Sexta-feira, 31 de Maio de 2013

 

A diferença que um acentozinho faz. Imaginem só esta manchete sem acento na segunda palavra: não tinha o mesmo carácter épico, pois não? Foi comovedor ver o Record - que se orgulha de ter sido o primeiro jornal português a abraçar o "desacordo" ortográfico - romper com uma das mais absurdas regras do convénio assinado em 1990 por Santana Lopes em nome do Governo português, repondo o acento na terceira pessoa do presente do indicativo do verbo parar, desfazendo assim a homografia com a preposição para que tinha sido imposta pelas luminárias do acordortografiquês.

Tudo certo, portanto. Em termos ortográficos. O mesmo não se pode dizer em termos jornalísticos: no mínimo, esta manchete da edição de 5 de Abril peca por ter sido excessivamente apressadinha. Afinal houve quem parasse o Benfica. Eu contei pelo menos três equipas: Chelsea, FC Porto e V. Guimarães.

E afinal bastaria um ponto de interrogação para o erro não ser tão flagrante. Às vezes, no futebol como no jornalismo, convém jogar pelo seguro...


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Porque, desde que se acabem as "capeladas", o Sporting chega para os "limpinhos". Nós não queremos estragar nada. Muito menos um bom sonho.


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Leoas às sextas
Pedro Correia

 

Marina Mota

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Diga lá 42...
Leonardo Ralha
Entre as excelentes indicações deste início de defeso (escolha de Leonardo Jardim e contratação do valioso Jefferson), preocupa-me a provável saída dos que ganham acima do tecto salarial (sobretudo nos casos de Rui Patrício, Rojo e Diego Capel), o poderio financeiro dos rivais (entre os poucos jogadores interessantes da Liga o FC Porto já chegou primeiro e o Hugo Viana rumou às arábias, restando pouco mais do que o Ghilas e o Steven Vitória à solta) e o numerus clausus anunciado por Augusto Inácio.

Vinte jogadores na equipa principal pode fazer sentido numa equipa em contenção financeira e sem compromissos com a UEFA, mas na prática resulta no seguinte: dois guarda-redes, quatro centrais (pelo menos um deles capaz de ser lateral), três laterais, dois trincos, quatro médios criativos, três extremos e dois pontas de lança. Parece-me muito curto.

Acrescendo a este pequeno grupo os 22 jogadores da equipa B, torna-se evidente que na próxima temporada a equipa de juniores voltará a ser desfalcada de alguns dos seus elementos mais promissores, enviados para colmatar os 'buracos' criados pela chamada de jovens valores à equipa principal. Que ninguém fique à espera do título de juniores, bem como o de juvenis, visto que também esses serão forçados a prestar serviço no escalão etário superior.


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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

 

Fábio Coentrão, vestido de branco, não conseguiu ser campeão em Espanha. Mas procurou compensar o fracasso empurrando para o pódio os que por cá trajam de encarnado. Em vez de bola, serviu-se de palavras. Demonstrando assim que é mais hábil com os pés do que com a língua: a frase dele que serviu para a garrafal manchete do Record de 8 de Maio pode ter acertado em cheio, mas equivocou-se na data: este ano, em matéria de troféus, a Luz ficou às escuras.

Fernando Gomes, ex-artilheiro do Porto, gostava de comparar cada golo a um orgasmo. Já o remate verbal de Coentrão funcionou como uma ejaculação precoce. Apetece recomendar-lhe que redija a próxima mensagem ao som do Bolero de Ravel.


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Trocas e Baldrocas.
Carlos Martins

«Entretanto no Mural do Ex: Arbitro Paulo Paraty parece que há contas antigas para acercar com os Sócios do Sporting Clube de Portugal, chega ao ponto do Arbitro de Futsal Pedro Paraty (irmão de Paulo) se intrometer em questões relacionadas com a actualidade do Sporting, é este o espelho da Arbitragem nacional» «Duarte Gomes fiel aos seus princípios não deixa de meter também a colherada.»

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Deitar foguetes antes da festa, no futebol como no jornalismo, costuma dar mau resultado. Quando isso sucede, acontecem capas como esta do Record de 30 de Abril: olhando para ela, exactamente um mês decorrido, soa a um daqueles desejos de menino em véspera de Natal que não chega a concretizar-se no momento em que se desembrulham as prendas. "É tão bom, não foi?", rematava uma velha anedota de caserna. Devidamente transposto para a actualidade desportiva e jornalística, o antigo dichote pode agora ler-se assim: esteve quase a ser tão bom, não foi?

E é que não foi mesmo.


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Pinto da Costa almoçou (parece que se acabaram as saídas à noite) com Vítor Pereira para que seja o treinador a dizer por sua iniciativa que prefere abrir um ciclo novo na carreira, mas longe do Porto, pois claro. Não sei se repararam, mas Pinto da Costa resumiu o repasto a uma enumeração de «vantagens» e «desvantagens» elencada pelo próprio mal amado. Chama-se isto auto-crítica, não é? O Porto quer que seja Vítor Pereira a arrumar os trapinhos quando na verdade está dispensar o treinador bi-campeão. Já Luís Filipe Vieira lanchou com Jorge Jesus para confirmar o acordo entre ambos, mas ainda não se entenderam porque não sabem se se trata do acordo pré-anunciado pelo presidente depois da vitória contra o Marítimo ou do pré-acordo anunciado pelo treinador depois da derrota com o Vitória. Parece que Vieira só tem acordos para treinadores que ganham e Jesus só aceita acordos quando perde. Será mais fácil fazerem o óbvio: Jorge Jesus ruma ao Porto e evita ser despedido quando perder o primeiro jogo no Benfica. Basta ligar ao Fernando Santos para saber o que dói. E nós? Nós os falidos? Nós os que quase desceram de divisão? Nós que andámos a levar porrada o ano inteiro? Nós que destituímos um presidente inepto? Nós que estamos reféns da banca? Bem, nós contratámos um treinador. Nós contrátamos um novo jogador. Nós abrimos o processo para receber pela venda aciganada do João Moutinho. Nós por cá parece que vamos bem.

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Nada como ler o jornal A Bola para deparar com notícias destinadas a tranquilizar o povo benfiquista. Como esta sobre Jorge Jesus, por exemplo, na página 2 da edição de terça-feira: "Quatro títulos em quatro anos".

 

Quatro títulos na atribulada era de Jesus?!

Intrigado, fui ler. A notícia começa em tom épico: "Melhor arranque era difícil." Pena, para os benfiquistas, estar totalmente desactualizada: esse brilhante "arranque" correspondia afinal ao campeonato 2009/10...

Sempre no mesmo tom, a prosa prossegue: "Jesus começou por empolgar com futebol de ataque, golos e muita emoção. Para aquecer os corações, foi ganhando uma Taça da Liga (a primeira de três conquistadas durante os quatro anos de mandato) e culminou em apoteose com a celebração da conquista do campeonato, em Maio, na praça Marquês de Pombal."

 

Conclusão: os "quatro títulos" a que o jornal favorito do SLB fez referência eram afinal... só um. Os restantes três - a Taça Lucílio Baptista - nem meios títulos são. Dará para "aquecer os corações"? A Bola jura que sim. Mas temos que dar o devido desconto ao periódico mais encarnado do País. Por lá, basta surgir uma pomba a esvoaçar do outro lado da janela para haver logo quem imagine tratar-se de uma águia imperial.

Mania das grandezas. Depois ninguém se admira por darem à luz prosas como esta.

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O que diz Bruno
Pedro Correia

«Queremos que as pessoas percebam que o futebol não pode ser um mundo cão. Tem de ser um mundo com regras, dentro da normalidade do que têm que ser os negócios.»

 

«Os clubes não se podem vergar aos interesses de todos que estão à volta do futebol, sob pena de acabarem. Não podemos fingir que não percebemos isto.»

 

«Não vale a pena fazer qualquer tipo de pressão, nem de agentes nem de presidentes, porque quando as coisas não são agradáveis para todos os lados não se fazem

 

«Podem já parar com essa especulação. Já disse várias vezes que não vai haver negócios de saída de jogadores para o FC Porto nem para o Benfica.»

 

«Ter pessoas a mandar bocas para os jornais a dizer que há muitas propostas não vale a pena. Quem vive à volta do futebol tem de deixar de falar com a comunicação social e vir negociar com o clube. Fala-se muito para criar expectativas. Quanto mais me tentarem pressionar, pior.»

 

«Os valores que se praticam no futebol já são obscenos, não vale a pena torná-los pornográficos.»

 

«Já se percebeu nesta época que o dinheiro não é tudo. Percebeu-se, na parte do Sporting: o maior orçamento deu o pior resultado desportivo de sempre, enquanto equipas como o Paços de Ferreira ou o Estoril, com orçamentos diminutos em relação ao Sporting, chegaram à Liga dos Campeões e à Liga Europa.»

 

«O Sporting não pode ser, com certeza absoluta, a empresa nacional que paga mais salários a toda a gente.»

 

«Não faz sentido nenhum, na cabeça de ninguém, um clube que tem o prejuízo acumulado que tem, os resultados que tem, ser das empresas que mais bem pagam em Portugal.»

 

Bruno de Carvalho, na entrevista colectiva que deu aos três jornais portugueses especializados em futebol


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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

 

Uma das ideias que o Presidente do Sporting fez passar na entrevista de ontem foi a existência de uma certa dificuldade nos processos de renovação de alguns dos jogadores mais jovens do clube (suponho que estivesse a falar, muito em particular, de Bruma e Ilori), devido às exageradas exigências colocadas em cima da mesa. É verdade que esses dossiers deviam ter sido resolvidos noutro tempo, por outras pessoas - mas essas já não moram no clube e o tempo não volta atrás. Também é certo que muita da dificuldade é imposta pela vontade dos agentes dos jogadores em obter dividendos com eles - mas esses, cada vez mais, encaram os seus representados como uma mercadoria do qual pretendem extrair o maior lucro possível e não como um atleta que devem ajudar a construir a melhor carreira desportiva. A mensagem principal deverá ser, então, transmitida e ensinada aos jogadores, pedagogia essa que deve começar e criar raízes no período da sua formação. Ensinar-lhes que a pressa é inimiga da perfeição, como diz sabiamente o povo. E contar-lhes as histórias do Alhandra e do Paulo Costa (que fugiram para o Inter e depois mergulharam numa carreira medíocre, da qual apenas Caneira, o companheiro de fuga, escapou), do Fábio Paim (que, com tudo para ser uma lenda, se afundou nas consequências da própria irresponsabilidade), do Fábio Ferreira e do Ricardo Fernandes (que, ainda juvenis, rumaram ao Chelsea em busca dos milhões e hoje, aos 24 anos, estão perdidos para o futebol) e de outros jogadores com casos semelhantes. Porque ter as fotos de Cristiano Ronaldo, Figo ou Nani a forrar as paredes da Academia e as suas histórias na ponta da língua para motivar os miúdos é fácil. Mas mostrar-lhes que o reverso da medalha também acontece, especialmente para quem tem mais olhos que barriga, poderá ser bem mais útil.


(A este propósito, vale muito a pena ler o que se escreveu no Cacifo do Paulinho e que serviu de ponto de partida para este meu post)

 


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Terça-feira, 28 de Maio de 2013

"Não fui eleito presidente do Sporting para ser gerido pelo Facebook, pelos blogues, pelos sites, pelas bancadas"

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting.


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Entrámos finalmente no defeso futebolístico ou quase (falta a selecção?). Assim sendo nas próximas semanas os jornais, especialmente os desportivos, vão estar repletos de notícias sobre as eventuais entradas e saídas de jogadores, das principais equipas de futebol.

Todavia bem vistas as coisas o defeso já começou, com a polémica transferência de Moutinho do Porto para o Mónaco, por valores ainda a exigir confirmação. É certo que o Sporting, com um interesse paralelo mas real neste negócio, sente que nem tudo foi feito com a lisura e transparência devidas.

Este poderá ser um exemplo de como em futebol tudo é válido, desde que seja para menosprezar ou menorizar o adversário. Todavia Bruno de Carvalho, mesmo com pouco traquejo nestas coisas das negociatas futebolísticas, não deixou o assunto morrer e assumiu verbalmente o “mau” negócio de Pinto da Costa. Este, claro está, não gostou da observação e quer escapar a pagar o que é devido ao Sporting.

Inicia-se bem este defeso, que vai trazer muitas novidades, não só no que se refere a jogadores mas também a treinadores. E o primeiro, ao que se sabe, será Jorge Jesus, que não aguentou a série negra deste mês de Maio, com a derrota do Benfica em três frentes. Fala-se assim da sua ida para o FC Porto após saída de Vítor Pereira. Creio, no entanto, que essa opção já foi mais viável. Verdade seja dita, ninguém quer um treinador a tomar conta da sua equipa com um currículo onde se destaca um “triplete” de derrotas.

Agora é tempo de reavaliar equipas, enumerar desejos e vontades, optar e decidir. O mercado está fraco… As disponibilidades financeiras, exceptuando algumas honrosas excepções, rasam a linha vermelha, obrigando muitos clubes a olharem para dentro de si mesmos de forma a encontrarem novas e mais baratas soluções. E neste campo o Sporting tem, não só no seu historial como na actual realidade desportiva, um “ninho” donde sai todos os anos um número de atletas com (muita) qualidade.

Deste modo, é claramente necessário que o novo treinador do Sporting observe com “olhos de ver” as camadas mais jovens de jogadores que vão desabrochando na Academia de Alcochete. Leonardo Jardim, treinador por quem nutro alguma desconfiança, tem a hipótese única de fazer um bom trabalho com óbvios reflexos num futuro a médio prazo. Fazer melhor que este ano não será difícil, mas os adeptos esperam (e desejam) sempre mais.

Deste modo é necessário dar tempo ao tempo… e não exigir do treinador, logo nas primeiras jornadas, um futebol fantástico e resultados fabulosos. Há que ser paciente!

Eu sou!

 

Publicado também aqui


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«Jorge Jesus seria uma excelente solução para qualquer equipa portuguesa.»

29 de Abril de 2012

«Jorge Jesus é um treinador importante na história do Benfica.»

7 de Maio de 2012

«O Benfica entra nesta época com a obrigação de conquistar o título.»

3 de Setembro de 2012

«O único treinador que poderia ser útil ao Sporting neste momento seria o treinador do Benfica. Jorge Jesus é um treinador de rupturas. O Sporting neste momento precisa de alguém capaz de afirmar esses princípios de exigência no seu futebol.»

7 de Outubro de 2012

 


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Parabéns, Pedro Solha
João Paulo Palha

 


Depois de, como já assinalou neste blog o Francisco Melo, os juniores do Sporting  terem conquistado o quarto campeonato de andebol da categoria consecutivo, foi a vez de Pedro Solha, ponta esquerda dos seniores, ter sido considerado o jogador mais valioso do campeonato nacional da época 2012/2013, que concluímos em 3º lugar.

 

Força, cortemos com energia o orçamento das chamadas modalidades, estas não têm direito a mais do que  uma modesta nota de pé-de-página na história do nosso clube. A confirmarem-se cortes da dimensão que foi já tornada pública, parece que eu, por exemplo, e milhares e milhares de sportinguistas como eu não fomos criados no amor ao Sporting, fomos, antes, educados no amor à sua secção de futebol. 


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Segundo A Bola de hoje, o agente do jogador terá dito que Cardozo estava de cabeça quente, teria feito o mesmo com a mãe dele. Este agente é um achado. Há já muito tempo que não me deparava com uma atenuante tão bem engendrada e de tão bom gosto. Do melhor.

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Carrega Benfica
Adelino Cunha

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A entrevista
Francisco Mota Ferreira

A entrevista de BdC dada, que surge hoje nos 3 desportivos é, em termos comunicacionais, uma boa aposta. A Bola, O Jogo e o Record estariam todos, certamente, a lutar por serem os primeiros a ter o novo Presidente do Sporting entrevistado e, BdC ao fazê-lo fora de portas, consegue o pleno, não despertando ciúmes e invejas entre os OCS e, aparentemente, mantendo a boa relação com os 3 jornais. Neste campo, foi uma estratégia vencedora.

 

Sobre a entrevista em si, confesso que, no essencial, gostei do que li. O caminho é arriscado mas, se cumprir o que lá sugere, todos ganham: o futebol no geral, o Sporting no particular. E perdem todos os que fazem do negócio de futebol uma coisa muito pouco higiénica. Mas confesso que não sei se o antes quebrar que torcer  - que o Tiago  refere no seu post - é uma estratégia que aguenta o consulado de BdC. Aparentemente, resultou, num primeiro momento com a banca (e digo aparentemente, porque os contornos das negociações que, recordo, ainda estão em curso, não são ainda totalmente conhecidos), e agora BdC tenta o mesmo com investidores, jogadores e respectivos empresários.

 

Como o próprio refere, BdC chegou a este mundo há dois meses e está a ser confrontado com realidades que muitos de nós apenas sonhamos ou desconfiamos. Sem ironias de qualquer espécie, se a sua intenção for sincera, BdC poderá representar a diferença e dar ao futebol e ao nosso Clube a "higienização" que se precisa. O meu maior receio é que, à semelhança de muitos que quiseram fazer essa mesma diferença, acabe por ser "engolido" pela "máquina" e seja recordado por ser mais do mesmo. Com a agravante que, na situação que o Sporting está, um erro (ou uma sucessão de erros) poderá acabar de vez com o nosso Clube.

 

Seja como for, a entrevista serve também de referência para todos. Sócios, adeptos, jogadores, funcionários, empresários, rivais. Daqui a uns meses, quando uma nova entrevista surgir, veremos se a determinação do Presidente é a mesma. Se for, é muito bom sinal.


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Leitura obrigatória
Tiago Loureiro

 
É obrigatório ler a entrevista do Presidente Bruno de Carvalho ao Record de hoje, na qual, sem medo, mete o dedo em várias feridas: o comportamento dos agentes com o Sporting e sua influência sobre os jogadores, os salários e as despesas principescas praticadas no clube mesmo num cenário de caos financeiro, as dificuldades desportivas que se aproximam, os podres do futebol português e a vontade de fazer diferente, por muito que isso custe. Uma entrevista corajosa e frontal, em que se percebe que, gostando-se ou não, tendo as consequências que tiver, o feitio Bruno de Carvalho é claro: antes quebrar que torcer.

 


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Exemplares
Francisco Melo

 

«Não é que não esteja interessado em jogar num clube inglês, mas acredito que o Sporting, onde são dadas muitas oportunidades aos jovens, é o melhor sítio para progredir. Alguns jogadores perdem a cabeça, quando vão para grandes clubes, talvez porque acreditam ser um grande negócio. Não tenho essa convicção. Existe ainda outra desvantagem. Nesta idade não nos dão as mesmas oportunidades de jogar que à partida terei aqui. É por isso que quero ficar no Sporting.», Eric Dier.

«É bom para os próprios jogadores que continuem a evoluir no Sporting e é preciso que os empresários pensem um pouco nisso.», Bruno de Carvalho.

Se há coisa em que a nova presidência do Sporting tem representado uma lufada de ar fresco, é no discurso. Bruno de Carvalho, ultimamente, a propósito do assédio aos leõezinhos da Academia, tem dito o óbvio, o que todo o adepto pensa, mas que, estranhamente, nunca foi afirmado de forma tão categórica e peremptória pelos anteriores presidentes do Sporting no exercício das suas funções.

A ideia de que mais vale consolidar o crescimento técnico e táctico no Sporting, como titular, do que num Chelsea ou Real Madrid, para jogar nas suas reservas, ganha ainda mais força quando é assumido por um jovem tão ambicioso e a quem todos auguram um grande futuro, como é Eric Dier.

A posição do Sporting tem de ser essa. O clube pode ficar prejudicado se um jovem em formação deixa o seu trajecto a meio, seduzido pelos €€€. Mas prejudicado maior será seguramente o próprio atleta. Se o empresário não quer saber disso, haja ao menos consciência do atleta para isso. É que é fácil seguir o percurso do Filipe Cândido. E também acabar como ele.  

 


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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

Quem disse que o Benfica já perdeu todas as frentes esta época está enganado. Sim, sim: o Calado ainda pode ganhar o Big Brother, não pode? Como dizia o outro, um título é um título. Força Calado, o Benfica está contigo.

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A equipa de juniores de andebol do Sporting conquistou, este domingo, o seu quarto campeonato de juniores consecutivo. Uma proeza fantástica das nossas camadas jovens e que merece amplo destaque.

É caso para, adaptando as célebres palavras de Jesualdo Ferreira, nos perguntarmos por que é que o Sporting, que é uma potência no andebol jovem, não tem conseguido expressar esse domínio a nível sénior.

O andebol no Sporting, modalidade que muito estimo, embora apresentando alguns resultados de relevo, nunca justificou, em pleno, a extinção do basquetebol, do voleibol ou do hóquei em patins. Naturalmente que a modalidade passou por um desinvestimento que se reflectiu nos resultados da equipa, mas fica a impressão de que se poderia ter ido mais longe no que toca a conquistas.

O "tetra" que os nossos juniores acabam de alcançar deverá servir de alerta para que também aqui o Sporting deixe de ser "banana", e traduza no escalão sénior o domínio que o tem caracterizado nas camadas jovens.

 

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Mérito
Tiago Loureiro


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Esta já tem pó
Adelino Cunha

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As três frentes
Adelino Cunha

Enquanto o Sporting se afundava à conta de Godinho Lopes, os caríssimos benfiquistas vangloriavam-se das três frentes do Benfica. Não percebo porquê, mas desde ontem que deixei de ouvir falar das três frentes do Benfica. Na verdade, o Benfica mantém-se em três frentes: frente ao Colombo, frente à Segunda Circular e frente às bombas da gasolina. São três frentes, não são?

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"Não tenho competência nem tempo para ser presidente do Sporting."


Daniel Sampaio, ex-vice presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting aqui



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Fica para a próxima

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Domingo, 26 de Maio de 2013

Assim por alto, e desde o ano 2000:

 

Sporting: 2 Campeonatos, 3 Taças e 4 Supertaças.

 

Benfica: 2 Campeonatos, 1 Taça e 1 Supertaça.

 

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Mete gelo
Tiago Cabral

Acabou a época. Se para nós foi terrível, houve quem não tenha querido ficar atrás. Os empurrões de Cardozo ao seu treinador no final do jogo de hoje dão-nos uma ideia do que se passa no balneário dos de carnide. Durante toda a época a arrogância foi a imagem de marca do treinador e de vários dirigentes encarnados. Para nós essa arrogância tocou-nos em cheio no derby disputado na luz, com a arbitragem mais vergonhosa deste campeonato a ser considerada limpinha pelo seu treinador, numa conferência de imprensa asquerosa, a trilhar na altura o que ele considerava um caminho triunfal e imparável.  Muito antes do campeonato terminar já os de carnide reservavam o Marquês de Pombal. Era o passo natural dado pelos adeptos, seguindo o exemplo dos seus dirigentes. Só que por norma a arrogância tolda a visão e o discernimento. Em pouco tempo, aquilo que era dado como adquirido, uma época de sonho, foi-se tornando jogo após jogo num impensável pesadelo. O seu treinador caído de joelhos será a imagem deste benfica.

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Tendo em conta que sou do Sporting, só desejo a vitória do meu clube. Quantos às vitórias e derrotas dos outros, tanto se me dá…

Mas quando percebo o que aconteceu hoje para o lado da Luz, fico a pensar que a vingança serve-se… gelada!

Há uns anos os meus amigos do clube rival brincaram comigo pelas derrotas sucessivas no campeonato desse ano – que foi para o Benfica – e na Liga Europa, ganha em Alvalade pelo CSKA de Moscovo. Foram momentos difíceis que tive de aguentar estoicamente.

Este ano aconteceu ao clube da Luz ainda pior. Acredito que hoje esses mesmos amigos que tanto brincaram comigo à custa das derrotas do Sporting percebam o que eu sofri naquela altura. Mas, ao contrário deles, não lhes vou dizer nada.

Porque, só de pensar no receio que eles vão ter por alguma retaliação verbal da minha parte, que nunca existirá, sabe-me muuuuuuuito bem!


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Fim de tarde
António Manuel Venda

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Um bom exemplo
Tiago Loureiro

A vitória de hoje e o bom campeonato que o Vitória de Guimarães conseguiu fazer, culminando uma época que se previa de sofrimento, prova algo que poderá servir de alento para o futuro do Sporting: a austeridade não tem de significar mediocridade. Força Sporting. E parabéns ao Vitória de Guimarães.


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Parabéns, Vitória
Pedro Correia

O Vitória de Guimarães acaba de conquistar a Taça de Portugal, pela primeira vez, com um concludente triunfo contra o Benfica de Jorge Jesus, que termina a época sem ganhar nada. Manda o mais elementar desportivismo que saibamos dar os parabéns à equipa vencedora. Aqui ficam, da minha parte, com imenso gosto.


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Parabéns!
Zélia Parreira

A semana à Peseiro acaba de ser promovida a quinzena à Jasus.

   


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Frases de leão (5)
Tiago Loureiro

«Fruta não é connosco, o Sporting não conhece muito de frutas, mas há uma coisa que temos a certeza absoluta: não somos bananas.»

 

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting Clube de Portugal


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Ficámos hoje a saber, através de declarações suas, que do atual plantel do Sporting "só o Rui Patrício teria qualidade para jogar no FC Porto". Eu acho estas suas declarações altamente preocupantes. Mas, ao contrário do que se possa julgar, eu acho-as preocupantes... para os jogadores do FC Porto, e não do Sporting. Com efeito, do plantel do Sporting faz parte Miguel Lopes, que há poucos meses atrás era jogador... do FC Porto. Será que Pinto da Costa alguma vez terá dito a Miguel Lopes que ele "não tem categoria" para jogar no FC Porto? Esta questão deveria ser esclarecida. Se nunca tiver dito isto ao Miguel, conclui-se que o presidente não é um homem digno de confiança, nem para com os jogadores do seu clube. Se eu fosse a eles, ficaria mesmo preocupado.
Fosse o selecionador um outro e a história demonstra que, no período a seguir a um jogador do Sporting receber um elogio seu, esse jogador não é convocado para a seleção. O que vale é que com o atual selecionador esta hipótese nem se põe, mas se eu fosse ao Rui Patrício que, tanto quanto eu sei, gosta muito e sente-se honrado de representar a seleção nacional, ficaria apreensivo.
De qualquer maneira, senhor presidente, consta que o senhor foi reeleito com mais de 99% dos votos. Parabéns. Para usar a mesma conhecida expressão de um simpático dirigente do PCP, eu duvido seriamente que o FCP não seja uma democracia.


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Sábado, 25 de Maio de 2013

«O SCP devia era responsabilizar (no mínimo por violação dos estatutos do clube) a pessoa que livremente vendeu o nosso capitão a um rival por metade do valor que, três anos depois, a venda dele rendeu. E note-se que, para mim, o mais importante nem é o dinheiro, é o facto, dolorosamente simples, de que, nos três anos antes da saída do Moutinho o nosso atraso somado para o primeiro lugar foi de 46 pontos, e nos três anos a seguir foi de 88 pontos.»

JPT, neste texto do Tiago Loureiro


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Não é só do senhor da foto do texto do Tiago Loureiro. Com efeito, recorda-nos o Correio da Manhã: "O Sporting vai ter direito a receber 3,5 milhões, pois detinha 25 por cento de uma venda do médio superior a 11 milhões. Além desta verba, o Sporting teria direito a receber mais 1,18 milhões pelos direitos de formação, dos quais abdicou quando contratou Miguel Lopes ao FC Porto." E se tivesse vindo o Kleber, também em Janeiro, o Sporting não teria recebido dinheiro nenhum.


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