Sábado, 30 de Novembro de 2013
Os jarretas (18)
Pedro Correia

 

- Então continuamos em segundo, apenas a um ponto do líder, quando já passou um terço do campeonato. A isto é que eu chamo uma boa notícia!

- Mas ainda estás iludido?

- Iludido? Estou é convicto de que podemos ser campeões. Depois de mais uma vitória fora, desta vez contra o Guimarães...

- Tens de aprender a ver futebol: aquilo foi um jogo muito fraco, que só valeu pela vitória.

- Mas...

- Então tu não reparaste que o Montero voltou a não ser servido nem uma só vez? Assim não pode marcar.

- Vejo-te preocupado com o jejum do Montero.

- Não me preocupa nada o jejum do Montero: estou muito mais preocupado com o jejum do Wolfswinkel, que ainda só marcou um golo no Norwich. Aliás, continuo a achar que a contratação do colombiano foi uma lotaria. Preocupa-me é que o nosso ataque continuado praticamente não tenha existido contra o Porto e o Benfica. E agora, contra o Guimarães, passou-se o mesmo.

- Continuas pessimista, pelo que vejo.

- Tenho saudades de alguns jogadores que deixaram o Sporting.

- Quem?

- O Miguel Lopes, por exemplo. Continuo a pensar que estamos muito longe de ter melhorado o lado esquerdo da defesa. Dava-nos muito jeito o Miguel Lopes. E também sinto falta do Joãozinho.
- Miguel Lopes?! Mas ele não aguenta jogar 90 minutos. E o Joãozinho já nem na equipa principal do Braga joga. Só podes estar a gozar... O Jefferson é muito superior, como lateral esquerdo. Como é que continuas a elogiar a mediocridade paga a peso de ouro?

- E como é que tu continuas a elogiar cegamente os jogadores que o Bruno trouxe? Fazes isso só para denegrires a direcção anterior! Olha o nosso meio-campo, que parece cada vez mais curto. Acredita em mim: ainda vamos sentir muita falta da experiência do Schaars. E já nem me apetece falar do Labyad, que está a pagar o preço da sua irreverência.

- Está mas é a pagar o preço da sua irrelevância. O que trouxe ele ao Sporting?

- Com um treinador competente como o professor Jesualdo Ferreira logo verias se o Labyad não renderia. Esse foi o maior disparate do Bruno: ter trocado de treinador. Nenhum clube troca de treinador quando está bem servido.

- Mas o Braga, com o Jesualdo, andou a perder durante cinco jornadas consecutivas e teve o pior arranque de campeonato do século! O Braga está já oito pontos atrás do Sporting...

- Que interessa isso? O Jesualdo tem estrela de campeão. Aliás já foi campeão.

- Foi campeão no Porto. No Sporting não evitou que a equipa tivesse ficado em sétimo lugar, a pior classificação de sempre, e faltasse pela segunda vez na sua história às competições europeias.

- A culpa não foi dele. Na época passada tivemos azar: houve muitas bolas a bater no poste.

- O nosso azar foi as bolas nem sequer chegarem perto do poste, quanto mais entrarem... Mas porque não gostas tu do Leonardo Jardim?

- Falta-lhe qualquer coisa de relevante no currículo.

- O quê?

- Ter cheirado o balneário do FC Porto. Sem esse marco no currículo, para mim, nenhum treinador serve.

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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

"No Sporting, não sei se o inferno são os outros ou se os demónios se instalaram em Alvalade e teimam em não sair. Na semana passada e pela primeira vez desde que me lembro, fomos afastados da Liga Europa ainda na fase de grupos. Do campeonato é bom nem falarmos. Não ganhamos um título nacional há uma década. Nos últimos anos, se formos a ver bem, mudámos de treinador. Várias vezes. Mudámos de Presidente. De estratégia. De jogadores. Investimos muito. Vendemos activos. E, mesmo assim, as vitórias tendem em não aparecer." Palavras escritas, com notável desassombro, pelo Francisco Mota Ferreira no jornal do nosso clube e reproduzidas aqui a 30 de Novembro de 2012. Palavras que reflectiam bem a atmosfera reinante no Sporting faz agora precisamente um ano.

Queríamos vislumbrar sinais de esperança. Mas estes sinais ou eram demasiado ténues ou inexistentes. O próprio treinador da nossa equipa, contratado menos de dois meses antes, já começava a ser abertamente contestado nas bancadas de Alvalade: Vercauteren não parecia ter o dom de convencer sócios e adeptos.

"Parece que com Godinho Lopes – ou com outros dos do género dele que temos tido nos últimos anos – as bolas passam sempre ao lado, e nem é um pouco ao lado, é muito ao lado, com algumas a saírem mesmo pela linha lateral", observava por sua vez o António Manuel Venda. E o Natal ainda vinha a quase um mês de distância...


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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

A ler: A Sporting Clube de Portugal - Futebol, SAD publica as contas do 1º Trimestre 2013/14 

 

Resultado líquido de €7,238 milhões (-€7,707 milhões em período homólogo).


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10 km de Sportinguismo.
Luís de Aguiar Fernandes

 

A Corrida Sporting é já no domingo, para 10 km de convívio e sportinguismo. Eu já tenho as minhas coisas a postos, encontro-vos por lá?


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Aceitam-se, a partir de agora, os vossos prognósticos para o jogo Sporting-Paços de Ferreira. A disputar no domingo, a partir das 19.45.

De preferência, adiantem também os autores dos golos. Sim, porque um jogo destes exige golos. Assim mesmo, no plural.


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Com menos de 1 ano de dirigismo, Bruno de Carvalho arrecada o Prémio Stromp 2013 da categoria.

Apesar do excelente começo de mandato do Presidente do Sporting, com a diferença do dia para a noite face aos seus últimos antecessores, parece-me prematura a atribuição deste prémio.

Não porque duvide da competência de Bruno de Carvalho para as funções, mas porque considero que deveria haver um critério especialmente exigente na atribuição deste prémio (e de todos os outros). Por exemplo, 1 ano completo de dirigismo.

Atribuir-se o Prémio Stromp de dirigente do ano a quem tem poucos meses dessas funções - agora com Bruno de Carvalho, no passado com Godinho Lopes - está nos antípodas da cultura de exigência (tal como a entendo) que se pretende para o Clube.

Se 2013 foi um annus horribilis na história do Sporting, os Prémios Stromp deveriam ter a mesma coragem dos prémios Rugidos de Leão e não premiar ninguém do futebol este ano.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Aumentavam os rumores sobre a iminente transferência do nosso único ponta-de-lança, Ricky von Wolfswinkel, para um clube estrangeiro durante o chamado "mercado de Inverno". Como é costume, em ocasiões deste género, as opiniões dividiam-se. Entre aqueles que apontavam o holandês como um dos nossos melhores avançados dos últimos anos e os que diziam, em jeito de desabafo, como o nosso leitor Jorge Alves Jorge: "Eu pago a passagem apenas com uma condição, é só de ida."

Também naquele dia 29 de Novembro de 2012 ficávamos a saber que Ricardo Sá Pinto, despedido no início de Outubro pelo presidente Godinho Lopes, abdicara de receber o ano de salário a que tinha direito por contrato. "Numa altura em que o dia-a-dia do Sporting é marcado quase exclusivamente por factos negativos, notícias como esta, apesar de não surpreenderem, fazem muito bem à alma. Que os adeptos não tenham memória curta: Sá Pinto é e será sempre dos nossos. E merecerá sempre a nossa maior consideração", reagia assim o Tiago Loureiro, num texto significativamente intitulado "Coração de Leão".

E se Ricky podia estar prestes a fazer as malas, não tardavam sugestões para o seu lugar. O Leonardo Ralha deixava esta: o regresso de João Tomás, assumido adepto leonino. Para marcar golos e dar "uma alegria a um sportinguista" .


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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Kanuka Verde

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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013
A nossa memória
José da Xã

"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração."

William Shakespeare

 

 

A história do Sporting jamais seria a mesma sem ele. 

  

Fez parte dos celebérrimos Cinco Violinos com Travassos, Vasques, Albano e Jesus Correia. 

  

Ainda há pouco tempo foi muito referido por um dos candidatos derrotados à Direcção do Sporting ser seu parente. 

  

Foi, quiçá, o melhor avançado que vestiu a camisola do Sporting. Em 393 jogos marcou 635 golos.

  

Pela selecção nacional fez 20 partidas, onde marcou 14 golos.

 

Chamava-se Fernando Peyroteo e morreu faz hoje precisamente 35 anos.


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«Há doze meses éramos enxovalhados, ridicularizados e uns até já ansiavam ser chamados de 'terceiro novo Grande' do futebol português, algo que não correu lá muito bem ao último que fez questão de se autoproclamar como tal (o Boavista, recorde-se...), em detrimento do Sporting, ali a correr pelas ruas da amargura, a lutar no meio da tabela.»

Pedro Miguel, neste meu texto


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The romantic record
Duarte Fonseca

Atente-se nas classificações difundidas no on-line dos desportivos nacionais.

 

Record:

 

 

A Bola:

 

 

O Jogo:

 

 

E, já agora, a oficial, proveniente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional:

 


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Anda muita gente esquecida, mas o certo é que o Sporting já jogou contra o Porto (fora) e Benfica, e já foi a Braga e Guimarães. Se são fracos, a tabela tende a dizer o oposto. E eu sei que desta vez o Rui Santos não deve ter culpa, mas ter esta estatística no seu programa não abona muito a seu favor.


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Já quanto a Welder (…) os leões não devem ir ao mercado para colmatar (…)uma vez que para a posição de lateral direito, além de Cédric Soares e Peris há Esgaio in A Bola de 2013-11-27, p. 19

 

Ricardo Sousa Esgaio nasceu na Nazaré a 16 de Maio de 1993 mas a luta de Ricardo não é em ondas gigantes de água salgada, é em campos verdes, sem prancha, com bola.

Chegou ao nosso Sporting na época de 2004/2005, foi campeão nacional de iniciados (juniores C) em 2007/2008 e de juniores (juniores A) em 2011/2012, conquistou, também, como juvenil (juniores B) o campeonato regional de Lisboa em 2008/2009. Já esta época, venceu a Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa.

Como futebolista compararia Ricardo Esgaio com Dani Alves.

A mesma altura, 1,73 m, o mesmo signo força e terra (Dani nasceu a 6 de Maio), a mesma vontade de vencer. Tal como o brasileiro do Barcelona, Ricardo sente-se à vontade em todo o corredor direito, muito concentrado a defender, utiliza a velocidade e a técnica que possui para ir algumas vezes até à linha de fundo de onde “saca” cruzamentos que são meio golo, noutras vezes opta por procurar zonas mais centrais onde se encarrega de finalizar (trifinalizar, às vezes) utilizando, preferencialmente, o pé direito.

Recordo um jogo que vi em Belém (frente ao Atlético). Esgaio tinha acabado de fazer 19 anos e dava os primeiros passos na equipa principal, o que não impediu de ser ele a corrigir posicionamentos e a dar indicações a colegas, nomeadamente a Diego Rubio.

Por tudo o que já nos deu mas, principalmente, pelo muito que nos pode dar, Ricardo Esgaio, o miúdo da Nazaré, nove épocas de leão ao peito e titulado em todos os escalões de formação, foi a minha escolha para Os nossos jogadores.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Fazia sentido manter no plantel um Labyad ou um Viola, jogadores que pesavam na folha salarial sem resultados desportivos, quando podíamos jogar com um Wilson Eduardo ou um Betinho, oriundos da nossa formação?

A pergunta, feita aqui naquele dia 28 de Novembro de 2012, justificava-se atendendo à então recente promoção de Eric Dier ao escalão principal, por decisão do treinador Vercauteren. Justificava-se sobretudo pela necessidade de mexer profundamente na equipa-base, que ia coleccionando derrotas.

"A culpa disto não é dos árbitros. É de nós próprios. Porque os dirigentes acabam sempre por ser o espelho de quem os escolhe", escrevia eu nesse dia, a propósito de tudo isto.

Já o Adelino Cunha optava pela via da ironia. Escrevendo isto: "Se o Sporting está tecnicamente falido, se a liderança do Sporting perdeu capacidade para gerar resultados, se as referências do Sporting estão cada vez mais depreciadas, desculpem a pergunta, por que não uma intervenção externa? Será que o Sporting pode pedir um resgate à UEFA? Assinar um Memorando, comprar e vender jogadores seguindo as indicações dos investidores, implementar medidas de racionalidade económica, enfim, essas tretas todas que oferecem equilíbrio, previsibilidade, fiabilidade e resultados (tudo coisas que não temos). É esse o destino do Sporting?"

Os clamorosos erros de gestão, convém acentuar, não haviam começado com Godinho Lopes. Basta lembrar o caso de Danny: sem utilização no Sporting, foi vendido em 2005 por menos de dois milhões ao Dinamo de Moscovo, que depois o revendeu ao Zenit por 30 milhões, estabelecendo novo recorde de transferências no futebol russo. Ou o de Pongolle: comprado por 6,5 milhões de euros em 2010, saiu de Alvalade dois anos depois a custo zero. Mas já do tempo dele foi a contratação de Bojinov: adquirido por 2,8 milhões, acabou emprestado ao Verona e ao Vicenza. E a de Elias, a mais cara de sempre no futebol leonino: 8,85 milhões de euros. Com o destino que sabemos: cedido por empréstimo ao Flamengo.

Lamentáveis exemplos, ontem como hoje.


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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013
Ainda a bandeira
Alexandre Poço

Não desdenhando da sugestão do Diogo Agostinho, talvez mais ao encontro do que pretendia Bruno de Carvalho, esta não lhe fica nada atrás. Como as listas verde e brancas são belas!


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Ler os outros
Pedro Correia

Francisco Seixas da Costa: "Águias ao alto!"


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"Há muitos anos que o Sporting não tirava tanto partido dos lances de bola parada, designadamente cantos. Em Guimarães chegou à vitória por essa via, o que acontece pela quarta vez nesta Liga."

Record, 26 de Novembro

 

"O quarto golo de Slimani em 149 minutos de jogo, contra o V. Guimarães (após Alba, Marítimo e Benfica), elevou-o à condição de avançado com melhor aproveitamento nos plantéis da Liga. Habitual suplente, o argelino precisa de pouco mais de 37 minutos para facturar. Segue-se Montero, que gastou ligeiramente acima de 91 minutos para concretizar cada um dos seus 12 tentos. Seguem-se Cardozo, do Benfica (marca em intervalos de 107'), Derley, do Marítimo (117'), e Jackson Martinez, do FC Porto (130')."

idem


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Como se não bastasse o Sporting marcar poucos golos em campo, ainda tínhamos comentadores com cachecol verde e branco a marcar golos na própria baliza. Comentadores como Rui Oliveira e Costa, com declarações impensáveis. Como esta, destinada a fazer de conta que quase tudo ia bem no capítulo desportivo: "Estou preocupado com a situação financeira do Sporting. A sustentabilidade e a viabilidade futura do clube, isso é que me preocupa. No que diz respeito ao futebol estou preocupado, mas menos. Gosto de ver bom futebol, mas para isso vejo o Barcelona." Ou esta, que procurava neutralizar as críticas ao técnico belga: "Nenhum treinador faria melhor."

Ou ainda esta, que indignou o Luís de Aguiar Fernandes: "Vencer o Benfica pode salvar a época." Como se um jogo, fosse qual fosse, pudesse disfarçar o pesadelo então em curso. O próprio presidente Godinho Lopes não deixou de dar réplica ao membro do Conselho Leonino que tinha púlpito semanal na RTPi: "O Sporting é muito maior do que uma vitória sobre o Benfica."

Assim andava o nosso clube em 27 de Novembro de 2012. Numa demonstração de que os tempos iam difíceis, Godinho Lopes era alvo de protestos durante uma deslocação a Silves. E de Itália vinha a novidade: Luís Figo mostrava disponibilidade para se candidatar à presidência em Alvalade.

No rescaldo do empate da véspera com o modestíssimo Moreirense, a imprensa desportiva era unânime em apontar Eric Dier - marcador de um golo - como o melhor em campo. O que me levou a escrever estas linhas sobre o jovem nascido em Inglaterra e formado na nossa academia: "[Dier] jogou ontem com a força, a nobreza e a garra de um leão embravecido. A fazer corar de vergonha alguns dos seus colegas, muito mais bem pagos, que se arrastavam uma vez mais em campo como se aguardassem o fim de um suplício de 90 minutos. Sem respeito pelo público, sem respeito pelos sócios, sem respeito pela camisola que deviam ter orgulho de envergar."

O Sporting registava já, nessa altura, o pior arranque de sempre no campeonato. Ia em décimo lugar à décima jornada. A 15 pontos dos líderes, FCP e SLB. E em igualdade pontual com Nacional e Setúbal.


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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013

É só uma brincadeira, pouco mais, mas farto de ouvir leões e não leões a afirmar que o Sporting tem um resto de segunda volta mais fácil, que já fez os jogos mais complicados, fui ver o calendário e resolvi tomar por boa a classificação no final da 10ª jornada.

Se somarmos a classificação dos adversários que temos pela frente e compararmos igual conta para os 5 primeiros podemos ter uma aproximação falível, mas interessante, sobre o valor dos futuros adversários, à do luz que mostraram valer no atual campeonato. E a que valores chegamos?

A estes:

 

Jornada Sporting Fora/Casa Posição   Benfica Fora/Casa Posição
11   P.Ferreira Casa 15   Rio Ave Fora 8
12   Gil Vicente Fora 5   Arouca Casa  16
13   Belenenses Casa 13   Olhanense Fora 14
14   Nacional Casa  6   Setúbal Fora 10
15   Estoril Fora   4   Porto Casa 1
               
  Soma   43       49

 

Jornada  Porto  Fora/Casa Posição
11   Academica Fora 16
12   Braga Casa  9
13   Rio Ave Fora 8
14   Olhanense Casa  14
15   Benfica Fora  3
       
      50

 

E ainda estes:

Jornada Estoril Fora/Casa Posição   Gil Vicente Fora/Casa Posição
11   Guimarães Casa  7   Belenenses Fora  13
12   P.Ferreira Fora 15   Sporting Casa 2
13   Gil Vicente Casa  5   Estoril Fora  4
14   Belenenses Fora 13   Arouca Casa  16
15   Sporting Casa  2   Nacional Fora  6
               
      42       41

 

Se estes indicadores valerem de alguma coisa, o Sporting tem dois jogos fora com os dois adversários melhor classificados em termos globais dos que ainda temos por enfrentar (o 4º e o 5º classificados) e três em casa (um deles com o 6º classificado). O Sporting é dos três primeiros o que tem a tarefa mais difícil até à 15ª jornada. No conjunto, recorda-se, jogará contra o 4º, 5º e 6º classificados.

O FC Porto terá igualmente três jogos fora mas, com exceção do Benfica, tem apenas mais um adversário da primeira metade da tabela (e mesmo na dobra, o Rio Ave, atual 8º). Cenário que se repete com o Benfica.

Se considerarmos ainda Estoril e Gil Vicente, verifica-se que terão adversários teoricamente mais difíceis do que FC Porto e Benfica e apenas marginalmente mais complicados do que o Sporting, muito à custa de ainda terem de defrontar o atual segundo classificado e de terem de jogar entre si.

Seria muito bom que o Sporting conseguisse amealhar 15 pontos nos próximos cinco jogos, naturalmente. Se o fizer ficará a apenas meros quatro (4) pontos do total de pontos alcançados à 30ª jornada na época passada (já agora, os atuais 23 foram obtidos à 21ª). Mas não se iluda quem pensa que há uma passadeira verde até ao início da segunda volta.

Entretanto, vemo-nos em Alvalade!


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Bruno de Carvalho devolveu a esperança aos sportinguistas. Há que dizê-lo, com a naturalidade de quem se limita a reconhecer uma evidência. De tal maneira que - vejam bem a diferença - há um ano afundávamo-nos sem remissão na tabela classificativa, caindo para o décimo lugar, e agora damo-nos ao luxo de discutir qual o modelo mais eficaz para pôr a nossa equipa a marcar ainda mais golos.

Há um ano tínhamos nas nossas fileiras um só ponta-de-lança, apesar de se tratar do plantel mais caro de sempre na história do clube: bastaria uma lesão para se acenderem todos os sinais de emergência na equipa; hoje discutimos  quantos homens-golo o treinador deve fazer alinhar no onze inicial.

Há um ano, descobríamos alguns jovens da nossa formação, promovendo-os em desespero de causa à equipa principal para colmatar as lacunas das pseudo-vedetas pagas a peso de ouro para se arrastarem em campo, com salários chorudos e exibições paupérrimas; hoje os jovens oriundos da nossa academia constituem a espinha dorsal da equipa por opção deliberada dos responsáveis técnicos, algo já com reflexos ao nível da selecção nacional (basta reparar na recente entrada de William Carvalho no decisivo jogo Suécia-Portugal que nos qualificou para o Campeonato do Mundo).

Há um ano, discutia-se por toda a parte a intromissão do Braga no grupo dos chamados "três grandes" e não  faltava quem condenasse o Sporting a discutir com os bracarenses a terceira posição desse pódio simbólico; hoje, com o Braga a 11 pontos e seis lugares atrás de nós no campeonato, esse debate parece quase surreal.

 

À cultura da tolerância perante um Sporting coitadinho que se arrastava penosamente nos relvados nacionais sucedeu-se a cultura da exigência perante um Sporting que todos já apontam como candidato ao título. E, curiosamente, alguns dos que agora mais falam nisso, entre os sportinguistas, são precisamente os mesmos que num passado recente suplicavam que a equipa não fosse sequer pressionada para objectivos menos ambiciosos, como um lugar de acesso à Liga dos Campeões.

Não pode haver maior contraste entre o que o Sporting era e o que este Sporting de Bruno de Carvalho é. Este Sporting da cultura da exigência em boa hora regressada ao nosso clube.

 

Sim, há que assumir tudo: temos uma das equipas mais fortes do campeonato.

Sim, somos candidatos a qualquer título nas competições que disputamos.

Sim, o Sporting jamais deixará de ser um dos grandes, por mais candidatos que uns tantos imbecis procurem inventar para o lugar que nos cabe por mérito próprio no desporto nacional e como traço de união entre milhões de portugueses.

 

Este Sporting que sempre conhecemos. Um grande Sporting. O nosso Sporting.


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Orgulho em ser Verde
Diogo Agostinho



A brigada do Politicamente Correcto voltou a atacar. Como eu gosto de ver gente sem capacidade de perceber o que é ironia... Enfim... Mas cada vez gosto mais do meu clube e que orgulho que é ter um Presidente assim! 


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Uma declaração carregada de ironia e prosápia própria de quem fala para um grupo altamente segmentado e motivado para piadas do tipo laracha deu azo a uma incontinência de reacções disparatadas e/ou falsamente ofendidas. A que não é alheio o destaque "noticioso" dado por todos os meios de comunicação.

 

Este é definitivamente um país de virgens, com a indignação sempre pronta a saltar. 

 

Dito isto, Bruno Carvalho já tem experiência suficiente para saber que a matéria é pouca e a fome é muita. Talvez fosse escusado. Ou talvez não. Não tem importância nenhuma, mas também não tem  especialmente graça. Siga.

 

Já agora, podemos visualizar a bandeira idealizada por BdC e surripiada no Twitter ao @PCMagalhaes. Não desgosto.

 

 

Adenda: Como bem me lembrou um amigo, já é a bandeira da Presidência da República.


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Tem surgido com alguma frequência (demasiada até!), essencialmente às entradas e saídas das estações do Metro, publicidade sobre “cientistas espiritualistas”, especializados em “magias Negras e Brancas” e capazes de mudar (????) tudo na vida de um comum mortal.

 

Entretanto o meu filho mais novo passou, vai para uns tempos, a coleccionar esses pequenos panfletos, descritivos destas actividades sobrenaturais. A opção desta invulgar colecção prende-se acima de tudo com o português desses prospectos, que raia o sofrível, com muitos erros gramaticais.

 

Naturalmente e sempre que leio um destes “tesouros linguísticos” acabo sempre a sorrir. Porém um destes dias, li num deles, entre diversas opções, a seguinte “capacidade”:

 

Quem quer melhores resultados ou mesmo ganhar campeonato no futebol.

 

Esta era uma opção bem inovadora e jamais vista ou lida noutros concorrentes... Ora, como é sempre descrito nos panfletos, estes “Mestres” têm origem em países africanos quase todos de opção religiosa muçulmana.

 

Assim, no passado fim de semana e perante o resultado do Sporting em Guimarães, veio-me então à ideia a seguinte questão: terá sido um destes “Professores” a indicar a Slimani o local onde a bola iria estar?

 

A televisão, todavia, mostrou Leonardo Jardim a falar com Eric Dier, mas a realidade é que foi o argelino a marcar o golo solitário.

 

Paira assim a dúvida para quem tem o mérito neste resultado: ou o “Grande Mestre Espiritualista” de origem africana ou o “Grande Mestre Especialista” de origem madeirense.


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Um Sporting Mundial.
Luís de Aguiar Fernandes

 

Há uns dias, chegou-me um texto muito interessante ao e-mail, sobre o nosso Sporting, escrito por um grande sportinguista, e colaborador nas camadas jovens do clube, Frederico Fernandes (por acaso, só por acaso, meu primo). Aqui fica:

 

Portugal está no Mundial 2014, que se realizará no Brasil, e é difícil não relacionar o sucesso da Selecção com a qualidade na formação do nosso Clube.

 

Para o playoff foram seleccionados 24 jogadores made in Academia, sendo que o último jogo terminou com 6 (Patrício, Veloso, Moutinho, Nani, Ronaldo e W. Carvalho), estando mais 3 (Beto, Varela e Bruma) que não foram utilizados. 

Para além deste lote de jogadores, outros também estão relacionados com o Sporting, como é o caso de Postiga, J. Pereira, Pepe e até A. Almeida.

Durante a fase de apuramento foram também seleccionados jogadores nossos como Adrien, Cédric, A. Martins e M. Lopes; jogadores formados por nós como Custódio e C. Martins; e por fim Danny e Nuno André Coelho que passaram no Sporting. 

Em resumo, dos 44 jogadores seleccionados durante o apuramento 21 estão ligados ao Sporting Clube de Portugal, uma percentagem significativa de 47,7%.

Além disso, o contributo do Sporting no êxito da nossa selecção não se fica pelos jogadores: como sabemos, grande parte da equipa técnica é proveniente do nosso Clube e até o actual director, João Vieira Pinto, já nos representou.

 

Infelizmente para nós, muitos destes jogadores já pouco mais nos darão, isto para além de nos encherem de orgulho. O que importa para o Clube é que os seus actuais activos demonstrem valor para merecerem a confiança dos seleccionadores, pois o Sporting só tem a ganhar com a participação dos seus jogadores no próximo Mundial. 

Assim, interessa perceber quais serão os jogadores que em circunstâncias normais serão convocados para as suas selecções. No caso dos nossos estrangeiros, Slimani e Rojo têm tudo para garantirem a participação. Já Capel, Rinaudo e os nossos brasileiros, dificilmente o conseguirão. Espero, porém, que Fredy Montero seja a grande surpresa!


Já em relação à Selecção Nacional Portuguesa muitas coisas podem acontecer dentro do conhecido conservadorismo do nosso seleccionador.  Alguns casos estão por resolver, Danny é uma incógnita, ainda não se percebeu se se conta com Fernando, se os jogadores que vinham a merecer a confiança e sofreram lesões podem voltar aos eleitos (como são os casos de Vieirinha, Paulo Machado, Anthony Lopes, entre outros). Relembro também que manobras de bastidores poderão também acontecer, como em 2010, em que inexplicavelmente João Moutinho e Rui Patrício não foram escolhidos, um deles terminando infelizmente onde todos sabemos (quiçá se tivesse tido a montra que merecia poderia ter, isso poderia ter resultado num melhor negócio para o Sporting).

Importa analisar os nossos: 

  • Rui Patrício será o natural escolhido para defender Portugal no Brasil, mas terá que saber lidar com a constante pressão que tem vindo e continuará a sofrer por parte da comunicação social portuguesa;
  • William Carvalho tem espalhado qualidade e tudo indica que continuará a manter a importância na equipa do Sporting até final da temporada; e o mais difícil está feito, já se estreou nos AA. Apenas Fernando e uma tremenda injustiça farão com que não esteja no Brasil (para além de estar no Brasil, eu acho que vai ganhar o lugar ao M. Veloso);
  • Adrien Silva é sem dúvida o caso mais incompreensível! Com um início de época ao nível que tem estado, não é normal não ter sido seleccionado nos 2 últimos jogos da qualificação - mesmo o Raul Meireles estando lesionado não foi chamado. Contra Israel jogou R. Micael e contra o Luxemburgo Josué, ficando nos dois jogos no banco médios como Custódio e A. Martins. Adrien Silva tem estado uns furos acima de qualquer um dos 4, em condições normais tinha ocupado o lugar no 11 de Raul Meireles, e caso houvesse na mesma playoff iria disputar a titularidade nesses dois jogos com um Raul Meireles sem ritmo competitivo. Infelizmente assim não aconteceu mas se continuar no mesmo nível um lugar no meio campo será seu porque os concorrentes têm estado uns furos abaixo;
  • Cédric foi chamado para os jogos contra Israel e Luxemburgo mas não foi utilizado em detrimento de um A. Almeida com menos minutos no seu clube mas que tem mais uns centímetros e faz as duas laterais da defesa. Cédric está a atravessar uma disputa interna com Piris e se conseguir consolidar a sua posição na equipa sairá reforçado mentalmente, o que lhe fará melhorar ainda mais dentro de campo. Se isto acontecer chegará ao final da temporada com mais minutos que qualquer outro defesa lateral português, à excepção de Antunes;
  • André Martins tem vindo a perder influência na equipa do Sporting, Vítor esta à espreita e os golos de Slimani têm feito que o Sporting se apresente em 4x4x2. Cabe-lhe a ele voltar a ganhar importância e mostrar que é um jogador de qualidade. Se isto acontecer é um óptimo sinal para o Sporting, pois significa que a equipa tem ganho os jogos sem margens para que outros jogadores possam reclamar oportunidades; caso contrário será sempre a primeira opção para mexer na equipa;
  • Vítor, Wilson Eduardo e Carlos Mané dificilmente serão opção para este Mundial, mas poderão de ser considerados daqui para a frente tendo em conta o desempenho.

Penso que os 23 escolhidos serão:

  • Patrício, Beto e Eduardo. Anthony Lopes sofreu uma grave lesão e Eduardo será utilizado no Braga.
  • Pepe, B. Alves, L. Neto e R. Costa os defesas centrais. Rolando, Sereno e N. A. Coelho apenas foram considerados quando estes não estavam disponíveis.
  • Coentrão, J. Pereira, Antunes e Cédric os defesas laterais. Cédric terá a vida muito difícil mas se conseguir agarrar o lugar no Sporting, as outras possibilidades terão muito menos ritmo competitivo no final da época; A. Almeida já foi ultrapassado por Sílvio mas nenhum deles será titular de equipa. Miguel Lopes e Nelson foram opção mas será difícil entrar na luta.
  • W. Carvalho e M. Veloso os médios defensivos. Fernando não será considerado e Custódio está abaixo destes dois.
  • Para o meio campo foram chamados durante a qualificação Moutinho, Meireles, Adrien, A. Martins, Josué, R. Micael, P. Machado, M. Fernandes, R. Amorim e C. Martins. Destes 10 apenas C. Martins está fora de hipótese e dos restantes 9 apenas 2 têm o lugar assegurado, Moutinho e Meireles. Sobram 7 jogadores para 2 lugares e eu espero que sejam ocupados por Adrien e A. Martins, Josué irá perder influência com a adaptação de Herrera e Quintero, R. Amorim dificilmente conseguirá impor-se, M. Fernandes e P. Machado felizmente foram perdendo visibilidade e R. Micael é a teimosia mais ridícula de Paulo Bento.
  • Ronaldo, Nani, Varela e Bruma os extremos. Danny penso que se incompatibilizou com o seleccionador, Vieirinha foi infeliz com a lesão e não recuperá a tempo, Pizzi e Licá apenas foram chamados.
  • Postiga e H. Almeida os avançados. Éder poderá entrar tanto em substituição por um dos outros avançados ou outra das posições terá de abdicar de ter 2 soluções para o mesmo lugar. N. Oliveira, dizem as más línguas, foi afastado pelo capitão quando no jogo contra Israel optou pelo remate quando tinha Ronaldo em melhor opção para fazer o golo...

 

Está é uma convocatória demasiado verde, dirão alguns, mas penso que é bem possível, apesar de muito difícil.

Isto não passa de futurologia e muitas coisas irão acontecer até à convocatória de Paulo Bento, esperemos que as lesões não sejam um problema para os nossos.

 

Em conversa com alguns conhecidos de outros clubes fui confrontado que os factos acima descritos não deveriam ser referidos, pois quando se trata de selecção tem de se deixar de lado os clubes, mas já picados com as evidências responderam que até na formação o Sporting será ultrapassado, pois nos sub21, 3 dos 4 golos foram marcados por jogadores de uma outra equipa que não era o Sporting e que nos sub17 o principal fornecedor de jogadores não era o Sporting... E eu sorri, pois percebi que eles sonham um dia ter motivo de orgulho igual ao nosso!

 

A nossa força é BRUTAL!



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Parece-me que o empresário de Islam Slimani, Chokry Yousfi, tem tendência para falar demais. Acontece que o Sporting -- e todos os sportinguistas -- dispensa(m) pressões mais ou menos camufladas na comunicação social. Ninguém é cego, a começar pela estrutura dirigente do clube que validou a contratação de Slimani, passando pelo treinador que lhe tem dados oportunidades para mostrar o que vale, e terminando nos adeptos do Sporting que o têm acarinhado. O empresário de Slimani tem razão numa coisa, em todo o caso. De facto, ele não é o treinador. Tal como Leonardo Jardim não é o empresário de Slimani e não ensina Chokry Yousfi a fazer o seu trabalho. Se cada um se mantiver no seu galho, com a devida parcimónia nas declarações à comunicação social, é meio caminho andado para tudo correr bem. E todos, literalmente todos, queremos que tudo corra bem a Slimani no Sporting: o presidente e a estrutura directiva, o treinador e a sua equipa, os sócios e os adeptos. Silêncio, portanto.


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Enfim, um empate. Fora de casa. Contra o Moreirense, último classificado do campeonato, e que já nos tinha eliminado da Taça de Portugal. Se fosse hoje, deixava-nos irritados. Há um ano, no entanto, ficámos aliviados ao ver a nossa equipa evitar in extremis a derrota. Para tanto, foi necessário dois defesas chegarem-se à frente e marcarem um par de golos em dois minutos: Xandão e o quase estreante Eric Dier, que Vercauteren promovera da equipa B ao onze principal.

"O que vai mal é o Sporting. Num minuto salvou um ponto em Moreira de Cónegos, mas fez pouco para a exigência que se impõe ao clube. O divórcio com os adeptos é cada vez mais evidente", escreveu o Público na crónica do jogo.

Nenhum de nós, à época, se lembrava de ver o nosso clube em tão grave crise aos mais diversos níveis - crise desportiva, financeira, anímica  e classificativa. E começávamos a convencer-nos de que havia duas equipas trocadas: a principal, com Elias, Labyad, Izmailov, Jeffren, Gelson e Pranjic, parecia inferior ao Sporting B somada aos jovens que tínhamos emprestados a outras equipas. E cada vez mais iam circulando os nomes desses possíveis candidatos à promoção no plantel verde e branco: Bruma, Ilori, Wilson Eduardo, Nuno Reis, Zezinho, João Mário, William Carvalho e Ricardo Esgaio.

"Das coisas que mais se ouvem por Alvalade nestes dias é a ideia de que se devia trocar a equipa principal pela equipa B. Eu normalmente rio-me, sem dar grande importância. Mas hoje, graças a uma insónia estranha, dei por mim a pensar mais a sério nisso. Talvez não fosse assim tão má ideia. A equipa B lidera a segunda liga, e parece estar, pelo que joga, a um nível superior ao de uma equipa tipo Vitória de Setúbal ou Beira-Mar. Ora, todos sabemos das dificuldades que temos tido contra equipas desse nível", escreveu o Luís de Aguiar Fernandes nesse dia 26 de Novembro de 2012.

Aqui no blogue, sintomaticamente, tínhamos inaugurado dias antes a etiqueta crise.


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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

«Em Guimarães o Sporting jogou com oito meninos da academia. Um enorme orgulho.»

José Rocha, neste meu texto


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Faz hoje um ano
Pedro Correia

 

Em tempo de crise, por aqui tentava-se reflectir sobre o rumo a seguir no Sporting. Havendo já então a convicção, em muitos de nós, que a solução passaria pela convocação de uma assembleia-geral extraordinária destinada a iniciar um processo eleitoral.

"Os clubes de futebol não são geridos apenas em função dos interesses do clube. Porque os bancos também mandam vender e deixam comprar jogadores (sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de nada). Não se queira aplicar aos clubes de futebol lógicas que não são dos clubes de futebol. Às vezes, uma bola na trave é apenas uma bola na trave", escrevia neste blogue o Adelino Cunha nesse dia 25 de Novembro de 2012.

"Mais vale ter eleições do que resignarmo-nos a fingir que não nos dói, como se fosse uma cefaleia que não passa de forma alguma", observava por sua vez o Paulo Ferreira.

Nas caixas de comentários, no entanto, o apoio ao presidente Godinho Lopes prevalecia. Como se pode ler aqui.

A polémica instalava-se para ficar uns largos meses.


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Na mouche [1]
Paulo Gorjão

João Querido Manha (JQM), no Record na sua edição de hoje, salienta o que designa -- e designa bem -- de "magnífico problema" de Leonardo Jardim. Na prática, como "tirar o máximo partido de um plantel com dois homens-golo"? Trata-se de uma evidente "vantagem sobre o FC Porto (...) e até sobre o Benfica", refere igualmente JQM.

Sem dúvida, acrescento eu. É evidente, por esta altura, que ter no plantel Montero e Slimani é um luxo indiscutível para todos os sportinguistas e, como refere JQM, uma "boa dor de cabeça" para Leonardo Jardim. Dores de cabeça destas é que eu gosto. Venham mais, noutros sectores da equipa, que não me importo.


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Amanhã, às 19.30
Pedro Correia

 

O nosso colega António Manuel Venda lança amanhã a terceira edição do seu livro de contos Quando o Presidente da República Visitou Monchique por Mera Curiosidade. O lançamento da obra, com a chancela editorial da JustMedia, será no Palácio Galveias, ao Campo Pequeno, em Lisboa, a partir das 19.30. Com apresentação de Fernando Alves, jornalista da TSF.

Lá estarei, a dar um abraço ao António. E aqui deixo o convite, em nome dele e da editora, a todos quantos lá quiserem deslocar-se. Fonte geralmente bem informada confidenciou-me que não faltarão petiscos da Confraria da Empada e iguarias da serra algarvia, por iniciativa da Junta de Freguesia de Monchique, terra natal do autor.

Apareçam.

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Pontaria muito afinada revelou a nossa leitora Lina Martins, que acertou duas vezes em cheio: não apenas no resultado do jogo V. Guimarães-Sporting mas também no nome do marcador do golo solitário: Slimani, o mais recente herói de Alvalade. Aquele que, tal como Liedson, resolve.

Valha a verdade que não foi a única a antever o nosso triunfo naquele difícil terreno do Alto Minho: esse foi igualmente o prognóstico do Duarte Fonseca, do Alexandre Poço, e dos nossos leitores dukkke e Visão do Peão. Faltou-lhes mencionar o nome do argelino que marcará presença no Mundial do Brasil como artilheiro da selecção do seu país.

De qualquer modo, eis um bom indício para o segundo terço do campeonato que agora se inicia. Bem precisamos que a pontaria continue afinada nesta fase.


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Estive ontem no Pavilhão de Almada a assistir ao jogo da nossa equipa de futsal. Infelizmente perdemos apesar de ter ficado com a sensação de que éramos superiores.

Embora o pavilhão estivesse a abarrotar não se sentiu que o público estivesse lá para puxar pela equipa! Fiquei com a ideia que se estivessem lá 300 ou 400 membros de uma das nossas claques teríamos conseguido o apuramento para a fase seguinte. Faltou apoio, alegria, aquele entusiasmo que não marca golos mas que incentiva os jogadores! As claques, se decentemente organizadas, são fundamentais no desporto, sobretudo num país como o nosso em que as pessoas não acham importante participar no espectáculo.


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Sobre o jogo de ontem.
Filipe Arede Nunes

Não gostei do jogo de ontem. A equipa esteve lenta, apática, com poucas ideias. Durante a primeira parte quase não houve remates à baliza. É complicado ganhar jogos quando não se finalizam as jogadas. Os nossos extremos foram incapazes de colocar velocidade no jogo e os jogadores do meio campo estiveram (todos) abaixo daquilo a que nos têm habituado.

Destaque, no entanto, para a linha defensiva que se apresentou em bom plano, em especial Dier e Maurício (apesar deste último fazer demasiadas faltas absolutamente desnecessárias). Destaque ainda para Slimani, com um excelente golo à ponta-de-lança!

Apesar de tudo lá vencemos. O ano passado tal não teria acontecido, o que demonstra muita coisa, nomeadamente que do ponto de vista dos equilíbrios emocionais esta equipa se apresenta num nível muito elevado. Domingo lá estaremos para a recepção ao Paços!

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Pensamento matinal
Alexandre Poço

O argelino Ghilas estará contente pelo desempenho do seu compatriota Slimani? 


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Chegou esta época ao Sporting, mesmo a fechar o prazo de inscrições e sem ninguém esperar. Nunca foi falado como possível reforço, não apareceu nas primeiras páginas dos jornais desportivos como pretendido por algum clube. Não lemos dele grandes entrevistas com o discurso habitual. A discrição é a sua imagem de marca e infelizmente nos dias que correm talvez tenha sido esse o motivo por ter demorado tanto tempo a chegar a um clube à sua medida. É um jogador dos tempos modernos, capaz de ocupar qualquer lugar no meio campo, com uma técnica bem acima da média. Como ele próprio diz, "não tenho tatuagens, não pinto o cabelo, nem uso alcunhas". É assim de facto. Olhando para Vítor Silva, vemos tudo menos um vulgar jogador de futebol, a sua simplicidade natural reflecte-se no modo como aborda o jogo. A sua forma de jogar, que apenas a sua excelente técnica o permite, transforma o difícil em fácil e o complicado em simples. Joga de cabeça levantada, antes de receber a bola já sabe onde a vai colocar. Entrou ao de leve, e foi logo rotulado como um bom substituto de André Martins, apenas isso. Não se intimidou e aos poucos foi ganhando o seu espaço dentro do grupo. Foi com naturalidade que o vimos jogar cada vez com mais assiduidade, demonstrando no campo o porquê de ter sido contratado pelo nosso Sporting. Tenho a certeza que será um jogador fundamental, com a sorte de ausência de lesões, nesta temporada. Já com várias épocas de futebol é um elemento que acrescenta além do seu valor, experiência. Aos vinte e nove anos é o jogador mais velho do plantel. Vai com toda a certeza deixar a sua marca no Sporting.


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Domingo, 24 de Novembro de 2013
É um gozo!
João António

A aflição provocada nos paineleiros, mesmo nos que se dizem verdes, pela vitória de hoje na cidade-berço.


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Correio sentimental
Henrique Monteiro

Caro professor do Correio Sentimental: O Slimani deixa-me confuso. Eu gostava do Montero, mas agora tambem gosto do Slimani. É possível um sportinguista gostar de dois avançados que metem golos? O meu coração divide-se, ou como se diz em francês, que é mais fino, "mon coeur balance". Valha-me Deus! Nunca pensei que depois da última época andasse nesta altura a discutir comigo que goleador é o mais eficaz no nosso ataque.


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Gostei

 

Da vitória em Guimarães. Foi o quarto triunfo da nossa equipa fora de casa neste campeonato. Depois das vitórias contra a Académica, Olhanense e Braga. Uma prova evidente da sua força anímica.

 

Do nosso segundo lugar. Estamos apenas a um ponto do FC Porto, em igualdade pontual com o Benfica, quando se completou um terço das jornadas desta Liga 2013/2014. Um lugar que permite manter a esperança bem acesa.

 

De confirmar a eficácia de Slimani. Cumpriu-se o que já sucedeu com o ponta-de-lança argelino: entrou, marcou. Resolvendo o jogo a nosso favor no último minuto do tempo regulamentar. É para isso que servem os pontas-de-lança. Quem criticou Slimani nas bancadas de Alvalade a esta hora já estará arrependido.

 

Da alteração táctica decidida por Leonardo Jardim. Uma vez mais, verificou-se o que já tinha sucedido em jogos anteriores: a equipa melhorou quando começou a jogar em 4-4-2. Uma vez mais, acertou em cheio nas substituições, que talvez devessem ter ocorrido mais cedo.

 

De Eric Dier. O treinador apostou nele como defesa central e o jovem inglês formado na nossa academia cumpriu a missão que lhe foi destinada com a sua melhor exibição desta temporada na equipa principal. Foi um dos mais inconformados com o empate a zero que permanecia à beira do fim, como ficou bem evidente naquele seu remate de cabeça, na sequência de um canto, que viria a ser completado da melhor forma por Slimani. Leão é mesmo assim: nunca desiste.

 

De Cédric. Outro inconformado. Ajudou a empurrar a equipa para a frente, sobretudo no segundo tempo, e centrou duas vezes com muito perigo, imprimindo maior velocidade a um jogo que pecava por excesso de lentidão.

 

De Rui Patrício. Seguro, atento e com reflexos rápidos sempre que foi preciso.

 

 

Não gostei

 

Da nossa exibição na primeira parte. A equipa esteve demasiado apática e presa de movimentos.

 

Dos nossos extremos. Carrillo e Capel pareceram quase sempre dominados pela defesa adversária, reagindo pouco e mal às marcações vimaranenses. Faltou-lhes um suplemento de ousadia. Foram bem substituidos.

 

De ver Carrillo sair a passo. O Sporting precisava de ganhar o jogo: cada minuto contava. Foi incompreensível ver o peruano a queimar tempo.

 

Da ausência de centrais no banco. A quase-lesão de Maurício fez recear o pior. Correu-se um risco porventura desnecessário.

 

Das intermitências de Abdoulaye. O defesa emprestado pelo FC Porto ao Guimarães, vindo de uma lesão providencial que o impediu de defrontar o seu clube de origem, pareceu totalmente recuperado neste jogo. Há coincidências tramadas. Mas devemos agradecer-lhe a involuntária "assistência" para o golo de Slimani.


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Repitam comigo
Alda Telles

"O Sporting não está na corrida ao título". Repitam.

Outra vez.

Outra.

Inspirem.

Expirem.

 

Depois da Vitória contra o dito de Guimarães, o Sporting vê-se empurrado para o segundo lugar do campeonato.

 

Mas não está na corrida ao título. 

 

O que está absolutamente certo, certíssimo. Até podemos encontrar três ordens de razões, as ordens que deus fez:

 

1. A equipa ainda não é equipa, ainda é só plantel (o que quer que seja que isso signifique).

2. A estrutura não foi preparada para ganhar um título.

3. Ainda só estamos no primeiro terço do campeonato (aqui, podemos orar um bocadinho).

 

Tudo isto é verdade, a prudência requer uma boa dose de inteligência, os nossos dirigentes exibem doses de bom senso acima do indicador de bom senso médio da humanidade, estamos treinados para sofrer e não vamos agora começar a rejubilar.

 

Por isso, repitam comigo: "O Sporting não está na corrida ao título".

 

Só os grandes adeptos sportinguistas conseguem aguentar isto. Força, companheiros.

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O título da Bola online, na imagem, resume mais ou menos o que se passou em campo. Longe de ser um dos melhores jogos da equipa leonina nesta época, antes pelo contrário, esta foi uma partida disputada e por vezes mal jogada. O empate esteve perto de ser o resultado final, o que nem seria injusto para o Guimarães, há que o reconhecer. Isto dito, a sorte de uns é o azar de outros e, desta vez, os deuses do berlinde acabaram por sorrir ao Sporting. Em poucos minutos, Slimani acabou por ser o jogador decisivo, num jogo em que as substituições ocorreram tardiamente. No final, a equipa do Sporting conseguiu os três pontos e isso, na verdade, é o que interessa. Allez, allez, Sporting allez...


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