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És a nossa Fé!

Homenagem a Aurélio Pereira

Aurélio Pereira, o lendário elemento da formação do Sporting há mais de 40 anos e seu actual coordenador de recrutamento, vai ser alvo de uma muito justa homenagem, agendada para segunda-feira, dia 3 de Setembro, às 10 horas, na Academia Sporting em Alcochete. Entre os vários jogadores e outras figuras da história do Clube que lá irão estar, marcará presença o capitão da Selecção Nacional, Cristiano Ronaldo. 

Rigor jornalístico

Apesar da goleada leonina de ontem à noite, A Bola escolhe o clube-que-tem-o-campo-de-jogos-em-frente-ao-Colombo para capa da edição de hoje. E logo com uma notícia prontamente desmentida. Ainda pode vir a ser verdade até à meia-noite (e lá teremos capa outra vez amanhã...) mas hoje era mentira. 

 

Do Sporting, diz que "estão vivos". Pois estamos, todos vivos. Aliás, até temos o hábito curioso de só contabilizar adeptos vivos. Mania de sportinguista...

O que dizem eles

 

«Foi o FC Porto quem recusou 50 milhões por Hulk do Zenit. Acho ridículo ouvir-se que o conselho do Zenit não autorizou os 50 milhões, isto quando estiveram dois dos seus representantes com uma proposta desse valor pelo jogador. Por essa verba posso garantir que nem para o Zenit nem para outro clube sairá ».

 

- Jorge Nuno Pinto da Costa -

 

Observação: Considerando o estado crítico dos clubes portugueses - sem excepções - os respectivos passivos e a cada vez maior dependência em fundos para sustentar a compra de activos, ilude a imaginação que 50 milhões de euros tivessem sido recusados. Sendo verdade, no entanto, a decisão só poderá ser atribuída ao custo base do jogador - cerca de 22 milhões de euros por 85% do passe - e ainda a outros não divulgados factores que poderão condicionar a expectável liquidez de um qualquer eventual negócio. Pela reconhecida destreza do presidente do FC Porto a operar na periferia da verdade, a plausibilidade de cenários quanto a Hulk, e outros, é infinita.

Quem quer ser Lord Byron?

 

 

Joaquim Rita é conhecido por quatro coisas. Descascar no Sporting com o prazer mórbido dos caceteiros do D. Miguel. Guardar compulsivamente estatísticas sobre futebol e depois não saber como usá-las num desporto que lhe continua a ser estranho. Atamancar imagens literárias despropositadas como se fosse o Lord Byron da Travessa da Queimada. Agora não me estou a lembrar da quarta coisa pela qual é também conhecido. Adiante. Isto tudo para dizer que ontem eu também fiz as minhas estatísticas. Sim, senhor. E o que concluí? O mesmo que Joaquim Rita! Ou seja: nada. Contei remates, centros, escarradelas dos jogadores para o chão, faltas e sei lá mais o quê. Contei tudo. Aliás, estava de tal maneira concentrado neste exercício parvo que me perdi a contar os golos. Ainda bem que falo disto agora: na primeira parte, o Ricky rematou 4 vezes e marcou 1 golo; na segunda parte, rematou 2 e marcou outro golo. Conclusão estatística: 6 remates = 2 golos. Se fosse o Joaquim Rita diria que de 3 em 3 chutos, o Ricky marca um golo (isto, como diria o mesmo contabilista de coisas sem importância, desde que os remates vão na direcção na baliza). Terminando, gostei da forma como o comentador classificou uma falha ao minuto 81: "Elias a pentear a bola". Primeiro, dado ter sido uma falha, quanto muito, seria o Elias a pentear-se na bola. Segundo, e não menos relevante, Elias é careca. Queres mesmo ser Lord Byron?

Obrigada

Deixo as análises do jogo (fantástico) para os entendidos. Passei por aqui só para dizer muito obrigada.Tinha sede desses golos.

 

   Futebol se joga no estádio?

 

    Futebol se joga na praia,

 

    futebol se joga na rua,

 

    futebol se joga na alma.

 

    

 

    A bola é a mesma: forma sacra

 

    para craques e pernas-de-pau.

 

    Mesma a volúpia de chutar

 

    na delirante copa-mundo

 

    ou no árido espaço do morro.

 

    

 

    São voos de estátuas súbitas,

 

    desenhos feéricos, bailados

 

    de pés e troncos entrançados.

 

    

 

    Instantes lúdicos: flutua

 

    o jogador, gravado no ar

 

    - afinal, o corpo triunfante

 

    da triste lei da gravidade.

 

 

Carlos Drummond de Andrade

Treinador de bancada

 Rui Patrício

 

                                                           Cédric                            Boulahrouz       Rojo                     Insúa

 

 

Adrien Silva (na ausência de Rinaudo)

 

 

Elias

 

Carrillo                              Labyad

 

Viola

 

 

Ricky

 

Este sistema prescinde de alas colados à linha, com Carrillo e Labyad com a responsabilidade de preencher os corredores mais interiores, aparecer no miolo mediante as circunstâncias de jogo e deixar as alas para os laterais. Viola aparece no apoio a Ricky e a dar cobertura à zona entre sectores. Elias fará o mesmo, mas mais recuado e Adrien reforça a defesa, pela frente, e Elias por detrás. Por Viola não estar inscrito para esta fase da Liga Europa, colocaria Carrillo no lugar dele e Capel no lugar de Carrillo, preferencialmente do lado esquerdo e Labyad mais à direita.

 

Uma mera teoria como outra qualquer, mas gostaria de ver a experiência, especialmente frente ao Horsens, equipa que irá aparecer no constante contra-ataque e com velocidade.   

                                                                                                                                                                                                         

Um verdadeiro Leão

Hoje, 20.30H, vamos esperar um jogo de viragem desta situação. Acredito, mais que o apuramento, nem equaciono outro cenário, o que nós Sportinguistas queremos é uma verdadeira equipa em campo. Quero ver os jogadores a correr, a entrar à bola sem medo e com confiança. Quero ver todas as bolas disputadas e ganhas. Quero ver os jogadores a jogar de cabeça levantada. Quero raça e também quero que demonstrem finalmente a qualidade que ninguém duvida que têm. E se Sá Pinto crê que o Sporting está muito forte, quero vê-lo no banco como me acostumei a vê-lo em campo. A lutar, a berrar, a sofrer e a levar a equipa com ele.

Ponham os olhos nisto

 

Existem duas pessoas que olham para o futebol do Sporting e não percebem o que se está a passar: eu e o Stevie Wonder. Não é grave. Mas não deixa de me chatear. Este é o treinador que ressuscitou a equipa no ano passado, que quase nos levou à final da Liga Europa e que nos deixou a um passo da classificação para a Liga dos Campeões. Sobre a Taça de Portugal que fale o Stevie Wonder. Mas fizemos bons jogos. O guarda-redes é o mesmo, os defesas centrais são melhores e a troca do João Pereira pelo Cédric não se tem notado. O Insua continua a mostrar literalmente os dentes todos. Os extremos são os mesmos e se Capel continua bom, o Carrillo está ainda melhor. O Ricky continua a ser giro e, de facto, está a falhar mais golos do que o Stevie Wonder. Mas é o mesmo e todos sabemos que é um bom jogador. No meio-campo, o Elias mantém a regularidade do ano passado: joga sempre abaixo do que esperamos dele. O Rinaudo continua lesionado. Mas sim, se alguma mudou, mudou o meio-campo. Schaars encostou para o Gelson Fernandes e o lugar do Matias ficou para Adrien. Adrien, é o jogador a quem Stevie Wonder não vê as qualidades sobre-humanas que o tornaram "número 10". Tirando o facto de ter feito tantas capas de jornais no Verão como a Rita Pereira nas revistas. Todos os especialistas dizem que o problema está aqui: no meio-campo. Toda a gente quer ser "número 10" apesar de muitas vezes serem apenas um "número 8" ou mesmo "número 6". Não há bem um "número 10". Falta "entrosamento". O treinador está a "hesitar". Enfim, já estou como o Stevie Wonder: vejam lá se resolvem isso porque eu quero ver futebol. São poucas mexidas para tanta tremideira. Eu sou como o Joaquim Rita: não percebo grande coisa de futebol, mas sou capaz de falar como se percebesse. Basta dizer coisas parvas como "equipa cínica" e "futebol arrogante". É com essa autoridade literária que imploro: Ricardo, obrigado por responderes às minhas mensagens de telemóvel, mas põe lá a nossa equipa a jogar à bola. O Stevie Wonder vai gostar de ver e eu também.

Portugueses fazem história

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a conquista da Supertaça espanhola, José Mourinho é o primeiro treinador da história do futebol mundial a vencer Liga, Taça e Supertaça em quatro países diferentes. Para não ficar atrás, o «nosso» Cristiano Ronaldo marcou o golo da vitória no segundo jogo da competição e igualou o recorde de Ivan Zamorano, ao tornar-se o segundo jogador da história do Real Madrid a marcar em cinco clássicos consecutivos com o Barcelona. 

 

O Hóquei em Patins está de volta

A equipa principal de Hóquei em Patins do Sporting está de volta à Primeira Divisão Nacional e, para o efeito, inicia os trabalhos de pré-época com um estágio na Academia Sporting. Estão agendados treinos bi-diários, com trabalho em patins no Pavilhão do Seixal e actividades físicas na Academia.

 

Recorde-se que para encarar a nova responsabilidade, o Sporting reforçou-se com quatro hoquistas: Diogo Lã, Carlos Trindade, Carlos Garrancho e Tiago Nogueira.

As lamúrias do costume

Um jogo menos bem conseguido, um resultado dececionante, três pontos perdidos em casa. Irrita qualquer adepto, eu incluído nesse rol. Mas, apesar disto tudo, excluo-me do rol dos lamurientos, dos negativistas e dos masoquistas. Sou assim, porra! Astral alto, aberto às críticas mas não bebé chorão, mais de cerrar os dentes, quando as coisas correm mal, e seguir em frente.

Sou mau sportinguista, eu sei. Deveria arranhar-me, torcer os olhos em desespero, achar que o mundo acaba num jogo, partir à desfilada contra dirigentes, técnicos, jogadores etc. Dizer hoje uma coisa, amanhã outra e depois o seu contrário. E concordar com o meu colega de bancada que, na segunda à noite, lamentava, dominado pela emoção, não termos o Acosta ou o Liedson. (Quando o olhei e lhe lembrei que o Liedson esteve muitas e muitas jornadas sem marcar, que o Ricky na primeira temporada de Sporting marcou mais golos que o Liedson e o Acosta nalgumas das suas épocas e que nos primeiros seis meses se chamavam todos os nomes a um Acosta que parecia deceção - ele parou o seu linguajar e concedeu: «pois é, a gente esquece isso»).

Pois é, esquecemos. Ficamos impacientes ao menor obstaculo, a nossa tão afirmada fé torna-se num bruaha enraivecido e dá lugar à dúvida e à auto-mutilação. Temos ou não temos fé? Somos ou não somos fortes para ultrapassar as dificuldades? Muitos de nós somos assim-assim, como todos os inseguros. E transmitimos essa insegurança para aqueles que amamos. Somos o Sporting, dizem os nossos detratores. Seremos? Eles agradecem.

Não ver a floresta pelas árvores

A onda de críticas de que Ricky van Wolfswinkel tem sido alvo por parte de sportinguistas - não todos, obviamente -frustrados pelos decepcionantes resultados dos primeiros três jogos oficiais da época, é acentuadamente injusta e, sobretudo, irrealista. É por de mais evidente que o colectivo não tem estado bem - muito pela precária construção de jogo que leva à escassez de golos - e a tendência mais natural é individualizar culpas à conveniência. É o caso proverbial de não ver a floresta pelas árvores. O jovem ponta-de-lança ainda não possui a maturidade competitiva que lhe permita separar-se da insuficiência da equipa e resolver jogos à primeira oportunidade ou, como tem sido o caso no Sporting, às escassas «meias-oportunidades» que lhe têm sido proporcionadas. Quer se queira quer não, com o leque de médios no plantel, ainda não surgiu um patrão do meio campo, um número dez com a visão e os mecanismos para sustentar as manobras ofensivas e penetrar o miolo com regularidade. Esta lacuna afecta o todo da equipa e muito mais aqueles com a maior responsabilidade de marcar golos. Ricky van Wolfswinkel marcou o total de 25 golos na época passada; 14 na Liga, 5 nas taças e 6 na UEFA. Aparentemente, nem estes números satisfazem alguns, menosprezando o feito, apontando para os que surgiram através de grandes penalidades, quase como se este tipo de lance seja uma brincadeira de crianças, quando até Cristiano Ronaldo e Leonel Messi as falham e, curiosamente, poucos são os pontas-de-lança que assumem a responsabilidade.

 

Para sublinhar a competência do jogador «leonino» - já para não evocar a enorme margem de progressão - seleccionei, para comparação, os melhores marcadores de seis clubes que foram campeões na época passada:

 

- Siem De Jong (Ajax) : 13 golos no campeonato, o total de 17 na época.

 

- Alessandro Matri (Juventus) : 10 golos no campeonato, o total de 10 na época.

 

- Kevin Mirallas (Olympiacos) : 20 golos no campeonato, o total de 20 na época.

 

- Robert Lewandowski (Borussia Dortmund) : 23 no campeonato, o total de 30 na época.

 

- Aleksandr Kerzhakov (Zenit) : 23 no campeonato, o total de 24 na época.

 

- Sérgio Aguero (Manchester City) : 23 no campeonato, o total de 30 na época.

 

É evidente que excluí o gigante Real Madrid, por exemplo, onde Ronaldo, Benzema e Iguain somaram 89 golos na Liga, quase inacreditável. É de desejar que este resumo permita uma melhor perspectiva do contributo do nosso avançado holandês e reduza os excessos críticos.

 

Is anybody out there?

“I don't wanna be left/In this war tonight/Am I alone in this fight?Is anybody out there?”


 

Desde que me conheço que tenho um certo jeito para arranjar lenha para me queimar. Por vezes consigo travar a tempo, mas noutros momentos, quando noto por onde me meti, já é demasiado tarde para voltar atrás. É possível que isso explique porque sou sportinguista.

Faço planos desvairados, anoto mentalmente  em êxtase “custe o que custar ir assistir ao jogo em que o Sporting conquista o título”, como se Bona fosse à distância de um piscar de olhos. Adiante. Envolvo-me num turbilhão de ideias que, iludo-me, concretizadas iriam pôr a finalmente jogar a hipnotizada equipe (conheço vários métodos usados pelos curandeiros africanos) e que fariam sorrir os desconsolados (nós). Quando retomo a consciência (ao ler a imprensa desportiva, argg) assusto-me com as tolices que imagino.

Nunca ser sportinguista foi fácil, nem para fracos, mas ó Ricardo darling, vê lá se reages, porque no peito uma leoa também bate um coração (frágil e que precisa de mimos, leia-se vitórias).

Rolar cabeças

Para poder salvar ainda esta época é preciso que comecem já a rolar cabeças no Sporting Clube de Portugal. Para mim, a primeira a rolar é a do médico que anda a receitar aquelas merdas ao Sá Pinto. Os jogadores estão a ser mal orientados e o Sá mal medicado. Há medicamentos cujos efeitos secundários provocam alterações ao nivel da consciência e da realidade. A equipa está a jogar à velocidade a que o Sá Pinto fala, devagarinho. Como se costuma dizer, a jogar à imagem do treinador. Resumindo, o problema do Sporting neste inicio de época parece-me ser de ordem quimico/técnica.

Vozes de café

Num café-pastelaria perto do estádio de Alvalade ouvia-se bem alto o seguinte:

- Não me lixes, pá, porque a coisa não é para brincadeiras... O ambiente no balneário não está nada bom... o Rinaudo não joga e há jogadores que estão contra a decisão... o Patrício passou a ganhar uma pipa de massa até mais que o treinador e há jogadores que disseram para ser ele a correr... diz-me pá, onde está o Rinaudo? O que tem ele? Onde está o Viola? Toca ou não? Onde está um ponta de lança goleador para o holandês sentir que o lugar não é cativo?... Diz-me lá, pá?...

Da verde esperança à amarga derrota

 

É evidente, é o que toda a gente constata neste Sporting de início de época: a falta de entrosamento da equipa nota-se principalmente no miolo do meio campo onde actuam três jogadores de perfil muito semelhante. Nenhum deles imprime explosão e criatividade para interligar o jogo com o ponta de lança. Quanto ao entrosamento, apenas o tempo resolverá, mas Sá Pinto não se livra de uma escolha “dramática”: deixar no banco uma de duas primas-donas, Elias ou Adrien, por troca com Labyad ou André Martins por forma a imprimir dinâmica e municiar o ataque. E depois acreditem que Wolfswinkel não é o problema do Sporting. Problema é não ter concorrência. 

De resto, como não vivemos dos anos dourados do passado, resta-nos conviver com esta inquietação, condição intrínsecas a um amor maior. O Sporting. 

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