quanto a mim, dois penáltis contra o Benfica (de Maxi Pereira sobre Capel e, bem mais tarde, sobre Viola), Matic devia ter sido expulso (entrada rude sobre Bruma) e, não apenas por aqueles dois lances, Maxi Pereira também não devia ter chegado ao fim do jogo. Quem gosta de futebol e da verdade só pode lamentar tudo isto", sustentou o jornalista Cruz dos Santos, naquele que viria a ser o seu último texto publicado no jornal A Bola, a dias do seu falecimento.

"Ficaram por assinalar dois lances ocorridos na grande área dos encarnados, com Maxi Pereira como protagonista nos derrubes a Capel e Viola, para além dos cartões que ficaram por exibir, alguns deles vermelhos, como aquele que devia ter sido mostrado a Matic por entrada violenta sobre Bruma", considerou por sua vez o antigo árbitro internacional Joaquim Campos.

Ontem como hoje, o erro grosseiro sistemático dos árbitros não faz falta ao futebol.


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Quinta-feira, 24 de Abril de 2014
Que balúrdio!
Antonio Figueira

Carlitos Tevez custou à Juventus 10 milhões de libras?! Bolas, se nós tivéssemos tido esse dinheiro, tínhamos conseguido comprar o Elias ou Sinama Pongolle!


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LIONSKIN
Edmundo Gonçalves

Tal como João P. Palha, declaro aqui o meu interesse: o miúdo do piano é meu sobrinho.

O curioso da coisa é que, para além do excelente som, o nome é "pele de leão", porque todos eles são leões. E dos bons!

 

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A notícia do dia, na imprensa desportiva, relacionava-se com o despedimento de vários funcionários do Sporting, no âmbito do acordo de reestruturação financeira estabelecido com a banca que obrigava a SAD a emagrecer a sua folha salarial. Saíam, entre outros, os técnicos Manuel Fernandes, Luís Vidigal e Hugo Porfírio, o director de comunicação, Pedro Sousa, o director do museu, Mário Casquilho, o director da academia, Pedro Cunha Ferreira, Maurício do Vale, da Fundação Sporting, e José Diogo Salema, responsável pelas instalações do estádio José Alvalade. 

 

Um processo que gerou alguma controvérsia. Saiu aqui à liça, por exemplo, o Francisco Mota Ferreira. Escrevendo isto, nesse dia 24 de Abril de 2013: "Os critérios são cegos e nota-se aqui uma clara intenção desta Direcção de afastar pessoas válidas que podiam contribuir para o sucesso do Clube. Com que objectivo? Dizem eles: reduzir gastos. Digo eu: afastar supostas oposições e colocar yes man nos seus lugares. (...) Por outro lado, dispensar, unilateralmente figuras incontornáveis da história do Sporting, como Manuel Fernandes, Mário Casquilho, Maurício do Vale, que deram tudo ao Clube, sem lhes propor, ao menos, uma redução salarial, é não ter memória e não respeitar o passado. O nosso passado."


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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
Capitão Fausto
João Paulo Palha

 

  

Faço, primeiro, a minha declaração de interesses: um dos elementos dos Capitão Fausto é meu sobrinho, outros três, um deles filho de um ilustre sportinguista e antigo co-autor deste blogue, conheço-os desde miúdos e o quinto já o ouço há também bastante tempo. Passando aos factos, os Capitão Fausto já editaram dois discos, com que têm obtido um assinalável êxito, foram já cabeça de cartaz de muitos e muitos espectáculos, compareceram e hão-de continuar a comparecer, nos tempos que se avizinham e cada vez mais, em eventos importantes no seu meio musical - já se exibiram, em anos anteriores, entre outros, no Optimus Alive, no Super Bock Super Rock, em Paredes de Coura, vão tocar na próxima edição do Rock in Rio e noutros festivais de relevo - e, assim eles o queiram e tenham força de vontade, que talento não lhes falta, hão-de chegar bem longe.

 

Mas o que me faz trazê-los aqui é, a par dos seus méritos de vibrantes artistas do rock, de executantes exímios e buliçosos de guitarras eléctricas, bateria e instrumentos de teclas, a apresentação, largamente maioritária, de uma condição clubística ímpar. Dos cinco elementos dos Capitão Fausto, quatro são apaixonados sócios do Sporting (o que falta, embora, ao que parece, a merecer parabéns, nem quero mencionar o que o rapaz é). Como sempre digo, assim é fácil, assim também eu. Com quatro músicos de tão fina sensibilidade, com quatro ouvidos tão apurados, há consonância que definhe, há alguma banda que desafine?

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Sporting: e agora?
Francisco Melo

A excelente campanha do Sporting na edição 2013/2014 da 1.ª Liga de futebol, culminada com o apuramento directo para a Champions, suscitou de imediato, entre muitos adeptos, o elevar da fasquia para a próxima temporada: «o 2.º lugar não chega, só nos bastamos com o 1.º!». 

Esse desejo foi, aliás, precedido pelo próprio Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, que recentemente anunciou a candidatura do clube ao título da próxima época.

Comum a esse sentimento, está o facto de que, para o adepto leonino, o lugar natural do Sporting é o 1.º lugar, e qualquer outro sentimento de regozijo por um 2.º ou 3.º lugar, desde que dê acesso directo à Champions, significa falta de ambição, o que não se aceita nem se tolera.

Sentimentos à parte, regista a história que o Sporting não vence um campeonato desde 2002. Assinalam também os compêndios sobre futebol que o Sporting não se bate com os melhores clubes do mundo desde 2009. Quer num caso, quer noutro, são demasiados anos.

Os problemas comuns de sucessivas equipas do Sporting nos últimos anos foram, com destaque, a pressa e a impaciência. A pressa em querer fazer dos jovens da academia craques, queimando-se assim etapas do seu desenvolvimento; a pressa em querer dotar a equipa de jogadores estrangeiros com experiência, acabando por se contratar enormes flops (Angulo, Pongolle, Elias); e a impaciência com a falta de resultados imediatos, gerando despedidas de treinadores e muitas entradas e saídas de jogadores.

Finalmente temos um treinador e um conjunto de jogadores que levam muito a sério o símbolo que vestem no fato de treino e na camisola, e que colocam em campo o esforço, a dedicação e a devoção que fizeram do Sporting um clube com glória, à qual todos queremos voltar quanto antes. Mas permanece bem à vista de todos que ainda não temos a melhor equipa de Portugal.

Era bom, portanto, que aprendêssemos com a nossa história recente.

Realisticamente, não sei se 14 anos (campeonato) ou 5 anos (no caso, atingir novamente os oitavos-de-final da Champions) se conseguem recuperar com 2 épocas apenas. Acresce a isso que a concorrência directa não irá facilitar. E acresce também a isso que o paradigma mudou. Se em 2002 os ditos clubes menores ainda faziam frente aos Grandes, de há alguns anos para cá que o fosso entre pequenos e Grandes aumentou consideravelmente e essa tendência muito dificilmente será invertida na(s) próxima(s) temporada(s).

Se não se consegue passar, no espaço de um ano, da pior época de sempre para a melhor época de sempre, não é menos verdade que 2 anos raramente chegam para se passar de um plantel que fez a pior época de sempre para o melhor plantel de todo o campeonato. 

Como tal, parece-me importante que a abordagem à próxima temporada seja feita com realismo e humildade. Não podemos, nem devemos passar directamente de 2001/2002 para 2014/2015. Importa ter bem presente que a equipa de hoje é construída a partir dos destroços que resultaram desse longo intervalo de tempo, e não a partir do conjunto de enorme qualidade que venceu o último campeonato pelo Sporting.


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Um certo swing
Adelino Cunha

Não sou gajo para pedir grandes presentes ao Pai Natal. Principalmente quando estamos em Maio. Eu sei: devia pedir à Nossa Senhora de Fátima já que estamos quase em Maio. Mas toda a gente sabe que os pastorinhos eram do Benfica: vêem coisas que mais ninguém consegue ver e acham que Jesus gosta deles. Evitei comparações com a ranhoca, certo? Bom, não era nada disto que eu queria dizer, mas estou demasiado preguiçoso para apagar. Vou em frente. O que eu queria pedir era um defesa central, por favor. Aprendi a ter uma fé imensa no Maurício e no Rojo, mas dei por mim a pensar no Marco Aurélo, no André Cruz, no Stan Valcks, no Naybet. Estou a explicar-me bem? O que estou a tentar dizer é que falta elegância na nossa defesa. Um certo swing, não é? Temos gajos que parecem troncos, jogam tudo o que têm, comem a relva sem beber água e ainda vão para casa mudar os móveis da sala. Eu estou a pensar no gajo que parece mais um bailarino do que um jogador da bola, um gajo com pés de veludo, um gajo que deixe a bola molhada só de lhe tocar com as pontas dos dedos. Era mesmo isto: um defesa central que deixe a bola molhada. Pode ser?


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«Pensar que o Sporting possa manter as jóias da coroa é uma utopia. Os sportinguistas que se desenganem: vai haver saídas de Alvalade. É absolutamente inevitável.»

Rui Pedro Brás, TVI 24, 19 de Abril


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

No futebol português nunca faltam defensores das mais vergonhosas arbitragens. A de João Capela, na Luz, encontrou um entusiástico defensor na pessoa do presidente da APAF, José Gomes. "Está de consciência tranquila e acho que fez um bom trabalho", declarou o responsável máximo pela corporação dos árbitros portugueses em declarações ao jornal Record. Caucionando assim, ao arrepio da justiça desportiva, uma actuação que mereceu a crítica unânime dos especialistas na matéria.

 

O futebol é assim: vai de novela em novela. Ficava para trás o capítulo Capela, abria-se o capítulo Bruma. Com uma declaração do empresário do jovem avançado leonino, Cátio Baldé, a puxar pelos incipientes galões do seu pupilo, aparentemente já de olhos postos no Campeonato do Mundo de 2014: "Bruma reza todos os dias para que Portugal se apure para o Mundial. É muito jovem e tem uma ambição: considera que neste momento, humildemente, que é uma alternativa credível ao Nani."

Havia ali, aparentemente, a intenção de dar um passo maior que a perna.

 

Muito a propósito, comentando ainda o dérbi disputado na antevéspera, o Francisco Mota Ferreira escrevia nesse dia 23 de Abril de 2013 estas palavras que ameaçavam revelar-se proféticas: "Gostei da actuação de Bruma. É um grande jogador e dizem os jornais que o Sporting está a fazer tudo para que fique connosco. Já começou a ser assediado e, se não se acautelarem as coisas, iremos perdê-lo."


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Terça-feira, 22 de Abril de 2014
Homenagem ao Leão
Pedro Correia

 

Eles dizem que o Sporting é o clube da aristocracia e depois vão festejar para o Marquês de Pombal, que era também conde de Oeiras. Dizem venerar a águia mas festejam junto à mais vistosa estátua de Leão existente em Lisboa.

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e depois da festa...
Zélia Parreira

 

Retirado de uma página no facebook. 

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