Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

     

 

Andam uns quantos sportinguistas - poucos mas barulhentos - muito indignados com o processo de formação do plantel. Estão no seu pleno direito. Embora alguns não tenham esboçado a menor crítica há um ano, quando João Pereira - titular do Sporting e da selecção - foi transferido para o Valência a poucos dias do início do Campeonato da Europa - e a desastrada política de contratações anterior conduziu a um duplo efeito negativo: a maior despesa e o menor rendimento de sempre.

Recordo entretanto que no Verão de 2012 a maior polémica centrava-se em dois sportinguistas que, emprestados à Académica, contribuíram para a derrota do nosso clube na final da Taça de Portugal. Não faltou quem se insurgisse contra Adrien e Cédric por esse facto. De forma totalmente injusta.

Fiz então, e renovo agora, uma declaração de interesses: considero ambos valores indiscutíveis do Sporting e é com imenso gosto que os vejo de verde e branco.

Foi portanto com muito agrado que soube da convocação destes excelentes jogadores para o próximo encontro da selecção nacional - um particular contra a Holanda, no dia 14. Uma boa decisão de Paulo Bento, que certamente não lamentará a aposta agora feita neles. Adrien e Cédric merecem.


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«Que um Pizzi não perceba que as suas chances de chegar ao Mundial 2014 passaram de "possíveis" a "nulas" com a assinatura pelo Benfica é algo que me escapa.»

Petinga, neste meu texto


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Dúvida existencial
Pedro Correia

 

A Iva Domingues será do Sporting?

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Terça-feira, 30 de Julho de 2013

A tradição ainda é o que era. Mesmo num jogo amigável a horda de arruaceiros que compõe a claque do porto perseguiu, encurralou, agrediu e roubou os poucos adeptos do Celta de Vigo que se tinham deslocado ao Porto para assistirem ao jogo do seu clube, que tinha sido convidado para o jogo de apresentação dos portistas. Os relatos podem ser lidos aqui. Relembram-me uma história que já aqui contei. Existe um padrão. Deve ser hereditário.


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Um Senhor
Pedro Correia

Partiu um Senhor. Fernando Martins foi um dos melhores presidentes do Benfica que conheci (o outro foi Borges Coutinho). A sua memória merece o nosso respeito, à margem de todos os clubismos.


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Ontem pudemos confirmar o que já vinha sendo anunciado em blogues e ultimamente em jornais. O Sporting deixou de ter um representante no programa "O Dia Seguinte" na SIC-Notícias. Vamos esperar que os outros canais de informação, com programas de debate desportivo, emendem esta falha.


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Lembram-se do Hugo Vieira, que chegou a estar em negociações com o Sporting há um ano e acabou por assinar pelo Benfica por quatro épocas? Recordam-se do que ele disse? Pois eu lembro-me. Não de o ver jogar, mas de o ouvir falar pelos cotovelos nessa altura. Chegou ao ponto de vaticinar que o Sporting iria "arrepender-se" de ter sido ultrapassado pelo outro clube da Segunda Circular. "Tenho a certeza que sim", declarou, categórico.

"Foi uma possibilidade forte [ir para o Sporting] mas depois surgiu o Benfica e nem hesitei (...) desde miúdo que tinha uma vontade muito grande de jogar no Benfica", declarou o rapaz, inchado de prosápia, numa entrevista ao jornal A Bola. Isto depois de ter dito, noutra entrevista, que "jogar no Sporting seria fantástico".

Ninguém o aconselhou, coitado, a jogar mais e falar menos. Já então o clube presidido por Luís Filipe Vieira contratava jogadores com o fim de os desviar do Sporting, como há pouco sucedeu com Pizzi, já remetido ao Espanyol apenas três dias depois de ter sido contratado, o que quase justifica destaque no Guinness Book.

Lamento, mas o Hugo tarda em cumprir o sonho. Foi enviado por empréstimo ao modestíssimo Sporting de Gijón e depois ao Gil Vicente, clube que o formou, sem fazer qualquer jogo oficial pelo Benfica. E agora o rapaz já presta declarações de teor bem diferente, muito resignado: "É quase impossível ficar no Benfica, é muito difícil. Vou ser vendido ou emprestado".

No futebol, como na vida, convém medir o que se diz. Porque há palavras que batem no poste e entram na própria baliza, produzindo irreparáveis autogolos. Aposto que o Hugo já deve estar hoje arrependido de ter falado como falou.


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Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

«O grande tema do momento deveria ser o Roberto que tinha sido vendido há dois anos por 8,6 M€ mas que afinal só agora é que foi vendido para entrar no negócio do Pizzi que, pasme-se, não fica no clube de Carnide que o havia desviado do Sporting para o emprestar ao Espanhol! Confuso? Talvez, mas que é história que alguém devia investigar a começar pela CMVM, lá isso devia.»

Marco Lopes, neste meu texto


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Problema geracional
Eduardo Hilário

Porque é que não há bons pontas-de-lança portugueses?

 

Vamos pensar na nossa infância/adolescência e facilmente chegamos à resposta.

 

Como é que chamávamos ao nosso amigo/vizinho/colega que ficava à espera da bola junto do guarda-redes e não fazia mais nada?

 

Hummm... Essa personagem odiosa que todos desprezavam era o “mamão”!

 

Ninguém reconhecia a verdadeira importância do mamão, acabando este por ser insultado pelos outros jogadores.

 

O resultado é simples, todos queríamos sair com a bola nos pés e assim proliferaram os extremos, trincos, centrais, laterais. Todos, excepto o “mamão”.

 

Assim sendo, quando jogarem futebol, não o critiquem.

 

Saudações Leoninas


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Os jarretas (4)
Pedro Correia

 

- Então o que achaste do jogo de apresentação?

- Não gostei nada. Aliás já sabia que não ia gostar. Previ que o Sporting ia ser a pior equipa em campo e acertei. A Real Sociedad teve mais posse de bola, rematou mais e dominou o jogo durante toda a segunda parte. Os espanhóis podiam ter ganho, e até com goleada. O Sporting só não perdeu com muita sorte...

- Também achei. E já reparaste como a direcção do clube mente aos adeptos o tempo todo? Até na contagem dos espectadores. Eu não fui ao estádio, nem nunca irei enquanto lá estiver este presidente, mas pelas imagens da televisão percebia-se muito bem que não havia lá 29 mil pessoas. Os lugares estavam quase todos vazios.

- Pois era. No máximo havia 15 mil. É uma vergonha. Nunca houve tão poucos espectadores no estádio. Por isso eles têm de mentir. Agora até já obrigam as crianças a partir dos três anos a pagar bilhete!

- Tens a certeza?

- Foi o que me disseram... Assim não admira: não vão os filhos nem vão os pais!

- Olha, também não gostei da equipa. O lado direito não existiu. O Cédric estava sozinho, sem apoio. Na segunda parte andaram aos papéis...

- Eu sempre disse que a maior parte deste jogadores não tem categoria para fazer parte do plantel. E ainda querem despachar alguns dos melhores, como o Pranjic e o Jeffrén...
- Percebia-se que não tinham motivação, que estavam todos a jogar sem alegria. Viste a cara do Rui Patrício? Viste a cara do Labyad, que o Sporting não sabe aproveitar?

- E não sabem treinar remates a meia distância...

- E o do Adrien?

- Aquilo foi sorte. Não volta a fazer outro golo como aquele. Pura sorte.

- E o Ilori, que não chegou a ser apresentado? Cheira-me a esturro... Temos aqui outro caso Bruma, tenho a certeza.

- Até com o jogo de apresentação conseguem armar um circo. E sempre com o Bruno como estrela da companhia nos cartazes como se fosse uma vedeta de Hollywood! Nem imaginas o que eu odeio isto...

- Imagino, sim: eu sinto o mesmo. Sabes o que te digo? Com o Pinto da Costa nenhuma destas coisas acontece. Porque ele percebe de futebol, ele apoia os jogadores, ele sabe incutir espírito vitorioso à equipa.

- Pois sabe. E aquele equipamento alternativo do Sporting, de roxo, é horrível. Eu preferia vê-los jogar de azul e branco.

- Também eu, também eu...

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40 graus à sombra
Adelino Cunha

Pode ser do sol: mas começo a achar que estamos mais fortes. Não somos candidatos a ganhar o título, não vamos às competições europeias e não podemos comprar  jogadores como o Porto e o Benfica. Isto pode ser bom. Pode querer dizer que Leonardo Jardim tem espaço para construir sem ameaças de despedimento ao primeiro empate, pode querer dizer que haverá um maior equilíbrio de egos no balenário e pode também querer dizer que jogadores motivados pela humildade trabalham mais que os outros. Sim, pode ser do sol, mas se esta equipa jogar regularmente bem e se for construindo uma dinâmica de vitória jogo a jogo, bom, eu cá por mim começo a achar que vamos ser mais fortes do que nos anos em que papagueávamos que íamos ganhar este mundo e o próximo.  Mas pode ser do sol, eu sei.


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Domingo, 28 de Julho de 2013
Um desejo, uma proposta
Cristina Torrão

A Alemanha sagrou-se, esta tarde, campeã europeia de futebol feminino pela sexta vez consecutiva, ao ganhar por 1-0 frente à Noruega, contando, no total, oito títulos (aqui, em alemão). A final, na Suécia, à qual assistiram 41.000 espetadores, foi muito disputada, tendo a guarda-redes alemã defendido dois penáltis e sendo anulado um golo à Noruega, por fora de jogo.

 

Mesmo que a qualidade futebolística das equipas masculinas seja muito superior, o que se traduz em jogos mais espetaculares, não seria empolgante ver Portugal numa final destas? Tenho a certeza de que o país estaria em peso frente aos ecrãs televisivos.

 

O segredo do sucesso da Alemanha está no investimento intensivo no futebol feminino, pondo-o quase em pé de igualdade com o masculino, nos últimos anos. Em qualquer clube desportivo de bairro (e não só), os cartazes de incentivo à inscrição de crianças e jovens na modalidade futebolística incluem a representação de meninas, lado a lado com os rapazes. E, nas ruas, já se veem muitas meninas a jogarem à bola ao lado deles, sem qualquer tipo de preconceito. Eu própria me fartei de jogar à bola com o meu irmão, mas saía de cena, assim que surgiam outros rapazes. Em contrapartida, uma sobrinha minha alemã, quando era pequena (agora, já não lhe dá para os pontapés na bola), não tinha qualquer problema numa situação dessas, porque era aceite e respeitada.

 

Foi, por isso, com uma certa tristeza que, num número da revista Visão, comprado na minha última estadia em Portugal, vi um anúncio da Academia do Sporting apenas dirigido a meninos.

 

Talvez fosse tempo de mudar este estado de coisas e o SCP bem se podia tornar pioneiro...


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O jogo que Toshack não viu
José Navarro de Andrade

Pais e filhos, pequenos e teens, namoradas, umas mais enfadadas do que outras, namoradas que levam namorados atrás, famílias e frango no tupperware e nunca as bifanas são tão boas como no início da época em que tudo promete.

Mas ontem em Alvalade, lembrei-me de quem não se falou - John Toshack.

Ao ser anunciada a linha durante a época de 1984/85 as bancadas primeiro intrigavam-se e, lá para o fim, não se coibiam de assobiar. O que redundou num dos infinitos disparates do Presidente de então, que foi o de correr com Toshack, mais a sua táctica dos 3 centrais. Estava o galês muito à frente do seu tempo e os medíocres resultados deveram-se muito menos a esta nova concepção de futebol do que à inépcia directiva em perceber que os poderes da bola migravam para norte, numa guerra que nos afundou irremediavelmente (até hoje).

Expulsas daqui as ideias de Toshack, elas foram acolhidas com aplauso na Real Sociedad, catapultando o treinador para uma famosa carreira espanhola. E no dia em que Toshack teve que jogar contra o Sporting aos comandos dos bascos referiu com um sorriso: "nunca perdi em Alvalade" - e assim voltou a ser. Nós sportinguistas, que nascemos para sofrer e fazemo-lo com donaire, ovacionámos de pé o nosso mister galês, mortinhos de saudades dele.

Quanto ao jogo de ontem, gostaria de saber o que se viu na televisão porque estou deveras espantado com os elogios a William, um fantasma que correu por todo o lado sem nunca se encostar a quem passava por ele, falhando passes e, bem à moda de Elias, apontando para os outros na hora de pedir a bola. "Deixaram-no jogar até ao fim para ver se fica" disse o céptico sócio atrás de mim - isto deve ter sido qualquer coisa que nos puseram na cerveja, só pode... Fora o equívoco, sonhou-se com a esperança de esta vir a ser a época em que Carrillo e Labyad despertam, quais belas sonolentas que viram príncipe, que Cissé seja muito mais do que aquilo que se viu e que os putos cresçam e apareçam porque estão a fazer muita falta. Pelos menos os manos João Mário e Wilson Eduardo estão cheios de vontade.


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Acompanhar um jogo do Sporting ao som dos comentários de Joaquim Rita, na Antena 1, é um puro exercício de masoquismo. Como pude comprovar ontem, durante o Sporting-Real Sociedad. Entre o que se via no relvado e o que escutava na rádio ia uma diferença abissal: uma coisa não jogava com outra.

Aqui ficam algumas das frases que o comentador ia debitando, com aquele tom enfastiado que sempre o domina quando assiste, por dever de ofício, aos jogos do Sporting:

 

«A intensidade do jogo não tem sido muita.»

«Não estamos a assistir a um grande jogo.»

«É inevitável a saída de Rui Patrício.»

«Jefferson não é um lateral de grande qualidade defensiva.»

«Não me parece que Maurício esteja condenado a ser titular nesta equipa do Sporting.»

«Fokobo já teve oportunidade de jogar aqui contra o FCP e não foi feliz.»

«Não vai ser fácil o Sporting desfazer-se de alguns monos.»

«O Sporting não fez uma grande exibição.»

 

Só ele sabe porque não ficou em casa. E devia ter ficado mesmo.


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Quem já me lê aqui há algum tempo, sabe do meu carinho pela Real Sociedad, por influência do meu avô. Como devem imaginar, este jogo de apresentação foi para mim emocional, e levei na mesma os dois cachecóis ao estádio (o meu avô foi comigo ver a "sua" Real, mas sem cachecóis). Mas quando a bola começou a rolar, o meu carinho pela Real desapareceu, durante 90 minutos. Acima de tudo, e sempre, sou Sporting.


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Sábado, 27 de Julho de 2013

Hoje não fui ao jogo, mas foi o meu filho mais velho com a namorada. Motivos inadiáveis obrigaram-se a faltar. Vi por isso apenas a segunda parte.

E do que vi gostei!

Uma equipa com dinâmica e vontade de mostrar “serviço”. Algumas novidades no onze inicial, que se mostrou aguerrido, não obstante a estreia no Alvalade XXI, perante um público entusiasmado.

Mesmo nos momentos menos bons os sportinguistas não regateiam apoio à sua equipa. E um ou outro assobio não foi suficiente para estragar a festa.

Mas hoje, confesso, o meu coração batia mais forte. Desde 1983 que sempre olhei para a Real Sociedad com outros olhos… Vá-se lá saber porquê… Coisas de adepto!

E se há clube em Espanha do qual gosto sinceramente é esta Real.

Por isso, fiquei contente com a vitória leonina, mas ao mesmo tempo triste porque a equipa da cidade basca de San Sebastian ainda tem de trabalhar muito, se pretender ir este ano até à fase de grupos da liga dos campeões.

O Sporting pareceu-me mais bem organizado, mesmo que não tenha tido maior percentagem de posse de bola.

O que realmente conta no futebol (entre outras coisas!) são os golos. E como o do Adrien Silva raramente se vêem no nosso campeonato! Bela exibição do médio leonino.

Enfim, estou desejoso que comece o campeonato!


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«Ganhar é sempre melhor do que perder

Esta noite, na Antena 1


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Gostei

 

Da vitória. Boa estreia do Sporting, esta noite, perante os sócios. Polegares levantados para a exibição do onze leonino. E para a vitória, que não foi contra um clube qualquer: o adversário era o Real Sociedad, classificado em quarto lugar no último campeonato de Espanha.

 

Do resultado. Marcámos dois golos, não sofremos nenhum. Balanço positivo em todo o terreno.

 

Da assistência. Quase 30 mil espectadores no estádio, acompanhando este jogo amigável. Um claro sinal de apoio à equipa, sublinhado com a prolongada ovação final.

 

Da aposta do treinador nos jovens da formação. Mandou alinhar William Carvalho (um dos melhores em campo), Esgaio, Wilson Eduardo e João Mário. Fez bem.

 

Da exibição de Rui Patrício. Seguríssimo na baliza. Como sempre. Saiu aos 61', sob uma chuva de aplausos, dando lugar a Marcelo. Bruno de Carvalho faz muito bem em não baixar o preço previsto para a transferência do nosso grande guarda-redes: a época dos saldos terminou.

 

De Maurício. Promissora estreia em Alvalade. Com um grande golo de cabeça, que dedicou (e bem) ao técnico Leonardo Jardim.

 

De Adrien. Um excelente golo em zona frontal aos 54', a passe de William, após rotação - um prodígio de técnica e de força que fez levantar o estádio. Ja antes tinha marcado de forma irrepreensível o livre que deu origem ao golo de Maurício.

 

De Cédric. Imprimiu grande velocidade ao jogo. Uma boa combinação com André Martins aos 40' pelo seu corredor direito deu uma nota complementar de qualidade e emoção ao encontro, culminando num passe geométrico para a grande área dos bascos que merecia ter encontrado a cabeça do inofensivo Cissé.

 

De Eric Dier. Foi o patrão da defesa durante o tempo quase todo. Sólido, seguro, eficiente.

 

De termos bons suplentes. Uma equipa que se dá ao luxo de começar o jogo com Rinaudo no banco não pode estar tão mal como alguns comentadores garantem.

 

 

Não gostei

 

Da exibição de Labyad. Perdeu outra oportunidade - mais uma - de se afirmar como potencial titular da equipa. Demasiado preso à bola, sem dinâmica, incapaz de criar linhas de passe no seu sector. Bem substituído ao intervalo.

 

De ouvir assobios. No jogo de apresentação da equipa para a época 2013/14, alguns adeptos voltaram a cumprir uma das piores tradições do público em Alvalade: assobiar jogadores. Durou pouco, mas não devia ter durado nada.

 

Da ausência de Bruma. Mas a verdade é que não fez falta. O principal prejudicado por se ter posto à margem é ele.


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Assim é que é
Pedro Correia

Nunca mais - repito: nunca mais - o Sporting deve fazer alinhar na sua equipa principal jogadores oriundos das camadas jovens sem a devida actualização contratual que preserve os interesses do clube. Casos como o de Bruma, entretanto transformado num péssimo folhetim, não podem repetir-se. Por isso gostei de saber que os vínculos contratuais de William Carvalho e Wilson Eduardo - dois jogadores que têm dado nas vistas nesta pré-temporada - foram já prolongados até 2018, passando ambos a ter cláusulas de rescisão no valor de 45 milhões de euros. Isto na sequência do que já ocorreu com João Mário, Ricardo Esgaio e Mica: todos passaram a estar ligados ao clube por mais cinco anos, com cláusulas de rescisão idênticas às daqueles colegas.

Um sinal claro para empresários, agentes, advogados e "tutores", que pensam muito mais em adquirir dinheiro fácil do que no sucesso desportivo e na realização pessoal dos jogadores.


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Sexta-feira, 26 de Julho de 2013
Pura alegria!
Rui Cerdeira Branco
Já não me lembro do jogo, já não sei o dia, nem adversário, nem resultado. Devia ter pouco mais de três anos – ela, não eu. Foi comigo à bola. Tudo o que retenho desse dia cristalizou-se pelo meu espanto ao vê-la eufórica ao primeiro vislumbre do relvado. Quis o destino que lhe visse o rosto iluminar-se no preciso instante em que o pano verde lhe surgiu no horizonte, espreitando por uma das muitas bocas de cena que fazem de nós atores e plateia. Pulou, pulou, correu, simulou um mergulho na relva, fez todas as cabriolas que conhecia e voltou para trás puxar-me pela mão. “Anda pai, é o Sporting!”.
Ela não é fanática, hoje adora as pipocas de ir ao estádio e vai começando a querer saber os porquês da joga, mas naquele dia, naquele instante, sem que o esperasse minimamente, uma singela imagem iluminada converteu-a em plena alegria vibrante, de uma energia que me acompanhará para sempre.
Amanhã vai voltar a ser o primeiro dia. Não seremos dois mas três, acompanhados de mais uma infante.


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Noventa minutos
Zélia Parreira

Noventa minutos de pausa, de férias da vida de todos os dias. Sem prazos, sem obrigações, sem compromissos e tarefas. Só aquela bola a rolar no relvado, dez jogadores, o Rui Patrício, o treinador e a vontade indomável do Marcelo Boeck a empurrar a equipa para a frente.

 

Noventa minutos, tic-tac, tic-tac, tic-tac... O entusiasmo inflacionado dos relatadores, a tragédia de dimensão universal quando há um erro de arbitragem contra nós, o riso franco e aberto quando um dos nossos faz uma gracinha. Os aplausos aos arranques mágicos de Capel, à irreverência e juventude dos miúdos da Academia. A voz do Botas: "Sportinguistas...". O Paulinho.

 

As camisolas, os cachecóis, as bandeiras. O verde e o branco. Os gritos. Os braços no ar. Os cânticos. As frases mágicas: "É goooooolo! É do Sporting!"

 

A alma lavada. A descompressão. O reset para uma nova semana.

 

Amanhã começa a nossa época.


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Jogo de apresentação
Eduardo Hilário

No sábado, pelas 19h45m, temos o jogo de apresentação contra a Real Sociedad.

 

Já tenho saudades do ambiente no estádio, da sensação antes e depois do jogo, do convívio, etc...

 

Até amanhã e um forte abraço a todos os apaixonados.

 

Saudações Leoninas


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É isto.
Zélia Parreira


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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Lúcia Custódio

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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
Quem dá mais?
Pedro Quartin Graça


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Nunca houve tanto jornalismo desportivo - isto é, futebolístico - em Portugal. Até por isso, espanto-me que nenhum jornalista tenha ainda descoberto o misterioso paradeiro de Bruma, que permanece há várias semanas longe dos holofotes, nem tenha conseguido chegar à fala com ele, arrancando-lhe uma extensa entrevista. Se eu fosse responsável de um órgão de comunicação social, premiava o jornalista que assinasse uma peça capaz de explicar, com recurso a declarações exclusivas do jogador, como se sente ao faltar aos compromissos contratuais com o Sporting e ao permanecer todo este tempo longe dos treinos da equipa e dos aplausos dos adeptos.

Sendo Portugal um país tão pequeno, será que ninguém consegue mesmo encontrá-lo?


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Quarta-feira, 24 de Julho de 2013

Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. O advogado de Bruma veio dizer recentemente que o jovem guineense formado pela nossa academia anda "com a cabeça totalmente fora do Sporting", algo que contradiz todas as declarações públicas do jogador até agora. Um dos motivos alegados para tal transtorno de cabeça, ainda segundo o causídico, seria uma choruda proposta oriunda do Galatasaray, que lhe teria oferecido oito milhões de euros - quantia que poderia chegar aos 12 milhões.

Alguém acreditará hoje numa patranha destas quando sabemos que 12 milhões é precisamente a quantia que o mesmo clube está disposto a pagar por Oscar Cardozo? A menos que o nome do meio do Bruma seja Tacuara...


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Desejos
Francisco Mota Ferreira

Entre os milhões oferecidos por Rui Patrício e os supostos milhões oferecidos por Bruma, apenas espero que impere o bom-senso e que a solução encontrada por quem de direito seja a que sirva melhor os interesses do Sporting. Se ambos saírem, que a verba arrecadada sirva para nos ajudar a libertar do garrote financeiro em que nos encontramos e os que ficam saibam honrar a camisola que envergam e façam o melhor pelo Clube que representam. Sporting allez!


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«O futebol também é a pátria. Nos dias de hoje, um país que ainda mal emergiu no plano político e internacional pode existir porque tem uma grande equipa de futebol, alcançando, desse modo, uma forma de reconhecimento mundial. (...) Popular, mundial, muito fácil de compreender e de interpretar, muito mais fácil de acompanhar do que outros desportos como o râguebi, o futebol permite, de certa forma, uma outra valorização na cena internacional.»

Jorge Semprún, A Linguagem é a Minha Pátria. Tradução de Maria Carvalho

(Editorial Bizâncio, 2013)


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Terça-feira, 23 de Julho de 2013
Era uma vez Fredy Montero...
Rui Cerdeira Branco

A história do novo reforço do Sporting Clube de Portugal tem já uns bonecos bonitos.  Vai-se completando a tropa. Que seja feliz e que complete o melhor capítulo da sua carreira nos anos que agora começam.


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Em Portugal é assim, expulsão no sábado à noite, reunião no domingo de manhã do orgão que decide os castigos e decisão cumprida nesse mesmo domingo! E para que não existam dúvidas o presidente da AFL esclarece tudo aqui. O que vale é que são todos amiguinhos.


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Os jarretas (3)
Pedro Correia

 

- Então gostaste daquelas duas vitórias no mesmo dia?

- Quais vitórias? Aquilo alguma vez foram vitórias?

- Não foram?

- Claro que não. Precisas de ter cuidado para não te deixares intoxicar pela propaganda brunista que é repetida todos os dias nos jornais e nas televisões. Não foram vitórias. Foram empates!

- Pois...

- Os jogos terminaram empatados e foram decididos por penáltis. Ora quando isso acontece, como toda a gente sabe, a vitória pode cair para qualquer dos lados. O que aconteceu foi sorte, foi vaca, foi muito ranço! Mais nada.

- E o que achaste da atitude do treinador dos putos, o Abel?

- Detesto esse gajo. É um sonso. Até fico com urticária ao ouvir o nome dele. Quem formou a nossa equipa B não foi ele. O que sabe ele de futebol? Devia era andar muito caladinho em vez de se pôr em bicos dos pés. Só quer protagonismo mediático.

- Mas ele mexeu bem na equipa...

- Não mexeu bem nem mal. Teve sorte, nada mais. Empatar aquele jogo contra uma equipa claramente mais fraca não devia dar-lhe o direito de ter aquela prosápia toda. Ele devia era ajoelhar, como fez o Jesus no Dragão!

- Isso sim, é que foi emocionante. Tens toda a razão. Verdadeiramente inesquecível. O tipo ajoelhado e sessenta mil amas a vibrar de emoção.

- Sabes? Às vezes olho para o nosso estádio, todo verde, e fico a pensar que gostaria muiito mais de o ver azul...

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O Senhor que foi apresentado por todos como garante de competência e capacidade foi até há pouco tempo Manager, Treinador dos Treinadores e supra sumo da batata, fazendo supostamente tudo o que queria de um clube sem rei nem roque. 

 

Olhando para a novela Bruma, é bom não esquecer quem também tinha responsabilidades em salvaguardar os interesses do Sporting. Fica o registo para memória futura. 


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6 e 30 – O despertador acorda-me! Saio rápido da cama. Na casa de banho ligo uma pequena telefonia ainda a tempo de ouvir o locutor dizer: o Sporting ganhou ontem…

 

6 e 45 – Após um banho que me acorda totalmente, sigo para o quarto. Acendo a pequena televisão onde, num canal generalista, o pivôt informa: num jogo emotivo o  Sporting levou de vencida…

 

7 e 30 – Já no carro ligo o rádio uma vez e num posto emissor diferente do da madrugada alguém comunica: o Sporting regressa hoje ao trabalho após a vitória de ontem…

 

8 e 15 – Antes de entrar no café onde tomarei a primeira refeição do dia, compro o jornal Record, de preferência. A referência ao jogo do dia anterior ocupa quase toda a página com um título garrafal: Sporting demolidor. Gosto do título!

 

9 – Regresso ao gabinete. No caminho vou deixando no ar algumas piadas, especialmente aos meus amigos adeptos doutras cores clubísticas.

 

10 e 30 – Junto à máquina do café alguns colegas discutem dum jeito acalorado os lances mais duvidosos que favoreceram o Sporting. Meto-me na conversa e defendo o Sporting até à última consequência…

 

13 – Na hora do almoço alguns sportinguistas vêm ter comigo e falamos da nova equipa. Dou também os meus bitaites.

 

15 – Um sportinguista liga-me para falar de trabalho mas eu “ataco-o” com o jogo do fim-de-semana. Ficamos a alvitrar resultados.

 

17 e 30 – Regresso a casa, triste por não haver mais debates tendo o Sporting como tema.

 

20 – Aguardo pacientemente o noticiário: pode ser que desta vez consiga rever os golos do Sporting.

 

22 e 30 – Finalmente os golos vistos e revistos por um dos canais da cabo.

 

24 – Já deitado, dou por mim a descobrir que os dias deveriam ser sempre assim. Com o Sporting sempre a ganhar!


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«Tanto estes [jogadores do Sporting que venceram a Taça de Honra], como os que foram ao Canadá, apesar de talentosos, são apenas miúdos que têm que crescer como homens e futebolistas e que necessitam do nosso apoio incondicional! Ontem dei por mim a pensar que, se o jogo fosse em Alvalade, talvez a reviravolta [na final contra o Estoril] não fosse possível.»

 

Edmundo Gonçalves, neste meu texto


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Continuo a gostar.
Luís de Aguiar Fernandes

 


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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013
Opiniões
Pedro Correia

«Precioso êxito do Sporting ao conquistar a regressada Taça de Honra da AF Lisboa. (...) E ainda mais precioso este êxito por ter sido conquistado com estupenda aula prática de como se formam jovens futebolistas com qualidade individual, firme modelo de jogo e... raça.»

Santos Neves, A Bola

 

«O exemplo que os miúdos de Abel deram na Taça de Honra, devolvendo ao clube um troféu com um enorme historial, no ano do regresso da prova ao calendário, é motivo de orgulho para todos os sportinguistas e junta-se ao comportamento da equipa principal que no Canadá empatou com o crónico campeão do Uruguai, o Peñarol.»

António Magalhães, Record

 

«Foi um jogo [Estoril-Sporting] de se lhe tirar o chapéu, um jogo que fez com que o Benfica-Belenenses que o antecedeu [0-0] parecesse uma aberração, isso mesmo, uma aberração.»

Carlos Rias, A Bola

 

«Quem dava como certo que este ano os leões iam ser os 'coitadinhos', provavelmente já estará a refazer as suas previsões.»

António Magalhães, Record


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