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Teoria geral da vantagem de não jogar em casa

A vantagem de jogar em casa é uma treta. Explico. Antes de mais, um campo de futebol não é propriamente uma casa. Se olharem bem, não há divisões, escadas, armários, gavetas, sótãos, alçapões e arrecadações. Se houvesse, seria compreensível que quem jogasse em casa tivesse vantagem por conhecer melhor os cantos da dita. Mas, que diabo. Aquilo é só um campo de futebol. De baliza e baliza não há um único roupeiro, uma porta com fechadura manhosa, um faqueiro de prata escondido. O que existe, na realidade, é campo aberto e largueza de vistas (tirando o caso particular da Choupana por causa do nevoeiro). Uns atacam para o lado que os outros defendem. E vão alternando conforme podem. Claro que não falta literatura científica sobre o assunto. Certos entendidos fundamentam a home advantage com a territorialidade e o sentimento de pertença a uma região. Ora, numa equipa como a do City em que a 101,2% dos jogadores conheceram Manchester pouco antes do início da era DYB (depois de o Yannick assinar pelo Benfica), o argumento não pega. Alguns referem o desgaste das viagens. Puro nonsense se tivermos em conta que é mais rápido chegar a Manchester do que atravessar a 2ª circular. Outros falam da importância do público e da pressão que este coloca. Mas, que diabo. O Sporting joga há dezenas de anos em casa. E todos sabemos como o ambiente de Alvalade pode ser hostil aos jogadores locais. Os rapazes estão, portanto, habituados a grande pressão. Refere-se ainda o “caseirismo” dos árbitros. Aqui importa recordar que o Sporting joga, desde que me lembro, no campeonato português. Quem sobreviveu a Paraty, Calheiros ou Lucílio está preparado para resistir a um norueguês por muito manhoso que este se apresente. Ou seja, em geral não há grande fundamento na teoria da home advantage. No caso concreto do Sporting, a vantagem de jogar em casa não tem mesmo qualquer sentido. Sobretudo hoje que jogamos fora (nesta coisa do debate cientifico não convém sermos definitivos: quem sabe se no próximo jogo em casa não será altura de analisar novos argumentos e de dar o braço a torcer se os que agora se defendem estiverem errados).  Para hoje, e sendo esta a teoria, só falta pô-la em prática.

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