05 Jan 12
Ir ao Estádio
Adelino Cunha

Os sportinguistas não vão “à bola”: nós vamos ao Estádio. Ir ao Estádio é muito mais do que o jogo pelo jogo. Começa muito antes, quando se escolhe o lugar para estacionar: perto do Estádio significa ficar bloqueado na saída, demasiado longe significa que se perdem os comentários do  mestre Manuel Pedro Gomes na TSF depois do jogo acabar (sim, é fundamental ouvir o que se acabou de ver). Telheiras tem bons lugares em cima do passeio, além de que fica perto das duas roloutes que têm a melhor “sande de courato” de Lisboa. Para memória futura: estacionam nos dias de jogo perto da superior norte. Têm cervejas entre 1 euro e dois e meio. Segue-se uma volta pelo exterior do Estádio para “sentir” o ambiente. Passagem pela sede da Juve (não é Juve Leo, é só Juve) para apanhar cachecóis de colecção, continuação pela Loja Verde porque sim e nova paragem, Bóia Verde. Aqui, não se come: bebem-se Minis. Em pé, pelo gargalo. Fala-se magnificamente mal do Benfica e ignora-se o gang das Antas: fala-se com a sabedoria de quem tem anos de “curva” no velho Alvalade. Sobra ainda tempo para uma bifana numa das roulotes que estacionam debaixo do viaduto da Segunda Circular. A qualidade do molho tem de ser proporcional a níveis elevados de colesterol e é com esse sabor nos lábios que se entra no Estádio. Os passos antes do acesso à bancada provocam sempre borboletas na barriga, a expectativa sobre a dimensão da “casa” (para nós, está sempre uma “boa casa” mesmo quando somos 15 mil), o burburinho da multidão ainda ao longe. Gajo que é gajo não se senta logo: fica em pé, a olhar para o relvado, a espreitar os jogadores que aquecem. A qualidade do relvado, as claques que começam a alinhar as tarjas. Só depois se comenta o “onze titular” e são alinhados os primeiros comentários sobre os árbitros enviados por encomenda. Eu sou daqueles que não se esquecem de Duarte Gomes em Alvalade, da provocação de interferir no treino dos guardas-redes, da agressividade com que se dirigiu aos treinadores do Sporting e, acima de tudo, da cara de pau de ter feito tudo isto no nosso Estádio. Ele pode já se ter esquecido. O Estádio é que não o vai esquecer.

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