Sábado, 30 de Junho de 2012

Podíamos ter sido mais mas (modéstia à parte) fomos bons. E quase todos pontuais. Mal chegou a hora combinada, eight o' clock, vários membros deste blogue começaram a afluir ontem ao local da reunião: a cervejaria Nacional. No Alvaláxia, claro. A curtíssima distância do nosso estádio. Numa mesa em quadrado (noutros tempos teria sido em losango), instalámo-nos à conversa.

Passo a apresentar os comensais: Alda Telles, Constança Martins da Cunha (ladies first). O nosso estimado patriarca, José Manuel Barroso. O benjamim do blogue, Alexandre Poço. O colega que veio mais de longe, José Teixeira (desfiando saborosas evocações de Moçambique). O Francisco Mota Ferreira, que partilhou connosco alguns episódios dignos de filme vividos recentemente em Bissau. O Luís de Aguiar Fernandes e o Pedro Oliveira, ambos estreantes nestes repastos. E o José Navarro de Andrade e o Eduardo Garcia da Silva, já repetentes. Além do signatário desta prosa, ao vosso dispor.

Alguns apareceram equipados a rigor ao jantar - isto é, de verde. E a conversa? Foi excelente, posso garantir-vos.

Sem cometer inconfidências adianto que trocámos impressões sobre a direcção do clube, a última época, as possíveis contratações, a boa prestação da selecção nacional no Euro 2012 (com o Sporting a confirmar-se como notável escola de talentos), os boatos transformados em manchetes de jornal ao serviço de estratégias demasiado evidentes e a certeza generalizada entre nós de que na nova temporada 2012/13 é que os nossos sonhos vão tornar-se enfim realidade. Comeu-se o pão, marcharam as azeitonas, atacou-se a sopa de alho francês (houve quem sugerisse que caldo verde teria sido mais apropriado). E não faltaram cavalheirescas farpas ao presidente de um certo clube que só agora parece ter acordado para o "ecletismo" que as modalidades proporcionam.

Sucediam-se as gargalhadas a propósito das acrobacias "técnico-tácticas" de certos comentadores que não acertam um vaticínio e algumas histórias picantes de estrelas que já abandonaram os estádios mas não os estúdios. Aí a nossa equipa dividiu-se: uns optaram pelas imperiais, outros escolheram sangria. Fez-se um balanço deste meio ano de actividade do blogue e trocaram-se sugestões para o futuro próximo. Isto enquanto chegava o bife - ou simplesmente grelhado ou com molho. "E se fizéssemos uma série dedicada às mulheres dos jogadores?", sugeriu um dos estetas presentes à mesa. Oferecendo-se, desde logo, como mão-de-obra gratuita para tão espinhosa empreitada.

Combinámos avançar em breve com uma série colectiva, que sirva de traço de união entre todos os membros do blogue - incluindo os mais preguiçosos. Chamar-se-á Os Nossos Ídolos e vai começar da melhor maneira, asseguro-vos eu, que tenho o estranho hábito de fazer prognósticos antes do jogo.

Veio o gelado, chegaram os cafés e a conversa prosseguiu para além do período regulamentar, num prolongamento que durou bem mais de meia hora. Só não acabou na marcação de grandes penalidades.

Nem houve cartões encarnados, como é evidente. A nossa cor é outra. A celebrizada por Camões, sportinguista avant le lettre: «Verdes são os campos, / De cor de limão: / Assim são os olhos / Do meu coração.»

 

 

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Confirma-se, o Sporting vai ter um equipamento alternativo cor de laranja. Já vi com os meus próprios olhos o dito cujo na Loja Verde do Alvaláxia. Faço já uma declaração de interesses: apesar de serem esteticamente agradáveis, não gosto que o Sporting equipe com um equipamento destes, passe a redundância. Dirá o leitor que é um tema menor e que pouco interessa discutir a cor do equipamento alternativo, pois o que interessa é que o oficial seja listado a verde e branco com calções pretos. Eu até estaria disposto a concordar, não fosse o caso de o Sporting jogar tantas vezes com o alternativo, nomeadamente em jogos europeus fora de casa, o que não deveria acontecer, pois é – principalmente - nesses jogos que temos de nos apresentar com as nossas célebres listas horizontais de verde e branco.

 

Este ano, que me lembre, jogámos pelo menos duas vezes com o alternativo em jogos europeus, com o Metalist Kharkiv e com o Athletic Bilbao. Reitero, a não ser que joguemos com “equipas verdes” (como o Werder Bremen ou o Celtic) devemos sempre jogar com o nosso equipamento principal. Mas como tal não acontece, quer seja devido às regras da UEFA quer seja por decisão do clube, o dito alternativo assume uma preponderância maior no nosso dia-a-dia. Ora, é aqui que a porca torce o rabo quando vê o Sporting a equipar de laranja.

 

Primeiro motivo: o laranja não é uma das nossas cores, pelo menos foi assim que sempre me ensinaram. Em Alvalade, as cores reinantes são o verde, o preto, o branco e o amarelo. Não há espaço para essa cor quente, que embora, não seja a coisa mais abominável do mundo, nada tem a ver com o nosso clube.

 

Segundo motivo: talvez a ideia seja imprimir uma "lógica mecânica" à equipa, se tivermos em conta o paralelismo com o equipamento da selecção da Holanda. Mas até nesse aspecto a ideia sai furada, pois no Euro que agora termina a laranja foi tudo menos mecânica. Talvez Schaars se sinta bem com aquele fato vestido, mas não é motivo suficiente para nos impor a eufórica cor.

 

Terceiro motivo: a cor de laranja é muitas vezes associada a uma disposição enérgica e é frequentemente usada para chamar a atenção. Ora, eu até compreendo a ideia, pois é bom dar energia e centrar as atenções nos nossos rapazes, mas só se acreditarmos que por um qualquer processo osmótico as características cromáticas das camisolas passarão para os corpos dos jogadores. E mais, o que é importante é captar a atenção pelo futebol jogado e pelas vitórias da equipa e não pela fatiota que veste.

 

Quarto motivo: se atentarmos nas características constituintes da cor de laranja, vemos que é uma cor terciária, à qual se chega pela junção do vermelho (cor primária) com o amarelo (cor secundária). Mais uma vez, é razão para franzirmos o sobrolho, pois jogar com um equipamento que é uma derivação do vermelho faz-nos engolir um grande sapo e eu não sei até que ponto é que o Visconde não se contorce no seu túmulo por ver o Sporting a jogar com cores tão próximas do rubro.

 

Em suma, um equipamento que descaracteriza. Um equipamento que, se pretende ajudar a criar uma equipa “mecânica”, vem em mau momento, pois a sua pátria-mãe não está na melhor das situações. Um equipamento vaidoso e fanfarrão que quer chamar para si aquilo que queremos que esteja focado no futebol da equipa. E por fim, um equipamento demasiado escarlate para tão nobre instituição como é o Sporting Clube de Portugal.

 

Abaixo o equipamento!

 

Morra o laranja, morra! Pim!


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O Comité Executivo da UEFA aprovou hoje, entre outras medidas, uma nova competição no escalão sub-19 à experiência por dois anos, efectivo na época de 2013-14. As equipas disputarão uma fase de grupos semelhante à da Liga dos Campeões, mas a seguinte, a eliminar, será disputada a um só jogo, representando um máximo de dez jogos, com as meias-finais e finais a decorrerem em campo neutro. Existe, no entanto, uma muito importante estipulação : o acesso à competição será reservado às equipas dos 32 clubes elegíveis a competir na fase de grupos da «Champions». Por outras palavras, no caso concreto do Sporting, os seus sub-19 só ficarão aptos se a equipa principal se apurar para a fase de grupos da Liga dos Campeões através da sua classificação na época que se aproxima de 2012-13. Mediante o pertinente «ranking» da UEFA, serão apurados directamente para a fase de grupos os primeiros dois classificados da Liga portuguesa e um terceiro, que disputará o «play-off». Além da existente considerável compensação financeira, esta nova competição representa um acrescido incentivo para os clubes portugueses.

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«Estão de parabéns Paulo Bento e os jogadores que fizeram um 'muito bom' Campeonato da Europa, mas deixem-me estender igualmente essas felicitações a Manuel José, Carlos Queiroz, Luís Figo e Rui Costa. Sem eles, talvez não tivesse sido possível 'unir o grupo' - uma das melhores qualidades reveladas pela Selecção neste Europeu.»

Ontem, no Record


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Um estudo internacional desenvolvido pela «OMD» - agência Omnicom Media Group - analisou os temas sobre os quais os fãs de futebol falam, de quem gostam no Facebook, quem seguem no Twitter, como é que seguem os jogos, como as novas tecnologias estão a ganhar importância na relação dos fãs com o futebol, e como as marcas e os patrocinadores se posicionam. Uma das conclusões apuradas é que Cristiano Ronaldo é o jogador europeu mais influente - seguido e popular - no Facebook e Twitter, à frente de Wayne Rooney, Iker Casillas, Cesc Fàbregas e Gerard Piqué. A página de Facebook do capitão das Quinas tem mais de 45 milhões de «likes» e o jogador é seguido por mais de 10 milhões de pessoas no Twitter.

O estudo também determinou que o interesse por futebol é maior do que na última competição europeia, há quatro anos. Passou de 38 por cento, no Euro 2008, para os actuais 58 por cento. O número de vezes que o público vai aos estádios ver futebol, varia muito ao longo da Europa. Os polacos são os que mais assistem a jogos ao vivo - 56 por cento - seguidos pelos checos - 37 por cento - e pelos portugueses em terceiro lugar a 20 por cento.

O Euro 2012 é, dos grandes eventos desportivos, o que despertou maior interesse dos fãs, com 72 por cento, no chamado «pre-event impact report», à frente dos Jogos Olímpicos de Londres (66 por cento), Mundial 2010 (63 por cento) e da Liga dos Campeões (53 por cento). As páginas das Selecções nacionais inglesa e alemã lideram no número de «likes». A página da Selecção portuguesa, à data do estudo, tinha 65.764 «likes». 

Além do já referido, o estudo teve como objectivo primacial saber de que forma os consumidores estão ligados ao evento e como é que as marcas e os respectivos patrocinadores fazem parte dele.


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O Sporting dispensou na sexta-feira mais de 30 treinadores do sector da formação do futebol, por onde passaram 10 dos 23 seleccionados lusos para o Euro2012, ordenando-lhes que esvaziassem os cacifos, revelou à Lusa um colaborador do clube.

"Mais de 30 treinadores do clube, que receberam a 30 de Maio uma carta registada a informar da não renovação dos respectivos contratos de trabalho, foram hoje [sexta-feira] ao final da tarde informados por 'e-mail' que tinham que limpar os cacifos porque na segunda-feira já não podiam entrar nas instalações", revelou a fonte. A agência Lusa teve acesso a ambos os documentos e procurou obter uma reacção por parte dos responsáveis do clube de Alvalade, mas tais esforços revelaram-se infrutíferos até agora.


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Mal fica
Pedro Correia

Chamam-lhe A Bolafica. E cada vez mais se percebe porquê. Reparem nesta capa tão patrioteira na sequência da meia-final com Espanha. Qual é o único jogador titular da selecção nacional que não figura na imagem?

Acertaram: é esse mesmo. O jornal faz de conta que ele nem estava lá. Mal fica tão escandalosa omissão.


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Estamos em todo o lado!
Luís de Aguiar Fernandes

 

Depois de África, Ásia e da casa do Michel Teló, eis o Sporting representado neste Euro, no corpo de um irlandês de bom gosto. A imagem, essa, tem de ser agradecida à Cortina Verde.


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Num repasto recente veio à conversa o assunto, esse das mulheres dos jogadores, agora já quase estrelas. Claro que não pude deixar de me lembrar da mais bela delas todas, a Carmizé mulher do Hector Casimiro Yazalde, esse que a gente da rádio (transístores) gritava a cada um dos muitos golos Jázaldé! Carmizé fez carreira cinematográfica (ver a ligação), era lindíssima e quarenta anos depois ainda tem um blog que lhe é dedicado.

 

O Yazalde, o maior, é uma saudade. Enorme.


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Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

 

Patrícia Mamona, atleta do Sporting, conquistou mais uma medalha (prata) para Portugal nos Europeus de atletismo de Helsínquia. A atleta fez logo a marca de 14,52 metros no seu primeiro triplo salto, que lhe assegurou o lugar no pódio, atrás da ucraniana Olha Saladuha (14,99 metros) e à frente da russa Yona Borodina (14,36 metros). Afirmou ela: «Sabia que se conseguisse melhorar a minha marca, bater o recorde nacional (que era de 14,42, do ano passado), poderia conseguir uma boa classificação, mas não imaginava o pódio. Estou muito contente».

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Fértil em imagens iconográficas, este Euro 2012 acaba de fornecer-nos mais uma: o abraço emocionado de Mario Balotelli - herói da meia-final de ontem entre a Itália e a Alemanha, que afastou a equipa germânica do embate final contra a Espanha em Kiev - à sua mãe adoptiva. O futebol é muito mais do que um desporto: este abraço, ganhando a força de um símbolo, adquire dimensão universal.


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Aurélio Pereira, actual coordenador do Departamento de Detecção e Recrutamento do Sporting, com ligação de 40 anos ao Clube, numa recém-entrevista que concedeu ao jornal «leonino», abordou muitas das questões mais pertinentes ao recrutamento e à formação centrados nas operações da Academia. Transcrevo, neste espaço, algumas das suas considerações mais relevantes: 

 

* A estratégia de recrutar em idades mais baixas continua a resultar, mas com uma distinta diferença; enquanto no passado recrutávamos a partir dos 10, actualmente, por força do mercado, passámos a recrutar aos 6. 

 

* O número de jogos observados por fim-de-semana não tem qualquer paralelo com o passado recente. Só para dar um exemplo: nos distritos de Lisboa e de Setúbal, observamos cerca de 90 jogos por fim-de-semana. Para além dos elementos da estrutura principal que lideram o processo, existem, sensivelmente, mais 150 homens que, no restante País, prestam a sua colaboração nesta área de observação. Não é fácil arranjar observadores com total disponibilidade e quase de forma graciosa.

 

* O Sporting, como grande formador que é, promove e transmite os valores e princípios da sua própria mística aos seus discípulos. Aqui e ali pode haver desvios, deste ou daquele atleta, o que é normal nestas idades. Infelizmente, estes tipos de situação são quase sempre provenientes de influências negativas exteriores, fora do nosso âmbito, normalmente maus conselheiros e amigos de ocasião.

 

* Não transformamos um tijolo num violino. No Sporting, só entram dois tipos de jogadores: os talentos e os bons jogadores. Os verdadeiros talentos são aqueles que, na prática, o conseguem provar, tendo que ter, para isso, três qualidades fundamentais: paixão pelo treino, paixão pelo jogo e paixão pela profissão. Esses, encontram-se em patamares superiores, e todos nós sabemos quem são. Quanto a todos os restantes, que são bons jogadores, podem transformar-se em grandes jogadores, com mentalidade apropriada e, simultaneamente, poderemos considerá-los, também, atletas de alto rendimento. Todos aqueles cuja mentalidade não possua estes requisitos, serão sempre atletas de segunda escolha.

 

* Nesta indústria do futebol, o factor económico é decisivo - e a capacidade financeira dos clubes portugueses não é comparável à dos grandes clubes europeus. Bom seria que nós, Sporting, pudéssemos segurar os jogadores que produzimos e, aí, seriamos uma força mundial no futebol. Como isso não é possível, não há outra solução.

 

* Não é possível segurar um atleta que ganha dez mil euros e que tem uma proposta de cem mil. A única solução é gerir esses casos, defendendo os interesses do Clube o mais possível, e retirando o máximo proveito desse tipo de operações.

 

* Ficamos orgulhosos por ver dez jogadores, dos 23 seleccionados por Portugal, formados no Sporting. É, ainda, altamente reconfortante que o Sporting seja o único Clube no mundo que se pode orgulhar de, na mesma década, ter formado dois «botas de ouro».

 

* A equipa B é um espaço competitivo muito importante, porque entre a última fase da formação e o primeiro ano da integração no futebol profissional, há um «cabelo». Um jogador que sai dos juniores está no 12.º ano e, quando chega a sénior, vai para o primeiro ano da faculdade. Não pode pensar que já é doutor. Há muita coisa a aprender. E isso só é possível resolver jogando todos os domingos com regularidade.

 

* Há um dado importante: a equipa B não pode ter a obrigação de ganhar. O objectivo principal é criar um espaço competitivo exigente para os atletas poderem evoluir, onde vários serão apenas seniores do 1.º ano. A II Liga irá ser muito forte e os resultados desportivos podem ser afectados. A nossa massa associativa pode e deve colaborar neste processo de crescimento, apoiando-os.

 

* Sete jogadores feitos no Sporting, em 14 utilizados pelo Paulo Bento no jogo com a Bósnia, é um sinal de que o trabalho da formação do Sporting tem sido bem feito.

 

* Hoje já nenhum clube pode afirmar que chega primeiro aos jogadores, pois não  há nenhum torneio em Portugal, no cantinho mais remoto, onde também não estejam presentes observadores dos nossos concorrentes. 

 

* Mais de 90% da nossa grande equipa de juniores, base da selecção nacional, passou primeiro pela avaliação do coordenador técnico do Estádio Universitário de Lisboa, antes de começar a trabalhar na Academia. Isto acontece com a vasta maioria dos infantis de 2.º ano, que posteriormente transitam para a Academia como iniciados do 1.º ano. O Pólo do Universitário é onde trabalhamos os miúdos dos 6 aos 12 anos.

 

* Quanto à discussão à escala planetária sobre quem é o melhor jogador do mundo, tendo acompanhado o Cristiano Ronaldo nas camadas jovens do Sporting, entendo que ele e Messi são jogadores diferentes. Para mim, o Ronaldo é um jogador mais completo, mas são, de facto, os dois melhores do Mundo. Estive em casa dele recentemente, por convite, e, em conversa, o Sporting vem sempre à baila. Fico satisfeito que ele diga que sofre pelo Sporting. Nesta ocasião, tive a oportunidade de lhe dizer que, para ele, também é bom haver um Messi: é importante porque o obriga a querer ser melhor. Ele concordou. Em alta competição, a concorrência obriga-nos a evoluir, a não facilitar.

 

* Reconheço os valores fantásticos dos elementos que temos. Com 40 anos de Clube, creio que temos sempre de nos colocar na posição de nos sentirmos úteis. Se assim não for, não vale a pena. Foi no Sporting que me formei como atleta, como homem, como dirigente. Aqui conheci pessoas extraordinárias e tenho tentado passar o meu testemunho àqueles que me têm acompanhado. A paixão das pessoas pela formação do Sporting continua a existir, pois enriquecem-se e valorizam-se igualmente em termos pessoais e, como é óbvio, no processo, enriquecem também o Clube. Por isso quero prestar uma grande homenagem a todos aqueles que trabalharam e trabalham no Departamento de Detecção e Recrutamento do Sporting Clube de Portugal. 


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A imprensa lisboeta de hoje anuncia o desfecho mais esperado do frenético diz-que-diz do defeso futebolístico. Depois do bate-boca entre jogador e gente do clube Adrien irá para o Porto (se por troca com algum jogador ou de outra forma é totalmente irrelevante). Depois da fuga para o estrangeiro ainda nas camadas jovens e do seu regresso. Depois dos empréstimos das duas últimas épocas, talvez surpreendentes se olhados os plantéis onde não teve lugar. Depois disso tudo Adrien no Dragão. "Cheira-me" a mais uma tristeza leonina.


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Vieira em directo
João Severino

 

Boa tarde, senhores jornalistas... hum... eu chamei-os cá para vos dizer que... hum... o senhor Pedro Proença... hum... não tem categoria nenhuma para abitrar uma final... hum... de um campeonato europeu... hum... sabem bem que os tipos da UEFA devem estar loucos de todo... hum... se pensam em nomear este senhor que... hum... representa o que de mais negativo há na nossa arbitragem... hum... que como vós sabeis é uma arbitragem que anda pelas ruas da amargura e que... hum... só tem prejudicado o nosso clube... hum... e como sabeis... hum... houve até um dia que mandei dar um bofetão nesse senhor no Colombo por causa das tosses... hum... e por isso espero bem que a arbitragem portuguesa não saia prejudicada e manchada se esse senhor... hum... for nomeado para arbitrar... hum... a final do Euro entre a Espanha e a Itália. Boa tarde.


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Leoas à sexta
Pedro Correia

 

Sara Aleixo

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

O plantel de Portugal é curto, mas ontem mais curto estava: faltava lá Helder Postiga, o único ponto-de-lança capaz de fazer Ronaldo render na Selecção, conforme três jogos e meio deste Euro (se necessário ainda fosse) ajudaram a tornar claro. Espero que todos os detractores do mais mal amado da nossa Selecção, à vista do que (não) fizeram Hugo Almeida e (sobretudo) Nelson Oliveira, tenham a humildade de o reconhecer. Aquela lesão muscular do jogo contra a República Checa, por absurdo que possa parecer, e numa meia-final tão equilibrada como a de ontem, pode-nos ter custado o primeiro título de seniores da Selecção. Mas daqui a dez ou vinte anos há mais.


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Foi aprovada uma nova medida em Assembleia Geral da Liga que impedirá o empréstimo de jogadores dentro do mesmo escalão competitivo, efectivo já na próxima época. Esta alteração, que teve o voto favorável de 19 clubes, 9 contra e uma abstenção, passará a constar no Regulamento de Competição dos campeonatos profissionais. Além de pretender eliminar o óbvio conflito de interesses e a falta de transparência que tem existido no campeonato nacional, no pertinente contexto, irá forçar os clubes a apostar mais na evolução dos seus jogadores por via das equipas B. Intriga porque é que este regulamento não foi implementado já há muito, visto que a insensatez da situação era mais do que evidente. 

Adenda: É curioso verificar que tanto o Benfica como o FC Porto tenham votado contra uma alteração que faz perfeito sentido.

 

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'Dranquilidade!
José Navarro de Andrade

Contas feitas e cabeça fria a Espanha não ganhou indevidamente. À excepção de Ronaldo e Nani eles são melhores que nós, qualquer que seja a métrica que aplicarmos.

Mas Portugal não merecia perder neste jogo – são os paradoxos da vida. Um pau que rechaça a bola e outro que a engole e a sorte fica traçada. Sem Iniesta mas com Moutinho, sem Alonzo mas com Veloso, sem David Silva mas com Hugo Almeida, fomos a única equipa do mundo a entalar o jogo espanhol e a inocular-lhe receio, obrigando-a a maior parte do tempo a olhar tanto para trás como para a frente.

A performance portuguesa neste Euro deve ser comparada com a da Inglaterra, da França, da Holanda. Vis a vis estas equipas estatisticamente superiores fomos muito, mas muito, melhores. Logo veremos se ainda poderemos equiparar a nossa seleção com a da Itália.

E resta ainda confirmar que a Academia, além dos melhores jogadores do mundo, ainda produziu talvez o melhor treinador deste torneio, aquele que no binómio recursos/performance, melhores resultados alcançou e mais longe foi.

Não há por isso nada a lamentar, bem pelo contrário.

Depois disto será um escândalo se Miguel Veloso continuar no medíocre Génova e se Moutinho não for vendido para um clube decente (faz-nos falta o pilim dessa transferência, também é verdade). O Nelson catatua, que me pareceu nem sequer ter tocado na bola enquanto viu o jogo na primeira fila, esse que fique onde está que não faz mal a ninguém.


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ESPN - E.U.A. : Um encontro muito renhido em Donetsk, que acabou por ser ganho pela Espanha na marcação das grandes penalidades que, incrivelmente, não incluiram Cristiano Ronaldo. O jogo teve mais cartões amarelos (9) do que remates na baliza (7), mas Portugal, mesmo em derrota, pode sair com a satisfação de que reduziu a Espanha a um nível muito mortal.

 

L'Équipe - França : A Espanha pode agora respirar. A campeã em título qualificou-se para a final do Euro 2012 derrotando Portugal nas grande penalidades (4-2).

 

The Telegraph - Reino Unido : Os campeões do Mundo e da Europa derrotaram os vizinhos ibéricos 4-2 nas grandes penalidades, com João Moutinho e Bruno Alves a falharem pelos portugueses.

 

The Indian Times - India : Num jogo muito desgastante que acabou num nulo após prolongamento, Fábregas marcou a grande penalidade que leva a Espanha à final do Euro 2012.

 

Le Monde - França : Com maior pressão no prolongamento, a Espanha conseguiu vencer nas grandes penalidades e vai à sua terceira final consecutiva de uma grande competição.

 

New York Times - E.U.A. : Debilitada mas não acabada, a Espanha acabou por prevalecer sobre Portugal nas grandes penalidades.

 

The Globe and Mail - Canadá : A Espanha não deslumbrou mas conseguiu derrotar Portugal nas grandes penalidades e avançar para a sua terceira consecutiva final de uma grande competição.

 

La Gazetta dello Sport - Itália : Após 120 minutos de futebol híper-cauteloso, nos limites do tédio, a «Roja» vai à final, onde defrontará o vencedor entre a Alemanha e a Itália.


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Tal como a equipa do Sporting comandada pelo Paulo Bento, a sua grande pecha é a concretização de penáltis. (Já se esqueceram? Nem o Liedson os marcava.) Como se viu. Especialmente por parte do João Moutinho.

Quando, no final do jogo, o Paulo Bento declarou que o grupo tinha "uma ilusão muito grande", ainda fiquei à espera que lhe saísse um "trabalhámos bem com tranquilidade".

A eliminação de Portugal foi uma injustiça, mas a eliminação da Espanha também o seria. Neste caso os penáltis foram mesmo uma lotaria, e nesse aspeto (e só nesse) a Espanha foi claramente melhor. No domingo, na final, aos adeptos portugueses resta a angústia de pensarem que poderiam perfeitamente ser eles a lá estar. Tal como o Sporting, na Liga Europa este ano e em tantas outras ocasiões. Até nisto o Sporting e esta seleção são parecidos.


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"Injustiça!!!"
Filipe Moura

 

Se o Sporting é o "clube dos Calimeros", como nos chamam desde uma célebre crónica do Miguel Sousa Tavares (pessoalmente não me importo nada - o Calimero é uma personagem bem simpática), depois de ler os lábios de Cristiano Ronaldo logo após a eliminação com a Espanha, confirmei o que já se sabia: ele é um grande sportinguista.


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É já para amanhã. Para o clube mais eclético. O clube mais clube.

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Quarta-feira, 27 de Junho de 2012

Pela quarta vez, Portugal atingiu as meias-finais de um Campeonato da Europeu. E pela terceira vez ficamos pelo caminho. Mas desta vez com uma satisfação suplementar em comparação com o que ocorreu em 1984 e 2000: não fomos derrotados em campo, apenas a lotaria dos penáltis nos impediu de ir à final em Kiev. Só nesse instante a Espanha, após 120 minutos de confronto aberto e tenaz em campo, se revelou superior.

Não saímos, no entanto, sem enviar outra bola ao poste. Aconteceu com Bruno Alves, ao desperdiçar na barra da baliza de Casillas uma grande penalidade. Um momento decisivo, que acabou por ditar a sorte do encontro: os espanhóis estarão presentes, já no domingo, na terceira final consecutiva de uma grande competição futebolística internacional.

Portugal sai de cabeça erguida. Com uma defesa praticamente intransponível e um meio-campo que foi subindo de rendimento de jogo para jogo, culminando no desafio de hoje em Donetsk (Ucrânia), que vulgarizou alguns dos principais talentos da selecção adversária (incluindo Xavi e Silva), impedindo a equipa treinada por Vicente del Bosque de praticar o seu habitual rendilhado em campo.

Durante uma grande parte do encontro a equipa portuguesa revelou-se mais coesa, mais homogénea: há muito que os espanhóis não pareciam tão receosos nem jogavam em terreno tão recuado.

Houve uma quebra de rendimento dos portugueses na meia hora de prolongamento contra a equipa campeã da Europa e do Mundo. Del Bosque antecipou-se ao seleccionador português nas substituições. Isso ajuda a explicar a quebra física da selecção nacional nos últimos 20 minutos de um jogo muito exigente, desde logo no plano táctico.

Ficámos por aqui. Mas o balanço é claramente positivo. Só por ignorância ou má-fé alguém pode afirmar o contrário.

 

Portugal, 0 - Espanha, 0 (2-4 nos penáltis após prolongamento)

.................................................

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Esteve a um passo de ter uma noite de glória. Ao defender o penálti de Xabí Alonso, o que nos prometia abrir caminho para a final. Não conseguiu defender mais nenhum. Mas voltou a estar em bom nível, sempre atento entre os postes. Aos 104' deteve o mais perigoso lance de ataque espanhol, que partiu dos pés de Iniesta.

 

João Pereira - Voluntarioso, muito activo, tinha uma missão particularmente difícil ao enfrentar Iniesta - o melhor dos espanhóis. Mas não se deixou intimidar, integrando-se bem na restante muralha defensiva. Ousou menos raides pelo corredor direito do que nos dois jogos anteriores, o que não surpreende atendendo ao valor da equipa adversária. Cartão amarelo aos 64'.

 

Bruno Alves - Muito duro a defender, com a solidez a que já nos habituou mas um pouco mais ríspido do que nos restantes jogos do Euro 2012. Recebeu o cartão amarelo, talvez já tardio, aos 85'. Destacado para os penáltis, partiu para a bola sem confiança, como ficou logo bem patente. De tal maneira que, numa primeira tentativa, Nani antecipou-se e decidiu ser ele a marcar.

 

Pepe - Impediu aos 28' um possível golo de Iniesta. E não falhou quando lhe coube marcar um penálti, no final. Manteve-se praticamente intransponível no comando da linha defensiva portuguesa. Cartão amarelo aos 60'.

 

Fábio Coentrão - Mais uma excelente exibição. Impediu Pedro de marcar aos 113' numa corrida desenfreada que chegou a bom termo. Venceu vários despiques com Arbeloa no corredor esquerdo português e, como é hábito, foi sempre perigoso a atacar. Cartão amarelo aos 45'.

 

Miguel Veloso - Muito eficaz em acções de contenção, soube ocupar sempre bem os espaços no terreno confiado à sua guarda. Cartão amarelo aos 90', o que levou Paulo Bento a substituí-lo por Custódio um quarto de hora depois.

 

Raul Meireles - Cumpriu, uma vez mais, o essencial da sua missão no meio-campo português. Graças a ele, em boa parte, Portugal conseguiu pressionar os espanhóis longe da nossa grande-área. À beira da exaustão, numa partida muito exigente, deu lugar a Varela aos 112'.

 

João Moutinho - O melhor português em campo, numa exibição de antologia. Foi o mais eficaz recuperador de bolas e voltaram a sair dos pés dele alguns dos passes mais perigosos da nossa selecção. Travou inúmeros lances ofensivos dos espanhóis e ganhou quase todos os duelos individuais, contribuindo em grande parte para o apagamento de Xavi. Terminou esgotado. E só foi pena ter falhado uma grande penalidade ao cair do pano.

 

Nani - Despede-se do Euro 2012 sem o golo em lance corrido que bem merecia pelo talento revelado. Mas assinou um tento de honra ao marcar o penálti final numa partida em que voltou a mostrar-se em boa forma embora algo perdulário nos últimos metros do terreno.

 

Cristiano Ronaldo - Esforçou-se muito e também ele acabou esgotado. Este não chegou a ser o jogo da vida dele, mas esteve quase a ser: Ronaldo podia ter marcado no último minuto do jogo quando se isolou à frente de Casillas, seu colega no Real Madrid e provavelmente o melhor guarda-redes do mundo. Este falhanço de algum modo prenunciou o desaire português nas meias-finais. Ronaldo desperdiçou ainda três livres durante o jogo - daqueles que não costuma falhar em Madrid.

 

Hugo Almeida - Um bom remate de longe, aos 57'. E três outros que também saíram fora. Hugo Almeida, que substituiu Helder Postiga como titular no ataque, esteve mais apagado do que se exigia numa partida em que era fundamental marcar. Mas integrou-se bem nas missões defensivas. Saiu aos 81'.

 

Nélson Oliveira - Substituiu Hugo Almeida aos 81'. Protagonizou dois ou três lances inócuos e pouco mais se viu.

 

Custódio - Entrou aos 105' para o lugar de Miguel Veloso. Tacticamente muito disciplinado. Sempre seguro.

 

Varela - Entrou só aos 112' para o lugar de Meireles. Ficou a sensação de que a equipa das quinas teria ganho se entrasse mais cedo. Teve uma boa arrancada pelo lado direito, quatro minutos depois, deixando nervosa a defesa espanhola.


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« Estou num grande clube. Vou estar grato ao Sporting para o resto da minha vida, por ter sido o clube que apostou em mim ».

O jovem que veio para o Sporting com 12 anos. Após cerca de sete anos na Academia, cumpriu períodos por empréstimo no Real Massamá, Belenenses e Pinhalnovense. Um dos mais promissores talentos do actual plantel «leonino» que está vinculado ao Clube até 2016.


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Lembram-se daquele golo de Cristiano Ronaldo no jogo "amigável" contra Espanha, em Novembro de 2010? Portugal ganhou 4-0, mas houve mais um golo, em condições regulares, muito mal anulado pelo árbitro. Cristiano, de um ângulo quase impossível, chuta no flanco esquerdo da grande área, já muito próximo da linha de baliza, picando a bola que sobrevoa a defesa espanhola e entra na baliza. Nani, que estava em posição de fora-de-jogo, ainda toca na bola, mas já dentro da baliza. Golo invalidado, mesmo assim. Cristiano, numa fúria momentânea, arranca a braçadeira de capitão e atira-a ao relvado. "Os meus melhores golos acabam sempre por ser anulados", desabafaria depois.

Este episódio demonstrou, a quem ainda duvidava, que o melhor jogador da Europa - e única estrela com prestígio mundial presente no Euro 2012 - detesta perder. Mesmo a feijões, como era o caso. É deste Cristiano Ronaldo que precisamos, mais logo, para derrotar os espanhóis - agora num jogo a sério. O Cristiano que detesta perder. O Cristiano que tem a certeza antecipada de ser superior a qualquer adversário (sim, isto inclui o Messi). O Cristiano que já provou o que havia a provar dentro das quatro linhas em termos clubísticos ao sagrar-se campeão pelo Manchester United e pelo Real Madrid.

Mas o Real e o United são tão grandes que qualquer dos seus jogadores se arrisca ali a ser campeão. Aos 27 anos, Cristiano Ronaldo já conquistou quase tudo quanto havia para conquistar. Falta-lhe ainda, no entanto, superar com êxito uma prova futebolística. Ao nível da selecção nacional, nunca ganhou nada. E quer ganhar.

Contra os espanhóis, no jogo de logo, tem uma motivação extra. Porque a Espanha do futebol, como sucede em tudo, está dividida: metade idolatra Cristiano, a outra metade detesta-o e grita "Messi" à sua passagem. Cristiano Ronaldo, ao contrário do que acontece com muitos portugueses, encara cada insulto e cada vaia como um incentivo e um teste suplementar à sua comprovada capacidade de transcender todos os obstáculos.

Dizia ontem o seleccionador espanhol, com manifesto exagero, que este será "o jogo da vida" dos seus jogadores. Não é verdade. Iniesta, Piqué, Silva, Casillas, Ramos e Javí são campeões do mundo. E já se sagraram campeões da Europa há quatro anos. Para eles, este será apenas mais um jogo muito importante. O Portugal-Espanha de hoje será, isso sim, o jogo da vida de Cristiano Ronaldo. O jogo do tudo-ou-nada. O jogo do é-agora-ou-nunca. O miúdo que nasceu numa família muito humilde do Funchal, que se fez atleta e homem na academia do Sporting e ganhou projecção mundial em Old Trafford e no Santiago Bernabéu precisa deste Europeu no seu currículo. E fará tudo para conquistá-lo. Os espanhóis, que o conhecem bem, sentem isso. E não escondem o receio.

Força, Cristiano. Tens um país inteiro a puxar por ti. E até aqueles que do lado de cá te invejam, e que não suportam o teu sucesso, anseiam logo à noite por um golo teu. Para poderem gritar a plenos pulmões: "Ganhámos!"

 

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Terça-feira, 26 de Junho de 2012

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Quanto mais se vê de Cristiano Ronaldo em toda a sua pompa no Euro 2012, mais somos lembrados de um jovem Muhammad Ali. Temos o envaidecimento e os amuos, mas quando se considera a sua figura e a pura beleza atlética do seu jogo, tem que se lhe perdoar muito do seu narcisismo. Se Ronaldo não estivesse satisfeito consigo próprio, quem estaria? Mesmo assim, a sua arrogância fica aquém da imponente autoridade exibida por Ali logo no início da sua carreira. Uma das histórias que ele gostava de contar foi que o seu parceiro de treino, o ex-campeão do mundo, Jimmy Ellis, admitiu que sonhou que o tinha derrubado por KO. Assim que se apresentou ao serviço, na manhã seguinte, veio pedir-lhe desculpa por ter tido aquele sonho. Ali clamava que era tão rápido que quando desligava a luz do quarto estava deitado na cama antes do quarto escurecer. Ainda não se ouve este esplendor verbal da parte do homem que está a ser tão excitante neste campeonato europeu. Será justo, porventura, dar-lhe um pouco mais de tempo para chegar lá. Ali disse: «o galo canta quando vê a luz do dia mas, na escuridão, nunca se faz ouvir. Eu já vi a luz e não me canso de cantar». Talvez daqui a uma semana se possa ouvir o Ronaldo cantar. 

 

Escrito da autoria do jornalista inglês James Lawton, «The Independent» (UK), em Kiev. 

 


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Quem fala assim...
Pedro Correia

«Não foi devido às críticas que chegámos aqui. Foi devido ao nosso trabalho. Senão nem era necessário haver jogos e treinos: arranjávamos um conjunto de artistas para criticar e tudo se resolvia.»

Paulo Bento, há minutos, em conferência de imprensa


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Do oito ao oitenta
António Correia Novais

Isto vai do oito ao oitenta.
No início do Europeu ninguém acreditava na selecção e muito diziam, à boca grande, que não passávamos da fase de grupos.
Hoje assistimos a um histerismo colectivo e à convicção generalizada de que vamos ganhar o Campeonato da Europa.

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«Em 10 anos igualámos o registo de títulos de outro clube (SCP) com mais 20 anos nas modalidades. Somos o número 1 do ranking da UEFA».

 

-    Luís Filipe Vieira    -

 

Observação: Propaganda do presidente benfiquista para consumo «lampiónico». Em primeiro lugar, o Benfica venceu no futsal e no basquetebol. O campeonato de hóquei em patins ainda não está homologado e, no atletismo, apenas venceu nos masculinos, já que o Sporting venceu nos femininos. Quanto ao ser n.º 1 do ranking da UEFA, que se saiba, a União das Federações Europeias de Futebol só governa esta modalidade e o futsal e não as restantes. Em nenhuma das duas o Benfica é n.º 1 do ranking. Consequentemente, a que ranking se refere Luís Filipe Vieira? E, já agora, deveria explicar quanto dos 400 milhões do passivo são aplicáveis aos referidos títulos.


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Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

MEDIANIA OU SUCESSO. Tudo o que o Sporting precisa agora é de estabilidade. Só a estabilidade permitirá definir e aplicar políticas de crescimento viáveis e sustentáveis. Não é preciso nomear clubes que basearam êxitos na continuidade e coerência das suas políticas, algo que só o tempo permite. A questão é decidirmos - adeptos, sócios e dirigentes - se queremos inscrever o SCP nesta lista ou na dos que, pela sua instabilidade, se ficam pela mediania, por nada construirem de duradouro, nem de sólido.

 

A PAIXÃO QUE DESTRÓI. É certo, a paixão atravessa-se nos caminhos do futebol como nos amores. A relação da maioria dos adeptos com o clube é feita de amor exacerbado, o adepto espera a consumação do seu amor pelas vitórias. Mas os amores sólidos também precisam de tempo, para serem duradouros. Observarão alguns: mas tudo o que temos sempre dado é tempo, e já estamos cansados da espera. Verdade e mentira. Temos dado tempo, por junto, mas temos sido impacientes, a cada passo. Deixamos plantar, mas não deixamos germinar e dar fruto.

 

UM CARROSSEL LOUCO. A história recente do Sporting foi feita de mudanças sucessivas de presidentes, dirigentes do futebol e treinadores. Muitas, demais. Nenhuma empresa bem sucedida sobreviviria com tanta mudança em pouco tempo. Nenhuma política de recuperação económica e financeira ou desportiva terá êxito fazendo do clube um carrossel louco que expulsa, a cada volta, tudo e todos. A cada insucesso, a cada dificuldade entramos em guerra civil. Tornamo-nos autofágicos.

 

O SPORTINGUISMO DO 'EU'. Por vezes, interrogo-me sobre o real sportinguismo de alguns (independentemente do seu direito a terem e a manifestarem opinião... no momento e lugar certos). Uns, face às dificuldades e espreitando sempre as dificuldades, afirmam ter dinheiros para aplicar no clube, mas guardam-nos com avareza egoísta - 'só se for comigo'. Outros, ainda uma direção está a tentar aplicar programas - aprovados em AG - e já anunciam candidaturas de oposição. Os clubes que admiramos, pelas vitórias, guardam para dentro de si as disputas internas, uma das razões dos sucessos. Identidade de objetivos e de ação entre direção, adeptos e jogadores.

 

SÓ UM: O SCP. Em vez de concentrarmos esforços no 'um por todos e todos por UM' - o Sporting, claro!, porque só pode haver UM - tendemos a dispersar esforços e forças no projeto individual e no criticismo patológico. É, a meu ver, escolher o caminho errado: o fado da mediania. O SCP precisa de mais e de melhor.


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Talvez se enganem
Pedro Correia

Chamaram-lhe o 'grupo da morte'. E alguns não escondiam o gozo antecipado que lhes dava a "morte" da selecção portuguesa para caírem em cima de Paulo Bento e dos jogadores, a começar por Cristiano Ronaldo. Tiveram azar: seguimos em frente, deixando para trás Dinamarca e Holanda - esta última apontada como favorita por certos especialistas do esférico a rolar sobre a relva. Depois eliminámos a República Checa. Agora teremos pela frente a Espanha, que não esconde o receio perante o embate de quarta-feira.

Mais papistas do que o papa, alguns deles torcem pela vitória espanhola na quarta-feira, mesmo que não o admitam publicamente. Para enfim deitarem cá para fora todos os argumentos que têm silenciado até agora por não se ajustarem à realidade.

Talvez se enganem.


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Kick Boxing : O Sporting somou três títulos nacionais - em mais duas presenças em finais - nos recentes Campeonatos Nacionais de Kick Boxing, que se realizaram em Mirandela.

 

Hóquei em Patins : A equipa do Sporting conquistou o título da II Divisão de hóquei em patins após vencer, no segundo jogo da final, o HC Cambra por 8-3.

 

Futsal : A equipa principal do Sporting foi derrotada pelo Benfica (5-4) no prolongamento do quinto e decisivo jogo do «play-off».

 

Judo : A judoca «leonina» Joana Ramos (-52 kg) conquistou a medalha de bronze na Taça da Europa de Judo, a decorrer em Praga, República Checa.

 

Basquetebol : Mais de 200 atletas, entre os 6 e os 66 anos, participaram no «Dia do Basquetebol do Sporting» que teve lugar no Pavilhão do Casal Vistoso.

 

Rugby : Após mais de 50 anos de ausência do Clube, o rugby está de volta, com a equipa de seniores já em treinos, assim como os escalões jovens (sub-8, sub-10, sub-12 e sub-14). Todos os treinos são realizados no Estádio Universitário de Lisboa, parceiro «leonino» neste projecto.


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Velhos!?
José Navarro de Andrade

Às vezes julgo que deliro, que só eu vejo as coisas de determinada maneira. Vou então à procura de outras vozes que me confirmem ou desmintam. Ontem no IT vs. ENG estava pronto a jurar no fim que, apesar de aos anos que vejo futebol,  nunca tinha visto ninguém no meio-campo fazer o que sistematicamente Pirlo fez. À Manolete, quase sem sair do lugar, dois passos curtos e lentos e um passe, ora de 40 metros (juro!) ora de 5, que aceleravam o jogo, entornavam os ingleses todos para um lado atrás daquela bola e punham o universo inteiro a girar à volta dele.

Hoje descobri o quadro acima publicado aqui. Haja uma alma caridosa que me diga se já alguma vez na história do futebol, a este nível, houve uma estatística assim.

Pirlo tem 33 anos de idade, Buffon 34. Repararam na serenidade com que este comandava a equipa, o panache com que respeitava os adversários, o ânimo que punha nos camaradas com um gesto, a certeza que dava?

Há jogadores assim, como os aviadores: milhares de horas de futebol naquelas pernas só lhes trazem vantagem.


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Podemos dizer, sem favor, que as quatro selecções qualificadas para as meias-finais foram as melhores deste Euro 2012. O que já constitui uma vitória para Portugal. Desde logo, uma vitória contra as aves agoirentas: basta dizer que ainda há seis dias - repito: seis dias - um dos principais comentadores televisivos, recordista do tempo de antena, acusava Paulo Bento de dividir os portugueses e de procurar silenciar as vozes críticas como sucedia "no tempo da Outra Senhora". Se o disparate matasse, este loquaz comentador já tinha caído fulminado durante uma das suas intermináveis prelecções...

 

A República Checa, que eliminámos nos quartos-de-final, merecia ter seguido em frente? Óbvio que não. Pelos motivos que enumerei aqui.

A Grécia mostrou-se capaz de prosseguir na competição? Lamento, mas a resposta é negativa. A Alemanha venceu e convenceu no desafio contra a selecção comandada por Fernando Santos. Por mais que custe reconhecer isto, para evitar dar novas alegrias a Angela Merkel, os alemães são os mais sérios candidatos à conquista do Europeu, como têm demonstrado em campo: até ao momento, a única equipa que só conta com vitórias é a germânica.

 

E a França? Nem é bom falar dos gauleses, eliminados anteontem pelos espanhóis numa partida em que confirmaram estarem demasiado longe os tempos heróicos de Platini e Zidane, já depois de terem levado 0-2 dos suecos. Benzema, a grande vedeta da equipa, despediu-se do Euro 2012 sem ter marcado um golito (ele que marcou 31, na última época, ao serviço do Real Madrid). Quezilentos, divididos, sem categoria nem amor à camisola, pareceram mais apostados em triunfar no campeonato da indisciplina. Nasri insultou jornalistas, Ben Arfa ameaçou ir-se embora se não jogasse. E acabou por partir mesmo - ele e os outros. Sem deixarem saudades.

 

E os ingleses? A selecção do reino de Sua Majestade mostrou-se irreconhecível. Chegou aos quartos-de-final com uma ajuda da equipa de arbitragem no jogo contra a Ucrânia. No decisivo encontro contra os italianos, que fizeram 25 remates, os ingleses limitaram-se a rematar nove vezes e a ter 40% de posse bola. Sem um goleador digno desse nome, levaram um banho de bola no desafio de ontem em Kiev. Com Montolivo em grande nível, Buffon a travar um penálti marcado por Ashley Cole e Andrea Pirlo a confirmar que continua a ser um dos melhores jogadores do mundo. A squadra azzurra só passou no desempate por penáltis após um jogo que terminou empatado a zero (único até agora com esse resultado). Mas mostrou talento suficiente para prosseguir. Ao contrário dos ingleses.

 

Quartos-de-final:

Espanha, 2 - França, 0

Inglaterra, 0 - Itália, 0 (2-4 no desempate por penáltis)


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Apesar dos extraordinários talentos à sua disposição, esta Espanha não tem exibido um nível de futebol que causa assombro, pelo menos do calibre a que nos habituou em anos recentes. Não por coincidência, o seu estilo de jogo é uma réplica fiel do que é praticado pelo Barcelona, com uma distinta diferença; não tem no miolo um conhecido argentino para dar seguimento ao seu exasperante «tiki-taka». Mesmo assim, é um temível adversário que não pode, e não vai ser, menosprezado por Portugal. Contrário às teses dos «peritos» cá do burgo, a Espanha, tal como o Barça, é um perfeito exemplo de que o futebol não é um jogo de xadrez onde as peças se mantêm imóveis - num qualquer 4x3x3 ou 4x4x2, etc. - reagindo apenas pelas acções contrárias. O meio campo espanhol, especialmente sem avançados a complementá-lo, é uma constante procura de espaços para receber e prontamente passar o esférico, ao primeiro toque, visando o precioso controlo. Xabi Alonso, Busquets, Xavi, Iniesta e Fábregas são os principais protagonistas desta estratégia, muito embora o excelente atleta do Real Madrid não se veja no seu mais natural «habitat», tanto como médo ofensivo como articulador do «tiki-taka», não obstante a sua ampla capacidade de adaptação. Isto, sem sequer mencionar outro jogador da equipa catalã, o notório Pedro, um dos mais acrobáticos simuladores do futebol mundial, por quem, admito, tenho profunda aversão.

Dispensa-se análise sofisticada para deduzir que a Espanha irá tão longe quanto o seu meio campo a levar e sempre que a prestação deste sector for inferior, por demérito próprio ou por imposição do oponente, a dinâmica e eficácia da equipa sofre. Novamente à semelhança do Barcelona, é um conjunto que joga muito na falta e depende imenso dos critérios benévolos da arbitragem, tanto para amaciar a agressividade da cobertura defensiva do adversário como para assegurar o benefício da dúvida nas lutas de bola dividida. O terceiro jogo da fase de grupos frente à Croácia serve para validar este discernimento - à parte de uma, possivelmente duas, grandes penalidades que ficaram por assinalar - e mesmo perante uma muito inapta França, 90 por cento das disputas de bola que invocaram a intervenção da arbitragem foram decididas a favor da selecção espanhola. No momento em que escrevo, ainda se desconhece o árbitro nomeado para o confronto ibérico, mas não haja dúvidas que existe o potencial para os seus critérios, especialmente no jogo a meio campo, virem a ter vincada influência no desfecho desta meia-final do Euro 2012. 

 

Adenda: Agora que já é conhecida a (suspeita) nomeação do árbitro turco Cuneyt Çakir, veremos o impacto que os seus critérios terão no jogo, mediante o que escrevi neste post há dois dias atrás. É de recordar que quem manda na arbitragem da UEFA é o espanhol Angel Villar e o turco Senes Erzik.


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Domingo, 24 de Junho de 2012

 

«Tínhamos um sargentão, agora temos um sargentinho.»

Há pouco, na SIC Notícias, comparando Paulo Bento com Scolari


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A equipa de hóquei em patins do Sporting conquistou o título nacional da II Divisão ao vencer o HC Cambra por 8-3, no segundo jogo da final, com um resultado acumulado de 14-6. Após ter vencido o título da III Divisão no ano passado, sem derrotas, o Sporting vai agora disputar o campeonato principal de Portugal da modalidade. 


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Remate final
Bernardo Pires de Lima

Só para rematar. A quantidade de gente da cantera de Alvalade na selecção nacional não devia fazer os sócios do Sporting Clube de Portugal delirar pateticamente de alegria. Até parece que se agarram a tudo para aliviar a seca de vitórias do nosso clube. Devia, isso sim, levá-los a questionar toda a política desportiva sénior dos últimos dez anos. Curiosamente, dez anos sem um campeonato nacional ganho.

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Símbolo
Bernardo Pires de Lima

Eis-me de regresso para falar sobre o Sporting Clube de Portugal. Em particular sobre o futsal. Em particular sobre João Benedito. Não é para invocar a amizade que nos une. É para fazer mais uma vénia ao que ele representa: para mim João Benedito é talvez o atleta do Sporting que melhor representa o nosso lema, que melhor concilia amor pela camisola, qualidade profissional e vontade de glória. Com muitas vitórias e triunfos, felizmente. Muitos mais do que infortúnios. Longa vida, campeão.

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