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És a nossa Fé!

Não há aliados a sul

Muitas vezes, neste nosso blog, aparecem comentários de benfiquistas, lamentando as nossas críticas ao seu clube ou a situações com ele relacionadas. É assim uma espécie de neo-colonialismo clubístico - 'se nós somos a potência da segunda circular e somos ambos de Lisboa, porque nos atacam tanto se somos aliados naturais contra o norte?', pensam eles. Estão enganados. Nós não somos, não fomos, nem queremos ser um apêndice político de Carnide, soem os violinos que soarem. (Nos violinos, como no restante) temos uma história rica e com identidade própria, os nossos próprios e autónomos interesses, a nossa particular visão da missão de um clube na sociedade. Os cantos de sereia que, conforme as circunstâncias, se ouvem no outro lado da segunda circular são, a maior parte das vezes, mensagens táticas que seguem interesses estratégicos que não são os nossos. E que, muitas vezes, visam enfraquecer-nos.

Se nos reportarmos apenas às últimas décadas, vimos como os 'amigos' da margem sul se aliaram, de facto, ao poder do norte - nos anos em que o chamado 'sistema' se instalou no futebol português. Nesse tempo, quando João Rocha tentava resistir contra o tal 'sistema', Fernando Martins andava de braço dado com Pinto da Costa (e dizem que o então presidente do Alverca, também). Nas diversas tentativas que o Sporting fez, ao longo dos anos, para tornar sério o poder da arbitragem e da disciplina, nos órgãos federativos e da Liga, que alianças efetivas Carnide propôs? Quando o Sporting levantou a voz contra a imoralidade vigente, como soou débil o pio da águia! Quando o Sporting aceitou, visando a solidez economico-financeira futura dos dois clubes, discutir a proposta da CML para a construção de um estádio municipal, que resposta veio do outro lado? O débil pio do nim. O que diferencia a ideia de poder no futebol do SLB da do FCP é apenas uma questão de rotatitivismo, de alternância - um gostaria de ser ou vir a ser o outro, o outro não quer deixar de ser o que é ou tem sido.

Como clube, temos (devemos ter) uma rota própria, definindo os nossos próprios interesses e as nossas próprias alianças, recusando ser aliados descartáveis de outros. A ideia de alguns 'simpáticos' benfiquistas, que adoram colocar mensagens de cruzada anti-Norte no nosso blog, pode ser 'simpática' - mas é perversa. Salvo raríssimas exceções, não temos aliados naturais a sul da segunda circular. Nem os interesses são os mesmos, quando eles falam dos árbitros estrangeiros ou portugueses (depende das circunstâncias) quando perdem ou são eliminados. Pela simples razão de que não têm um discurso de princípios éticos da competição. Têm apenas um discurso de interesses ou, como tantas vezes nos acusam de ter, um discurso de vitimização, para a sua própria plateia. Problema deles.

{ Blog fundado em 2012. }

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