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És a nossa Fé!

Presidentes e treinadores

Uma das caraterísticas do Sporting, nos últimos quinze anos, é o facto de os presidentes do clube (com exceção de Soares Franco) saírem todos antes do tempo de mandato. Pelo clima de contestação interna criado, quando os resultados da primeira equipa de futebol não são os mais desejados; pela situação economico-financeira difícil - o facto é que eles todos eles se têm auto excluído da liderança. Mesmo Soares Franco considerou não estarem reunidas as condições para ir a segundo mandato, apesar de ter quase garantida a reeleição. José Roquette passou a presidência a Dias da Cunha, este viu suceder-lhe, por cooptação, Filipe Soares Franco e José Bettencourt, eleito com 90 por cento dos votos, saiu também ainda não tinham decorrido dois anos de mandato. O Sporting tem uma tendência autofágica e poucas vezes os sportinguistas se unem em torno das dificuldades. O comportamento dos adeptos é incompreensível, muitas vezes. 'Despediram' um treinador que manteve a equipa a jogar bom futebol e a disputar até quase ao fim o campeonato (não fora aquele golo do Luisão, na Luz, com falta sobre o Ricardo) e a levou à final da Taça Uefa, mas não teve mérito algum, para muitos adeptos. 'Despediram' outro que levou uma equipa de miúdos da formação a quatro Champions, mas não chegou, para muitos adeptos. Em contrapartida, alguns trataram Domingos como se ele fosse o presidente eleito pelos sócios, quando os resultados do seu período de treinador foram dos piores dos últimos anos, nesta altura da temporada. Em que ficamos?

A última década de resultados do clube foi a melhor dos últimos 50. Mas isso não fez ganhar muita auto-estima, entre os adeptos.

Do lados da gestão, qualquer sócio ou adepto poderia ter acesso à situação economico-financeira, claríssima como água desde há muito tempo. Mas, mesmo assim, por detrás da insatisfação com o futebol cresceu a contestação à gestão, a todas as gestões. Dia sim, dia não - é verdade. Quando os resultados eram bons ou aceitáveis a presença nas assembleias gerais decrescia, mas cresciam as maiorias percentuais de aprovação dos ditos orçamentos, onde, de resto, sempre espelhada era patente a crueza da (grave) situação económico-financeira do clube. Se os resultados em campo eram ruins, crescia a presença nas assembleias, os votos nos orçamentos (basicamente os mesmo) e a procura do 'culpado'.

Assisto, uma vez mais, ao que parece ser a tentativa de alguns - escondidos na sombra à espera do seu momento - de tornar mais difícil o que já é difícil. Notícias falsas nos jornais, comentários sempre desfavoráveis, dúvidas persistentes e insistentes. Se há assim tanta gente com receitas asseguradas e com certezas certas, se são Sportinguistas mesmo e apenas querem o bem do clube, porque não se unem a quem está, propondo vias melhores e revelando as poções mágicas que têm ou conhecem? Seria uma forma de contribuir para o Clube, com a generosidade de quem o ama. Ou não?

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