Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

Paulo Bento anda a brincar com isto! Então convoca o Ivan Cavaleiro e não convoca o Mané? Convoca o Ruben Amorim e não convoca nem Adrien nem André Martins? Mas afinal, qual é que é o critério?!

Cavaleiro - que é bom jogador, não restem dúvidas sobre isso - nem no banco tem jogado enquanto Mané tem vindo não só a jogar como a marcar golinhos! Porque convoca então o Cavaleiro e não o Mané?

E Amorim? Faz dois jogos pelo benfica e já é o maior outra vez? Adrien e Martins, que têm jogado com regularidade e qualidade, zero, nem para um jogo particular!

Entendo o porquê de tudo isto! Mais à frente virão dizer que os jogadores não têm experiência de selecção! Pudera, nunca são sequer convocados, logo não podem ter experiência de selecção! Isto também é o sistema! Assim também se valorizam jogadores! Assim também se motivam e desmotivam atletas! Nunca nos esqueçamos do Moutinho. Ficou fora da convocatória para o Europeu e, como é evidente, afundou-se na equipa. A partir de determinada altura os jogadores começam a pensar o que mais têm de fazer para poderem ser seleccionados. E, rapidamente, chegam à conclusão que um dos problemas reside no clube onde jogam. Assim não pode ser!
William vai porque seria uma vergonha não ir na medida em que é o melhor jogador do campeonato nacional. De outra forma também ficaria de fora!


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Benfas I used to know
Luciano Amaral

Estava a ver que não, mas a verdade é que o grande Benfas, em estado pré-orgástico de cada vez que ganha uns jogos e fica mais de dois pontos à frente, está de regresso. "A equipa está muita confiante", diz o mister. As capas do jornalismo oficioso repetem, a propósito de tudo e de nada: "Águia voa para o título", "Genial!", "Classe pura", "Obra de arte"... Repare-se, para quem se lembra, como grande parte dos títulos repetem os do ano passado, que isto a imaginação não chega para tudo. Pouco interessa que tenham ganho àqueles desgraçados do PAOK (2º lugar na liga grega, com menos 20 pontos do que o Olympiakos, já de si uma potência fantástica) com um golo em fora-de-jogo na primeira volta e com um cartão vermelho inventado ao Katsouranis na segunda.

 

Andaram muito sossegados até ao jogo com o Sporting. Dava pena. A partir daí, libertaram-se. Este é o Benfas de que a gente gosta, porque a gente precisa de rir. Eles são tão bons a ganhar como a perder.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Carlos Barbosa, ex-presidente durante a etapa inicial do mandato de Godinho Lopes, tornou público o apoio ao candidato José Couceiro: "Pode ser a salvação do Sporting. É um homem de trabalho. um homem sério, capaz de limpar o caruncho que está no Sporting."

E Bruno de Carvalho? "Nunca fez nada na vida, nem sei mesmo se tem emprego, e por isso não lhe reconheço capacidade para dirigir o clube", dizia ainda Barbosa. O mesmo que chegou a dizer de Godinho Lopes, em Julho de 2012: "É um excelente construtor civil, mas não tem perfil para ser presidente do Sporting."

Numa espécie de concurso destinado a ver quem produzia a frase mais bizarra, o candidato Carlos Severino arriscava-se a ficar com o título. Virando baterias contra o treinador: "Toda a gente sabe que o Jesualdo [Ferreira] não é sportinguista, também não é portista, mas lá fez bom trabalho. E aqui também tem de fazer. Nós não queremos infiltrados".

 

A pouco mais de três semanas do escrutínio, nesse dia 28 de Fevereiro de 2013, o Adelino Cunha pedia um "debate amplo entre os candidatos". E o João Paulo Palha assumia o voto em José Couceiro, justificando-o assim: "Na candidatura de José Couceiro, ou lá muito próximo, conheço, directa ou indirectamente, pessoas em que, mal ou bem, confio e em cujos dotes para procurarem com honestidade e competência resolver a  situação do nosso clube eu acredito."


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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Inês Marques

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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014
Geografia
Alexandre Poço

O Porto passou a eliminatória e vai jogar com o Nápoles. Resta saber se em Turim, Florença, Milão ou Roma.


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«Fico triste porque não é uma notícia de caráter desportivo. O pai do Mané está fora do país há mais de um ano e só agora é que se lembraram disto. Não terá qualquer influência no seu rendimento. Cresceu num bairro mas passou a viver na Academia. Soube ultrapassar as dificuldades do meio onde foi criado. Tornou-se um profissional sério, um exemplo. Não acredito que isto possa criar instabilidade nele.» O nosso mister


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BBC cilindra Schalke 04
Cristina Torrão

Não, não se trata da famosa estação radiotelevisiva britânica. BBC foi a sigla que alguma imprensa alemã escolheu para designar o trio infernal que cilindrou o Schalke 04 na Liga dos Campeões: 6-1 (ou será melhor dizer 1-6, pois foi na Alemanha). Cada um deles marcou dois: Bale, Benzema e o "nosso" Cristiano Ronaldo - o trio BBC!

 

 

Aguardamos as enxurradas que se seguem.


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O nosso Mané
Diogo Agostinho

 

Um Leão não se deixa derrubar por nada. E o nosso Mané estará em força no sábado, mesmo com capas encomendadas.


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Equipa para Sábado!
Filipe Arede Nunes

Muito se tem falado e escrito sobre a nossa equipa para o jogo contra o braga e chegou a hora de também eu dar uns palpites.

Fosse eu o mister e jogavam: Patrício, Jefferson, Maurício, Rojo, Cédric, William, André Martins, Mané, Capel, Carrillo e Slimani.

Rojo em vez de Dier. Custa-me dizê-lo, porque acho Dier um jogador fantástico, mas a dupla do argentino com o brasileiro tem estado impecável e sendo assim não há justificação para alterar o que tem corrido bem.

Mané na posição de André Martins e André Martins na posição de Adrien. Não há ninguém que faça a posição de Adrien melhor do que o próprio pelo que é melhor colocar o André Martins na posição 8 e jogar o Mané a 10 em apoio a Slimani que na minha opinião precisa de alguém que apareça com qualidade para finalizar o jogo que o argelino encontra a jogar no físico.

Capel e Carrillo por dois motivos: por um lado, não gostei do Wilson Eduardo nos últimos jogos e acho que o Héldon (jogador que aprecio bastante e que creio ter sido uma grande contratação) ainda não entrou bem na equipa; por outro, Slimani é enorme no jogo aéreo e precisa de quem cruze com qualidade. Ninguém melhor que Capel para fazer isso (não entendo porque motivo não tem jogado). Já Carrillo, quando quer, é o melhor jogador da equipa e capaz de desequilibrar como nenhum outro.

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E lá voltamos a jogar às 20.15, no próximo sábado. Desta vez em casa, contra o Braga. A partir de agora fica este espaço disponível para registar os vossos prognósticos. Com o Sporting isolado em segundo lugar no campeonato a dez jornadas do fim.


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Somos porto
Tiago Cabral

Paulinho, hoje tou por ti. Que fiques por muitos e bons anos. Acardita, comó outro.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A 27 de Fevereiro de 2013, primeiro dia da campanha oficial para a presidência do Sporting, publiquei aqui um texto a que dei o título "Declaração de desinteresse".

Permito-me reproduzir aqui alguns trechos dessa espécie de editorial:

 

"Aqui, no És a nossa Fé, cada um de nós fará o que entender: dar apoio expresso a um candidato, criticar os restantes candidatos, não apoiar ninguém, renegar o mandato de Godinho Lopes ou elogiar a prestação do presidente que se encontra quase a cessar funções. Este é um blogue plural, como qualquer leitor reconhece, e os únicos limites à livre expressão de cada um são aqueles que o bom senso dita: respeitar as opiniões alheias - desde logo as dos colegas de blogue - e nunca confundir crítica com injúria. Para isso já basta o que se vê por aí, em certas tribunas de opinião, com o insulto mais soez e desbragado sobrepondo-se ao argumento civilizado e racional. (...) Não tenciono apoiar nenhum dos candidatos - o que não me impedirá, naturalmente, de elogiar uns ou criticar outros em função do que forem dizendo ou fazendo. E só em função disso.

Chamo entretanto a atenção para um pormenor: não esqueçamos nunca que quem perde hoje poderá ganhar amanhã. Em clubes democráticos, como nos orgulhamos que o nosso seja, a oposição de véspera torna-se com frequência o poder do dia seguinte - e vice-versa."


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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014
Easy rider
Pedro Correia

 

Foto minha, tirada em Alvalade a 2 de Fevereiro


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"GOLO DE BANDEIRA"

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A campanha eleitoral para o escrutínio de 23 de Março aquecia os motores. Com uma frase contundente de Bruno de Carvalho: "Há dois anos, enganaram alguns sócios, mas agora não o vão conseguir." Apontado com crescente insistência como aquele que reunia maiores probabilidades de vitória, após a derrota tangencial em 2011, o mais jovem candidato leonino denunciou pressões efectuadas pelo ainda presidente Godinho Lopes, aludindo à existência de salários em atraso no clube no momento da passagem do testemunho: "Jogadores, treinadores e funcionários vivem num clima de terror por causa desta ameaça de salários em atraso. É vergonhoso que uma pessoa que ainda está em funções se comporte assim. Espero que cumpra as suas responsabilidades e saia com elevação."

Outro candidato, Carlos Severino, jogava também ao ataque, com frases sonantes: "Como o nosso presidente disse que eram necessários 25 milhões de euros até ao final da temporada, falei com a 'minha' banca e garanti esse montante. Mas atenção: vou entrar no Sporting com esses 25 milhões mas levo a Polícia Judiciária comigo."

José Couceiro, o terceiro candidato, apostava um pouco mais na contenção verbal. Dizendo-se equidistante das diversas sensibilidades leoninas, não escapava no entanto a algumas críticas por gozar aparentemente do apoio do tradicional establishment de Alvalade. O DN dava por garantido o apoio de José Roquette, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes à sua candidatura.

 

Mas a notícia mais interessante desse dia 26 de Fevereiro de 2013, faz agora um ano, foi a confirmação da recusa a sufrágio de uma lista encabeçada por João Pedro Paiva dos Santos ao Conselho Leonino que tinha Vasco Lourenço e Rui Oliveira e Costa nas posições 2 e 3. Motivo? A lista foi entregue fora de prazo pelo fracassado candidato que chegara a ser apontado como hipótese para a presidência do Conselho Directivo do Sporting, tendo acabado por desistir a favor de Couceiro, que por sua vez prescindiu de apresentar lista ao Conselho Leonino.

Afinal nem uma coisa nem outra. Tudo por um atraso de alguns minutos. No futebol, como em tantas outras coisas na vida, convém ser pontual.


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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

Já estava muito debilitado na última aparição pública, a 5 de Janeiro, quando reagiu à morte de Eusébio, seu companheiro no Benfica e na selecção nacional. Há pouco surgiu-nos a notícia, da capital moçambicana: Mário Coluna morreu esta tarde, aos 78 anos.

Está de luto o Benfica, clube que Coluna serviu durante 16 épocas, de 1954/55 a 1969/70, e do qual foi um dos maiores símbolos de sempre, ao sagrar-se campeão nacional por dez vezes e vencedor de duas taças dos campeões europeus, nas quais marcou golos que ajudaram a projectar o futebol português além-fronteiras.

Está também de luto o conjunto do futebol nacional, além do desporto-rei de Moçambique, de onde Coluna era natural. Porque ele não foi só craque do Benfica: foi também um dos mais prestigiados capitães de sempre da nossa selecção. Vestiu 57 vezes a camisola das quinas e marcou oito golos com as cores nacionais. O seu maior título de glória acabou por ser a subida ao pódio máximo do futebol planetário, em 1966, quando nos classificámos em terceiro lugar no Campeonato do Mundo realizado em Inglaterra.

Praticava um futebol de inegável classe, como médio ofensivo e organizador de jogo. Com grande poder atlético, inesgotáveis recursos técnicos e uma combatividade que nunca foi contaminada pelo antijogo: era campeão sem deixar de ser um cavalheiro. Depois do Benfica jogou no Olympique de Lyon, vindo a terminar a carreira como treinador-jogador do Estrela de Portalegre, da III Divisão, na época 1971-72.

Ainda muito miúdo, tive o privilégio de o ver jogar ao vivo, na recta final da carreira. Num tempo em que sportinguistas e benfiquistas sabiam confraternizar e admirar jogadores de outras equipas sem perder a saudável rivalidade clubística. E em que considerávamos cada jogador da selecção também um dos nossos.

É com o profundo respeito que sempre mantive por ele, e que foi crescendo com o rodar dos anos, que me inclino perante a memória de Mário Esteves Coluna. Um dos maiores nomes de sempre do desporto lusófono. Moçambicano, português, cidadão do mundo. Conquistador em vida de um merecido lugar na História.


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Condolências
Francisco Melo

O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Eusébio da Silva Ferreira, um símbolo do desporto nacional. À família de Eusébio e amigos, o Sporting Clube de Portugal apresenta os seus sentidos pêsames. 05-01-2014.

 

O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Mário Coluna, um símbolo do desporto nacional. À família e amigos de Mário Coluna, o Sporting Clube de Portugal apresenta os seus sentidos pêsames. 25-02-2014.

 

Eusébio e Mário Coluna. Dois símbolos do maior rival de sempre do Sporting, o Benfica.

Em ambos os textos inexiste uma única alusão ao Benfica. O que lamento.

Considero que a nossa grandiosidade e forma elevada de estar no desporto se revê, também, nestes gestos de respeito e evocação dos adversários. Muito recentemente, e só para citar um exemplo, faleceu Luís Aragonés, figura do Atlético de Madrid, e o Real Madrid não se coibiu de prestar os seus sentimentos ao rival.

Bruno de Carvalho esteve impecável ao participar nas cerimónias fúnebres de Eusébio e, tendo até isso em conta, mais incompreensível se torna a omissão recorrente, nestas notas de condolências, da entidade desportiva onde de forma muito marcante aqueles jogadores se evidenciaram e que dá o caso de ser o nosso maior e estimado rival.

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Como é que é? É do Mané!
Rui Cerdeira Branco

Eu vi aquele golo "nunca visto" marcado ontem, há mais de um ano.  Mané, o Оригинални.

 


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Os mesmos
Pedro Correia

Ando a ouvir maus augúrios desde o início do campeonato. Ainda antes de a bola começar a rolar já havia espaços blogosféricos, de verde e branco, onde não faltavam os mais negros vaticínios. Prognosticando uma época horrível para o Sporting devido à política de contratações e à gestão do plantel e sei lá que mais.

Suprema ironia: alguns que hoje dizem mal da equipa a cada vitória, por ser suada ou "sofrida", eram os mesmos que aplaudiam as derrotas da época anterior.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

"O Sporting é nosso outra vez" era o lema da lista B. De Bruno de Carvalho. O Tiago Loureiro assumia, desde logo, a sua opção de voto. Justificando-a: "Quero o meu clube de volta."

 

"Não sabemos ainda quem vencerá as eleições no Sporting. Mas sabemos quem já perdeu: Godinho Lopes. Desde logo, porque recusou recandidatar-se - sinal inequívoco de que sabia não ter a menor probabilidade de triunfo. Mas também - e sobretudo - pelo simples motivo de nenhum dos três candidatos em campanha se reclamar como depositário do seu legado desportivo e financeiro. Alguém que o fizesse, aliás, estaria antecipadamente condenado à derrota", escrevi aqui, também nesse dia 25 de Fevereiro de 2013.

 

As declarações de todos os candidatos - e não só de Bruno de Carvalho - permitiam sustentar esta conclusão. "Há uma frente comum na qual estamos todos juntos contra as posições do actual presidente, que são inacreditáveis", afirmou Carlos Severino. "O Sporting devia estar equilibrado e se não está é por culpa da gestão anterior. Todo este passivo, quer a nível de gestão financeira, quer a nível de gestão desportiva, é problema que queremos resolver, alterando alterar procedimentos. Mas essa responsabilidade é claramente da anterior Direcção e de quem nos dirigiu nos últimos dois anos", salientava sem reticências José Couceiro.

Godinho Lopes ficava cada vez mais só.


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«O presidente do Porto mantém-se, em minha opinião, muito lúcido. A intervenção de Jorge Nuno Pinto da Costa, ontem, quando veio cá fora, é de um grande mestre. Um dos melhores presidentes do futebol. (...) Que grande presidente!»

Rui Oliveira e Costa, há pouco, no Dia Seguinte (SIC Notícias)


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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

Habituados como estamos, nestas últimas décadas no futebol cá do burgo, foi com pavor que assistimos, domingo à noite à queda de mais um mito. A norte ficou provado que a famosa estrutura blindada do fcporto apenas o é em papel. A estrutura, onde ratos não fogem (ia jurar que uma vez vi um a fugir para a Galiza, mas se calhar sonhei), afinal tem pés do barro mais frágil que existe. Blindados na comunicação social por correspondentes escolhidos a dedo, que questionam apenas o que podem e não o que querem, foi com surpresa que vimos o sumo pontífice a vacilar perante uma questão dita pertinente que lhe foi colocada. Em seu socorro veio um funcionário, antigo jornalista, que o levou para fora da improvisada conferência de imprensa. O estagiário que colocou a questão, dou por certo que o seja pois os escolhidos já sabem quais as questões que podem colocar a sua eminência, pode no entanto dormir descansado. Noutros tempos, daqueles em que vivemos nas últimas décadas, não mais poderia sequer acercar-se da sala de imprensa do dragão. E melhor seria mudar de cidade e mesmo de profissão. Mas os tempos são outros e afinal a estrutura mais não é que uma organização apenas e só alicerçada no deve e haver. Havendo para todos comer a coisa lá vai, não havendo pão a coisa desfaz-se como um baralho de cartas. 

 

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Empates embaraçosos. Derrotas humilhantes. Treinador medíocre. Uma equipa zombie. Lugares à disposição. Votos de confiança. O título a parecer uma miragem. Confusão à porta do estádio. Presidente a perder a cabeça. Jornalistas agredidos. PSP a sugerir percursos alternativos. Insultos e assobios dos adeptos. Lenços brancos nas bancadas. Crise. 

 

PS: Gostei muito deste fim-de-semana


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A extinção
Adelino Cunha

Pode ter sido um meteorito ou uma complexa alteração climática, mas a vida dos dinossauros continua a ser bastante mais interessante do que a sua extinção. A extinção é um facto e os bons factos quase sempre dispensam boas explicações. Pinto da Costa perdeu pela primeira vez contra o Estoril Praia em casa e tentou projectar a raiva das claques contra a PSP: os jogadores do Porto não fogem como ratos e muito menos como ratos em contra-mão. Pinto da Costa escolheu um treinador medíocre para treinar uma máquina que se julgava dispensar a acção humana e tentou projectar a raiva das claques nos jornalistas: espetou o dedo na barriga de um repórter inconveniente e ordenou-lhe que saísse da sua frente. Os factos são obstinados. Pinto da Costa não consegue explicar como é que um 4x3x3 ganhador funciona sem extremos. Pinto da Costa recusa justificar porque comprou Quaresma num bazar marroquino. Pinto da Costa não fala das motivações que o levaram a ir rapinar Ismailov à enfermaria do Sporting. Os bons factos dispensam boas explicações: o Porto está em desagregação interna, o Porto está a perder os seus poderes invisíveis, o Porto começa a já só ter a retórica de há 30 anos: o inimigo exterior. Um discurso velho, gasto, esclerosado. É como gamar auto-rádios, se me faço entender: já ninguém gama auto-rádios. Poderá ser um meteorito ou causa natural, mas o Porto está beira de ter a espinha partida. Por mim, ajudarei no que conseguir.

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Dois grandes golos
Pedro Correia

 

Revejo com gosto os nossos golos da vitória ao Rio Ave:

1. Excelente, a arrancada de Jefferson: galga todo o corredor esquerdo, deixa para trás o lateral do Rio Ave picando a bola e executa um cruzamento perfeito, lançando a bola em arco, cheia de efeito, a fazer partir os rins ao guardião vilacondense e a solicitar a excelente elevação de Slimani ao segundo poste.

2. Grande passe rasteiro de Carrillo na ala direita a cruzar a área do Rio Ave e a pedir a intervenção de Slimani que no entanto, muito tapado pelos centrais, opta por deixá-la seguir. Aí aparece Carlos Mané, livre de marcações mas já em desequilíbrio, com excelente técnica e apurada visão de jogo num extraordinário remate à meia volta, concretizado no momento exacto sem qualquer hipótese para Ederson.

Sendo os golos a festa do futebol, e tendo o Sporting marcado dois grandes golos que todos festejámos, admira-me (ou talvez não) que certos sportinguistas prefiram falar do que não se fez. Dos passes que falhámos, dos golos que não conseguimos, da goleada que não chegou a acontecer.
Como se em 2012/13 não tivéssemos perdido os três jogos em que defrontámos o Rio Ave. Sob o comando de Sá Pinto, Vercauteren e Jesualdo Ferreira. Marcando apenas um golo e sofrendo seis nessas partidas.

Como se a nossa anterior vitória no estádio de Vila do Conde não remontasse já ao remoto mês de Setembro de 2011.

Como se não estivéssemos hoje muito melhor do que há um ano apesar de termos uma equipa em construção da qual apenas Rui Patrício era titular indiscutível na época de 2012/13, de tão má memória.


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Não tive qualquer hipótese de ver o jogo com o Rio Ave. Para mais, a meio, o raio da Internet do telemóvel começou a falhar. Quando deixei de conseguir acompanhar, o jogo estava 1-0. “Daparssão”, como diria o mestre da táctica. Só consegui saber o resultado uma hora depois do fim,  às 11. “Ca granda alagria”, caramba! Diz quem viu que a primeira parte foi péssima e que os últimos 20 minutos, com o Plano B, excelentes. Eu este ano desculpo quase tudo. Mesmo a horrível exibição com o Benfica, o momento do ano que mais me irritou até hoje. Acho que agora é preciso é ampará-los e não assobiá-los. Sobretudo porque dão o litro e não desistem. Com a equipa limitada que temos, tem sido a nossa grande força.

 

Até agora, a jornada foi excelente. Dizem que não se deve gozar com a desgraça alheia. Pois... Eu sou do Sporting e tive de suportar, nos últimos anos, muita gente a molhar na sopa da desgraça do Sporting com grande alegria e refinada vontade de humilhar. Nos piores momentos do ano passado, até tive de ouvir um benfiquista dizer-me: “o Sporting? Quero é que desapareça!” Pedem-me, portanto, para que não me alegre com o espectáculo de “sportinguização” dado pelo FCP, que incluiu ameaça de porrada do presidente a um jornalista. Vão dar uma volta. Alegro, com certeza.

 

E bom, bom, seria o SLB seguir pelo mesmo caminho. Estiveram quase lá, no primeiro terço da época. Mas depois morreu o Eusébio e arrebitaram. Só que nunca se sabe quando volta a “parssão”. O catedrático do futebol diz que “é peanurs”. Pois que se engasgue neles é o que eu desejo.

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Bonito?
Edmundo Gonçalves

Dava jeito que fosse também bonito, como já foi e bastante, nesta época, o futebol praticado pela equipa.

Seria sem dúvida mais entusiasmante que não continuássemos a dar meia parte de avanço.

Mas se querem que vos diga, tem-me dado algum gozo ver a equipa a virar resultados, coisa de que já até me tinha esquecido o que era, reveladora duma forte mentalidade, responsabilidade todinha de Leonardo Jardim. Que também se engana, é humano! mas que trouxe à equipa outro estofo e nos faz sonhar com coisas boas (como diria Artur Jorge).

Como disse num post lá para trás, jogando bem ou não, ganhemos nós todos os nossos jogos e é capaz de haver por aí surpresas.

O que conta são os três pontos, o resto é música! que o diga um dos nossos directos adversários, que ontem deixou três em campo.

Sabe-se lá se logo... é que às vezes há coisas.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A 24 de Fevereiro de 2013, o Record fazia um balanço provisório da triste época 2012/13 do Sporting: tínhamos "escorregado" perante 15 dos 19 rivais defrontados naquela temporada oficial, que se confirmava como a pior de sempre.

"Na campanha para a eleição de 23 de Março, os sócios, além de dizerem o que querem, também se preparam para dizer o que não querem. Este pesadelo nunca mais", escrevi aqui, comentando aquela notícia.

 

Parecendo alheado destes factos, Godinho Lopes insistia em interferir no processo eleitoral, multiplicando as intervenções públicas. Nomeadamente com uma carta aberta ao presidente da Assembleia Geral, Eduardo Barroso, em que procurava condicionar as opções de voto dos sócios leoninos: "Ao longo do processo incendiário que conduziu à renúncia em bloco dos membros dos órgãos sociais, alertei por todos os meios ao meu alcance para os riscos da instabilidade e da mudança."

Com estas palavras, o ainda presidente contrariava o que assegurara cinco dias antes: "Eu, não sendo candidato, não serei elemento perturbador no debate, de modo a permitir que o mesmo seja profícuo, e que se fale do futuro e das respectivas soluções."

Mais uma promessa que ficava por cumprir...


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Reflexões
José da Xã

Numa saudável discussão futebolística com um colega benfiquista, após a derrota do Sporting no dérbi, a determinada altura ele pergunta-me de forma irónica:

 

- Mas tu queres ganhar o campeonato com aquela equipa?

 

Devolvi jocosamente:

 

- Não! Quero ganhar a primeira liga com os jogadores da equipa B!

 

Lembrei-me desta minha troca de galhardetes após o jogo de hoje do FCPorto e respectiva derrota em casa com o Estoril. Um resultado realmente justo porque, como se diz em futebolês, ganha quem marca!

 

Todavia mais uma vez ficou provado que um conjunto de muito bons jogadores não faz automaticamente uma boa equipa.

 

Ao invés, um grupo de miúdos (saídos de Alcochete), treinados por um jovem ilhéu e dirigidos por um presidente, também ele muito novo, conseguem paulatinamente escalar esta escarpa que é o campeonato e estar a dois pontos (que podem ser três ou cinco, amanhã por esta hora!) do primeiro classificado.

 

Quem diria?

 

 

Também aqui


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Domingo, 23 de Fevereiro de 2014
Evidências (1)
Pedro Correia

Com a inédita derrota hoje imposta pelo Estoril ao Porto no Dragão o Sporting consolida o segundo lugar no campeonato, que dá acesso directo à Liga dos Campeões.


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Evidências (2)
Pedro Correia

Ainda antes de Fevereiro chegar ao fim já conseguimos mais pontos (44) em 20 jornadas do que nas 30 do campeonato anterior (42).


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Desta vez houve dois vencedores. Um cá de casa, outro alguém que recebemos de visita. João Torres e o Luís de Aguiar Fernandes acertaram em cheio não só no resultado mas também num dos marcadores dos nossos dois golos ao Rio Ave: Slimani. Faltou-lhes só prever que o outro golo seria marcado por Carlos Mané.

Felicito também os leitores Diogo Padilha e João Cruz. E também o nosso Alexandre Poço. Os três acertaram igualmente no resultado, embora não nos nomes dos nossos goleadores de serviço em Vila do Conde.

Para o próximo fim de semana há mais.


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Sobre o jogo de ontem!
Filipe Arede Nunes

Como creio que já aqui disse a respeito de outro qualquer jogo, o ano passado, nas mesmas circunstâncias, não teríamos tido a capacidade de ganhar a partida de ontem. Esse é o principal mérito de Leonardo Jardim (entre muitos outros), a capacidade mental que foi capaz de incutir nos jogadores. Nenhum jogo está perdido mesmo quando não se joga grande coisa. E notem meus amigos, ontem não jogámos grande coisa. Da mesma forma que nos últimos jogos não temos jogado grande coisa. Mas fomos capazes de ganhar e isso é o mais importante.

Grande jogo de Dier, Maurício (apesar daquele azar), William Carvalho (a partir dos 60 minutos), Slimani e Mané. Nem tanto dos de Wilson Eduardo, Heldon e André Martins. Adrien parece estar fisicamente mais em baixo. E esse tem sido, na minha opinião, o grande problema do Sporting nos últimos jogos. O meio-campo não está ao mesmo nível que já esteve esta época. E, aparentemente, não existem grandes opções. Faz-nos falta no plantel um jogador com características semelhantes ao Adrien para o substituir quando este não está ao seu melhor nível. Infelizmente não temos ninguém.

Sábado há mais. Sem Adrien e Montero o jogo será mais complicado. Leonardo Jardim será, certamente, capaz de encontrar as soluções. Talvez Carrillo mereça ter uma oportunidade no jogo (Heldon, como escreveu aqui o Pedro Correia ainda não demonstrou merecer a titularidade) e Slimani jogará certamente. Nessas circunstâncias é preciso quem cruze em condições para o argelino. Talvez Capel (porque será que já nem nos 14 consegue entrar?) possa também ter uma oportunidade.


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Jornada a jornada
Tiago Cabral

Mais uma viagem a norte e mais três pontos ganhos. Mais uma vitória conquistada num terreno impróprio para a boa prática de futebol. Na primeira parte entrámos com força e determinação com alguns cantos sucessivos apenas nos primeiros minutos. Depois o Rio Ave equilibrou a partida, muito por alguma falta de pressão por parte dos nossos jogadores. Na segunda metade do jogo entrámos outra vez bem e tivemos a infelicidade do auto-golo do Maurício. A bola desviada pelo defesa entrou bem junto ao poste. Reagimos muito bem, à campeão, e fomos literalmente para cima do adversário. Conseguimos a vitória e foi inteiramente merecida. Não foi a nossa mais vistosa exibição, tal não tira qualquer mérito a mais esta conquista. Estamos a conseguir aguentar a pressão que estar a discutir com o porto e benfica os lugares cimeiros acarreta. A recta final do campeonato aproxima-se e contra todas as expectativas aqui estamos, ombro a ombro com os nossos adversários naturais. Infelizmente ainda vemos alguns de nós a levantar todas as pedras para tentar descobrir algo que manche o brilhante campeonato que estamos a realizar. 


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O meu filho mais velho
António Manuel Venda

 

O meu filho mais velho (nove anos) é um autêntico herói para mim. Não por este golo, obviamente, que marcou uma vez em Évora depois de correr o campo de uma ponta à outra com a bola. Mas por tantas coisas que tem feito por mim. Como as irmãs e o irmão. Tantas coisas, às vezes sem darem por isso... Os quatro. Mas hoje quero falar dele... Ajudou-me como eu nunca pensei que pudesse ajudar-me. Eu sozinho com ele, as irmãs (de seis e três anos) e o irmão pequenito (de um ano). Fiquei absolutamente deliciado. E absolutamente convencido de que é mesmo um herói. Para mim. Como os outros três o são. Também para mim. Cada um à sua maneira. Mas ele hoje superou tudo o que se possa imaginar. Apesar da minha debilitada memória, mesmo que viva mais uns cinquenta anos acho que nunca me esquecerei.

(também aqui)

 

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Ouço por aí alguns rancorosos reclamar contra a exibição do Sporting na vitória de ontem em Vila do Conde. Se calhar queriam goleada. Não vi nenhum deles, curiosamente, falar assim durante toda a temporada anterior, quando sofremos três derrotas contra o Rio Ave. Irritam-se mais quando vencemos do que quando perdemos.

Há dois anos e meio que não ganhávamos a esta equipa. Ultrapassámos mais este obstáculo, continuando a marcar diferenças com a pior época de que temos memória. Jornada após jornada. Com um plantel em construção: dez dos onze jogadores mais utilizados actuam esta época pela primeira vez como titulares no Sporting.

O importante é isto.

E agora que venha o Braga.

 


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Já com o processo eleitoral em curso, o ainda presidente Godinho Lopes dirigia uma carta à Assembleia Geral em que manifestava a intenção de cessar funções efectivas no próprio dia da votação, 23 de Março. Sem aguardar sequer a cerimónia de posse dos novos órgãos sociais.

"Estamos todos perfeitamente cientes de que se vive uma situação de verdadeira emergência, a exigir actuações urgentes e decididas, que o Conselho Directivo demissionário não está em condições e não pode mesmo tomar. (...) Até às eleições o Conselho Directivo mantém-se no seu posto e não enseja responsabilidades, embora com possibilidades de actuação pelas circunstâncias já descritas muito limitadas", alertava Godinho Lopes nessa missiva, tornada pública a 23 de Fevereiro de 2013.

Íamos então à 20ª jornada. Com apenas 22 pontos. Com apenas cinco vitórias. Com apenas 22 golos marcados e já 23 sofridos. Somávamos sete empates e oito derrotas. Tínhamos perdido os desafios contra Rio Ave (duas vezes), FC Porto, V. Setúbal, Benfica, Paços de Ferreira, Marítimo e Estoril.


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Sábado, 22 de Fevereiro de 2014
Esta noite...
José da Xã

... sofri como há muito tempo não me acontecia. Mas valeu a pena!

 

Gostava apenas de perceber porque é que a equipa dá sempre 45 minutos de "borlas"?

 

Já foi em Arouca, agora em Vila do Conde... 


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Gostei

 

De mais uma vitória. Foi a sétima do Sporting fora de casa nesta temporada. Contra o Rio Ave, que nos tinha derrotado nos três confrontos que mantivemos na época 2012/13. Não vencíamos esta equipa desde Setembro de 2011.

 

De Slimani. Saltou do banco aos 56' e voltou a ser decisivo numa vitória, abrindo o marcador para a nossa equipa 14 minutos depois, culminando uma excelente jogada colectiva do Sporting. Aos 76' fez outro grande remate, defendido pelo guardião do Rio Ave, Ederson, naquela que foi a melhor defesa da noite.

 

Do passe de Jefferson para o primeiro golo. O nosso lateral esquerdo cruzou a bola em arco, colocando-a longe do alcance de Ederson, para o cabeceamento de Slimani ao segundo poste.

 

De Carlos Mané. Autor do segundo golo, o melhor do encontro, num espectacular remate à meia-volta, sem hipóteses para Ederson. Também ele tinha saído do banco, no recomeço do jogo. O jovem extremo leonino volta a ser decisivo, pela segunda jornada consecutiva, depois de ter marcado o nosso golo solitário da vitória contra o Olhanense.

 

De Eric Dier. O jovem inglês formado na nossa academia rendeu Rojo, ausente por castigo, e teve uma boa exibição, cortando com eficácia e autoridade vários lances ofensivos do Rio Ave. Está provado que joga melhor no eixo central da defesa do que como médio defensivo.

 

Das mexidas na equipa feitas por Leonardo Jardim. O treinador acertou em cheio nas substituições: a segunda parte do Sporting foi muito melhor do que a primeira, em que não tivemos uma oportunidade de golo. A entrada de Slimani, para o lugar de Wilson Eduardo, pôs a equipa a jogar num dinâmico 4-2-3-1 baralhando por completo as marcações do Rio Ave.

 

De ver o Sporting novamente com o melhor ataque da Liga. Temos agora 38 golos marcados. Mais um do que o FCP e mais dois do que o SLB.

 

 

Não gostei

 

Do autogolo de Maurício. Traindo Rui Patrício, o brasileiro culminou neste deslize uma semana para esquecer. Pior que ele neste lance esteve Jefferson, que poucos metros adiante, em zona proibida, perdera a bola para um adversário.

 

Dos cartões amarelos a Montero e Carlos Mané. Não percebi porque receberam esta punição num jogo correcto, com poucas faltas. O colombiano estará ausente do próximo jogo, em casa, contra o Braga. Tal como Adrien, que hoje também recebeu o quinto amarelo consecutivo.

 

De Heldon. O extremo contratado ao Marítimo ainda não deu provas de justificar a titularidade.

 

De André Martins. Voltou a revelar grandes fragilidades, perdendo vários lances no meio-campo leonino, sem conseguir libertar-se das marcações. Foi bem substituído por Carlos Mané ao intervalo. Nesta fase do campeonato, começa a ser seriamente questionada a sua condição de titular no Sporting.

 

Do relvado. Em mau estado, como já se previa.


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"TRANSIÇÃO RÁPIDA OFENSIVA"

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