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És a nossa Fé!

Os nossos comentadores merecem sem citados

«Que eu saiba não existem pessoas preparadas nas universidades com um curso desportivo para colocarem os seus conhecimentos técnicos ao dispor dos seus clubes. Neste sentido, penso eu que a pessoa que dirige um clube em primeiro lugar deve ter uma coisa que se chama credibilidade, pois a assinatura dele vale mais que todos os cursos que se tirem.»

 

Fernando Albuquerque, neste texto do Tiago Cabral

Uma mentira contada mil vezes...

 A frase «Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade» - tão frequentemente parafraseada desde a sua origem na Segunda Guerra Mundial - é inteiramente aplicável à tão publicitada fotografia de Jeffren no banco do Sporting. Para que conste - em abono da verdade - a foto, entre muitas outras tiradas na ocasião - foi assegurada pelo fotógrafo antes do jogo começar, escassos instantes após os suplentes do Sporting se terem sentado no banco e enquanto a presença de jornalistas ainda era permitida nessa área. O jogador, acabado de se sentar, estica as pernas e pisca os olhos. No milésimo de segundo que levou para tirar a fotografia a imagem gravada é aquela que se vê nos sítios noticiosos, com o intuito único de desinformar a audiência e, por consequência, denegrir o Sporting. Que a mesma noção venha a ser perpetuada - e nos moldes que foi - neste espaço que passa por defender os interesses do Sporting Clube de Portugal é, para ser bem educado, lamentável. 

  

 Adenda: Além de eu me ter dado ao trabalho - e à despesa - de indagar a dimensão real da fotografia com quem de direito, será que ninguém reparou, entre outras questões, que Gelson Fernandes está sentado tranquilamente no banco ?

 

Refundação

Chegado a este ponto, o Sporting precisa de uma refundação urgente.

Esta é uma condição essencial para que o nosso clube volte a lutar por um lugar ao sol no futebol profissional português, recuperando influência e prestígio - dentro e fora dos estádios. É uma condição essencial para que o Sporting corresponda hoje aos pergaminhos históricos que conquistou não só no futebol mas no conjunto do desporto nacional.

As mudanças internas não podem resumir-se a um jogo de cadeiras nas quais tomam assento, à vez, os mesmos do costume - aqueles que são responsáveis pela degradação do SCP, uma das mais prestigiadas siglas do associativismo desportivo português.

Por isso falo em refundação, palavra que tantas vezes tem sido pronunciada nestes dias a propósito de outros temas. Uma refundação profunda. Refundação de normas, refundação de processos, refundação do modelo de gestão, refundação de mentalidades, refundação geracional.

Isto só sucederá com a mobilização efectiva dos mais capazes. E aprendendo com todos os erros que foram cometidos. Para que não se repitam. Nunca mais.

O nosso Sporting

Nas últimas décadas foi notório que fomos ficando para trás em relação aos nossos eternos rivais. As declarações recentes tanto de Jorge Jesus como de Pinto da Costa, afirmando que o Sporting ainda é um adversário que pode baralhar as contas, mais não são que uma demonstração de um paternalismo cínico, reflectindo sem margem de dúvida a suposta realidade: actualmente para a luta do título apenas contam benfica e porto. Para estes o Sporting passou a ser um adversário que incomoda, tipo Braga, ou Guimarães. É este o nosso estado actual.

Sendo certo que o momento presente pede reflexão cuidada, é este o estado da arte do Sporting: lutamos jogo a jogo para vencer, não apenas o jogo em si mas esta letargia que se instalou nos jogadores do Sporting.

Não é de agora a sensação que tenho de ver os jogadores do Sporting com complexos de inferioridade em relação a benfica e porto. Ao longo das últimas décadas temos assistido a um declínio do nosso clube, disfarçado por dois campeonatos e por várias taças de Portugal. O nosso declínio começou com a hegemonia, pelos meios que todos sabemos, do fc porto.

Esta letargia, esta falta de vontade de vencer, não é um estado a que os jogadores chegam por iniciativa própria. Vem de cima e vem desde há muito tempo. Presidente após presidente o Sporting tem vindo a perder a vontade de ganhar. Oiço, leio e abomino o discurso empresarial que rodeia o Sporting. Temos empresas de serviços, temos SAD, temos SPGS, transformaram-nos, enfim, numa sociedade empresarial, um grupo económico. Precisamos de um líder que olhe para o Sporting, não como um gestor olha para uma empresa. Tem que olhar e ver um clube, tem que olhar e ver a massa de adeptos como parte integrante do clube. Se há característica endógena do Sporting, é o apoio dos seus adeptos mesmo com maus resultados. Não basta a um presidente ter um discurso onde afirma que o Sporting vai ganhar um, dois, três ou sei lá quantos campeonatos. Os discursos têm a sua importância mas tornam-se irrelevantes quando depois assistimos a uma gestão do clube apenas na sua perspectiva financeira. Um clube de futebol não é, nunca foi, nem nunca será uma empresa. Um clube de futebol tem que enquadrar na sua gestão, e enquadrar no topo e não ao lado, a vertente desportiva. De que nos vale um clube como o nosso se a gestão desportiva, a conquista de títulos, vem em segundo plano?  

Para desgosto dos nossos adversários o Sporting é um grande clube. E este facto não tem discussão. Não tem discussão hoje, no presente. A nossa grandeza fez-se ao longo dos tempos, com vitórias fruto do esforço, do querer e crer dos nossos dirigentes e atletas. Mas um grande clube como o nosso pode também passar a ser apenas uma memória, evocada e lembrada com saudade.

A dormir na forma

 

A insustentável soneca de Jeffren no banco de suplentes do Sporting está a ser motivo de chacota além-fronteiras. Uma imagem que vale mais do que mil palavras.

(via Leão da Estrela)

 

ADENDA. As aparências enganam e uma fotografia também pode iludir. Jeffren afinal não dormia no banco, como já admitiu o repórter fotográfico que captou este excelente 'boneco'. Não apago o post porque sempre recusei os métodos estalinistas de eliminar imagens incómodas e entender que a história de um blogue também se faz destes percalços. Mas não quero que na internet se mantenha o texto que escrevi sem a necessária rectificação. E o indispensável pedido de desculpas a Jeffren, que pode ser criticado por vários motivos mas não por este.

Péssima gestão desportiva

Falemos de temas concretos para ilustrar a péssima gestão desportiva do Sporting. Falemos de Elias, por exemplo. Foi a contratação mais cara de sempre feita pelo nosso clube: custou 8,8 milhões de euros aos cofres já depauperados de Alvalade.

Que retorno estamos a colher deste avultado investimento no nosso pior arranque de sempre no campeonato? Ficou ontem à vista de todos, no estádio: Elias nem sequer se equipou contra a Académica, ficando fora da lista dos convocados. Excepção à regra? Longe disso: nos 13 jogos desta temporada, o dispendioso médio brasileiro actuou 90 minutos em apenas dois deles. Entrou como titular em seis outros jogos nos quais acabou substituído. Foi suplente não utilizado em duas partidas e nem chegou a ser convocado nos três restantes. Marcou um golo - contra o Horsens, na pré-eliminatória da Liga Europa. 

Custou tanto para apenas render isto. Ou não render, para falar claro.

Os gatos constipados

Andam por aí uns gatos constipados a bater no peito por causa do sportinguismo. Isto, tirado da nossa caixa de correio, é para vocês:

 

"José Navarro de Andrade:

Sempre, mas SEMPRE que se dirigir ao nosso estádio, seja à chuva ou com sol, seja de metro, carro ou a pé, seja para ir ver uma vitória ou uma derrota, lembre-se SEMPRE de adeptos, adepta neste caso, que vivem longe do nosso estádio, a 300km de distância particularmente falando, e que dariam tudo para poderem ter esse vício.
E acredite que se eu vivesse em Lx seria esse o meu maior vício, ir a alvalade SEMPRE...
Como eu o 'invejo'.

Ass: leoa Ferrenha de Viseu"

Ler os outros

Pedro Santos Guerreiro, no Record: «Franky Vercauteren vai ter de ser Harry Potter e fazer magia. E não é por Godinho Lopes, é mesmo pelo Sporting. Os problemas financeiros crónicos são agravados pelos maus resultados desportivos, que prejudicam as receitas. E hoje o Sporting não tem dinheiro para chegar ao fim do mês. É mesmo assim: todas as receitas não chegam para cobrir todos os custos. (...) O Sporting está no limite, desportivo e financeiro. Nem sócios, nem credores aguentam muito mais. É preciso um Franky naquele banco. Esperemos que não saia um Frankyenstein.»

Até ao lavar do cestos é machamba ...

 

Há alguns dias deixei no És a Nossa Fé! o texto "O fim (de Godinho Lopes)". Nele resmungando sobre o desnorteado final no Sporting do ciclo da pretensa elite socioeconómica, em tempos congregada sob o "projecto José Roquette", os "notáveis". Não sei o que virá a seguir, porventura não serão bons anos. Mas após se ter "dissipado" (uma palavra desresponsabilizadora) o património do clube e gerado um gigantesca dívida, duas presidências devastadoras como a do inconcebível Bettencourt e agora esta, a do beirense Godinho Lopes, não devem deixar grande espaço de manobra.

 

Esta fotografia, colhida no estádio de Alvalade no jogo de ontem com a Académica (retirada do jornal O Jogo, sem autoria identificada), diz quase tudo. Sobre o estado do clube, sobre o sentir dos sportinguistas.

 

Ainda assim, e porque qu'isto é bola, e nela o esférico é redondo e relva é verde, continuo a acreditar que "Este ano é que é!". O título será nosso, pois até ao lavar dos cestos é machamba ...

 

(texto escrito para o blog onde "habito", e aqui replicado)

Este Ano É Que É!

 

Nos anos 70s andava eu no liceu (que já não o era, desde que menosprezado em "escola secundária"). Na minha turma habitava um vizinho meu, futuro colega de curso, benfiquista ferrenho. Também animador da proto-claque benfiquista, nesse tempo em que os adeptos ainda não eram holigões nem tatuados neo-nazis. Era vê-los em dias de jogo dos lampiões a partirem dos Olivais, segunda circular abaixo, até ao bidé deles, por lá muito animados com as coisas do Nené e outros que assim. Um dia o benfica foi jogar a Alvalade, para a Taça de Portugal. E lá foi esse meu então colega, mais a sua simpática turba, minha vizinha. Eu também, mas para outro local na bancada, junto aos nossos, sem nos misturarmos com aquele "pessoal das barracas".

 

E como tal o que ainda hoje recordo foi o que me contaram os outros benfiquistas que ali estiveram com ele, também vizinhos, também colegas, também amigos, nisto das rivalidades da bola, que há quem insista (à falta de melhor vida ou de melhor cabeça, nem sei) em exagerar. E foi o jogo, aquele do Manoooel, em que o nosso possante e algo trapalhão avançado meteu três golos ao Benfica, sem espinhas.

 

Caminhava o jogo bem para o fim, nem cinco minutos faltavam, e na época nem havia isto d'agora dos descontos anunciados, já "Três Secos" nas redes do Galrinha Bento, e os benfiquistas a debandarem. Ali à volta do meu amigo levantavam-se os (nossos) vizinhos num "vamos embora,pá! qu'isto acabou". E ele nada disso, sem se mexer. "Vamos lá embora, pá", insistiam, na pressa de evitar as confusões finais e na azia da quase cabazada. E ele nada, impávido face as movimentações, atento ao jogo, nele embrenhado! "Então?!", invectivaram.

 

"Estou à espera do prolongamento ...", lá respondeu. Ficaram todos.

 

(Deixemo-nos de merdas, de estados de alma. "Este ano é que é!")

Andamos todos com as mãos nos bolsos

Ia começar a dizer que estou a escrever a quente, mas seria mentira: apanhei uma carga de água entre Alvalade e o carro. Estou gelado. Eu sei: estamos todos. Podia falar da táctica do Oceano. Podia falar da organização dos jogadores em campo. Podia falar das substituições. Podia adjectivar isto tudo, mas isso seria fácil, não seria? Quero falar de outra coisa. Quero falar de falta de respeito. Falta de respeito é isto, por exemplo: entre a primeira e a segunda imperial, a senhora da roulotte das bifanas, que estaciona perto do viaduto de Telheiras, aumentou os preços de 2 para 3 euros. Nem sequer os combustíveis sobem assim. Isto é uma falta de respeito sem deixar de ser também um roubo. A senhora achou que tinha condições para fazer o que fez: roubar-nos entre um courato e um cachorro-quente. Um senhor de cara esguia disse apenas isto: "é uma falta de respeito". Eu achei um roubo, mas ele achou a melhor palavra. Lembrei-me da frase quando vi a atitude do árbitro do jogo de há pouco: a lesão do Pranjic demorou quase dois minutos a ser resolvida, foram feitas 5 ou 6 substituições e o árbitro deu 3 minutos de descontos. O que sucedeu: nada. Só chuva e assobios. Na recta final do jogo, com o Sporting a pressionar e a criar oportunidades de golo, o árbitro mostrou um amarelo ao Ricky, fingiu que não viu um atraso ao guarda-redes e comportou-se com a arrogância dos fracos. Aqui, estou a falar da linguagem corporal e do sorriso. Lembrei-me do Duarte Gomes e do Olegário Benquerença. Dois árbitros medíocres que parecem agir com dolo contra o Sporting. O que quero dizer é isto: não nos respeitam. Eu ouvi há pouco dizerem na minha bancada "isto só acaba quando pendurarmos um" e calei a minha raiva. Eu ouvi há pouco ofenderem  na minha bancada a direcção do meu clube e calei a minha raiva. Eu vi há pouco a tentativa de invasão de campo e já não quis ver o que se passou depois cá fora. Vim com as mãos nos bolsos. Calado. Andamos sempre calados. Andamos todos com as mãos nos bolsos. Escolhi falar das mãos nos bolsos porque vim gelado, mas eu queria mesmo era falar sobre o resto. Esta noite, escrevo um bocado disto, mas estou a falar do resto, está bem?

Tu não merecias isto, Oceano

 

O pior arranque de sempre da temporada. Com a equipa fora da Taça de Portugal, no último lugar do seu grupo da Liga Europa e a dez pontos da liderança no campeonato. Sete pontos abaixo do Sporting de Braga. Seis jogos seguidos sem ganhar. O segundo pior ataque da Liga (só acima do Marítimo). Doze golos sofridos. Perda de dois pontos por jogo em termos médios. Derrotas consecutivas com o Videoton, o FC Porto, o Moreirense e o Genk. Empate em casa com a Académica num jogo medíocre que terminou há pouco. Mais um.

Reitero o que já escrevi aqui: quiseram queimar-te depois de terem feito o mesmo com o Sá Pinto. Tu não merecias isto, Oceano. Nós não merecemos isto.

As «leoas» também merecem aplauso

 

A equipa feminina de basquetebol do Sporting demoliu a Casa Benfica de Palmela pelo expressivo resultado de 14-111, em jogo da 3.ª jornada do Campeonato da II Divisão Zona Sul. Joana Clara das melhores no jogo com 22 pontos. As «leoas» somam três vitórias em tantos jogos e situam-se no topo da tabela classificativa. A próxima jornada será realizada no dia 11 de Novembro, frente ao Alenquer Basket.

Eu não vos perdoo

Deus sabe que vou arrepender-me de dizer isto: mas o senhor Vercauteren vai falhar. Vai falhar onde o Domingos falhou. Vai falhar onde o Sá Pinto falhou. Vai falhar onde o Oceano falhou. Vai falhar onde até o Mourinho falharia. O Sporting está numa dinâmica de falhanço há muito tempo e andamos a fingir que não vemos essa espiral a sugar-nos a vitalidade e o orgulho. Começámos por não ver porque o Paulo Bento foi ficando à frente do Benfica e nem sequer um ou outro enxovalho europeu (Bayern e Barça, lembram-se?) nos abriu os olhos.  Depois, continuámos a não ver porque andámos novamente atrás do Benfica achando que era uma "luta a três" quando eles eram apenas dois. Não olhávamos para trás. Fingíamos que não víamos o Braga. O Braga que começa a ter dimensão europeia para jogar de nariz empinado com o Manchester United. O Braga que nos coloca na segunda divisão europeia  e a perder com equipas de merda. Não arranjo melhor termo e não peço desculpa por isso. Hoje, fingimos que ainda vamos lutar pelo título quando vamos lutar pelas sobras do Braga para o terceiro lugar. Deus sabe que já estou arrependido de dizer isto, mas o senhor Vercauteren vai falhar e aqui têm em Outubro de 2012 o diagnóstico que vamos fazer em Junho de 2013:

 

1) O Sporting não tem uma gestão desportiva eficaz há demasiado tempo. Estou a falar de valorização dos activos: comprar bem e vender melhor. É fazer as contas. Dantes, vendíamos. Agora, damos. Damos mesmo. Demos o Pongolle literalmente. Demos em sentido figurado o João Pereira antes da valorização do Europeu. Somos uns gajos ricos.

 

2) Andam a fazer do Sporting uma casa de putas. Estou a falar de fugas de informação reles e de assassinatos de caracter de treinadores. Eu sei o que disseram do Domingos e logo a seguir do Sá Pinto. Eu sei mesmo. Já agora: o que teria sido do sucesso do F.C. Porto e do Vítor Pereira se os dirigentes deles fossem outros quando a pressão para o demitirem foi bárbara? Digam-me lá o que teria acontecido.

 

3) O Sporting não tem uma estratégia desportiva. Onde está o modelo de jogo que começa desde a formação até à equipa principal? Andamos a formar jogadores para 4x4x2 e depois jogamos em 4x3x3. E vice-versa. E novamente vice-versa. Já agora: digam-me lá como se articula o "projecto Odivelas" com a Academia de Alcochete? Vamos vendê-la às fatias para doer menos? Vamos ceder a propriedade e a gestão? É cara? É longe?

 

Estou cansado, sabem? Já tenho vergonha de levar a minha filha à Alvalade e isso, meus amigos, eu não vos perdoo. Não vos perdoo ir esta noite sozinho a Alvalade sabendo que virei de lá irritado.

Ser Sporting

Sou SPORTING desde que me conheço, pelo fervor da minha mãe, e preza-me dizer que o meu sportinguismo nunca vacilou através dos anos perante algumas das adversidades que surgiram no curso, quer sejam resultados desportivos ou, até, qualquer eventual contrariedade à minha preferência sobre a constituição dos seus orgãos sociais. Procuro não me precipitar no juízo que faço das outras pessoas e não me considero mais sportinguista do que qualquer outro, reconhecendo que cada um vive o Sporting à sua maneira e mediante os meios ao seu dispor. 

Preservo três eventos de maior estima no meu álbum de memórias verdes-e-brancas: 18 de Março de 1964, a espectacular vitória em Alvalade sobre o Manchester United de Bobby Charlton, por 5-0 - 15 de Maio de 1964, o histórico cantinho do Morais em Antuérpia que selou a conquista da Taça das Taças e, por fim, a inesquecível viagem de autocarro do Vidal Pinheiro até Lisboa, na noite de 14 de Maio de 2000, quando o País do Norte ao Sul saiu à rua como nunca se vira antes (ou depois) em Portugal.

A vida permitiu-me ver o Sporting pelos relvados do mundo e ainda tive a honra e o privilégio de o defrontar - de coração dividido - em diversas ocasiões. Como muitos milhares de sportinguistas vivi e sofri o jejum de 18 anos e diversos outros períodos de menor agrado da sua gloriosa história, mas, por tudo isto, não tenho memória de jamais me sentir tão emocionalmente assolado, como de há uns tempos a esta parte. Não tanto pela ausência de títulos e resultados, nem sequer pelo conturbado período que vive pelas suas dificuldades estruturais e financeiras, mas indubitavelmente mais pelo excruciante clima de negativismo que o rodeia e o aviltamento de anarquismo por oportunistas, que o impugna, frequente e impiedosamente, e ameaça asfixiar a sua existência. Identificado que está o carácter da manifestação, não existe causa para aceitar a razão de ser dos seus impassíveis extremos. Só sei «Ser Sporting» apoiando-o incondicionalmente, sobretudo nos piores momentos, e apenas me resta desejar que todos aqueles que contribuem para  a insalubridade do momento façam pausa para reflectir e reconhecer que é imperativo que a sua mais digna essência seja recuperada, quanto antes, não sejam os danos irreparáveis.

 

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