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És a nossa Fé!

Assobiadores de serviço

Há quem ache que vencer uma crise se faz por um toque de mágica. Não é assim. A vontade de melhorar, por parte da equipa técnica e dos jogadores, é evidente, mas há muito caminho a percorrer. No campo tecnico-tatico e no anímico. Animicamente, é preciso trazer a equipa para cima, ajudá-la a emergir de novo. Esta é uma missão de todos e nesse todos se incluem todos os adeptos. É o momento de dizer, com o nosso estímulo, «vocês são capazes, já foram capazes e acreditamos que o serão de novo». E qual é o nosso estímulo? O incentivo, o aplauso. Confesso que, em Alvalade, por vezes me irrita a equipa ou um ou outro jogador, mas a última coisa que me passa pela cabeça, quando tal acontece, é assobiar os nossos.  Assobiar é uma forma de negar o estímulo, de não ajudar a criar um clima de auto-confiança. No último jogo, contra o Paços, e num momento em que a equipa precisava do «you'll never walk alone», uma parte dos adeptos assobiou a equipa e um ou outro jogador! Afinal, quando assobiamos, estamos a apoiar «os nossos» ou os outros? É uma pergunta singela, mas creio que essa singeleza diz tudo: os «nossos» ou os outros? Na verdade, a equipa vinha de um jogo difícil, disputado num terreno difícil e em condições climatéricas muito difíceis tambem - e onde obteve um resultado muito positivo. Após o jogo em Varsóvia fez uma viagem longa e 72 horas depois estava a jogar em Alvalade contra tudo: o cansaço, a rotina de resultados menos bons, a impaciência dos adeptos, até o incompetente e cobarde árbitro que lhe calhou em rifa. Apesar de tudo, venceu. Que se pode pedir mais, agora? porquê assobiar? Vinte e oito mil adeptos, num momento destes, é só por si um sinal de confiança... que os assobios de uma minoria frustram. Comparando eu Varsóvia com Moscovo, recordo as palavras de Mourinho: «jogar com menos dez graus não é igual a jogar com dez positivos», nem o estado e tipo de relvado são indiferentes. E as de João Pinto, o «nosso» campeão da era Jardel, a propósito do que é jogar após uma partida desgastante (como a que Sporting fez contra o Legia): «O desgaste físico tira discernimento, o que faz com que os jogadores pensem de forma mais lenta e, pensando mais lento, perde-se a dinâmica. A reação às jogadas não é feita com a mesma rapidez, as linhas de passe não são as mesmas». Será assim difícil entender isto, que Mourinho e João Pinto frisaram? Pois é, os assobiadores que leiam um pouco mais, leiam de quem sabe, e passem a sua energia para as mãos e para os cantos. «You'll never walk alone»!!

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