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És a nossa Fé!

Esteve quase a ser mas não foi (3)

 

A diferença que um acentozinho faz. Imaginem só esta manchete sem acento na segunda palavra: não tinha o mesmo carácter épico, pois não? Foi comovedor ver o Record - que se orgulha de ter sido o primeiro jornal português a abraçar o "desacordo" ortográfico - romper com uma das mais absurdas regras do convénio assinado em 1990 por Santana Lopes em nome do Governo português, repondo o acento na terceira pessoa do presente do indicativo do verbo parar, desfazendo assim a homografia com a preposição para que tinha sido imposta pelas luminárias do acordortografiquês.

Tudo certo, portanto. Em termos ortográficos. O mesmo não se pode dizer em termos jornalísticos: no mínimo, esta manchete da edição de 5 de Abril peca por ter sido excessivamente apressadinha. Afinal houve quem parasse o Benfica. Eu contei pelo menos três equipas: Chelsea, FC Porto e V. Guimarães.

E afinal bastaria um ponto de interrogação para o erro não ser tão flagrante. Às vezes, no futebol como no jornalismo, convém jogar pelo seguro...

Diga lá 42...

Entre as excelentes indicações deste início de defeso (escolha de Leonardo Jardim e contratação do valioso Jefferson), preocupa-me a provável saída dos que ganham acima do tecto salarial (sobretudo nos casos de Rui Patrício, Rojo e Diego Capel), o poderio financeiro dos rivais (entre os poucos jogadores interessantes da Liga o FC Porto já chegou primeiro e o Hugo Viana rumou às arábias, restando pouco mais do que o Ghilas e o Steven Vitória à solta) e o numerus clausus anunciado por Augusto Inácio.

Vinte jogadores na equipa principal pode fazer sentido numa equipa em contenção financeira e sem compromissos com a UEFA, mas na prática resulta no seguinte: dois guarda-redes, quatro centrais (pelo menos um deles capaz de ser lateral), três laterais, dois trincos, quatro médios criativos, três extremos e dois pontas de lança. Parece-me muito curto.

Acrescendo a este pequeno grupo os 22 jogadores da equipa B, torna-se evidente que na próxima temporada a equipa de juniores voltará a ser desfalcada de alguns dos seus elementos mais promissores, enviados para colmatar os 'buracos' criados pela chamada de jovens valores à equipa principal. Que ninguém fique à espera do título de juniores, bem como o de juvenis, visto que também esses serão forçados a prestar serviço no escalão etário superior.

Esteve quase a ser mas não foi (2)

 

Fábio Coentrão, vestido de branco, não conseguiu ser campeão em Espanha. Mas procurou compensar o fracasso empurrando para o pódio os que por cá trajam de encarnado. Em vez de bola, serviu-se de palavras. Demonstrando assim que é mais hábil com os pés do que com a língua: a frase dele que serviu para a garrafal manchete do Record de 8 de Maio pode ter acertado em cheio, mas equivocou-se na data: este ano, em matéria de troféus, a Luz ficou às escuras.

Fernando Gomes, ex-artilheiro do Porto, gostava de comparar cada golo a um orgasmo. Já o remate verbal de Coentrão funcionou como uma ejaculação precoce. Apetece recomendar-lhe que redija a próxima mensagem ao som do Bolero de Ravel.

Trocas e Baldrocas.

«Entretanto no Mural do Ex: Arbitro Paulo Paraty parece que há contas antigas para acercar com os Sócios do Sporting Clube de Portugal, chega ao ponto do Arbitro de Futsal Pedro Paraty (irmão de Paulo) se intrometer em questões relacionadas com a actualidade do Sporting, é este o espelho da Arbitragem nacional» «Duarte Gomes fiel aos seus princípios não deixa de meter também a colherada.»

Esteve quase a ser mas não foi (1)

 

Deitar foguetes antes da festa, no futebol como no jornalismo, costuma dar mau resultado. Quando isso sucede, acontecem capas como esta do Record de 30 de Abril: olhando para ela, exactamente um mês decorrido, soa a um daqueles desejos de menino em véspera de Natal que não chega a concretizar-se no momento em que se desembrulham as prendas. "É tão bom, não foi?", rematava uma velha anedota de caserna. Devidamente transposto para a actualidade desportiva e jornalística, o antigo dichote pode agora ler-se assim: esteve quase a ser tão bom, não foi?

E é que não foi mesmo.

Os cotovelos em cima da mesa

Pinto da Costa almoçou (parece que se acabaram as saídas à noite) com Vítor Pereira para que seja o treinador a dizer por sua iniciativa que prefere abrir um ciclo novo na carreira, mas longe do Porto, pois claro. Não sei se repararam, mas Pinto da Costa resumiu o repasto a uma enumeração de «vantagens» e «desvantagens» elencada pelo próprio mal amado. Chama-se isto auto-crítica, não é? O Porto quer que seja Vítor Pereira a arrumar os trapinhos quando na verdade está dispensar o treinador bi-campeão. Já Luís Filipe Vieira lanchou com Jorge Jesus para confirmar o acordo entre ambos, mas ainda não se entenderam porque não sabem se se trata do acordo pré-anunciado pelo presidente depois da vitória contra o Marítimo ou do pré-acordo anunciado pelo treinador depois da derrota com o Vitória. Parece que Vieira só tem acordos para treinadores que ganham e Jesus só aceita acordos quando perde. Será mais fácil fazerem o óbvio: Jorge Jesus ruma ao Porto e evita ser despedido quando perder o primeiro jogo no Benfica. Basta ligar ao Fernando Santos para saber o que dói. E nós? Nós os falidos? Nós os que quase desceram de divisão? Nós que andámos a levar porrada o ano inteiro? Nós que destituímos um presidente inepto? Nós que estamos reféns da banca? Bem, nós contratámos um treinador. Nós contrátamos um novo jogador. Nós abrimos o processo para receber pela venda aciganada do João Moutinho. Nós por cá parece que vamos bem.

A ver pombas, de coração quente

 

Nada como ler o jornal A Bola para deparar com notícias destinadas a tranquilizar o povo benfiquista. Como esta sobre Jorge Jesus, por exemplo, na página 2 da edição de terça-feira: "Quatro títulos em quatro anos".

 

Quatro títulos na atribulada era de Jesus?!

Intrigado, fui ler. A notícia começa em tom épico: "Melhor arranque era difícil." Pena, para os benfiquistas, estar totalmente desactualizada: esse brilhante "arranque" correspondia afinal ao campeonato 2009/10...

Sempre no mesmo tom, a prosa prossegue: "Jesus começou por empolgar com futebol de ataque, golos e muita emoção. Para aquecer os corações, foi ganhando uma Taça da Liga (a primeira de três conquistadas durante os quatro anos de mandato) e culminou em apoteose com a celebração da conquista do campeonato, em Maio, na praça Marquês de Pombal."

 

Conclusão: os "quatro títulos" a que o jornal favorito do SLB fez referência eram afinal... só um. Os restantes três - a Taça Lucílio Baptista - nem meios títulos são. Dará para "aquecer os corações"? A Bola jura que sim. Mas temos que dar o devido desconto ao periódico mais encarnado do País. Por lá, basta surgir uma pomba a esvoaçar do outro lado da janela para haver logo quem imagine tratar-se de uma águia imperial.

Mania das grandezas. Depois ninguém se admira por darem à luz prosas como esta.

O que diz Bruno

«Queremos que as pessoas percebam que o futebol não pode ser um mundo cão. Tem de ser um mundo com regras, dentro da normalidade do que têm que ser os negócios.»

 

«Os clubes não se podem vergar aos interesses de todos que estão à volta do futebol, sob pena de acabarem. Não podemos fingir que não percebemos isto.»

 

«Não vale a pena fazer qualquer tipo de pressão, nem de agentes nem de presidentes, porque quando as coisas não são agradáveis para todos os lados não se fazem

 

«Podem já parar com essa especulação. Já disse várias vezes que não vai haver negócios de saída de jogadores para o FC Porto nem para o Benfica.»

 

«Ter pessoas a mandar bocas para os jornais a dizer que há muitas propostas não vale a pena. Quem vive à volta do futebol tem de deixar de falar com a comunicação social e vir negociar com o clube. Fala-se muito para criar expectativas. Quanto mais me tentarem pressionar, pior.»

 

«Os valores que se praticam no futebol já são obscenos, não vale a pena torná-los pornográficos.»

 

«Já se percebeu nesta época que o dinheiro não é tudo. Percebeu-se, na parte do Sporting: o maior orçamento deu o pior resultado desportivo de sempre, enquanto equipas como o Paços de Ferreira ou o Estoril, com orçamentos diminutos em relação ao Sporting, chegaram à Liga dos Campeões e à Liga Europa.»

 

«O Sporting não pode ser, com certeza absoluta, a empresa nacional que paga mais salários a toda a gente.»

 

«Não faz sentido nenhum, na cabeça de ninguém, um clube que tem o prejuízo acumulado que tem, os resultados que tem, ser das empresas que mais bem pagam em Portugal.»

 

Bruno de Carvalho, na entrevista colectiva que deu aos três jornais portugueses especializados em futebol

A pressa é inimiga da perfeição

 

Uma das ideias que o Presidente do Sporting fez passar na entrevista de ontem foi a existência de uma certa dificuldade nos processos de renovação de alguns dos jogadores mais jovens do clube (suponho que estivesse a falar, muito em particular, de Bruma e Ilori), devido às exageradas exigências colocadas em cima da mesa. É verdade que esses dossiers deviam ter sido resolvidos noutro tempo, por outras pessoas - mas essas já não moram no clube e o tempo não volta atrás. Também é certo que muita da dificuldade é imposta pela vontade dos agentes dos jogadores em obter dividendos com eles - mas esses, cada vez mais, encaram os seus representados como uma mercadoria do qual pretendem extrair o maior lucro possível e não como um atleta que devem ajudar a construir a melhor carreira desportiva. A mensagem principal deverá ser, então, transmitida e ensinada aos jogadores, pedagogia essa que deve começar e criar raízes no período da sua formação. Ensinar-lhes que a pressa é inimiga da perfeição, como diz sabiamente o povo. E contar-lhes as histórias do Alhandra e do Paulo Costa (que fugiram para o Inter e depois mergulharam numa carreira medíocre, da qual apenas Caneira, o companheiro de fuga, escapou), do Fábio Paim (que, com tudo para ser uma lenda, se afundou nas consequências da própria irresponsabilidade), do Fábio Ferreira e do Ricardo Fernandes (que, ainda juvenis, rumaram ao Chelsea em busca dos milhões e hoje, aos 24 anos, estão perdidos para o futebol) e de outros jogadores com casos semelhantes. Porque ter as fotos de Cristiano Ronaldo, Figo ou Nani a forrar as paredes da Academia e as suas histórias na ponta da língua para motivar os miúdos é fácil. Mas mostrar-lhes que o reverso da medalha também acontece, especialmente para quem tem mais olhos que barriga, poderá ser bem mais útil.


(A este propósito, vale muito a pena ler o que se escreveu no Cacifo do Paulinho e que serviu de ponto de partida para este meu post)

 

Futebol quase de férias! Tempo para (re)pensar

Entrámos finalmente no defeso futebolístico ou quase (falta a selecção?). Assim sendo nas próximas semanas os jornais, especialmente os desportivos, vão estar repletos de notícias sobre as eventuais entradas e saídas de jogadores, das principais equipas de futebol.

Todavia bem vistas as coisas o defeso já começou, com a polémica transferência de Moutinho do Porto para o Mónaco, por valores ainda a exigir confirmação. É certo que o Sporting, com um interesse paralelo mas real neste negócio, sente que nem tudo foi feito com a lisura e transparência devidas.

Este poderá ser um exemplo de como em futebol tudo é válido, desde que seja para menosprezar ou menorizar o adversário. Todavia Bruno de Carvalho, mesmo com pouco traquejo nestas coisas das negociatas futebolísticas, não deixou o assunto morrer e assumiu verbalmente o “mau” negócio de Pinto da Costa. Este, claro está, não gostou da observação e quer escapar a pagar o que é devido ao Sporting.

Inicia-se bem este defeso, que vai trazer muitas novidades, não só no que se refere a jogadores mas também a treinadores. E o primeiro, ao que se sabe, será Jorge Jesus, que não aguentou a série negra deste mês de Maio, com a derrota do Benfica em três frentes. Fala-se assim da sua ida para o FC Porto após saída de Vítor Pereira. Creio, no entanto, que essa opção já foi mais viável. Verdade seja dita, ninguém quer um treinador a tomar conta da sua equipa com um currículo onde se destaca um “triplete” de derrotas.

Agora é tempo de reavaliar equipas, enumerar desejos e vontades, optar e decidir. O mercado está fraco… As disponibilidades financeiras, exceptuando algumas honrosas excepções, rasam a linha vermelha, obrigando muitos clubes a olharem para dentro de si mesmos de forma a encontrarem novas e mais baratas soluções. E neste campo o Sporting tem, não só no seu historial como na actual realidade desportiva, um “ninho” donde sai todos os anos um número de atletas com (muita) qualidade.

Deste modo, é claramente necessário que o novo treinador do Sporting observe com “olhos de ver” as camadas mais jovens de jogadores que vão desabrochando na Academia de Alcochete. Leonardo Jardim, treinador por quem nutro alguma desconfiança, tem a hipótese única de fazer um bom trabalho com óbvios reflexos num futuro a médio prazo. Fazer melhor que este ano não será difícil, mas os adeptos esperam (e desejam) sempre mais.

Deste modo é necessário dar tempo ao tempo… e não exigir do treinador, logo nas primeiras jornadas, um futebol fantástico e resultados fabulosos. Há que ser paciente!

Eu sou!

 

Publicado também aqui

Pérolas de Rui Santos (38)

 

«Jorge Jesus seria uma excelente solução para qualquer equipa portuguesa.»

29 de Abril de 2012

«Jorge Jesus é um treinador importante na história do Benfica.»

7 de Maio de 2012

«O Benfica entra nesta época com a obrigação de conquistar o título.»

3 de Setembro de 2012

«O único treinador que poderia ser útil ao Sporting neste momento seria o treinador do Benfica. Jorge Jesus é um treinador de rupturas. O Sporting neste momento precisa de alguém capaz de afirmar esses princípios de exigência no seu futebol.»

7 de Outubro de 2012

 

Parabéns, Pedro Solha

 


Depois de, como já assinalou neste blog o Francisco Melo, os juniores do Sporting  terem conquistado o quarto campeonato de andebol da categoria consecutivo, foi a vez de Pedro Solha, ponta esquerda dos seniores, ter sido considerado o jogador mais valioso do campeonato nacional da época 2012/2013, que concluímos em 3º lugar.

 

Força, cortemos com energia o orçamento das chamadas modalidades, estas não têm direito a mais do que  uma modesta nota de pé-de-página na história do nosso clube. A confirmarem-se cortes da dimensão que foi já tornada pública, parece que eu, por exemplo, e milhares e milhares de sportinguistas como eu não fomos criados no amor ao Sporting, fomos, antes, educados no amor à sua secção de futebol. 

A entrevista

A entrevista de BdC dada, que surge hoje nos 3 desportivos é, em termos comunicacionais, uma boa aposta. A Bola, O Jogo e o Record estariam todos, certamente, a lutar por serem os primeiros a ter o novo Presidente do Sporting entrevistado e, BdC ao fazê-lo fora de portas, consegue o pleno, não despertando ciúmes e invejas entre os OCS e, aparentemente, mantendo a boa relação com os 3 jornais. Neste campo, foi uma estratégia vencedora.

 

Sobre a entrevista em si, confesso que, no essencial, gostei do que li. O caminho é arriscado mas, se cumprir o que lá sugere, todos ganham: o futebol no geral, o Sporting no particular. E perdem todos os que fazem do negócio de futebol uma coisa muito pouco higiénica. Mas confesso que não sei se o antes quebrar que torcer  - que o Tiago  refere no seu post - é uma estratégia que aguenta o consulado de BdC. Aparentemente, resultou, num primeiro momento com a banca (e digo aparentemente, porque os contornos das negociações que, recordo, ainda estão em curso, não são ainda totalmente conhecidos), e agora BdC tenta o mesmo com investidores, jogadores e respectivos empresários.

 

Como o próprio refere, BdC chegou a este mundo há dois meses e está a ser confrontado com realidades que muitos de nós apenas sonhamos ou desconfiamos. Sem ironias de qualquer espécie, se a sua intenção for sincera, BdC poderá representar a diferença e dar ao futebol e ao nosso Clube a "higienização" que se precisa. O meu maior receio é que, à semelhança de muitos que quiseram fazer essa mesma diferença, acabe por ser "engolido" pela "máquina" e seja recordado por ser mais do mesmo. Com a agravante que, na situação que o Sporting está, um erro (ou uma sucessão de erros) poderá acabar de vez com o nosso Clube.

 

Seja como for, a entrevista serve também de referência para todos. Sócios, adeptos, jogadores, funcionários, empresários, rivais. Daqui a uns meses, quando uma nova entrevista surgir, veremos se a determinação do Presidente é a mesma. Se for, é muito bom sinal.

Leitura obrigatória

 
É obrigatório ler a entrevista do Presidente Bruno de Carvalho ao Record de hoje, na qual, sem medo, mete o dedo em várias feridas: o comportamento dos agentes com o Sporting e sua influência sobre os jogadores, os salários e as despesas principescas praticadas no clube mesmo num cenário de caos financeiro, as dificuldades desportivas que se aproximam, os podres do futebol português e a vontade de fazer diferente, por muito que isso custe. Uma entrevista corajosa e frontal, em que se percebe que, gostando-se ou não, tendo as consequências que tiver, o feitio Bruno de Carvalho é claro: antes quebrar que torcer.

 

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