Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

Enfim, o campeonato está de volta. Vamos lá então saber os vossos prognósticos para o Sporting-Académica. Já começou a contagem decrescente: o jogo é no domingo, às 18.15.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Em conferência de imprensa, Jesualdo Ferreira prometia tudo fazer para conduzir o Sporting à disputa de uma competição europeia. "Queremos tornar a equipa mais competitiva e preparar, de uma forma segura, o que serão os próximos meses e as bases da próxima época: criámos o nosso modelo e é nele que vamos apostar", declarou o treinador.

 

Também Godinho Lopes falou à comunicação social naquele dia 1 de Fevereiro de 2013. Numa espécie de declaração de guerra a quantos defendiam a sua destituição, deixou claro que não pretendia "entregar o clube a gente que nunca apresentou uma solução" pois isso "seria o caos".

Foi uma conferência de imprensa lamentável a vários títulos.

Sem uma frase de mea culpa, sem o reconhecimento de um erro, sem um traço de humildade, o presidente leonino invocou a sacrossanta "estabilidade do clube" enquanto lançava litros de gasolina para uma fogueira que não cessava de arder. Disse não ter medo de "enfrentar os sócios" mas recusou reconhecer que ele próprio era o maior foco de instabilidade num clube que se tornara num contínuo vaivém de treinadores, jogadores e dirigentes desde o início do seu mandato. Veio invocar as proezas registadas nas modalidades sem admitir que no futebol profissional o Sporting vivia a página mais negra do seu longo e prestigiado historial. Disse que nunca fez promessas, já esquecido das abortadas garantias de "dinâmica de vitória", das "estratégias de internacionalização" jamais concretizadas e do clube "independente da banca" que não passou de miragem, usadas como chamariz eleitoral para captar os votos dos sócios em Março de 2011.

Afirmou ainda querer unir os adeptos sem reparar que nunca a desunião entre os sportinguistas fora tão notória.

 

Num dia fértil em notícias, ficávamos ainda a saber que o Tribunal Cível de Lisboa tinha indeferido a providência cautelar interposta pelo Conselho Directivo do Sporting para impedir a assembleia-geral extraordinária do dia 9. "Nunca imaginei que algum juiz pudesse dar provimento a uma providência cautelar destinada a impedir o debate entre os sportinguistas, na sede própria para o efeito, condicionando a autonomia associativa e a liberdade de reunião consagradas na nossa lei fundamental", comentei aqui.

 

Fechara entratanto o mercado. E o balanço, pela parte do nosso clube, não podia ser pior. O Sporting anunciara a contratação de Niculae e desistira dele em pouco mais de 24 horas. Falhara a transferência de Kléber do Porto para Alvalade. Paulo Henrique fora outra promessa abortada. Para cúmulo, Viola já não escondia o desejo de voltar à Argentina.

"Onde é que esta gente anda à procura de jogadores para reforçar a equipa? No custo justo? Não acertam uma", perguntava o Adelino Cunha. E perguntava bem.


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"Tal como na época passada, o Sporting chega ao final de Janeiro a apostar as fichas todas no campeonato, depois de afastado das taças de Portugal e da Liga (e da Liga Europa, em 20121/13). A grande diferença é que, neste momento, os leões contabilizam 14 vitórias. No ano passado tinham apenas sete."

Record, 31 de Janeiro

 

"Nesta época o Sporting já marcou 52 golos, mais um do que em todos os jogos de todas as provas da época anterior."

Idem


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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Sofia Arruda

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Afinal Niculae não regressaria ao Sporting. A 31 de Janeiro de 2013, a direcção leonina passou o dia em contínuo ziguezague, fazendo os adeptos passar rapidamente da euforia à frustração. Num comunicado matutino, anunciava a contratação. Num segundo comunicado, divulgado menos de uma hora depois, aludia apenas à "possível contratação do atleta Marius Niculae", estando o regresso ainda dependente de um "parecer final" pelo facto - aparentemente desconhecido pelos responsáveis do Sporting - de o goleador romeno ter jogado antes em dois clubes naquela temporada oficial 2012/13, não sendo admitida a sua inscrição em Alvalade, de acordo com o regulamento de transferências da FIFA.

À noite, confirmava-se o que muitos já receavam: Niculae não viria. Terceira contratação abortada em 48 horas, após ter falhado a vinda de Paulo Henrique e Kléber: encerrado o prazo de inscrição de jogadores, Jesualdo Ferreira teria de contar só com Wolfswinkel como opção para o eixo central do ataque.

Um dia alucinante. Espelho de um clube alucinado.

 

"Em pouco mais de um ano passámos por quatro treinadores, contratações milionárias falhadas, venda de jogadores por tostão e meio ou mesmo oferecidos, demissões de vices, demissões de administradores da SAD e directores do futebol, casos de espionagem interna, depósitos em contas de equipas de arbitragem. Chegamos hoje, dia 31 de Janeiro, à vergonha de sermos gozados como o clube que contrata (ou afinal não contrata) um jogador que não pode jogar até final da época. Esta direcção não é apenas incapaz, é uma direcção incompetente e que lesa o bom nome do Sporting", concluía o Tiago Cabral.

Era cada vez mais difícil não lhe dar razão.


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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

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O sistema é isto
Pedro Correia

 

O Adelino Cunha e o José da Xã já tinham comentado aqui a vergonhosa actuação de Duarte Gomes no jogo Académico de Viseu-Sporting da Covilhã. No entanto, como nas telenovelas, também estes folhetins futebolísticos não se esgotam nos primeiros episódios: pelo contrário, têm sempre cenas reservadas a capítulos seguintes.

Lembram-se certamente do senhor Gomes. Trata-se, infelizmente para nós, de um árbitro que o Sporting bem conhece: foi ele que nos pôs fora da Taça de Portugal. Único árbitro português do primeiro escalão capaz de transformar uma grande penalidade em livre indirecto a pedido da equipa da casa no último minuto do tempo extra, como sucedeu no lance de Viseu que o País inteiro já pôde ver graças a expressivas imagens entretanto postas a circular no Youtube, Duarte Gomes foi premiado nesse jogo com a nota 3,3 - equivalente a uma classificação regular - pelo "observador" Luís Pais, figura influente na Associação de Futebol de Viseu, segundo revela hoje o Record. Um "observador" que, a avaliar pela notícia hoje publicada neste jornal, julgava em causa (e casa) própria...

Bafejado com nota tão complacente, o carrasco do Sporting na Luz pôde assim apitar tranquilamente o Sp. Braga-Belenenses, para a Taça da Liga, sem que ninguém franzisse sequer a ponta de um sobrolho. Se o jogo anterior não tivesse sido filmado por alguém na bancada de Viseu, nunca teríamos sabido a enorme discrepância ocorrida entre o que sucedeu em campo e a inaudita benevolência do "observador".

Algumas almas mais ingénuas que gravitam à margem dos meandos do futebol ainda se interrogam por vezes o que será o sistema. Não é preciso procurar mais: o sistema é isto.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Todas as manchetes noticiosas relacionadas com o Sporting - e as consequentes opiniões formuladas aqui no blogue - continham nesse dia 30 de Janeiro de 2013 um nome de sete letras. Niculae. Inesperadmente, a direcção leonina anunciou o retorno do goleador romeno ao nosso clube.

"Eis que surge a notícia do regresso iminente de um dos jogadores que mais apreciei ver jogar de leão ao peito. Há dias felizes!", reagiu de pronto o Tiago Loureiro. "Bom retorno ao Sporting, caro Marius! Esse pé esquerdo deixou sempre grandes saudades!", aplaudiu o Pedro Quartin Graça.

A reacção mais entusiástica foi a do Leonardo Ralha: "Ao final da tarde voltei àquela magnífica temporada de 2001-2002, quando todos os sonhos pareciam possíveis e o futuro era brilhante. Tardes e noites brilhantes na Bancada Nova do Estádio de Alvalade, com a curva belíssima a cantar sem parar, antes de a SAD incentivar a divisão da Juve Leo. Lá em baixo estavam Nelson; César Prates, André Cruz, Beto e Rui Jorge; Paulo Bento, Pedro Barbosa e Hugo Viana; João Pinto, Mário Jardel e Marius Niculae. E ainda Ricardo Quaresma e outros grandes valores. Gosto de voltar a ter um campeão nacional do Sporting no Sporting, como gostaria de ver Hugo Viana e Ricardo Quaresma de volta a Alvalade."

 

Mas havia outra notícia digna de registo: a assembleia-geral extraordinária requerida pelo movimento Dar Rumo ao Sporting para a destituição do Conselho Directivo presidido por Godinho Lopes estava enfim marcada. Para 9 de Fevereiro.

Uma iniciativa que não prometia empates. Embora se ignorasse ainda quem sairia vencedor.


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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014
Postas de pescada
João António

Qual será o medo de Manuel José ? Será disto? 

 


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«Na exaltação exponenciada da genialidade de Eusébio (tratou-se, de facto, de um talento invulgar, quase único, no futebol de todos os tempos), foi apagado o que é inapagável em futebol: o contexto de equipa que tornou possível os sucessos de Eusébio e das suas equipas (Benfica e Selecção) que pouco variavam de composição. Mais, esse apagamento dos companheiros de Eusébio representa uma profunda injustiça de memória para com outros futebolistas excepcionais (José Augusto, Coluna, Santana, talvez outros mais) e que também foram determinantes para atingir as vitórias com Eusébio e garantiram sustentar essas mesmas vitórias.»

João Tunes, O efeito perverso no culto a Eusébio


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"VEIA GOLEADORA"

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

A dois dias do encerramento do mercado de Inverno, cresciam as especulações sobre a contratação de um segundo ponta-de-lança para o Sporting: era consensual que Wolfswinkel não podia continuar a ser o único membro do plantel a jogar de raiz nesta posição.

Quem viria? A 29 de Janeiro de 2013 o nome mais agitado na imprensa e nas redes sociais era o do brasileiro Paulo Henrique Carneiro Filho, jogador do Trabzonspor, um clube turco. O Record adiantava mesmo alguns pormenores em tom categórico: "Paulo Henrique contratado - avançado brasileiro chega quarta-feira".

Mas viria mesmo? Os dias seguintes acabariam por esclarecer todas as dúvidas.


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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014
Esperar sentado (2)
Pedro Correia

 

Depois das duríssimas declarações de Pinto da Costa visando o árbitro Soares Dias que na prática passou a ser vetado em qualquer jogo disputado pelo FCP, continuo à espera de uma greve de protesto desencadeada pelos homens do apito, semelhante à que - por muito menos - já fizeram contra o Sporting.

Mas, claro, vou esperar sentado. Desta vez numa cadeira de braços, para sentir menos desconforto.


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O talhante
Adelino Cunha



Por causa do atraso no jogo entre o Porto e o Marítimo, o dono do talho chegou mais tarde ao trabalho.

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"O Sporting já marcou 52 golos em 2013/14, com metade dos jogos disputados em 2012/13, e superou já o registo ofensivo alcançado na época anterior, em que participou em quatro competições (Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga Europa), marcando apenas 51."

Record, 27 de Janeiro

 

"O Sporting só ficou em branco em três jogos desta temporada, nos nulos antes Nacional, FC Porto e Estoril. Em 2012/13, e num total de 42 jogos, os leões não facturaram em 13."

Idem


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Já sabemos, por casos como os de Roberto, que os de Carnide são engenhosos financeiramente.

Mas, convenhamos, é habilidoso conseguir financiar-se em € 15 milhões junto de entidades não financeiras (pelo menos, legalmente) e pagar os juros antecipadamente com um miúdo da equipa principal mas que só jogava na equipa b.

Par si, em termos financeiros é de facto uma boa operação, atendendo à baixíssima taxa de juro implícita no negócio.

Outra evidência desta operação meramente financeira: a tesouraria está a rebentar e já vale tudo.


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Nelton Pontes.
Luís de Aguiar Fernandes


Não é atleta do Sporting, mas é sportinguista. Não leva o nosso símbolo ao peito, mas leva o da Juve Leo no braço. É dos nossos, e merece os nossos parabéns, juntamente com a claque que o patrocina. Porquê? Porque é só(!) o novo campeão europeu de Jiu Jitsu brasileiro.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Instalava-se a dúvida: o nosso único ponta-de-lança, Ricky van Wolfswinkel, estaria prestes a abandonar Alvalade? Há precisamente um ano, em 28 de Janeiro de 2013, era esse o dilema que pairava entre os sportinguistas. E nem o treinador, Jesualdo Ferreira, evitava abordar o tema. Com frontalidade, bem ao seu timbre.

“O Sporting tem de reduzir custos. Mas nunca se disse que tem de reduzir resultados. Temos de fazer um grupo mais equilibrado, ambicioso e com muito mais trabalho", declarou o técnico em conferência de imprensa, deixando claro: se Wolfswinkel saísse, o Sporting teria de contratar outro avançado antes de encerrar o mercado de Inverno, daí a três dias.

Ainda por cima esses rumores circulavam numa altura em que tínhamos bem fresco na memória o excelente golo marcado na véspera pelo holandês, no empate em casa contra o V. Guimarães. Um golo de calcanhar "digno de levantar qualquer estádio do Mundo", como sublinhou o Leonardo Ralha, deixando um bom conselho: "Quer siga para longe ou permaneça connosco, Ricky tende a oscilar entre o oito e o oitenta. Há que estabilizá-lo no patamar superior."


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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014
Sintomático
Marta Spínola

Para mim taça da Liga terá sempre uma imagem: Pedro Silva e a medalha. 

Peço desculpa, os meus pais não têm nada a ver com isto, educaram-me para saber ganhar ou perder e o importante é participar e essas coisas todas. Acima de tudo há que ter nível e educação, saudar o adversázzzz.... Mas o meu subsconsciente é um bully de 9 anos e prende-se a estas coisas, o sentimentalão de fisga no bolso de trás. Pronto, é isto. 

 

Este sábado twittei ao primeiro golo do jogo "Anda pra casa Sporting, brincamos a outra coisa. Não nos querem lá mesmo". Mas depois, fraca leoa que sou, entusiasmei-me, a rapaziada até virou e bem o resultado, e eu muito contente que podia haver derby, e o que me pelo por um derby nem que seja a tostões, assim mais ou menos sem fôlego e tudo. 

E no fim foi o que foi. E eu, Pedro Silva na minha sala, tive pena de não ter medalha para atirar à televisão. 


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à venda nos talhos
José Navarro de Andrade

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Um novo caminho
José da Xã

 

No jogo da vida, tal como no futebol, há demasiados “Guímaros”, “Franciscos Silva” ou “Calheiros” para atentarem os nossos pacatos dias. Todavia, no primeiro caso há a hipótese de recorrermos a instâncias superiores, sempre que reconheçamos injustiça nas nossas pretensões.

 

No entanto, no futebol, qualquer decisão de um juiz de partida é irrevogável - já sei, já sei que o Duarte Gomes tem uma noção de irrevogável à moda de Paulo Portas (vide Académico de Viseu-Sporting da Covilhã). Mas é esta irrevogabilidade que se tornou, de certa forma, um poder… malévolo.

 

Certa vez, um dirigente desportivo confessou a um jornalista que a única coisa que queria dos árbitros é que, em caso de dúvida, decidissem a favor do seu clube, nada mais! Ora pelo que vamos constatando por esses campos de futebol os lances ditos polémicos são-no pelas dúvidas que apresentam. E rapidamente se percebe quem é (quase sempre???) o beneficiado.

 

O Sporting honra-se de jamais ter sido referenciado em qualquer escuta no caso “Apito Dourado”. Mas isso valeu de quê? Pergunto eu! A honradez, a seriedade, a compostura são valores de passados longínquos e que nos tempos actuais não têm qualquer cabimento. Infelizmente!

 

O futebol é hoje uma indústria que serve para capear outros negócios, quase sempre muito pouco claros. O dinheiro que esta indústria gera e faz movimentar é tão grande que alguém que possa colocar as mãos neste “cesto” virá certamente com proveitos colados.

 

Neste contexto Bruno de Carvalho tem vindo a ser uma voz dissonante do que até aqui se ouvia. E começa cedo a originar (muitos) inimigos. Com a equipa de futebol, quiçá, a pagar essa (triste) factura. Mas acredito piamente que um novo caminho vai ser trilhado. Mesmo contra ventos e marés…


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«Qual a dificuldade em se apurar de quem é a responsabilidade pelo atraso do início do jogo? Ou é do árbitro, do Marítimo ou do fcporto. E se for deste último, as consequências estão previstas na lei. E se a lei for cumprida, aposto que para o ano não volta a acontecer esta palhaçada.»

Migas, neste texto do José Manuel Barroso


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Crossing fingers
Francisco Melo

Estamos na última semana do mercado de Inverno.

Cinco dias de grandes decisões para a maioria dos clubes da Europa, Sporting incluído.

Pessoalmente, nada me daria mais gozo e alento do que ver confirmado o empréstimo de Nani.

Não só pelo valor acrescentado que representaria para o 11 do Sporting, como também pelo acréscimo de adeptos a Alvalade que a sua vinda poderia fomentar.

Daqui por uns dias, a possibilidade do regresso de Nani ao Sporting, surgida de terras de Sua Majestade, e vista com bons olhos por Bruno de Carvalho, até poderá não ter passado de uma ilusão.

Mas o sonho comanda a vida e, enquanto for legítima, a esperança no regresso de Nani ao Sporting e aos golos festejados com piruetas permanece grande.

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Voltávamos aos empates no campeonato. Em casa, contra o V. Guimarães, num jogo que marcou a estreia dos defesas Joãozinho e Pedro Mendes na equipa principal: Jesualdo Ferreira fez saltar do banco este último para render Boulahrouz, lesionado.

Pela primeira vez perdíamos pontos com Jesualdo ao comando da nossa equipa.

Xandão, infeliz nesta partida, fez um autogolo. Wolfswinkel empatou, de calcanhar - um golo de belo efeito. Era uma prenda que o dianteiro holandês oferecia não só aos 26 mil adeptos no estádio mas também a si próprio nesse dia 27 de Janeiro de 2013, em que festejava 24 anos.

O resultado era enganador: o Sporting tinha dominado a partida. E se alguns jogadores, como Labyad, estiveram muito apagados, outros deram nas vistas. Entre eles, Rinaudo. "Jogou. Fez jogar. Cortou. Dobrou. Corrigiu colegas. Rematou. Fabian Rinaudo encheu o relvado com a sua classe e foi o melhor dos 22 jogadores. Não ganhámos mas capitão Rinaudo foi um 'monstro' em campo!", observou o Pedro Quartin Graça.

Faltavam mais jogadores assim.


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Domingo, 26 de Janeiro de 2014
O animal que eu sou
Adelino Cunha

Continuo um animal, bem sei que sim. Já me avisaram com simpatia que alguns árbitros passam por este blogue e que convém não estar sempre a insistir nas pauladas. Eu gosto de lhes bater: confesso. Como animal que sou, confesso novamente, nem sequer tenho uma estratégia rabiscada. Onde muitos topam o essencial, eu fico-me apenas pelo acessório. Eu não esqueço esta longa humilhação. Não esqueço penaltys. Não esqueço amarelos. Não esqueço nada. Eu vou continuar a entrar a pés juntos. Bem sei que eles se vingam. Bem sei que se acham gloriosamente inimputáveis. Eu sou um animal e como animal que sou só posso não desistir. Pode não ser o melhor caminho. Pode não ser um caminho inteligente. Pode nem sequer ser um caminho. Os presidentes-croquete trouxeram-nos até aqui. Eu espero que alguém nos tire. Sou um animal de hábitos.

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Em frente
Zélia Parreira

Perante adversidades, processos complicados, conjunturas difíceis, costumo dizer: "Não há problema, eu sou do Sporting, estou habituada a dificuldades." As pessoas costumam rir-se, dizem que eu não perco uma oportunidade de falar no Sporting, mas raramente compreendem o que eu quero realmente dizer.

 

Ontem, o caricato episódio da Taça da Liga foi apenas mais uma "infeliz coincidência" que veio provar aquilo que digo. Ser do Sporting é tudo o que já muita gente disse, mas é também um treino extraordinário para lidar com os presentes envenenados que a vida teima em trazer-nos. Dá-nos uma capacidade de resistência incomparável. Ajuda-nos a começar caminhos partindo sempre com expectativas baixas. Sabemos que pela frente não temos apenas a dificuldade habitual em qualquer processo, mas sim uma sucessão de rasteiras e armadilhas para as quais raramente estaremos preparados, mas dos quais seremos obrigados a recuperar sem hesitações, a reerguer-nos sem medo e a avançar até ao próximo obstáculo.  

 


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O Sporting e a arbitragem
Jose Manuel Barroso

Há uns dias, publiquei aqui um post sobre o tema, intitulado «ser ou não ser...». Estranhamente, o tema não suscitou debate. Não tenho dúvida de que, tivesse eu escrito algo a «denunciar» duramente as arbitragens (e vontade não me faltava, nem falta), teria muitos comentários. Assim, como propus a discussão de um tema que julgo sério, de forma racional, tive zero de contributos. Mas volto hoje a ele. Porque, honestamente, tenho dúvidas sobre se a estratégia atual (e tradicional) da denúncia sistemática é o caminho melhor. A época vai avançando, as taças já se foram e o campeonato... vamos ver. Não que o caminho desportivo escolhido esteja errado, pelo contrário, parece certíssimo. A equipa tem mostrado que vale a pena confiar nela e que o apoio é sempre, e cada vez mais, o caminho do adepto. Mas o que lá vai conflui, sempre e sempre, na questão da arbitragem. Por isso as minhas dúvidas.

 

É obvio que não há empatia entre o clube (e por boas razões) e os árbitros. Nem entre estes e o clube. É óbvio que os árbitros geram anti-corpos no clube e nos adeptos verdes e que o contrário tambem é verdadeiro. Mas eu acho que esta política de denúncia sistemática, este colocar todo e qualquer erro ou safadice na praça pública apenas aumenta os inimigos e gera mais anti-corpos. E vontades de vingança nos árbitros. E fico sem saber o que vale: se o discurso tranquilo e não agressivo de Leonardo Jardim ou o discurso guerreiro de Bruno de Carvalho. Não tenho dúvida de que, sobretudo para os adeptos, este é mais popular. Eu duvido que seja mais efetivo e eficaz. Parece-me um pouco - dada a força do inimigo e sua organização e experiência - um discurso no deserto. E fico sem saber se a estratégia - confrontando o discurso de Jardim com o de Bruno - é complementar. Ou se, pelo contrário, é um 'vamos a ver que discurso tem mais resultados, o da diplomacia ou o da guerra'. Sem se saber, afinal, qual é «o discurso». Ou se eles se neutralizam mutuamente.

 

Conseguir, este ano, um segundo lugar e ir à Champions será ótimo; conseguir um 'play-off' será muito bom; ir às competições europeias será normal. Ganhar um campeonato será, verdadeiramente, uma época ganha. Estamos no bom caminho para todas estas hipóteses. Noutro caminho, que não o do ano passado. Mas temos de contar sempre com o fator arbitragens, para potenciar oa ganhos possíveis. A arbitragem - com safadezas e com erros. Com interpretações da lei do jogo, favoráveis ou desfavoráveis. Potenciar a primeira hipótese, em detrimento da segunda depende muito da forma como os árbitros nos virem - e menos dos azares do jogo (bastava que não tivéssemos sofrido um golo ou marcado mais um, em Penafiel, e não estaríamos nesta discussão última). Eu acho que a questão Sporting/árbitros se resolve nos corredores, na criação de empatias, na diminuição de inimigos, na não realização de lutos e de campanhas popularuchas). Acho que outras e mais sofisticadas armas têm de ser escolhidas. Que, nesta questão, o caminho tem de ser outro.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Com várias partidas de jogadores, já consumadas ou anunciadas, o José de Pina comentava aqui o tema do momento com a sua ironia sempre mordaz: "O Sporting está a reduzir a folha salarial dos jogadores de tal maneira que o meu lugar no estádio e quotas estão a ficar caras demais para o plantel low-cost que se está a formar. Se calhar está também na altura de reduzir a minha folha de pagamento ao Sporting. Há limites!"

Mas a notícia mais sonante, naquele dia 26 de Janeiro de 2013, tinha a ver com a decisão da Mesa da Assembleia-Geral de aceitar a petição de cerca de quatro mil sócios do Sporting para a convocação de uma assembleia extraordinária destinada a fazer eleger novos corpos sociais antes do prazo inicialmente previsto.

Adivinhava-se e avizinhava-se um virar de página.

 


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«Cedric, William Carvalho, Vítor, Mané, Wilson, Adrien, Esgaio... Orgulho de pertencer a um clube que não descobriu agora que os portugueses também jogam à bola!»

Roberto Dias, neste meu texto.


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Por desvalorizar a Taça Lucílio Baptista, Pinto da Costa mandou começar o jogo do Porto contra o Marítimo 3 minutos depois de começar o jogo do Sporting. Por saber que o Pinto da Costa desvaloriza a Taça Lucílio Baptista, o árbitro Manuel Mota deixou jogar mais 6 minutos depois da hora. Por saber que Manuel Mota duvida da seriedade da Taça Lucílio Baptista, o leitãozinho que dá pelo nome de Josué marcou um penalty que coloca o Porto nas meias finais. Eles sabem-na toda.

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É importante não esquecer.
Luís de Aguiar Fernandes

 

 

Que mesmo assim, esta continua a não ser a eliminação mais ridícula ou o maior roubo que já sofremos na Taça Lucílio.


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1. O Sporting cumpriu o essencial da sua missão: venceu e convenceu num terreno difícil perante uma equipa do Penafiel bem organizada e com um forte dispositivo táctico, que soube cortar as vias de acesso à sua baliza em permanente mobilidade no sector defensivo enquanto teve condição física para tanto. Nota positiva.

 

2. Boa aposta, a de Leonardo Jardim, ao lançar Carlos Mané novamente como titular. Aposta recompensada: o jovem extremo, de apenas 19 anos, marcou o golo inaugural do Sporting. Revela ainda alguma indisciplina táctica, o que é compreensível, mas confirma-se como um valor a ter em conta sobretudo pela sua capacidade de finalização.

 

3. Vítor voltou a falhar uma oportunidade: o treinador confiou nele para o onze inicial, mas não se deu pelo ex-jogador do Paços de Ferreira em campo. Saiu cedo, aos 37', cedendo o lugar a Wilson Eduardo. A equipa só ganhou com isso.

 

4. Montero rondou o golo por três vezes e teve um papel decisivo no segundo, assinado por Wilson Eduardo, ao desposicionar a defesa contrária com uma excelente simulação. Não marca há seis jogos mas deixou claro que continuamos a contar com ele.

 

5. Jefferson é um marcador cada vez mais exímio de bolas paradas. Os livres e os cantos que lhe saem dos pés levam sempre o sinal de perigo: constitui, sem favor, uma mais-valia fundamental no futebol leonino.

 

6. Adrien, novamente chamado a marcar um penálti, voltou a dar boa conta do recado. Não lhe basta ser o jogador mais influente na fase de construção da equipa, com apuradíssima visão de jogo e notável precisão de passe: é também um eficaz artilheiro de serviço na marca de grande penalidade.

 

7. Continuo sem entender Carrillo. Tem bons rasgos individuais, ganha com frequência confrontos com os defesas adversários, sabe apoiar a equipa nas missões defensivas, mas mergulha numa insólita apatia em momentos decisivos das partidas. Voltou a acontecer em Penafiel. E tenho dificuldade em perceber porquê.

 

8. Eric Dier voltou a merecer uma oportunidade, entrando de início para o lugar habitualmente ocupado por Rojo: outra decisão inteligente de Leonardo Jardim. O jovem luso-britânico está um jogador mais sólido e maduro, com crescentes índices de confiança.

 

9. O Sporting devia ter retardado a entrada em campo no segundo tempo ao constatar que o jogo realizado em simultâneo, no Dragão, levava quase quatro minutos de atraso. Para contrariar as "coincidências" que Bruno de Carvalho denunciou no final do encontro.

 

10. Saímos da Taça da Liga de cabeça levantada. Com seis golos marcados e sem perder um jogo. Agora é tempo de nos concentrarmos naquilo que verdadeiramente interessa: o campeonato. Queremos conquistar, desde logo, um lugar de acesso automático à Liga dos Campeões.


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Sábado, 25 de Janeiro de 2014

"Quando estiverem em disputa os lugares de acesso às meias-finais, os jogos da última jornada da 3.ª fase da competição serão realizados à mesma hora."

Artº 9º, nº 3, do Regulamento da Taça da Liga


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"Foi uma vitória à Porto."

Paulo Fonseca, após o FCP ter vencido com um penálti mais que duvidoso marcado pelo inenarrável Manuel Mota no último minuto do Porto-Marítimo, iniciado quatro minutos mais tarde do que o Penafiel-Sporting, em violação do regulamento da Taça da Liga.


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Vergonha
João António

A previsão do nosso colega José da Xã infelizmente para o futebol foi certeira.


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Indecente
João Paulo Palha

Lemos hoje na imprensa que a RTP adoptou esta posição no que respeita aos jogos da selecção nacional, no próximo campeonato do mundo de futebol. Cada vez mais, a RTP, esse sorvedouro insaciável e indecoroso de recursos públicos, se esforça por não nos dar o que deve e por nos dar o que não faz falta nenhuma. Alguém é capaz de explicar por que é que havendo canais privados dispostos a fazer-nos chegar os jogos, sem, portanto, custos para o contribuinte, este vai ter que suportar as despesas, que, certamente, serão elevadas - e ainda que não fossem - decorrentes da sua transmissão pela RTP? E se esta puder lucrar com a publicidade, isso é, atendendo à situação de vantagem concorrencial de que beneficia, um comportamento adequado a um operador de serviço público? Para uns sacrifícios, para outros uma vida faustosa.


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Será que esta noite poderemos vir a ter mais um caso "Calabote"?


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Afinal Emiliano Insúa sempre deixava o Sporting, sendo transferido para o Atlético de Madrid. Soubemos da notícia pela página oficial do clube madrileno na Internet, o que deixou o Eduardo Hilário indignado: "Tenham vergonha e respeito pelos sportinguistas!"

Por sua vez, o Francisco Almeida Leite questionava: "Como é que se vende Insúa, o melhor lateral esquerdo dos últimos anos, ao Atlético de Madrid por 3,5 milhões de euros, tendo Rojo custado mais de quatro milhões e Elias 8,5 milhões (ao mesmíssimo clube)?"

O Tiago Loureiro era mais radical no seu comentário: "Tudo devido à esquizofrenia de quem, ainda há pouco tempo, gastou mais do que podia para comprar jogadores de utilidade duvidosa para agora vender com a corda na garganta os melhores jogadores a preços de saldo. Se isto não é exemplo de uma gestão danosa e sem rumo, não sei o que será... O Sporting vai caminhando a passos largos para o abismo."

 

Mandávamos embora um internacional argentino e recebíamos Joãozinho, lateral esquerdo do Beira-Mar: Insúa passava num ápice de ídolo do presente a lembrança do passado. Mas avizinhavam-se novas despedidas a 25 de Janeiro de 2013, quando faltavam seis dias para encerrar o mercado de transferências: o Newcastle estudava uma proposta para a aquisição de Wolfswinkel, o nosso único ponta-de-lança. Enquanto a imprensa espanhola dava conta do interesse do Real Madrid e do Barcelona por Rui Patrício.


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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

«O levezinho fez um enorme serviço ao jogar no SCP, e mesmo ao sair do SCP. Por isso, ele ter ido ao FCP não beliscou a estima, a gratidão e a admiração que sempre tive pelo Sr. Liedson Muniz.»

JPT, neste meu texto


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Islam Slimani
Filipe Arede Nunes

Não entendo o porquê de tanta conversa sobre Slimani. Nem vendas, nem empréstimos porque o argelino é fundamental na estrutura do actual Sporting, um jogador que (à semelhança de qualquer outro) dá e dará o seu contributo à equipa quando o treinador entender e que até ao momento tem feito o seu trabalho. Slimani não é para sair até porque isso não seria bom para o Sporting uma vez que não há outro avançado no plantel para além do próprio e de Montero. Estas notícias só podem ser para destabilizar. Talvez esteja na hora de um comunicado da Direcção a colocar um fim nesta mini-novela!


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