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És a nossa Fé!

Saudades de Soares Franco e Paulo Bento

A recente auditoria confirma o descalabro que têm sido as finanças do futebol do Sporting. O mais preocupante é verificar-se que muitos dos mais caros jogadores de sempre do Sporting (Mário Jardel – o mais caro de todos, Marius Niculae e Rodrigo Tello – juntos totalizaram cerca de 25 milhões de euros) saíram praticamente sem nenhum retorno financeiro. Foi com Soares Franco na presidência a única altura em que a SAD do Sporting deu lucro. Bem sei que o objetivo do clube não é que a sua SAD dê lucro, mas sim ter sucesso desportivo; o ano final da dupla Franco-Bento pressentia um certo definhamento, que se viria a acentuar durante toda a total desorientação do consulado Bettencourt. Era necessário e urgente inverter esse rumo e dar uma injeção de confiança aos sócios e adeptos, como esta direção fez. Ora é inegável que no tempo de Soares Franco se teve algum sucesso desportivo e mais sucesso financeiro que noutros. Este ex-presidente não conseguiu convencer os sócios com o seu plano de reestruturação financeira; vamos ver se o tempo não lhe dará razão.

Mas Soares Franco teve a sorte de ter um treinador a quem transmitia toda a confiança, e que deixava trabalhar em paz. Paulo Bento respondia pela estrutura do futebol toda, e nunca se lhe pressentiu o desespero que ouvimos nalgumas declarações de Domingos. Independentemente dos méritos que tem como treinador (que já demonstrou e há de voltar a demonstrar), é inevitável que Domingos não aguentou a pressão de ser treinador do Sporting. A queixa contra os adeptos “notáveis” que se queixam na imprensa só revela que Domingos é um homem com a cultura do FC Porto, onde existe há muitos anos uma autoridade incontestada, e que desconhece (e provavelmente não servia para) a realidade do Sporting, um clube em permanente ebulição e onde nunca toda a gente está de acordo. Mas essa não é uma realidade exclusiva do Sporting (embora neste seja particularmente acentuada). Na mesma semana em que Domingos se queixava de certos sócios do Sporting, José Mourinho também teve de ouvir duras críticas pessoais que lhe foram movidas pelo anterior presidente do Real Madrid. Não gostaria Domingos de ser treinador do Real Madrid? Será que também se queixaria? É claro que para tudo há um limite, mas um treinador do Sporting tem que saber o que quer, ser determinado, teimoso e ter personalidade forte. Não precisa de ser um sargentão, mas tem que ser um sargentinho. Tudo caraterísticas de Paulo Bento, que aguentou a pressão sendo menos experiente quando foi chamado ao cargo. Domingos fez jus à alcunha “Choramingos” que tinha no “Contra Informação”. A lição a tirar é que é muito mais fácil ser treinador do FC Porto que do Sporting, e que pode ser que um bom treinador para o FC Porto não o seja para o Sporting. A ver vamos o seu futuro. Quanto ao Sá Pinto, falta-lhe uma caraterística fundamental que é o sangue frio. Gosto muito do Sá Pinto e desejo-lhe as maiores facilidades, mas neste momento gostaria de ter um Paulo Bento...

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