Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

És a nossa Fé!

Uma caldeirada em Setúbal

Apetece-me repetir aquela máxima do Domingos, que se tornou recorrente a partir do final de dezembro: a equipa ofereceu a primeira parte. Foi isso, oferecemos a primeira parte ao Vitória. Eles jogaram melhor, mais rápidos sobre a bola, tentando surpreender o Sporting e marcar primeiro. Se assim o planearam, assim o conseguiram. E 1 a 0. Na segunda parte o jogo mudou, fomos mais rápidos, mais intensos, dominámos mas... não marcámos. E ponto. E ainda fomos infelizes: os dedos do excelente Diego chegaram à bola, no penalti do Matias, aquela desviou para o poste direito e pafff! Se fué! Depois um remate do nosso Insua passou pelo Diego, mas encontrou o Miguelito na linha do golo. Y se fué!

A segunda parte justificava a vitória, uma vitória. Mas não deu. Que raiva para quem, como eu, foi apoiar a equipa, se arriscou a ser insultado por alguns adeptos do Vitória e ouviu tambem alguns deles gritarem para os seus jogadores, quando disputavam a bola com o Izmailov: «Deem-lhe no joelho, deem-lhe no joelho!». Não deram. Os jogadores do Vitória não fizeram ao jogador do Sporting o que os do Paços fizeram ao Rinaudo. No restante, foi divertido. Relembrei aqueles jogos de há 40 anos atrás, quando ia com meu pai ver o Portimonense, e aprendi uma boa parte dos palavrões que hoje sei, nos insultos de certos espetadores ao árbitro. Em Setúbal, no Bonfim, foi isso: parte dos espetadores que me rodeavam passaram o tempo a exercitar o seu verbo rude, dirigido ao homem do apito. Acho que muitos deles nem gritaram pelo seu clube, durante todo o jogo. A mãe do árbitro é que foi chamada repetidamente à liça e pude verificar que a senhora nem sequer estava lá, parece que ficou a ver o filho pela televisão. O filho não se portou bem, não. Inseguro, cobarde, não vendo duas penalidades a favor do Sporting e poupando o raçudo pretinho que jogou de lateral direito ao segundo cartão amarelo, logo na primeira parte. E por aí a diante... Mas não foi por culpa dele que perdemos o jogo, a mãe do senhor árbitro pode ficar descansada - foi por nossa culpa mesmo, na primeira parte sobretudo. E por culpa dos dedos do Diego e dos pés do Miguelito.

Moral da história: depois do jogo, Fernando Pedrosa, ex-presidente e dirigente histórico do Vitória, convidou o grupo para uma (ótima) caldeirada n'O Miguel. A jantarada revelou-se bem mais equilibrada, na qualidade, do que o jogo: deliciosa do princípio ao fim. Ao contrário da caldeirada do final da partida, a qual teve como principal ingrediente a expulsão do Carrillo e a sua indisponibilidade (por algumas semanas) para dar o seu contributo à equipa. Parece que, desta vez, foi por excesso de vigor físico, não por débito. O nos dá esperanças, para o futuro, quanto à preparação física do plantel. Ai City pego!

7 comentários

Comentar post

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D