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És a nossa Fé!

Falência técnica

Sempre fui um apoiante do regresso de Luís Duque ao comando da SAD do Sporting e não há dúvida de que, em conjunto com Carlos Freitas, deu uma nova alma ao futebol do clube. Infelizmente, onze anos depois da sua passagem, o seu maior erro repete-se: despedir um treinador a meio da época para o substituir por um "símbolo do clube", mas de competência questionável (a ver vamos). A substituição de Augusto Inácio em 2000/01, primeiro por Fernando Mendes e depois por Manuel Fernandes, não acrescentou melhoria nenhuma, e nenhum fez melhor do que Inácio tinha feito até então. Se é certo que Inácio tinha um crédito que Domingos não chegou a conquistar, também é verdade que Sá Pinto ainda tem menos credenciais que Manuel Fernandes tinha. Com a agravante de ter um temperamento que faz temer o pior no seu cargo, e divide os adeptos em vez de os unir. Vamos ver como se vai refletir o novo treinador nas assistências do estádio de Alvalade. Tenho sérias dúvidas.

 

Mas esta saída também é comparável a outra que representou um outro erro histórico: a de Bobby Robson (de quem os sócios também gostavam, ó Sousa Cintra). E não digo isto somente por o provável destino de Domingos enquanto treinador ser o mesmo que foi o de Robson, se calhar ainda esta época. Digo pelo que isso representou, então, e poderá representar em termos do prestígio do clube. Depois da forma como o Sporting despediu Robson, tornava-se difícil contratar um treinador estrangeiro de renome, pelo menos com Cintra como presidente. Se é mesmo verdade que foi o Sporting a despedir Domingos, então depois disto dificilmente contratará um treinador português competente (pelo menos com estes dirigentes). Ver o comando da equipa técnica de futebol do Sporting entregue a sportinguistas de corpo e alma pode ser muito bom para certos adeptos de bancada, mas é seguramente mau para o futebol do clube. O critério principal para a contratação de um treinador deve ser a sua competência: que o digam os sportinguistas Jorge Jesus ou Leonardo Jardim. Algum deles viria treinar o Sporting?

 

Dito isto, não vou ter grandes saudades de Domingos enquanto treinador do Sporting, pelas razões apontadas por exemplo no terceiro parágrafo deste texto. Domingos era um treinador desorientado, como as suas declarações deixavam transparecer. Mesmo que ganhasse a Taça de Portugal, se não conseguisse a qualificação para a Liga dos Campeões deveria sair - mas no fim da época. Mandá-lo embora nesta altura, pelo menos enquanto não forem esclarecidos os motivos (aquela entrevista do Wolfswinkel onde ele diz que em Portugal mal se treina terá a ver com isso?), vem confirmar a reputação do Sporting enquanto cemitério de treinadores, algo a que já andávamos desabituados.

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