Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013

«Perdemos [no Dragão]. Não humilhados como ainda há pouco tempo, mas de pé, como os bravos.
Ganhei!
- Ao emocionar-me com o meu neto de 9 anos que, ao contrário do que era habitual, vibrou intensamente com o jogo do princípio ao fim sempre esperançado num bom resultado; (...)
- Quando, no final, o meu neto me procurou animar, dizendo que afinal só perdemos um jogo que tínhamos jogado para ganhar e que vamos ganhar ao Benfica;
- Quando o meu neto, no dia a seguir ao jogo, foi para a escola com o cachecol do Sporting atado à sua pasta. E lembrar-me eu que ainda não há muito tempo o puto tinha vergonha de dizer-se sportinguista junto dos seus colegas e amigos.»

Marco Lopes, neste meu texto


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Os jarretas (16)
Pedro Correia

 

- Eu não te dizia?

- Estás a falar de quê?

- Do Sporting, claro. Eu não te dizia que aquelas vitórias tinham sido pura sorte e íamos começar a perder jogos atrás de jogos?

- Mas que exagero! Que história é essa de perdermos jogos atrás de jogos? Só perdemos um, com o FC Porto, no Dragão, e toda a crítica isenta disse que a nossa equipa caiu de pé e não merecia perder por dois golos de diferença. Não achaste que demos luta e até podíamos ter terminado empatados se o Montero fizesse o 2-2 naquele lance de cabeça?

- Nada disso. O clássico no Dragão foi uma enorme humilhação para o Sporting! E não custa nada perceber porquê. Temos uma péssima direcção, uma equipa fraquíssima, feita à imagem da direcção, que o Inácio andou a comprar em saldos na segunda divisão brasileira e um treinador que não tem estaleca para isto, ao contrário do Professor Jesualdo Ferreira. Não há milagres.

- Tu falas como se fosse fácil ir ao Dragão ganhar ao Porto. A derrota não teve nada de extraordinário, pois em anos com melhores equipas também lá não ganhámos. Não te esqueças que eles não perdem lá desde 2008 para o campeonato. E o William Carvalho até marcou um golo!

- E o que tem esse golito?

- Há mais de dois anos e meio que o Sporting não marcava um golo ao Porto, nem em Alvalade nem no Dragão. O último tinha sido do Matías Fernández, em 17 de Abril de 2011, num jogo que perdemos por 2-3. Estivemos 422 minutos sem marcar e só terminámos o jejum agora, cinco jogos depois.

- Não tentes dourar a pílula. Já te disse várias vezes que o Sporting só tem tido sorte, nada mais. Esta direcção é mais incompetente do que a anterior.

- A verdade é que o orçamento para o futebol do FC Porto é muito superior ao do Sporting. Mesmo assim este ano temos mais dez pontos do que na época passada, em que o orçamento para a equipa profissional era o dobro daquilo que temos esta época.

- Mas para que insistes tu em defender o Bruno?

- Eu não defendo o Bruno. Eu defendo o Sporting. Temos equipa para fazer muito melhor do que no ano passado e irmos desta vez à Liga dos Campeões.

- Mas que Sporting? Defendes aquele jogo miserável do Adrien? Defendes o André Martins, que não tem cabedal para estes jogos? Defendes o Maurício, que é um perna-de-pau?

- E tu defendes quem?

- O Ilori. E o Bruma. Foi um crime termos deixado sair estes dois jovens tão brilhantes: ainda havemos de ouvir falar muito deles.

- É extraordinário: só és capaz de elogiar os que já foram embora. Até parece que estás a prever um mau resultado contra o Marítimo.

- Sim, estou a prever uma derrota. A primeira de muitas outras em casa. A partir de agora será sempre a descer. Nada mais natural dada a falta de qualidade de todo este elenco. O que torto nasce tarde ou nunca se endireita.

- Mas desde os tempos do Domingos Paciência, logo no início, que não víamos o Sporting jogar tão bem. E o Leonardo Jardim é um excelente treinador.

- Lá estás tu com a tuas bacoradas. Excelente treinador é o Paulo Fonseca. E quem joga bem é o Varela. E o Josué. E o Licá.

- Deixa-te de resmunguices. Vamos comer uma bifana a algum lado?

- Pode ser. Mas uma bifana não: agora, não sei porquê, só me anda a apetecer francesinhas...

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"ACÇÕES DE CONSTRUÇÃO"

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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

I

A falta de experiência dos jogadores do Sporting, face ao FC Porto, é notória. Quanto a mim, foi isto que mais contribuiu para o desequilíbrio entre as duas equipas no domingo. O Record desse dia publicava uma interessante análise do nosso onze titular: a maioria dos jogadores não era ainda sénior quando o Sporting venceu pela última vez no Dragão, com o célebre livre do Rodrigo Tello, em 17 de Março de 2007.
Outro dado incontornável é o que menciono no texto de rescaldo do clássico: há cinco anos que o FCP se mantém invicto no seu estádio em jogos a contar para o campeonato.
Seria altamente improvável que esta tendência se alterasse agora, tendo o Porto pela frente a equipa titular mais jovem da história do Sporting.
Sejamos realistas: FCP, 3 - Sporting, 1 é um resultado normal. Até ao momento só o empate em casa com o Rio Ave ficou aquém do previsto na carreira do nosso clube na Liga.
Agradou-me, por fim, que a atitude global da equipa tenha sido muito mais combativa do que a rendição geral registada, desde o primeiro ao último minuto, no FCP-Sporting da época passada, de tão triste e lamentável memória.
Lembro-me bem de mais desse jogo, aliás marcado por uma arbitragem vergonhosa, ao contrário do que sucedeu com este: só aos 80 minutos fizemos um remate à baliza portista, de bola parada.

 

II

O essencial  é não passar da euforia à depressão. Esse tem sido, desde há muito tempo, o principal problema de muitos sportinguistas.
Já comecei a detectar alguns indícios desse fenómeno em certos comentários que vou lendo nas redes sociais e em dois blogues e meio que ainda fazem do ódio a Bruno de Carvalho a sua senha de identidade e a sua força motriz.
Como diria La Palice, estaríamos hoje muito melhor se antes não tivéssemos estado tão mal, na nossa pior época de todos os tempos...


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Terça-feira, 29 de Outubro de 2013

 

«À oitava jornada está encontrado o campeão nacional.»

Há pouco, na SIC Notícias


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Lamentos
Jose Manuel Barroso

Hooliganismo é hooliganismo! Lamento não ter havido, da parte do nosso clube, uma condenação enérgica e explícita sobre os 'adeptos casuals'. Lamento que se tenha pedido hostilidade e... a tivéssemos tido. Lamento essa hostilidade, as coisas descritas no comunicado do clube. E lamento que os diversos clubes, o nosso ou os outros (nomeadamente os ditos grandes), não difundam uma cultura de 'fair play' e de luta, sim, mas dentro do campo.


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Ofensas
João Paulo Palha

O comunicado em que o Sporting se insurge contra comportamentos de responsáveis, adeptos, membros das claques e stewards do FC Porto, antes, durante e após o recente jogo no Dragão, refere a certa altura as provocações de que foi alvo Rui Patrício, considerando-as, dada a proximidade de jogos importantes para a selecção, como um total desrespeito por Portugal. Segundo o que leio no Público on-line de hoje, o Presidente da FPF, Fernando Gomes, terá, igualmente, protestado contra piadolas de baixo nível do Presidente da FIFA, afirmando, indignado, que as palavras deste demonstram uma falta de respeito, quer com Cristiano Ronaldo, quer com Portugal.


Portugal? Mas o que é que Portugal tem a ver com isto? Que as provocações dirigidas a Rui Patrício ofendam o nosso guarda-redes, o Sporting ou a selecção não duvido. Que as palavras de Blatter constituam um ultraje a Cristiano Ronaldo ou mesmo ao Real Madrid não me custa admitir. Agora a Portugal? Não podemos criticar nenhum jogador de futebol sem com isso ofender Portugal? Temos todos que sentir alguma ligação à selecção, temos todos que nos sentir representados por ela? Eu, pelo menos, considero-a totalmente irrelevante e os seus resultados são-me indiferentes, os que me interessam são os do Sporting. Para mim, Portugal é demasiado grande para ter alguma coisa a ver com isto e ofendido considero-me eu por o arrastarem para estas discussões e textos de analfabetos.


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«Espero que o Sporting seja recebido no ambiente mais hostil possível no Dragão» - Bruno de Carvalho


(...)


- Antes do início do jogo tentaram impedir-nos de verificar a integridade das cadeiras (no nosso sector), permitindo que posteriormente eventuais estragos nos fossem indevidamente atribuídos;

- Até ao início do jogo foi passada a informação de que os elementos do Staff da nossa Equipa (Segurança, Assessor de Imprensa e Oficial de Ligação aos Adeptos) teriam lugar na bancada atrás do banco de suplentes da nossa Equipa. Ao invés, no início do jogo vedaram-lhes o acesso, colocando-os numa sala somente com cadeiras e sem televisão;

 

- Além da falta de condições da sala do Staff, os ARD's (Stewards) impediram-nos de sair e circular nas zonas autorizadas, contrariamente ao regulamentarmente definido;

- Na sala de treinadores retiraram tudo que lá estava (televisão e mesas) deixando apenas os cacifos e três cadeiras;

- Na entrada para o estádio deixaram, primeiramente, entrar pequenos grupos de adeptos do nosso Clube. Posteriormente retardaram a entrada dos restantes adeptos, fazendo com que muitos apenas tivessem acesso ao jogo já passados 30m do apito inicial;

- Autorizaram uma das nossas Claques a entrar com uma faixa para a bancada. Já dentro do estádio, sem nenhuma razão para tal suceder, os ARD´s procederam a sua remoção à força, provocando um tumulto que resultou em feridos ligeiros. A razão invocada para este acto descabido foi que a referida faixa continha a expressão “bimbolândia”, o que era falso. Quando os membros da claque abriam a faixa para mostrar o que realmente estava inscrito (o provérbio chinês "mete-os sobre tensão e cansai-os") esta foi selvaticamente retirada pelos ARD’s. Com efeito, toda esta atitude poderia resultar num acto deliberado para provocar os nossos adeptos e posteriormente os culpabilizarem; 

- Em simultâneo, os ARD’s tiraram uma bandeira à Juve Leo, rasgando-a e entregando a mesma a uma claque da equipa adversária (Colectivo);

- Durante o aquecimento da nossa Equipa, as bolas que iam para a bancada desapareciam. Na primeira fila estavam quatro adeptos da equipa da casa devidamente instruídos para passarem as bolas entre si e depois passarem a um quinto elemento que na fila atrás roubava a bola, levando-a consigo. Isto tudo com total conivência dos ARD's que ali assistiam impávidos e serenos;

- Deixaram a manga de acesso do balneário ao relvado recolhida, à face das bancadas, facilitando agressões verbais e arremesso de objectos ao Presidente do Sporting Clube de Portugal, contrariamente ao acordado entre as Seguranças dos dois Clubes;

- Nas bancadas foram colocados vários cartazes (com acabamento gráfico profissional e por isso de acesso altamente questionável) exibidos por adeptos da equipa da casa, com frases provocatórias dirigidas ao Rui Patrício enquanto guarda-redes da Selecção Nacional. Sabendo-se que há proximamente um play-off importante para a nossa Selecção, esta atitude demonstra uma mesquinhez regional, não compatível com o Seculo XXI em que vivemos, e como tal um desrespeito por Portugal;

- O nosso Assessor de Imprensa foi impedido de permanecer na bancada de Imprensa, após lhe ter sido permitida a entrada e comunicado que ali poderia ficar durante o jogo;

- No final do jogo, junto à entrada da zona técnica, estiveram oito colaboradores da equipa da casa, que por várias vezes insultaram pessoas do nosso Staff, até à saída do autocarro;

- Jornalistas coagidos, nomeadamente dos três jornais desportivos foram empurrados por ARD’s. Um deles, só por ter questionado o porquê daquele inqualificável tratamento, foi de forma violenta imediatamente despojado da credencial do jogo e colocado na rua;


(...)


O Sporting, mal Artur Soares Dias soprou o apito ao minuto 90, deveria focar-se, mentalmente, exclusivamente e publicamente, no jogo contra o Marítimo.

O que havia de interessante para dissecar sobre o jogo contra o Porto já foi analisado. Siga pró próximo.

O resto, bom, o resto são comportamentos mesquinhos sem os quais o Porto não sabe viver, e que o Sporting, honestamente, não deveria amplificar, mas tratar com recato e em sede própria.

Além deste tipo de prolongamento do Porto/Sporting parecer-se um pouco com o modo como o Benfica gere algumas das suas derrotas, sobressai, também, o ridículo de quem desejava ser recebido de forma hostil e que agora vem queixar-se disso mesmo.

Vamos falar antes do William Carvalho, do Piris vs Cedric, se o Capel deve já ser titular contra o Marítimo, etc, etc, pode ser?


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William Carvalho
Pedro Correia

 

"William Carvalho estreou-se a marcar pela equipa sénior do Sporting. Poupado no jogo da Taça, o camisola 14 foi titular em todos os desafios da Liga."

Nuno Pombo, Record

 

"Destaco William Carvalho, no Sporting - que é simplesmente fantástico. Apesar do resultado [do FCP-Sporting], fiquei completamente convencido de que o Sporting vai lutar pelo título até ao fim."

Paulo Sérgio, Record

 

"Jogo após jogo, [William] vai cimentando a sua posição no onze do Sporting, piscando também o olho à Selecção principal. Não foi só pelo golo marcado a Helton - a devolver o Sporting à luta pela vitória - que ganha direito a ser o destaque da equipa leonina na noite do Dragão, mas também pela forma como se assume na guerra do meio campo, pela capacidade de desarme, pela lucidez no passe e até pela elegância que demonstra."

Nuno Vieira, A Bola

 

"William Carvalho eucaliptizou o rendimento de Lucho na primeira parte. (...) Não precisou de fazer faltas, sacou o cartão amarelo a Varela através de uma antecipação e guardou na perfeição as costas a Adrien e André Martins. O golo que apontou vai ficar bem nos resumos televisivos, mas o facto é que apenas comprovou a sua agilidade e determinação."

Vítor Pinto, Record

 

"William Carvalho prossegue o caminho que há-de levá-lo à titularidade da Selecção Nacional. É apenas uma questão de tempo..."

José Manuel Delgado, A Bola

 

"O que lhe falta para convencer o seleccionador? Muito pouco. William voltou a ser um elemento produtivo e de participação efectiva no jogo, porque sabe estar no sítio certo no momento certo."

Jorge Barbosa, Record

 

"Em termos técnicos: que jogador do camandro, senhores! O posicionamento, a capacidade de recuperação, a qualidade de passe... eu gosto muito do Fito Rinaudo, mas a verdade é que com este jovem a jogar assim o argentino vai ser Fito Sentado. Senhor Paulo Bento, se a Selecção Nacional reúne os melhores jogadores do nosso país, é obrigatório convocar William Carvalho pera o playoff frente à Suécia. Repito: obrigatório."

Vasco Palmeirim, Record


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Lapidar
Diogo Agostinho

Não vi o jogo. Pelo que li o resultado foi justo. Mas este comunicado é lapidar. E destaco duas grandes verdades: a mesquinhez regional e esta frase, que faz bem a diferença entre o Sporting e o clube que defrontámos: 

"Há coisas na vida que nunca mudam, a nobreza de carácter é uma delas, ou se tem, ou não. Por mais “riqueza” que ostentem, os pobres de espírito sempre o serão. O complexo de inferioridade demonstrado por todas estas atitudes é totalmente incompatível com um clube que para além de títulos quer ser grande, pois a grandeza é muito mais do que o vencer. A grandeza é vencer, é saber vencer, é saber perder, é saber estar, algo que não está ao alcance de todos."

Postura e elegância não estão mesmo ao alcance de todos. 


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«Já há muito que não via o Sporting a entregar-se da forma como fez ontem [domingo]; criando incerteza no resultado durante quase todo o jogo. O plantel de 'tostões' (sem ofensa minha) como dizem, bateu-se bem contra um plantel de 'milhões'. A jogar no Dragão, o Sporting podia-se ter armado a 'Benfica' da época passada. Mas não, jogou de igual para igual a maior parte do tempo, 'chateou' o Porto na sua casa... e, sinceramente, isso deixa-me contente. Veio ao de cima alguma imaturidade - natural - dos jogadores do Sporting. O Porto tinha a obrigação de ganhar depois de derrotas caseiras para a Champions e cumpriu o seu dever.»

Samuel, neste meu texto


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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013
Má vivibilidade
João António

Se os que trajam de azul são do Porto, como é possível o "men da TV" dizer que os que trajam de preto eram do Sporting? Só mesmo por cegueira clubística... ou então era um qualquer mr. magoo que ouvi... 


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Uma aposta perdida
José Navarro de Andrade

O mais chato foi que ontem perdi um jantar no DOP.

A meio da semana pareceu-me favas contadas quando vi aquele rapazito com pinta de empresário do norte, que está este ano sentado no banco do fêquêpê, estupefacto por o árbitro ter posto na rua o Herrera - que é lá isso? E logo aqui na tina da Campanhã??

Senti-me, pois, seguro para apostar com um tripeiro que eu cá sei em como ontem o Sporting haveria de sofrer um penalti e um jogador expulso. Só não tinha a certeza se seria o Adrien, o Maurício ou o Rojo. Em caso de urgência até poderia calhar o William Carvalho. Ele escusou-se, claro, fez de vestal ultrajada, arengou pela enésima vez contra o centralismo lisboeta (ignorando que sou ribatejano e que o Sporting é de Portugal) - as lamúrias do costume. Mas por fim, de alma torcida a recalcar a falta de fair play, lá apostou.

Fiquei preocupado quando o árbitro marcou o penalti logo aos 10'. Geralmente, só um pouco mais tarde no jogo é que os jogadores do fêquêpê tropeçam no joelho dos defesas que se lhes adiantam. Mas estava bem visto: as tosses do Sporting acalmavam-se logo ali, não era preciso emendar a ficha do jogo previamente escrita, e os rapazes passavam os restantes 80' mais descansados, depois do esforço de mais uma gloriosa jornada europeia.

Quando o Sporting empatou rejubilei. Era certo que a prometida expulsão não demoraria. Estava tudo a correr bem: o Licá (que nome tão condizente com a camisola...) não viu nenhum dos 5 cartões amarelos que fez por merecer, o Adrien era um lázaro de porrada, o Helton abalroou o Capel (seria um penalti tão escandaloso como o que nos foi marcado), mas os nossos temeram-se de perder a elegância porque perceberam que isto é um jogo de soma zero: quando há muita complacência para um lado, não há nenhuma para outro. E lá perdi a minha aposta.

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Lendo os outros
Pedro Correia

O Leão da Estrela: «FC Porto e Sporting proporcionaram um excelente jogo de futebol. Um jogo de líderes. O 3-1 a favor dos portistas é exagerado, mas faz a diferença entre uma equipa construída com milhões e uma equipa feita com tostões. Uma diferença que foi muito notada, por exemplo, na forma ingénua como o defesa-central brasileiro Maurício abordou o lance em que cometeu a falta que ditou a grande penalidade que começou a definir o desfecho da partida logo no começo. De qualquer modo, tendo William Carvalho como uma das suas estrelas mais cintilantes, o Sporting demonstrou bom futebol, impôs respeito no clima hostil do Dragão, pelo que está no rumo certo.»

 

Leoninamente: «A primeira derrota. Perfeitamente natural. Justa, mas por números exagerados, que não traduzem a verdade daquilo que se passou em campo ao longo dos 93 minutos dados por Artur Soares Dias, que realizou uma boa arbitragem, sem influência no resultado. Com 50% de posse de bola para cada lado, ataques 33/31, remates à baliza 13/11, cantos 4/1 e faltas 15/16, foi um jogo equilibrado, dentro das expectativas que eventualmente a maioria dos sportinguistas alimentavam para a sua equipa, que jogou no campo do adversário e acabou por sair de campo de cabeça erguida e mantendo o 2º lugar na tabela classificativa.»

 

Comando C: «Tenho plena consciência de que jogos como o desta noite são perfeitamente normais numa equipa em formação. A defesa deu casas que não tem dado, o meio-campo parecia não ser capaz de encaixar no do adversário, o homem golo não foi servido e os extremos mal se viram.»

 

A Norte de Alvalade: «O resultado talvez tenha um golo a mais mas premeia a melhor equipa em campo. E foi-o porque tem os melhores jogadores, que custam muito mais dinheiro - só Danilo, o autor do segundo golo, custa tanto como o nosso actual orçamento anual - e porque em termos colectivos está alguns níveis acima do que podemos fazer neste momento. Superioridade que se reflecte na melhor gestão emocional dos diversos momentos e que foi ontem ampliada pela sorte do jogo associada a erros nossos em momentos decisivos do jogo. Foi assim que chegaram por duas vezes à vantagem.»

 

Núcleo Sportinguista da Carapinheira: «O encarregado de bater o penalti foi, nem mais nem menos que... Josué, o jogador que não deveria ter jogado este clássico, em virtude da cuspidela que foi julgada ter menos saliva que a de Insúa.»

 

Eu é que sou o levezinho!: «Custa-me ver entrar Magrão, quando existe João Mário, Esgaio ou Betinho.»

 

A Insustentável Leveza de Liedson: «No ataque temos o Montero. Só é preciso que a bola lá chegue. Não se pode é pedir que pressione os adversários, lhes ganhe as bolas e as passe a si mesmo. Na primeira parte, recuperámos duas ou três bolas em zonas de perigo, mas não conseguimos definir bem as jogadas. Falta alguém para o acompanhar.»

 

Fonte Segura: «William Carvalho foi de longe o melhor jogador em campo, superior até aos jogos que tinha feito até aqui e não tenho dúvidas que a continuar assim no final do ano alguém bate a cláusula do rapaz, seja ela de 20, 30 ou 45 [milhões de euros].»

 

Sporting Visto por Nós: «O clássico fez acordar os Sportinguistas para uma realidade que, ainda assim, é quase um sonho, após tudo o que atravessámos. No entanto, para quem tinha dúvidas, o Sporting CP esclareceu que ainda não tem capacidade para lutar pelo título.»

 

Bancada de Leão: «No caminho longo e duro que pretendemos continuar a percorrer para que o Sporting volte ao topo do futebol nacional conseguimos manter intactas as esperanças que estamos na direcção certa.»


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O Cacifo do Paulinho (um blogue de grande popularidade e que tinha um dos melhores títulos da blogosfera portuguesa) dá lugar ao Comando C.

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Lamento, mas desta vez ninguém acertou no resultado do jogo. Houve algum excesso de optimismo nos prognósticos aqui feitos, o que é perfeitamente compreensível dada a boa prestação do nosso clube desde o início do campeonato, onde ocupa a segunda posição, enquanto Montero continua a liderar a lista dos melhores marcadores.

Aposto no entanto desde já que nos vaticínios do desfecho do próximo desafio, contra o Marítimo em Alvalade, a pontaria dos autores e leitores deste blogue voltará a revelar-se mais afinada.


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«No geral estivemos mesmo muito verdes na defesa e a primeira parte sinceramente não me encheu as medidas. A segunda, manifestamente mais conseguida. Confesso que gritei "Go..." no remate do Montero, foi um daqueles momentos de Futebol, com uma grande defesa do Helton. Obviamente, até podia dizer que o resultado justo era o empate, mas estava a mentir. Agora, o Porto não justificou dois golos de vantagem»

Roberto Dias, neste meu texto


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Domingo, 27 de Outubro de 2013

Não gostei

 

Do resultado. Nenhum leão gosta de perder. Sobretudo contra um rival directo. Mas o grau de dificuldade deste jogo era grande, até por ser disputado no reduto do FC Porto, que há cinco anos não perde uma partida do campeonato em casa. Ninguém tinha dúvidas sobre isso.

 

Do penálti cometido por Maurício. Não havia necessidade, logo aos 10', quando o jogo estava muito repartido. Este lance acabou por ser decisivo numa partida que de outro modo teria sido muito mais equilibrada.

 

Que Montero tivesse ficado em branco. Notícia é quando o avançado colombiano não marca. Como foi o caso, esta noite, no Dragão. E esteve quase a marcar, aos 68': Helton negou-lhe o golo.

 

Do "corredor" aberto para o segundo golo do Porto. Faço minhas as palavras que o José Manuel Barroso já expressou aqui: a nossa defesa não esteve bem, sobretudo neste lance.

 

Que tivéssemos beneficiado apenas de um canto. E mesmo assim só aos 70'. Foi muito pouco.

 

Do conjunto da nossa primeira parte. Podíamos e devíamos ter feito circular mais e melhor a bola e criar maiores desequilíbrios no meio-campo.

 

De ver Capel começar o jogo no banco. Este desafio no Dragão adaptava-se inteiramente às características do jogador espanhol, que só entrou aos 57' mas devia ter alinhado de início, até para não tornar tão previsível o nosso onze titular, aproveitando com a sua habitual velocidade o adiantamento dos laterais do FCP.

 

 

Gostei

 

Do nosso golo. Um excelente apontamento técnico de William Carvalho, hoje o melhor sportinguista em campo, confirmando que não se limita a ser um óptimo médio defensivo: também sabe rematar com êxito. Infelizmente mal tivemos tempo para aplaudir o empate.

 

Das jogadas repartidas. Houve emoção no estádio do FCP, como compete a um clássico. Neste aspecto as expectativas não foram goradas.

 

Da atitude. Apesar de algum nervosismo, mais evidente no primeiro tempo, os nossos jogadores souberam bater-se. Com uma atitude muito mais combativa do que a revelada no clássico equivalente da última época.

 

Da segunda parte do Sporting. A nossa equipa melhorou bastante na etapa complementar do jogo e chegou a dominar o Porto em diversas fases. Deixando claro que o FCP pode ser derrotado quando for a Alvalade. E será mesmo, estou convicto disso.

 

Da correcção deste clássico. Com poucos casos disciplinares e muita vontade de disputar a bola. Neste aspecto, devia ser sempre assim.


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Ainda não, ainda...
Jose Manuel Barroso

Os rapazes lutaram, fizeram uma segunda parte digna e de bom futebol, mas, nesta prova de fogo, mostraram porque AINDA NÃO SOMOS um candidato ao título. Os dragões foram mais intensos, nós ainda verdes. A avenida aberta para o segundo golo do FCP e o gesto técnico errado do Montero (cabeceamento para a frente e não para baixo), a proporcionar a excelente defesa de Helton, ajudaram um pouco o nosso adversário e impediram uma disputa do resultado mais forte. Mas foi um belo jogo. Vamos continuar nesta trilha de luta e de confiança. Um clássico é um clássico.


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Venham daí, a partir de agora, os vossos prognósticos para o clássico de logo à noite. A ver quem tem a pontaria mais afinada.


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Sábado, 26 de Outubro de 2013

Este título poderia ser incluído na secção "Chavões da Bola" que o Pedro criou, mas lembrei-me dele após ter visto, esta noite, o Barcelona ganhar ao Real Madrid.

 

Na realidade muitos dos jogos ganham-se não só pela qualidade dos jogadores (a maior parte!), mas claramente pela forma como uma equipa se dispõe e predispõe em campo.

 

Já vejo futebol há demasiados anos para perceber diversas coisas:

 

1 - os jogos só estão ganhos quando o árbitro apita para o fim (nunca mais esqueci aquela final Manchester-Bayern de 1999):

2 - respeitar o adversário é o primeiro passo para se vencer (a displicência com que o Sporting enfrentou o Rio Ave deu-lhe apenas um empate);

3 - não deixar que a equipa contrária tenha a iniciativa do jogo é um passo de gigante para a vitória (no México em 1986 Espanha derrota a Dinamarca com um concludente 5-1, após um jogo em que os espanhóis não autorizaram a equipa adversária ter a bola);

 

Assim sendo, é bom que o Sporting amanhã não deixe a defesa do Porto ganhar a segunda bola quando ataca. Uma recuperação leonina pode descompensar o último reduto dos dragões e criar situações de golo evidentes.


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O céu como limite
João Távora

Querer que o Sporting ganhe amanhã nas Antas, reconhecer que tem equipa para isso, não é exigir que seja campeão já este ano. É só um passo na direcção correcta. Ir a jogo com calculismos e receios é negar a natureza do futebol tanto quanto o adn das cores leoninas. Amanhã é para vencer e quebrar a hegemonia do Futebol Clube do Porto. Até os comemos, carago!


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Clássicos históricos V
Filipe Arede Nunes


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"ABRIR O MARCADOR"

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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

Artur Soares Dias vai arbitrar o FC Porto-Sporting deste domingo. Parece-me uma boa escolha do Conselho de Arbitragem, confirmando-se o vaticínio que o ex-árbitro Pedro Henriques antecipara domingo à noite no programa Contragolpe, da TVI 24. E foi também um enorme fiasco do programa concorrente da SIC Notícias exibido 24 horas depois, que indicara uma lista de cinco árbitros como possíveis para o clássico do Dragão. Para azar dos responsáveis deste programa, Soares Dias não integrava esta lista de onde constavam Olegário Benquerença, Paulo Baptista, Marco Ferreira e Duarte Gomes. E nela figurava ainda o inefável Jorge Sousa, que inventou dois penáltis contra o Sporting na época passada, o que diz muito sobre a tendência editorial do referido programa, reforçando o que escrevi aqui. Como se fosse aceitável tê-lo novamente como juiz deste clássico após ter acontecido o que aconteceu.

Ultrapassada esta questão, vamos ao essencial: espero que Soares Dias apite pouco e bem.

 

ADENDA: Certamente por involuntária ironia dos responsáveis do programa, Paulo Andrade ainda é referido como representante do Sporting na página d' O Dia Seguinte no portal da SIC.


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Que jogo irá fazer Fredy Montero?

Nenhuma outra partida da 1ª volta será tão importante para "El avioncito" do que a do próximo domingo.

Desde logo, pela repercussão que esta partida terá na Colômbia. Montero sabe que um grande jogo seu poderá confirmar, de vez, o seu regresso, tão desejado, à selecção. Depois, o facto de defrontar o tri-campeão nacional português, no que constitui, em teoria, o adversário mais difícil da concorrência. 

Montero já fez o gosto ao pé contra o Benfica, e para se imortalizar na galeria dos grandes goleadores do Sporting e do futebol português, convém, também, marcar contra o Porto. E aí reside uma interessante curiosidade por desvendar no domingo: os últimos dois goleadores do Sporting, Liedson e Wolfswinkel, nunca conseguiram desfeitear Helton como o fizeram aos guarda-redes do Benfica.

Será Fredy Montero mais do mesmo, ou teremos aí, finalmente, o carrasco do Porto?...

 


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"FRANGO MONUMENTAL"

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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Débora dos Santos

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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013
Padre Alberto Neto
João Paulo Palha

 

Hoje, em conversa com um amigo, lembrei-me do Padre Alberto Neto. Não, em primeiro lugar, a propósito do Sporting, antes dos nossos tempos do Pedro Nunes. Foi aí que o conheci, como professor de Religião e Moral, naquela época disciplina obrigatória e, diga-se em abono da verdade, bastante menos nociva e maleficente do que, já então, mas, principalmente, alguns anos mais tarde, muitos viriam a acusá-la. Nalguns casos, admito que poucos, de que fui testemunha, a matéria era, pelo contrário, pretexto para debates, reflexões e tomadas de consciência que propiciavam uma abertura de espírito e um conhecimento do mundo muito mais vastos do que superiormente  se pretenderia.

 

O Padre Alberto Neto foi um bom exemplo da capacidade para  despertar em adolescentes o gosto pela interrogação, pelo hábito de questionar, pela dúvida salutar e construtiva e pela curiosidade de saber. Não só nas aulas, mas também numa série de actividades paralelas que  promovia e dirigia com grande habilidade e tacto, o Padre Alberto, ao leccionar uma disciplina aparentemente pouco propícia a grandes cometimentos pedagógicos, até porque não atribuia nota relevante para a média,  conseguiu exercer uma influência mais duradoura e sólida do que alguns professores encarregados de disciplinas com outro peso curricular. 

 

A história da intervenção cívica do Padre Alberto Neto, a nível, pelo menos, de um conhecimento público mais alargado, ficou essencialmente marcada pela sua participação nos acontecimentos da Capela do Rato, de que era capelão, ocorridos na passagem de 1972 para 1973 e que desempenharam um importante papel na luta dos católicos nesse tempo conhecidos como progressistas contra a guerra colonial.

 

O Padre Alberto estendeu entusiasticamente a sua actividade ao desporto e ao Sporting, pelo qual tinha uma enorme paixão. Embora não possa dizer que ele tenha tido algum relevo no nascimento do meu sportinguismo, já que este me tinha sido incutido pelo meu pai e constituía, como continua a constituir, uma espécie de herança e marca familiar, o arrebatamento leonino do Padre Alberto, lembro-me bem, era um orgulho para mim e para muitos colegas, a quem, na figura de um professor tão ou mais ferrenho do que nós, se revelava uma personagem modelar e inspiradora. Depois de sair do Pedro Nunes encontrei-o poucas vezes. Continuava a lembrar-se de mim, como, de resto, de um grande número de alunos, e nessas ocasiões falámos sempre do Sporting, com a habitual exaltação.

 

No princípio dos anos 70, o Padre Alberto Neto foi dirigente do Sporting, tendo sido responsável pelo futebol juvenil, pela formação, como hoje se diria e, no seu caso, seria particularmente adequado, e, também, tanto quanto me lembro, pelo futebol profissional, no tempo de João Rocha.

 

O Padre Alberto foi assassinado, com um tiro, em 1987, na zona de Setúbal. A sua morte permanece, passado tanto tempo, um enigma, mas o exemplo que nos deixou de cidadão, pedagogo e dirigente desportivo é um legado que não será fácil esquecer.

 

 


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Clássicos históricos IV
Filipe Arede Nunes


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A quente
João Távora

Parece-me incompatível com os interesses do Sporting o adiamento do derby (é obrigatório?), marcado para 9 de Novembro para a Taça de Portugal. Em consonância com as palavras de Lourenço Coelho representante do clube de Carnide no sorteio da Taça quando afirma "Estamos preparados". Vamos lá então. 

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Sorteio da Taça
José da Xã

... E pronto, lá tem o Sporting de ir a Carnide eliminar mais um!


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Releio a prosa elogiosa que os principais jornais especializados em futebol dedicaram a Montero após a vitória fulminante contra o Alba na Taça de Portugal. São textos que não escondem a admiração pelo atacante colombiano que em boa hora Bruno de Carvalho trouxe para o Sporting.

Escreveu A Bola, em texto assinado por Pedro Soares:

«Foi exemplo de rigor, profissionalismo e seriedade, atributos que o convocaram para uma exibição magnífica, de encher o olho, a barriga e tudo o resto. Foi letal com a bola nos pés, dentro da grande área do Alba, e quase sempre fez o que quis dos seus opositores, movimentando-se de forma furtiva entre as linhas, o que fez com que os adversários andassem muitas vezes à sua procura... sem o ver.»

Escreveu o Record, em texto assinado por João Soares Ribeiro:

«Um matador encara a sua vítima de forma fria e, na hora da estocada final, não hesita. Foi exactamente o que fez Montero frente ao Alba, onde alcançou o seu segundo hat trick com a camisola leonina. Pelo meio ainda assistiu Wilson Eduardo (1-0), Slimani (7-1) e fez o túnel que permitiu a Vítor fazer o 6-0.»

 

Não pode ser maior o contraste entre estes apontamentos jornalísticos que sublinham com inteira justiça a excelente prestação do nosso avançado e as reacções de absurdo cepticismo com que uma parte da opinião pública sportinguista brindou a notícia da sua chegada a Alvalade, no final de Julho.

Na altura, a escolha de Bruno de Carvalho foi duramente criticada em blogues que dizem ser leoninos e cujas caixas de comentários reflectem o desvario que por vezes se apodera de certos adeptos do Sporting.

Mantenho o meu arquivo sempre actualizado. E do arquivo desenterro frases como estas, então publicadas nesses blogues:

«O Ghilas é dez vezes superior a este Montero. Este dá uma comissão maior.»
«Parece um jogador mediano, penso que será mais para fazer número.»
«Ao contrário do que diziam, ele não é craque, longe disso.»
«Dado que Montero não é um jogador de área, temos aqui alguns problemas.»
«Para mim não é um verdadeiro goleador e tenho dúvidas que faça 15/20 golos numa época.»
«Troco Montero pelo Bruma, esse é craque, é o único que me vai levar a ir a Alvalade.»
«Montero não mostrou instinto goleador.»

«Não vale a pena andar a contratar por contratar, sem dinheiro muito dificilmente se consegue qualquer acréscimo de qualidade.»

«No dia em que o Bruno [de Carvalho] contratasse mesmo um jogador a sério punha o Sporting nas primeiras páginas de toda a imprensa internacional.»


Gostaria de saber o que os ressabiados que escreveram tudo isto pensarão de Montero agora. São os mesmos que diziam que o Wilson Eduardo não tinha lugar na nossa equipa principal, que o Jefferson não sabia defender e que o Bruma era absolutamente indispensável para o sucesso do Sporting na nova época.

Razão tinha Churchill quando assinalou que os maiores inimigos estão muitas vezes do nosso lado da barricada...


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Vem aí nova caldeirada?

Depois de anos a encarar o Sporting como um clube simpático, que não fazia mal a uma mosca, o Porto, de repente, viu-se desafiado pelo antigo aliado. Fossem as declarações "sem medo" de Bruno de Carvalho, fossem os resultados e exibições que ninguém contava para este início de época.

Na final da taça de Portugal de andebol tivemos uma primeira amostra da perda de compostura dos dirigentes portistas.

Bruno de Carvalho assumiu sem rodeios que espera ser mal recebido no Dragão. Pinto da Costa, estranhamente, não tem abordado muito o jogo, excepto para referir que ainda não viu o Sporting jogar.

Das duas uma: ou o Porto está a ignorar olimpicamente o Sporting, reservando para o pós-jogo, em caso de vitória, a resposta ao Sporting, ou, que não seria de estranhar, preparam já os bastidores para tornar pouco hospitaleira a recepção ao Sporting.


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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2013

«Não há dupla como Phil Babb e André Cruz. Um inteligente, lento, com um pé esquerdo do outro mundo (seja para os livre como para passes a virar o flanco), o outro rijo, seguro e forte a sair a jogar com a bola até ao meio-campo.
Sempre fui adepto de centrais (preferencialmente esquerdinos) e este ano acho que estamos bem servidos (tanto para já como para o futuro).»

Bruno Cardoso, neste texto do Luís de Aguiar Fernandes


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Os Stromp
Jose Manuel Barroso

Inesperadíssimo o convite que me foi feito para pertencer ao Grupo Stromp. Inesperadíssimo, mas honroso. Pude constatar quanto o grupo é de sportinguistas os mais diversos, profissionalmente e quanto ao entendimento e visão dos rumos do clube. Pude constatar quanto, nele, a única ideologia é o Sporting, a sua alma. E de quanto nele, nos seus pouco mais de 50 membros, há muito da história do SCP. Aproximou-me da bela história do nosso clube, dos seus primórdios e de quanto figuras como Francis STROMP foram exemplos de dedicação que chegam até nós. Comovente esse sportinguismo!


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A derrota do Porto pode favorecer o Sporting?

É uma dúvida legítima. Afinal, uma das principais ambições do FCP para esta época passa pela Champions. A derrota de ontem constitui um duro golpe nas expectativas portistas. Por outro lado, o Porto jogou mais de 80m com menos 1 jogador, e isso poderá ter impacto na forma física com que se apresentarem domingo. De registar ainda a forma como a defesa do Zenit secou Jackson Martinez.

Em contraponto, sempre se dirá que o Porto ontem exibiu um colectivo muito sólido, com destaque para Fernando e Mangala, duas muralhas intransponíveis. Nem a expulsão de Herrera, nem as incursões de Hulk, desestabilizaram as hostes portistas. O Porto conseguiu, aliás, criar algumas oportunidades para golo.

Há virtudes que vêm especialmente ao de cima na hora da dificuldade, e ontem pareceu-me que o Porto revelou bem algumas dessas características que vão tornar a vida ao Sporting bastante difícil no próximo domingo.

Pessoalmente, pela forma como o jogo correu e a infelicidade de terem sofrido golo no fim, acho que o Porto vai encarar de forma ainda mais empenhada o jogo contra o Sporting, pelo que Leonardo Jardim deverá alertar insistentemente os jogadores de que este é, sem dúvida, o adversário mais duro que vão defrontar no campeonato.


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Clássicos históricos III
Filipe Arede Nunes


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Um asco
Pedro Correia

 

Pensei o mesmo que o Tiago Cabral, na noite de segunda-feira, enquanto via com crescente estupefacção a escolha do tema principal do programa O Dia Seguinte, na SIC Notícias, a escassos dias do clássico no Dragão.

Todo construído para denegrir o Sporting.


Foi possível, em linguagem digna de George Orwell, transformar a mentira em verdade e a verdade em mentira.
Foi possível ouvir alguém dizer, quase sem contraditório, que o Sporting não se distingue pela formação.
Foi possível ouvir alguém dizer, quase sem contraditório, que todos quantos passaram pelo Sporting acabaram por renegar o clube.
Foi até possível assistir a este pedaço de diálogo, que revela bem como o nosso clube não se encontra representado neste espaço de debate que devia ser isento e plural mas não é:
JGA - O Sporting limitou-se a aproveitar o talento de Cristiano Ronaldo. E quem realmente desenvolveu o Cristiano Ronaldo...
ROC (terminando a frase que JGA deixara incompleta) - ... É o Alex Ferguson. Eu não tenho nenhuma dúvida.
JGA - Está a ver como você sabe? É isso mesmo.

E passou-se perto de uma hora nisto. Com o Sporting, sem representante em estúdio, a funcionar como saco de pancada.

Um asco.


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O Sporting de Bruno
Jose Manuel Barroso

Sete meses passados, que mudou Bruno no Sporting? Por força das circunstâncias e/ou pela coragem de o fazer, ele:

(i) Escolheu um treinador que deu rumo a um grupo de jovens, criando-lhes uma cultura pragmática de vitória (jogo a jogo), independentemente do adversário ser forte ou fraco;

(ii) Escolheu um treinador que deu ao Sporting um futebol alegre, ofensivo, organizado - que arrasta espetadores ao estádio;

(iii) Fez regressar a auto-estima aos sócios e aos adeptos, fator importante de identificação clube-adeptos-equipa;

(iv) Encontrou soluções positivas para casos como os do Bruma e do Ilori, criando mais valias financeiras para o clube, muito convenientes nesta fase;

(v) Acertou as coisas com a banca, aproveitando, aprofundando e negociando um plano de resgate financeiro vital para a sobrevivência do clube;

(vi) Fez corajosamente as ruturas que tinham de ser feitas na estrutura e na organização do clube e da Sad;

(vii) Deu uma respeitabilidade nova ao Sporting.

Pode-se dizer que fez a reestruturação financeira do clube forçado pela banca? Pode, mas era o que realisticamente tinha de ser feito. Pode dizer-se que apostou na formação porque não havia dinheiro para mais? Pode, mas era o que realisticamente deveria ser feito. Pode dizer-se que os resultados ajudam a que os adeptos se sintam felizes? Pode, mas os resultados desportivos também têm sempre a ver com boas decisões. Pode dizer-se que ele, até à data, tem sido um bom presidente? Pode, o somatório das opções tomadas tem saldo largamente positivo e é este saldo que é relevante, quantitativa e qualitativamente. Pode dizer-se que o futuro será de leite e de mel? O futuro é sempre o resultado do presente, como disse Confúcio. Ou seja, é preciso que o devir do presente vá sempre preparando um futuro melhor. Na História e na vida, os homens valem pelo que estão fazendo e não apenas pelo que fizeram. Isto é, um dirigente, qualquer um, é sempre escrutinado e ajuízado pelo modo como vai lidando... com o seu presente.


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