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És a nossa Fé!

Sobre a convocatória de Paulo Bento para o jogo contra os Camarões

Paulo Bento anda a brincar com isto! Então convoca o Ivan Cavaleiro e não convoca o Mané? Convoca o Ruben Amorim e não convoca nem Adrien nem André Martins? Mas afinal, qual é que é o critério?!

Cavaleiro - que é bom jogador, não restem dúvidas sobre isso - nem no banco tem jogado enquanto Mané tem vindo não só a jogar como a marcar golinhos! Porque convoca então o Cavaleiro e não o Mané?

E Amorim? Faz dois jogos pelo benfica e já é o maior outra vez? Adrien e Martins, que têm jogado com regularidade e qualidade, zero, nem para um jogo particular!

Entendo o porquê de tudo isto! Mais à frente virão dizer que os jogadores não têm experiência de selecção! Pudera, nunca são sequer convocados, logo não podem ter experiência de selecção! Isto também é o sistema! Assim também se valorizam jogadores! Assim também se motivam e desmotivam atletas! Nunca nos esqueçamos do Moutinho. Ficou fora da convocatória para o Europeu e, como é evidente, afundou-se na equipa. A partir de determinada altura os jogadores começam a pensar o que mais têm de fazer para poderem ser seleccionados. E, rapidamente, chegam à conclusão que um dos problemas reside no clube onde jogam. Assim não pode ser!
William vai porque seria uma vergonha não ir na medida em que é o melhor jogador do campeonato nacional. De outra forma também ficaria de fora!

Benfas I used to know

Estava a ver que não, mas a verdade é que o grande Benfas, em estado pré-orgástico de cada vez que ganha uns jogos e fica mais de dois pontos à frente, está de regresso. "A equipa está muita confiante", diz o mister. As capas do jornalismo oficioso repetem, a propósito de tudo e de nada: "Águia voa para o título", "Genial!", "Classe pura", "Obra de arte"... Repare-se, para quem se lembra, como grande parte dos títulos repetem os do ano passado, que isto a imaginação não chega para tudo. Pouco interessa que tenham ganho àqueles desgraçados do PAOK (2º lugar na liga grega, com menos 20 pontos do que o Olympiakos, já de si uma potência fantástica) com um golo em fora-de-jogo na primeira volta e com um cartão vermelho inventado ao Katsouranis na segunda.

 

Andaram muito sossegados até ao jogo com o Sporting. Dava pena. A partir daí, libertaram-se. Este é o Benfas de que a gente gosta, porque a gente precisa de rir. Eles são tão bons a ganhar como a perder.

Faz hoje um ano

 

Carlos Barbosa, ex-presidente durante a etapa inicial do mandato de Godinho Lopes, tornou público o apoio ao candidato José Couceiro: "Pode ser a salvação do Sporting. É um homem de trabalho. um homem sério, capaz de limpar o caruncho que está no Sporting."

E Bruno de Carvalho? "Nunca fez nada na vida, nem sei mesmo se tem emprego, e por isso não lhe reconheço capacidade para dirigir o clube", dizia ainda Barbosa. O mesmo que chegou a dizer de Godinho Lopes, em Julho de 2012: "É um excelente construtor civil, mas não tem perfil para ser presidente do Sporting."

Numa espécie de concurso destinado a ver quem produzia a frase mais bizarra, o candidato Carlos Severino arriscava-se a ficar com o título. Virando baterias contra o treinador: "Toda a gente sabe que o Jesualdo [Ferreira] não é sportinguista, também não é portista, mas lá fez bom trabalho. E aqui também tem de fazer. Nós não queremos infiltrados".

 

A pouco mais de três semanas do escrutínio, nesse dia 28 de Fevereiro de 2013, o Adelino Cunha pedia um "debate amplo entre os candidatos". E o João Paulo Palha assumia o voto em José Couceiro, justificando-o assim: "Na candidatura de José Couceiro, ou lá muito próximo, conheço, directa ou indirectamente, pessoas em que, mal ou bem, confio e em cujos dotes para procurarem com honestidade e competência resolver a  situação do nosso clube eu acredito."

Leonardo Jardim exemplar

«Fico triste porque não é uma notícia de caráter desportivo. O pai do Mané está fora do país há mais de um ano e só agora é que se lembraram disto. Não terá qualquer influência no seu rendimento. Cresceu num bairro mas passou a viver na Academia. Soube ultrapassar as dificuldades do meio onde foi criado. Tornou-se um profissional sério, um exemplo. Não acredito que isto possa criar instabilidade nele.» O nosso mister

BBC cilindra Schalke 04

Não, não se trata da famosa estação radiotelevisiva britânica. BBC foi a sigla que alguma imprensa alemã escolheu para designar o trio infernal que cilindrou o Schalke 04 na Liga dos Campeões: 6-1 (ou será melhor dizer 1-6, pois foi na Alemanha). Cada um deles marcou dois: Bale, Benzema e o "nosso" Cristiano Ronaldo - o trio BBC!

 

 

Aguardamos as enxurradas que se seguem.

Equipa para Sábado!

Muito se tem falado e escrito sobre a nossa equipa para o jogo contra o braga e chegou a hora de também eu dar uns palpites.

Fosse eu o mister e jogavam: Patrício, Jefferson, Maurício, Rojo, Cédric, William, André Martins, Mané, Capel, Carrillo e Slimani.

Rojo em vez de Dier. Custa-me dizê-lo, porque acho Dier um jogador fantástico, mas a dupla do argentino com o brasileiro tem estado impecável e sendo assim não há justificação para alterar o que tem corrido bem.

Mané na posição de André Martins e André Martins na posição de Adrien. Não há ninguém que faça a posição de Adrien melhor do que o próprio pelo que é melhor colocar o André Martins na posição 8 e jogar o Mané a 10 em apoio a Slimani que na minha opinião precisa de alguém que apareça com qualidade para finalizar o jogo que o argelino encontra a jogar no físico.

Capel e Carrillo por dois motivos: por um lado, não gostei do Wilson Eduardo nos últimos jogos e acho que o Héldon (jogador que aprecio bastante e que creio ter sido uma grande contratação) ainda não entrou bem na equipa; por outro, Slimani é enorme no jogo aéreo e precisa de quem cruze com qualidade. Ninguém melhor que Capel para fazer isso (não entendo porque motivo não tem jogado). Já Carrillo, quando quer, é o melhor jogador da equipa e capaz de desequilibrar como nenhum outro.

Faz hoje um ano

 

A 27 de Fevereiro de 2013, primeiro dia da campanha oficial para a presidência do Sporting, publiquei aqui um texto a que dei o título "Declaração de desinteresse".

Permito-me reproduzir aqui alguns trechos dessa espécie de editorial:

 

"Aqui, no És a nossa Fé, cada um de nós fará o que entender: dar apoio expresso a um candidato, criticar os restantes candidatos, não apoiar ninguém, renegar o mandato de Godinho Lopes ou elogiar a prestação do presidente que se encontra quase a cessar funções. Este é um blogue plural, como qualquer leitor reconhece, e os únicos limites à livre expressão de cada um são aqueles que o bom senso dita: respeitar as opiniões alheias - desde logo as dos colegas de blogue - e nunca confundir crítica com injúria. Para isso já basta o que se vê por aí, em certas tribunas de opinião, com o insulto mais soez e desbragado sobrepondo-se ao argumento civilizado e racional. (...) Não tenciono apoiar nenhum dos candidatos - o que não me impedirá, naturalmente, de elogiar uns ou criticar outros em função do que forem dizendo ou fazendo. E só em função disso.

Chamo entretanto a atenção para um pormenor: não esqueçamos nunca que quem perde hoje poderá ganhar amanhã. Em clubes democráticos, como nos orgulhamos que o nosso seja, a oposição de véspera torna-se com frequência o poder do dia seguinte - e vice-versa."

Faz hoje um ano

 

A campanha eleitoral para o escrutínio de 23 de Março aquecia os motores. Com uma frase contundente de Bruno de Carvalho: "Há dois anos, enganaram alguns sócios, mas agora não o vão conseguir." Apontado com crescente insistência como aquele que reunia maiores probabilidades de vitória, após a derrota tangencial em 2011, o mais jovem candidato leonino denunciou pressões efectuadas pelo ainda presidente Godinho Lopes, aludindo à existência de salários em atraso no clube no momento da passagem do testemunho: "Jogadores, treinadores e funcionários vivem num clima de terror por causa desta ameaça de salários em atraso. É vergonhoso que uma pessoa que ainda está em funções se comporte assim. Espero que cumpra as suas responsabilidades e saia com elevação."

Outro candidato, Carlos Severino, jogava também ao ataque, com frases sonantes: "Como o nosso presidente disse que eram necessários 25 milhões de euros até ao final da temporada, falei com a 'minha' banca e garanti esse montante. Mas atenção: vou entrar no Sporting com esses 25 milhões mas levo a Polícia Judiciária comigo."

José Couceiro, o terceiro candidato, apostava um pouco mais na contenção verbal. Dizendo-se equidistante das diversas sensibilidades leoninas, não escapava no entanto a algumas críticas por gozar aparentemente do apoio do tradicional establishment de Alvalade. O DN dava por garantido o apoio de José Roquette, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes à sua candidatura.

 

Mas a notícia mais interessante desse dia 26 de Fevereiro de 2013, faz agora um ano, foi a confirmação da recusa a sufrágio de uma lista encabeçada por João Pedro Paiva dos Santos ao Conselho Leonino que tinha Vasco Lourenço e Rui Oliveira e Costa nas posições 2 e 3. Motivo? A lista foi entregue fora de prazo pelo fracassado candidato que chegara a ser apontado como hipótese para a presidência do Conselho Directivo do Sporting, tendo acabado por desistir a favor de Couceiro, que por sua vez prescindiu de apresentar lista ao Conselho Leonino.

Afinal nem uma coisa nem outra. Tudo por um atraso de alguns minutos. No futebol, como em tantas outras coisas na vida, convém ser pontual.

Na morte de Mário Coluna

Já estava muito debilitado na última aparição pública, a 5 de Janeiro, quando reagiu à morte de Eusébio, seu companheiro no Benfica e na selecção nacional. Há pouco surgiu-nos a notícia, da capital moçambicana: Mário Coluna morreu esta tarde, aos 78 anos.

Está de luto o Benfica, clube que Coluna serviu durante 16 épocas, de 1954/55 a 1969/70, e do qual foi um dos maiores símbolos de sempre, ao sagrar-se campeão nacional por dez vezes e vencedor de duas taças dos campeões europeus, nas quais marcou golos que ajudaram a projectar o futebol português além-fronteiras.

Está também de luto o conjunto do futebol nacional, além do desporto-rei de Moçambique, de onde Coluna era natural. Porque ele não foi só craque do Benfica: foi também um dos mais prestigiados capitães de sempre da nossa selecção. Vestiu 57 vezes a camisola das quinas e marcou oito golos com as cores nacionais. O seu maior título de glória acabou por ser a subida ao pódio máximo do futebol planetário, em 1966, quando nos classificámos em terceiro lugar no Campeonato do Mundo realizado em Inglaterra.

Praticava um futebol de inegável classe, como médio ofensivo e organizador de jogo. Com grande poder atlético, inesgotáveis recursos técnicos e uma combatividade que nunca foi contaminada pelo antijogo: era campeão sem deixar de ser um cavalheiro. Depois do Benfica jogou no Olympique de Lyon, vindo a terminar a carreira como treinador-jogador do Estrela de Portalegre, da III Divisão, na época 1971-72.

Ainda muito miúdo, tive o privilégio de o ver jogar ao vivo, na recta final da carreira. Num tempo em que sportinguistas e benfiquistas sabiam confraternizar e admirar jogadores de outras equipas sem perder a saudável rivalidade clubística. E em que considerávamos cada jogador da selecção também um dos nossos.

É com o profundo respeito que sempre mantive por ele, e que foi crescendo com o rodar dos anos, que me inclino perante a memória de Mário Esteves Coluna. Um dos maiores nomes de sempre do desporto lusófono. Moçambicano, português, cidadão do mundo. Conquistador em vida de um merecido lugar na História.

Condolências

O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Eusébio da Silva Ferreira, um símbolo do desporto nacional. À família de Eusébio e amigos, o Sporting Clube de Portugal apresenta os seus sentidos pêsames. 05-01-2014.

 

O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Mário Coluna, um símbolo do desporto nacional. À família e amigos de Mário Coluna, o Sporting Clube de Portugal apresenta os seus sentidos pêsames. 25-02-2014.

 

Eusébio e Mário Coluna. Dois símbolos do maior rival de sempre do Sporting, o Benfica.

Em ambos os textos inexiste uma única alusão ao Benfica. O que lamento.

Considero que a nossa grandiosidade e forma elevada de estar no desporto se revê, também, nestes gestos de respeito e evocação dos adversários. Muito recentemente, e só para citar um exemplo, faleceu Luís Aragonés, figura do Atlético de Madrid, e o Real Madrid não se coibiu de prestar os seus sentimentos ao rival.

Bruno de Carvalho esteve impecável ao participar nas cerimónias fúnebres de Eusébio e, tendo até isso em conta, mais incompreensível se torna a omissão recorrente, nestas notas de condolências, da entidade desportiva onde de forma muito marcante aqueles jogadores se evidenciaram e que dá o caso de ser o nosso maior e estimado rival.

Os mesmos

Ando a ouvir maus augúrios desde o início do campeonato. Ainda antes de a bola começar a rolar já havia espaços blogosféricos, de verde e branco, onde não faltavam os mais negros vaticínios. Prognosticando uma época horrível para o Sporting devido à política de contratações e à gestão do plantel e sei lá que mais.

Suprema ironia: alguns que hoje dizem mal da equipa a cada vitória, por ser suada ou "sofrida", eram os mesmos que aplaudiam as derrotas da época anterior.

Faz hoje um ano

 

"O Sporting é nosso outra vez" era o lema da lista B. De Bruno de Carvalho. O Tiago Loureiro assumia, desde logo, a sua opção de voto. Justificando-a: "Quero o meu clube de volta."

 

"Não sabemos ainda quem vencerá as eleições no Sporting. Mas sabemos quem já perdeu: Godinho Lopes. Desde logo, porque recusou recandidatar-se - sinal inequívoco de que sabia não ter a menor probabilidade de triunfo. Mas também - e sobretudo - pelo simples motivo de nenhum dos três candidatos em campanha se reclamar como depositário do seu legado desportivo e financeiro. Alguém que o fizesse, aliás, estaria antecipadamente condenado à derrota", escrevi aqui, também nesse dia 25 de Fevereiro de 2013.

 

As declarações de todos os candidatos - e não só de Bruno de Carvalho - permitiam sustentar esta conclusão. "Há uma frente comum na qual estamos todos juntos contra as posições do actual presidente, que são inacreditáveis", afirmou Carlos Severino. "O Sporting devia estar equilibrado e se não está é por culpa da gestão anterior. Todo este passivo, quer a nível de gestão financeira, quer a nível de gestão desportiva, é problema que queremos resolver, alterando alterar procedimentos. Mas essa responsabilidade é claramente da anterior Direcção e de quem nos dirigiu nos últimos dois anos", salientava sem reticências José Couceiro.

Godinho Lopes ficava cada vez mais só.

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