07 Ago 13

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124 comentários:
De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 12:26
Ele disse mais qualquer coisa, o Pedro de vez em quando gosta de ser intelectualmente desonesto, isso é feio! Quantos jogadores sairam do Sporting ou do Porto para o estrangeiro, nessas épocas ? O Coluna disse que Salazar não deixava sair os bons jogadores de Portugal, não foi ?
Passam a vida a deturpar a história e depois aparecem as Zélias, que no fundo acreditam mesmo que aquilo era assim, nem se pode levar a mal, com estas lavagens que levam desde sempre.


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 12:52
O que ele disse está indicado na hiperligação ao conjunto da notícia que disponho aos leitores. Que "desonestidade intelectual" detecta você aqui? Interessa-me o que o grande Mário Coluna diz dele próprio, ou seja, o testemunho directo, em primeira mão. Antes que venha uma 'investigadora' um dia destes dizer - como disse do Eusébio - que essa pressão do poder político ditatorial nunca existiu.


De Pedro Marques a 7 de Agosto de 2013 às 13:37
Por vezes a desonestidade intelectual é revelada pela falta de decoro em que se comenta uma coisa e se esconde outra.

Temos no Sporting Presidentes situacionistas como:

-Salazar Carreira (Inspector Geral dos Desportos que resolvia facilmente qualquer problema relacionado com o SCP)

-Joaquim Oliveira Duarte (comodoro da Marinha)
-Ribeiro Ferreira (dirigente da União Nacional)
-Góis Mota (Comandante da Legião Portuguesa e homem de confiança de Salazar que inclusive pretendeu mostrar que era capaz de superar a PIDE )
-Cazal Ribeiro (deputado na Assembleia conhecido pelas suas posições irredutíveis.)
-Viana Rebelo (governador-geral de Angola, vice-chefe do Estado-Maior do Exército, Ministro da Defesa Nacional )
-Brás Medeiros (administrador do jornal Diário Popular, divulgando o seu simpatismo pelo regime de Salazar)

Enfim já vou em 7 e claro todos eles foram escolhidos pelo Conselho Leonino. NO Sporting Clube de Portugal não havia cá eleições...qual clube democrático qual carapuça!!

Mas tenho a certeza que o caro Pedro Correia, consegue arranjar pelo menos o dobro de Presidentes do SLB também situacionistas, porque segundo ele Salazar mandava no Benfica.


Fica aqui o desafio lançado!
Cumprimentos


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 16:58
Tanta linha, em jeito de manobra de diversão, e nem uma dedicada a procurar sequer rebater a declaração de Coluna sobre o seu (dele) amigo Salazar...


De Pedro Marques a 8 de Agosto de 2013 às 15:10
Não rebati a declaração do Coluna, porque o que ele disse é verdade. Coluna não era concerteza inimigo de Salazar para ser convidado....

E se vamos dizer que o Benfica era o clube do Regime porque o Coluna foi convidado para inaugurar uma ponte, então está tudo dito... O Pedro acabou de me ganhar porque contra esse facto não há argumentos. eheheh. Nem mesmo os Presidentes do Sporting amigos de Salazar... Se calhar o Coluna tinha mais poder que todos as pessoas escolhidas para serem Presidentes do Sporting Clube de Portugal e por isso é que o Benfica era o clube do regime e o Sporting não.


Se lhe chamar ignorante espero que não fique ofendido. Quando tiver argumentos de peso, como por exemplo os Presidentes que escrevi e as suas ligações ao regime quando me disser quantos jogos a selecção nacional fez em estádios do Sporting Clube de Portugal e quantos fez em estádios do Sport Lisboa e Benfica então aí estaremos ao mesmo nível. Já para nem falar novamente dos Conselhos Leoninos e eleições democráticas no outro lado da Avenida.


Enfim mas isto sou eu, portanto quem sou eu para discutir contra o Coluna e a Ponte 25 de Abril.

ps: já agora aproveito para lhe dar uma pista, a primeira vez que a selecção jogou num estádio do Sport Lisboa e Benfica foi em 21 de Abril de 1971 !! já Salazar tinha morrido!! já andava em declínio o regime que tu tanto falas!! e se for não souberes quantos houve nos estádios pertencentes ao Sporting posso amávelmente ajudar-te :)

ps2: curioso ver tantos militares na direcção do Sporting clube de Portugal e quando começa a Guerra Colonial o Benfica começa a crescer e o Sporting a quebrar...


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:45
Você mistura coisas tão diversas que é difícil dar-lhe réplica. Mas confirma o essencial, considerando verdadeiras as afirmações de Mário Coluna, como eu aliás já esperava.
Esse foi o meu ponto, nada mais.
Há coisas que, francamente, tenho dificuldade em entender. A referência aos militares, por exemplo: pretende provar o quê? O Benfica também teve militares na sua direcção. Lembro-me, desde logo, de um nome ilustre: o tenente-coronel António Ribeiro dos Reis, que foi vice-presidente do SLB, além de fundador do jornal 'A Bola'.


De Pedro Marques a 9 de Agosto de 2013 às 09:35
As referências aos militares foi apenas para dar um argumento completamente aleatório para dar a ideia que o Sporting Clube de Portugal era o clube do Regime, que é exactamente o que o senhor fez com o seu argumento da a referência do Coluna.



De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 10:16
Nenhum desses militares que menciona foi alguma vez símbolo do Sporting, como Coluna o foi relativamente ao Benfica. Tive, aliás, o cuidado de utilizar expressões literais do grande ex-capitão do SLB - transcritas do insuspeito jornal 'A Bola' - para dar consistência ao que escrevi.
Coluna limita-se, no fundo, a dizer algo que Eusébio já dissera várias vezes anteriormente. Nem vale a pena emitir juízos valorativos, a tantos anos de distância. Naquela época as coisas ocorreram assim porque o regime em Portugal era o que era: um regime em que a vontade de um homem se sobrepunha demasiadas vezes à vontade de grupos, colectividades e associações.
Talvez o mesmo tenha ocorrido aliás em relação ao Sporting. Faltam no entanto testemunhos de participantes directos desses tempos para sustentar tal tese.


De Pedro Oliveira Duarte a 11 de Outubro de 2014 às 18:18
Pedro, apenas um pequeno reparo. Joaquim Oliveira Duarte não foi Comodoro da Marinha Portuguesa, mas sim Contra-Almirante.


De Pedro Correia a 21 de Novembro de 2014 às 00:12
Todos os comentários extra são bem-vindos a esta caixa de comentários, recordista absoluta do blogue.


De Hugo Rocha a 7 de Agosto de 2013 às 14:18
"Naquele tempo qualquer jogador português que fosse bom o Salazar não o deixava sair do país".

Para os, como dizer, "mais limitados".


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 17:02
Havia os que deixavam condicionar e os que mantinham a rebeldia, como Carlos Gomes, grande guarda-redes do Sporting dos anos 50 e 18 vezes internacional A:
- emprestado ao Vasco da Gama
- primeiro jogador português a jogar na União Soviética
- jogou em Espanha, no Granada e no Oviedo

Isto desmente, e de que maneira, a tese de que nessa época nenhum jogador português era autorizado pelo regime a jogar no estrangeiro.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 17:35
Portanto o apresentar 2 exemplos, desses o único com algum impacto seria o do, por alguma razão o apelidou de rebelde, Carlos Gomes, isso para si é que desmente o que quer que seja ? enfim, já vi que é um tema para o qual não demonstra qualquer abertura, quando assim é não se ganha nada em argumentar, cada um fica com a sua.


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 18:50
Bem, eu apresentei dois exemplos que contrariam a sua tese. Você, em contrapartida, não forneceu nenhum que contrarie a minha.

Estou há horas a argumentar com leitores (incluindo consigo) nesta caixa de comentários e não demonstro "abertura"?!
Preferia o quê, então?
Um 'post' fechado a comentários? Comentários censurados, como acontece em tantos outros blogues? Comentários sem direito a réplica dos autores, que não têm tempo nem paciência para dialogar com quem comenta, como é também muito frequente?


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 19:13
Bem, se insiste nesses exemplos para contrariar a minha tese, então eu respondo, meteu os pés pelas mãos.
Jorge Humberto era um ídolo da Académica, mas nem internacional era, a sua saída não causava impacto que preocupasse o regime.
Quanto à história de Carlos Gomes, caro Pedro, leia aqui e veja se contraria a minha tese, ou se pelo contrário até a corrobora mais do que eu pensava :
http://www.fcbarreirense.com/index.php?option=com_content&task=view&id=831&Itemid=223


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:29
Coheço bem o caso do Carlos Gomes e não ignoro a celeuma que provocou, eventualmente com alusões de carácter difamatório à mistura. Incontestável era o facto de se tratar de alguém com convicções políticas de oposição, aliás naturais no meio onde nasceu (o Barreiro). O facto de se ter mantido, apesar disso, várias épocas como guarda-redes titular do Sporting e uma das suas figuras mais populares e carismáticas desmente só por si a tese de que este era o clube do regime...

Em relação ao Jorge Humberto, se bem reparar, as palavras que emprega corroboram a minha tese. Diz você que ele "nem internacional era, a sua saída não causava impacto que preocupasse o regime". Pela mesmíssima lógica, mas em sentido inverso, o regime de algum modo tutelava jogadores (como Eusébio e Coluna) cuja saída lhe causaria legítima preocupação pois eram pedras fundamentais na tal estratégia de promoção de Portugal como país pluricontinental e multirracial.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 19:38
Você é bom a jogar com as palavras, parabéns, desde o início desta conversa, nunca esteve em causa que Coluna e Eusébio, foram impedidos de sair de Portugal pelo regime, o que está em causa é se isso foi para beneficiar o Benfica em exclusivo, como nenhuma figura de proa de nenhum dos 3 grandes saiu de portugal, pelo menos desde a década de 60 onde o futebol ganhou mais dimensão e importancia por causa dos exitos europeus de Benfica e Sporting e da selecção, presumo que não fosse um benefício especial para o Benfica. Até porque, que eu saiba, Salazar nunca proibiu nenhum jogador do Benfica de sair para outro clube em Portugal.


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:55
Você é que tarda em reconhecer um facto que é um "óbvio ululante", como diria o grande Nelson Rodrigues: a especial simpatia que o ditador nutria pelo Benfica pós-1961 (não por acaso, o ano em que começou a guerra em Angola), devido aos seus jogadores angolanos e moçambicanos (Costa Pereira, Águas, mas sobretudo Eusébio e Coluna). Simpatia que o levava ao ponto de negar autorização (digamos, com alguma benevolência, em forma de conselho paternal) a que estes dois últimos jogadores se ausentassem do País. Mero intuito de propaganda, sem qualquer tipo de 'afición' clubística? Eu não acredito nesta última hipótese: acho que a dimensão europeia do Benfica acabou por despertar o "benfiquismo" de Salazar, ainda que para efeitos políticos.


De Lancero a 7 de Agosto de 2013 às 20:50
Simpatia ou aproveitamento?


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 23:40
O termo mais preciso será aproveitamento, concedo. A simpatia, por Coluna e Eusébio em especial, viria por acréscimo.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 21:49
Bom, aqui retiro-me, já está na fase da interpretação demagógica, nunca se conheceu qualquer simpatia clubística a Salazar. Mas entendo, há que manter os mitos para aqueles que precisam disso para alimentar o seu clubismo. Como até o título do post é demagógico, porque mesmo o Pedro sabe que Salazar nunca mandou no Benfica. Fico-me por aqui, a partir de agora seria "chover no molhado".


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 23:43
Essa matéria não está convenientemente estudada. Tal como nada se sabia sobre as amizades femininas do ditador e outros aspectos relacionados com a vida dele - sobretudo fora da esfera política - até começarem a ser investigados. Um dia haveremos de ver também um ensaio desenvolvido à volta desse tema, com interesse garantido.
Retire-se à vontade: admito que a discussão está à beira do esgotamento. Mas volte sempre que lhe apetecer.


De Pedro Marques a 8 de Agosto de 2013 às 15:34
afinal quem é que tarda a reconhecer o "óbvio ululante"

Já falámos sobre Coluna, agora falemos sobre o grande Alfredo Barroso!!! Conhecido Sportinguista e como tal insuspeito :)

Ele disse e passo a citar: (isto aparece numa crónico do Record)
"E, no entanto, nos tempos da outra senhora, o Sport Lisboa e Benfica chegou a ser considerado como uma referência democrática, um oásis onde coexistiam vozes de todas as origens políticas e em que algumas figuras notórias da oposição ao Estado Novo chegaram a ser membros dos órgãos sociais do clube. Digo isto com tanto mais admiração e à vontade, quanto é certo que sempre fui adepto do Sporting Clube de Portugal, o qual, pelo contrário, era conhecido pelas suas notórias ligações ao Estado Novo e foi quase sempre dirigido por figuras mais ou menos proeminentes da extrema-direita do regime salazarista."

Bem agora alguem foi confundido...e não fui eu!

Mas continuando, falemos de outro Grande sócio do Sporting Clube de Portugal o senhor Vasco Lourenço e grande figura do 25 de Abril.
Vejamos o que ele disse em 2007 e também para o Record:

"Os benfiquistas e os portistas
ainda hoje recordam aquele episódio do Góis Mota que, durante um Atlético-Sporting, entrou no balneário do árbitro com uma pistola para o ameaçar.

No tempo do Salazar, aí pelos anos 50, o Sporting era o preferido, porque muitas pessoas do regime eram adeptas do clube. Góis Mota, Casal Ribeiro, entre outros. Anos mais tarde, o Belenenses era o clube do regime por causa de Américo Tomás. Mas era injusto dizer-se isso, porque ele era sócio e tentava proteger o clube, mas o Belenenses não usufruía de nenhum benefício.
Foi mais uma imagem que se criou. O Benfica sempre foi o clube do povo, e o Sporting mais de elites"

Pedro Correia, por favor não caia no rídiculo ao vir falar do Benfica como clube do Regime.....


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 10:10
Eu nunca usei a frase "o Benfica era o clube do regime". Usei, isso sim, a frase "Quando Salazar mandava no Benfica" - com base nas declarações de Coluna, que por sua vez corroboram declarações anteriores de Eusébio. Não me parece haver sequer nada de extraordinário nisso: na medida em que era o clube português com maior sucesso internacional naquela época em que o futebol começava a ser um verdadeiro fenómeno à escala planetária (os Mundiais televisionados de 1962 e 1966 comprovaram-no), o regime utilizou o SLB e em particular alguns dos seus jogadores oriundos de África para os fazer encaixar nas traves-mestras do seu discurso integracionista.


De j gonçalves a 8 de Abril de 2016 às 14:58
Muitos mais jogadores saíram de Portugal sob o regime salazarista: Rogério Pipi do SLB, Fernando Peres, que foi campeão no Vasco da Gama, , o grande Jorge Mendonça, Jacinto João JJ, Lito, Dominguez, etc


De Pedro Correia a 8 de Abril de 2016 às 15:36
Dos que mencionou, apenas Rogério (que se ausentou poucos meses para o Rio, sem sucesso, em 1947) funciona como breve excepção a confirmar a regra.


De aNNóNNymus a 8 de Agosto de 2013 às 01:55
Meu caro

Isto não desmente nada, por a comparação estar a ser feita entre 2 décadas diferentes.
Sem por em causa o grande valor de Carlos Gomes que nunca vi jogar, a vivida pelo enorme Capitão Mário Coluna, o nosso 'Monstro Sagrado', foi mais exposta e por conseguinte observada a nível da Europa. E no Mundial de 1966, onde nem o campeão mundial escapou ...
e o Carlos Gomes nem sequer era um africano e negro que ganharam maior valor para o Regime após o 4 de Fevereiro de 1961.

Sobre CARLOS GOMES socorro -me de algo que vi publicado num livrinho que nos vai contando:

"Genial e polémico são os dois adjectivos que mais vezes encontramos associados a Carlos Gomes, para muitos o melhor guarda-redes português de todos os tempos.
Oriundo do Barreirense onde se apaixonou pelo "oficio" a ver as defesas de Francisco Silva o suplente de Azevedo na Selecção Nacional, foi contratado pelo Sporting quando tinha apenas 18 anos, demonstrando logo aí toda a sua irreverência, ao contestar o facto de lhe colocarem a transferência como um dado adquirido, exigindo mais dinheiro e acabando assim por receber 50 contos em vez dos 10 que lhe propunham.
Transferiram-no então para o futebol espanhol a troco de um milhão de pesetas, onde jogou no Granada e no Oviedo, e só não chegou mais longe porque o Sporting não o deixou ir para clubes maiores, numa altura em que Real Madrid e Barcelona demonstraram interesse em contrata-lo.
Actuava quase sempre de preto e um dia explicou porquê a um jornalista espanhol: «Visto-me de preto, pois enquanto o futebol português estiver nas mãos dos doutores, está de luto.»
Em 1961 esteve para ir para o Salgueiros, mas mais uma vez o Sporting não autorizou, suspeitando-se que o Benfica estaria por trás da história, e assim mandaram-no regressar a Alvalade, mas ele exigiu muito dinheiro e o acordo não se concretizou.
Acabou por ir para o Atlético, mas voltou a emigrar depois de se envolver numa história rocambolesca, que meteu uma condenação por alegada violação, que refutou acusando os dirigentes do Sporting de lhe terem armado uma cilada, e uma fuga para Espanha e depois para Marrocos, onde adquiriu o estatuto de exilado político e ainda jogou e brilhou em Tânger, ao ponto de ser convidado por emissários do Rei a converter-se muçulmano e a mudar de nome e nacionalidade, o que não aceitou.
Só em 1963 ficou livre do contrato com o Sporting, mas condenado a 11 anos de prisão, manteve-se pelo norte de África tornando-se treinador dois anos depois, passando pela Argélia e Tunísia.
Mais tarde radicou-se em Espanha onde possuía negócios, regressando a Portugal em 1983.
Faleceu a 17 de Outubro 2005 com 73 anos."






De Pedro Correia a 8 de Agosto de 2013 às 10:28
As décadas eram diferentes mas o regime era o mesmo. E quem o protagonizava também. Eu próprio acentuei a importância da guerra, a partir de 1961, coincidindo com o início do prestígio europeu do Benfica, como factor instrumental em benefício da ditadura. As coisas são o que são, não vale a pena iludi-las. Foi um período relativamente curto ( essencialmente 1961-68, coincidindo neste último ano com a saída de Salazar e a pesada derrota do clube em Wembley, frente ao Manchester United), mas é inegável que o regime se serviu do SLB em seu benefício: basta consultar a imprensa da época para se perceber este facto. Esta declaração de Coluna tem o mérito de assumir isso sem complexos. As coisas são o que são.


De aNNóNNymus a 8 de Agosto de 2013 às 19:17
Completamente de acordo. O Regime (o seu 'Palácio Foz' e não o Ditador) serviram-se de cada uma das vitórias europeias - incluindo as morais - do Sport Lisboa e Benfica e da projecção desportiva de vários jogadores com o King Eusébio, à cabeça.

Mário Esteves Coluna, foi convidado especial para a inauguração da Ponte Salazar a 6 de Agosto de 1966, na sua qualidade de Capitão da Selecção Nacional - o que poderá comprovar - que tinha acabado de fazer figura brilhante no Mundial em Inglaterra.

Se há um clube do Regime (de todos os regimes, sempre altamente beneficiado, com a mama anti-centralismo ...!) esse clube ...

é o FêCêPê !!!

Os Fernandos Gomes, Nunos Cardoso e Luíses Filipes Menezes sempre existiram e vêm desde o Século XIX !!!



De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 10:06
Parece que começamos a estar de acordo naquele que é o meu ponto essencial desde o início, com base nas declarações de Coluna: nos anos áureos do Benfica na década de 60 (1961/68) que coincidiram com os anos iniciais da guerra em África e que foram também os anos finais do longo consulado de Salazar, o regime prodigalizou um tratamento de excepção ao SLB e a certos jogadores do clube em particular. Por conveniência política e oportunismo e não por convicção? Essa já será matéria de opinião. Mas a matéria de facto, para mim, é há muito incontroversa - e as declarações sucessivas de Eusébio e Coluna assim o comprovam.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 14:52
Sabe perfeitamente que o que se passou não foi aquilo que está a dizer, o Benfica não era particularmente beneficiado pelo regime, Salazar não deixava sair os bons jogadores de Portugal. Lembro-lhe que Coluna não era só capitão do Benfica, também era da selecção. Mas responda-me então quais foram os jogadores Portugueses do Sporting ou do Porto que saíram de Portugal nessa altura, para demonstrar que isto era um tratamento especial para o Benfica. Já agora, isto beneficiou ou prejudicou o Benfica ? A terem saído o Benfica teria recebido algumas fortunas, mesmo naquela época, ou não ? Eu não estou, longe de mim, a defender Salazar, estou a dizer que só por desonestidade intelectual ou por desconhecimento é que se podem alimentar estes mitos.
Não digo que o que este investigador escreveu seja uma bíblia, mas se calhar no meio disto tudo estará a verdade : http://www.publico.pt/desporto/noticia/o-futebol-e-mais-instrumentalizado-hoje-do-que-foi-durante-o-estado-novo-1592434



De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 17:07
Já referi, mais acima, o grande Carlos Gomes, homem de esquerda e grande guarda-redes do Sporting e da selecção.
Quer mais?
Aqui tem: Jorge Humberto, uma das estrelas da Académica no início dos anos 60 e que aos 23 anos, em 1961, se tornou o primeiro jogador português a jogar no Calcio, como craque do Inter:
www.nhaterra.com.cv/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1220:jorge-humberto-o-primeiro-lusofono-a-jogar-no-calccio&catid=92:idolos-d-nha-terra&Itemid=450

Tive o privilégio de o conhecer em Macau, onde era médico pediatra. Uma grande senhor.


De Zélia Parreira a 7 de Agosto de 2013 às 15:07
anónimo desconhecido

Que felicidade para si, poder referir-se ao meu nome, não é? Infelizmente, não lhe posso retribuir, o que é pena. Uma pessoa assim tão devota ao Sporting e aos sportinguistas é difícil de encontrar. Ainda por cima, contribui imenso para elevar as estatísticas aqui do blogue, é mesmo nosso amigo.

Até lhe enviava um autógrafo, mas insiste no anonimato... É tímido, é?


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 15:15
Se pensar um bocadinho chegará à conclusão que Anónimo Desconhecido diz-lhe tanto a si, como Zélia Parreira me diz a mim, nenhum de nós faz a mínima ideia de quem é o outro. Nem isso interessa nada para o assunto. Se eu criar um user "Joaquim Anastácio", ficará a saber quem sou ? trate-me pelo nome que entender, não faz diferença.
O Sporting é para mim um rival, não um inimigo, por isso tenho alguma devoção, até porque me aborreceria se passasse o ano todo a ver o Benfica A contra o B.

Cumprimentos


De Zélia Parreira a 7 de Agosto de 2013 às 16:40
Como já vi a resposta que me vai dar, respondo-lhe já (mesmo antes dela ser publicada), mas aviso que é a última vez que me vou dar a este trabalho.

A diferença é apenas a que existe entre o que é verdadeiro e o que é falso. Para mim, é uma grande diferença. Para si, pelos vistos não, o que explica muita coisa.

Abracinhos!


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 17:32
Não me leve a mal, mas não percebi nada do que queria dizer com esta resposta, sinceramente. Se não se quiser dar ao trabalho de explicar, não faz mal, como lhe disse nem toda a gente encara os outros clubes e adeptos como inimigos ou a personificação do mal. Isto é desporto, eu gosto do Benfica como poderia ter acontecido ter gostado do Sporting ou do Porto, até nasci em Alvalade, apesar do Sporting ser do Lumiar, mas isso é irrelevante. Portanto seria meio parvo se achasse que quem calhou gostar de outro clube tem que ser considerado como uma pessoa menor.


De CP a 7 de Agosto de 2013 às 13:04
O Titulo do post é todo um programa.


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 17:07
Obrigado


De Pedro Correia a 16 de Agosto de 2013 às 12:05


De Lancero a 7 de Agosto de 2013 às 15:16
Garotisses...


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 17:07
Garoti"ss"es, aos 78 anos?


De Lancero a 7 de Agosto de 2013 às 17:51
Eheh, gralha bem apanhada :)

Nunca se é velho demais para garotices, um pouco como Goebbels dizia sobre "uma mentira repetida muitas vezes passa a ser verdade".

Uma questão: qual o único dos chamados três grandes nunca, nessa época, inaugurou estádios em datas festivas do regime? Ou, até, nunca os baptizou com datas comemorativas desse mesmo regime? E qual o clube, desses três, que até fazia o inverso (escolhia datas que o regime procurava minimizar, como a implantação da República ou a Restauração)?


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 18:46
O estádio das Antas foi inaugurado a 28 de Maio de 1952 (data em que se assinalava o 26º da instauração do regime então vigente), em cerimónia presidida pelo chefe do Estado, Craveiro Lopes.

O estádio da Luz foi inaugurado a 1 de Dezembro de 1954 (feriado nacional, data celebrada pelo regime deposto em 1974), em cerimónia presidida por Craveiro Lopes.

O estádio José Alvalade foi inaugurado a 10 de Junho de 1056 (Dia de Portugal, então como hoje), em cerimónia presidida por Craveiro Lopes.


De aNNóNNymus a 8 de Agosto de 2013 às 02:16
E que nome e em que data tinha sido inaugurado o do Campo Grande?

O anterior Regime fez do 10 de Junho a grande festa do culto a Salazar e às suas grandes obras entre as quais o Estádio Nacional.


De Pedro Correia a 8 de Agosto de 2013 às 10:30
Campo Grande? Isso já é recuar muito, não faço a menor ideia. 10 de Junho e 1º de Dezembro eram datas enaltecidas pelo regime. A primeira, desde logo, por ser Dia de Portugal; a segunda por ser Dia da Restauração, com os miúdos da Mocidade Portuguesa, desfilando Avenida abaixo de braço estendido e S (de Salazar) na fivela do cinto.


De Lancero a 8 de Agosto de 2013 às 11:26
O Campo Grande chamou-se estádio 28 de Maio até o Benfica ter tomado conta das instalações.


De Pedro Correia a 8 de Agosto de 2013 às 11:58
Muito me conta. E o Benfica mudou-lhe o nome?


De Lancero a 8 de Agosto de 2013 às 15:23
Sim, de novo para Campo Grande


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:34
Desconhecia. Estes debates são úteis também por isto: aprendemos sempre alguma coisa.


De Pedro Marques a 8 de Agosto de 2013 às 15:42
Caro Pedro Correio:

O Benfica qdo foi obrigado - por expropriação do Estádio das Amoreiras - a ocupar provisoriamente o Estádio 28 de Maio (até 1937 alugado pelo SCP) tomou três decisões: fazer bancadas de madeira, recuperar o nome original (Estádio do Campo Grande, eliminando o 28 de Maio) e fazer a inauguração a 5 de Outubro de 1941 (a data de um feriado político obviamente problemática para o Estado Novo)


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:35
5 de Outubro, de qualquer modo, não deixou de ser feriado nacional durante todo o chamado 'Estado Novo'.


De aNNóNNymus a 8 de Agosto de 2013 às 19:42
O Lancero deu resposta à minha pergunta.

A MP era obrigatória da 1ª à 4ª classe e nos 2 primeiros anos do Liceu e Escola Técnica.

O seu primeiro comissário nacional foi F. J. Nobre Guedes. Diz-lhe alguma coisa este apelido?!

Brincando ...tem a certeza que o S não era de Sporting :-))

Saudações Gloriosa


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:38
Hum... Se S queria dizer Sporting, NN quererá dizer o quê? Se a resposta for demasiado embaraçosa, compreenderei o seu silêncio.


De aNNóNNymus a 10 de Agosto de 2013 às 01:46
Meu caro,

Olálá :-))

É preciso muito mais que um par de enes dobrados, a única coisa - graças à minha mulher - que uso aos pares, para me embaraçar.

A mim, e só aqui pelo blogue, servem de alcunha e como identificação perfeita, permita-me a imodéstia, de adepto do S.L. e Benfica.

Aos meus prezados consócios da claque serve de nome e quer dizer NO NAME ...

num vaidoso anglicismo, muito parecido ao que deu ao neto do Visconde, quando formou o Sporting.

SG





De Pedro Correia a 11 de Agosto de 2013 às 10:28
Entendi finalmente o significado das siglas, chegando eu a recear que pudesse ter uma origem diferente. Mas se tivesse levado o seu carinho pelos anglicismos um pouco mais longe, caro NN, arrisco dizer que o seu coração neste momento teria uma pigmentação diferente. Seria verde e branco.


De aNNóNNymus a 11 de Agosto de 2013 às 15:36
Verde ...!?! Nem a alface e o pepino. Só mesmo o vinho, branco ou tinto :-))

Não sei, sinceramente, onde possa ver qualquer manifestação de carinho, da minha parte pelos anglicismos, quando ao seu 'post' chamo texto, e ao meu 'aNNóNNymus' chamo alcunha.

Basta-me o Sport...


De Pedro Correia a 11 de Agosto de 2013 às 15:48
No Name... No Name.

(anglicismo)


De Pedro Correia a 16 de Agosto de 2013 às 12:05


De Pedro Marques a 7 de Agosto de 2013 às 15:27
espero que não tenham eliminado o meu comentário :)

Se o eliminaram gostaria de saber porquê ?

Obrigado


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 17:10
Eliminado o seu comentário?!! Está ali mais em cima, à vista de todos. Já lhe respondi. Neste blogue, ao contrário do que sucede noutros, que têm sempre a tesoura censória bem afiada, publicam-se todos os comentários, quer concordem quer discordem.
Raríssimas vezes tenho eliminado comentários, nestes quase dois anos. Acontece apenas quando incluem expressões obscenas ou eventualmente difamatórias, o que é muito raro acontecer.


De Pedro Marques a 8 de Agosto de 2013 às 15:57
Agradece-lhe imenso e Peço desculpa, mas provavelmente quando actualizei o site ainda não tinha sido aceite o meu comentário.

Agradeço-lhe também o facto de ter sido sempre muito educado e por mostrar respeito para com outros comentadores.

Com os melhores cumprimentos,
Pedro


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:33
Não faço mais do que cumprir elementares deveres de bom anfitrião, caro Pedro Marques. Tento, pelo menos.


De Marco Lopes a 7 de Agosto de 2013 às 17:28
No Benfica de Coluna, o tal clube da "eleições democráticas no tempo do Salazar" dois grandes atletas tiveram de fugir antes que os prendessem. Na altura falou-se de denúncias internas. Falo de Santana (grande interior direito) e Barceló de Carvalho, hoje conhecido como Bonga.
Ambos, com conhecimento de causa, poderiam falar dos "democráticos" de Carnide..


De Lancero a 7 de Agosto de 2013 às 19:28
O Santana perseguiu foi títulos nos 12 anos que esteve no Benfica. Só teve um azar: apareceu Eusébio a tirar-lhe o lugar. Só saiu aos 32 anos, para o Salgueiros (estranho sítio para fugir à PIDE).
O Bonga não era mau atleta (para os que não sabem era velocista de atletismo) e esteve cinco ou seis anos a vencer provas pelo SLB. Fugiu de facto para o estrangeiro em 72 por causa da PIDE. Nunca tinha ouvido falar de denúncias internas, até porque o que nunca faltou no SLB foram atletas africanos (alguns se veio depois a saber serem muito amigos dos movimentos independentistas).


De PRB a 7 de Agosto de 2013 às 17:35
Pedro, não me leve a mal, mas acho que este seu remate foi ao poste.

O Estado Novo não protegia especialmente o Benfica ou os jogadores do Benfica. O Estado Novo tentou politizar o sucesso dos Magriços em 66 e do Benfica (e, em menor grau, do Sporting) nos anos 60, mas isso não se traduziu num particular favorecimento do Benfica face ao Sporting, ou vice-versa, no plano interno. Podem talvez os portistas falar de algum prejuízo nessa altura relativamente aos clubes de Lisboa (o qual foi pago, com juros, nos últimos 30 anos).

Claro que houve pressões sobre jogadores (de todos os clubes) para não irem para o estrangeiro e, como em tudo, houve quem tenha ido e quem tenha ficado. Mas, se isso diz qualquer coisa sobre uns e outros como indivíduos, não diz nada sobre os clubes que representaram.

Uma última nota: numa altura em que tanto criticamos os jogadores que se querem ir embora e endeusamos os que afirmam que querem cá ficar toda a vida e mais seis meses, não deixa de ser engraçado elogiarmos os que primeiro deram o salto, especialmente se pensarmos que as suas razões talvez não fossem diferentes dos que agora o querem fazer.




De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 18:39
Aqui está a primeira réplica benfiquista que merece devida ponderação (e o facto de dizer que acertei no poste em nada altera o meu raciocínio, pois tenho 'fair play' suficiente para aceitar as críticas que me fazem).
Durante a década de 60, tinhas toda a lógica que o regime se servisse do Benfica - um clube que, à época, só incluía jogadores com nacionalidade portuguesa nas suas fileiras - como símbolo da sua estratégia de propaganda, nomeadamente para efeitos externos, numa altura em que já havia a guerra em África.
Um clube 'multirracial' (embora não fosse o único), em que o próprio capitão de equipa era um português moçambicano, figura aplaudida até por adeptos rivais quando envergava essa braçadeira na selecção nacional, agradaria certamente às figuras cimeiras do regime, e ao próprio Salazar, mesmo à revelia da vontade dos dirigentes desse mesmo clube. Ignoro a filiação clubística de Salazar, que talvez fosse adepto da Académica por ter vivido em Coimbra, mas era seguramente simpatizante do Benfica, tendo dado inúmeras provas disso pelos gestos de apreço - bem documentados - que teve relativamente a Eusébio e Coluna, sem correspondência com atletas de outros clubes.
Reconhecer isto, que é matéria de facto e não de opinião, constitui uma atitude de honestidade intelectual. O passado das instituições deve ser assumido, com os seus altos e baixos e as suas luzes e sombras. Reconheço em Mário Coluna a honestidade e o desassombro de assumir esse passado em vez de tentar camuflá-lo sob a capa da correcção política. Na linha daquilo que já foi publicamente manifestado pelo próprio Eusébio.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 18:56
Cuidado, Eusébio também disse que era do Benfica porque o Sporting, em Lourenço Marques, era o clube dos PIDEs e dos Racistas, estas declarações também contam ?


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:09
Não vá buscar essa lamentável entrevista do Eusébio, que contraria tudo quanto ele tinha dito no meio século anterior e mancha de algum modo o respeito que tantos sportinguistas (eu incluído) lhe dedicavam. Para manter esse respeito, faço de conta que essa entrevista nunca existiu.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 19:15
Podemos sempre considerar apenas aquelas que mais nos agradam ? Aceito.


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:23
Cada um acredita nas declarações que quiser. Eu prefiro continuar a considerar válidas todas as delcrações anteriores do Eusébio sobre esse tema, em sentido inverso a esse que indica.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 19:27
Em sentido inverso ? De que declarações fala ? Ele nunca tinha falado pelo ponto de vista político, que eu saiba, mas diga que eu gosto sempre de aprender, tento não me cristalizar nos mitos.


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:37
Política? Qual política? Refiro-me às declarações anteriores do Eusébio sobre o Sporting de Lourenço Marques, clube que lhe mereceu sempre referências abonatórias até essa entrevista. Você pode acreditar que uma andorinha faz a Primavera, mas eu não.


De Pedro Marques a 9 de Agosto de 2013 às 09:30
Pedro Correia lá está o senhor a pegar só naquilo que lhe interessa para ter razão. Continua a insistir no Benfica ser o clube do Regime ou melhor agora já não é o clube do Regime, a teoria é que é o clube de Salazar (pois Coluna só foi para o estrangeiro porque Salazar não estava no poder, certo?)

No entanto quando falamos particularmente de Eusébio, já conta algumas coisas que ele diz mas outras já não. O Eusébio e o Coluna neste momento com 70 e muitos anos já dizem as coisas sem o rigor e exactidão exigidos, como pode compreender!!

Ora vejamos ainda agora aquando da Eusébio Cup o Eusébio veio numa entrevista ao Record dizer:
"Ainda joguei no Estádio Morumbi, estádio do São Paulo; no dia dos meus anos e fizeram-me uma homenagem. Ganhámos o jogo, porque tínhamos uma grande equipa"
Ora esse jogo o SL Benfica perdeu por 2-3 !!!
http://3.bp.blogspot.com/-xFmYeBWHpQM/Uf7_29iMttI/AAAAAAAAKBo/Iew0pI5fsM0/s1600/folhadespauo.png

e não ficámos por aqui. Toda a gente se lembra da entrevista à RTP onde Eusébio, disse que o técnico obrigou-o a jogar e que ele foi ao balneário do Benfica garantir que não marcava, certo?

Pois bem vejamos o que contam os jornais da época:

http://2.bp.blogspot.com/-cHT1Su--t8M/Uf7_5BmBgQI/AAAAAAAAKB4/pSONNLKSzO4/s1600/E+n%25C3%25A3o+marcou.jpg

Calma, este é o Eusébio a comemorar o golo que o Beira-Mar marcou contra o Benfica ? Não pode ser ser...Eu a pensar que ele iria chorar como o Rui Costa, afinal evidencia alegria !!

e mais escrevia o Mundo Desportivo em 6 de Janeiro de 1977, "E Eusébio, aos 25 m, com um grande tiro, obrigou José Henrique a outra excelente defesa, para canto. E veio o empate"
e o Diário Popular (tb no mesmo dia) escrevia "Passados cinco minutos Eusébio deu sinal da sua categoria, ao driblar vários defesas e desferir potente remate, a proporcionar ao seu antigo companheiro de clube a defesa da tarde. E, logo a seguir, Abel chutou em balão, de forma que José Henrique acabou por cair com o esfério já dentro da baliza."

Concluindo não me parece que para fundamentar a sua teoria seja boa ideia ir buscar o que se diz em entrevistas, pois pelo que vimos a realidade é bem diferente!!! E isto sim são factos, não o que as pessoas falam para a TV....

Portanto prezado Pedro Correia, não me parece justo e correcto pegar em entrevistas de homens com idade avançada para vir fundamentar a sua teoria do Benfica ser o clube do Regime.

Eu por mim continuo a defender a tese que o SL Benfica não era clube do Regime, e se houvesse algum clube do Regime ou de Salazar, apenas acho é que havia outros candidatos mais fortes...É incompreensível que como "clube do Salazar" o SL Benfica até ao seu declínio (anos 90) tenha conquistado 10 títulos, após o 25 de Abril, tendo o Sporting CP 2 e o FC Porto 8, ou seja o mesmo que os dois juntos.
O Sporting por outro lado apenas ganhou 4 em liberdade e 14 durante o Estado Novo, no entanto eu não acho que o Sporting era clube do regime ou de salazar porque na minha opinião o regime não dava importância ao futebol, ou melhor dava mais importância a outras modalidades, como os desportos naúticos, devido à conotação com os nossos descobrimentos, entre outros.


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 10:38
Caro Pedro Marques, toca num ponto importante, embora melindroso. A partir de que momento devemos deixar de atribuir crédito a determinadas figuras públicas em função da idade?
Não é pergunta de fácil resposta, admito. Mas repare: um dos maiores problemas da sociedade portuguesa é a impressionante falta de memória (algo que felizmente já vários de nós conseguimos contrariar nesta mesma caixa de comentários). Se somarmos a isso a desvalorização de certos testemunhos de pessoas que viveram tempos antigos porque presumimos que de algum modo terão passado de validade, maior será ainda a desmemória das gerações mais jovens.
Prefiro portanto seguir este critério: conceder sempre como válidas as declarações produzidas (sabendo, aliás, que já passaram pelo crivo supostamente responsável do jornalista que as recolheu) até manifesta prova em contrário, designadamente se entram em flagrante contradição com declarações anteriores sobre o mesmíssimo assunto.
De resto, como bem sabe, não faltam felizmente na sociedade portuguesa exemplos de figuras de grande e manifesta e feliz longevidade com frequentes intervenções públicas que merecem a nossa melhor atenção - e refiro apenas, a título de exemplo, o professor Adriano Moreira (90 anos), o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles (91 anos) e o professor Mário Moniz Pereira (92 anos).


De Pedro Marques a 9 de Agosto de 2013 às 13:32
Tem razão no que diz. E eu não tenho resposta a essa pergunta, porque tudo depende da pessoa e também da sua actividade enquanto criança e adulto.

Eu também posso ir buscar declarações do Manoel de Oliveira com 100 anos, que considero que bastante lúcidas para a sua idade e também oiço declarações do Mario Soares, já com 88 anos e que ainda merecem o nosso respeito.

Mas todos temos que concordar que a memória deles já não é o que era e podemos ver de vez em quando alguns equívocos no que dizem (é normal, o ser humano infelizmente chega a uma altura que começa a deteriorar-se) Foi por isso que eu apresentei as provas para os enganos de Eusébio por exemplo. se ele se enganou ou mentiu isso já me cabe ajuizar.

Só em jeito de conclusão eu não sou santinho e sei perfeitamente que os clubes chamados de 3 Grandes sempre tiveram ajudas de poderes instalados nas altas instâncias para terem o poderio do futebol português e não é por acaso que apenas 5 equipas ganharam o Campeonato Nacional (sendo que uma foi para as ligas amadoras por corrupção, com 1 título) e a outra apenas ganhou 1 campeonato há mais de meio século. Mas dizer que Salazar mandava no Benfica, isso já é outro nível que recuso a aceitar, por tudo o que disse em outros comentários. Não me parece minimante plausível que ele mandasse em detrimento de Presidentes como Borges Coutinhos, Manuel Conceição Afonso, João Tamagnini Barbosa e Júlio Ribeiro da Costa entre outros.


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 14:09
Estamos finalmente em convergência - não total, o que de resto nenhum de nós pretendia - mas muito alargada. Não necessito de acrescentar mais nada ao que já ficou dito, por mim e por si, em matéria política ou clubística. Resta-me sublinhar algo que já havia referido de passagem: o meu grande apreço pela personalidade de Mário Esteves Coluna, figura cimeira do desporto português (e também de Moçambique). Lembro-me ainda de ter assistido 'in loco' à sua festa de despedida, na Luz, em 1970, com um estádio cheio de vedetas internacionais como Bobby Moore, Bobby Charlton, George Best, Denis Law, Amancio Amaro, José Ángel Iribar e Luis Suárez. Era muito miúdo na altura, mas esse momento foi inesquecível. E um privilégio por tê-lo visto ainda jogar ao vivo.


De PRB a 7 de Agosto de 2013 às 19:22
Pedro, estou disposto a admitir que me chamem muita coisa. Mas ponho o "benfiquista" (e o "portista", em absoluta paridade) onde o Ary dos Santos punha o "poeta castrado". Sou do Sporting, em sentido corrente e, em grande parte, em sentido literal.

A minha crítica ao que escreveu não tem a ver com clubismo. Acho é que uma admiração (ou uma relação pessoal) com um ou mais atletas de um clube não corresponde necessariamente a uma preferência por esse mesmo clube, e que uma preferência de um governante (mesmo de um ditador) por um clube não se traduz necessariamente num benefício para o dito clube.

Ao contrário do que se passou em Espanha, há muito pouco (diria até que não há nada) que se possa dizer sobre actos dos governos de Salazar em benefício concreto do Benfica face aos outros clubes (fosse hoje possível dizer o mesmo...). Mesmo a proibição de "exportar" jogadores seria, creio eu, estendida aos outros clubes. Ou vai dizer-me que nenhum clube europeu alguma vez propôs um contrato ao Hilário, ao Figueiredo ou ao Mascarenhas? Eu nunca os vi jogar, mas duvido que fossem jogadores tão pouco interessantes.



De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:43
Lamento tê-lo confundido com um benfiquista, mas olhe que apareceu bem disfarçado...

Não sei se o Hilário e outros jogadores do Sporting tiveram convites para jogar no estrangeiro, a verdade é que isso nunca constou, pelo menos em termos públicos. Falo do que sei, a partir do momento em que é tornado público.
A verdade é que o Coluna foi convidado especial de Salazar para assistir à inauguração da ponte que teve o nome do ditador. E o Eusébio, segundo revelou, deslocou-se várias vezes a São Bento. Mera coincidência? O facto de serem jogadores do Benfica seria irrelevante? Salazar simpatizava com Eusébio e Coluna sem ser simpatizante do Benfica?
Cada um que fique com a sua convicção: eu prefiro enunciar factos, que até prova em contrário falam por si.

Saudações Leoninas


De Pedro marques a 9 de Agosto de 2013 às 15:51
"Cada um que fique com a sua convicção: eu prefiro enunciar factos, que até prova em contrário falam por si."
Então mas eu acabei de anunciar factos.

1- Número de Presidentes conotados ao Regime da parte do Sporting Clube de Portugal vs Sport Lisboa e Benfica

2- Nomes de estádios com conotação ao regime do Sporting Clube de Portugal vs Sport Lisboa e Benfica

3- Datas de inauguração dos estádios do Sporting Clube de Portugal vs Sport Lisboa e Benfica

4- Foram apresentados jogadores que foram para o estrangeiro tanto do Sporting Clube de Portugal como do Sport Lisboa e Benfica

5- Jogos da Selecção nacional em estádios do Sporting Clube de Portugal vs jogos nos estádios do Sport Lisboa e Benfica

6- Número de campeonatos ganhou durante do regime da parte do Sporting Clube de Portugal (78%) vs número de campeonatos pelo Benfica (62%)

7- Este facto é novo, Logo quando o Regime caiu o Benfica foi tri-campeão. O CSKA (julgo ser este) mal o regime Soviético caiu perdeu logo... e o Benfica nos finais dos anos 70 e durante todos os anos 80 ainda era uma grande potência


O senhor Pedro Correia que eu tenha visto

1- Coluna foi convidado especial de Salazar para assistir à inauguração da ponte Salazar

2- E o Eusébio, segundo revelou, deslocou-se várias vezes a São Bento.

Portanto acabei de enunciar os factos, que pediu, no entanto o senhor nem sequer coloca a hipótese de TALVEZ o Sport Lisboa Benfica não ter sido o clube do regime. Fica com a mesma convicção que não havia a menor sombra de dúvidas que era o clube do regime.

É pena.


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 17:21
Já percebi que você está a desenterrar, dois dias depois, uma polémica que para mim estava encerrada. Considerei-a, aliás, encerrada em comentário escrito já hoje, horas atrás, e que se encontra publicado mais acima em que lembro o jogo da despedida do Coluna, no estádio da Luz, em Dezembro de 1970.
Se reparar na data e no destinatário deste comentário a que pretende ripostar agora, está lá: 7 de Agosto, ao leitor PRB (que é do Sporting).
Poderia recomeçar do princípio, voltando às declarações do Coluna que estiveram na base deste 'post', etc, etc, mas francamente não me apetece.
O melhor mesmo é estacionar aqui.

Saudações Leoninas


De aNNóNNymus a 8 de Agosto de 2013 às 19:55
O Hilário foi só o melhor e mais completo DE que vi jogar na nossa Selecção Nacional, incluindo os vários selescretes !


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:32
De acordo consigo. Aliás, vindo de quem vem, espanta-me um elogio tão rasgado a um grande jogador do Sporting.


De aNNóNNymus a 11 de Agosto de 2013 às 01:16
Nunca fui 'céguinho', nem tampouco amblíope a ver futebol.

Vindo de quem vem ... !?!

Por não ser parvinho de todo, por ser normal entender aquilo que leio e o que por aqui se vai escrevendo, a maior parte com qualidade, limito-me a responder, sempre na mesma 'moeda', saltando à liça, em defesa do Benfica.

E deixo factos, e dúvidas e perguntas...!

E que é que o pobre lampião recebe em remoque ...
desiludido, aziado, maníaco, mentiroso ou um simples, "você é sectário".

Nada de grave e nalguns casos, levam-me à gargalhada ...

como o da, até então, única, excelente e exclusiva Cerveja SAGRES - com um Director Geral sportinguista (hoje anda noutros fados!) que lhes recusou o alterar de um contrato, para igual valor ao conseguido posteriormente pelo Benfica - que de repente não presta, é água choca.

Deixa de ter qualidade e de ser consumida, mas eu, abstémio por opção, que quando bebia marchavam todas sem olhar a quem apoiavam, é que sou faccioso.

A isso, chamo incapacidade negocial e inveja ... ou enveja, como Luís Vaz de Camões.


De Pedro Correia a 11 de Agosto de 2013 às 10:31
Tratando-se de publicidade apostada em agredir gratuitamente uma parcela importante de potenciais consumidores, aí assumo o meu sectarismo. Directamente proporcional à agressão.
Noutros âmbitos não serei, longe disso. Tanto que prefiro um bom tinto maduro ao verde branco.


De aNNóNNymus a 11 de Agosto de 2013 às 15:52
Meu caro,

Seria agressivo se o painel publicitário, estivesse colocado nas vossas instalações, ou espalhado Portugal fora, tipo Licor Beirão ou como o mundialmente conhecido Miura, da Osborne em Espanha, o que presumo não seja o caso.

SG


De Pedro Correia a 11 de Agosto de 2013 às 16:33
Muito mais que agressivo. Nesse caso, já escorregaríamos para o domínio da injúria.

(SG será publicidade subliminar a uma marca de cerveja?)


De aNNóNNymus a 11 de Agosto de 2013 às 18:39
Não tem ..A..RES disso :-))

É, tão somente, o acrónimo de ...

Saudações Gloriosas!

Que renovo.

Resto de Bom Domingo, acompanhado dum verdasco branco, bem geladinho e uns 'carapauzitos de bigode'. A Vida não é só ter fé ...!



De Pedro Correia a 12 de Agosto de 2013 às 01:14
O domingo acabou da melhor maneira. Com três secos à Fiorentina.

SL


De aNNóNNymus a 14 de Agosto de 2013 às 01:29
A jogar com tanta vontade, ainda se arriscam a substituir o Paços de Ferreira, no 3º lugar :-)



De Pedro Correia a 14 de Agosto de 2013 às 11:40
Tomem cuidado vocês: com tanta "nota artística" do "melhor treinador português", ainda se arriscam a ganhar tanto nesta época como ganharam na época passada.


De Anónimo a 7 de Agosto de 2013 às 18:20
Aos iluminados que escrevem "... Salazar não deixava sair os bons jogadores..." ora exemplifiquem lá outros nomes que não Coluna e Eusébio proibidos de sair, ou só esses eram bons?


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 18:28
Prepare-se para esperar. Sentado.


De Fernando Albuquerque a 7 de Agosto de 2013 às 18:31
Prezado Pedro Correia

Pelos vistos o que interessa aprofundar são quantos Presidentes o SCP teve de pessoas ligadas ao antigo regime. Já se apontam sete indivíduos e que só falta dizer, que os mesmos contribuíram nas vitórias que o SCP teve nesses anos.

Sendo sócio do SCP há mais de 60 anos, sinceramente nem sequer me lembrava de tais criaturas.

Gostaria de saber quem eram os Presidentes do clube da Capela nessa época do tal regime, que como eu muitos milhões de Portugueses detestavam, pois deveriam ser pessoas do Povo, sem estarem ligados a essa gente.

Daqui a uns anos os nossos netos, quem os tenha, quando lerem os blogues, devem terem uma péssima imagem, em relação aos acontecimentos dos últimos
33 anos,(1980/2013) que nada de anormal se passou e onde tudo foi LIMPINHO, como todos sabemos.

Porque os nossos filhos, quem os tenha, já sabem o que se passou nos tempos em que o POVO mandava nos apitadores.

Um abraço Fernando Albuquerque


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:20
Prezado Fernando Albuquerque:

Num regime que durou quase meio século, e que tinha as características que sabemos, não vale a pena tentar fazer de conta que algum dos principais clubes não tivesse dirigentes que não fossem afectos a esse regime. Houve até um clube - dos então considerados quatro "grandes" - que baptizou o estádio com o nome do presidente da República de então.
A originalidade do Benfica reside no facto de ter sido o único clube - tanto quanto se sabe, com base em depoimentos dos próprios atletas - beneficiado com vetos do próprio Salazar à transferência para o estrangeiro de dois dos seus principais "activos", como agora se diz.
Quando o nosso guarda-redes Carlos Gomes quis jogar no estrangeiro, primeiro no Brasil e depois em Espanha, não teve nenhuma figura do regime a impedi-lo de partir. Matateu também não foi impedido de partir antes do 25 de Abril para o Canadá, onde jogou durante os últimos anos da sua carreira. Ou o nosso Fernando Peres, que jogou no Vasco da Gama.

Saudações Leoninas


De PRB a 7 de Agosto de 2013 às 19:24
Sobre o Matateu: o Eusébio não chegou a jogar nos EUA no final da carreira?


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:45
Sim. Mas isso aconteceu após o 25 de Abril, num contexto político totalmente diferente.


De Lancero a 7 de Agosto de 2013 às 19:35
O próprio Coluna foi jogar para França ainda antes de 1974


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 19:47
Tem razão, salvo erro para o Olympique de Marselha. Mas nessa altura já estava desvinculado do Benfica.


De fernando alves a 7 de Agosto de 2013 às 20:44
caro pedro correia o mario coluna jogou no olynpique lyonais en 1968 na altura era emigrante en frança SL


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 23:38
Agradeço o seu contributo: o rigor acima de tudo.


De Anónimo Desconhecido a 7 de Agosto de 2013 às 21:45
Como é que ele se conseguiu desvincular ? ;)


De Pedro Correia a 7 de Agosto de 2013 às 23:37
Como diria o Robert de Niro em 'Taxi Driver': essa pergunta é para mim?


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 14:10


De Pedro Marques a 8 de Agosto de 2013 às 15:48
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Coluna

Saiu directamente do Sport Lisboa e Benfica para o Olympique lyonnais.

Lá se vai a teoria que nehum jogador do Benfica podia ir para o estrangeiro.....


De Pedro Marques a 8 de Agosto de 2013 às 16:56

O Enorme capitão do SL Benfica José Águas saiu directamente do Sport Lisboa e Benfica para o Austria Viena ?!?!?!

Como é que isso é possível ?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_%C3%81guas

O emblemático Rogério Pipi, que ergeu a Taça Latina, também jogou no estrangeiro ?

Mas que coisa mais estranho

http://en.wikipedia.org/wiki/Rog%C3%A9rio_Lantres_de_Carvalho

Bem e podia continuar por aqui, não percebo como é que Salazar que mandava no Benfica deixou estes jogadores sairem do Benfica para jogarem em clubes estrangeiros, pode ser que o senhor Pedro Correia possa explicar!


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:27
Águas foi jogar para Viena em fim de carreira, salvo erro quando já tinha 33 anos. Deve ter obtido autorização especial de Salazar para o efeito, se considerarmos válida a tese agora ventilada por Mário Coluna. Há sempre excepções a confirmar a regra.


De Pedro Correia a 9 de Agosto de 2013 às 00:28
Coluna foi jogar para França só em 1970. Já Salazar estava fora de cena.


De Jorge Silva a 27 de Agosto de 2013 às 18:13
Muito Bom post.

Realmente, este flagelo agrava em muito a situação do pessoal...

Na esperança de poder ajudar,

deixo alguma informação adicional sobre trabalho temporário... não é solução, mas pode contribuir para um começo diferente... As pessoas não podem é desanimar! Força aí! www.trabalhoparajovens.blogspot.com
Trabalho e Empregos Temporários para os Jovens Encontra tudo sobre o trabalho temporário para jovens. Descobre onde, como e em que contexto esta poderá ser uma solução!

Força!


De Pedro Correia a 30 de Agosto de 2013 às 12:32
? ? ?


De Paulo Sousa a 27 de Janeiro de 2014 às 15:52
Diz-se que quando as pessoas entram na 3ª idade, regressam à tenra infância e, por conseguinte, à inocência e ao purismo próprios dessa fase da vida.

Foi o que aconteceu com Mário Coluna naquela Terça-Feira em Janeiro de 2009, quando debitou a alto e bom som e para quem quisesse ouvir, as seguintes pérolas:

1. "No meu tempo o Benfica não tinha problemas de arbitragem". (esta é sem dúvida a minha preferida).

2. "foi uma honra ter estado ao lado de Salazar, o homem que deu o seu nome à ponte "a que agora vocês chamam 25 de Abril".

Se já era popularmente sabido que o SLB foi de facto o "clube do regime", esta entrevista na 1ª pessoa de um símbolo vivo da instituição escarlate e que viveu em pleno essa "era maravilhosa" (para os benfiquistas, claro), dissipou por completo as pouquíssimas dúvidas que ainda restavam sobre o assunto.



De Pedro Correia a 27 de Janeiro de 2014 às 16:16
O meu ponto é precisamente esse, Paulo. Revelações que chegam tarde mas chegam ainda a tempo de se esclarecer a verdade. Vindas da boca de uma figura que merece o respeito de todos nós, enquanto atleta do Benfica e capitão da selecção nacional que subiu ao pódio no Mundial de 1966.


De Dope a 4 de Novembro de 2015 às 23:43
ja dizia o meu velho..um dos clubes da capital tinha mtos dirigentes q pertenciam ao "lado fascista" , mas bastava um elemento do governo ( o mais importante ) estar do lado do slb para q essa equipa usufruisse do bom e do melhor! Numa ditadura, ha sempre q elevar o bom nome desse país atraves de algum icone, neste caso, desportivo!


De Pedro Correia a 16 de Novembro de 2015 às 12:24
Pois claro. Dava jeito, e de que maneira, à ditadura.


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