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És a nossa Fé!

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Perdemos [no Dragão]. Não humilhados como ainda há pouco tempo, mas de pé, como os bravos.
Ganhei!
- Ao emocionar-me com o meu neto de 9 anos que, ao contrário do que era habitual, vibrou intensamente com o jogo do princípio ao fim sempre esperançado num bom resultado; (...)
- Quando, no final, o meu neto me procurou animar, dizendo que afinal só perdemos um jogo que tínhamos jogado para ganhar e que vamos ganhar ao Benfica;
- Quando o meu neto, no dia a seguir ao jogo, foi para a escola com o cachecol do Sporting atado à sua pasta. E lembrar-me eu que ainda não há muito tempo o puto tinha vergonha de dizer-se sportinguista junto dos seus colegas e amigos.»

Marco Lopes, neste meu texto

Os jarretas (16)

 

- Eu não te dizia?

- Estás a falar de quê?

- Do Sporting, claro. Eu não te dizia que aquelas vitórias tinham sido pura sorte e íamos começar a perder jogos atrás de jogos?

- Mas que exagero! Que história é essa de perdermos jogos atrás de jogos? Só perdemos um, com o FC Porto, no Dragão, e toda a crítica isenta disse que a nossa equipa caiu de pé e não merecia perder por dois golos de diferença. Não achaste que demos luta e até podíamos ter terminado empatados se o Montero fizesse o 2-2 naquele lance de cabeça?

- Nada disso. O clássico no Dragão foi uma enorme humilhação para o Sporting! E não custa nada perceber porquê. Temos uma péssima direcção, uma equipa fraquíssima, feita à imagem da direcção, que o Inácio andou a comprar em saldos na segunda divisão brasileira e um treinador que não tem estaleca para isto, ao contrário do Professor Jesualdo Ferreira. Não há milagres.

- Tu falas como se fosse fácil ir ao Dragão ganhar ao Porto. A derrota não teve nada de extraordinário, pois em anos com melhores equipas também lá não ganhámos. Não te esqueças que eles não perdem lá desde 2008 para o campeonato. E o William Carvalho até marcou um golo!

- E o que tem esse golito?

- Há mais de dois anos e meio que o Sporting não marcava um golo ao Porto, nem em Alvalade nem no Dragão. O último tinha sido do Matías Fernández, em 17 de Abril de 2011, num jogo que perdemos por 2-3. Estivemos 422 minutos sem marcar e só terminámos o jejum agora, cinco jogos depois.

- Não tentes dourar a pílula. Já te disse várias vezes que o Sporting só tem tido sorte, nada mais. Esta direcção é mais incompetente do que a anterior.

- A verdade é que o orçamento para o futebol do FC Porto é muito superior ao do Sporting. Mesmo assim este ano temos mais dez pontos do que na época passada, em que o orçamento para a equipa profissional era o dobro daquilo que temos esta época.

- Mas para que insistes tu em defender o Bruno?

- Eu não defendo o Bruno. Eu defendo o Sporting. Temos equipa para fazer muito melhor do que no ano passado e irmos desta vez à Liga dos Campeões.

- Mas que Sporting? Defendes aquele jogo miserável do Adrien? Defendes o André Martins, que não tem cabedal para estes jogos? Defendes o Maurício, que é um perna-de-pau?

- E tu defendes quem?

- O Ilori. E o Bruma. Foi um crime termos deixado sair estes dois jovens tão brilhantes: ainda havemos de ouvir falar muito deles.

- É extraordinário: só és capaz de elogiar os que já foram embora. Até parece que estás a prever um mau resultado contra o Marítimo.

- Sim, estou a prever uma derrota. A primeira de muitas outras em casa. A partir de agora será sempre a descer. Nada mais natural dada a falta de qualidade de todo este elenco. O que torto nasce tarde ou nunca se endireita.

- Mas desde os tempos do Domingos Paciência, logo no início, que não víamos o Sporting jogar tão bem. E o Leonardo Jardim é um excelente treinador.

- Lá estás tu com a tuas bacoradas. Excelente treinador é o Paulo Fonseca. E quem joga bem é o Varela. E o Josué. E o Licá.

- Deixa-te de resmunguices. Vamos comer uma bifana a algum lado?

- Pode ser. Mas uma bifana não: agora, não sei porquê, só me anda a apetecer francesinhas...

Ainda o clássico de domingo

I

A falta de experiência dos jogadores do Sporting, face ao FC Porto, é notória. Quanto a mim, foi isto que mais contribuiu para o desequilíbrio entre as duas equipas no domingo. O Record desse dia publicava uma interessante análise do nosso onze titular: a maioria dos jogadores não era ainda sénior quando o Sporting venceu pela última vez no Dragão, com o célebre livre do Rodrigo Tello, em 17 de Março de 2007.
Outro dado incontornável é o que menciono no texto de rescaldo do clássico: há cinco anos que o FCP se mantém invicto no seu estádio em jogos a contar para o campeonato.
Seria altamente improvável que esta tendência se alterasse agora, tendo o Porto pela frente a equipa titular mais jovem da história do Sporting.
Sejamos realistas: FCP, 3 - Sporting, 1 é um resultado normal. Até ao momento só o empate em casa com o Rio Ave ficou aquém do previsto na carreira do nosso clube na Liga.
Agradou-me, por fim, que a atitude global da equipa tenha sido muito mais combativa do que a rendição geral registada, desde o primeiro ao último minuto, no FCP-Sporting da época passada, de tão triste e lamentável memória.
Lembro-me bem de mais desse jogo, aliás marcado por uma arbitragem vergonhosa, ao contrário do que sucedeu com este: só aos 80 minutos fizemos um remate à baliza portista, de bola parada.

 

II

O essencial  é não passar da euforia à depressão. Esse tem sido, desde há muito tempo, o principal problema de muitos sportinguistas.
Já comecei a detectar alguns indícios desse fenómeno em certos comentários que vou lendo nas redes sociais e em dois blogues e meio que ainda fazem do ódio a Bruno de Carvalho a sua senha de identidade e a sua força motriz.
Como diria La Palice, estaríamos hoje muito melhor se antes não tivéssemos estado tão mal, na nossa pior época de todos os tempos...

Lamentos

Hooliganismo é hooliganismo! Lamento não ter havido, da parte do nosso clube, uma condenação enérgica e explícita sobre os 'adeptos casuals'. Lamento que se tenha pedido hostilidade e... a tivéssemos tido. Lamento essa hostilidade, as coisas descritas no comunicado do clube. E lamento que os diversos clubes, o nosso ou os outros (nomeadamente os ditos grandes), não difundam uma cultura de 'fair play' e de luta, sim, mas dentro do campo.

Ofensas

O comunicado em que o Sporting se insurge contra comportamentos de responsáveis, adeptos, membros das claques e stewards do FC Porto, antes, durante e após o recente jogo no Dragão, refere a certa altura as provocações de que foi alvo Rui Patrício, considerando-as, dada a proximidade de jogos importantes para a selecção, como um total desrespeito por Portugal. Segundo o que leio no Público on-line de hoje, o Presidente da FPF, Fernando Gomes, terá, igualmente, protestado contra piadolas de baixo nível do Presidente da FIFA, afirmando, indignado, que as palavras deste demonstram uma falta de respeito, quer com Cristiano Ronaldo, quer com Portugal.


Portugal? Mas o que é que Portugal tem a ver com isto? Que as provocações dirigidas a Rui Patrício ofendam o nosso guarda-redes, o Sporting ou a selecção não duvido. Que as palavras de Blatter constituam um ultraje a Cristiano Ronaldo ou mesmo ao Real Madrid não me custa admitir. Agora a Portugal? Não podemos criticar nenhum jogador de futebol sem com isso ofender Portugal? Temos todos que sentir alguma ligação à selecção, temos todos que nos sentir representados por ela? Eu, pelo menos, considero-a totalmente irrelevante e os seus resultados são-me indiferentes, os que me interessam são os do Sporting. Para mim, Portugal é demasiado grande para ter alguma coisa a ver com isto e ofendido considero-me eu por o arrastarem para estas discussões e textos de analfabetos.

Depois não se venham queixar...

«Espero que o Sporting seja recebido no ambiente mais hostil possível no Dragão» - Bruno de Carvalho


(...)


- Antes do início do jogo tentaram impedir-nos de verificar a integridade das cadeiras (no nosso sector), permitindo que posteriormente eventuais estragos nos fossem indevidamente atribuídos;

- Até ao início do jogo foi passada a informação de que os elementos do Staff da nossa Equipa (Segurança, Assessor de Imprensa e Oficial de Ligação aos Adeptos) teriam lugar na bancada atrás do banco de suplentes da nossa Equipa. Ao invés, no início do jogo vedaram-lhes o acesso, colocando-os numa sala somente com cadeiras e sem televisão;

 

- Além da falta de condições da sala do Staff, os ARD's (Stewards) impediram-nos de sair e circular nas zonas autorizadas, contrariamente ao regulamentarmente definido;

- Na sala de treinadores retiraram tudo que lá estava (televisão e mesas) deixando apenas os cacifos e três cadeiras;

- Na entrada para o estádio deixaram, primeiramente, entrar pequenos grupos de adeptos do nosso Clube. Posteriormente retardaram a entrada dos restantes adeptos, fazendo com que muitos apenas tivessem acesso ao jogo já passados 30m do apito inicial;

- Autorizaram uma das nossas Claques a entrar com uma faixa para a bancada. Já dentro do estádio, sem nenhuma razão para tal suceder, os ARD´s procederam a sua remoção à força, provocando um tumulto que resultou em feridos ligeiros. A razão invocada para este acto descabido foi que a referida faixa continha a expressão “bimbolândia”, o que era falso. Quando os membros da claque abriam a faixa para mostrar o que realmente estava inscrito (o provérbio chinês "mete-os sobre tensão e cansai-os") esta foi selvaticamente retirada pelos ARD’s. Com efeito, toda esta atitude poderia resultar num acto deliberado para provocar os nossos adeptos e posteriormente os culpabilizarem; 

- Em simultâneo, os ARD’s tiraram uma bandeira à Juve Leo, rasgando-a e entregando a mesma a uma claque da equipa adversária (Colectivo);

- Durante o aquecimento da nossa Equipa, as bolas que iam para a bancada desapareciam. Na primeira fila estavam quatro adeptos da equipa da casa devidamente instruídos para passarem as bolas entre si e depois passarem a um quinto elemento que na fila atrás roubava a bola, levando-a consigo. Isto tudo com total conivência dos ARD's que ali assistiam impávidos e serenos;

- Deixaram a manga de acesso do balneário ao relvado recolhida, à face das bancadas, facilitando agressões verbais e arremesso de objectos ao Presidente do Sporting Clube de Portugal, contrariamente ao acordado entre as Seguranças dos dois Clubes;

- Nas bancadas foram colocados vários cartazes (com acabamento gráfico profissional e por isso de acesso altamente questionável) exibidos por adeptos da equipa da casa, com frases provocatórias dirigidas ao Rui Patrício enquanto guarda-redes da Selecção Nacional. Sabendo-se que há proximamente um play-off importante para a nossa Selecção, esta atitude demonstra uma mesquinhez regional, não compatível com o Seculo XXI em que vivemos, e como tal um desrespeito por Portugal;

- O nosso Assessor de Imprensa foi impedido de permanecer na bancada de Imprensa, após lhe ter sido permitida a entrada e comunicado que ali poderia ficar durante o jogo;

- No final do jogo, junto à entrada da zona técnica, estiveram oito colaboradores da equipa da casa, que por várias vezes insultaram pessoas do nosso Staff, até à saída do autocarro;

- Jornalistas coagidos, nomeadamente dos três jornais desportivos foram empurrados por ARD’s. Um deles, só por ter questionado o porquê daquele inqualificável tratamento, foi de forma violenta imediatamente despojado da credencial do jogo e colocado na rua;


(...)


O Sporting, mal Artur Soares Dias soprou o apito ao minuto 90, deveria focar-se, mentalmente, exclusivamente e publicamente, no jogo contra o Marítimo.

O que havia de interessante para dissecar sobre o jogo contra o Porto já foi analisado. Siga pró próximo.

O resto, bom, o resto são comportamentos mesquinhos sem os quais o Porto não sabe viver, e que o Sporting, honestamente, não deveria amplificar, mas tratar com recato e em sede própria.

Além deste tipo de prolongamento do Porto/Sporting parecer-se um pouco com o modo como o Benfica gere algumas das suas derrotas, sobressai, também, o ridículo de quem desejava ser recebido de forma hostil e que agora vem queixar-se disso mesmo.

Vamos falar antes do William Carvalho, do Piris vs Cedric, se o Capel deve já ser titular contra o Marítimo, etc, etc, pode ser?

William Carvalho

 

"William Carvalho estreou-se a marcar pela equipa sénior do Sporting. Poupado no jogo da Taça, o camisola 14 foi titular em todos os desafios da Liga."

Nuno Pombo, Record

 

"Destaco William Carvalho, no Sporting - que é simplesmente fantástico. Apesar do resultado [do FCP-Sporting], fiquei completamente convencido de que o Sporting vai lutar pelo título até ao fim."

Paulo Sérgio, Record

 

"Jogo após jogo, [William] vai cimentando a sua posição no onze do Sporting, piscando também o olho à Selecção principal. Não foi só pelo golo marcado a Helton - a devolver o Sporting à luta pela vitória - que ganha direito a ser o destaque da equipa leonina na noite do Dragão, mas também pela forma como se assume na guerra do meio campo, pela capacidade de desarme, pela lucidez no passe e até pela elegância que demonstra."

Nuno Vieira, A Bola

 

"William Carvalho eucaliptizou o rendimento de Lucho na primeira parte. (...) Não precisou de fazer faltas, sacou o cartão amarelo a Varela através de uma antecipação e guardou na perfeição as costas a Adrien e André Martins. O golo que apontou vai ficar bem nos resumos televisivos, mas o facto é que apenas comprovou a sua agilidade e determinação."

Vítor Pinto, Record

 

"William Carvalho prossegue o caminho que há-de levá-lo à titularidade da Selecção Nacional. É apenas uma questão de tempo..."

José Manuel Delgado, A Bola

 

"O que lhe falta para convencer o seleccionador? Muito pouco. William voltou a ser um elemento produtivo e de participação efectiva no jogo, porque sabe estar no sítio certo no momento certo."

Jorge Barbosa, Record

 

"Em termos técnicos: que jogador do camandro, senhores! O posicionamento, a capacidade de recuperação, a qualidade de passe... eu gosto muito do Fito Rinaudo, mas a verdade é que com este jovem a jogar assim o argentino vai ser Fito Sentado. Senhor Paulo Bento, se a Selecção Nacional reúne os melhores jogadores do nosso país, é obrigatório convocar William Carvalho pera o playoff frente à Suécia. Repito: obrigatório."

Vasco Palmeirim, Record

Lapidar

Não vi o jogo. Pelo que li o resultado foi justo. Mas este comunicado é lapidar. E destaco duas grandes verdades: a mesquinhez regional e esta frase, que faz bem a diferença entre o Sporting e o clube que defrontámos: 

"Há coisas na vida que nunca mudam, a nobreza de carácter é uma delas, ou se tem, ou não. Por mais “riqueza” que ostentem, os pobres de espírito sempre o serão. O complexo de inferioridade demonstrado por todas estas atitudes é totalmente incompatível com um clube que para além de títulos quer ser grande, pois a grandeza é muito mais do que o vencer. A grandeza é vencer, é saber vencer, é saber perder, é saber estar, algo que não está ao alcance de todos."

Postura e elegância não estão mesmo ao alcance de todos. 

Os nossos comentadores merecem ser citados

«Já há muito que não via o Sporting a entregar-se da forma como fez ontem [domingo]; criando incerteza no resultado durante quase todo o jogo. O plantel de 'tostões' (sem ofensa minha) como dizem, bateu-se bem contra um plantel de 'milhões'. A jogar no Dragão, o Sporting podia-se ter armado a 'Benfica' da época passada. Mas não, jogou de igual para igual a maior parte do tempo, 'chateou' o Porto na sua casa... e, sinceramente, isso deixa-me contente. Veio ao de cima alguma imaturidade - natural - dos jogadores do Sporting. O Porto tinha a obrigação de ganhar depois de derrotas caseiras para a Champions e cumpriu o seu dever.»

Samuel, neste meu texto

Uma aposta perdida

O mais chato foi que ontem perdi um jantar no DOP.

A meio da semana pareceu-me favas contadas quando vi aquele rapazito com pinta de empresário do norte, que está este ano sentado no banco do fêquêpê, estupefacto por o árbitro ter posto na rua o Herrera - que é lá isso? E logo aqui na tina da Campanhã??

Senti-me, pois, seguro para apostar com um tripeiro que eu cá sei em como ontem o Sporting haveria de sofrer um penalti e um jogador expulso. Só não tinha a certeza se seria o Adrien, o Maurício ou o Rojo. Em caso de urgência até poderia calhar o William Carvalho. Ele escusou-se, claro, fez de vestal ultrajada, arengou pela enésima vez contra o centralismo lisboeta (ignorando que sou ribatejano e que o Sporting é de Portugal) - as lamúrias do costume. Mas por fim, de alma torcida a recalcar a falta de fair play, lá apostou.

Fiquei preocupado quando o árbitro marcou o penalti logo aos 10'. Geralmente, só um pouco mais tarde no jogo é que os jogadores do fêquêpê tropeçam no joelho dos defesas que se lhes adiantam. Mas estava bem visto: as tosses do Sporting acalmavam-se logo ali, não era preciso emendar a ficha do jogo previamente escrita, e os rapazes passavam os restantes 80' mais descansados, depois do esforço de mais uma gloriosa jornada europeia.

Quando o Sporting empatou rejubilei. Era certo que a prometida expulsão não demoraria. Estava tudo a correr bem: o Licá (que nome tão condizente com a camisola...) não viu nenhum dos 5 cartões amarelos que fez por merecer, o Adrien era um lázaro de porrada, o Helton abalroou o Capel (seria um penalti tão escandaloso como o que nos foi marcado), mas os nossos temeram-se de perder a elegância porque perceberam que isto é um jogo de soma zero: quando há muita complacência para um lado, não há nenhuma para outro. E lá perdi a minha aposta.

Lendo os outros

O Leão da Estrela: «FC Porto e Sporting proporcionaram um excelente jogo de futebol. Um jogo de líderes. O 3-1 a favor dos portistas é exagerado, mas faz a diferença entre uma equipa construída com milhões e uma equipa feita com tostões. Uma diferença que foi muito notada, por exemplo, na forma ingénua como o defesa-central brasileiro Maurício abordou o lance em que cometeu a falta que ditou a grande penalidade que começou a definir o desfecho da partida logo no começo. De qualquer modo, tendo William Carvalho como uma das suas estrelas mais cintilantes, o Sporting demonstrou bom futebol, impôs respeito no clima hostil do Dragão, pelo que está no rumo certo.»

 

Leoninamente: «A primeira derrota. Perfeitamente natural. Justa, mas por números exagerados, que não traduzem a verdade daquilo que se passou em campo ao longo dos 93 minutos dados por Artur Soares Dias, que realizou uma boa arbitragem, sem influência no resultado. Com 50% de posse de bola para cada lado, ataques 33/31, remates à baliza 13/11, cantos 4/1 e faltas 15/16, foi um jogo equilibrado, dentro das expectativas que eventualmente a maioria dos sportinguistas alimentavam para a sua equipa, que jogou no campo do adversário e acabou por sair de campo de cabeça erguida e mantendo o 2º lugar na tabela classificativa.»

 

Comando C: «Tenho plena consciência de que jogos como o desta noite são perfeitamente normais numa equipa em formação. A defesa deu casas que não tem dado, o meio-campo parecia não ser capaz de encaixar no do adversário, o homem golo não foi servido e os extremos mal se viram.»

 

A Norte de Alvalade: «O resultado talvez tenha um golo a mais mas premeia a melhor equipa em campo. E foi-o porque tem os melhores jogadores, que custam muito mais dinheiro - só Danilo, o autor do segundo golo, custa tanto como o nosso actual orçamento anual - e porque em termos colectivos está alguns níveis acima do que podemos fazer neste momento. Superioridade que se reflecte na melhor gestão emocional dos diversos momentos e que foi ontem ampliada pela sorte do jogo associada a erros nossos em momentos decisivos do jogo. Foi assim que chegaram por duas vezes à vantagem.»

 

Núcleo Sportinguista da Carapinheira: «O encarregado de bater o penalti foi, nem mais nem menos que... Josué, o jogador que não deveria ter jogado este clássico, em virtude da cuspidela que foi julgada ter menos saliva que a de Insúa.»

 

Eu é que sou o levezinho!: «Custa-me ver entrar Magrão, quando existe João Mário, Esgaio ou Betinho.»

 

A Insustentável Leveza de Liedson: «No ataque temos o Montero. Só é preciso que a bola lá chegue. Não se pode é pedir que pressione os adversários, lhes ganhe as bolas e as passe a si mesmo. Na primeira parte, recuperámos duas ou três bolas em zonas de perigo, mas não conseguimos definir bem as jogadas. Falta alguém para o acompanhar.»

 

Fonte Segura: «William Carvalho foi de longe o melhor jogador em campo, superior até aos jogos que tinha feito até aqui e não tenho dúvidas que a continuar assim no final do ano alguém bate a cláusula do rapaz, seja ela de 20, 30 ou 45 [milhões de euros].»

 

Sporting Visto por Nós: «O clássico fez acordar os Sportinguistas para uma realidade que, ainda assim, é quase um sonho, após tudo o que atravessámos. No entanto, para quem tinha dúvidas, o Sporting CP esclareceu que ainda não tem capacidade para lutar pelo título.»

 

Bancada de Leão: «No caminho longo e duro que pretendemos continuar a percorrer para que o Sporting volte ao topo do futebol nacional conseguimos manter intactas as esperanças que estamos na direcção certa.»

Os prognósticos passaram ao lado

Lamento, mas desta vez ninguém acertou no resultado do jogo. Houve algum excesso de optimismo nos prognósticos aqui feitos, o que é perfeitamente compreensível dada a boa prestação do nosso clube desde o início do campeonato, onde ocupa a segunda posição, enquanto Montero continua a liderar a lista dos melhores marcadores.

Aposto no entanto desde já que nos vaticínios do desfecho do próximo desafio, contra o Marítimo em Alvalade, a pontaria dos autores e leitores deste blogue voltará a revelar-se mais afinada.

Os nossos comentadores merecem ser citados

«No geral estivemos mesmo muito verdes na defesa e a primeira parte sinceramente não me encheu as medidas. A segunda, manifestamente mais conseguida. Confesso que gritei "Go..." no remate do Montero, foi um daqueles momentos de Futebol, com uma grande defesa do Helton. Obviamente, até podia dizer que o resultado justo era o empate, mas estava a mentir. Agora, o Porto não justificou dois golos de vantagem»

Roberto Dias, neste meu texto

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do resultado. Nenhum leão gosta de perder. Sobretudo contra um rival directo. Mas o grau de dificuldade deste jogo era grande, até por ser disputado no reduto do FC Porto, que há cinco anos não perde uma partida do campeonato em casa. Ninguém tinha dúvidas sobre isso.

 

Do penálti cometido por Maurício. Não havia necessidade, logo aos 10', quando o jogo estava muito repartido. Este lance acabou por ser decisivo numa partida que de outro modo teria sido muito mais equilibrada.

 

Que Montero tivesse ficado em branco. Notícia é quando o avançado colombiano não marca. Como foi o caso, esta noite, no Dragão. E esteve quase a marcar, aos 68': Helton negou-lhe o golo.

 

Do "corredor" aberto para o segundo golo do Porto. Faço minhas as palavras que o José Manuel Barroso já expressou aqui: a nossa defesa não esteve bem, sobretudo neste lance.

 

Que tivéssemos beneficiado apenas de um canto. E mesmo assim só aos 70'. Foi muito pouco.

 

Do conjunto da nossa primeira parte. Podíamos e devíamos ter feito circular mais e melhor a bola e criar maiores desequilíbrios no meio-campo.

 

De ver Capel começar o jogo no banco. Este desafio no Dragão adaptava-se inteiramente às características do jogador espanhol, que só entrou aos 57' mas devia ter alinhado de início, até para não tornar tão previsível o nosso onze titular, aproveitando com a sua habitual velocidade o adiantamento dos laterais do FCP.

 

 

Gostei

 

Do nosso golo. Um excelente apontamento técnico de William Carvalho, hoje o melhor sportinguista em campo, confirmando que não se limita a ser um óptimo médio defensivo: também sabe rematar com êxito. Infelizmente mal tivemos tempo para aplaudir o empate.

 

Das jogadas repartidas. Houve emoção no estádio do FCP, como compete a um clássico. Neste aspecto as expectativas não foram goradas.

 

Da atitude. Apesar de algum nervosismo, mais evidente no primeiro tempo, os nossos jogadores souberam bater-se. Com uma atitude muito mais combativa do que a revelada no clássico equivalente da última época.

 

Da segunda parte do Sporting. A nossa equipa melhorou bastante na etapa complementar do jogo e chegou a dominar o Porto em diversas fases. Deixando claro que o FCP pode ser derrotado quando for a Alvalade. E será mesmo, estou convicto disso.

 

Da correcção deste clássico. Com poucos casos disciplinares e muita vontade de disputar a bola. Neste aspecto, devia ser sempre assim.

Ainda não, ainda...

Os rapazes lutaram, fizeram uma segunda parte digna e de bom futebol, mas, nesta prova de fogo, mostraram porque AINDA NÃO SOMOS um candidato ao título. Os dragões foram mais intensos, nós ainda verdes. A avenida aberta para o segundo golo do FCP e o gesto técnico errado do Montero (cabeceamento para a frente e não para baixo), a proporcionar a excelente defesa de Helton, ajudaram um pouco o nosso adversário e impediram uma disputa do resultado mais forte. Mas foi um belo jogo. Vamos continuar nesta trilha de luta e de confiança. Um clássico é um clássico.

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